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Edema Ósseo – Osso inflamado – Aprenda mais

10 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá

EDEMA ósseo, também chamado de contusão óssea, caracteriza-se como um inchaço dentro do osso, ou seja, uma lesão traumática em um osso. É menos grave do que uma fratura óssea. Porém, apesar de o osso não estar realmente fraturado, o impacto é forte o suficiente para causar inflamação e até mesmo sangramento dentro do osso afetado. O osso fica vulnerável à uma fratura real.

O laudo de edema ósseo não fecha o diagnóstico sozinho

Edema ósseo é um achado de imagem, principalmente da ressonância magnética, que mostra aumento de líquido/sinal dentro da medula óssea. Ele ajuda a localizar sofrimento do osso, mas não explica sozinho a causa. A mesma expressão no laudo pode aparecer após trauma, sobrecarga, artrose, fratura por estresse, osteonecrose, inflamação, infecção ou lesão tumoral.

Por isso, a pergunta clínica não é apenas “tenho edema ósseo?”. A pergunta útil é: por que esse osso está reagindo, em qual articulação, com que intensidade de dor, há quanto tempo, depois de qual evento e com que risco de piorar se a carga continuar igual?

ContextoO que costuma sugerirO que muda no cuidado
Trauma recente, queda ou torçãoContusão óssea, lesão ligamentar associada ou fratura oculta.Redução de carga, avaliação da estabilidade e imagem complementar se necessário.
Dor progressiva com treino ou caminhadaSobrecarga ou fratura por estresse, especialmente em osso que recebe peso.Pausa relativa, ajuste de impacto e retorno gradual.
Artrose ou desgaste articularSofrimento do osso subcondral próximo à cartilagem.Controle de carga, força, peso, biomecânica e dor.
Dor intensa sem trauma claroOsteonecrose, inflamação, infecção ou edema transitório entram no diferencial.Exige leitura médica do conjunto e, às vezes, exames adicionais.

Quando a localização muda a interpretação

No joelho, edema ósseo pode aparecer em torno de lesões ligamentares, meniscais, artrose ou contusões. No quadril, pode levantar preocupação com osteonecrose, fratura por insuficiência ou edema transitório. No pé e tornozelo, pode acompanhar entorses, impacto repetitivo, alterações de cartilagem ou fratura por estresse.

A dor também orienta. Dor que piora ao apoiar peso sugere que o osso ou a articulação não está tolerando carga. Dor noturna progressiva, febre, perda de peso, vermelhidão importante, uso de corticoide em altas doses, câncer prévio ou imunossupressão reduzem a segurança de tratar como “apenas inflamação”.

Tratamento depende da causa, não do nome do laudo

Em muitos quadros mecânicos, o primeiro passo é reduzir temporariamente impacto e carga, controlar dor, preservar mobilidade segura e reintroduzir esforço por etapas. Muletas, bota, órtese ou afastamento de treino podem ser úteis quando apoiar peso piora muito a dor. Em outros casos, a prioridade é tratar a lesão associada, como menisco, ligamento, artrose, fratura subcondral, infecção ou doença metabólica.

A melhora da imagem pode demorar mais do que a melhora da dor, e o inverso também acontece. Por isso, o retorno ao esporte ou trabalho físico deve considerar função, marcha, força, dor no dia seguinte, estabilidade articular e achados do exame físico, não apenas a frase do laudo.

Como acompanhar sem depender só da nova ressonância

Ressonância é útil, mas repetir imagem cedo demais pode confundir. O sinal de edema pode persistir mesmo quando a pessoa já está melhorando. Por outro lado, dor forte ao apoio, piora progressiva, incapacidade de caminhar, deformidade, febre ou suspeita de fratura exigem reavaliação, mesmo que o laudo inicial pareça discreto.

Marcadores práticos ajudam a conduzir o plano: distância que consegue caminhar, necessidade de muleta, dor durante e no dia seguinte à carga, inchaço, amplitude de movimento, força e qualidade da marcha. O retorno deve avançar quando esses marcadores melhoram, não apenas quando a pessoa “aguenta” forçar.

Quando o edema aparece em osso que suporta peso, como joelho, quadril, tornozelo ou pé, insistir em impacto alto pode prolongar sintomas ou agravar uma fratura por estresse. Quando aparece no ombro ou punho, o raciocínio muda para uso repetitivo, queda, lesões associadas e função do membro superior.

Outro cuidado é não tratar todo edema com o mesmo prazo. Contusão óssea após trauma pode seguir uma recuperação; fratura por estresse, osteonecrose, artrose avançada ou inflamação sistêmica seguem outras. O prazo adequado nasce da causa provável e da resposta funcional, não de uma média retirada do laudo.

Esse é o motivo para levar o exame ao médico que correlaciona imagem, exame físico e história. O laudo localiza o problema; a consulta organiza a decisão.

Fontes clínicas desta ampliação

  • How We Manage Bone Marrow Edema: interdisciplinary review
  • Bone marrow edema of the knee: narrative review
  • Cleveland Clinic: bone marrow edema
  • NCBI Bookshelf: bone marrow edema syndrome

O edema ósseo, ao longo do tempo, já recebeu várias classificações.

Em um artigo de revisão de 2004, publicado por Hofmann e colaboradores, os edemas ósseos identificados em ressonância magnética foram classificados em três grupos: isquêmico, mecânico e reativo. Os edemas isquêmicos envolvem osteonecrose e distrofia simpática reflexa. Os edemas mecânicos incluem sobrecarga, contusões e microfraturas. Os edemas reativos baseiam-se nas artrites infecciosas e neoplásicas.

SintomaDescrição
DorDor na área afetada, que pode variar de leve a intensa.
InchaçoInchaço e sensibilidade na área afetada.
VermelhidãoVermelhidão da pele ao redor da área afetada.
RigidezRigidez e dificuldade de movimentar a articulação, principalmente pela manhã.
Diminuição da amplitude de movimentoDiminuição da amplitude de movimento da articulação afetada.
FraquezaFraqueza na área afetada.

Em 2009, os edemas foram classificados em traumáticos e não-traumáticos. Em 2014, a classificação foi dividida em oito classes: trauma, inflamatório, degenerativo, vascular, infeccioso, iatrogênico, metabólico e neoplásico.

Já em 2016, a classificação por Kon e colaboradores envolveu duas formas distintas. A primeira em edemas traumáticos e não traumáticos. A segunda forma em edemas reversíveis e não reversíveis.

Causas do edema ósseo

edema-osseo

Edemas ósseos geralmente são comuns e podem acontecer com qualquer pessoa de qualquer idade. Embora os edemas ósseos geralmente possam ocorrer devido a lesões na articulação do joelho, também estão relacionados a outras lesões ligamentares e luxações.

É normalmente a consequência de uma pancada imediata no osso, que pode acontecer durante uma queda, lesões esportivas, acidentes de carro, artrite, ou traumatismo no quadril.

CausaDescrição
TraumaTrauma contuso ou penetrante no osso, como fratura, luxação ou laceração.
InfecçãoInfecção do osso ou tecidos moles circundantes, como osteomielite, artrite séptica ou abscesso.
Distúrbios metabólicosDistúrbios metabólicos, como doença de Paget ou hiperparatireoidismo, que podem causar remodelação óssea.
Condições inflamatóriasCondições inflamatórias, como artrite reumatóide e gota, que podem causar erosão óssea.

Esportistas que praticam exercícios de alto impacto estão mais propensos a sofrer edemas ósseos, mas pode ocorrer ainda com pessoas que não utilizam equipamentos de proteção adequado, e quando a sua ocupação no trabalho é fisicamente exigente demais a ponto de colocá-lo em risco de sofrer edemas.

Sintomas do edema ósseo

edema-osseo-joelho
Agarwala, Sanjay, Lokesh Sharoff, and Naeem Jagani. “Effect of zoledronic acid and alendronate on bone edema and pain in spontaneous osteonecrosis of the knee: a new paradigm in the medical management.” Revista brasileira de ortopedia 55 (2020): 543-550.

Os sintomas de um edema ósseo podem incluir: sensibilidade e quadro muito doloroso na região afetada; rigidez; alteração de cor na superfície da pele onde o edema se encontra; proeminência nas articulações ao redor do osso afetado; e proeminência nos tecidos ao redor do osso afetado.

É importante destacar que, dependendo do local onde se encontra o edema, os sintomas podem ser bastante variáveis. Por exemplo, quando o edema ocorre no joelho, torna-se difícil andar e manter o equilíbrio, sentindo ainda uma rigidez ao dobrar essa área do corpo.

Quando o edema é no pé, obviamente ficar em pé é extremamente doloroso, sendo necessário utilizar muletas para aliviar o peso da área afetada. Edema no ombro acarreta em movimentação limitada nessa região, sendo possível ainda sentir fraqueza no ombro, dificultando atividades cotidianas como se vestir ou tomar banho.

Diagnóstico do edema ósseo

Os edemas ósseos são, em muitos casos, acompanhados por outros danos ao tecido envolvente. Como, em determinadas situações, os edemas ósseos não aparecem nos raios-x, diagnosticá-los é um método novo. Antes das ressonâncias magnéticas, diagnosticar um edema ósseo sem verificar o dano era um desafio.

De qualquer forma, essas lesões ósseas são extremamente comuns e podem acontecer com qualquer pessoa em qualquer fase da vida. ‌‌

O médico especialista obterá algumas informações sobre seus sintomas e poderá solicitar informações sobre as ocasiões que levaram ao edema. O diagnóstico se baseia em exame físico e um raio-x. Caso o edema não apareça na radiografia, o médico provavelmente irá solicitar uma ressonância magnética para uma imagem mais detalhada do osso e do tecido envolvente.

Qual o tratamento para edema ósseo?

fisioterapia dor na patela tendinopatia

Basicamente, o paciente deve evitar cargas pesadas na área lesionada, reduzindo o impacto no osso ou na articulação afetada. O uso de muletas pode ser indicado.

Na fase aguda, o tratamento pode incluir redução temporária de carga, crioterapia, elevação articular e analgésicos ou anti-inflamatórios quando indicados. Cirurgia não é a regra, mas pode entrar no plano quando há lesão estrutural, osteonecrose, fratura subcondral, falha de tratamento ou risco de colapso articular.

As cintas podem auxiliar no apoio e proteção da área afetada, ajudando também a limitar os movimentos.

A regressão do edema e o processo de cicatrização devem ser monitorados com ressonância magnética.

Na fase crônica, com manifestação da dor a longo prazo, pode ser recomendada a descompressão cirúrgica para ajudar a reduzir o aumento da pressão intramedular. Apesar de essa alternativa produzir resultados satisfatórios, também pode aumentar o risco de fratura e colapso em articulações que suportam peso.

A recuperação é demorada?

Os edemas ósseos são lesões que podem cicatrizar espontaneamente, porém o período de recuperação varia bastante, isso porque as avaliações em ressonância magnética, algumas vezes, não correlacionam com o diagnóstico clínico do paciente. Por esse motivo, pacientes com edemas ósseos podem levar mais tempo para tratar os sintomas, recuperar a condição normal da articulação e retornar ao estado normal sem quadro doloroso.

Geralmente, a recuperação de edemas ósseos leva de 6 a 12 semanas. Isso quando as lesões estão relacionadas com o tratamento não cirúrgico.

Em um estudo realizado por Pinar e colaboradores para a revista Knee Surgery, Sports Traumatology and Arthroscopy, os autores relataram que a maioria dos edemas ósseos cicatrizou em 6 a 8 semanas em alguns pacientes analisados.

Apenas um paciente apresentou edemas ósseos por aproximadamente 7 meses. Outro estudo experimental publicado no periódico American Journal of Roentgenology, destacou que os edemas ósseos no tornozelo levam mais tempo para recuperar do que os edemas no joelho. A articulação do tornozelo e os mecanismos traumáticos podem ser fatores que contribuem para o tempo prolongado de recuperação nessa região.

Dicas para manter seus ossos saudáveis e fortalecidos

Seu estilo de vida pode ajudá-lo a evitar problemas ósseos e manter seus ossos fortes e saudáveis.

Tenha uma dieta balanceada com os nutrientes e minerais necessários. Verifique seus níveis de cálcio e vitamina D. O cálcio proporciona uma boa saúde óssea, então consuma na quantidade diária apropriada. A vitamina D ajuda a absorver o cálcio. Você pode obter através dos alimentos e principalmente através da exposição solar nos horários adequados.

Pratique atividades físicas regularmente, pois exercícios físicos são bons para a saúde óssea.

Não fume, pois fumar enfraquece os ossos. O mesmo serve para o álcool. Se você bebe, tente reduzir o consumo, pois isso também enfraquece os seus ossos.

Recomendações

Se você sofrer um edema ósseo, não ignore o inchaço e a dor. Procure um especialista em ortopedia para o tratamento adequado e necessário.

REFERÊNCIAS

BONADIO, M. B. Tratamento das lesões de edema medular ósseo do joelho pela técnica de subcondroplastia. 2019. Tese (Doutorado em Ciências) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.

KEMAL, S.; KAYAOKAY, K. Natural History of Bone Bruise. In: DORAL, M. N. et al. (ed.) Intraarticular Fractures. Switzerland: Springer, 2019. p. 3-10.

HOFMANN, S. et al. Painful bone marrow edema of the knee: differential diagnosis and therapeutic concepts. The Orthopedic Clinics of North America, v. 35, n. 3, p. 321-333. 2004.

KON, E. et al. Bone marrow lesions and subchondral bone pathology of the knee. Knee Surgery, Sports Traumatology and Arthroscopy, v. 24, n. 6, p. 1797-1814. 2016.

PINAR, H. et al. Bone bruises detected by magnetic resonance imaging following lateral ankle sprains. Knee Surgery, Sports Traumatology and Arthroscopy, v. 5, n. 2, p. 113-117. 1997.

SIJBRANDIJ, E. S. et al. Posttraumatic subchrondral bone contusions and fractures of the talotibial joint occurrence of “kissing” lesions. American Journal of Roentgenology, v. 175, n. 6, p. 1707-1710. 2000.

Arquivado em: Ortopedia

Fratura de Colles: o que é e como é tratada

10 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá

A fratura de um osso é um evento comum na vida de qualquer pessoa. Embora não seja necessariamente algo que ocorra com frequência, é normal que uma pessoa quebre algum osso pelo menos alguma vez na vida.

Como entender a dor sem pular etapas

Para “Fratura de Colles: o que é e como é tratada”, o mais útil é descrever a dor: onde começa, para onde irradia, o que piora, o que melhora e quais funções foram perdidas. Essa organização ajuda a diferenciar sobrecarga, inflamação, irritação de nervo, trauma, dor persistente e sinais que exigem avaliação mais rápida.

Mapa prático da dor

CaracterísticaO que anotar
InícioSurgiu após esforço, queda, treino, viagem, infecção ou foi gradual?
LocalizaçãoÉ pontual, em faixa, profunda, superficial ou irradia para braço, perna ou tórax?
FunçãoLimita caminhar, respirar, dormir, trabalhar, pegar peso ou fazer movimentos simples?
Sinais associadosDormência, fraqueza, febre, perda de peso, falta de ar ou inchaço mudam a urgência.
EvoluçãoMelhora em dias, volta sempre ou piora progressivamente?

