Blog da Saúde

Informações sobre cuidados com a saúde

  • Sintomas
  • Doenças
  • Tratamentos
  • Exames e Medicamentos
  • Especialistas
  • Guias

Arquivos para 21 de dezembro de 2022

Manga carlotinha: benefícios, porção e cuidados

21 de dezembro de 2022 by Renato Fernandes da Silva Deixe um comentário

Sobre Manga carlotinha: benefícios, porção e cuidados: a resposta útil depende do conjunto da dieta e do objetivo clínico. O mesmo alimento pode ser adequado em uma porção e inadequado em outra, especialmente quando há diabetes, doença renal, alergia, gastrite ou gestação.

A Manga Carlotinha é uma das várias espécies de manga cultivadas no Brasil, sendo uma espécie de porte médio com folhas grossas e de cor verde opaca.

Dessa forma, a manga carlotinha é uma espécie bem diferente dos outros tipos, pois é uma fruta suculenta de sabor doce, aromático e acidulante.

Cada fruta desta espécie mede entre 5 a 7 centímetros, com formato pequeno e arredondado, de casca fina e lisa.

Além disso, a semente da manga carlotinha representa 13% do tamanho da fruta, pesando mais de 25 gramas.

Além de ser saborosa, a manga carlotinha proporciona vários benefícios para a saúde, que você vai ver a seguir.

7 Benefícios da Manga Carlotinha

1- Protege o coração

Os compostos da manga carlotinha auxiliam na circulação sanguínea, contribuindo para controlar a pressão e protegendo as artérias e veias do corpo.

Sendo assim, esta fruta é excelente para manter a saúde do coração, inclusive para controlar os níveis de colesterol ruim no sangue, evitando o infarto e a aterosclerose.

Manga Carlotinha: Conheça 7 benefícios

2- Rica em antioxidantes

A manga carlotinha possui muitos antioxidantes que combatem a ação dos radicais livres na pele e nas células do corpo.

Logo, o consumo da fruta impede o aparecimento de rugas e flacidez, além de proteger as células do coração e contra o crescimento desordenado das mesmas, que favorece o câncer.

3- Rica em vitaminas 

Esta espécie é rica em vitamina C, que atua na prevenção de gripes, resfriados e impede o enfraquecimento do sistema imune.

Além disso, é responsável por fortalecer a saúde estética, evitando queda de cabelo e fraqueza nas unhas.

4- Possui pectina, uma importante fibra 

A pectina é a principal fibra encontrada na manga carlotinha, por isso, ela consegue atuar sobre os níveis de glicose no organismo.

Dessa maneira, a fruta evita o diabetes tipo 2 e ainda pode ser consumida por aqueles que fazem tratamento da doença.

rica em vitamina C

5- Evita a desidratação

Esta espécie de manga é a espécie que mais contém água em sua composição nutricional, por isso é perfeita para os dias mais quentes.

Além de refrescar e combater a desidratação, a manga carlotinha age como se fosse um isotônico natural, já que equilibra os eletrólitos perdidos no suor e na urina.

6- Melhora o funcionamento do intestino

As fibras desta fruta evitam a constipação e promovem os movimentos peristálticos, facilitando a saída das fezes e melhorando o funcionamento dos intestinos.

Por sua vez, cada fibra da fruta atua na limpeza de resíduos tóxicos armazenados no organismo, fazendo com que sintomas como gases, azia e má digestão não ocorram com frequência.

7-  Ajuda no emagrecimento

Por ser rica em água e fibras, a manga carlotinha possui baixo valor calórico, sendo ideal para quem está numa dieta de emagrecimento.

Todavia, as fibras ainda aumentam a saciedade ao mesmo tempo que expulsam bactérias nocivas presentes no intestino.


Composição Nutricional

Em cada 100 gramas de manga carlotinha só tem 65 calorias, das quais 15 gramas são de carboidratos, 0,5 grama de proteínas e apenas 0,2 gramas de gordura.

Com relação aos micronutrientes, em 100 gramas da fruta temos 53 mg de vitamina C, 12 mg de Cálcio e 0,8 mg de ferro, sendo esses os micronutrientes mais numerosos.

O que muda a resposta na alimentação

Um alimento isolado raramente explica todo o peso, a glicemia ou sintomas digestivos. Para Manga carlotinha: benefícios, porção e cuidados, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.

AspectoO que muda na prática
PorçãoQuantidade real pesa mais do que fama do alimento.
PreparoFritura, açúcar, sal e molhos mudam o efeito final.
SubstituiçãoTrocar ultraprocessado por comida simples pode ajudar.
Condição clínicaDiabetes, rim, alergia e gestação pedem ajuste individual.
Evite concluirPrefira observar
“Esse alimento engorda sozinho”Calorias totais, saciedade e frequência semanal.
“É saudável em qualquer quantidade”Porção, preparo e rótulo.
“Preciso cortar tudo”Substituições sustentáveis e objetivo clínico.

Uma estratégia mais segura é testar mudanças pequenas por alguns dias ou semanas: ajustar porção, trocar preparo, incluir fibra e proteína, reduzir ultraprocessados e observar fome, saciedade, sintomas e exames quando houver indicação.

Quando a orientação precisa ser individual

A margem de segurança fica menor em crianças, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes com doença renal, hepática, cardíaca ou quem usa vários medicamentos. Nesses casos, uma resposta geral ajuda a entender o tema, mas não substitui ajuste individual de dose, dieta, exame, treino ou tratamento.

Dados que tornam a decisão mais precisa

Para Manga carlotinha: benefícios, porção e cuidados, a diferença entre uma orientação útil e uma resposta genérica costuma estar nos detalhes. Não basta saber o nome do alimento, sintoma, exame ou produto; é preciso entender quantidade, duração, frequência, contexto e resposta do corpo.

Dado para registrarExemplo útil
InícioQuando começou e se foi súbito ou gradual.
FrequênciaTodo dia, em crises, após refeições, treino, remédio ou exposição.
RespostaO que melhorou, o que piorou e em quanto tempo.
ImpactoSono, trabalho, alimentação, treino, estudo ou autocuidado afetados.

Se já houve tentativa de cuidado, registre dose, produto, alimento, exercício, horário e duração. Isso ajuda a diferenciar falta de efeito, irritação, reação adversa, coincidência temporal ou progressão natural do quadro.

Limites do autocuidado

Autocuidado faz sentido quando o quadro é leve, estável e sem sinais associados importantes. A prioridade muda quando há piora progressiva, perda de função, febre persistente, sangramento, desidratação, falta de ar, reação alérgica, alteração neurológica ou sofrimento intenso.

Se acontecerPróximo passo mais seguro
Melhora claraManter medidas simples e observar se o benefício se sustenta.
Oscila sem padrãoAnotar gatilhos e reduzir mudanças simultâneas.
Piora ou limita rotinaProcurar avaliação em vez de repetir tentativas.
Sinal fora do esperadoPriorizar exame direto e orientação individual.

Fonte: Ministério da Saúde: Guia Alimentar para a População Brasileira.

Fontes úteis

  • WHO: dieta saudável
  • MedlinePlus: nutrição
  • NIH ODS: suplementos alimentares

Arquivado em: Artigos, Curiosidades, Nutrição Marcados com as tags: manga, manga carlotinha

Neuroma de Morton – O que é? Causa comum de dor nos pés

21 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá Deixe um comentário

Neuroma de Morton é irritação e espessamento benigno de um nervo interdigital no antepé, geralmente percebido como queimação, choque, dormência ou sensação de pedra no sapato. Não é tumor maligno, mas precisa ser diferenciado de metatarsalgia, fratura por estresse, artrite e neuropatia.

Por que parece uma pedra no sapato

O nervo interdigital passa entre os ossos metatarsos. Quando há pressão repetida, calçado estreito, salto, sobrecarga do antepé ou alterações mecânicas, esse nervo pode ficar irritado e espessado. O espaço mais comum é entre o terceiro e quarto dedos.

O sintoma típico é dor em queimação ou choque no antepé, com dormência ou formigamento nos dedos. Muitas pessoas param, tiram o sapato e massageiam o pé. Sapato apertado ou salto costuma piorar; biqueira larga pode aliviar.

Dor no antepéPistasO que diferenciar
Neuroma de MortonQueimação, choque, pedra no sapato.Espaço interdigital.
MetatarsalgiaDor sob cabeças metatarsais.Carga e calosidade.
Fratura por estresseDor óssea progressiva.Impacto e inchaço.
NeuropatiaDormência difusa.Diabetes e sensibilidade.

Diagnóstico e exames

O exame físico pode reproduzir dor ao comprimir o antepé ou palpar o espaço interdigital. Radiografia não mostra o neuroma, mas pode ajudar a excluir fratura por estresse, artrite ou deformidades. Ultrassom e ressonância podem ser usados quando há dúvida.

Nem toda dor no antepé é neuroma. Em pessoas com diabetes, perda de sensibilidade, feridas ou dor após trauma, a avaliação muda. O diagnóstico correto evita injeções ou cirurgia para a causa errada.

Primeiro: calçado largo e reduzir pressão.
Apoio: metatarsal pad ou palmilha.
Escalar: injeção pode ajudar alguns casos.
Cirurgia: apenas persistentes e bem diagnosticados.

Tratamento passo a passo

Medidas iniciais incluem biqueira larga, evitar salto alto, ajustar volume de caminhada/corrida, usar almofada metatarsal e tratar fatores de sobrecarga. Injeções com anestésico e corticoide podem aliviar alguns casos, mas a resposta varia e a evidência não permite prometer resultado para todos.

Procedimentos e cirurgia entram quando dor persiste apesar de tratamento conservador e o diagnóstico está bem estabelecido. Neurectomia ou liberação podem aliviar dor, mas podem deixar dormência, cicatriz dolorosa, dor residual ou recidiva.

Quando procurar avaliação

Procure avaliação se há incapacidade de apoiar, inchaço importante, ferida, febre, diabetes com perda de sensibilidade, dor após trauma ou dor progressiva apesar de trocar calçado. Quanto mais cedo a causa é separada, menor a chance de cronificar por compensação.

Calçado e palmilha: por que ajudam

Biqueira larga reduz compressão lateral dos metatarsos. Almofada metatarsal bem posicionada pode redistribuir carga e abrir espaço no antepé. O efeito depende de posição correta: se a almofada fica no lugar errado, pode piorar dor.

Saltos altos aumentam pressão no antepé. Reduzir salto e alternar calçados pode ser suficiente em casos leves. Para corredores, pode ser necessário revisar volume, terreno, largura do tênis e ritmo de progressão.

Quando infiltração entra na conversa

Infiltração pode reduzir inflamação e dor em alguns pacientes, mas não deve ser a primeira resposta sem confirmar diagnóstico e ajustar calçado/carga. Repetir infiltrações sem benefício claro aumenta risco de efeitos indesejados e atrasos.

O paciente deve perguntar qual espaço será tratado, qual substância será usada, quais riscos existem, quando avaliar resposta e qual é o próximo passo se a dor voltar.

O que observar antes da consulta

Teste se a dor muda com tênis largo, descalço, salto, caminhada longa e compressão do antepé. Anote quais dedos formigam e se há alívio ao tirar o sapato. Esse padrão ajuda o profissional a localizar o espaço interdigital mais provável.

Se há dormência constante, ferida ou diabetes, não trate como simples neuroma sem exame. Perda de sensibilidade muda risco e cuidado com os pés.

Retorno à caminhada ou corrida

Depois de reduzir dor, aumente distância aos poucos e observe o antepé no dia seguinte. Se a dor volta sempre no mesmo ponto, revise calçado, palmilha e diagnóstico. Em corredores, treino de panturrilha, pé e controle de carga pode ser necessário.

O objetivo é voltar a apoiar sem proteger o pé o tempo todo, porque compensações podem gerar dor em joelho, quadril ou lombar.

Quando o alívio depende apenas de tirar o sapato, a causa mecânica merece atenção. Ajustar biqueira e pressão pode evitar que uma irritação intermitente vire dor diária.

Alívio parcial já é informação útil, porque mostra que pressão mecânica provavelmente participa.

Também é conhecida como metatarsalgia de Morton ou neuroma interdigital.

No neuroma de Morton, um nervo do pé sofre irritação e engrossa, o que pode causar dor severa.

A condição pode acontecer em um ou em ambos os pés. Em geral, afeta o nervo entre o terceiro e o quarto dedo, mas algumas vezes é o nervo entre o segundo e o terceiro dedo que é afetado.

O neuroma de Morton pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em mulheres de meia idade. O que pode ser explicado, pois as mulheres tendem a usar sapatos apertados ou de saltos muitos altos, que por sua vez, colocam muita pressão nos pés.

Também vem se tornando um diagnóstico cada vez mais comum entre corredores, talvez por causa da crescente pressão nos dedos que ocorre durante uma corrida.

Recovery & scars from Morton's Neuroma Surgery | Chris Freeland | Flickr

Sintomas do neuroma de Morton

É possível que você, a princípio, tenha uma sensação de formigamento no espaço entre os dedos, e que piora com o tempo. Esse formigamento culmina em uma dor em forma de pontada na planta do pé ou na base dos dedos. Também pode ocorrer dormência nos dedos.

Esta dor, com frequência, piora ao andar ou ao usar sapatos que apertam os pés. Algumas pessoas descrevem o caminhar com o neuroma de Morton como “andar com uma pequena pedra presa embaixo do pé”. Tirar os sapatos e esfregar o pé pode reduzir a dor.

Sintomas de Neuroma de Morton
Dor na planta do pé
Formigamento ou sensação de queimação nos dedos dos pés
Dormência nos dedos dos pés
Dor aguda e aguda que irradia para os dedos dos pés
Dor que piora ao caminhar, correr ou usar sapatos apertados

Diagnóstico

ExameFinalidade
Exame FísicoPara identificar quaisquer sinais e sintomas do neuroma de Morton
Raio XPara descartar outras causas de dor no pé, como esporões ósseos ou artrite
UltrassomPara criar uma imagem dos tecidos moles do pé
Ressonância MagnéticaPara criar uma imagem detalhada dos nervos e tecidos moles do pé


Diagnóstico Diferencial – Outras causas de dor nos pés

Diagnóstico DiferencialCaracterísticas clínicas
MetatarsalgiaDor na região do metatarso sem massa palpável
Fratura por EstresseDor na região do metatarso com sensibilidade à palpação
Lesão do nervoDor na região do metatarso com massa palpável
TendiniteDor na região do metatarso com sensibilidade à palpação
Dor Neuropática devido ao DiabetesDor na região do metatarso com ou sem massa palpável
Fasceíte PlantarDor na região do calcanhar com sensibilidade à palpação
GotaDor na região do metatarso com inchaço e vermelhidão

Quando procurar aconselhamento médico

É uma boa ideia marcar uma consulta com um podólogo (especialista em problemas nos pés) se você apresentar sintomas persistentes de neuroma de Morton, já que é uma condição improvável de melhorar por conta própria. Você também pode visitar seu clínico geral, que por sua vez, pode encaminhá-lo para um podólogo.

Seu clínico ou podólogo pode examinar seu pé e fazer algumas perguntas para descobrir:

  • sobre a dor e com o que ela parece;
  • quando os sintomas começaram;
  • que tipo de sapatos costuma usar;
  • sobre seu trabalho, estilo de vida e atividades esportivas.

Também podem sugerir algumas coisas simples de serem testadas em casa para aliviar os sintomas, ou recomendar outros tratamentos.

Foto Em Tons De Cinza De Um Homem Pensando Em Frente A Um Relógio De Parede Analógico

O que causa o neuroma de Morton?

O neuroma de Morton ocorre quando um dos nervos entre os ossos dos dedos fica irritado, o que provoca um engrossamento dele. A causa exata da irritação é desconhecida, mas pode ser causada pelo esmagamento (compressão), estiramento ou lesão no nervo.

A condição pode ter ligação com:

  • usar sapatos apertados, com bico fino ou saltos altos
  • ser ativo e/ou praticar esportes — em particular corrida ou esportes que envolvam corrida e pressão nos pés como em esportes com raquete
  • outros problemas nos pés, como pé chato, arcos altos, joanetes, e dedos do pé em martelo

Não está claro se essas condições são causas diretas ou se apenas agravam os sintomas.

CausaDescrição
Sapatos apertados ou mal ajustadosSapatos muito apertados ou com um ajuste ruim podem pressionar o nervo, causando irritação e inflamação.
Salto altoO uso de salto alto pode causar alterações na forma como o pé se move ao caminhar, levando a um aumento da pressão sobre o nervo.
Trauma no péUm golpe direto no pé ou tornozelo pode causar inchaço e aumento da pressão no nervo, causando desconforto.
Deformidade do péCertas deformidades, como joanete ou dedo do pé em martelo, podem levar a mudanças na forma como o pé se move, pressionando o nervo.
Atividade repetitiva que pressiona o nervo, como correr ou dançarCertas atividades, como correr ou dançar, podem exercer pressão repetida sobre o nervo, causando irritação e inflamação.

