Sobre Ressonância magnética: para que serve e como é feita: não interprete o resultado isoladamente. O achado precisa ser comparado com o motivo do pedido, sintomas, medicamentos, idade, exames anteriores e valores de referência do laboratório. Uma alteração pequena pode ter significado diferente de uma mudança persistente ou acompanhada de sintomas.
A ressonância magnética é um exame de imagem indolor e não invasivo, utilizado no diagnóstico e acompanhamento de algumas patologias, e pode ser realizada para visualizar diversas partes do corpo.
O que é a ressonância magnética?

A ressonância magnética é um exame de imagem realizado em um aparelho específico, que normalmente tem a forma de um tubo. As imagens são obtidas, então, através do campo magnético gerado pela máquina, que faz com que as moléculas de água do corpo produzam um fraco sinal, que é captado pelo aparelho1.
Já com relação tempo de execução do exame, ela pode variar bastante, a depender da parte do corpo que será analisada, com duração média de 20 a 60 minutos. Além disso, em alguns casos é necessário a utilização de contrastes, para melhorar a qualidade da imagem obtida.
Quando o exame é solicitado?
O exame é solicitado quando existe a necessidade de se obter imagens de órgãos internos, ossos e outras estruturas, seja por causa de uma doença, trauma físico ou suspeitas diagnósticas que exijam esse tipo de investigação.
Como o exame é realizado?

A ressonância magnética é realizada em clínicas e unidades hospitalares, com algumas orientações e condutas comuns a todos os exames desse tipo, independentemente do a gravidade do caso ou da área do corpo a ser examinada. São elas:
- Uso de avental ou roupa hospitalar, para garantir que a vestimenta não contenha partes metálicas;
- Uso de protetores auriculares ou fones de ouvido, uma vez que o aparelho utilizado no exame emite sons altos;
- Retirada objetos metálicos antes de realizar o exame, como brincos, relógios e óculos;
- Estar em jejum de ao menos 4 horas. Entretanto, essa recomendação pode sofrer algumas alterações, a depender da área do corpo que necessita ser examinada;
- Uso de contraste, em alguns casos, para melhorar a visualização de alguns órgãos ou regiões.
Riscos e contraindicações da ressonância magnética
Apesar de ser um exame seguro, existem alguns riscos e contraindicações que devem ser levados em consideração antes de ser realizado2. São eles:
- Problemas hepáticos ou renais que impossibilitem o uso de contrastes;
- Uso de dispositivos que possam conter algum metal magnético. Alguns exemplos são implantes de cóclea, marcapasso, cardiodesfibrilador implantável, clips metálicos, dispositivos intrauterinos, válvulas cardíacas metálicas e próteses articulares;
- Tatuagens e maquiagem definitiva, uma vez que algumas tintas contém metais em sua composição;
- Claustrofobia, devido à dificuldade que alguns pacientes têm para ficarem em ambientes fechados. Nesses casos, é possível o uso de sedativos para a realização do exame.
Além disso, o efeito do campo magnético em fetos ainda não é completamente compreendido, motivo pelo qual o exame só deve ser realizado em gestantes quando os benefícios superam os riscos.
Diferenças entre a ressonância magnética e a tomografia

É relativamente comum, principalmente entre paciente, a confusão entre a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, por serem dois exames de imagem considerados mais complexos que as radiografias comuns.
Entretanto, apesar das similaridades, existem diferencias cruciais, como:
- Detalhamento da imagem, com a ressonância magnética sendo considerada superior;
- Tipo de estrutura ou órgão a ser analisado, uma vez que a ressonância magnética apresenta melhores resultados na visualização de tecidos moles, ligamentos e órgãos;
- Risco para gestante, devido ao fato de tomografias utilizarem Raios X;
- Tempo de realização do exame, que é maior na ressonância;
- Custo do exame, uma vez que a tomografia costuma ser mais barata que a ressonância.
Como são interpretados os resultados?
Como se trata de um exame de imagem, os resultados são analisados visualmente, por um profissional com experiência em avaliar os diferentes cortes nos quais são exibidas as imagens.
Por isso, o tempo entre a realização do exame e a entrega do resultado pode variar, dependendo principalmente do motivo da solicitação do exame:
- Emergências: Em casos emergenciais, os resultados precisam ser entregues mais rapidamente;
- Avaliação de algumas patologias, como estadiamento de neoplasias: Nesses casos, o resultado pode demorar mais para sair, uma vez que a análise deve ser feita de forma mais detalhada;
- Avaliação de resultados por especialistas: Em algumas situações, o resultado pode ser avaliado por especialistas em determinadas patologias, o que pode aumentar o tempo de emissão dos resultados.
Pode existir efeitos adversos com a ressonância magnética?