O que pode ajudar a consulta

  • Leve uma escala simples de 0 a 10 para dor em repouso e movimento.
  • Anote remédios, compressas, exercícios ou repouso que ajudaram ou pioraram.
  • Evite insistir no movimento que reproduz dor forte ou perda de força.
  • Procure atendimento urgente se houver trauma importante, fraqueza progressiva, dor no peito, falta de ar ou alteração neurológica.

Por que a causa importa

Duas pessoas com dor no mesmo lugar podem precisar de condutas diferentes. A decisão pode envolver ajuste de carga, exercício progressivo, fisioterapia, medicação, exame ou investigação de sinais sistêmicos.

Quando a dor dura semanas, acorda à noite, volta sempre ou limita atividades básicas, vale deixar de tratar apenas o sintoma e investigar o padrão que mantém o problema.

O estilo de vida apresenta grande influência sobre a frequência com que essas fraturas ocorrem. Por exemplo, pessoas que praticam esportes regularmente, especialmente esportes de contato, tendem a lidar com fraturas e torções com maior frequência do que as outras pessoas[1].

Porém, existe outro fator que apresenta forte influência nessa questão: a saúde do osso. Um osso saudável apresenta grande resistência à fratura, visto que a resistência a danos mecânicos consiste em uma de suas funções.

Dependendo dos hábitos diários e da alimentação, assim como da idade, a densidade do osso pode diminuir, processo conhecido como osteoporose. A diminuição da densidade e aumento da porosidade, por sua vez, diminuem a resistência do osso, tornando-o mais propenso a fraturas[2].

Existem diversos tipos de fraturas catalogadas na literatura médica, sendo definidas de acordo com o local da fratura, o comportamento da região após a fratura, assim como as causas mais comuns. A fratura de Colles é uma delas, sendo uma das fraturas mais comuns em idosos.


A fratura de Colles é mais comumente causada por uma queda, aterrissando com a mão estendida com o punho em dorsiflexão


O que é a fratura de Colles

A fratura de Colles, também conhecida como fratura de Smith e fratura do rádio distal, é um tipo de fratura que envolve o punho. Ela consiste na fratura do rádio, osso do antebraço, na região próxima à mão, por um impacto transversal. Como resultado, a mão se desloca transversalmente ao braço, criando o formato distinto da fratura de Colles[3].

Devido a essa aparência distinta, em que a mão se torna visivelmente deslocada em relação ao braço, ela foi identificada e catalogada em 1814, antes da invenção dos raios-X, pelo cirurgião irlandês Abraham Colles.

Além da deformação do local, a fratura é acompanhada por dor, inchaço e vermelhidão.

A causa mais comum da fratura de Colles é a queda. Ao cair de alturas baixas ou médias, nosso primeiro instinto é utilizar a mão e o braço para suavizar a queda e proteger o resto do corpo.

Em uma pessoa que apresenta os ossos saudáveis, isso geralmente contribui com sucesso para a suavização da queda. Porém, se a pessoa apresenta osteoporose, os ossos da região não apresentarão necessariamente a resistência necessária para aguentar o impacto, o que pode resultar em uma fratura.

Neste caso, a mão está se deslocando verticalmente para baixo para frear a queda, e, ao encostar no chão, seu movimento para. Porém, com a inércia do movimento e o peso do corpo, que ainda está caindo, o braço tende a continuar esse movimento vertical, se deslocando para baixo, ocasionando essa fratura transversal.

Embora seja mais comum em idosos, devido à osteoporose e outros possíveis problemas agravantes, como problemas de equilíbrio ou de locomoção, esse tipo de fratura também acomete jovens.

Entre os jovens, a principal causa são acidentes de carro. A fratura pode acontecer, por exemplo, devido ao impacto ocorrer enquanto mantêm as mãos no volante, ou como reflexo por parte do corpo para tentar “conter” o impacto.

Outros tipos de acidente que envolvem alta velocidade também podem causar isso, como queda de motos ou de bicicletas em movimento, ou de grande alturas. Porém, caso apresentem ossos saudáveis, geralmente não ocorre de baixas ou médias alturas.

Leia também: Ressonância magnética: para que serve e como é feita


Causas comuns de Fratura de Colles

  1. Osteoporose: A osteoporose é uma condição em que os ossos se enfraquecem e quebradiços devido à falta de cálcio, vitamina D e outros nutrientes. Isso pode levar a um risco maior de fraturar a clavícula.
  2. Movimento repetitivo: movimentos repetitivos, como jogar uma bola ou balançar um taco de golfe, podem fazer com que a clavícula fique sobrecarregada, levando a fraturas por estresse e, por fim, a uma fratura de Colles.
  3. Quedas: as quedas podem causar trauma direto na clavícula, levando a uma fratura de colo.
  4. Acidentes com veículos automotores: Acidentes com veículos automotores podem causar trauma direto, levando a uma fratura do colo.
  5. Lesões esportivas: Lesões esportivas, como uma queda de bicicleta ou uma pancada no futebol, podem levar a uma fratura de Colles.
  6. Trauma direto no osso: Trauma direto na punho, como uma queda ou um acidente, pode causar uma fratura de Colles.
  7. Estrutura óssea enfraquecida devido a câncer ou outras patologias: Certas patologias médicas, como o câncer, podem enfraquecer a estrutura óssea e torná-la mais suscetível a fraturas


Sintomas da Fratura de Colles

  • Rigidez: Dificuldade em mover o pulso devido a dor, inchaço e amplitude de movimento limitada.
  • Sensação de rangido: sensação de algo se movendo dentro da articulação do pulso quando o pulso é movido.
  • Força de preensão limitada: diminuição da capacidade de segurar ou agarrar objetos devido à fraqueza no pulso.
  • Dor e sensibilidade quando a pressão é aplicada: Dor ou desconforto quando a pressão é aplicada na área afetada, especialmente ao longo da linha de fratura.
  • Deformidade visível: uma alteração visível na forma do punho, como uma protuberância ou amassado, causada pelo(s) osso(s) quebrado(s) empurrando os tecidos moles.
  • Formigamento ou dormência: perda de sensibilidade na área afetada devido à compressão ou dano do nervo.
  • Incapacidade de mover o pulso: Dificuldade em mover o pulso devido à dor, inchaço e amplitude de movimento limitada.


Complicações

Devido ao local em que a fratura ocorre, é possível que ocorram algumas complicações resultantes da fratura, afetando principalmente o movimento do punho, das mãos e dos dedos.

Como o tecido nervoso responsável pelo controle e pelos sentidos desses membros do corpo passam por essa região, existe a chance desses nervos serem danificados pela fratura. Um dos possíveis resultados disso é a síndrome do túnel carpal.

A síndrome do túnel carpal é resultante da compressão de um desses nervos, o nervo mediano. Como resultado, existe diminuição da sensibilidade na mão e dificuldade de aplicar força, o que prejudica a realização das atividades diárias.

Existe também a possibilidade de ocorrer a contratura de Volkmann, condição caracterizada pela danificação da região do punho, resultando na fixação da mão em um formato de “garra”, isto é, contraída, sem capacidade de retornar à posição reta.

A fratura também pode resultar na formação de calos e na indução de condições que provocam dor crônica, como a síndrome complexa de dor regional e artrite pós-traumática.

A ocorrência dessas sequelas depende do quão danificada foi a região devido ao impacto e à distensão do osso, assim como do tratamento aplicado sobre a fratura.


Tratamento da fratura de Colles

Antes do tratamento, o médico realizará exames para comprovar o tipo de fratura, assim como determinar a extensão dos danos. Diferentes intensidades de danos requerem diferentes abordagens e podem ter diferentes tempos de recuperação.

A radiografia é o principal exame nesse caso. Com ela, é possível identificar como a fratura danificou o osso, como estão dispostos os fragmentos, e possivelmente quais sequelas podem resultar da fratura e do tratamento.

Em casos mais simples, o tratamento usual é a relocação e imobilização do punho.

Com base na radiografia, o médico consegue determinar como relocar o punho de forma a realinhar os ossos e os fragmentos presentes. Um realinhamento correto é crucial para uma boa regeneração do local e para evitar a ocorrência de complicações.

Após esse realinhamento, o punho é imobilizado com gesso ou tala, e sua evolução é acompanhada. A imobilização geralmente dura de 6 a 8 semanas, sendo a tala ou gesso substituída a cada 3 semanas.

Para melhor acompanhar a evolução do tratamento, pode ser requerido a realização de radiografias do local com certa frequência.

No caso de deslocamentos mais severos, inclusive de fratura exposta, é necessária a realização de um processo cirúrgico para o realinhamento correto. Esse processo envolve abrir cirurgicamente o local para realizar o alinhamento manual dos fragmentos do osso.

Esse procedimento é especialmente necessário no caso de fratura exposta, pois a exposição ao ar por parte do osso e tecidos internos do corpo pode causar grandes prejuízos à recuperação e aumenta a propensão a infecções bacterianas. No caso, o procedimento deve ser realizado em até 8 horas após o aparecimento da lesão para melhores resultados.

Nesses casos em que a intervenção cirúrgica foi necessária, podem ser utilizados alguns outros métodos para garantir a regeneração correta dos ossos envolvidos. Esses métodos incluem o uso de pinos metálicos, a aplicação de placas e parafusos, assim como o uso de fixadores externos, além da aplicação do gesso.

Para fraturas expostas, comumente se aplica o fixador externo de início e, dependendo da recuperação, podem ser aplicados fixadores internos posteriormente.


O prognóstico de uma fratura de Colles depende da gravidade da lesão e da extensão de quaisquer complicações que surjam como resultado da lesão. As complicações são evitáveis por meio de redução imediata e adequada, seguida de imobilização e gesso e acompanhamento com ortopedista.

Summers e Fowles, 2022

Recomendações

Durante o tratamento, há algumas recomendações que podem ser feitas pelos médicos para garantir uma boa recuperação e tornar esse processo mais tolerável.

A mais comum é quanto ao manejo da dor. É normal que o processo de recuperação seja doloroso, portanto, deve-se adotar formas de diminuir a dor quando possível. Métodos simples como manter o braço elevado podem ser suficientes, assim como o uso de analgésicos sem prescrição.

Em casos de dor mais intensa, pode ser recomendado o uso de analgésicos e anti-inflamatórios um pouco mais fortes, como o ibuprofeno, assim como o uso de analgésicos que requerem prescrição médica, se necessário.

A recuperação do movimento dos dedos deve ocorrer logo nas primeiras 24 horas. Caso mantenha-se difícil movê-los, por exemplo, devido a dor intensa, deve-se entrar em contato com o médico que realiza o acompanhamento para revisão do tratamento.

Também deve-se ter em mente que o gesso precisa ser mantido seco para a manutenção da qualidade do tratamento. Portanto, durante o banho, deve-se cobri-lo com uma sacola plástica e, caso molhe, deve ser secado com um secador de cabelo.

Leia também: Tendinite Nas Mãos


Pós-tratamento

Após a retirada da tala, mesmo com uma boa recuperação, inicia-se um período de pós-tratamento para reobter a movimentação do punho.

Boa parte da amplitude desses movimentos são obtidas novamento em até dois meses após a retirada da tala, com o uso normal do punho. Inicialmente haverá rigidez e dor ao movimentá-lo, portanto, é necessário cuidado. Com o tempo, ambos os sintomas diminuem.

Dependendo do caso, o médico pode recomendar a realização de fisioterapia para uma melhor recuperação.

O retorno às atividades habituais deverá ser realizado aos poucos, seguindo o acompanhamento médico. Por exemplo, a realização de atividades que requerem maior esforço por parte do punho, como musculação e prática de esportes, pode ser retomada apenas entre 3 e 6 meses após o início do pós-tratamento.

A retomada da capacidade de movimentação total do punho afetado tende a ser obtida apenas após 2 anos do início do pós-tratamento, caso ocorra.


Prevenção

A melhor forma de lidar com a fratura de Colles é a prevenção.

A principal medida para isso consiste em manter a saúde do osso. Para isso, deve-se ingerir alimentos ricos em cálcio regularmente (como leite e queijo) e também ter alguma fonte de vitamina D, como exposição regular ao sol ou o uso de suplementos (com acompanhamento médico).

A prática regular de exercícios físicos, assim como o cessamento do tabagismo e da ingestão de álcool, também contribuem para uma melhor absorção e utilização do cálcio por parte do corpo.

Pessoas que apresentam histórico familiar de osteoporose devem ficar ainda mais atentas.

Isso se aplica tanto às pessoas que já a apresentam, que devem seguir as orientações médicas como forma de tratamento, quanto às que ainda não a apresentem, que devem realizar tais mudanças de estilo de vida de forma preventiva.

No caso de pessoas mais jovens, os cuidados na condução de automóveis e na prática de esportes também são fundamentais para evitar a ocorrência de acidentes e o ocasionamento de fraturas. No caso dos esportes, a alimentação também é fundamental para evitar qualquer tipo de ferimento ósseo que possa resultar dessas práticas.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dor
  • Ortopedia

Fontes úteis

Referências citadas3 fontes
  1. 1.
    Summers K, Fowles SM. Colles’ Fracture. InStatPearls [Internet] 2021 Aug 11. StatPearls Publishing.
    Voltar [1]
  2. 2.
    Habeebullah A, Vasiljevic A, Abdulla M. Evidence-based review of Colles’ fracture. Trauma. 2015 Jul;17(3):191-200.
    Voltar [2]
  3. 3.
    Ellis H. Abraham Colles: colles’ fracture. Journal of Perioperative Practice. 2012 Aug;22(8):270-1
    Voltar [3]
  • MedlinePlus: dor
  • CDC: atividade física para adultos
  • NIAMS: lesões esportivas

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Prednisona dá sono? Efeitos e cuidados

10 de dezembro de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira

Prednisona não é um remédio sedativo típico. Quando alguém sente sono usando prednisona, a causa pode ser a doença de base, piora do sono à noite, alteração de humor, queda de energia após inflamação, interação com outros medicamentos ou efeito indireto do tratamento. Em muitas pessoas, o efeito mais esperado é o contrário: agitação, dificuldade para dormir ou sensação de “aceleração”.

O ponto mais importante é não interpretar sonolência como motivo automático para suspender a prednisona. Corticoides podem precisar de redução gradual, dependendo da dose e do tempo de uso. Parar de repente pode piorar o quadro tratado e, em alguns contextos, causar sintomas por retirada.

Sono, insônia e prednisona: o que observar

SituaçãoPossível explicaçãoO que fazer
Insônia ou agitaçãoEfeito conhecido de corticoide em algumas pessoas.Relatar ao prescritor; horário e dose podem precisar revisão.
Sonolência durante o diaNoite ruim, infecção, dor ou outro remédio.Olhar o conjunto, não só a prednisona.
Fraqueza importantePode indicar piora clínica, glicemia alterada ou retirada inadequada.Buscar orientação, especialmente se progressiva.
Uso prolongadoMaior risco de efeitos metabólicos e hormonais.Não suspender sozinho.