Tratando o neuroma de Morton

O tratamento inicial típico para o neuroma de Morton consiste em repouso, gelo e medicamentos anti-inflamatórios. Para aliviar a pressão na área afetada, podem ser necessárias modificações nos sapatos, como usar sapatos com mais espaço.

Além disso, usar suportes de arco ou dispositivos ortopédicos pode ser vantajoso.

Se esses tratamentos não reduzirem a inflamação, podem ser administradas injeções de corticosteroides. Em alguns casos, a remoção do nervo pode exigir cirurgia.

Tratamentos Não Cirúrgicos

Em princípio, o seu médico pode recomendar:

  • trocar seu calçado — sapatos com uma área mais larga para os dedos podem ajudar a diminuir a pressão no nervo afetado.
  • órteses — uma almofada macia para planta do seu pé pode aliviar a pressão no nervo.
  • analgésicos — tomar analgésicos anti-inflamatórios de venda livre, como ibuprofeno, pode ajudar a diminuir a dor e a inflamação.
  • perder peso — se você está acima do peso, perder peso pode reduzir a tensão no pé.
  • injeções — injeções de esteroides ou solução alcóolica em conjunto com anestésico local podem gerar algum alívio para a dor.

Descansar o pé e massagear os dedos também pode ajudar a aliviar a dor. Algumas pessoas também encontram alívio ao colocar uma bolsa de gelo no pé. Um procedimento relativamente novo chamado criocirurgia (ou crioterapia), em que uma pequena sonda é inserida no pé e usada para destruir o tecido endurecido do nervo congelando-o, também é usado, às vezes, para tratar o neuroma de Morton.

No entanto, ainda é um tanto experimental e não está disponível em todo o território britânico. Em geral, o paciente terá que pagar para fazer particular.

Cirurgiões Realizando Cirurgia

Cirurgia

Submeter-se à cirurgia para neuroma de Morton só costuma ser recomendada caso a pessoa esteja com dor severa, ou se os tratamentos acima citados não obtiveram resultado. Sendo assim, seu clínico geral pode encaminhá-lo para um podólogo ou cirurgião ortopédico para avaliar se a cirurgia é ou não o caminho para o seu caso.

Na operação, uma pequena incisão é feita na parte superior ou na inferior do seu pé para que o cirurgião possa ter acesso ao nervo afetado. Em seguida, ele fará uma das duas coisas:

  • aumentar o espaço ao redor do nervo ao remover parte do tecido circundante;
  • remover parte do nervo — neste caso, a área ao redor dos seus dedos ficará dormente de modo permanente

O procedimento costuma ser feito sob anestesia geral ou anestesia local. Não costuma ser necessário passar a noite no hospital.

Após o procedimento a pessoa precisa usar um calçado especial de proteção até que a área afetada tenha cicatrizado o bastante para permitir o uso de calçados normais. Será possível andar logo após a cirurgia, contudo uma recuperação total leva semanas ou até meses para acontecer.

A maior parte das pessoas que se submetem a cirurgias para tratar de um neuroma de Morton conseguem obter resultados positivos e redução da dor após o procedimento.

Contudo, assim como em todos os tipos de cirurgia, há a possibilidade de complicações como inchaço, infecção e dor. Você deve discutir os riscos com o cirurgião antes de passar pelo procedimento.

Fontes úteis desta atualização

  • AAOS: Morton neuroma
  • NICE CKS: Morton neuroma
  • NCBI Bookshelf: Morton neuroma
  • Mayo Clinic: Morton neuroma treatment
  • Cleveland Clinic: Morton neuroma
  • PMC: current concepts review
  • PubMed: Cochrane Morton neuroma treatments
  • PubMed: injection/neurolysis/neurectomy review
  • PubMed: non-surgical treatments review
  • PubMed: infiltrative treatment review
  • NHS Right Decisions: Morton neuroma

Arquivado em: Ortopedia, Reumatologia

Fibromialgia: O que é, causas, sintomas e tratamentos

21 de dezembro de 2022 by Dr. Marcus Yu Bin Pai Deixe um comentário

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa idiopática, crônica e não articular com tender points generalizados. É uma doença multissistêmica caracterizada por distúrbios do sono, fadiga, cefaleia, rigidez matinal, parestesias e ansiedade[1]Clauw DJ. Fibromyalgia: a clinical review. Jama. 2014 Apr 16;311(15):1547-55.

A palavra fibromialgia tem sua origem no latim e no grego, o termo “fibro” vem de “filum” que em latim significa “fio”, os outros termos vêm do grego “myos” que significa músculo e “algos” que se refere à dor. Dessa forma, fibromialgia está associada à dor nos filamentos de tecido, assim refere-se tanto às dores nos músculos como nos tendões e articulações.

Há pessoas famosas as quais eram ou são portadoras da fibromialgia e muitas pessoas nem tinham tal conhecimento.

Frida Kahlo expressava as dores da síndrome através de sua arte, a cantora Cher também convive com esta condição, assim como os atores de Hollywood Robbie Williams, Katie Holmes e Morgan Freeman e ainda, o cientista evolucionista do século XIV, Charles Darwin.

Recentemente, houve um melhor reconhecimento e compreensão da fibromialgia[2]Abeles AM, Pillinger MH, Solitar BM, Abeles M. Narrative review: the pathophysiology of fibromyalgia. Annals of internal medicine. 2007 May 15;146(10):726-34..

Evidências indicam que uma abordagem multidimensional com educação do paciente, terapia cognitivo-comportamental, exercícios, fisioterapia e terapia farmacológica pode ser eficaz.

A fibromialgia pode ser uma condição difícil de conviver, mas com o tratamento certo, você pode controlar seus sintomas e aprender a conviver com eles. Não hesite em entrar em contato com seu médico se estiver sentindo dor crônica. Eles poderão diagnosticá-lo e fornecer o plano de tratamento certo para ajudá-lo a controlar a dor e viver uma vida com menos limitações.


dor cronica fibromialgia


O que é fibromialgia?

Fibromialgia consiste em uma dor crônica e generalizada, que abrange praticamente todo o corpo e parece não se relacionar necessariamente a nenhum evento viral, bacteriano ou acidental, com algumas exceções.

Assim, as dores no corpo estendem-se por longos períodos e afeta mais às mulheres do que os homens, principalmente entre as idades de 20 a 50 anos.


Tabela 1 – Características associadas à Fibromialgia

Sintomas característicos
Dor crônica generalizada por pelo menos três meses
Pontos sensíveis em 11 dos 18 locais anatômicos específicos
Sintomas associados
Ansiedade
Dificuldades cognitivas
Fadiga
Dor de cabeça
Parestesias
Distúrbios de sono

A fibromialgia é considerada uma síndrome e não uma patologia, mas no passado era considerada como uma doença psicossomática, devido à falta de evidências causais e pelos sintomas serem generalizados.

Ainda hoje se considera como uma condição relacionada ao aspecto psicológico, porém, há estudiosos que ponderam que se trata de uma doença relacionada ao funcionamento cerebral e há estudiosos que afirmam se tratar de uma doença reumática.

As evidências que se tem são de que em metade dos casos, os pacientes apontam algum evento relacionado a estresse físico e psicológico como fator desencadeante, enquanto que a outra metade não consegue identificar ou relatar algum evento específico.


fibromialgia

Causas da fibromialgia

Já fora mencionado, mas cabe acrescentar que as causas da fibromialgia não são totalmente conhecidas, o que se sabe é que há fatores relacionados que são comuns entre os pacientes acometidos[3]Marques AP, Santo AD, Berssaneti AA, Matsutani LA, Yuan SL. Prevalence of fibromyalgia: literature review update. Revista brasileira de reumatologia. 2017 Jul;57:356-63..

A maioria dos pacientes com a síndrome relata ter histórico de fibromialgiana família, apontando o fator genético como uma predisposição, tornando possível a hipótese de que a síndrome pode causar alteração dos genes.

  • Histórico de fibromialgia na família é apontado como um fator genético de predisposição para a síndrome;
  • Possível contribuição com o desenvolvimento da síndrome por meio de infecções por vírus, intoxicações e doenças autoimunes;
  • Relatos de distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão na maioria dos casos;
  • Hipótese mais aceita é de que há relação com fatores psicológicos;
  • Descrita como um distúrbio biopsicossocial, com aspectos biológicos, psicológicos e sociais;
  • Aspectos biológicos relacionados à atividade de neurotransmissores responsáveis pelo humor, sono, apetite, processos cognitivos e sinapses da dor, bem como alteração nos genes relacionados à sensibilidade;
  • Aspecto psicológico no sentido causal dos sintomas;
  • Aspectos sociais em termos do agravamento dos sintomas devido ao preconceito e desconhecimento da patologia.


ConceitosExplicações
Aumento da sensibilização do sistema nervoso central à dorMuitos estudos sugerem uma soma temporal anormal de estímulos dolorosos, indicando amplificação da dor no nível da medula espinhal e do cérebro.
Diminuição da função dos tratos descendentes que inibem a dorAs vias descendentes que se originam de vários loci do sistema nervoso central, incluindo a área cinzenta periaquedutal, locus ceruleus e hipotálamo, são postuladas como disfuncionais na fibromialgia.
Aumento da conectividade entre regiões cerebrais que aumentam os sinais de dorPesquisas funcionais baseadas em ressonância magnética mostraram maior conectividade entre regiões do cérebro que aumentam os sinais de dor e diminuição da conectividade com regiões que diminuem a inibição da dor em pessoas com fibromialgia.
Fatores psicológicos como moduladores da dorEstudos demonstraram que fatores psicológicos como estresse, depressão e ansiedade podem atuar como um poderoso modulador da dor na fibromialgia.



Vídeo sobre Fibromialgia

Sintomas de fibromialgia

fibromialgia dor

A principal característica da fibromialgia é a dor prolongada e espalhada por todo o corpo e que com o toque pode intensificar, as dores no corpo atingem as articulações, tendões, ligamentos e músculos e são acompanhadas de sensibilidade, insônia e fadiga, isto é, cansaço excessivo[4]Arnold LM, Clauw DJ, McCarberg BH. Improving the recognition and diagnosis of fibromyalgia. InMayo Clinic Proceedings 2011 May 1 (Vol. 86, No. 5, pp. 457-464). Elsevier.

Os relatos mais comuns além das dores no corpo envolvem a sensação de sono insuficiente, mesmo que a pessoa tenha dormido mais de dez horas na noite, além de um sono leve, com despertar várias vezes durante a noite.

Isto pode ocorrer devido à dor intensa que atrapalha ou impede a pessoa chegar ao estágio 4 do sono, o qual é o responsável pela restauração da energia.

Devido a isso também, a pessoa acometida sente falta de energia durante o dia, o que ocasiona mais intensidade da dor, acarretando um ciclo vicioso, pois com mais sensação dolorosa, mais dificuldade em dormir e restabelecer a energia, que aumentará ainda mais a dor e assim por diante.

A enxaqueca e outras dores de cabeça podem aparecer como comorbidades, como já fora comentado, mas também como sintoma, de forma que este tipo de dor associado às dores no corpo pode ser indicativo de fibromialgia.

Além desta, outras condições podem aparecer paralelamente, como a síndrome do intestino irritado, sintomas no trato urinário, palpitações, perda e ganho de peso, problemas de memória, tontura, entre outros.

Os sintomas da fibromialgia podem ser confundidos com outras patologias, como doenças reumáticas, como artrite, polimialgia reumática, osteoartrite, etc.


Tabela 2: Sintomas comuns na fibromialgia além da dor

Fadiga crônicaDisfunção cognitiva
Distúrbios do sonoParestesias não dermatomais
Boca secaDisautonomia
Problemas de visãoSíndrome das pernas inquietas
AnsiedadeTonturas/problemas de equilíbrio
DepressãoSensibilidade à luz/som
Anormalidades intestinais funcionaisDisfagia
Rigidez matinal

O diagnóstico, portanto, pode se tornar difícil de ser estabelecido. No entanto, sempre que os sintomas forem percebidos, aliados ou não com condições adicionais, faz-se necessária a consulta com um médico e o encaminhamento a um psicólogo.


Diagnóstico da fibromialgia

Atualmente, não há testes diagnósticos específicos para fibromialgia, mas uma revisão do histórico médico do paciente, exame físico, raios-x e exames de sangue podem ajudar a descartar outras causas de dor generalizada.

Uma dificuldade potencial no diagnóstico da fibromialgia é que um paciente pode ter uma condição que imita a fibromialgia (por exemplo, apneia obstrutiva do sono, doença de Lyme, artrite) e simultaneamente também ter fibromialgia.

No entanto, o consenso atual é que, se os critérios diagnósticos para fibromialgia forem atendidos, a fibromialgia é um diagnóstico válido, independentemente da presença de quaisquer sinais ou sintomas de outras doenças.

Exame de diagnósticoDescrição
Ressonância MagnéticaCombinação de um ímã forte e ondas de rádio para criar imagens detalhadas dos órgãos e estruturas do corpo. Ele pode ser usado para detectar alterações nos músculos, ossos e outros tecidos moles associados à fibromialgia.
Raio XUsa uma pequena quantidade de radiação para criar imagens das estruturas internas do corpo. Ele pode ser usado para identificar quaisquer problemas estruturais subjacentes que possam estar causando os sintomas da fibromialgia.
PolissonografiaExame de imagem que usa ondas sonoras para criar imagens dos órgãos e estruturas do corpo. Ele pode ser usado para detectar quaisquer alterações nos músculos, ossos e outros tecidos moles associados à fibromialgia.
EletroneuromiografiaUsa eletrodos para medir a atividade elétrica dos nervos. Ele pode ser usado para detectar danos ou problemas nos nervos que possam estar causando os sintomas da fibromialgia.
Exames de laboratórioExames de sangue podem ser usados para medir os níveis de certos hormônios e substâncias químicas no sangue. Estes podem ser usados para identificar quaisquer problemas subjacentes que possam estar causando os sintomas da fibromialgia.
Pessoa Massageando O Ombro Do Homem

Tratamento da fibromialgia

A fibromialgia não é uma doença que carrega um risco fatal, mas mesmo assim requer um tratamento, pois seus sintomas são incapacitantes, tornam a pessoa acometida mais infeliz, mais cansada, menos motivada, com menos disposição e assim, passa a ter menos qualidade de vida, afetando a vida conjugal, social, profissional, familiar.

Todas estas agravantes podem ocasionar outras doenças mais graves e então, desenvolver uma condição que oferece maior risco de morte, pois devido ao sedentarismo e sono de má qualidade, a imunidade pode apresentar uma queda abrindo caminho para novas condições se instalarem, bem como o aparelho cardiorrespiratório que se torna mais vulnerável devido ao cansaço excessivo e falta de disposição para praticar atividade física.


Quem pode tratar fibromialgia?

A partir disso, em busca de maior qualidade de vida, faz-se fundamental o tratamento da fibromialgia, o qual consiste em um trabalho multidisciplinar, envolvendo um reumatologista, fisiatra, fisioterapeuta, psicólogo e um psiquiatra[5]Häuser W, Thieme K, Turk DC. Guidelines on the management of fibromyalgia syndrome–a systematic review. European journal of pain. 2010 Jan 1;14(1):5-10..

O reumatologista e o psiquiatra são responsáveis pelo tratamento medicamentoso que age diretamente nos sintomas de acordo com a etiologia da síndrome, isto é, o medicamento receitado deve seguir o funcionamento orgânico a fim de repor o equilíbrio de neurotransmissores através da administração de antidepressivos e anticonvulsivantes.


Tabela 3: Fases de tratamento da Fibromialgia

1. Diagnosticar
-Verificar diagnóstico

-Avaliar e abordar comorbidades associadas
Depressão, ansiedade e distúrbios do sono devem ser tratados independentemente dos sintomas da fibromialgia

-Educar o paciente
The Arthritis Foundation (www.arthritis.org) e National Fibromyalgia Association (www.fmaware.org) são bons recursos
2. Tratar
-Antidepressivos tricíclicos de baixa dose ou ciclobenzaprina
Amitriptilina (25-50 mg na hora de dormir) mostrou melhorar o sono e o bem-estar
A ciclobenzaprina (10-30 mg ao deitar) mostrou resultados semelhantes à amitriptilina

-Aumentar a atividade física na vida diária e iniciar um programa de exercícios regulares
O programa de exercícios deve incluir atividades aeróbicas moderadas (ou seja, caminhada, piscina, ciclismo, aula de exercícios em grupo de baixo impacto, tai chi)
Atividades suaves de fortalecimento e alongamento podem ser incluídas para atender às necessidades gerais de saúde do paciente
O volume e a intensidade das atividades devem corresponder ao nível de condicionamento físico e experiência de exercício do paciente

-Encaminhar para terapia cognitivo-comportamental
Mostra resultados promissores
Atividades em grupo bem conduzidas podem agregar valor à experiência terapêutica

-Combinar intervenções
Terapia multimodal de medicação, exercício e educação ou terapia cognitivo-comportamental é recomendada para o tratamento ideal
3. Refinar o tratamento
-Encaminhe para reumatologista, fisiatra, psiquiatra, psicólogo, especialista em controle da dor, especialista em sono ou outro profissional de saúde conforme necessário

-O gerenciamento da fibromialgia é melhor realizado quando o paciente e os profissionais de saúde trabalham em equipeIniciar o uso de inibidor de recaptação de serotonina selecionado (fluoxetina, ) com inibidores de recaptação duplos tricíclicos (duloxetina, venlafaxina), pregabalina ou tramadol com ou sem paracetamol

-Continue a experimentar diferentes combinações de opções de tratamento
Modificado de Goldenberg et al.


