Remédios e injeções na coluna podem aliviar dor em situações específicas, mas não substituem o diagnóstico. Dor mecânica, dor radicular, estenose, fratura, infecção, inflamação e dor referida pedem estratégias diferentes; usar a mesma medicação para todas aumenta risco e reduz precisão.
O remédio certo depende do tipo de dor nas costas
Antes de comparar remédios, é preciso entender o padrão da dor. Dor localizada que piora com carga, dor que desce para a perna, dor com formigamento, dor após trauma e dor com febre não têm a mesma leitura. A medicação deve responder a uma hipótese, não apenas à intensidade.
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| Opção | Quando pode ajudar | Limite importante |
|---|---|---|
| Analgésico simples | Crises leves a moderadas. | Pode mascarar piora se usado sem reavaliar. |
| Anti-inflamatório | Dor inflamatória ou crise aguda selecionada. | Risco gástrico, renal, cardiovascular e interação. |
| Relaxante muscular | Espasmo e dor aguda em curto prazo. | Sonolência, queda e piora com álcool/sedativos. |
| Medicamento para dor neuropática | Queimação, choque, formigamento ou dor radicular. | Exige ajuste lento e monitoramento de efeitos. |
| Injeção epidural | Dor radicular por inflamação de raiz em casos selecionados. | Benefício variável e riscos de procedimento. |
Quando a injeção faz mais sentido
Injeções na coluna costumam ser discutidas quando há dor irradiada, limitação funcional, falha de tratamento conservador adequado e correlação entre exame, imagem e sintomas. A infiltração não “coloca o disco no lugar” nem corrige fraqueza progressiva; ela tenta reduzir inflamação e dor para permitir reabilitação.
Riscos incluem queda de pressão, sangramento, infecção, piora transitória da dor, reação ao medicamento, dor de cabeça por punção dural e, raramente, complicações neurológicas. Anticoagulantes, diabetes, imunossupressão, gravidez e infecção ativa mudam a decisão.
Quando remédio é insuficiente
Perda de força, anestesia em sela, perda de controle urinário ou fecal, febre, câncer prévio, trauma importante, dor noturna progressiva ou perda de peso exigem avaliação rápida. Nesses cenários, trocar analgésico em casa pode atrasar diagnóstico.
Para dor comum sem sinais de alerta, o plano tende a funcionar melhor quando combina analgesia curta, manutenção de atividade possível, educação, sono, retorno gradual à carga e exercícios. O medicamento abre janela para recuperar função; ele não deve ser o plano inteiro.
Como conversar sobre risco de remédio
Informe todos os medicamentos em uso, inclusive anticoagulantes, antidepressivos, remédios para pressão, diabetes, rim, estômago e sono. Combinações comuns podem aumentar sedação, queda, sangramento, pressão alta, lesão renal ou irritação gástrica.
O tempo de uso também importa. Um anti-inflamatório por poucos dias em pessoa sem fatores de risco é diferente de uso repetido por semanas em idoso hipertenso com doença renal. Relaxante muscular à noite pode ser aceitável para uma crise; dirigir ou beber álcool usando sedativos pode ser perigoso.
Injeções devem ter objetivo mensurável: reduzir dor radicular para caminhar, dormir, iniciar fisioterapia ou adiar cirurgia em cenário adequado. Se não há meta e não há correlação entre exame e sintoma, o procedimento tende a ser menos útil.
Também é importante saber quando parar. Se uma medicação causa sonolência incapacitante, queda, confusão, falta de ar, alergia, dor no estômago, urina escura ou piora da pressão, o plano deve ser revisto. Se uma injeção não muda função, repetir automaticamente faz pouco sentido.
A melhora esperada deve ter prazo. Dor aguda pode melhorar em dias ou semanas; dor crônica precisa de metas por função, sono e atividade. Sem prazo, o paciente fica preso a uma sequência de tentativas sem critério.
Ao final, a pergunta central é: o tratamento reduziu dor o suficiente para mover melhor e com mais segurança? Se a resposta é não, o diagnóstico e o plano precisam ser revistos.
Essa revisão é especialmente importante quando a dor muda de localização, ganha sintomas neurológicos ou passa a limitar sono e trabalho.
Tratamento seguro é aquele que tem indicação, duração, meta e critério de reavaliação.
Sem esses quatro pontos, o risco de uso repetido e pouco útil aumenta.
Isso vale para comprimidos, injeções e combinações dos dois.
Para tratar sua dor nas costas de forma precisa e efetiva, o médico precisará fazer um diagnóstico. Qual condição espinhal está causando sua dor nas costas? Com essa informação, ele ou ela poderá melhor prescrever medicamentos e/ou injeções para lidar com seus sintomas.