Quando revisar o tratamento

Procure orientação se surgirem confusão, alteração importante de humor, febre, piora da dor, falta de ar, inchaço, aumento da pressão, glicemia alta, fezes escuras ou sonolência incapacitante. Esses sinais não provam que a prednisona é a causa, mas mudam a segurança do tratamento.

Também vale informar todos os remédios usados no mesmo período, incluindo antialérgicos, relaxantes musculares, antidepressivos, opioides e medicamentos para dormir. Muitas queixas de sono aparecem por combinação de fatores, e a correção pode envolver dose, horário, duração ou troca do plano.

Se a prednisona foi prescrita para crise respiratória, alergia intensa ou doença inflamatória, a piora do cansaço pode sinalizar que o quadro inicial ainda está ativo. Nesse caso, apenas mudar o horário do comprimido pode não resolver.

Prednisona pode me deixar com sono?

A prednisona geralmente não causa sonolência, mas pode fazer você se sentir tonto, irritado com alterações de humor ou causar problemas para dormir (insônia). Se a sua dose for interrompida muito rapidamente ou se você tomar prednisona por um longo período, você pode se sentir severamente fatigado[1].

Na verdade, a prednisona não interrompe o sono, mas alguns pacientes podem perceber que o medicamento pode deixá-los acordados quando não querem estar. Pode causar outros efeitos colaterais, como aumento do apetite, alterações de humor e dificuldade para dormir, mas não é conhecido por causar sonolência.


O que é prednisona?

A Prednisona é um dos medicamentos corticóides mais conhecidos e que possui aplicação no tratamento de diversas patologias. Ele possui ação anti-inflamatória e imunosupressora[2]. 


Doses da prednisona

Faixa EtáriaDosagem de Prednisona
Adultos1-2 mg/kg/dia em doses únicas ou divididas.
Crianças0,5-1 mg/kg/dia em doses únicas ou divididas.


A prednisona imita o hormônio cortisol que é naturalmente produzido pelas glândulas supra-renais em sinais da glândula pituitária no cérebro. O hormônio cortisol é responsável por muitas funções críticas do corpo, incluindo a resposta de luta ou fuga (resposta simpática) e a manutenção da inflamação sob controle.

Prednisona – para que serve?

Os corticóides (como a prednisona e prednisolona) são comumente recomendados para o tratamento de condições inflamatórias autolimitadas graves e agudas, como reações a medicamentos, dermatite de contato, eczema grave, urticária grave, asma, alergias, distúrbios intestinais, artrite e várias outras condições sem preocupações expressas sobre efeitos colaterais potencialmente significativos.

Outros efeitos colaterais da prednisona

efeitos-colaterais-prednisona-sono

Dentre os seus efeitos colaterais a bula não relata que provoque sono, mas sim distúrbios do sono, sendo mais comum a insônia[3].

Acontece que a  Prednisona é um hormônio sintético que, portanto, atua de maneira distinta no sono de cada paciente. Para identificar se o uso do medicamento está provocando sono, o recomendado é que o paciente busque acompanhamento médico durante o uso[4].  

Lembrando que os corticóides só devem ser ingeridos com recomendação médica[5]. 

Eles costumam ser utilizados no tratamento de diversas patologias que respondem aos corticosteroides, como distúrbios endócrinos, problemas respiratórios, doenças oftálmicas, alergias, relacionadas ao sangue, de pele e até mesmo alguns tipos de câncer. 

Outros efeitos colaterais que podem ser provocados pelo uso da Prednisona são alterações na pele, ossos, músculos, estômago, intestinos, metabolismo, sistema nervoso, glândulas e olhos.  


Quando devo tomar a prednisona?

Dosagens matinais são geralmente melhores para prednisona.

É quando seu corpo para de produzir cortisol sozinho.

Se você estiver tomando prednisona diariamente, os especialistas recomendam tomar a dose pela manhã, para reduzir esse risco. Tomar prednisona a tarde ou a noite também pode causar insônia e hiperatividade.


Outras orientações

A prednisona pode aumentar o risco de desenvolver osteoporose. Leve essa dúvida à consulta sobre os riscos de tomar prednisona e sobre coisas que você pode fazer para diminuir a chance de desenvolver osteoporose.

A prednisona pode causar outros efeitos colaterais. Ligue para o seu médico se tiver algum problema incomum enquanto estiver tomando este medicamento.


Indicações comuns da prednisona

  1. Asma – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e o inchaço nas vias aéreas de pessoas com asma, permitindo que respirem com mais facilidade.
  2. Reações alérgicas – A prednisona é usada para reduzir os sintomas de reações alérgicas, como coceira, inchaço e urticária.
  3. Problemas de pele – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e coceira causada por uma variedade de problemas de pele, como eczema e psoríase.
  4. Artrite – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e aliviar a dor em pessoas com artrite.
  5. Distúrbios do sangue – A prednisona é usada para tratar a anemia e certos tipos de leucemia.
  6. Distúrbios endócrinos – A prednisona é usada para tratar insuficiência adrenal e hipertireoidismo.
  7. Condições oculares – A prednisona é usada para reduzir a inflamação associada à uveíte, uma inflamação da camada média do olho.
  8. Doenças gastrointestinais – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e o inchaço associados à doença de Crohn, colite ulcerosa e gastrite.
  9. Distúrbios do sistema imunológico – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e suprimir o sistema imunológico em pessoas com condições como lúpus e esclerose múltipla.
  10. Condições renais – A prednisona pode ser usada para tratar certos distúrbios renais, como a síndrome nefrótica.
  11. Doenças pulmonares – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e o inchaço nas vias aéreas de pessoas com doenças pulmonares, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
  12. Mieloma múltiplo – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e a dor associada ao mieloma múltiplo.
  13. Distúrbios nervosos – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e o inchaço associados a certos distúrbios nervosos.
  14. Distúrbios respiratórios – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e o inchaço associados a certos distúrbios respiratórios.
  15. Convulsões – A prednisona pode ser usada para tratar certos tipos de convulsões.
  16. Inchaço devido ao acúmulo de fluidos – A prednisona é usada para reduzir o inchaço causado pelo acúmulo de fluidos no corpo (edema).
  17. Alguns tipos de câncer – A prednisona é usada para reduzir a inflamação e o inchaço associados a certos tipos de câncer, como linfoma e leucemia.


Quando devo procurar um médico?

Fale com o seu médico imediatamente se tiver mais do que um destes sintomas:

  • Visão turva
  • Tonturas ou desmaios
  • Batimentos cardíacos rápidos, irregulares ou acelerados
  • Aumento da sede ou micção
  • Irritabilidade ou cansaço, ou fraqueza

Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos
  • FDA: uso seguro de medicamentos
  • Anvisa: medicamentos

Fontes úteis

Referências citadas5 fontes
  1. 1.
    Kapugi M, Cunningham K. Corticosteroids. Orthopaedic Nursing. 2019 Sep 1;38(5):336-9.
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  2. 2.
    Williams DM. Clinical pharmacology of corticosteroids. Respiratory care. 2018 Jun 1;63(6):655-70.
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  3. 3.
    Waljee AK, Rogers MA, Lin P, Singal AG, Stein JD, Marks RM, Ayanian JZ, Nallamothu BK. Short term use of oral corticosteroids and related harms among adults in the United States: population based cohort study. bmj. 2017 Apr 12;357.
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  4. 4.
    Poetker DM, Reh DD. A comprehensive review of the adverse effects of systemic corticosteroids. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Aug 1;43(4):753-68.
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  5. 5.
    McGee S, Hirschmann J. Use of corticosteroids in treating infectious diseases. Archives of internal medicine. 2008 May 26;168(10):1034-46.
    Voltar [5]
  • MedlinePlus: prednisone
  • DailyMed: prednisone labels
  • FDA: find information about a drug

Arquivado em: Clínica Médica, Curiosidades

Como dormir com enxaqueca: ambiente, posição e alertas

10 de dezembro de 2022 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Sono e dor de cabeça estão intimamente ligados. Ataques de enxaqueca podem ser desencadeados ou aliviados pelo sono, e a própria dor altera a duração e a qualidade do descanso[1].

Como entender a dor sem pular etapas

Para “Como dormir com enxaqueca?”, o mais útil é descrever a dor: onde começa, para onde irradia, o que piora, o que melhora e quais funções foram perdidas. Essa organização ajuda a diferenciar sobrecarga, inflamação, irritação de nervo, trauma, dor persistente e sinais que exigem avaliação mais rápida.

Mapa prático da dor

CaracterísticaO que anotar
InícioSurgiu após esforço, queda, treino, viagem, infecção ou foi gradual?
LocalizaçãoÉ pontual, em faixa, profunda, superficial ou irradia para braço, perna ou tórax?
FunçãoLimita caminhar, respirar, dormir, trabalhar, pegar peso ou fazer movimentos simples?
Sinais associadosDormência, fraqueza, febre, perda de peso, falta de ar ou inchaço mudam a urgência.
EvoluçãoMelhora em dias, volta sempre ou piora progressivamente?

O que pode ajudar a consulta

  • Leve uma escala simples de 0 a 10 para dor em repouso e movimento.
  • Anote remédios, compressas, exercícios ou repouso que ajudaram ou pioraram.
  • Evite insistir no movimento que reproduz dor forte ou perda de força.
  • Procure atendimento urgente se houver trauma importante, fraqueza progressiva, dor no peito, falta de ar ou alteração neurológica.

Por que a causa importa

Duas pessoas com dor no mesmo lugar podem precisar de condutas diferentes. A decisão pode envolver ajuste de carga, exercício progressivo, fisioterapia, medicação, exame ou investigação de sinais sistêmicos.

Quando a dor dura semanas, acorda à noite, volta sempre ou limita atividades básicas, vale deixar de tratar apenas o sintoma e investigar o padrão que mantém o problema.

É importante ter uma boa higiene do sono para ajudar a aliviar a dor de cabeça e prevenir ataques de enxaqueca. Dormir o suficiente, ter uma rotina de sono consistente e evitar a privação de sono pode ajudar a diminuir a frequência e a intensidade dos sintomas da dor de cabeça.

Além disso, evitar estressores como cafeína, álcool, luzes brilhantes, fumando e outras substâncias tóxicas também pode ajudar a prevenir ataques de enxaqueca[2].

Dicas básicas

  • Descanse e relaxe em um quarto escuro e silencioso
  • Faça uma pausa em qualquer atividade que possa estar desencadeando a enxaqueca
  • Beber grande quantidade de líquidos
  • Tome medicamentos para alívio da dor conforme prescrito
  • Coloque frio local ou bolsa de gelo na testa, ou na nuca
  • Use uma máscara de dormir ou tampões de ouvido para bloquear qualquer luz ou ruído
  • Fale com o seu médico sobre outras opções de tratamento

O que é enxaqueca?

Enxaqueca e Cefaleia Tensional - Diferencas

A enxaqueca é um distúrbio neurológico debilitante caracterizado por fortes dores de cabeça, náuseas e sensibilidade à luz e ao som. É a terceira doença mais comum e incapacitante do mundo, afetando até 12% da população.

A enxaqueca é uma condição complexa e muitas vezes incompreendida e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de uma pessoa.

As enxaquecas podem durar de algumas horas a vários dias e podem ocorrer com ou sem aviso prévio. As opções de tratamento variam, mas geralmente incluem mudanças no estilo de vida, tratamentos médicos e terapias alternativas, como acupuntura e medidas não invasivas.


Sintomas de enxaqueca

  1. Fortes dores de cabeça
  2. Náusea
  3. Sensibilidade à luz e ao som
  4. Distúrbios visuais
  5. Tontura
  6. Dor no pescoço
  7. Vômito
  8. Fadiga
  9. Mudanças de humor
  10. Dificuldade de concentração
  11. Dificuldade para falar
  12. Dormência ou formigamento
  13. Visão turva
  14. Perda de apetite
  15. Dor abdominal


Enxaqueca e alterações no sono

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As enxaquecas têm um impacto significativo no sono. As pessoas que sofrem de enxaqueca geralmente têm dificuldade em adormecer e permanecer dormindo. Durante um ataque de enxaqueca, a dor e outros sintomas podem dificultar o conforto e o sono[3].

Além disso, o estresse e a ansiedade associados aos ataques de enxaqueca podem levar à insônia, interrupção do ciclo do sono e exaustão geral.

Os efeitos da enxaqueca no sono podem ser agravados por medicamentos usados para tratar a doença. Muitos medicamentos usados para tratar enxaquecas têm qualidades sedativas que podem facilitar o sono, mas também podem causar sonolência e fadiga durante o dia.

Além disso, certos medicamentos podem causar dores de cabeça rebote, que podem causar insônia e interromper ainda mais o sono. Para aqueles com enxaqueca crônica, a falta de sono pode levar a um aumento da frequência de ataques de enxaqueca.

Portanto, é importante que as pessoas com enxaqueca encontrem maneiras saudáveis de controlar o sono, como fazer exercícios regularmente, evitar refeições pesadas tarde da noite e evitar o álcool antes de dormir.

Dormir e acordar com enxaqueca o – É perigoso dormir com dor de cabeça?

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Ir dormir com uma enxaqueca não tratada é geralmente um erro, pois pode piorar durante a noite e tornar-se difícil de tratar pela manhã. Se uma pessoa com enxaqueca for privado de sono, ele ou ela pode esperar mais enxaquecas, enquanto aqueles que dormem demais podem acordar com ataques que são muito resistentes ao tratamento.

Dormir e acordar com enxaqueca pode significar um insfuciente controle álgico, e que o tratamento está inadequado. As dores de cabeça da enxaqueca são frequentemente acompanhadas por vários sintomas, como náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, som e cheiro e dor em um lado da cabeça.

As pessoas que dormem e acordam com enxaqueca podem ter dificuldade em voltar a dormir ou permanecer dormindo durante a noite. Eles também podem sentir fadiga e dificuldade de concentração durante o dia devido à falta de sono reparador.

A persistência dos sintomas mostra que o tratamento para a crise está insuficiente, e deve ser melhor avaliada por um médico neurologista.


Higiene do sono – o que fazer?

  1. Certifique-se de que a temperatura do quarto seja confortável e que a roupa de cama, seja adequada.
  2. Use cortinas ou persianas opacas para bloquear qualquer luz.
  3. Use uma máquina de ruído branco ou tampões de ouvido para bloquear qualquer ruído.
  4. Evite telas (telefone, notebook, televisão) no quarto, pois podem ser estimulantes e atrapalhar o sono.
  5. Estabeleça uma rotina regular antes de dormir, como tomar um banho com água morna ou ler um livro.
  6. Evite cafeína no final do dia e quaisquer outros estimulantes.
  7. Pratique técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou meditação.
  8. Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir.


Higiene do sono – evitar o uso do celular próximo do horário de dormir

O uso de telefones celulares próximo ao horário de dormir pode ter um impacto negativo na sua saúde. Estudos demonstraram que a luz azul emitida pelos telefones celulares pode interferir nos seus ciclos naturais de sono. Essa luz suprime a produção de melatonina, um hormônio que induz o sono em humanos. Como resultado, usar um telefone celular perto da hora de dormir pode dificultar em adormecer e dificultar uma noite inteira de sono reparador.