Medicamentos para tratamento da fibromialgia

O uso de analgésicos e anti-inflamatórios não demonstra alta eficácia, no entanto, há casos em que estes tipos de fármacos são ainda utilizados, pois associados a outros fármacos, como os supracitados, podem aliviar a dor.

Os principais medicamentos usados no tratamento de fibromialgia são os antidepressivos que agem no restabelecimento do nível ideal de serotonina, noradrenalina, dopamina e GABA.

Alguns exemplos de medicamentos para este fim são a fluoxetina, a paroxetina, a ciclobenzaprina, a amitriptilina, a gabapentina, a pregabalina, o escitalopram, citalopram e a sertralina.

Gabapentinoides (Gabapentina, Pregabalina)
Benefícios:
Geralmente bem tolerado
Efeitos colaterais leves
Usado para aliviar a síndrome das pernas inquietas
Riscos:
Diminuição das habilidades cognitivas e motoras
Dificuldade para falar
Tontura
Problemas de visão
Fadiga
Febre
Movimentos espasmódicos
Sonolência
Perda temporária de memória
Tremor
Espasmos oculares incomuns
Infecção viral
Boca seca
Inchaço
Problemas de fertilidade masculina
Ganho de peso
O que mais você precisa saber:
Aumenta o efeito do álcool e outros depressores do SNC
Verifique com o médico antes de tomar outros medicamentos
A combinação de outros medicamentos e gabapentinoides pode levar a efeitos colaterais graves

MedicamentoBenefíciosRiscosO que mais você precisa saber
Duloxetina (Cymbalta)Ajuda a aliviar a depressão, ansiedade e dorNáusea, dor de cabeça, fadiga, pressão alta, coração acelerado, suor excessivo, agitação, elevação do colesterol e triglicerídeos e tremorPode causar síndrome serotoninérgica. A interrupção abrupta pode causar síndrome de descontinuação
Venlafaxina (Efexor XR)Ajuda a aliviar a depressão, ansiedade e dorNáusea, dor de cabeça, fadiga, pressão alta, coração acelerado, suor excessivo, agitação, elevação do colesterol e triglicerídeos e tremorPode causar síndrome serotoninérgica. A interrupção abrupta pode causar síndrome de descontinuação

CompostoBenefíciosRiscosO que mais você deve saber
AmitriptilinaReduz a dor e os sintomas de depressão. Mantém a quantidade de substâncias químicas cerebrais positivas disponíveis.Ganho de peso, fadiga, boca seca, prisão de ventre, sensação de estar nauseado.Comece com a menor dose possível e ajuste conforme necessário. Pode ser tomado uma ou duas vezes ao dia, dependendo da dose.
Ciclobenzaprina Alivia a tensão muscular e induz o sono.Ganho de peso, fadiga, boca seca, sonolência excessiva.Comece com a menor dose possível e ajuste conforme necessário. Pode ser tomado uma ou duas vezes ao dia, dependendo da dose.



Tratamento psicológico para fibromialgia

Já o tratamento psicológico, ou seja, a psicoterapia auxilia para elaborar as questões subjacentes que interferem nos sintomas como angústia, preocupações, estresse, lutos, bem como tratar os casos de ansiedade, depressão e outros transtornos.

A psicoterapia de base cognitivo-comportamental, ou seja, a TCC tem apresentado bons resultados, pois esta vertente trabalha os pensamentos negativos que agravam os sintomas, bem como motiva a pessoa a buscar atividades prazerosas e exercício físico que ajuda no alívio dos sintomas.

Além desta abordagem, outras ênfases podem ser viáveis, como os grupos terapêuticos, musicoterapia, acupuntura, estas são técnicas e métodos regulamentados pela profissão de psicólogo.

A psicanálise, por sua vez, contribui na compreensão da base causal, isto é, conhecer a origem dos sintomas, podendo ter base nos traumas prévios que podem passar despercebidos, pois podem existir eventos na infância ou outros momentos da vida que podem desencadear conversão da mente para o corpo e estes podem parecer não ter relação com a condição de fibromialgia, mas com análise os sentidos vêm à tona.


Exercício para tratamento da fibromialgia

O exercício é uma das estratégias não farmacológicas defendidas para pacientes com fibromialgia. Em vários ensaios clínicos, a dor foi a variável de desfecho que mais comumente melhorou nos pacientes dos grupos experimentais.

O objetivo principal é manter a função nas atividades cotidianas. Qualquer programa de exercícios deve incluir múltiplas dimensões: força, condicionamento aeróbico (resistência), flexibilidade e equilíbrio.

Muitos estudos têm demonstrado que o exercício aeróbico produz mudanças positivas significativas nos pacientes.

O exercício deve ser de baixo impacto (como caminhada, tai chi e yoga) e de intensidade suficiente para alterar a capacidade aeróbica

Como o exercício ajuda nos sintomas da fibromialgia?
Numerosos estudos mostram que o exercício é um dos tratamentos mais importantes para a fibromialgia. Muitas pessoas com fibromialgia não estão fisicamente aptas. Eles evitam exercícios porque temem o aumento da dor. No entanto, exercícios aeróbicos ou de condicionamento podem realmente ajudar a aliviar a dor e a depressão.
O exercício regular aumenta a produção de endorfinas pelo corpo, analgésicos naturais que também melhoram o humor. Começar devagar e aumentar gradualmente a duração e a intensidade do exercício pode ajudá-lo a aproveitar os benefícios do exercício sem sentir mais dor.
O exercício regular é uma parte importante do controle de seus sintomas. Embora a dor e a fadiga possam dificultar o exercício, você pode começar com algo como uma caminhada extra. Quando estiver confortável com isso, você pode passar para atividades como fortalecimento, ioga ou natação.


Educação do Paciente e Mudanças de hábitos para tratamento

As evidências mostram que a educação intensiva do paciente é um tratamento eficaz para a fibromialgia quando usada em combinação com outras modalidades, como terapia comportamental e exercícios.

Há, ainda, alguns hábitos que podem ser modificados visando a prevenir o agravamento dos sintomas, como fumar, consumir álcool, alimentos com baixo valor nutricional, cafeína, situações estressoras.

É preciso, ainda, o apoio social, pois muitas pessoas podem julgar a condição como algo inventado ou que a pessoa apenas pretende chamar atenção.

A família e amigos que compreendem que as dores no corpo são realmente incapacitantes conseguem ajudar a pessoa acometida a superar e procurar tratamento e, assim, melhorar a qualidade de vida.

Conclusão

São diversas as dores no corpo, assim como são diversos os fatores causais. No entanto, algumas condições não têm suas causas necessárias totalmente conhecidas, é o caso da fibromialgia, uma das dores que mais acometem pessoas e está geralmente relacionada a causas psicogênicas.

Em síntese, mesmo sem a causa definida, é importante buscar tratamento multidisciplinar, se faz necessário, ainda, o apoio social para que a pessoa acometida obtenha maior qualidade de vida.

Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Clauw DJ. Fibromyalgia: a clinical review. Jama. 2014 Apr 16;311(15):1547-55
↑2 Abeles AM, Pillinger MH, Solitar BM, Abeles M. Narrative review: the pathophysiology of fibromyalgia. Annals of internal medicine. 2007 May 15;146(10):726-34.
↑3 Marques AP, Santo AD, Berssaneti AA, Matsutani LA, Yuan SL. Prevalence of fibromyalgia: literature review update. Revista brasileira de reumatologia. 2017 Jul;57:356-63.
↑4 Arnold LM, Clauw DJ, McCarberg BH. Improving the recognition and diagnosis of fibromyalgia. InMayo Clinic Proceedings 2011 May 1 (Vol. 86, No. 5, pp. 457-464). Elsevier.
↑5 Häuser W, Thieme K, Turk DC. Guidelines on the management of fibromyalgia syndrome–a systematic review. European journal of pain. 2010 Jan 1;14(1):5-10.

Arquivado em: Doenças de A-Z, Dor, Neurologia, Reumatologia

Exercícios para definir glúteos: escolhas e limites

21 de dezembro de 2022 by Cassia Góes Deixe um comentário

definir glúteos depende de treino progressivo, técnica, recuperação, alimentação, sono, genética e percentual de gordura. Nenhum exercício isolado garante resultado. Agachamento, avanço, levantamento terra, hip thrust e abduções podem ajudar quando carga, execução e frequência são ajustadas ao nível da pessoa.

Exercícios para definir glúteos funcionam melhor quando combinam técnica, progressão de carga, regularidade e recuperação. A escolha do exercício importa, mas o resultado depende também de composição corporal, alimentação, sono e constância ao longo das semanas.

O interesse por exercícios para glúteos costuma misturar estética, força e função. Para uma orientação útil, o foco deve sair da promessa de “formato ideal” e entrar em musculatura, técnica, progressão e segurança.

Esses padrões mudam, mas os glúteos não importam apenas pela estética. Eles participam da estabilidade do quadril, da marcha, do agachamento, da corrida e de movimentos de potência.

Os glúteos incluem músculos importantes para extensão, abdução e estabilidade do quadril. Por isso, o treino pode ter objetivos estéticos, esportivos, funcionais ou preventivos, conforme a pessoa.

Nas academias, aulas e treinos de membros inferiores costumam combinar exercícios de glúteo, abdômen, coxa e core. A escolha depende de nível de treino, histórico de dor, equipamento disponível e objetivo.

O trabalho de core envolve músculos de pelve, quadril, abdômen, lombar e tronco. Quando bem planejado, ajuda estabilidade e controle de movimento, o que pode melhorar a execução dos exercícios para glúteos.

O treinamento de core e de membros inferiores pode contribuir para glúteos mais fortes quando faz parte de um programa com progressão, descanso e técnica adequada.

A seguir, os exercícios devem ser entendidos como opções de treino, não como promessa isolada de resultado.

Ao treinar glúteos, os resultados variam conforme genética, carga, técnica, frequência, alimentação, sono e tempo de adaptação.

Sete exercícios que trabalham os glúteos

Balanço de kettlebell

keetlebell

O posicionamento é semelhante ao do agachamento.

  • a- Em pé, com eles separados e na direção dos ombros, posicione um kettlebell (acessório de ginástica) ou um peso adaptado no chão entre os eles;
  • b- Na sequência, faça o movimento de agachar- dobrando os joelhos e “jogando o quadril” para trás, como se fosse sentar em uma cadeira, pegue o acessório com as duas mãos;
  • c- Eleve o peso à frente na altura dos ombros, simultaneamente com a extensão do quadril (levantar-se);
  • d- Em seguida volte a agachar e desça o acessório até a altura das panturrilhas.

Agachamento livre

  • a- Bastante semelhante ao balanço do kettlebell;
  • b- Observe as pontas dos pés ligeiramente para fora;
  • c- E o peso estará em uma barra nos ombros, ou, pesos nas mãos;
  • d- Agache até 90° (articulação de joelhos), jogando o quadril para trás- movimento de sentar-se na cadeira;
  • e- Retorne a posição inicial.

Lembre-se de manter o abdômen contraído ao descer.

Levantamento terra

  • a- Coloque uma barra a sua frente, no chão;
  • b- Flexione os joelhos (ver posicionamento agachamento);
  • c- Pegue a barra, puxe junto ao tronco para cima, simultaneamente com a extensão das pernas;
  • d- “Jogue” seu quadril para frente elevando a barra com as duas mãos;
  • e- Após isso retorne à posição inicial mantendo a barra próxima ao corpo.

Extensão de quadril em quatro apoios

  • a- Em posição de quatro apoios (joelhos e cotovelos dobrados, encostados no chão), estenda a perna para trás até ficar alinhada com o quadril e depois retorne aos quatro apoios.
  • Alterne as pernas e utilize tornozeleira ou faixas elásticas.

Ponte isométrica invertida

• Elevação pélvica simples;

• Ponte invertida;

• Trabalha o bumbum sem comprimir a coluna.

  • a- Deite-se com abdômen para cima, joelhos flexionados, pés e as mãos apoiados no chão;
  • b- Em seguida, eleve o quadril, contraindo os glúteos, ficando reto, sem curvar a lombar;
  • c- Mantenha a posição por um 1 a 2 minutos e retorne ao início.

Afundo no step

  • a- Um pé no step e joelho flexionado sem passar a ponta do pé;
  • b- O outro pé no chão, afastado para trás, joelho flexionado “apontando” para baixo;
  • c- Abdômen contraído, com as costas retas;
  • d- Repito: o joelho da perna no step não ultrapassa a ponta do pé.

Prancha lateral com abdução

  • a- Deite-se de lado com o cotovelo apoiado;
  • b- A perna de cima fica esticada;
  • c- A de baixo apoiada e flexionada;
  • d- Eleve a perna lateralmente
  • e- Alterne os lados

Dicas de segurança e constância

  • Mantenha regularidade suficiente para progredir, sem ignorar recuperação.
  • Comece com frequência tolerável e ajuste conforme dor, fadiga e adaptação.
  • Organize séries, carga e descanso de acordo com nível de treino.
  • Priorize técnica antes de aumentar peso ou repetições.
  • Interrompa ou ajuste se houver dor articular, fisgada ou perda de força.
  • Procure profissional de educação física para individualizar carga e execução.

Como progredir sem perder técnica

Para definir glúteos, a progressão precisa ser mensurável. Aumentar carga, repetições ou amplitude só faz sentido quando o movimento continua controlado e sem compensação exagerada na lombar, joelhos ou quadril.

MarcadorComo usar
TécnicaPriorize controle do tronco, alinhamento do joelho e contração dos glúteos antes de aumentar peso.
ProgressãoSuba uma variável por vez: carga, séries, repetições, pausa ou amplitude.
RecuperaçãoDor muscular leve pode ocorrer; dor articular, fisgada ou perda de força pede ajuste.
ResultadoMedidas, fotos padronizadas e desempenho no treino são melhores marcadores do que sensação do dia.

O que muda a avaliação da dor

Em Exercícios para definir glúteos: escolhas e limites, a pergunta clínica é o que a dor impede. Dor que permite caminhar, dormir e trabalhar tem uma leitura; dor com perda de força, queda, formigamento progressivo, febre, trauma ou piora apesar de adaptação exige outra.

ObservaçãoPor que importa
FunçãoMostra impacto real em marcha, força, sono, treino e trabalho.
IrradiaçãoAjuda a suspeitar de nervo, articulação, músculo ou dor referida.
EvoluçãoMelhora gradual sugere caminho diferente de piora progressiva.
Sinais neurológicosFraqueza, dormência extensa ou perda de controle urinário mudam urgência.

Anote início, gatilho, movimento que piora, movimento que alivia, resposta a repouso, remédios e fisioterapia. Esse registro ajuda a ajustar carga com base em função, duração da dor e resposta no dia seguinte.

Quando ajustar carga e técnica

Em Exercícios para definir glúteos: escolhas e limites, a pergunta clínica é o que a dor impede. Dor que permite caminhar, dormir e trabalhar tem uma leitura; dor com perda de força, queda, formigamento progressivo, febre, trauma ou piora apesar de adaptação exige outra.

ObservaçãoPor que importa
FunçãoMostra impacto real em marcha, força, sono, treino e trabalho.
IrradiaçãoAjuda a suspeitar de nervo, articulação, músculo ou dor referida.
EvoluçãoMelhora gradual sugere caminho diferente de piora progressiva.
Sinais neurológicosFraqueza, dormência extensa ou perda de controle urinário mudam urgência.

Anote início, gatilho, movimento que piora, movimento que alivia, resposta a repouso, remédios e fisioterapia. Esse registro ajuda a ajustar carga com base em função, duração da dor e resposta no dia seguinte.

Carga, músculos e progressão no treino de glúteos

Para desenvolver glúteos, o treino precisa estimular principalmente glúteo máximo, glúteo médio e glúteo mínimo. Extensão do quadril, abdução, rotação externa, estabilidade pélvica e sobrecarga progressiva são mais importantes do que repetir muitos exercícios sem controle de carga.

ObjetivoComo aplicar
HipertrofiaProgredir carga ou repetições mantendo amplitude e técnica.
EstabilidadeIncluir controle de joelho, pelve e tronco em apoio unilateral.
Prevenção de dorEvitar aumento brusco quando há dor lateral no quadril, lombalgia ou tendinopatia.
Resultado visívelCombinar treino, proteína suficiente, sono e redução gradual de gordura quando indicada.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: ossos, articulações e músculos
  • AAOS OrthoInfo
  • WHO: atividade física

Arquivado em: Educação Física

Intolerância ao glúten: sintomas, diagnóstico e dieta

21 de dezembro de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park Deixe um comentário

Em glúten, o primeiro passo não é trocar pão por produto sem glúten: é entender se há doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade não celíaca. A dieta muda de rigor conforme o diagnóstico.