Medicamentos e injeções devem ser parte de um plano maior, que pode incluir educação, atividade graduada, reabilitação, sono, manejo de carga e reavaliação. Eles podem reduzir dor em alguns quadros, mas não substituem diagnóstico, acompanhamento funcional nem tratamento da causa provável.
A gravidade e a causa da dor nas costas determina quais medicamentos ou injeções serão prescritos, mas seu médico pode sugerir.
Nesta postagem do blog, veremos alguns dos medicamentos disponíveis para dor lombar, seus possíveis efeitos colaterais e sua eficácia no alívio da dor.
Medicamentos que podem ser adquiridos sem receita para dores nas costas
Analgésicos
Analgésicos são medicamentos que ajudam a controlar a dor e reduzir a febre, e alguns tipos também diminuem a inflamação. Existem vários tipos diferentes de analgésicos que podem ser usados para ajudar a controlar a dor lombar.
Paracetamol e dipirona são analgésicos prescritos com frequência no país.
O paracetamol e dipirona funcionam bloqueando a produção do corpo de certas substâncias químicas que causam inflamação e dor.
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
Esses sim ajudaram a diminuir a inflamação enquanto aliviando a sua dor; é assim que anti-inflamatórios se diferem do paracetamol.
Os medicamentos dessas famílias podem aliviar a dor leve a moderada por meio de ações que reduzem a inflamação em sua origem.
Os AINEs são os analgésicos mais comumente usados para dor lombar. Eles funcionam bloqueando a produção de certas substâncias químicas no corpo que causam inflamação e dor. AINEs comuns incluem ibuprofeno, naproxeno e aspirina.
Esses medicamentos podem ser tomados por via oral ou aplicados topicamente, dependendo da gravidade da sua dor.
A inibição da síntese de prostaglandinas pode resultar em outros efeitos colaterais graves, como úlceras pépticas e uma capacidade reduzida das plaquetas no sangue de se agregar e formar coágulos.
| AINEs comuns para dor nas costas |
|---|
| Ibuprofeno (Advil, Ibuflex, Ibupril, Alivium) |
| Naproxeno (Flanax, Naxotec) |
| Aspirina |
| Celecoxibe (Celebra) |
| Diclofenaco (Alginac) |

Medicamentos para Dor nas Costas que precisam de Prescrição Médica
Relaxantes musculares
Se você sofre de dores crônicas nas costas causada por espasmos musculares, você pode precisar de um relaxante muscular, que ajudará a parar os espasmos.
- Analgésico – reduz a dor
- Antiespasmódico – reduz o espasmo muscular e as cãibras
- Sedativo – induz relaxamento
- Relaxante neuromuscular – reduz os impulsos nervosos que causam a contração muscular
- Miorrelaxante – reduz a rigidez muscular e a espasticidade
Antidepresivos
Por mais surpreendente que possa parecer, antidepressivos podem ser medicamentos efetivos para tratamento de dores nas costas porque bloqueiam mensagens de dor antes das mesmas chegarem no cérebro.
Os mesmos também podem ajudar o corpo em sua produção de endorfina, um analgésico natural.
| Antidepressivo | Mecanismo de ação |
|---|---|
| Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (SSRIs) | Os SSRIs funcionam bloqueando a recaptação da serotonina, um neurotransmissor, no cérebro. Isso aumenta a quantidade de serotonina disponível, que reduz a dor e melhora o humor. |
| Antidepressivos tricíclicos (TCAs) | Os TCAs funcionam bloqueando a recaptação de norepinefrina e serotonina, dois neurotransmissores, no cérebro. Isso aumenta os níveis de ambos os neurotransmissores, que reduzem a dor e melhoram o humor. |
| Inibidores da monoamina oxidase (MAOIs) | Os MAOIs funcionam bloqueando a enzima monoamina oxidase, que é responsável pela quebra de neurotransmissores no cérebro. Isso aumenta a quantidade de neurotransmissores disponíveis, o que reduz a dor e melhora o humor. |
Opióides
Nos casos mais extremos, e apenas sobre cuidadosa supervisão, seu médico pode prescrever um opióide, como tramadol, morfina ou codeína.
Os opioides para dor são um tipo de medicamento usado para aliviar a dor moderada a intensa. Eles são derivados do ópio ou de substâncias semelhantes ao ópio e são prescritos para tratar a dor causada por lesões, cirurgias e outras condições, como o câncer.
A indicação de opioides para dor inclui dor moderada a intensa que não é aliviada por outras formas de medicação ou tratamento. Em determinadas situações, os opioides podem ser prescritos para tratar a dor crônica, mas isso só deve ser feito sob a supervisão de um profissional médico.