Outro motivo para evitar o uso do celular perto da hora de dormir é que a luz azul pode interromper seu ritmo circadiano. Seu ritmo circadiano é o relógio interno do seu corpo e ajuda a regular o ciclo sono-vigília. Estudos mostraram que a luz azul dos telefones celulares pode atrapalhar esse relógio interno, tornando mais difícil para o seu corpo reconhecer quando é hora de dormir e quando é hora de acordar.

Finalmente, muito tempo no celular pode levar a uma diminuição geral na qualidade do sono. Estudos demonstraram que navegar pelas redes sociais ou se envolver em outras atividades no telefone pode levar ao estresse e à ansiedade, o que pode dificultar o adormecimento e a manutenção do sono. Além disso, a luz forte de um telefone celular pode ser estimulante, dificultando o relaxamento e a preparação para dormir. Por esses motivos, é melhor evitar o uso do celular próximo ao horário de dormir.


Melatonina pode ajudar?

A melatonina foi identificada como um importante regulador do sono em humanos. É secretado principalmente durante a noite e está intimamente relacionado com o momento do sono. Verificou-se que promove o sono por meio de sua ação no sistema nervoso central e sua capacidade de aumentar os níveis de adenosina. Estudos de neuroimagem também documentaram a atividade da melatonina exógena na promoção do sono.

A melatonina é um medicamento popular para pessoas que sofrem de enxaqueca. A melatonina é um hormônio produzido naturalmente no corpo que ajuda a regular o ciclo sono-vigília. Estudos demonstraram que tomar suplementos de melatonina pode ajudar a reduzir a frequência e a gravidade das dores de cabeça da enxaqueca.

Para muitos pacientes, a melatonina pode ser uma maneira segura e eficaz de melhorar a qualidade do sono.

Estudos demonstraram que tomar melatonina pode ajudar as pessoas a adormecer mais rápido e a dormir por mais tempo[4]. Isso pode ser especialmente benéfico para pessoas que sofrem de enxaqueca, pois a má qualidade do sono costuma estar associada a ataques de enxaqueca. Por esses motivos, a melatonina pode ser um auxílio útil para dormir para pessoas que sofrem de enxaqueca.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dor
  • Ortopedia

Fontes úteis

Referências citadas4 fontes
  1. 1.
    Cevoli S, Giannini G, Favoni V, Pierangeli G, Cortelli P. Migraine and sleep disorders. Neurological Sciences. 2012 May;33(1):43-6.
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  2. 2.
    Yang CP, Wang SJ. Sleep in patients with chronic migraine. Current pain and headache reports. 2017 Sep;21(9):1-7.
    Voltar [2]
  3. 3.
    Tiseo C, Vacca A, Felbush A, Filimonova T, Gai A, Glazyrina T, Hubalek IA, Marchenko Y, Overeem LH, Piroso S, Tkachev A. Migraine and sleep disorders: a systematic review. The Journal of Headache and Pain. 2020 Dec;21(1):1-3.
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  4. 4.
    Turek FW, Gillette MU. Melatonin, sleep, and circadian rhythms: rationale for development of specific melatonin agonists. Sleep medicine. 2004 Nov 1;5(6):523-32.
    Voltar [4]
  • MedlinePlus: dor
  • CDC: atividade física para adultos

Arquivado em: Artigos

Coluna travada: dor lombar aguda, sinais de alerta e cuidados iniciais

10 de dezembro de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira

O que é Coluna Travada?

“Coluna travada” é uma expressão para um episódio de dor lombar e rigidez que dificulta se curvar, levantar, caminhar ou mudar de posição. Ela descreve um sintoma, não um diagnóstico único: o exame procura distinguir lombalgia inespecífica de irritação de raiz nervosa, fratura, infecção, doença inflamatória ou outras causas.

Dor lombar é muito frequente, mas a expressão “coluna travada” não permite estimar uma causa ou prognóstico. A história do início, a irradiação, a função e os sinais de alerta orientam as próximas decisões.

📊 O que vale acompanhar

Função: caminhar, sentar, dormir e trabalhar melhoram ou pioram?

Irradiação: a dor permanece lombar ou segue para a perna com formigamento ou fraqueza?

Evolução: a maioria dos episódios agudos melhora com o tempo, mas não existe prazo único ou garantia de resolução.

Causas Comuns da Coluna Travada

As causas da coluna travada são multifatoriais e envolvem componentes mecânicos, inflamatórios e musculares. O padrão dos sintomas e o exame orientam quais dessas hipóteses precisam ser investigadas.

Causas Musculares e Ligamentares

Sobrecarga após um movimento, levantamento, treino ou posição prolongada pode desencadear lombalgia inespecífica e espasmo. A contração de proteção pode limitar o movimento, mesmo quando não há uma lesão estrutural específica identificável.

Causas Articulares e Discais

Articulações, discos, músculos e tecidos próximos podem participar da dor, mas nomes como “bloqueio facetário” ou “protrusão” não devem ser fechados apenas pela sensação de travamento. Hérnia discal merece atenção sobretudo quando há dor radicular, alteração de força, sensibilidade ou reflexos.

🔍 Pistas para a avaliação

Esforço recente, postura prolongada e dor localizada favorecem um padrão mecânico comum, mas não definem o tecido exato. Irradiação abaixo do joelho, déficit neurológico, trauma, febre ou perda de peso mudam a investigação.

Fatores de Risco e Desencadeantes

Carga física, tarefas repetidas e permanência prolongada na mesma posição podem coincidir com o início ou a piora dos sintomas. A avaliação considera a exposição concreta e a capacidade atual de tolerá-la. Não se identifica a causa apenas pela postura, pelo peso ou pela força abdominal. Alterações degenerativas também podem existir sem dor; idade e imagem precisam ser interpretadas junto à história e ao exame.

Sintomas e Diagnóstico

O quadro clínico da coluna travada é característico, com início súbito de sintomas que frequentemente seguem um movimento específico ou esforço incomum. O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e exame físico detalhados.

Sintomas Principais

É comum haver dor lombar de início súbito, rigidez, postura antálgica e limitação de movimento. A dor pode alcançar nádega ou coxa; quando segue pela perna, com formigamento, dormência ou fraqueza, é preciso avaliar irritação de raiz nervosa em vez de presumir uma contratura.

Diagnóstico Clínico

O exame físico avalia movimento, força, sensibilidade e reflexos. A elevação da perna reta pode reproduzir dor irradiada compatível com irritação de uma raiz nervosa; sua interpretação depende do trajeto da dor e dos demais achados neurológicos. Sozinha, ela não identifica um disco como causa. Palpação e avaliação do movimento podem complementar o exame, sem exigir pontos gatilho ou uma suposta assimetria da pelve para explicar todo episódio.

Características Diferenciais das Principais Causas
Causa Localização da Dor Sintomas Associados Fatores de Alívio
Muscular Difusa, unilateral Espasmo visível, dor à palpação Movimento tolerado e medidas de conforto; não há alívio exclusivo que confirme a causa
Facetária Localizada, unilateral Padrão de dor à extensão pode orientar exame, sem confirmar uma articulação isolada Posições que aliviam variam e não fecham diagnóstico
Discal Central, com irradiação Irradiação, alteração de sensibilidade, força ou reflexos podem sugerir raiz nervosa A posição pode dar conforto, mas não identifica o disco como causa

💡 Critérios para Exames de Imagem

Radiografia, tomografia ou ressonância não são rotina na lombalgia sem sinais de alerta. Em atenção especializada, a imagem é considerada quando o resultado provavelmente mudará a conduta — por exemplo, diante de suspeita de fratura, câncer, infecção, síndrome da cauda equina ou déficit neurológico progressivo. Persistir por seis semanas, sozinho, não torna a imagem automática.

Tratamento Não Cirúrgico Detalhado

O manejo da coluna travada baseia-se predominantemente em abordagens conservadoras, com melhora frequente ao longo do tempo. A abordagem é multifatorial e deve ser individualizada conforme a causa subjacente e características do paciente.

Manejo no início da dor

Na fase inicial, o objetivo é controlar a dor, manter o máximo de atividade tolerável e observar sinais que mudam a urgência.

Evite por pouco tempo o movimento ou carga que dispara dor intensa, mas repouso absoluto prolongado costuma atrasar a retomada. Caminhadas curtas, mudanças de posição e movimento suave podem ser retomados conforme tolerância. Calor superficial ou frio podem ser usados por conforto, protegendo a pele; nenhum dos dois “desinflama” uma causa específica ou tem dose obrigatória.

Abordagem Farmacológica

Medicamentos dependem do diagnóstico, intensidade, doenças prévias, outros remédios e riscos. Não há escada doméstica universal nem indicação para combinar ou escalar medicamentos sem avaliação.

💊 Decisão medicamentosa segura

Se medicamento for necessário, a escolha é individual. Anti-inflamatórios podem oferecer benefício de curto prazo para algumas pessoas, mas podem causar danos gastrointestinais, renais, cardiovasculares e interações. Relaxantes musculares podem causar sedação; opioides não são tratamento rotineiro. Quem tem doença renal, úlcera, usa anticoagulante, está grávida ou toma outros medicamentos deve conversar com um profissional antes de usar AINEs.

Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs)

Anti-inflamatórios não esteroidais podem ser considerados na menor dose eficaz e pelo menor tempo necessário quando não há contraindicação. Dose, duração e escolha exigem avaliação de risco.

Relaxantes Musculares

Relaxantes musculares podem ser considerados por curto prazo em casos selecionados, equilibrando eventual alívio e risco de sonolência, quedas, direção insegura e interações. Eles não “destravam” uma vértebra e não servem para todos.

Outras Opções Farmacológicas

Opioides e medicamentos para dor neuropática não são próximos degraus automáticos de lombalgia aguda. Quando a dor ou sinais neurológicos não permitem o manejo habitual, a prioridade é reavaliar a causa e discutir opções sob acompanhamento.

Terapias Complementares e Reabilitação

As medidas não medicamentosas procuram recuperar movimento e função. A evidência e a utilidade diferem entre exercício, terapia manual e modalidades passivas.

Terapias Manuais

Terapia manual pode ser considerada como parte de um pacote que inclui exercício e autocuidado, conforme avaliação e preferência. Ela não confirma “origem facetária” nem deve ser apresentada como tratamento isolado obrigatório.

Exercícios Terapêuticos

O programa de exercícios combina movimentos toleráveis e retomada das tarefas que ficaram limitadas. Na avaliação pelo método McKenzie, observa-se como movimentos repetidos e posições modificam os sintomas, procurando uma direção de movimento mais tolerável. A resposta orienta a seleção do movimento, sem provar uma causa anatômica. Para lombalgia inespecífica aguda ou subaguda, a revisão Cochrane encontrou pouco ou nenhum benefício relevante do método sobre as comparações estudadas.

Exercícios de controle motor e estabilização trabalham a coordenação dos músculos do tronco durante tarefas progressivas. Podem integrar o plano, mas revisões não demonstram superioridade clínica importante sobre outras formas de exercício. A escolha considera preferência, função e resposta ao treino, sem presumir que todo episódio decorra de fraqueza do core.

Programa Progressivo de Exercícios
Fase Objetivo Exemplos de Exercícios Duração/Frequência
Início Controle da dor Respiração diafragmática, movimentos suaves Pequenas sessões conforme tolerância
Retomada Mobilização Alongamento suave, caminhadas curtas Aumentar gradualmente conforme resposta
Fortalecimento Fortalecimento Prancha, ponte, exercícios com bola Plano individual orientado por função
Manutenção funcional Prevenção Exercícios funcionais, pilates, natação Compatível com as metas e rotina da pessoa

Modalidades Físicas

Ultrassom, TENS e outras eletroterapias não são recomendados pelo NICE para lombalgia com ou sem ciática. O foco deve permanecer em educação, atividade e exercício; opções complementares variam entre diretrizes e não substituem a avaliação de sinais de alerta.

Prevenção e Manutenção

A prevenção de episódios recorrentes de coluna travada envolve abordagens multifatoriais que incluem modificações ergonômicas, exercícios específicos e educação postural.

Ergonomia e Consciência Postural

Ajustes no ambiente de trabalho e doméstico podem tornar tarefas mais confortáveis. Pausas, organização da carga e técnica de levantamento devem ser adaptadas à pessoa e à tarefa; não há ajuste que garanta evitar recorrência.

Fortalecimento do Core

Fortalecimento pode fazer parte de uma rotina de atividade física, mas não há um “corset natural” nem um conjunto de músculos que proteja a coluna de todo episódio de dor. A escolha de exercício deve ser sustentável e compatível com função e preferências.

Ajustes para a rotina

✓ Variar posições de acordo com o conforto
✓ Intercalar tarefas e pausas conforme a tolerância
✓ Retomar movimentos que não provoquem piora importante
✓ Ajustar cargas ao condicionamento atual
✓ Reavaliar sintomas novos ou progressivos
✓ Manter uma atividade física sustentável

Sinais de Alerta e Quando Procurar Atendimento

Embora a maioria dos casos de coluna travada seja autolimitada, certos sinais exigem avaliação médica imediata. O reconhecimento precoce destes sinais pode prevenir complicações graves.

⚠️ Sinais de Alerta – Buscar Atendimento Imediato

Sinais neurológicos de emergência: dormência na região em sela, dificuldade nova para urinar ou retenção urinária, perda de controle intestinal e fraqueza progressiva nas pernas levantam suspeita de síndrome da cauda equina e exigem atendimento imediato. Compressão medular é mais relevante em níveis acima da lombar; o exame define a localização.

Sinais de condições graves: História de trauma significativo, febre associada à dor, perda de peso não intencional, história pessoal de câncer, uso prolongado de corticosteroides, dor noturna que impede o sono.

Sem sinais de alerta, procure avaliação se a dor limita muito função, piora, permanece sem tendência de melhora, se episódios se repetem ou se há dúvida sobre uso seguro de medicamentos. Não é necessário esperar um número fixo de dias para pedir ajuda.

Perguntas Frequentes sobre Coluna Travada

Quanto tempo dura normalmente uma coluna travada?

Muitos episódios agudos melhoram ao longo de dias ou semanas, mas a velocidade varia com a causa, função, saúde e contexto. Ausência de melhora progressiva, piora ou sinais neurológicos justifica reavaliação.

É melhor ficar deitado ou se movimentar quando a coluna trava?

Não é preciso ficar deitado esperando a dor passar. Alterne posições e mantenha movimentos leves e atividades toleráveis, evitando por enquanto a tarefa que dispara dor intensa. Pequenos períodos de repouso podem dar conforto, mas repouso absoluto prolongado costuma dificultar a retomada.

Qual a diferença entre coluna travada e hérnia de disco?

A coluna travada refere-se a um sintoma agudo de dor e rigidez, enquanto a hérnia de disco é um diagnóstico específico onde o material discal se desloca. Nem toda coluna travada é causada por hérnia discal, e a causa precisa ser definida pelo padrão clínico, não apenas pela sensação de travamento.