Glúten: antes de cortar, diferencie três diagnósticos

“Intolerância ao glúten” é um termo popular. Na prática, é preciso separar doença celíaca, alergia ao trigo e sensibilidade ao glúten/trigo não celíaca. Cortar glúten antes de testar pode atrapalhar exames para doença celíaca.

PontoLeitura clínica
Doença celíacaAutoimune; pode causar dano intestinal e exige dieta sem glúten rigorosa e contínua quando confirmada.
Alergia ao trigoReação alérgica; pode envolver urticária, vômitos, chiado, inchaço ou anafilaxia.
Sensibilidade não celíacaSintomas parecidos, sem marcadores de celíaca; diagnóstico exige excluir outras causas.

Nota: Se há perda de peso, anemia, diarreia persistente, sangue, atraso de crescimento, osteopenia ou sintomas após pequena exposição, a avaliação deve vir antes de uma dieta por conta própria.

Glúten não deve ser tratado como vilão universal nem como detalhe irrelevante. Para quem tem doença celíaca, a restrição precisa ser rigorosa; para quem tem sensibilidade não celíaca, o plano depende de sintomas, exclusão de outros diagnósticos e qualidade da dieta.

Cansaço, náusea, inchaço ou diarreia após alimentos com trigo podem ter várias causas. Podem envolver doença celíaca, alergia ao trigo, sensibilidade ao glúten/trigo, síndrome do intestino irritável, lactose, FODMAPs ou outro problema digestivo.

O Que É Intolerância Ao Glúten?

A intolerância ao glúten é um termo abrangente, integrando três tipos de distúrbios associados ao glúten. De modo geral, é chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca, mas também integra a doença celíaca e alergia ao trigo.

Muitas pessoas confundem sensibilidade ao glúten não celíaca, alergia ao trigo e doença celíaca, mas não são a mesma coisa. Embora tenham sintomas semelhantes, como diarreia, inchaço e vômitos, existe uma série de fatores que diferenciam essas condições.


Doença Celíaca X Alergia ao Trigo X Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca

A doença celíaca refere-se a uma enteropatia autoimune, causada por fatores genéticos e ambientais, onde o próprio sistema imunológico ataca células saudáveis, provocando um processo inflamatório, de modo que quando um indivíduo ingere o glúten, seu corpo libera anticorpos que atacam a parede intestinal.

A prevalência é estimada em 1% da população mundial.

O diagnóstico da doença celíaca geralmente é realizado através de exame sorológico. Se os resultados apontarem a presença de certos anticorpos, a pessoa pode ter doença celíaca.

A doença celíaca não é caracterizada somente por sintomas, mas também por manifestações extraintestinais, incluindo algumas que envolvem uma consequência direta de respostas de autoimunidade, como dermatite herpetiforme, e outras que podem envolver consequências indiretas da anemia.


Sintomas da doença celíaca

Os sintomas podem se manifestar através de inflamação intestinal, atrofia das vilosidades, aumento da infiltração por linfócitos intraepiteliais, perda de peso e diarreia crônica.

A diarreia normalmente leva a outros problemas de saúde, como desidratação e fadiga. Devido à má absorção de nutrientes, geralmente celíacos apresentam anemia, fezes pálidas e malcheirosas.

Sintomas
Problemas gastrointestinais (diarréia, inchaço, gases, constipação)
Dores de cabeça e enxaquecas
Fadiga
Dor nas articulações
Erupções cutâneas
Depressão e ansiedade
Névoa cerebral
Anemia por deficiência de ferro

Existe uma teoria de que celíacos possuem um sistema nervoso supersensível geneticamente, e por esse motivo, eles ativam em menor proporção os neurônios sensoriais que causam dores musculares e articulares.

Outro sintoma relacionado à doença celíaca é a dormência nos membros superiores e inferiores. Depressão e ansiedade também costumam ser condições relatadas por pacientes celíacos.

A alergia ao trigo é definida como uma alergia alimentar mediada por IgE (anticorpo conhecido como imunoglobulina E, presente em concentrações baixas no soro, atuando em processos alérgicos), provocando uma sensibilização a alérgenos proteicos do trigo.


trigo 2


Os sintomas manifestam-se dentro de algumas horas, mas diferentemente da doença celíaca, não causam danos gastrointestinais ou em outros órgãos permanentes.

Alérgicos a trigo podem experimentar erupções cutâneas, problemas digestivos, diarreia, inchaço, congestão nasal e até mesmo anafilaxia, que é uma reação alérgica grave que pode ser fatal se não for tratada a tempo.


Sensibilidade ao glúten não celíaca

A Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC) também não tem relação com doença autoimune e anticorpos, não havendo danos ao revestimento intestinal. Os sintomas podem envolver dor abdominal, distensão abdominal, desconforto, diarreia e fadiga.

Muitas pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca experimentam dores de cabeça ou ataques de enxaqueca em determinados períodos. Outro sintoma é a névoa cerebral, sensação de incapacidade de pensar com clareza, envolvendo esquecimento e fadiga mental.

Essa condição é mais diagnosticada em adultos do que em crianças. Geralmente, a sensibilidade ao glúten não celíaca manifesta-se poucas horas depois do consumo de alimentos que contém glúten.

Dados revelam que pacientes com sensibilidade ao glúten não celíaca podem apresentar deficiências nutricionais e uma diminuição da densidade mineral óssea quando comparados com indivíduos que não apresentam essa condição.

Alguns estudos já apontaram que o glúten pode causar ansiedade, depressão, esquizofrenia e autismo em pacientes com sensibilidade ao glúten não celíaca, sendo que a psicose também pode ser uma manifestação dessa patologia.


Como Aliviar Os Sintomas da Intolerância Ao Glúten?

Atualmente, a intolerância ao glúten se tornou uma questão importante, pois a incidência de pessoas diagnosticadas com essa condição vem aumentando.

Sendo assim, há uma necessidade de abordagens mais eficazes e inovadoras para tratar distúrbios relacionados ao glúten.

Na doença celíaca, a dieta sem glúten é o tratamento central e deve ser rigorosa. Na sensibilidade não celíaca, a retirada pode melhorar sintomas em algumas pessoas, mas o diagnóstico exige excluir doença celíaca, alergia ao trigo e outras causas.

Na literatura, ainda há poucas informações sobre doses mínimas de glúten que podem ser ingeridas de forma segura para pacientes com intolerância ao glúten.

TratamentoDescrição
Dieta sem glútenA eliminação de todas as fontes de glúten da dieta é o único tratamento para a intolerância ao glúten.
SuplementaçãoA suplementação com vitaminas, minerais e probióticos pode ajudar a manter a saúde digestiva.
MedicamentosMedicamentos prescritos podem ser usados para tratar sintomas específicos associados à intolerância ao glúten.
Acompanhamento nutricionalAjuda a evitar deficiência de fibras, ferro, folato, cálcio, vitamina D e excesso de ultraprocessados sem glúten.

Porém, o que se sabe hoje é que deve-se situar entre 10-50 a 100 mg de ingestão diária.

Apesar de, atualmente, existir no mercado alimentos livres de glúten, uma dieta plenamente desprovida de glúten pode ser irreal, pois produtos sem glúten à base de amido ainda apresentam alguns vestígios de glúten.

Existe a contaminação cruzada e a presença de pequenas quantidades de glúten em alimentos e até mesmo medicamentos.

Mesmo assim, sempre leia cuidadosamente os rótulos dos alimentos e bebidas que você compra em supermercados, analisando se os ingredientes contêm glúten e suas porcentagens.

Uma pessoa que procura evitar o glúten deve estar atenta à isso, para que não piore sua situação. Produtos rotulados como “sem glúten” reduzem risco, mas quem tem doença celíaca ainda precisa atenção a contaminação cruzada, preparo e leitura de rótulos.


Substituições Saudáveis Para Intolerantes Ao Glúten

Muitos profissionais de saúde não consideram uma dieta livre de glúten como algo saudável. Isso porque, geralmente, produtos sem glúten são feitos com farinhas refinadas com baixo teor de fibras.

O consumo de quantidades de fibra dietética está associado a importantes benefícios para a saúde. Então, uma dieta totalmente livre de glúten pode levar a deficiências nutricionais em fibras.

Sendo assim, o ideal é que pacientes com intolerância ao glúten façam uso de fontes de pseudocereais de fibra além de produtos sem glúten, para manter o nível necessário de teor de fibra.

É recomendado consumir frutas e vegetais ricos em vitaminas e substâncias antioxidantes até cinco vezes ao dia.


frutas vegetais

Estudos comprovaram ainda que os produtos de cereais sem glúten contêm quantidades menores de folato, havendo a necessidade de suplementação adicional de folato.

Recomenda-se também a ingestão de cereais isentos de glúten como quinoa, sorgo e amaranto, que são seguros e ricos em ácido fólico, vitaminas (riboflavina, vitamina C e vitamina E) e minerais.


Recomendações

Como você conseguiu perceber ao decorrer da leitura desse artigo, a intolerância ao glúten abrange três condições diferentes que podem ter sintomas semelhantes. Se você experimenta alguns desses sintomas, pode ter intolerância ao glúten.

Converse com o seu médico para descobrir qual a sua condição específica, para que ele defina a melhor opção de tratamento para você.


Fontes desta revisão

  • NIDDK: celiac disease
  • MedlinePlus: gluten sensitivity
  • ACG: celiac, non-celiac gluten sensitivity and gluten-free diets

Fontes úteis

  • WHO: alimentação saudável
  • USDA FoodData Central
  • MedlinePlus: doença celíaca

BALAKIREVA, A. V.; ZAMYATNIN, A. Properties of Gluten Intolerance: Gluten structure, evolution, pathogenicity and detoxification capabilities. Nutrients, v. 8, n. 644, p. 1-27. 2016.

Arquivado em: Clínica Médica, Doenças de A-Z, Nutrição

Consciência corporal: como desenvolver com segurança

21 de dezembro de 2022 by Cassia Góes Deixe um comentário

Resposta direta: Consciência corporal não deve ser vendida como caminho rápido para “corpo dos sonhos”. O conceito é mais útil quando ajuda a perceber movimento, respiração, dor, equilíbrio, fadiga e limites para treinar com segurança e constância.

Consciência corporal útil é segurança, não promessa estética

Na prática, desenvolver consciência corporal significa reconhecer como o corpo responde a carga, descanso, postura, coordenação e dor. Isso pode melhorar treino e autocuidado, mas não substitui progressão de força, atividade aeróbica, sono e alimentação.

Sinal durante o treinoComo usar
Dor articular ou pontadaReduzir carga e avaliar técnica; se persistir, procurar orientação.
Fadiga que muda o movimentoEncerrar ou adaptar antes de compensar com técnica ruim.
Tontura, falta de ar incomum ou dor no peitoParar e buscar avaliação, especialmente se for novo.
Melhora gradual de controlePode indicar que a progressão está adequada.

Iniciamos nossa conversa com uma afirmação um tanto quanto controversa, de que a consciência corporal é o que te separa do corpo dos sonhos.

Essa colocação se deve a descobertas muito recentes referentes a consciência corporal e como ela está ligada a uma estrutura interna de mentalidade.

Exatamente isso… Quando falamos em consciência corporal devemos ter em mente que não se trata somente de corpo mecânico e sim da percepção dos eventos e como o corpo responde a eles.

Com certeza você ou algum conhecido já deve ter esbarrado em coisas, errado a boca na hora de beber algo, chutado grama ao invés da bola… Muitas situações são engraçadas, não é mesmo?

Porém, a repetição de situações como bater nas coisas quando está andando, má postura, sensação de ser “desastrado(a)”, não é muito agradável! E o que pode estar acontecendo?

Estando tudo bem clinicamente, podemos afirmar que provavelmente se trata de uma falta de conscientização corporal.

A consciência corporal está ligada diretamente aos mecanismos de percepção dos estímulos (a visão de uma bola, o toque em algo quente, a distância entre as coisas, de onde vem um determinado som…) ou seja, os estímulos captados pelo nosso corpo, o processamento dessas informações e a interação do corpo com o meio em relação a eles.

Exemplo na academia:

  • Um exercício a ser feito;
  • Uma postura adequada para execução;
  • Observamos os movimentos, mas, na hora de executar, mostramos uma descoordenação acentuada.

Apesar de isso ser normal inicialmente, ao longo do tempo e com a devidas correções, deve-se conseguir executar e ter os resultados pretendidos.

Porém, muitas vezes, mesmo com as correções e repetições, a execução continua com problemas. Em geral, trata-se de uma falta de consciência corporal, ocasionada por algum elemento que compõe este sistema- estímulo corpo-resposta.

Necessariamente o problema não precisa ser físico, pelo contrário, na maioria das vezes, salvo momentos pontuais como: picos de crescimento na infância, na adolescência, picos hormonais e alguma debilidade ou sequela, trata-se de uma inconsciência gerada por diversos fatores como:

  • Falta de atenção;
  • Distrações;
  • Falta de estímulo;
  • A maneira que a pessoa percebe o estímulo (grau de importância);
  • Atitude;
  • Decisão; e
  • Conhecimento de suas próprias proporções.

Com base nessas informações, podemos entender a afirmação de que a consciência corporal é o que te separa do corpo dos sonhos.

Na realidade a falta dela é que provoca isso. Imagine a seguinte situação: você está se exercitando e não está consciente de como o seu corpo se encontra, literalmente, não tem a noção de proporção, postura, movimentos que está realizando.

Associe a isso a ansiedade de resultados rápidos e está pronta a fórmula que pode te causar, lesões, frustrações, cansaço demasiado e consequentemente te afastar do seu objetivo, seja emagrecer, desenvolver músculos etc. E não é isso que queremos, certo?

Como desenvolver a consciência corporal e alcançar a sua meta.

Aqui delimitamos alguns passos básicos, siga-os e com certeza evitará sérios problemas e ainda melhor, conseguirá o que muitos tentam e não conseguem… A realização de sua meta… O corpo dos sonhos!

Passo 1:

espelho

O passo mais importante para desenvolver a consciência corporal é o da observação a si mesmo. Exatamente! Se olhar no espelho… as proporções, perceber a postura e ter um parâmetro definido- modelo. Não se trata de estereótipos e sim de posturas adequadas.

Passo 2:

Observar ao seu redor com atenção e o que está acontecendo. Fazer de forma proposital e consciente.
Localize as coisas, movimentos, dinâmica… E com o passar do tempo isso se tornará automático e imperceptível. Trata-se de captar que existe um ritmo nas manifestações.

Passo 3:

Nos treinamentos prescritos pelo seu professor/preparador:

  • Pergunte como se executa o movimento;
  • Observe com atenção;
  • Realize para que ele se certifique que está o mais correto possível.

Um truque todo especial: se observe no espelho! Não somente se o abdômen está chapado, peitoral trincado… Observe como você executa o exercício.

Quanto melhor a execução do exercício, melhor é para o sistema proprioceptivo- sistema responsável por trocas de informação da parte neuromuscular do nosso corpo e a relação espacial.

Pois, ele atuará te auxiliando no desenvolvimento das tarefas, na dinâmica das musculaturas, estruturas necessárias para o movimento, posicionamentos adequados…

Imprescindível!

Há diversos fatores que interagem na questão da consciência corporal e para mais informações você deve procurar sempre um profissional capacitado que lhe dará todo apoio e irá prescrever um treinamento adequado à sua meta e com elementos necessários para atingi-la.

Tenha sempre em mente que você deve assumir o compromisso não só de executar as tarefas, mas, de se dedicar a MELHOR execução possível!

Pois, através da MENTALIDADE E CONSCIÊNCIA CORPORAL desenvolvida é que você obterá os resultados de maneira mais fácil e estimulante.

Quando procurar avaliação

Pare o treino e procure avaliação se houver dor no peito, falta de ar fora do habitual, desmaio, tontura forte, queda, dor articular progressiva, formigamento com perda de força ou dor que altera o movimento por vários dias.

Como acompanhar o próximo passo

Acompanhe carga, dor, sono e recuperação. Um treino útil permite progredir sem compensar técnica por fadiga; se a execução piora, reduza carga ou amplitude antes de insistir. Consciência corporal deve melhorar decisão, não servir para ignorar sinal de lesão.

Fontes usadas nesta atualização

  • CDC: Adult physical activity guidelines
  • NIDDK: Tips for starting physical activity

Fontes úteis

  • MedlinePlus: ossos, articulações e músculos
  • AAOS OrthoInfo
  • WHO: atividade física

Arquivado em: Educação Física

Doença de Sever – Causas, Sintomas e Tratamentos

21 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá Deixe um comentário

Doença de Sever é dor no calcanhar em crianças e adolescentes em crescimento, causada por irritação da placa de crescimento do calcâneo. Costuma piorar com corrida, salto e esportes, e melhora com redução temporária de carga, alongamento e ajuste de atividade.