Os opioides não devem ser usados para tratar dor leve ou desconforto.
Os opioides podem ter efeitos colaterais, incluindo náusea, vômito, constipação, sonolência, confusão e dificuldade para respirar. Eles também podem causar dependência física e tolerância, o que significa que um paciente pode precisar de doses mais altas ao longo do tempo para atingir o mesmo nível de alívio da dor.
Os riscos associados aos opioides devem ser cuidadosamente considerados antes de tomá-los, e os pacientes devem ser monitorados de perto quanto a efeitos colaterais. O uso prolongado de opioides para dor pode ser perigoso e deve ser evitado.
A eficácia de uma determinada dose de um opióide diminui com sua administração repetida na presença de dor intensa. Essa perda de eficácia é chamada de tolerância.
| Precauções com o uso de opióides |
|---|
| Não use opioides se tiver asma grave ou problemas respiratórios ou bloqueio no estômago ou intestino. |
| Não beba álcool enquanto estiver tomando opioides. |
| Não tome opioides com outros medicamentos que podem causar sonolência, como pílulas para dormir, medicamentos anti-ansiedade, relaxantes musculares e certos anti-histamínicos. |
| Não tome opioides com outros medicamentos que possam retardar sua respiração. |
| Não tome opioides se estiver grávida ou amamentando. |
| Não tome opioides se for alérgico a algum dos ingredientes. |
| Não tome opioides se tiver histórico de abuso ou dependência de drogas. |
| Não dirija ou opere máquinas enquanto estiver tomando opioides. |
| Efeitos colaterais de opióides |
|---|
| Náuseas e vômitos |
| Constipação |
| Sonolência |
| Tontura |
| Dor de cabeça |
| Boca seca |
| Dor de estômago |
| Fraqueza |
Cuidados Medicamentosos
Assim como todas as medicações, você deve seguir atentamente os conselhos de seu médico. Nunca misture medicamentos que podem ser comprados sem receita com medicamentos prescritos sem consultar seu médico.
Assim como, quando seu médico decidir quais medicamentos prescrever, não esqueça de alertá-lo sobre qualquer suplemento homeopático e qualquer outra prescrição médica que você esteja tomando.
Injeções na Coluna para Dor nas Costas – Injeção Epidural de Esteróides
Essa é uma das injeções mais comuns. Seu alvo é o espaço epidural, que é o espaço em volta da membrana que cobre a coluna e as raízes nervosas da espinha.
Nervos viajam no espaço epidural e então se dividem para as outras partes do corpo, como as pernas. Se uma raiz nervosa está comprimida (beliscada) no espaço epidural, você pode sentir uma dor que atravessa completamente suas costas até as pernas (comumente chamada ciática), apesar do termo técnico ser radiculopatia).
Uma injeção epidural de corticoides manda esteróides – que são anti-inflamatórios muito potentes- diretamente a raiz do nervo inflamado.
Essa é uma terapia de administração da dor, então é melhor que haja um especialista bem treinado na mesma para a aplicação. Serão necessárias provavelmente de 2 a 3 injeções, geralmente não serão aplicadas mais que isso por conta da potencialidade de efeitos colaterais dos esteróides.
Outras injeções
Dependendo do seu diagnóstico, seu médico pode sugerir outros tipos de injeções espinhais.
Um exemplo é o bloqueio do nervo simpático que foca os nervos que controlam as funções involuntárias do corpo.
Os nervos simpáticos controlam, por exemplo, a abertura e o fechamento de vasos sanguíneos.
Você pode receber injeções nas facetas articulares da coluna.
Facetas articulares na sua espinha ajudam no seu movimento e providenciam estabilidade. Caso inflamem, haverá dor. Uma Injeção nas facetas articulares da coluna irá entorpecer a articulação e pode reduzir a dor.
Os anti-inflamatórios podem prejudicar os rins?
Verifique com seu médico para ter certeza de que você pode usar esses medicamentos com segurança, principalmente se tiver doença renal.
O uso crônico ou prolongado de alguns desses medicamentos, como ibuprofeno, naproxeno e aspirina em doses mais altas, pode causar doença renal crônica conhecida como nefrite intersticial crônica.
Anti-inflamatórios de venda livre também têm limite de segurança. Uso repetido ou prolongado deve ser discutido com profissional, especialmente se houver doença renal, gastrite, anticoagulante, pressão alta, idade avançada ou histórico cardiovascular.
Fontes úteis
- ACP: noninvasive treatments for low back pain
- FDA: buying and using medicine safely
- MedlinePlus: back pain
Fontes e leitura útil





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