Calor ou frio: qual é melhor?

Calor superficial ou frio podem ser testados para conforto, protegendo a pele e interrompendo se piorarem a dor. Não existe regra universal de 48–72 horas nem prova de que uma compressa trate a causa do travamento.

Quais exercícios devo evitar quando a coluna está travada?

Evite temporariamente o exercício ou carga que piora muito os sintomas, sem assumir que uma posição é segura para todos. Caminhadas curtas e movimentos leves podem ser retomados conforme tolerância; um profissional pode adaptar exercícios se houver irradiação, fraqueza ou dor persistente.

A coluna travada pode voltar a acontecer?

A dor lombar pode voltar, mas uma taxa única não descreve todas as pessoas. Manter atividade física e ajustar trabalho, sono e cargas pode ajudar a reduzir impacto; não há uma técnica que garanta prevenir recorrência.

Quanto tempo leva para um relaxante muscular fazer efeito?

O início e a intensidade do efeito variam conforme o medicamento, dose, pessoa e outras substâncias usadas. Relaxantes podem causar sonolência e interação com álcool ou sedativos; a orientação de uso deve vir da prescrição, sem dirigir se houver sedação.

Posso usar pomadas para aliviar a dor?

Alguns produtos tópicos podem oferecer conforto, mas podem causar irritação na pele e ainda exigem atenção a alergias, gravidez e outros medicamentos. Eles não substituem avaliação se houver sinais de alerta ou perda de função importante.

Quando posso voltar às atividades normais?

Retome atividades de forma gradual, começando pelas tarefas que consegue realizar com segurança e sem piora importante depois. O tempo não é fixo: trabalho, esporte e levantamento de carga dependem da causa, da função e das exigências da atividade.

Colchão mole ou duro: qual é melhor?

Um ensaio em pessoas com lombalgia crônica inespecífica encontrou melhores resultados com colchão de firmeza intermediária do que com colchão firme. Esse resultado não define um colchão ideal para uma crise aguda nem exige trocar o colchão durante o episódio. Conforto ao deitar, facilidade para mudar de posição e qualidade do sono ajudam a avaliar a adaptação; um travesseiro entre os joelhos pode ser experimentado ao dormir de lado se trouxer conforto.

O stress pode causar coluna travada?

Estresse, sono e preocupação podem influenciar a experiência e o impacto da dor, sem provar que causaram uma lesão. Estratégias de descanso, respiração ou apoio psicológico podem complementar o plano quando são úteis para a pessoa.

Alongamento pela manhã ajuda a prevenir?

Alongamento pode ser agradável para algumas pessoas, mas não garante prevenir uma nova crise. Escolha uma rotina de atividade e fortalecimento que seja tolerável e sustentável, ajustando-a se reproduzir dor importante.

Quais esportes são mais seguros para quem tem coluna travada recorrente?

Não existe esporte universalmente seguro. A atividade escolhida deve respeitar preferência, condicionamento e resposta dos sintomas; corrida, futebol ou tênis podem voltar de modo gradual quando as tarefas de treino são toleradas.

A idade influencia na recuperação?

Idade pode coexistir com outras condições que mudam a avaliação, mas não determina sozinha o prazo de recuperação. O padrão de dor, a função, o exame e a saúde geral guiam a conduta.

Quando considerar infiltração ou procedimentos intervencionistas?

Infiltrações ou procedimentos são considerados apenas quando existe uma hipótese diagnóstica e objetivo definidos em avaliação especializada. Não há uma semana de dor que, por si só, indique corticoide ou procedimento.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dor
  • Ortopedia

Fontes consultadas

  • NICE NG59: Low back pain and sciatica in over 16s
  • Qaseem A et al. Noninvasive Treatments for Acute, Subacute, and Chronic Low Back Pain. American College of Physicians, 2017

Kovacs FM et al. Effect of firmness of mattress on chronic non-specific low-back pain. Lancet. 2003.; Cochrane. Método McKenzie na lombalgia inespecífica aguda e subaguda. 2023.; Saragiotto BT et al. Motor Control Exercise for Nonspecific Low Back Pain. 2016..

Arquivado em: Ortopedia, Medicina Esportiva

Dor Neuropática (Neuropatia Periférica) – O que é? Causas, Sintomas e Tratamentos

10 de dezembro de 2022 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Resposta direta: em geral, dor neuropática é dor por lesão ou disfunção do sistema nervoso, não apenas por inflamação de músculo ou articulação. Pode aparecer como queimação, choque, formigamento, dormência ou dor ao toque leve, mas o tratamento depende da causa do nervo.

A dor do nervo (dor neuropática ou neuropatia periférica) é conhecida como uma das dores mais incapacitantes e difíceis de tratar.

  • A dor neuropática é um tipo de dor crônica causada por dano ou doença que afeta o sistema nervoso somatossensorial.
  • É tipicamente sentida como uma sensação de tiro, esfaqueamento ou queimação.
  • Ela pode ser causada por doenças como diabetes, herpes zoster, fibromialgia, quimioterapia e esclerose múltipla.
  • Muitas vezes é difícil de tratar e pode exigir uma combinação de medicamentos, fisioterapia e mudanças no estilo de vida.
  • Pode ser acompanhado por outros sintomas, como dormência, formigamento e fraqueza muscular.
  • Pode ter um impacto significativo na qualidade de vida, afetando o sono, o humor e o funcionamento geral.

O caminho da dor

A dor é uma sensação complexa resultante da estimulação de nociceptores. Os nociceptores são encontrados na derme, músculos, tecido conjuntivo, córnea e muito mais. Quando esses nociceptores são estimulados, um novo impulso nervoso é gerado. Isso é conhecido como transdução e é o início do caminho da dor.

O impulso nervoso é então conduzido pelo nervo sensorial até a medula espinhal, através da sinapse no neurônio de retransmissão na medula espinhal e, em seguida, subindo pelo arrasto espinotalâmico através do tronco cerebral até o tálamo.

O tálamo então gera a dor, esse processo é conhecido como percepção. A percepção também é facilitada pela localização no córtex sensorial no sentido de um homúnculo.


Importância dos Nervos

Agora, literalmente não podíamos viver sem nossos nervos – precisamos deles para mover, para sentir, para digerir e respirar. Mas nem todos os nossos nervos detectam dor. Alguns nervos controlam unicamente movimento – estes são chamados ‘nervos motores’.

Mas os outros – os nervos sensoriais – lidam principalmente com a sensação. Quando você bate o seu cotovelo, a dor realmente vem da pressão sobre o nervo ulnar no braço, que carrega a sensação das mãos de seu cérebro.

Precisamos desses nervos sensoriais para que nos impeçam de nos prejudicar (imagine se você não notasse quando você colocar a mão sobre um fogão quente) – mas quando estes nervos ficam inflamados ou danificados, a dor pode ser intensa.

A dor no nervo costuma ser grave porque pode ser causada por fibras nervosas danificadas que enviam sinais incorretos ao cérebro. Esses sinais incorretos podem levar a sensações intensas de queimação, pontadas ou pontadas que podem durar longos períodos.

Dor Neuropática

A dor neuropática é a dor causada por dano ou doença do sistema somatossensorial. Afeta o sistema nervoso periférico e pode ser um tipo de dor de longo prazo.

Estima-se que 7% da população já tenha sofrido de dor neuropática em algum momento de suas vidas.

A dor neuropática pode ser causada por uma variedade de coisas, como infecção, compressão nervosa, pressão física sobre um nervo, diabetes, álcool, HIV, deficiências de vitamina B, acidente vascular cerebral, inflamação crônica, câncer, quimioterapia e muito mais.

É importante distinguir entre dor nociceptiva e dor neuropática, pois os tratamentos são muito diferentes.

Retrato de dentista feminina segurando um conjunto de dentaduras Foto gratuita

1. Neuropatia pós-herpética

Herpes é causada pela infecção por um vírus chamado varicela-zoster.

A varicela é causada pelo vírus da mesma. Após recuperar da catapora, o vírus fica nas raízes nervosas ao lado de sua espinha. Ele pode ficar dormente, não causando nenhum sintoma, por muitos anos, antes de vir à vida sem razão aparente e causar uma erupção cutânea dolorosa, bolhas sobre a parte da pele fornecida por essa raiz de nervo, apenas em um lado do seu corpo.

A maioria das pessoas recupera completamente de herpes zoster. No entanto, às vezes a inflamação no nervo continua, causando ‘nevralgia’. Esta dor persistente é mais comum se você pegar a herpes zoster mais de 60 anos.

Tratamento de herpes com comprimidos antivirais pode reduzir o risco – mas você precisa começar o tratamento logo que possível após a erupção ocorre.

Você terá muitas vezes a dor em uma banda em torno de um lado para dois ou três dias antes que a erupção aparece – seu médico é improvável que consiga fazer o diagnóstico até você ter uma erupção, mas você pode conseguir marcar uma consulta com seu médico por um par de dias depois, que você pode cancelar se a dor for sem qualquer evidência de uma erupção.

SintomasDescrição
DorUma dor em queimação, facada ou choque elétrico que pode durar semanas, meses ou até anos depois que uma pessoa teve um surto de herpes-zóster.
SensibilidadeExtrema sensibilidade ao toque ou mesmo ao roçar da roupa na área.
Fraqueza muscularFraqueza muscular ou perda de controle muscular na área afetada pela neuropatia periférica.
FadigaFadiga extrema, que pode ser debilitante ou interferir nas atividades diárias.
Distúrbios do sonoDificuldade para dormir devido a dor ou fadiga.

2. Neuralgia do trigêmeo

A dor trigêmea pode causar dor no nervo devido a danos no nervo trigêmeo, que está localizado na face e fornece sensação para a face, mandíbula e dentes.

Isso pode ocorrer como resultado da neuralgia do trigêmeo, que é uma condição que causa dor súbita, aguda e ardente no rosto, mandíbula e dentes. Essa dor é causada pela compressão do nervo trigêmeo, que pode levar a dor, dormência e formigamento na área afetada.

Além disso, a dor trigeminal pode ser causada por trauma na face ou na mandíbula, o que pode levar a danos nos nervos. Isso pode resultar em dor, dormência e formigamento na área afetada.

Em determinadas situações, a dor trigêmea pode ser causada por tumores, que podem comprimir o nervo trigêmeo e causar dor, dormência e formigamento.

Finalmente, a dor trigeminal pode ser causada por infecções, que podem levar à inflamação do nervo trigêmeo e resultar em dor, dormência e formigamento na área afetada. O tratamento da condição subjacente geralmente é necessário para aliviar a dor.

SintomaDescrição
Dor facialDor aguda, em pontada ou em queimação no rosto, geralmente de um lado.
GatilhosA dor pode ser desencadeada ao escovar os dentes, falar, lavar o rosto, fazer a barba.
DuraçãoA dor pode durar de alguns segundos a vários minutos.
FrequênciaA dor pode ocorrer várias vezes ao dia.
SensibilidadeOs pacientes podem ser sensíveis ao toque leve, som ou mudanças de temperatura.
Dor de cabeçaDor de cabeça intensa e latejante, muitas vezes em combinação com dor facial.
Espasmos muscularesOs pacientes podem apresentar espasmos musculares na face ou no pescoço.
DormênciaOs pacientes podem sentir dormência na área afetada.
ZumbidoOs pacientes podem sentir zumbido nos ouvidos.

3. Proctalgia fugax – literalmente uma dor na parte inferior

A tradução deste termo médico há muito tempo é dor (-algia) na parte inferior (proct-) que é fugaz (fugax). Pode afetar uma em cada seis pessoas.

A proctalgia fugaz é um tipo de dor abdominal recorrente que geralmente afeta o reto. A dor é repentina e pode ser muito intensa, mas geralmente dura apenas alguns minutos. Acredita-se que seja causado pelo aperto dos músculos na área retal.

A proctalgia fugaz é geralmente diagnosticada com base na história e no exame físico do paciente. Se os sintomas forem graves e persistentes, uma colonoscopia ou sigmoidoscopia pode ser solicitada para descartar outras causas de dor retal.

Por a dor ser de muito curta duração e tende a vir em lutas apenas algumas vezes por ano, a maioria das pessoas não sente que precisa de tratamento.

Mas definitivamente vale a pena fazer os exames, porque muito ocasionalmente são problemas mais graves como câncer em torno do fundo podem causar sintomas semelhantes (exame simples e exame de sangue pode geralmente sair desta regra). Em casos graves, medicamentos podem ajudar.

SintomaDescrição
DorDor intensa, repentina e aguda na área retal, muitas vezes durando de alguns segundos a alguns minutos
Sensação de choroAlgumas pessoas podem gritar ou gemer de dor durante um episódio
SofrimentoSentimentos de angústia e ansiedade podem acompanhar a dor
Sensibilidade localA área pode ficar sensível ao toque por algum tempo depois
Perfil retrato de uma mulher no estiramento da mesa, positio da dor nas costas Foto gratuita
Negócio foto criado por yanalya – br.freepik.com

4. Dor nas costas

Dor nas costas é um dos tipos mais comuns de dor!

Cerca de quatro em cada cinco pessoas em algum momento de suas vidas terão dor nas costas, e lombalgias podem afetar as pessoas em qualquer idade – na verdade, é uma das causas mais comuns de afastamento no trabalho no Brasil e nos Estados Unidos.

Todos os principais nervos que suprem o corpo são transportados na medula espinhal, dentro de sua espinha. Dores muito fortes que descem para a perna, ou provoca fraqueza/dormência/formigamento na perna, podem ser devido à raiz nervosa sendo comprimida ou irritadada.

A dor lombar pode causar dor nos nervos devido a danos nos nervos da região lombar. Isso pode ocorrer como resultado de hérnia de disco espinhal, que ocorre quando o material mole interno do disco se projeta através da camada externa do disco, comprimindo os nervos na parte inferior das costas. Isso pode causar dor, dormência, formigamento e sensações de queimação na área afetada.

Além disso, a doença degenerativa do disco pode levar a dores nos nervos. Isso ocorre quando os discos da coluna começam a se desgastar, levando à quebra dos discos e à compressão dos nervos. Isso pode resultar em dor, dormência e sensações de queimação na parte inferior das costas.

Em determinadas situações, a estenose espinhal pode causar dor no nervo. Este é um estreitamento do canal vertebral, que pode levar à compressão dos nervos. Isso pode causar dor, dormência, formigamento e sensações de queimação na parte inferior das costas.

Finalmente, a ciática pode causar dor nos nervos. Isso ocorre quando o nervo ciático fica comprimido, causando dor, dormência, formigamento e sensações de queimação na região lombar. O tratamento da condição subjacente geralmente é necessário para aliviar a dor.

File:Trigeminal nerve neurovascular conflict.JPG - Wikimedia Commons

5. Polineuropatia Diabética

Um tipo de lesão nervosa que pode acontecer em pessoas com diabetes é a neuropatia diabética. Pode resultar em uma ampla gama de sintomas, de leves a graves. Altos níveis de glicose ou açúcar no sangue podem danificar os nervos, causando dor, queimação, formigamento e dormência nas áreas afetadas.