A ocorrência de reações desagradáveis causadas pela ressonância magnética é rara, e normalmente se deve a alergias ou sensibilidade aos contrastes usados em algumas ocasiões.
As mais comuns são:
- Reações anafiláticas;
- Sensação de calor;
- Dores de cabeça;
- Aparecimento de placas vermelhas e erupções cutâneas;
- Gosto metálico na boca;
- Náuseas;
- Vômitos;
- Aumento da pressão arterial.
Além disso, o procedimento pode causar ansiedade e outros desconfortos de origem psiquiátrica, devido ao confinamento a um espaço fechado e apertado.
Assim, caso o paciente sofra de claustrofobia ou tenha algum outro problema que possa ser piorado pela sensação de confinamento, é importante que o fato seja informado ao médico responsável pelo exame2.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- Katti G, Ara SA, Shireen A. Magnetic resonance imaging (MRI) – A review. INTERNATIONAL JOURNAL OF DENTAL CLINICS 2011:3(1):65-70.
- Grainger D. Safety Guidelines for Magnetic Resonance Imaging Equipment in Clinical Use. Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. 2021.
O que muda a leitura do exame
Antes de concluir algo pelo resultado, vale olhar por que o exame foi pedido. Para Ressonância magnética: para que serve e como é feita, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.
| Dado | Por que importa |
|---|---|
| Motivo do exame | Rastreamento, diagnóstico e acompanhamento têm leituras diferentes. |
| Valor anterior | Tendência costuma ser mais útil que número isolado. |
| Sintomas | O mesmo resultado pesa diferente com ou sem queixas. |
| Medicamentos | Alguns remédios alteram exames e precisam ser informados. |
| Evite concluir | Prefira checar |
|---|---|
| “Alterado significa doença grave” | Magnitude, repetição e sintomas. |
| “Normal descarta tudo” | Se o exame era adequado para a pergunta clínica. |
| “Devo tratar o número” | A causa provável e o conjunto de exames. |
Quando o resultado preocupa, vale perguntar qual hipótese ele fortalece, qual hipótese ele enfraquece e qual conduta mudaria depois dele. Exame sem pergunta clara pode gerar ansiedade e investigação desnecessária.
Se a dúvida persistir, anote início, frequência, intensidade, fatores que pioram, fatores que aliviam e qualquer efeito indesejado. Esse registro reduz achismos e torna a conversa clínica mais objetiva.
Fonte: MedlinePlus: lab tests.
Ressonância magnética é mais útil quando existe uma pergunta clínica clara: investigar lesão, inflamação, tumor, compressão nervosa, articulação ou acompanhamento de doença conhecida. Pedir o exame sem hipótese pode gerar achados incidentais que confundem mais do que ajudam.
Antes do exame, informe metal no corpo, marca-passo, implantes, claustrofobia, alergias, doença renal, gravidez e uso de contraste anterior. Esses detalhes definem preparo, segurança e se o contraste faz sentido.
Ressonância magnética é mais útil quando existe uma pergunta clínica clara: investigar lesão, inflamação, tumor, compressão nervosa, articulação ou acompanhamento de doença conhecida. Pedir o exame sem hipótese pode gerar achados incidentais que confundem mais do que ajudam.
Antes do exame, informe metal no corpo, marca-passo, implantes, claustrofobia, alergias, doença renal, gravidez e uso de contraste anterior. Esses detalhes definem preparo, segurança e se o contraste faz sentido.
Fontes úteis desta atualização







