Por que acontece

Durante o crescimento, a região posterior do calcâneo ainda está amadurecendo. Tração do tendão de Aquiles, impacto repetido, chuteiras ou tênis inadequados, aumento rápido de treino e encurtamento de panturrilha podem irritar a apófise. Não é “frescura” nem fratura típica; é sobrecarga em fase de crescimento.

É comum em crianças ativas, especialmente em esportes com corrida e salto. Pode afetar um ou ambos os calcanhares.

PistaO que sugereConduta
Dor no calcanhar após esporteApofisite possível.Reduzir carga.
Dor ao apertar o calcâneoSinal comum.Avaliação clínica.
Dor em repouso/noiteMenos típico.Investigar.
Febre ou inchaço importanteSinal de alerta.Avaliação rápida.

Tratamento

O tratamento costuma incluir redução temporária de impacto, gelo após atividade, alongamento de panturrilha, fortalecimento, ajuste de calçado, palmilha ou calcanheira em alguns casos. Imobilização é reservada para dor intensa ou casos persistentes.

A criança pode continuar ativa se a dor permite, mas insistir em treino intenso com dor progressiva prolonga o quadro. O retorno deve ser gradual, guiado por sintomas e função.

Idade: fase de crescimento.
Carga: corrida e salto irritam.
Alívio: reduzir impacto e alongar.
Alerta: dor noturna, febre, trauma ou incapacidade.

O que dizer aos pais e treinadores

A meta não é tirar o esporte definitivamente, mas ajustar carga enquanto o calcanhar amadurece. Dor que altera a passada ou faz a criança mancar deve ser respeitada. Programar descanso é parte do desenvolvimento esportivo.

Como diferenciar de outras dores no calcanhar

Fratura por estresse, tendinite do Aquiles, fascite plantar, verruga, infecção e problemas inflamatórios podem causar dor no pé. Dor após trauma, dor noturna, febre, perda de peso, inchaço importante ou incapacidade de apoiar não devem ser atribuídos automaticamente à doença de Sever.

O diagnóstico costuma ser clínico, mas imagem pode ser usada quando o quadro é atípico ou persistente. O objetivo é não exagerar exames em caso típico, mas também não banalizar sinal estranho.

Retorno ao esporte

Volte quando a criança caminha sem mancar, pula sem dor importante e tolera treino leve no dia seguinte. A progressão deve começar por volume menor, superfície mais amigável e pausa se a dor voltar. Treinadores precisam saber que insistir durante crescimento pode prolongar a recuperação.

A frase correta não é “pare tudo”; é “ajuste a carga”. Atividade sem dor relevante pode continuar, mas competição em dor progressiva não ajuda.

Calçado, superfície e volume

Chuteiras rígidas, campo duro, aumento rápido de treinos e muitos saltos podem piorar dor. Ajustar calçado, usar calcanheira em alguns casos, variar superfície e reduzir temporariamente impacto ajudam a manter a criança ativa sem forçar a placa de crescimento.

Alongar panturrilha pode ajudar quando há encurtamento, mas não deve ser feito com dor intensa. Fortalecer e melhorar controle de tornozelo e quadril também pode reduzir sobrecarga no retorno.

Prognóstico

A doença de Sever costuma melhorar quando a placa de crescimento amadurece, mas pode recorrer durante períodos de crescimento e carga alta. Isso exige manejo de temporada, não pânico. O importante é evitar que a criança associe esporte apenas a dor.

O que a criança pode fazer em casa

Aplicar gelo após atividade, alongar panturrilha de modo leve, usar calçado adequado e reduzir temporariamente corrida e saltos podem aliviar. Analgésicos devem ser usados conforme orientação, não para permitir competir com dor forte.

Se a criança manca, muda a passada ou evita apoiar, a carga está alta demais. Voltar antes de controlar sintomas costuma prolongar o ciclo.

Escola e esporte

A educação física pode precisar de adaptação temporária. Trocar corrida por atividades de menor impacto por algumas semanas preserva condicionamento e reduz irritação. O plano deve envolver pais, criança e treinador.

Quando encaminhar

Encaminhe se a dor não melhora com ajuste de carga, se há incapacidade de apoiar, dor noturna, trauma, febre, inchaço importante ou dúvida diagnóstica. Também vale avaliar quando a criança abandona atividade por medo ou dor recorrente. O objetivo é manter esporte saudável, não forçar silêncio.

Pais devem observar se a criança muda humor, evita brincar ou pede colo após treino. Crianças nem sempre descrevem dor com precisão; comportamento pode mostrar excesso de carga.

O retorno deve respeitar calendário escolar e sono, porque recuperação não depende apenas do treino.

Se a dor volta sempre ao reiniciar o esporte, a progressão foi rápida ou a base ainda está fraca. Reduzir e reconstruir é melhor que repetir o ciclo.

Crianças devem participar da decisão: explicar que a dor vem de crescimento e carga reduz medo e melhora adesão ao plano. O objetivo é voltar melhor, não apenas voltar rápido.

Se a temporada exige jogar todo fim de semana, talvez seja necessário negociar pausas. Desenvolvimento saudável vale mais que uma sequência curta de partidas.

Essa negociação evita transformar dor de crescimento em abandono precoce do esporte.

Retorno gradual protege crescimento.

A força é aumentada devido a períodos de crescimento rápido e atividade excessiva. Em casos raros, o trauma pode levar à fratura por avulsão total.

Os fatores que contribuem para a doença de Sever incluem: atividades esportivas longas e excessivas, principalmente esportes que exigem corridas e saltos repetitivos; rigidez do tendão do calcanhar; dorsiflexão fraca do tornozelo; calçados mal ajustados ou desgastados; e corrida em superfícies duras.

Alguns fatores biomecânicos adicionais podem contribuir para a baixa absorção de choque contra o osso calcâneo, como o pé cavo, pé plano, geno varo e antepé varo.

É comum que a doença de Sever ocorra durante um período de crescimento rápido em crianças e adolescentes ativos entre 9 e 12 anos.

Geralmente, atinge indivíduos do sexo masculino, apresentando-se mais frequentemente em uma idade média de 12 anos em meninos e 11 anos em meninas.

Os esportes que mais causam a doença de Sever são aqueles que exigem corridas e saltos repetitivos, como futebol, atletismo, basquete, cross country e ginástica.


Causa da dor no calcanhar: doença grave
Definição: a doença de Sever é uma inflamação da placa de crescimento no calcanhar, causada por estresse repetitivo ou trauma no calcanhar
Sintomas: Dor e sensibilidade na parte de trás do calcanhar, inchaço no calcanhar, dificuldade para caminhar ou correr
Fatores de risco: crianças de 9 a 12 anos, atividades que envolvam correr e pular, pés chatos ou arcos altos, tendão de Aquiles rígido, calçados que não se ajustam corretamente
Tratamento: Repouso, alongamento, aplicação de gelo, palmilhas, órteses, fisioterapia, medicamentos


A doença de Sever, também conhecida como apofisite do calcâneo, trata-se de uma inflamação na apófise do calcâneo (placa de crescimento).


Fisiopatologia da doença de Sever

doenca de sever o que e

Durante o período de desenvolvimento na adolescência, o crescimento ósseo excede a capacidade da unidade músculo-tendínea de se estender ao ponto de acompanhar a maior adaptabilidade, o que gera uma pressão expandida na apófise não ossificada ou não totalmente solidificada.

A apófise é o ponto mais frágil na conexão músculo-tendão-osso (em oposição ao tendão em um adulto) e, portanto, está em risco de lesão por uso excessivo por esforço repetitivo.

A pressão excessiva e repetitiva do calcanhar de Aquiles resulta em microtrauma e inflamação constante, causando espessamento e quadro doloroso na apófise.


Sintomas da doença de Sever

sintomas doenca de sever

Os sintomas podem ser unilaterais, mas até 60% dos casos podem apresentar dor bilateral. Podem incluir:

  • Inchaço, vermelhidão e quadro doloroso em um ou ambos os calcanhares;
  • Desconforto, caso o calcanhar seja pressionado;
  • Dor no calcanhar que piora durante e após a atividade, e melhora com repouso. Geralmente a dor é ausente pela manhã;
  • Dificuldades para andar, exigindo que a criança ou adolescente ande ou corra mancando ou na ponta dos pés.


Sintomas da doença de Sever
Dor e sensibilidade na parte de trás do calcanhar
Inchaço no calcanhar
Dificuldade para caminhar ou correr
Rigidez no calcanhar
Dor quando o calcanhar é comprimido em ambos os lados


Diagnóstico da doença de Sever

O diagnóstico da doença de Sever é clínico. Geralmente, exames de imagem não são necessários.

Caso os sintomas sejam atípicos, persistentes ou graves, o médico solicitará a obtenção de radiografias simples para descartar infecção, neoplasia ou fratura oculta.

Exames de radiografias simples ajudam a mostrar fragmentação, esclerose ou aumento da densidade da apófise do calcâneo, porém essas alterações também podem ser observadas em variantes normais.

Se o médico solicitar radiografias, serão analisadas imagens bilaterais para comparar anormalidade óssea e variante normal.

Ressonância magnética pode ser solicitada para avaliação de edema ósseo, ligamentos e outras estruturas.

sever


Evolução dos sintomas

A longo prazo, a dor pode avançar em uma gravidade suficiente para restringir as atividades. A avaliação física deve ser negativa para eritema ou equimose, mas sensibilidade e edema leve podem estar presentes no calcanhar de Aquiles. A avaliação também pode revelar dor com dorsiflexão da perna afetada.

O exame também pode revelar dor com dorsiflexão passiva do tornozelo. A dor é estimulada por meio de compressão do calcâneo posterior (teste de compressão) e agravada ao ficar na ponta dos pés (sinal de Sever).

Má flexibilidade do cordão do calcanhar ou fraqueza com dorsiflexão podem estar presentes como fatores predisponentes.


Tratamento: Evolução dos sintomas

A doença de Sever não causa problemas nos pés a longo prazo, pois os sintomas, normalmente, tendem a desaparecer após alguns meses, resolvendo-se com a maturação e fechamento da apófise.

Não há necessidade de tratamento cirúrgico no manejo da doença de Sever.

O tratamento indicado é conservador, incluindo descanso e períodos de inatividade. Isso inclui a suspensão e redução dos esportes, até que os sintomas desapareçam e a dor melhore.

Quando voltar a praticar os esportes, é indicado que retorne gradualmente.

futebol

Como parte do tratamento, o médico recomendará:

  • Aplicação de compressas de gelo, três vezes ao dia, por vinte minutos (não diretamente na pele);
  • Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides para o alívio da dor, como cetoprofeno, ibuprofeno;
  • Meias de compressão para reduzir o inchaço e a dor;
  • Calçados de suporte que reduzem o estresse no osso do calcanhar;
  • Os calçados desgastados devem ser substituídos e bem conservados;
  • Programa de exercícios de reabilitação com foco em alongamento do cordão do calcanhar e fortalecimento dos dorsiflexores;
  • Utilização de palmilhas e dispositivos ortopédicos, em casos de pé pronado, arcos altos ou planos;
  • Imobilização, incluindo a aplicação de gesso ou o uso de bota ortopédica, para que o calcanhar descanse, dependendo da gravidade dos sintomas e se o tratamento conservador não responder às medidas citadas acima.  

Geralmente, os sintomas são autolimitados, demonstrando melhora entre 6 e 12 meses, e resolução completa com fechamento apofisário.

Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, com ajuste de carga, controle da dor e retorno gradual ao esporte. Sintomas persistentes, dor intensa ou dúvida diagnóstica justificam reavaliação.


Como a doença de Sever pode ser prevenida?

A doença de Sever não retorna quando a taxa de crescimento do seu filho atinge o seu tamanho máximo. No entanto, pode ocorrer novamente se seu filho permanecer muito ativo. Algumas medidas podem ajudar seu filho a evitar a condição, se ele:

  • Usar sapatos de apoio e palmilhas com absorção de choque;
  • Alongar as panturrilhas, calcanhares e isquiotibiais;
  • Evitar correr e bater em superfícies duras;
  • Perder alguns quilos extras (caso esteja acima do peso ideal), o que ajudará a reduzir a pressão adicional nos calcanhares;
  • Manter uma boa hidratação, dieta e sono adequados;
  • Dar preferência aos esportes que não pressionam o calcanhar, como natação ou andar de bicicleta, caso a criança quiser permanecer ativa.

Como a doença de Sever é relativamente comum em jovens, muitas vezes não chama a atenção, por ser autolimitada. É essencial que enfermeiros e médicos estejam familiarizados com essa condição, pois às vezes é confundida com fascite plantar. A placa de crescimento costuma fechar em algum momento entre os 8 aos 14 anos.

Os pacientes, incluindo pais e familiares devem ser informados sobre a incidência relativamente alta de recorrência de sintomas em jovens, até que ocorra a maturação esquelética e o fechamento da apófise.

Fontes úteis desta atualização

  • AAOS: Sever’s disease
  • Cleveland Clinic: Sever’s disease
  • Nemours KidsHealth: Sever’s disease
  • AAFP: heel pain diagnosis and management

Referências

SMITH, J. M.; VARACALLO, M. Sever Disease. NCBI Bookshelf, 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK441928/>.

Arquivado em: Medicina Esportiva, Ortopedia

Escoliose – O que é? Quando me preocupar?

21 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá Deixe um comentário

Escoliose é uma curvatura tridimensional da coluna, geralmente medida pelo ângulo de Cobb, e a importância clínica depende de idade, grau da curva, crescimento restante, sintomas e progressão. Muitas curvas leves são acompanhadas, mas dor intensa, piora rápida, alteração neurológica, assimetria progressiva ou curvas maiores exigem avaliação mais cuidadosa.

O que muda a gravidade da escoliose

A palavra escoliose não diz tudo. Uma curva pequena em adolescente que ainda vai crescer tem leitura diferente de uma curva estável em adulto. O risco de progressão depende do grau, maturidade esquelética, localização da curva, sexo, histórico familiar e velocidade de crescimento. Por isso, radiografias seriadas e exame físico podem ser mais importantes do que uma foto isolada da postura.

Em adolescentes, a escoliose idiopática muitas vezes aparece sem dor importante. Em adultos, pode vir junto de degeneração, dor lombar, desequilíbrio do tronco ou sintomas nas pernas. O plano muda conforme idade e objetivo: acompanhar, usar colete, reabilitar, controlar dor ou discutir cirurgia em casos específicos.

AchadoLeitura práticaPróximo passo
Curva leve e sem progressãoFrequentemente acompanhamento.Revisar crescimento e sintomas.
Crescimento rápidoMaior risco de piora.Acompanhamento mais próximo.
Dor intensa ou neurológicaPode haver outra causa associada.Exame médico e possível imagem.
Curva alta/progressivaRisco funcional e cosmético maior.Ortopedia de coluna.

Tratamento não é igual para todos

Observação pode ser suficiente em curvas leves. Colete pode ser considerado em adolescentes em crescimento com curvas em determinada faixa, com objetivo de reduzir progressão. Exercícios específicos e fisioterapia podem ajudar postura, dor, função, controle motor e adesão, mas não substituem monitoramento quando há risco de progressão.

Cirurgia é reservada para curvas maiores, progressivas ou com impacto importante, e deve envolver conversa sobre objetivo, riscos, níveis de fusão, recuperação e expectativa. A decisão não deve ser tomada apenas por estética ou medo; precisa comparar história natural, sintomas e risco individual.

Medir: ângulo de Cobb e maturidade esquelética.
Acompanhar: crescimento, assimetria e progressão.
Tratar: observação, colete, exercício ou cirurgia conforme risco.
Alertas: fraqueza, dormência, dor noturna ou piora rápida.

O que perguntar na consulta

Pergunte qual é o grau da curva, se ainda há crescimento, qual risco de progressão, quando repetir raio-X e que sinais mudam a urgência. Para adultos, pergunte se a dor vem da curva, de degeneração, disco, quadril, sacroilíaca ou musculatura. Essa distinção evita atribuir toda dor à escoliose.

O leitor deve sair entendendo se o caso é de acompanhamento, reabilitação, colete, avaliação cirúrgica ou investigação de outra causa. A escoliose merece precisão, não alarme automático.

Esporte e rotina

Na maioria dos casos leves, atividade física é permitida e pode melhorar força, autoestima e função. Restrições devem ser individualizadas. Dor ou medo não devem afastar automaticamente a pessoa de escola, esporte ou vida social.

Quando há colete, adesão e ajuste são parte do tratamento. Desconforto, vergonha e dificuldade na rotina precisam ser conversados, porque o melhor colete no papel não funciona se não é usado.

Apesar de se manifestar em qualquer idade, frequentemente é diagnosticada em crianças e adolescentes.

O ângulo da curvatura pode ser pequeno, intermediário ou grande. É considerado escoliose quando mede mais de 10 graus em um raio-X.

Nem sempre a escoliose é perceptível, mas algumas pessoas tendem a se inclinar para um lado ou apresentar ombros, ou quadris irregulares, justamente devido à curvatura da coluna.


Tipos de escoliose

escoliose coluna

A escoliose pode ser estrutural ou não-estrutural. Quando é estrutural, as curvas são irreversíveis com presença de rotação vertebral. Já a não-estrutural acontece quando a curva pode ser corrigida através do posicionamento corporal e, nesse caso, não se observa rotação vertebral.