Ocasionalmente, pode causar complicações graves.

Embora a etiologia precisa da neuropatia diabética seja desconhecida, acredita-se que níveis persistentemente altos de açúcar no sangue possam prejudicar os nervos. Má circulação e doenças autoimunes são causas potenciais adicionais.

SintomaDescrição
DorDor ou desconforto na área afetada (mãos ou pés)
DormênciaPerda de sensibilidade na área afetada
FormigamentoFormigamento ou sensação de queimação na área afetada
FraquezaPerda de força muscular na área afetada
Dificuldade para caminharPerda de coordenação nas pernas, dificuldade de equilíbrio ou dificuldade para subir escadas

Dependendo do tipo de nervo lesado, a neuropatia diabética pode apresentar uma variedade de sintomas. Dor, dormência, formigamento e fraqueza na área afetada são sintomas típicos. Problemas de fala, caminhada e equilíbrio são exemplos de outros sintomas. Em circunstâncias extremas, pode resultar em morte, amputação e falência de órgãos.

Os locais mais comuns de dor neuropática devido ao diabetes são nos pés, mãos, pernas e braços. Os pés são a área mais comum para a dor da neuropatia diabética devido ao grande número de terminações nervosas nos pés. A dor pode variar de formigamento e dormência a sensações de queimação e pontadas.

Se você estiver apresentando algum dos sintomas da neuropatia diabética, é crucial conversar com seu médico. A probabilidade de problemas de longo prazo pode ser diminuída pela identificação e tratamento precoces.

Outras causas comuns de Dores Neuropáticas

CausaDescrição
FibromialgiaA fibromialgia é uma condição crônica que pode causar dor neuropática em algumas pessoas. A dor é causada por uma resposta anormal à estimulação, resultando em um aumento da sensibilidade à dor.
Esclerose MúltiplaA esclerose múltipla é um distúrbio neurológico que pode causar danos nos nervos, resultando em dor neuropática.
InfecçõesAs infecções podem levar à inflamação, que pode causar dor neuropática.
Herpes ZosterO herpes é um vírus que pode causar inflamação, que pode levar à dor neuropática. A dor geralmente é aguda e ardente e pode durar semanas ou meses após o desaparecimento da erupção cutânea.
QuimioterapiaOs medicamentos quimioterápicos podem causar danos nos nervos, o que pode levar à dor neuropática.
Lesão da medula espinhalAs lesões da medula espinhal podem causar danos aos nervos, resultando em dor neuropática.
AVCO AVC pode causar dor nos nervos devido a danos nos nervos causados pela falta de fluxo sanguíneo para o cérebro. Isso pode resultar em uma variedade de sintomas, incluindo dormência, formigamento e dor em queimação na área afetada.
TumoresOs tumores podem causar dor nos nervos devido à compressão dos nervos pelo tumor. Isso pode resultar em dor, formigamento e dormência na área afetada.
Defeitos congênitosDefeitos congênitos podem causar danos nos nervos, levando à dor neuropática.

Tratamento para dor nociceptiva e neuropática

Dor Nociceptiva: A dor nociceptiva é o sistema de alerta para dano tecidual, portanto deve ser tratada. Analgésicos como dipirona ou paracetamol, anti-inflamatórios não esteroidais, opiáceos e são usados para tratar a dor nociceptiva.

Dor Neuropática: A dor neuropática geralmente não é tratada com sucesso com analgésicos típicos. Outros tratamentos devem ser usados, como medicamentos anticonvulsivantes, antidepressivos e creme de capsaicina.

Dor neuropática – Tratamentos farmacológicos

  • Antidepressivos – Esses medicamentos funcionam aumentando os níveis de serotonina e norepinefrina no cérebro, o que pode ajudar a reduzir a dor. Eles também podem ajudar a melhorar o humor e reduzir o estresse, o que também pode ajudar a reduzir a dor.
  • Anticonvulsivantes – Esses medicamentos podem ajudar a reduzir a dor nos nervos, impedindo que certos nervos enviem sinais ao cérebro. Anticonvulsivantes comumente usados incluem gabapentina, pregabalina, topiramato e lamotrigina.
  • Opioides – Esses analgésicos fortes podem ajudar a reduzir os sinais de dor no cérebro, mas também podem ser viciantes se usados por longos períodos de tempo. Os opioides comumente usados incluem morfina, oxicodona e fentanil.
  • Anestésicos tópicos – Esses cremes e pomadas podem ser aplicados diretamente na pele para reduzir a dor. Os anestésicos tópicos comumente usados incluem lidocaína, benzocaína e prilocaína.
  • Corticosteroides – Esses medicamentos são usados para reduzir a inflamação e podem ser injetados na área afetada. Os corticosteroides comumente usados incluem prednisona, metilprednisolona e triancinolona.
  • Bloqueios nervosos – essas injeções podem impedir que certos sinais nervosos cheguem ao cérebro e podem ajudar a reduzir a dor. Os bloqueios nervosos comumente usados incluem bloqueios peridurais e bloqueios facetários.

Dor neuropática – Tratamentos não farmacológicos

  • Fisioterapia – Exercícios e alongamentos podem ajudar a fortalecer os músculos e melhorar a amplitude de movimento, o que pode ajudar a reduzir a dor. Os fisioterapeutas também podem ensiná-lo a usar a mecânica corporal adequada para reduzir a dor.
  • Acupuntura – Esta prática tradicional chinesa usa agulhas para estimular certos pontos do corpo, o que pode ajudar a reduzir a dor.
  • Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) – Este dispositivo de estimulação elétrica é colocado na pele e pode ajudar a reduzir a dor. Ele funciona enviando pulsos elétricos através da pele para ajudar a reduzir os sinais de dor no cérebro.
  • Exercício – O exercício regular pode ajudar a reduzir a dor, melhorar a amplitude de movimento e fortalecer os músculos que sustentam a área afetada.
  • Terapia de calor e frio – A aplicação de compressas quentes e frias na área afetada pode ajudar a reduzir a dor e a inflamação.
  • Massagem – A massagem pode ajudar a reduzir a tensão muscular e melhorar a circulação, o que pode ajudar a reduzir a dor.
  • Terapia Cognitiva Comportamental – Este tipo de terapia ajuda a mudar pensamentos e comportamentos negativos que podem levar à dor crônica.
  • Biofeedback – O biofeedback ensina você a usar técnicas de relaxamento para reduzir a dor.
  • Yoga – Yoga pode ajudar a reduzir o estresse, melhorar a amplitude de movimento e fortalecer os músculos, o que pode ajudar a reduzir a dor.
  • Meditação – A meditação pode ajudar a reduzir o estresse, melhorar o foco e reduzir a dor.

Tratamentos invasivos para Dor Neuropática

Estimulação da Medula Espinhal – Este dispositivo envia pulsos elétricos para a medula espinhal para ajudar a reduzir os sinais de dor no cérebro. Geralmente é feito por meio de um implante e pode ajudar a reduzir a dor crônica.


A dor no nervo pode ser grave se for persistente, irradiar para outras partes do corpo ou for acompanhada por outros sintomas, como dormência, formigamento ou fraqueza. Se a dor no nervo se tornar grave, é importante procurar atendimento médico o mais rápido possível.

Dor neuropática: pistas que orientam o diagnóstico

A pista central é a combinação entre descrição da dor e exame neurológico. Dor em queimação, choque, agulhadas, dormência, formigamento, alodinia e alteração de sensibilidade sugerem nervo, mas não dizem sozinhas qual nervo ou qual causa.

PistaO que investigar
Dor em pés e mãos, simétricaDiabetes, deficiência vitamínica, álcool, rim, tireoide, medicamentos e neuropatias sistêmicas.
Dor em faixa após herpes zosterNeuralgia pós-herpética.
Dor irradiada da colunaRadiculopatia por compressão ou inflamação de raiz nervosa.
Fraqueza, perda de equilíbrio ou sintomas autonômicosAvaliação neurológica mais cuidadosa.

Tratamento começa pela causa tratável

Analgésicos comuns nem sempre funcionam bem na dor neuropática. O plano pode envolver tratar diabetes ou deficiência, retirar agressor quando possível, fisioterapia, cuidado com sono e humor, antidepressivos ou anticonvulsivantes usados para dor, medicamentos tópicos, bloqueios ou neuromodulação em casos selecionados.

O objetivo inicial costuma ser reduzir a dor a um nível menos incapacitante e melhorar sono, marcha e função. Prometer desaparecimento completo rapidamente tende a ser irrealista em neuropatias crônicas.

O que observar antes da consulta

Dado clínicoPor que importa
Distribuição da dorUm nervo, uma raiz da coluna ou vários nervos sugerem caminhos diferentes.
Sensibilidade e forçaDormência, perda de equilíbrio ou fraqueza mudam prioridade.
Diabetes, quimioterapia ou herpes zosterSão causas comuns que orientam investigação.
Resposta a remédiosAjuda a ajustar dose, trocar classe ou buscar causa tratável.

Fontes e leitura útil

  • Johns Hopkins Medicine: Peripheral Neuropathy
  • MSD Manual Professional: Neuropathic Pain

Arquivado em: Dor, Neurologia

Ombro travado: causas, sinais de alerta e tratamento

10 de dezembro de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Ombro travado pode ser capsulite adesiva, lesão do manguito rotador, artrose, bursite, tendinite, dor cervical ou sequela de trauma. O ponto decisivo é saber se a limitação é por dor, rigidez real, fraqueza ou bloqueio mecânico.

Rigidez, dor e fraqueza não são a mesma coisa

Na capsulite adesiva, o ombro perde movimento ativo e passivo, muitas vezes com dor importante e dificuldade para rotação. Lesão do manguito pode causar dor e fraqueza para elevar o braço. Artrose glenoumeral causa rigidez profunda e crepitação. Dor cervical pode irradiar para ombro com formigamento.

O exame físico ajuda a separar essas possibilidades. Se outra pessoa também não consegue mover o ombro do paciente, há rigidez articular real. Se o paciente não consegue levantar, mas o examinador consegue, fraqueza ou dor podem ser mais relevantes.

PistaPossibilidadePor que muda
Perda global de rotaçãoCapsulite.Plano longo de mobilidade e dor.
Fraqueza após traumaManguito.Imagem pode ser necessária.
Crepitação profundaArtrose.Radiografia ajuda.
FormigamentoCervical/nervo.Avaliar coluna e neurologia.

Tratamento depende da causa

Capsulite pode durar meses e exige controle de dor, mobilidade progressiva e paciência. Forçar demais pode piorar. Lesão do manguito exige avaliar tamanho, força, idade funcional e objetivo. Artrose pede controle de carga, mobilidade, força e, em casos avançados, discussão cirúrgica.

infiltração, remédio, reabilitação ou cirurgia têm papéis diferentes conforme diagnóstico. Um ombro travado não deve receber sempre o mesmo pacote de tratamento.

Avaliar: ativo, passivo, força e cervical.
Imagem: quando muda conduta.
Tratar: dor e função, não só laudo.
Alerta: trauma, febre, deformidade ou fraqueza súbita.

Quando procurar rápido

Procure avaliação rápida se houve queda, deformidade, incapacidade súbita de elevar o braço, febre, vermelhidão, dor intensa progressiva, perda de força ou dormência. Esses sinais não combinam com rigidez estável simples.

Fases da capsulite

Na capsulite, pode haver fase dolorosa, fase de rigidez e fase de recuperação. O tempo varia. No início, controlar dor pode ser mais importante do que forçar amplitude. Depois, mobilidade e fortalecimento ganham espaço. Diabetes e alterações da tireoide podem aumentar risco e prolongar evolução.

Se o paciente acredita que precisa “rasgar aderência” com dor intensa, pode piorar. Reabilitação deve respeitar irritabilidade do ombro.

Exames

Radiografia ajuda a ver artrose e calcificações. Ultrassom e ressonância podem avaliar manguito e outras estruturas quando o exame físico sugere. Mas em capsulite típica, o diagnóstico é muito clínico. Exame deve responder a pergunta, não substituir avaliação.

O que medir

Meça rotação externa, alcançar a nuca, colocar a mão nas costas, vestir camiseta e dormir sobre o lado. Esses marcadores mostram melhora melhor do que apenas nota de dor.

Diabetes, tireoide e rigidez

Capsulite adesiva é mais comum em pessoas com diabetes e pode se associar a alterações da tireoide. Quando o ombro trava sem trauma claro, vale considerar esses contextos, especialmente se a rigidez é global e persistente.

O controle metabólico não destrava o ombro imediatamente, mas faz parte da saúde geral e pode influenciar recuperação. O tratamento do ombro precisa conversar com o cuidado clínico.

Como dormir e adaptar rotina

Dormir com travesseiro apoiando o braço, evitar carregar peso longe do corpo e adaptar tarefas acima da cabeça pode reduzir irritação enquanto a reabilitação progride. Adaptação temporária não é desistência; é forma de manter atividade sem inflamar o ombro todos os dias.

Tratamentos possíveis

Dependendo da causa, tratamento pode incluir analgesia, reabilitação, infiltração, controle metabólico, exercícios domiciliares, bloqueios ou cirurgia. Em capsulite, infiltração pode ajudar dor em determinadas situações, permitindo mobilidade. Em ruptura traumática do manguito, a discussão pode ser outra.

O plano deve ter prazo. Se após algumas semanas não há ganho de movimento, melhora de sono ou redução de dor, reavalie diagnóstico e estratégia.

Evite dois extremos

Não imobilize por medo nem force com dor intensa todos os dias. O caminho costuma ser movimento frequente, tolerável e progressivo, ajustado à irritabilidade do ombro.

Resumo prático

Ombro travado precisa de diagnóstico funcional: rigidez passiva, força, dor, trauma e sinais cervicais. A partir disso, o plano pode ser conservador, infiltrativo ou cirúrgico. Sem essa separação, o tratamento tende a virar tentativa genérica.

Levar vídeos de movimentos difíceis, como pentear cabelo ou alcançar as costas, ajuda a mostrar a limitação real.

Se a dor impede sono, vestir roupa ou higiene, o tratamento precisa priorizar alívio suficiente para retomar movimento. Função básica vem antes de exercícios avançados.

Quando há melhora, a progressão deve incluir tarefas acima da cabeça e rotação, não apenas exercícios deitado na maca.

Fotografar ou anotar alcance semanal pode mostrar progresso lento. Capsulite pode melhorar em passos pequenos, e medir ajuda a evitar tanto desespero quanto acomodação.

O diário de função também ajuda o profissional a ajustar intensidade da fisioterapia e necessidade de analgesia.

Quanto mais cedo a causa provável é separada, menor a chance de meses de exercícios inadequados ou repouso excessivo.

Um plano bom também orienta o que fazer nos dias de piora, não apenas nos dias bons.

Além disso, muitas vezes é difícil distinguir as diferentes patologias que podem atingir o ombro, uma vez que os sintomas tendem a ser parecidos.

Assim, quando a limitação persiste, piora ou vem após trauma, a avaliação ajuda a separar rigidez articular, lesão do manguito, artrose, dor cervical e outras causas antes de escolher o tratamento.

O Que É O Ombro Travado?

“Ombro travado” é uma forma coloquial de chamar o quadro de restrição de movimento que atinge a articulação, causando dificuldades para realização das atividades diárias e dor.

Além disso, outros sintomas podem estar associados, como:

  • Edema local;
  • Crepitações durante o movimento;
  • Sensação de fraqueza muscular;
  • Dificuldade para realizar movimentos específicos, como elevação do braço.

Outro ponto a ser analisado é a característica da dor, que pode estar presente apenas durante a movimentação do membro ou, como ocorre em determinadas situações, em repouso.

Assim, para entender o que é o ombro travado, é necessário primeiro aprofundar nas diferentes patologias que causam esse sintoma, e então descobrir as suas causas e possíveis tratamentos.

A Articulação do Ombro

A articulação do ombro, ou articulação glenoumeral, é composta pelo úmero (osso do braço) e pela escápula, e está envolta por numerosos ligamentos e por uma cápsula articular contendo líquido sinovial, que lubrifica a articulação.

Por isso, problemas que envolvem o ombro podem estar ligados a qualquer um de seus componentes, o que de certa forma dificulta o diagnóstico rápido.

Possíveis Causas

Diferentes fatores estão associados à redução da amplitude de movimentos do ombro e ao desenvolvimento de problemas articulares. Alguns deles são:

  • Lesões e traumas que atinjam a articulação, como quedas, pancadas ou esforço esportivo;
  • Fatores genéticos, que podem estar associados a uma maior fragilidade articular ou mesmo a uma maior tendência a inflamações;
  • Obesidade e sobrepeso, que levam a uma maior sobrecarga da articulação;
  • Descondicionamento e perda de força, que podem reduzir a estabilidade e a tolerância a carga.

Mas, quando falamos especificamente de patologias que travam o ombro, podemos destacar as duas mais comuns:

  • Capsulite adesiva: A doença é caracterizada pela rigidez articular progressiva, e atinge principalmente mulheres entre os 40 e os 70 anos. Pode, ainda ser caracterizada como primária, quando ocorre sem causa aparente, ou secundaria, ocorrendo em decorrência de problemas como traumas ou lesões2.
  • Artrose: A degeneração da articulação glenoumeral pode levar a um quadro de rigidez articular, ou ombro travado. Entretanto, o grau de rigidez vai depender da gravidade do problema, que pode variar de leve a severo3.

Outras patologias incluem:

CausaDescrição
Rotura do Manguito RotadorDanos no grupo de músculos e tendões que formam um manguito ao redor da articulação do ombro.
Síndrome do ImpactoCompressão dos tendões do manguito rotador entre a cabeça do úmero e o osso adjacente.
ArtriteInflamação da articulação devido ao desgaste da cartilagem.
BursiteInflamação da bursa, um saco cheio de líquido localizado entre o osso e um tendão.
Capsulite AdesivaAderências da cápsula articular e do tecido da cápsula resultando em perda de amplitude de movimento.
Laceração labialDano na borda da cartilagem que reveste a cavidade do ombro.
TendiniteInflamação dos tendões ao redor da articulação do ombro.
Distensão/EntorseUma ruptura ou estiramento dos ligamentos ou músculos ao redor da articulação do ombro.
Artrose da articulação acromioclavicularInflamação da articulação acromioclavicular devido à degeneração.
Esporas ósseasProjeções ósseas na escápula ou úmero que podem causar dor.

Todavia, é importante ressaltar que existem outras possíveis causas, menos frequentes, que podem levar ao quadro de ombro travado. Assim, caso apresente alguma dificuldade para movimentar o ombro, busque avaliação médica para que ele possa fazer o diagnóstico adequado e iniciar o tratamento.

Tratamentos para ombro travado

O tratamento do ombro travado vai depender primariamente da sua causa e do grau de comprometimento da articulação4,5, e pode envolver:

  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação e a dor local;
  • Infiltração de medicamentos diretamente na articulação, que é indicado para alguns casos para se obter um efeito anti-inflamatório mais potente;
  • Fisioterapia, tanto para melhorar a amplitude de movimento quanto para reduzir a dor;
  • Cirurgia, para a liberação da articulação, reservado para casos mais graves;
  • Substituição cirúrgica da articulação do ombro, em casos avançados de artrose da articulação glenoumeral.

Entretanto, a seleção do melhor tratamento para cada caso vai depender da avaliação médica, uma vez que nem todos os pacientes podem se beneficiar das diferentes abordagens.


Fisioterapia para ombro travado

Benefícios incluem:

  • Redução da dor e do desconforto: exercícios e tratamentos de fisioterapia podem ajudar a reduzir a dor e o desconforto associados à reabilitação do ombro. Uma combinação de mobilização e manipulação articular, massagem e exercícios para aumentar a mobilidade e reduzir o inchaço e a dor podem ser realizados.
  • Amplitude de movimento aprimorada: a fisioterapia pode ajudar a aumentar a amplitude de movimento no ombro e prevenir rigidez futura. O terapeuta usará uma combinação de exercícios e manipulação para aumentar a flexibilidade e a força no ombro. Exercícios de alongamento e fortalecimento para melhorar a flexibilidade e a amplitude de movimento são recomendados.
  • Melhor força e resistência: a fisioterapia pode ajudar a melhorar a força e resistência no ombro. O terapeuta usará exercícios de fortalecimento e alongamento para melhorar a estabilidade do ombro e fortalecer os músculos. O terapeuta também pode usar faixas de resistência e pesos para melhorar a força e a resistência.
  • Melhor postura e equilíbrio: a fisioterapia pode ajudar a melhorar a postura e o equilíbrio no ombro.
  • Melhor coordenação: a fisioterapia pode ajudar a melhorar a coordenação no ombro. O terapeuta usará uma combinação de exercícios para melhorar a coordenação e a amplitude de movimento.

Prevenção de ombro travado

exercicio

Apesar das diferentes causas possíveis para o ombro travado, existem algumas formas de reduzir o risco de ocorrência do problema. São elas:

  • Fortalecimento muscular, visando dar mais sustentação à articulação e assim evitar possíveis lesões;
  • Evitar, sempre que possível, realizar atividades repetitivas por tempo prolongado;
  • Procurar avaliação quando a dor ou a rigidez não melhoram, limitam tarefas simples ou aparecem após trauma, para diferenciar capsulite, artrose, manguito, bursite e causas cervicais;
  • Adotar um estilo de vida saudável, incluindo a prática regular de atividades físicas e uma alimentação balanceada.

Essas medidas não garantem prevenção total, mas podem reduzir sobrecarga, melhorar função e facilitar recuperação quando fazem parte de um plano compatível com a causa da rigidez.

Referências Bibliográficas

1. Linaker CH, Walker-Bone K. Shoulder disorders and occupation. Best Practice & Research Clinical Rheumatology Volume 29, Issue 3, June 2015, Pages 405-423.

2. Le HV, Lee SJ, Nazarian A, Rodriguez EK. Adhesive capsulitis of the shoulder: review of pathophysiology and current clinical treatments. Shoulder Elbow. 2017;9(2):75-84.

3. Miyazaki AN, Fregoneze M, Silva LA, Sella GV, Garotti JER, Checchia SL. Avaliação dos resultados do tratamento não artroplástico (artroscópico) da artrose do ombro. Rev Bras Ortop. 2015;50(4).

4. Neviaser AS, Hannafin JA. Adhesive Capsulitis: A Review of Current Treatment. The American Journal of Sports Medicine. 2010;38(11):2346-2356.

5. Boselli KJ, Ahmad CS, Levine WN. Treatment of Glenohumeral Arthrosis. The American Journal of Sports Medicine. 2010. Vol. 38, No. 12.

Fontes e leitura útil

  • AAOS: frozen shoulder
  • Mayo Clinic: frozen shoulder
  • AAOS: arthritis of the shoulder
  • AAOS: rotator cuff tears

Arquivado em: Dor, Ortopedia

O Que São Recursos Ergogênicos Em Nutrição Esportiva

10 de dezembro de 2022 by Renato Fernandes da Silva

Recurso ergogênico em nutrição esportiva pode ser uma estratégia nutricional, suplemento ou ajuste de rotina usado para melhorar desempenho, recuperação ou adaptação ao treino. Antes de usar suplemento, a pergunta deve ser objetiva: qual meta será medida, que risco há no produto e se alimentação, sono, hidratação e treino já estão organizados.

Os recursos ergogênicos em nutrição esportiva são todas as técnicas e artifícios utilizados para aumentar o rendimento de um atleta com o apoio dos recursos nutricionais.

Sendo assim, eles são uma realidade em carreiras esportivas e em todas aquelas pessoas que querem construir um rendimento atlético de destaque.

Existem 2 fatores que interferem no rendimento de um atleta: a disciplina de treinos e a genética.

Todavia, por disciplina de treinos podemos encaixar a rotina que um atleta ou indivíduo que compete possui.

De tal maneira que, quanto mais organizada e bem realizada, ela promove uma evolução muito grande no desempenho atlético.

Esse quadro acontece até mesmo com os competidores amadores. No começo, uma meta parece distante, porém,com a rotina e o hábito, ela se concretiza de maneira mais sólida com o esforço.

Entretanto, a genética também é um fator que influencia, pois alguns grupos com características específicas, tem habilidades naturais para destacar-se em uma área distinta das competições esportivas.

Recursos ergogênicosFinalidade
CarboidratosFornece energia para exercícios prolongados e retarda a fadiga
ProteínaAjuda na reparação e crescimento muscular
CafeínaMelhore o tempo de reação e o estado de alerta
CreatinaAumentar a força e o tamanho muscular
Beta-AlaninaAumentar a resistência muscular e reduzir a fadiga
AminoácidosAjudar a restaurar a energia muscular e reduzir a fadiga
EletrólitosAuxilia na regulação da temperatura corporal e na manutenção da hidratação
Vitaminas e MineraisNecessário para vários processos metabólicos e produção de energia

Assim, conclui-se que os recursos ergogênicos em nutrição esportiva são todas as formas que os atletas utilizam para melhorar seu rendimento diante dos oponentes, aplicando-se ao aspecto nutricional.


Classificação dos Recursos Ergogênicos

A palavra ” ergogênico” deriva de duas palavras de origem grega:

  • Ergon: que significa trabalho;
  • Gennan: produção.

Nesse sentido, o aumento de competições esportivas em todo o mundo vem gerando um crescimento no mercado de suplementos que são utilizados como recurso ergogênico.

Entretanto, nem todos eles possuem respaldo científico e muitos só existem porque a indústria quer lucrar através deste público.

Então, são propósitos e atribuições dos recursos ergogênicos oferecer algum diferencial ao desempenho atlético como:

  • Aumentar a força muscular;
  • Intensificar a potência física;
  • Equilibrar a mente e o psicológico nas competições;
  • Prevenir o cansaço;
  • Diminuir a fadiga em competições longas;
  • Melhorar o desempenho em competições de tempo;
  • Construir um organismo mais ágil e propício para grandes evoluções atléticas.

Contudo, os recursos ergogênicos são classificados de acordo com as suas categorias.

Cada categoria atribui características distintas e visa injetar benefícios a quem a utiliza nas competições esportivas.

Nutricionais

São os recursos ergogênicos voltados para promover a nutrição adequada dos competidores, tanto antes, como durante e após as competições.

Eles se dividem em duas categorias: os suplementos nutricionais e os alimentos para competidores.

Dentre os alimentos para atletas são aqueles alimentos que possuem alguma propriedade para melhorar o desempenho como o ovo, a batata doce e até a água.

Contudo, os suplementos são produzidos a partir dos alimentos para competidores, porém, são apresentados em forma isolada ou em grande concentração como a glutamina, maltodextrina e whey protein.

No entanto, para que os recursos ergogênicos nutricionais funcionem adequadamente é necessário uma rotina alimentar equilibrada e personalizada.

Farmacológicos

neuro

Os recursos ergogênicos farmacológicos compreendem todos os fármacos e medicamentos que melhoram de maneira artificial o desempenho dos esportistas.

Em geral, eles funcionam como se fossem algum hormônio específico ou um neurotransmissor que comanda as funções corporais durante as competições.

Assim, entre os recursos ergogênicos farmacológicos mais utilizados estão medicamentos como Deca-Durabolin, Hemogenin e Durateston.

Porém, muitos dos recursos ergogênicos farmacológicos são proibidos nas competições esportivas oficiais.

Esta é uma das razões pelas quais sempre vemos atletas brilhantes cortados de algum esporte por suspeita de doping.

Fisiológicos

Em contrapartida, os recursos ergogênicos fisiológicos são todas as adaptações fisiológicas e mecanismos utilizados para melhora da performance esportiva.

Podemos citar como exemplo de recurso ergogênico fisiológico, a própria sessão diária de treinos que cria no organismo do atleta uma condição perfeita de adaptação e evolução.

Todavia, a adaptação a algum lugar de fuso horário diferente ou a condições extremas como frio e calor também é uma estratégia ergogênica fisiológica.

Psicológicos

music

Como é de se esperar, são recursos ergogênicos psicológicos aqueles que interferem positivamente no subconsciente dos atletas.

Desse modo, ouvir músicas antes das competições, vídeos motivacionais, o grito da torcida e frases impactantes são todos exemplos de recursos ergogênicos psicológicos.

Por essa razão, é cada vez mais comum as equipes esportivas terem um profissional da psicologia atuando com o intuito de melhorar o desempenho dos atletas.

Mecânicos e Biomecânicos

Trata-se de recurso ergogênico mecânico ou biomecânico todos os artifícios utilizados para auxiliar o desempenho locomotor  nas competições.

Então, eles interferem na maneira com que os atletas vão se mover ou desempenhar sua locomoção durante as provas.

Os principais exemplos são as roupas, vestimentas, óculos, capacetes, calçados especiais, roupas de compressão entre outros.

Contudo, os recursos ergogênicos mecânicos contrastam a realidade do universo das competições.

Isso porque nem todos os atletas possuem acesso a estes recursos, o que gera uma diferença entre os resultados que não condiz com a realidade dos fatos.


Funções dos Recursos Ergogênicos na Nutrição Esportiva

  1. Aumento de massa muscular;
  2. Atender as necessidades nutricionais dos atletas;
  3. Promover maior oxigenação aos pulmões;
  4. Energia para órgãos e tecidos durante as competições;
  5. Evitar a fadiga;
  6. Elevar a produção de energia para as células do organismo;
  7. Manter o peso para cada categoria;
  8. Potencializar a força dos músculos utilizados em cada esporte;
  9. Diminuir a gordura corporal;
  10. Impedir processos que atrapalhem o desempenho esportivo associado a nutrição.


Como Os Recursos Ergogênicos São Utilizados?

Nem todo recurso ergogênico pode ser utilizado por qualquer pessoa. Existem alguns que podem ser rotina na vida dos competidores amadores como os psicológicos, mecânicos e fisiológicos.