A escoliose pode ser classificada segundo a sua origem de formação, dividindo-se basicamente em: escoliose idiopática, escoliose congênita, escoliose neuromuscular, escoliose degenerativa.

A escoliose idiopática não possui uma causa esclarecida e os médicos não encontram uma razão exata para a coluna curvada, mas é o tipo mais comum de escoliose, correspondendo a aproximadamente 70% das ocorrência de escoliose. Nesse tipo está incluída a escoliose infantil, juvenil e do adolescente.

O risco de progressão na curva é maior na puberdade precoce, afetando 1 a 4% dos adolescentes e desproporcionalmente mulheres jovens. Normalmente, esse tipo de escoliose é assintomático e passa despercebido por muitos anos.

Tipo de escolioseDescrição
Escoliose idiopáticaO tipo mais comum de escoliose, causada por fatores desconhecidos e geralmente encontrada em crianças.
Escoliose congênitaPresente ao nascimento, devido a uma malformação das vértebras.
Escoliose neuromuscularResultante de fraqueza muscular ou anormalidades nervosas, geralmente causadas por uma condição médica.
Escoliose DegenerativaDesenvolvendo-se mais tarde na vida devido à degeneração da coluna relacionada à idade.

A escoliose congênita já inicia antes do nascimento. Os médicos, geralmente, detectam essa condição rara logo quando o bebê nasce, mas também pode ser percebida anos depois, apenas na adolescência.

A escoliose neuromuscular é causada por algum distúrbio neurológico ou muscular, como a paralisia cerebral ou uma lesão na medula espinhal. Essas condições, quando danificam os músculos, fazem as costas se curvarem.

A escoliose degenerativa é o tipo que afeta os adultos. Conforme os anos passam, esse tipo de escoliose desenvolve-se na parte inferior das costas, devido ao desgaste dos discos e articulações da coluna.


Quais são os sintomas da escoliose?

dor lombar

Geralmente, a escoliose se manifesta desde a infância ou adolescência. Mas ao decorrer dos anos, os sintomas podem variar de acordo com a idade do paciente. Os sinais e sintomas da escoliose incluem:

  • Curva visível nas costas;
  • Ombros irregulares;
  • Cintura e quadril irregular;
  • Escápula que parece mais proeminente que a outra;
  • Dor lombar;
  • Dormência nas pernas;
  • Fadiga devido à tensão nos músculos.

A coluna geralmente pode girar ou torcer, além de curvar de um lado para o outro. Em adolescentes, é comum as roupas não vestirem uniformemente e as pernas terem comprimentos ligeiramente diferentes.

Quando a escoliose é notada em bebês, as mães observam que o corpo fica curvado mais para um lado, quando a criança está deitada.

Em casos graves, bebês podem apresentar problemas pulmonares e cardíacos, levando a dor no peito e falta de ar. Se o bebê não receber o tratamento adequado, correrá riscos de ter problemas a longo prazo, na vida adulta, como insuficiência cardíaca.

Adultos mais velhos frequentemente relatam dores nas costas, que raramente é grave e não causa nenhuma grande incapacidade para a maioria dos indivíduos.


Tabela: alguns dos sintomas da escoliose

SintomaExplicação
Desvio lateral da coluna vertebralA coluna vertebral pode se desviar para o lado, formando uma curva lateral na parte superior ou inferior das costas.
Assimetria dos quadris ou ombrosComo quadris ou ombros podem parecer irregulares ou em alturas diferentes, devido à curvatura lateral da coluna vertebral.
Mudança na altura da cintura ou da cabeçaA curvatura lateral da coluna vertebral pode causar uma mudança na altura da cintura ou da cabeça.
Dor nas costas ou nas pernasA escoliose pode causar Dor nas costas ou nas pernas devido à compressão dos nervos e dos músculos pelas curvas da coluna vertebral.
Fadiga ou dificuldade para respirarA escoliose pode causar fadiga ou dificuldade para respirar devido à compressão dos pulmões pelas curvas da coluna vertebral.

É importante lembrar que esta tabela é apenas informativa e que os sintomas da escoliose podem variar de pessoa para pessoa. Se você tiver algum desses sintomas, é recomendável consultar um médico para um diagnóstico preciso.


Causas e fatores de risco da escoliose

Escoliose o que e

A escoliose é uma doença causada por uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, atuando por meio de mecanismos integrativos biológicos e biomecânicos.

Quando a coluna funciona normalmente, mas parece curvada, a escoliose pode ser causada por comprimentos diferentes nas pernas, espasmos musculares e inflamações, como apendicite. Tratando essas condições, a escoliose geralmente desaparece.

Quando a curva da coluna é rígida e não pode ser revertida, as causas podem envolver distrofia muscular, paralisia cerebral, defeitos congênitos, tumores e condições genéticas, como Síndrome de Down.

A osteoporose também pode causar escoliose, em virtude da degeneração óssea. Além dessas causas citadas, também é importante citar a má postura, lesões que causam curvaturas da coluna vertebral e o hábito de carregar mochilas muito pesadas.

Os fatores de risco incluem: a idade, pois geralmente a escoliose inicia-se durante um surto de crescimento pouco antes da puberdade; sexo, sendo que as mulheres possuem mais tendência a sofrer de escoliose do que os homens; e genética, pois a escoliose comumente surge entre parentes da mesma família.

Fator de riscoDescrição
GêneroAs meninas são mais propensas a desenvolver escoliose do que os meninos.
História FamiliarSe um dos pais ou irmão tiver escoliose, o risco aumenta.
IdadeA maioria dos casos de escoliose se desenvolve entre as idades de 10 e 15 anos.
Outras condições médicasCertas condições médicas, como paralisia cerebral e distrofia muscular, são fatores de risco para escoliose.

Se você ou alguém da sua família tem escoliose, certifique-se de que seus filhos sejam examinados regularmente para essa condição.


Diagnóstico

O diagnóstico para escoliose consiste em exame físico da coluna, costelas, ombros e quadris. O médico verificará o grau de escoliose através de um equipamento chamado inclinômetro. Quando o grau é maior que 10, indica escoliose.

Exames complementares de imagem (raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética) podem ser solicitados para auxiliar o médico a analisar a forma, direção e ângulo da curvatura.

O exame de raio-x mensura o grau que a escoliose apresenta, onde por meio da imagem obtida, mensura-se o Ângulo de Cobb, que é uma medida universal utilizada para quantificar o ângulo frontal da escoliose em uma radiografia de incidência ântero-posterior.

A ressonância geralmente é solicitada para descartar outras patologias, como um tumor que pode estar inclinando e curvando a coluna.


Tabela: exames que podem ser usados para diagnosticar a escoliose:

ExameExplicação
Raio-XUm raio-X da coluna vertebral pode mostrar as curvas e os desvios laterais da coluna.
Ressonância magnética (RM)A ressonância pode mostrar as curvas da coluna vertebral em detalhes, além de verificar se há compressão dos nervos e dos músculos.
Tomografia computadorizada (TC)Pode mostrar a forma e o tamanho do canal vertebral, seu conteúdo e as estruturas ao seu redor. Muito bom em visualizar estruturas ósseas.


Tratamento

  1. Acompanhamento: Dependendo da gravidade da escoliose, seu médico pode recomendar um período de observação para monitorar a progressão da curva.
  2. Órtese: Dependendo da gravidade da escoliose, uma órtese pode ser recomendada para ajudar a prevenir o agravamento da curva.
  3. Exercício: O exercício pode ajudar a melhorar a postura, fortalecer os músculos e aumentar a flexibilidade.
  4. Fisioterapia: A fisioterapia pode ajudar a melhorar a postura, fortalecer os músculos e aumentar a flexibilidade.

O tratamento clínico da escoliose é realizado com base na magnitude e progressão da curva espinhal, sendo que se a curva piorar, o paciente poderá desenvolver problemas futuros, como dor, aumento da deformidade, aumento do risco de mortalidade precoce e problemas psicossociais negativos.

Geralmente, a magnitude da curvatura aumenta, ao longo da vida do paciente.

Para escoliose leve, durante a infância e adolescência, não é necessário nenhum tipo de tratamento. Crianças com escoliose leve são monitoradas regularmente com raios-x para acompanhar se a curva está apresentando piora.

tratamento costas

Dependendo do grau de curvatura da coluna, se o tratamento for necessário, pode ser recomendado uma combinação de órtese e fisioterapia. O objetivo da órtese é evitar que a curva progrida para uma gravidade que exija cirurgia, antes que o paciente atinja a maturidade esquelética.

Com esse tratamento, o risco de progressão da curva e o risco de uma cirurgia diminuem bastante. O tratamento mais comum envolve o uso de uma órtese rígida, como uma órtese toracolombosacral.

Para pacientes de alto risco, é recomendado que utilizem a órtese por mais de 13 horas por dia, até atingirem a maturidade esquelética. O tempo médio utilizando uma cinta é de aproximadamente 3 anos, mas isso não impede o indivíduo de continuar realizando as suas atividades rotineiras.

Quando a escoliose é mais grave, essa condição pode reduzir a quantidade de espaço dentro do tórax, o que dificulta o funcionamento apropriado dos pulmões. Mas isso acontece em casos raros.

Quando acontece, o tratamento é cirúrgico com o objetivo de restaurar o alinhamento da coluna e prevenir as consequências a longo prazo de grandes deformações da coluna e do tórax, que podem incluir dor, desfiguração e redução da capacidade pulmonar.


Importância da fisioterapia motora no tratamento da escoliose

  1. Melhora a postura: A fisioterapia pode ajudar a melhorar a curvatura da coluna causada pela escoliose ao te ensinar diversos exercícios posturais.
  2. Aumenta a flexibilidade: A fisioterapia ajuda a alongar a coluna e outros músculos, o que pode aumentar a flexibilidade e ajudar a reduzir a dor.
  3. Fortalece os músculos: A fisioterapia ajuda a fortalecer os músculos da coluna, o que pode ajudar a reduzir a curvatura da coluna e reduzir a dor.
  4. Melhora o equilíbrio: A fisioterapia ajuda a melhorar o equilíbrio ensinando exercícios para ajudar a manter o centro de gravidade.
  5. Reduz a dor: A fisioterapia ajuda a reduzir a dor por meio de exercícios de fortalecimento e alongamento, que podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a circulação.
  6. Previne novas curvaturas: A fisioterapia ajuda a prevenir novas curvaturas da coluna, ensinando-lhe exercícios para ajudá-lo a manter uma boa postura.
  7. Melhora a mobilidade: A fisioterapia ajuda a melhorar a mobilidade, ensinando-lhe exercícios para ajudá-lo a mover-se com maior facilidade e conforto.
  8. Melhora a qualidade de vida: A fisioterapia ajuda a melhorar sua qualidade de vida, aliviando a dor e melhorando a mobilidade.


Fontes úteis desta atualização

  • AAOS: scoliosis overview
  • AAFP: adolescent idiopathic scoliosis
  • Scoliosis Research Society: idiopathic scoliosis
  • AAOS: scoliosis surgery considerations

Referências

BLASIUS, V. A. Verificação do índice de escoliose nos acadêmicos da 10ª fase do Curso de Fisioterapia da UNESC. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Fisioterapia) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2010.

CHENG, J. C. et al. Adolescent idiopathic scoliosis. Nature Reviews Disease Primers, v. 1, n. 1, p. 1-20. 2015.

TURRA, P. Qualidade de vida de indivíduos com escoliose idiopática. 2015. Monografia (Especialização em Reabilitação Físico-Motora) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2015.

Arquivado em: Ortopedia, Doenças de A-Z

Artrose Acromioclavicular

21 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá Deixe um comentário

Resposta curta: Artrose Acromioclavicular fica mais claro quando a dor é descrita por localização, início, movimento que piora, função perdida e sinais associados. Tratamento não é só “tirar a dor”: também precisa recuperar movimento, reduzir sobrecarga e evitar que o problema volte.

Mais útil do que rotular a dor rápido é observar onde ela aparece, o que piora, o que alivia, qual movimento ficou limitado e se há perda de força, formigamento ou piora funcional.

Por que a articulação acromioclavicular dói

A articulação acromioclavicular fica no topo do ombro, entre clavícula e acrômio. Quando dói, atividades como cruzar o braço na frente do corpo, apoiar peso, fazer supino ou dormir sobre o ombro podem piorar. O raio-x pode mostrar desgaste, mas a decisão depende da correlação com exame físico e função.

A articulação acromioclavicular é uma articulação diartrodial entre as áreas da clavícula e o acrômio. A sua estabilidade se torna possível em virtude da cápsula, ligamentos e disco intra-articular.

Osteoartrite (ou artrose) é a causa mais comum de dor no ombro acometida pela articulação acromioclavicular, sendo frequente em pacientes com mais de 50 anos de idade.

Um estudo publicado pela Archives of Gerontology and Geriatrics revelou que cerca de 57% dos pacientes idosos apresentam nos exames radiográficos evidências de artrose acromioclavicular[1]HORVATH, F.; KERY, L. Degenerative deformations of the acromioclavicular joint in the elderly. Archives of Gerontology and Geriatrics, v. 3, n. 3, p. 259-265. 1984..


O Que Causa A Artrose Acromioclavicular?

pesado

Devido ao uso constante do ombro durante as atividades do dia a dia, a tensão resultante torna a artrose acromioclavicular um problema bastante comum.

Pessoas que fazem uso demasiado dos ombros, colocando tensão constante nessa região, são as mais propensas a desenvolverem artrose acromioclavicular ao longo do tempo[2]Beitzel K, Cote MP, Apostolakos J, Solovyova O, Judson CH, Ziegler CG, Edgar CM, Imhoff AB, Arciero RA, Mazzocca AD. Current concepts in the treatment of acromioclavicular joint dislocations. … Continue reading.

Levantadores de peso frequentemente sofrem com essa patologia, muitas vezes, em uma idade ainda jovem.

A artrose acromioclavicular também pode se desenvolver após uma lesão na articulação, pancadas ou acidentes no ombro que causem deslocamento dessa articulação, resultando em quadros dolorosos futuros.


As separações da articulação acromioclavicular são normalmente causadas por trauma direto no ombro como resultado de uma queda ou durante esportes de contato quando o braço do paciente é aduzido.

O acrômio é geralmente impactado pela força na direção superolateral para inferomedial, pois a clavícula tende a manter sua posição anatômica, levando a um espectro de rupturas dos ligamentos acromioclavicular e coracoclavicular.


Anatomia do ombro

anatomia do ombro

O ombro é extremamente móvel e composto por várias articulações que trabalham juntas. A escápula, clavícula e úmero são os ossos do ombro. A articulação glenoumeral é a articulação principal e é mais como uma bola de golfe em um tee.

A articulação acromioclavicular liga a clavícula ao acrômio, que faz parte da omoplata ou escápula. Não há muito movimento nesta articulação, mas quando há uma lesão nesta região, a dor pode ser incapacitante.

Os ligamentos no ombro são todos nomeados após os ossos que conectam.

A clavícula tem dois ligamentos envolvendo o ombro que ajudam a estabilizá-lo nas estruturas ósseas próximas: o ligamento acromioclavicular e o ligamento coracoclavicular ambos estabilizam a clavícula na omoplata.


Sintomas da Artrose Acromioclavicular

ombro com artrose
Ilustração: Ombro com Artrose, desgaste e osteófitos

A lesão do ombro pode causar sintomas como:

  • Dor
  • Movimento limitado no ombro
  • Inchaço
  • Contusão
  • Vermelhidão na parte superior do ombro

Esse tipo de artrose é consequência natural do envelhecimento do músculo esquelético, então nem sempre as pessoas sentem ou sentirão dor e redução da função devido a essa patologia.   

Porém, quando há sintomas, os pacientes com artrose acromioclavicular frequentemente apresentam uma limitação na amplitude de movimento, acompanhada de dor na articulação e no ombro, principalmente em movimentos de rotação.

É observada uma dor na área deltóide ao cruzar o corpo, provavelmente causada por irritação da bursa subacromial subjacente.

Quando a região é apalpada, é possível sentir dor, inchaço e calor na área da articulação.


Tipos de lesões da articulação acromioclavicular

O tipo de separação do ombro depende de quanto você rompe a articulação acromioclavicular (AC) ou os ligamentos coracoclaviculares (CC) que mantêm a articulação no lugar.

  • Tipo I = o ligamento AC está levemente rompido, mas não há danos ao ligamento CC está ileso.
  • Tipo II = o ligamento AC está completamente rompido e há pouca ou nenhuma ruptura no ligamento CC.
  • Tipo III = ambos os ligamentos AC e CC estão completamente rompidos. Neste caso, a clavícula se separa da extremidade da omoplata.


Diagnóstico da Artrose Acromioclavicular

É vital um diagnóstico preciso da localização da artrose na articulação acromioclavicular para determinar o tratamento adequado, a fim de evitar a persistência do quadro doloroso no ombro[3]Stucken C, Cohen SB. Management of acromioclavicular joint injuries. Orthopedic Clinics. 2015 Jan 1;46(1):57-66..

Durante o exame físico, a articulação acromioclavicular mostra-se sensível à palpação. Geralmente, o médico realiza o teste de adução do corpo cruzado, onde ele estabiliza o ombro, flexionando-o para frente em um movimento de 90° com o cotovelo pronado.

Depois, leva o membro superior para a frente do corpo em direção contralateral. Se houver dor, o resultado do teste é positivo para artrose acromioclavicular.

A patologia na articulação acromioclavicular também pode ser confirmada através da injeção de um anestésico local. A injeção de lidocaína a 1% ou 2% ou de bupivacaína a 0,25 ou 0,5% na articulação acromioclavicular é capaz de reduzir os sintomas dolorosos.

Se a dor persistir após a injeção anestésica, fica claro que se trata de outra patologia no ombro, como a síndrome do manguito rotador.

Outro método diagnóstico é a injeção de lidocaína a 1% na região subacromial. Se a dor persistir na articulação acromioclavicular após a injeção, o resultado do teste é positivo.


Exames de imagem para diagnóstico

A radiografia é a técnica inicial de escolha para o diagnóstico, pois é capaz de demonstrar alterações degenerativas, cistos subcondrais, esclerose, osteófitos, e estreitamento do espaço articular.

A tomografia computadorizada mostra-se um método interessante na avaliação de alterações ósseas artríticas na articulação acromioclavicular, como estreitamento da articulação, erosões e cistos subcondrais.

A ressonância magnética torna possível detectar hipertrofia capsular, derrames e edema. Embora a ultrassonografia seja utilizada para detectar derrames articulares na articulação acromioclavicular, não consegue fazer a diferenciação entre derrames associados a processos inflamatórios agudos e alterações degenerativas, tornando-o então menos eficaz na avaliação da artrose acromioclavicular.

Além da artrose, o diagnóstico diferencial de dor na articulação acromioclavicular inclui tendinite calcificada, artrite glenoumeral e a síndrome do manguito rotador.

DiagnósticoDescrição
Artrose AcromioclavicularUma condição causada pela degeneração da cartilagem entre o acrômio e os ossos da clavícula da articulação do ombro.
Raio XUm exame de imagem usado para procurar sinais de dano articular e estreitamento do espaço articular.
Tomografia ComputadorizadaUma tomografia computadorizada pode ser usada para procurar esporões ósseos e outros sinais de artrose.
Ressonância MagnéticaA ressonância magnética é usada para procurar alterações nos tecidos moles, como rupturas ou inchaço da articulação.
UltrassomOndas sonoras de alta frequência são usadas para procurar sinais de inflamação nas articulações.
Exames de sangueExames de sangue podem ser usados para procurar sinais de inflamação no corpo.


Tratamento da Artrose Acromioclavicular

Não há cura para a artrose acromioclavicular, mas o tratamento pode melhorar os sintomas.

Tratamento de lesão articular AC tipo I ou II

Os tratamentos para lesões do tipo I e II incluem:

  • Aplicar gelo no ombro.
  • Colocar o braço em uma tipoia para diminuir o movimento.
  • Tomar AINEs, como ibuprofeno ou naproxeno, para ajudar com a dor.


Tratamento conservador

À princípio, o tratamento para artrose acromioclavicular é não cirúrgico. Inclui modificação das atividades, medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, fisioterapia, TENS e injeção articular de anestésicos ou corticosteróides.

fisioteraphy shoulder

Fisioterapia e exercícios para artrose acromioclavicular

A modificação das atividades envolve evitar movimentos que causam a dor, como mergulhos, exercícios de supino e flexões. A fisioterapia inclui um programa de exercícios para manter a amplitude de movimento ativa, aumentando a força muscular para a estabilização escapular.

Entretanto, a fisioterapia é mais eficaz para a síndrome do manguito rotador do que para a artrose acromioclavicular.

IntervençãoDescrição
Terapia ManualTécnicas práticas, como mobilização articular, massagem de tecidos moles e alongamento para aumentar a amplitude de movimento e diminuir a dor.
ExercíciosExercícios específicos desenvolvidos para fortalecer os músculos ao redor da articulação e melhorar a amplitude de movimento.
Educação PosturalOrientação sobre postura adequada, mecânica corporal e ergonomia para reduzir o estresse na articulação afetada.
Terapia de gelo/calorUso de frio e/ou calor para reduzir a dor e a inflamação.
UltrassomUso de ondas sonoras para reduzir a dor e a inflamação.
Estimulação ElétricaUso de corrente elétrica para reduzir a dor e a inflamação.
GravarUso de fita para fornecer suporte e estabilidade à articulação afetada.


Corticoides injetáveis

A administração de injeções de corticoides é indicada quando a fisioterapia e o fortalecimento muscular não deram resultados satisfatórios. O efeito das injeções é potente e prolongado.

Se todos os procedimentos não cirúrgicos falharem, não minimizando os sintomas, a opção de tratamento passa a ser cirúrgica.


Tratamento de lesão articular AC tipo III

O seu médico decidirá o melhor curso de tratamento, com base na extensão do dano à articulação.

Você pode ter que usar uma tipoia e fazer fisioterapia.

Em alguns casos, seu médico pode sugerir cirurgia para reparar os ligamentos rompidos.



É necessário cirurgia para artrose acromioclavicular?

Deve-se tentar pelo menos 6 meses de tratamento conservador, para então optar pelo procedimento cirúrgico[4]DOCIMO, S. et al. Surgical treatment for acromioclavicular joint osteoarthritis: patient selection, surgical options, complications and outcome. Current Reviews in Musculoskeletal Medicine, v. 1, n. … Continue reading.

A base do tratamento cirúrgico para a artrose acromioclavicular é a excisão distal da clavícula. Nesse procedimento, é retirado um fragmento da clavícula e o disco articular afetado.

O espaço residual passa a ser preenchido por fibrose cicatricial. Essa cirurgia pode ser realizada de modo aberto ou por artroscopia.

É essencial que o médico explique ao paciente as vantagens e desvantagens de cada técnica.

Após a cirurgia, o paciente deve imobilizar o membro por aproximadamente 3 semanas, para depois realizar uma fisioterapia de reabilitação.


Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 HORVATH, F.; KERY, L. Degenerative deformations of the acromioclavicular joint in the elderly. Archives of Gerontology and Geriatrics, v. 3, n. 3, p. 259-265. 1984.
↑2 Beitzel K, Cote MP, Apostolakos J, Solovyova O, Judson CH, Ziegler CG, Edgar CM, Imhoff AB, Arciero RA, Mazzocca AD. Current concepts in the treatment of acromioclavicular joint dislocations. Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic & Related Surgery. 2013 Feb 1;29(2):387-97.
↑3 Stucken C, Cohen SB. Management of acromioclavicular joint injuries. Orthopedic Clinics. 2015 Jan 1;46(1):57-66.
↑4 DOCIMO, S. et al. Surgical treatment for acromioclavicular joint osteoarthritis: patient selection, surgical options, complications and outcome. Current Reviews in Musculoskeletal Medicine, v. 1, n. 2, p. 154-160. 2008.

Arquivado em: Ortopedia

Tendinite do calcâneo: sintomas, causas e tratamento

21 de dezembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá Deixe um comentário

Resposta direta: tendinite do calcâneo geralmente se refere à dor no tendão de Aquiles ou na região posterior do calcanhar. Pode surgir por aumento de treino, rigidez de panturrilha, calçado, terreno, sobrepeso, medicamentos, idade ou doença inflamatória. O tratamento depende de localização e tolerância à carga.

O tendão de Aquiles precisa de carga na dose certa

O tendão de Aquiles conecta panturrilha e calcanhar. Ele transmite força para caminhar, correr, saltar e subir escadas. Quando a carga aumenta mais rápido que a capacidade de adaptação, pode aparecer dor, rigidez matinal, espessamento e piora após exercício.

PadrãoComo interpretar
Dor e rigidez ao acordarTendinopatia do Aquiles é uma hipótese comum.
Dor na inserção no calcanharCalçado, esporão, bursite e insercional entram no raciocínio.
Estalo súbito e incapacidade de ficar na ponta do péRuptura precisa ser descartada.
Dor que esquenta e depois pioraCarga ainda pode estar excessiva.
Vermelhidão, febre ou feridaPensar além de tendinite simples.

Repouso absoluto prolongado pode reduzir condicionamento do tendão. Por outro lado, insistir em corrida, salto ou subida durante piora mantém irritação. A reabilitação costuma usar redução temporária de carga, fortalecimento progressivo da panturrilha e retorno gradual.

O que muda o tratamento

Tendinopatia no meio do tendão e dor na inserção no osso podem responder a exercícios diferentes. Alongamento agressivo nem sempre é adequado na dor insercional. Palmilhas, ajuste de calçado, elevação temporária do calcanhar e fisioterapia podem ajudar em casos selecionados.

Anti-inflamatórios podem aliviar dor por curto período, mas não reorganizam a capacidade do tendão. Infiltrações ao redor do Aquiles exigem cautela porque o tendão tem risco de ruptura. Ondas de choque ou outras intervenções só fazem sentido depois de confirmar diagnóstico e falha de medidas bem feitas.

Procure avaliação se houver dor súbita com estalo, falha para apoiar, aumento importante de inchaço, dor progressiva apesar de reduzir treino, uso recente de fluoroquinolona ou corticoide, ou doença inflamatória conhecida.

Como acompanhar a recuperação do Aquiles

A melhora deve aparecer em rigidez matinal, dor ao iniciar caminhada, tolerância a escadas e capacidade de ficar na ponta do pé. Se a pessoa só melhora enquanto usa analgésico, mas continua piorando com carga, o tendão ainda não está adaptado.

Exercícios de panturrilha precisam ser graduais. Começar pesado demais aumenta dor; fazer leve demais pode não estimular adaptação. O fisioterapeuta ajusta amplitude, velocidade, carga e frequência conforme a localização da dor e a resposta no dia seguinte.

O retorno à corrida deve começar por caminhada sem dor importante, depois trote curto em terreno plano. Subidas, tiros e saltos entram depois. Dor que muda a passada é sinal para reduzir, não para “aquecer melhor”.

Também é útil observar o calçado no ponto de atrito. Dor na inserção pode piorar com contraforte rígido ou compressão direta do tênis. Em outros casos, mudança brusca de drop, aumento de subida ou treino de velocidade sobrecarrega o tendão.

O objetivo não é zerar toda sensação antes de se mover, mas manter sintomas dentro de uma faixa tolerável e sem piora acumulada. Dor que cresce semana a semana indica que a progressão está rápida demais.

Se a rigidez matinal diminui e a função melhora, a carga provavelmente está mais bem dosada.

Se a rigidez aumenta, a dor aparece mais cedo no treino ou o tendão fica mais espesso e sensível, a progressão precisa ser revista antes de acrescentar intensidade.

Esse ajuste precoce costuma evitar pausas mais longas depois.

Principalmente em corredores.

E em saltadores.

Também.

Progressivamente.

  • A tendinite do calcâneo é a inflamação dos tendões no calcanhar do pé.
  • Causas comuns de tendinite no calcanhar incluem uso excessivo, calçados inadequados e pés chatos.
  • Os sintomas da tendinite do calcâneo podem incluir dor, inchaço e dificuldade para caminhar.
  • O tratamento da tendinite do calcâneo pode incluir repouso, aplicação de gelo, medicamentos, fisioterapia e órteses.
  • As complicações da tendinite do calcanhar podem incluir ruptura do tendão de Aquiles, fascite plantar e bursite.

O Que É Tendinite do Calcâneo?

O TENDÃO do calcâneo, também conhecido como Tendão de Aquiles, é uma área de tecido na parte de trás da perna. Esse é o maior e mais resistente tendão do corpo humano, ligando os músculos da panturrilha (que são os músculos gastrocnêmio e sóleo) ao osso do calcanhar.

O músculo gastrocnêmio flexiona o joelho e o tornozelo, enquanto o sóleo flexiona o pé quando apontamos os dedos para baixo. Em cada perna, possuímos um tendão de Aquiles.

As lesões no tendão do calcâneo estão associadas, aproximadamente 70% das vezes, com algum tipo de atividade esportiva, sendo mais frequente em atletas que participam de corridas de médias e longas distâncias, jogadores de voleibol e futebol.

Isso se explica porque o atleta sobrecarrega a funcionalidade dos sistemas musculoesquelético, tegumentar e nervoso, contribuindo para um desgaste mais intenso dessas estruturas.

Dessa forma, surgem processos inflamatórios e esfoliação das proteínas que causam lesões. O diagnóstico mais comum dessas lesões consiste em tendinites.

A tendinite é uma condição dolorosa e crônica, acompanhada por uma resposta inflamatória.


Causas, Formas e Sintomas da Tendinite do Calcâneo

tendinite cacaneo

No início, a tendinite do calcâneo pode surgir por natureza mecânica e, posteriormente, química. Ou seja, esforços repetitivos e prolongados, com sobrecarga, podem ser a causa inicial para as tendinites no tendão de Aquiles, seguido de desidratação na estrutura, quando estas não estão devidamente drenadas, além de alimentação inadequada e toxinas acumuladas no organismo.

Sintomas de tendinopatia do calcâneo

SintomaDescrição
DorDor aguda na parte de trás do calcanhar
InchaçoSensibilidade e inflamação ao redor do calcanhar e do tendão de Aquiles
RigidezFlexibilidade reduzida no tornozelo
TernuraDor quando a área é tocada ou pressionada
VermelhidãoA pele ao redor do calcanhar pode ficar vermelha e quente ao toque
Dor PulsanteUma dor surda que pode ir e vir

Erros de treinamento, bem como trabalhos monótonos e assimétricos também são fatores adicionais associados à tendinite do calcâneo.

A tendinite no tendão do calcâneo pode se manifestar na forma aguda e crônica. Na forma aguda, os sintomas consistem em dor aguda ou entorpecimento no terço distal da perna, além de endurecimento da panturrilha ao acordar pela manhã.

Durante a atividade física, as sensações são de diminuição da mobilidade articular e inflamação. Na forma crônica, ocorre dor intensa, rigidez no tendão, edema difuso e redução do movimento, que acaba impossibilitando o atleta de continuar suas atividades esportivas, como de costume.


Como É Realizado O Diagnóstico da Tendinite do Calcâneo?

O diagnóstico é clínico. O médico faz um exame físico analisando a região, verificando a presença de esporões ósseos e inchaço. O diagnóstico também pode ser confirmado por meio de exame radiológico, ultrassonografia e ressonância magnética.

O exame radiológico, ou raios-x, não necessariamente revela a tendinite do calcâneo, mas permite visualizar imagens dos ossos do calcanhar para descartar causas de dor associadas aos ossos.

Com a ultrassonografia, é possível ver os danos e inflamação associados ao tendão.

Os exames de ressonância magnética criam imagens detalhadas e transversais do tecido na região, detectando rupturas e degeneração, a fim de determinar a extensão do dano. Isso ajudará o médico na decisão sobre o tratamento mais apropriado.

O diagnóstico é fundamental para a escolha adequada do tipo de terapia a ser utilizado, pois em cada fase da tendinite do calcâneo, há alterações celulares.

Exame de diagnósticoFinalidade
Exame FísicoPara avaliar a área de sensibilidade, inchaço e amplitude de movimento
Raio XPara identificar quaisquer condições ósseas subjacentes que possam estar contribuindo para a dor. Avalia fraturas, calcificações
Ressonância magnéticaPara examinar os tecidos moles da área e fornecer imagens mais detalhadas das estruturas
UltrassomPara avaliar os tendões e músculos da área. Exame dinâmico, avalia fissuras e edema em articulações e tendões.
Exames de sanguePara descartar quaisquer outras condições médicas, como patologias reumatológicas.


Como É O Tratamento da Tendinite do Calcâneo?

Os tratamentos para tendinite do calcâneo são diversos e amplamente discutidos na literatura.

Dependendo da condição da tendinite, se está na forma aguda ou crônica, o tratamento pode variar, incluindo: a administração de medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides; exercício excêntrico e concêntrico; fisioterapia por meio de crioterapia; hipertemia; redução das atividades intensas na região; imobilização; repouso; ultra-som; laserterapia e outros procedimentos de reabilitação.

Geralmente, a administração de medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides associados aos exercícios excêntricos são os tratamentos prioritários, pois oferecem bons resultados a curto e longo prazo.

O uso de gelo controla a dor e o edema, reduzindo o fluxo sanguíneo local e as demandas metabólicas do tecido. A terapia por ondas de choque, gelo e plasma associados aos anti-inflamatórios possibilitam a redução da dor e são efetivos, mas a curto prazo.

Alguns estudos também revelaram que injeções de corticosteróides podem ter efeitos danosos no tendão, favorecendo sua ruptura.

Em alguns casos, quando todos os tratamentos forem realizados, não havendo melhora em pelo menos 6 meses e o quadro permanecer, então a cirurgia pode se tornar necessária.