Contudo, os recursos ergogênicos nutricionais e farmacológicos devem sempre ser utilizados com o auxílio de um profissional especialista.

Existem muitos casos de competidores amadores que utilizam os recursos farmacológicos como hormônios e suplementos de alto risco e a longo prazo vem as consequências.

Por essa razão, sempre que você tiver vontade de usar um suplemento ou fármaco visando a melhora da sua performance esportiva, uma avaliação detalhada deve ocorrer antes. 


Indicações Para Uso de Recursos Ergogênicos Nutricionais

  • Melhorar o desempenho em provas;
  • Oferecer nutrição adequada nas etapas da competição;
  • Prevenir fadiga e perda de massa magra;
  • Atingir o peso ideal;
  • Garantir um diferencial de desempenho em relação aos demais competidores.

Contudo, atualmente a ciência comprova a todo tempo se os benefícios dos recursos ergogênicos nutricionais são válidos ou não.

Então, a dica para saber se você pode utilizar um recurso ergogênico nutricional ou não, é procurar a ajuda do profissional mais indicado, o nutricionista.

Recursos ergogênicos: suplemento só depois da pergunta certa

Recurso ergogênico é qualquer estratégia usada para melhorar desempenho, recuperação ou adaptação ao treino. Em nutrição esportiva, isso inclui carboidrato, proteína, cafeína, creatina, nitrato, reposição hidroeletrolítica e alguns suplementos. O erro é tratar todos como “pré-treino” ou como solução para dieta e treino mal planejados.

Pergunta antes de usarPor que importa
Qual meta será medida?Força, sprint, resistência, recuperação e composição corporal pedem estratégias diferentes.
Há deficiência ou baixa ingestão?Corrigir dieta costuma vir antes de empilhar suplementos.
O produto é testado e permitido?Reduz risco de contaminação e problema antidoping.
Existe doença, remédio ou ansiedade?Estimulantes e doses altas podem causar efeitos indesejados.

O consenso do Comitê Olímpico Internacional destaca que alguns suplementos podem ajudar em cenários específicos, mas saúde, qualidade do produto e risco antidoping vêm primeiro. Para praticantes recreativos, o ganho costuma depender mais de sono, periodização, energia suficiente, proteína adequada e regularidade.

Fontes úteis

  • PubMed: IOC consensus statement on dietary supplements
  • Australian Institute of Sport: Athlete supplement resources
  • PubMed: ISSN position stand on creatine supplementation

Arquivado em: Nutrição

Parassonias: tipos, riscos durante o sono e quando avaliar

10 de dezembro de 2022 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Resumo sobre Parassonia – Distúrbio do Sono

  • A parassonia é um distúrbio do sono que pode envolver comportamento, sensações e emoções anormais durante o sono.
  • Os tipos comuns de parassonia incluem sonambulismo, falar durante o sono, paralisia do sono e terrores noturnos.
  • As parassonias podem ter causas físicas, psicológicas ou ambientais.
  • As opções de tratamento podem incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e terapia psicológica.
  • A parassonia pode prejudicar a qualidade de vida de quem a sofre.

Como entender o sono sem simplificar demais

Em “Parassonia – Distúrbios do Sono”, o sono reflete rotina, saúde e ambiente, não apenas força de vontade. Horário, regularidade, qualidade, despertares, ronco, sonolência diurna, medicamentos, álcool, dor, ansiedade, depressão e doenças clínicas podem mudar a interpretação. O objetivo é separar hábito ajustável, sintoma persistente e sinal de alerta.

Pontos que mudam a leitura

PontoPor que importa
DuraçãoInsônia, sonolência ou comportamentos noturnos por semanas merecem avaliação mais estruturada.
Horário e regularidadeDormir e acordar em horários muito variáveis pode manter o problema mesmo com boas intenções.
Respiração e roncoRonco alto, pausas respiratórias e sono não reparador sugerem investigar apneia.
Medicamentos e substânciasAntialérgicos, sedativos, álcool, cafeína e remédios de pressão ou dor podem alterar sono.
SegurançaQuedas, confusão, dirigir com sono ou comportamentos durante o sono mudam a prioridade.

O que anotar por 7 a 14 dias

  • Horário de dormir, acordar, cochilos e despertares.
  • Cafeína, álcool, telas, exercícios, dor e remédios usados.
  • Ronco, pausas respiratórias, movimentos, sonhos vívidos ou comportamento fora do normal.
  • Impacto no dia seguinte: sonolência, irritabilidade, memória, trabalho e direção.

Quando transformar em avaliação

Procure orientação se o sono ruim persiste, causa prejuízo no dia, aparece com ronco e pausas respiratórias, vem com tristeza ou ansiedade intensa, ou exige uso repetido de remédios para dormir.

Sonolência súbita, confusão, quedas, comportamentos perigosos durante o sono ou cochilos ao dirigir pedem avaliação mais rápida.

Introdução

A parassonia é um tipo de distúrbio do sono caracterizado por ações e comportamentos anormais que ocorrem durante o sono. Isso pode incluir distúrbios como sonambulismo, falar durante o sono, pesadelos e terrores noturnos. Também pode incluir comportamentos como comer durante o sono, sexo durante o sono e dirigir durante o sono.

A parassonia geralmente é inofensiva, mas pode ser perturbadora e causar sofrimento à pessoa afetada e às pessoas ao seu redor.

A parassonia é causada por uma variedade de fatores, incluindo genética, condições médicas subjacentes, medicamentos e privação de sono. O tratamento para a parassonia pode incluir mudanças no estilo de vida, como estabelecer uma rotina regular de sono e evitar estimulantes no final do dia. Em casos mais graves, podem ser prescritos medicamentos para reduzir a frequência e a intensidade dos episódios de parassonia.

Viver com parassonia pode ser difícil, mas entender a condição e obter o tratamento adequado pode ajudar a torná-la mais gerenciável. Com os cuidados e apoio adequados, as pessoas afetadas pela parassonia podem levar uma vida plena e saudável.

Sintomas

alteracao sono parassonia
  • Sonambulismo: Sair da cama e perambular enquanto ainda está dormindo.
  • Pesadelos: Sonhos vívidos e muitas vezes assustadores.
  • Dormir falando: falar durante o sono sem perceber.
  • Paralisia do sono: incapacidade de se mover ou falar ao acordar, ou dormir.
  • Terrores noturnos: medo súbito ou pavor durante o sono.
  • Rangir os dentes: ranger ou apertar os dentes inconscientemente durante o sono.
  • Relação sexual durante o sono: envolver-se inconscientemente em atividades sexuais durante o sono.
  • Comer durante o sono: Comer durante o sono sem perceber.

Principais sintomas
Sonambulismo
Pesadelos
Falar dormindo
Terror noturno
Paralisia do sono

Causas comuns de parassonia

  • Estresse: O estresse pode causar distúrbios do sono, levando a um maior risco de parassonias.
  • Medicação: Alguns medicamentos podem causar parassonias.
  • Álcool: Beber álcool pode levar ao aumento de incidentes de parassonia.
  • Privação de sono: Não dormir o suficiente pode aumentar o risco deste distúrbio do sono.
  • Distúrbios do sono: Distúrbios do sono, como apneia do sono ou narcolepsia, também podem levar a parassonias.
  • Genética: A genética pode desempenhar um papel no desenvolvimento de alterações no sono.
  • Fatores ambientais: Podem ser causadas por fatores ambientais, como níveis de ruído ou temperatura.
  • Condições neurológicas: Condições neurológicas como a doença de Parkinson ou esclerose múltipla podem aumentar o risco de parassonia.

Diagnóstico

As parassonias são distúrbios do sono caracterizados por movimentos, comportamentos, emoções, percepções e sonhos anormais que ocorrem durante o sono. O diagnóstico de parassonias geralmente envolve uma revisão do histórico médico e psiquiátrico do paciente, um exame físico e um estudo do sono.

Um estudo do sono, ou polissonografia, é um teste que registra as ondas cerebrais, os níveis de oxigênio, a frequência cardíaca e a respiração do paciente, bem como os movimentos dos olhos e das pernas durante o sono.

Ao diagnosticar parassonias, o médico pode procurar padrões nos hábitos de sono do paciente, como a frequência com que o paciente apresenta episódios de parassonia e a duração dos episódios. O médico também pode pedir ao paciente para manter um diário de sono para ajudar a identificar padrões nos hábitos de sono.

Em determinadas situações, o médico pode realizar uma avaliação psiquiátrica para descartar condições psiquiátricas subjacentes que possam estar causando a parassonia.

Exames de sangue e exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, também podem ser usados ​para descartar condições físicas que possam estar causando a parassonia. Se nenhuma condição física ou psiquiátrica subjacente for encontrada, o médico pode diagnosticar o paciente com uma parassonia, como sonambulismo, paralisia do sono ou terrores noturnos.

Nome do exameDescrição do exame
PolissonografiaUm teste de sono que registra ondas cerebrais, movimentos oculares, níveis de oxigênio e dióxido de carbono, atividade muscular, frequência cardíaca e outras funções do corpo.
ActigrafiaUm teste de sono que envolve o uso de um dispositivo no pulso para medir o movimento durante a noite.
Teste de múltiplas latências do sonoUm teste de sono que mede quanto tempo leva para uma pessoa adormecer durante o dia.
Teste de Manutenção da Vigília Um teste de sono que mede quanto tempo uma pessoa consegue ficar acordada durante o dia.

Diagnóstico Diferencial de Parassonia

  • Convulsões relacionadas ao sono: As convulsões relacionadas ao sono são uma das causas mais comuns de parassonias. Essas convulsões ocorrem durante o sono e podem causar movimentos involuntários ou vocalizações.
  • Apneia do sono: A apneia do sono é uma condição que causa pausas na respiração durante o sono. Isso pode levar a períodos de privação de oxigênio e causar parassonias.
  • Síndrome das pernas inquietas: A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio que causa uma necessidade irresistível de mover as pernas, geralmente durante a noite ou quando está deitado na cama.
  • Narcolepsia: A narcolepsia é um distúrbio do sono que causa sonolência excessiva durante o dia e pode fazer com que as pessoas adormeçam repentinamente durante a noite.
  • Privação de sono: Privação de sono é uma condição que pode ocorrer quando um indivíduo não dorme o suficiente. Isso pode levar a uma variedade de distúrbios do sono, incluindo parassonias.
  • Estresse e ansiedade: Estresse e ansiedade podem causar distúrbios do sono e levar a episódios de parassonias.
  • Medicamentos: Alguns medicamentos podem interagir com o ciclo sono-vigília do cérebro e causar episódios de parassonias.

Possibilidades iniciais de tratamento

As possibilidades iniciais de tratamento para a parassonia podem variar conforme o tipo e a gravidade da condição. Geralmente, o plano de tratamento incluirá mudanças no estilo de vida, medicamentos e psicoterapia.

Se um paciente apresentar episódios de confusão, sonolência excessiva, dificuldade em permanecer acordado ou sono interrompido, pode ser necessário ajustar seus hábitos de sono e estilo de vida. Isso inclui evitar estimulantes como cafeína e nicotina, estabelecer horários regulares para dormir e acordar e evitar grandes refeições e álcool perto da hora de dormir.

Os medicamentos são frequentemente prescritos para reduzir a frequência dos episódios de parassonia. Esses medicamentos variam de estabilizadores de humor a anticonvulsivantes e podem ser usados ​em combinação com psicoterapia para reduzir o risco de ocorrência de parassonia. A psicoterapia pode incluir terapia cognitivo-comportamental ou outras formas de terapia da fala para identificar e tratar as causas subjacentes da parassonia.

Em determinadas situações, certos dispositivos médicos podem ser usados ​para tratar a parassonia. Por exemplo, máquinas de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) são usadas para tratar a apneia do sono, que pode ser a causa da parassonia.

Além disso, a estimulação elétrica do cérebro, conhecida como estimulação magnética transcraniana (EMT) pode ser usada para reduzir a gravidade dos episódios de parassonia.

Medicamentos para tratamento de parassonia

  • Antipsicóticos: os antipsicóticos podem ser usados ​para ajudar a reduzir a ocorrência de parassonias diminuindo a intensidade da excitação durante o sono.
  • Benzodiazepínicos: os benzodiazepínicos são sedativos que ajudam a reduzir a intensidade da excitação durante o sono e podem ser usados ​para tratar o distúrbio comportamental do sono REM.
  • Antidepressivos: os antidepressivos às vezes são usados ​para tratar parassonias, especialmente aquelas que envolvem sono não REM.
  • Anticonvulsivantes: Os anticonvulsivantes às vezes são usados ​para tratar parassonias devido à sua capacidade de estabilizar a atividade neuronal.
  • Estimulantes: os estimulantes podem ser usados ​para reduzir a intensidade da excitação durante o sono e podem ajudar a reduzir a ocorrência de insônia.
  • Melatonina a melatonina é um hormônio que pode ser usado para ajudar a regular os ciclos sono-vigília e pode ajudar a reduzir a ocorrência de alterações no sono.

Prevenção

Uma das melhores maneiras de prevenir a parassonia é abordar quaisquer condições médicas subjacentes que possam estar causando isso. Isso pode incluir o tratamento de um distúrbio do sono subjacente, como apneia do sono, narcolepsia ou síndrome das pernas inquietas, tomar medicamentos que estão causando as parassonias ou tratar um distúrbio mental subjacente, como depressão ou ansiedade.

Também é importante praticar uma boa higiene do sono, como evitar cafeína e álcool no final do dia, evitar olhar para telas antes de dormir e fazer exercícios regularmente. Também é importante criar um ambiente de sono confortável e relaxante.

Em determinadas situações, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para prevenir a parassonia. Isso pode incluir evitar certos gatilhos, como dormir em uma determinada posição ou comer certos alimentos antes de dormir.

Técnicas de relaxamento como ioga, meditação e respiração profunda também podem ser benéficas. Em determinadas situações, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser recomendada para ajudar os pacientes a aprender a lidar com os sintomas físicos e emocionais da parassonia.

Qual ​é o prognóstico da parassonia?

A parassonia é um distúrbio do sono que pode causar uma variedade de sintomas, incluindo sonambulismo, falar durante o sono, pesadelos, terrores noturnos e paralisia do sono. A gravidade do distúrbio varia de pessoa para pessoa, e o prognóstico pode variar de leve a grave. Na maioria dos casos, o prognóstico é bom com o tratamento correto e mudanças no estilo de vida.

O tratamento para a parassonia geralmente envolve mudanças no estilo de vida, como evitar álcool e estimulantes antes de dormir, estabelecer um horário regular de sono e evitar atividades estressantes antes de dormir. Medicamentos também podem ser prescritos para ajudar a reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas.

Em casos graves, a terapia cognitivo-comportamental pode ser recomendada para ajudar a pessoa a lidar com seus sintomas. Com o tratamento certo, o prognóstico para indivíduos com parassonia geralmente é bom.

Explore também no Blog da Saúde

  • Psiquiatria
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • MedlinePlus: insônia
  • MedlinePlus: distúrbios do sono

Arquivado em: Clínica Médica, Curiosidades, Sintomas de A-Z

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