Importância da fisioterapia motora na reabilitação

  • Redução da dor e a inflamação associadas à tendinite no calcanhar.
  • Melhorar a mobilidade, força e flexibilidade na área afetada.
  • Evitar mais lesões no calcanhar fornecendo suporte biomecânico adequado.
  • Promoção da cicatrização adequada, melhorando a extensibilidade do tecido e reduzindo o tecido cicatricial.
  • Aumento a circulação no calcanhar para ajudar na cicatrização.
  • Orientar o paciente sobre alongamento adequado, exercícios de fortalecimento e modificação de atividades.
  • Uso de dispositivos ortopédicos para apoiar e proteger o calcanhar.

Opções complementares – acupuntura e eletroacupuntura

A Eletroacupuntura é uma especialidade moderna da Acupuntura, unindo os conceitos da Medicina Tradicional Chinesa com a bioeletricidade, utilizando corrente elétrica.

Esse tratamento apresenta uma resposta terapêutica satisfatória à recuperação do sistema musculoesquelético, por proporcionar efeito analgésico sinérgico e miorrelaxante, favorecendo ainda o retorno do atleta as suas atividades esportivas.


É Possível Prevenir A Tendinite do Calcâneo?

Sim, existem algumas medidas que podem diminuir o risco de ter tendinite no calcâneo. Medidas simples, porém que podem fazer toda a diferença.

Antes de malhar ou praticar exercícios, primeiro aqueça os músculos e alongue os seus tendões de Aquiles. Fique em pé com a perna esticada, inclinando-se para a frente e mantendo o calcanhar no chão. Alongue a sua panturrilha.

alongamento

Reduza o estresse e a sobrecarga na região dos tendões.

Dê atenção aos seus calçados. Se você utiliza algum par de calçados há muito tempo, considere substituí-los. Dê preferência a calçados com amortecedores, para aliviar a tensão do tendão do calcâneo.


O que levar para avaliação

A decisão prática depende de intensidade, sinais associados e contexto pessoal. Para Tendinite do calcâneo: sintomas, causas e tratamento, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.

SinalComo interpretar
InícioSúbito, progressivo ou recorrente muda as hipóteses.
IntensidadeDor forte, falta de ar ou desmaio reduzem a margem para esperar.
AssociaçãoFebre, perda de peso, sangramento ou fraqueza importam.
EvoluçãoMelhora, estabilidade ou piora orientam o próximo passo.
Evite concluirPrefira observar
“É só um sintoma comum”Intensidade, duração e sinais associados.
“Se melhorou, acabou”Recorrência e limitação funcional.
“Posso repetir a mesma solução”Resposta anterior, efeitos adversos e causa provável.

Ao buscar atendimento, descreva o sintoma com começo, duração, intensidade, localização, gatilhos, sinais associados e o que já foi tentado. Isso acelera o raciocínio clínico.

O acompanhamento fica mais útil quando há um critério claro de melhora, um sinal de piora e um prazo para reavaliar a decisão.

Fonte: MedlinePlus: medical encyclopedia.

Considerações Finais

Se você desenvolver dor na parte de trás da sua perna, entre a panturrilha e o calcanhar, procure logo atendimento médico.

Se for tendinite de Aquiles e não for devidamente tratada, poderá progredir para uma condição mais grave e crônica, como a tendinose de Aquiles, uma patologia degenerativa que causa alterações permanentes.


Fontes úteis

  • AAOS: Achilles tendinitis
  • AAOS: heel pain

FRANÇA, D. et al. Tendinite do tendão de Aquiles tratado por eletroacupuntura associado a cinesioterapia. Fisioterapia Brasil, v. 7, n. 4, p. 307-311. 2006.

SOUZA, R. V. Eficácia do treinamento excêntrico no reparo tecidual de indivíduos com tendinopatia de Aquiles: uma revisão bibliográfica. 2015. Monografia (Especialização em Fisioterapia com ênfase em Ortopedia) – Universidade Federal de Minas, Belo Horizonte, 2015.

VIEIRA, F. F. et al. Tendinopatia do tendão calcâneo. Publicatio UEPG: Ciências Biológicas e da Saúde, v. 16, n. 1, p. 35-42. 2010.

Arquivado em: Ortopedia, Reumatologia

Dermatite Perioral: O que é? Causas, Sintomas e Tratamentos

21 de dezembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Resposta direta: dermatite perioral é uma inflamação com pequenas pápulas, vermelhidão e ardor ao redor da boca, nariz ou olhos. Um ponto essencial é investigar gatilhos, especialmente corticoide tópico no rosto, cosméticos irritantes e produtos muito oclusivos. Usar mais corticoide pode aliviar por pouco tempo e depois piorar o ciclo.

O tratamento costuma combinar retirada orientada dos gatilhos, rotina de pele simples e medicamentos tópicos ou orais quando necessário. Em pessoas que usaram corticoide por tempo prolongado, pode haver piora de rebote; por isso a retirada deve ser orientada quando há dependência ou inflamação intensa.

SituaçãoComo interpretar
Piora após corticoide facialÉ pista forte para dermatite perioral/periorificial.
Lesões ao redor dos olhos ou narizO termo periorificial pode ser mais preciso que perioral.
Acne comum juntoO tratamento muda; nem toda “bolinha” é igual.
Ardor e sensibilidadeRotina agressiva de pele pode manter a inflamação.

Fatos importantes sobre a Dermatite Perioral

  • A dermatite perioral é uma doença de pele que causa uma erupção cutânea vermelha ao redor da boca.
  • Afeta comumente mulheres jovens, mas homens e crianças também podem ser afetados.
  • A causa da dermatite perioral é desconhecida, mas alguns gatilhos podem piorá-la, como esteróides tópicos, certos cremes faciais e maquiagem.
  • O tratamento geralmente envolve evitar gatilhos, usar sabão neutro e água para limpar a área afetada e aplicar um creme ou pomada tópica.
  • Em alguns casos, antibióticos podem ser prescritos para tratar a doença.

Introdução

A dermatite perioral é uma condição comum da pele que afeta o rosto, geralmente ao redor da boca, nariz e olhos[1]Lipozencic J, Ljubojevic S. Perioral dermatitis. Clinics in dermatology. 2011 Mar 1;29(2):157-61.. É caracterizada por erupção cutânea vermelha, escamosa e com coceira. É mais comum em mulheres jovens, mas pode afetar pessoas de todas as idades e sexos. A causa da dermatite perioral é desconhecida, mas acredita-se que seja causada por uma combinação de fatores ambientais e genéticos[2]Tolaymat L, Hall MR. Perioral dermatitis. InStatPearls [Internet] 2022 May 27. StatPearls Publishing..

O sintoma mais comum da dermatite perioral é uma erupção cutânea que aparece como uma mancha vermelha com uma borda escamosa ao redor da boca, nariz e olhos. A erupção também pode se espalhar para outras áreas do rosto, como testa e queixo. Outros sintomas podem incluir queimação, picadas e coceira na área afetada. Em alguns casos, a erupção pode se espalhar para o peito, costas e braços.

O tratamento para dermatite perioral depende da gravidade da condição e da resposta do indivíduo ao tratamento. Casos leves podem ser controlados com medicamentos tópicos e ajustes no estilo de vida, como evitar certos produtos para cuidados com a pele e irritantes.

Casos mais graves podem exigir medicamentos prescritos e tratamento mais intensivo. É importante consultar um médico para diagnóstico e tratamento adequados[3]Bukvic Mokos Z, Kummer A, Lazić Mosler E, Čeović R, Basta-Juzbašić A. Perioral dermatitis: Still a therapeutic challenge. Acta clinica Croatica. 2015 Jul 1;54(2.):179-84..

Sintomas da Dermatite Perioral

dermatite perioral
  • Erupção cutânea: uma erupção de inchaços ou lesões vermelhas geralmente aparece ao redor da boca e pode se espalhar para o nariz, queixo e testa.
  • Coceira: sensações de coceira e queimação podem ocorrer ao redor da erupção cutânea.
  • Secura: as áreas da pele afetadas pela erupção cutânea podem ficar secas, escamosas e espessas.
  • Queimação: sensações de queimação podem ser sentidas nas áreas afetadas.
  • Inchaço: a área ao redor da erupção pode ficar inchada.
  • Protuberâncias cheias de pus: Protuberâncias cheias de pus podem aparecer ao redor da boca.
  • Dor: pode ocorrer dor nas áreas afetadas pela erupção cutânea.
  • Crostas: a pele pode desenvolver uma textura crocante nas áreas afetadas pela erupção cutânea.
Sintoma
Erupção facial
Coceira na pele
Vermelhidão e inchaço
Lesões de pele
Secura


A doença está limitada à pele. Lesões cutâneas ocorrem como grupos de pápulas avermelhadas, pápulovesículas e pápulopústulas em uma base eritematosa com um possível aspecto confluente.

As pápulas e pústulas têm principalmente localizações periorais, mas aparecem frequentemente na testa, bochechas, queixo, nariz e parte superior do tórax.


Causas da dermatite perioral

dermatite perioral no nariz
  • Infecções bacterianas: bactérias como Staphylococcus aureus, Fusiform spirilla podem causar dermatite perioral.
  • Infecções fúngicas: fungos da família da Candida podem estar relacionadas
  • Alterações hormonais: alterações hormonais, como durante a gravidez ou a menopausa, podem desencadear a condição.
  • Alergias: certos cosméticos e produtos para a pele podem causar uma reação alérgica.
  • Estresse: o estresse pode causar um surto da doença.
  • Exposição ao sol: muita exposição ao sol pode agravar a condição.
  • Contraceptivos orais: alguns tipos de anticoncepcionais orais podem contribuir para a dermatite perioral.
  • Mudanças climáticas: o tempo frio e seco pode piorar a condição.
  • Cremes com corticoides: o uso prolongado de cremes com esteroides tópicos pode causar dermatite perioral.

Epidemiologia

A dermatite perioral afeta principalmente mulheres, que representam aproximadamente 90% dos casos.

Acredita-se que o número de pacientes do sexo masculino esteja aumentando devido a mudanças nos seus hábitos cosméticos.

É possível que ocorra dermatite perioral em crianças, mas é raramente diagnosticada. A grande maioria dos pacientes são mulheres entre 20 e 45 anos.


Diagnóstico

A dermatite perioral é uma condição da pele que afeta a área ao redor da boca. A causa dessa condição é desconhecida, mas acredita-se que seja causada por certos gatilhos, como irritantes ambientais, certos produtos para cuidados com a pele e o uso de esteroides tópicos.

O diagnóstico é geralmente feito por meio de exame físico, avaliação da pele e histórico do paciente. Em alguns casos, uma biópsia de pele pode ser necessária para descartar outras condições.

O tratamento para dermatite perioral geralmente envolve evitar os gatilhos que podem ter causado a condição e usar produtos de limpeza e hidratantes suaves e suaves. Antibióticos orais podem ser prescritos se houver um componente bacteriano na condição. Cremes antibióticos tópicos e cremes com corticosteroides também podem ser usados, embora o uso prolongado deva ser evitado.

Nome do exameDescrição do exame
Exame DermatológicoExame da pele para vermelhidão, descamação e outros sinais de dermatite perioral.
Testes de alergiaExames de pele ou sangue para identificar alergias que podem estar desencadeando a dermatite perioral.
Biópsia de peleRemoção de uma amostra de pele que pode ser estudada em laboratório para identificar quaisquer condições subjacentes que possam estar causando a dermatite perioral.

Diagnóstico Diferencial de Dermatite Perioral

  • Dermatite atópica: patologia inflamatória da pele que geralmente se apresenta com pele seca, com coceira e escamosa.
  • Dermatite seborreica: patologia comum da pele que pode apresentar vermelhidão, descamação e coceira.
  • Rosácea: patologia crônica da pele que pode apresentar vermelhidão, caroços e espinhas.
  • Dermatite de contato: patologia inflamatória da pele causada pelo contato com um irritante ou alérgeno.
  • Foliculite: infecção dos folículos pilosos que pode apresentar inchaços vermelhos, coceira e dor.
  • Dermatite de contato alérgica: uma reação alérgica a uma substância que causa vermelhidão, coceira e inchaço.
  • Dermatite actínica crônica: patologia da pele causada pela exposição prolongada à radiação ultravioleta.
  • Granulomatose perioral: patologia rara da pele que pode se apresentar com placas escamosas vermelhas e saliências.

Possibilidades iniciais de tratamento

A dermatite perioral é uma condição da pele que afeta a boca e a área ao redor dela. O tratamento para dermatite perioral geralmente envolve medicamentos tópicos, como hidrocortisona, antibióticos ou retinoides tópicos[4]Malik R, Quirk CJ. Topical applications and perioral dermatitis. Australasian journal of dermatology. 2000 Feb;41(1):34-8..

Antibióticos orais também podem ser prescritos.

Outras terapias que podem ser recomendadas incluem mudanças no estilo de vida, como evitar irritantes da pele e evitar o uso de produtos faciais como maquiagem, hidratantes e protetores solares[5]Hall CS, Reichenberg J. Evidence based review of perioral dermatitis therapy. Giornale Italiano di Dermatologia e Venereologia: Organo Ufficiale, Societa Italiana di Dermatologia e Sifilografia. 2010 … Continue reading.

O objetivo do tratamento da dermatite perioral é reduzir a inflamação e recuperar a barreira da pele. O tratamento também pode envolver evitar certos produtos ou atividades que podem estar causando a condição. Por exemplo, se a condição estiver ligada ao uso de um determinado produto facial, o paciente pode ser instruído a mudar para um produto diferente.

Se a condição for causada por exposição excessiva ao sol, o paciente pode ser aconselhado a ficar longe do sol ou usar protetor solar com FPS 30, ou superior.

Em alguns casos, o tratamento inicial para dermatite perioral pode incluir esteróides tópicos, antibióticos ou uma combinação de ambos. Antibióticos orais também podem ser prescritos, dependendo da gravidade da condição. Em muitos casos, a condição desaparecerá dentro de algumas semanas ou meses de tratamento. No entanto, se a condição não melhorar com o tratamento inicial, outros tratamentos podem ser necessários. Isso pode incluir terapia fotodinâmica, terapia a laser ou outras formas de terapia tópica.

Medicamentos para tratamento de Dermatite Perioral

  • Corticosteróides tópicos: Esses medicamentos reduzem a inflamação e podem ser usados ​em casos leves de dermatite perioral.
  • Antibióticos orais: esses medicamentos podem ser usados ​para tratar infecções bacterianas que podem acompanhar a dermatite perioral.
  • Isotretinoína Oral: Este medicamento é usado para casos graves de dermatite perioral e pode ajudar a reduzir a inflamação.

Prevenção

A dermatite perioral pode ser prevenida de várias maneiras.

Em primeiro lugar, é importante identificar os gatilhos que podem estar causando o agravamento da condição. Isso pode incluir certos cosméticos, produtos para cuidados com a pele, sabonetes e outros irritantes que podem causar inflamação na pele. Se determinados produtos estiverem causando a condição, é importante interromper o uso deles imediatamente.

Outras medidas preventivas incluem evitar o uso de corticosteroides tópicos fortes, aplicar protetor solar com FPS 30 ou superior, lavar o rosto com um limpador suave, evitar tocar ou esfregar o rosto e evitar produtos que contenham álcool, fragrâncias e outros irritantes.

Qual ​é o prognóstico da dermatite perioral?

A dermatite perioral é uma condição da pele que geralmente se apresenta com uma erupção cutânea ao redor da boca. O prognóstico da dermatite perioral geralmente é bom, embora os sintomas possam ir e vir. O tratamento pode ser necessário para controlar a condição e reduzir o risco de recorrência. Com tratamento e manejo adequados, o prognóstico para dermatite perioral geralmente é positivo.

Se não for tratada, a dermatite perioral pode durar meses ou até anos. Em alguns casos, a condição pode se tornar crônica, o que significa que pode ir e vir com o tempo.

No entanto, com tratamento e manejo adequados, a condição pode ser controlada e o prognóstico geralmente é bom.

O tratamento geralmente inclui evitar irritantes da pele, usar medicamentos tópicos prescritos e controlar as crises com cuidados adequados com a pele.

Fontes usadas nesta revisão

  • DermNet: dermatite periorificial
  • NCBI Bookshelf/StatPearls: Perioral Dermatitis

Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Lipozencic J, Ljubojevic S. Perioral dermatitis. Clinics in dermatology. 2011 Mar 1;29(2):157-61.
↑2 Tolaymat L, Hall MR. Perioral dermatitis. InStatPearls [Internet] 2022 May 27. StatPearls Publishing.
↑3 Bukvic Mokos Z, Kummer A, Lazić Mosler E, Čeović R, Basta-Juzbašić A. Perioral dermatitis: Still a therapeutic challenge. Acta clinica Croatica. 2015 Jul 1;54(2.):179-84.
↑4 Malik R, Quirk CJ. Topical applications and perioral dermatitis. Australasian journal of dermatology. 2000 Feb;41(1):34-8.
↑5 Hall CS, Reichenberg J. Evidence based review of perioral dermatitis therapy. Giornale Italiano di Dermatologia e Venereologia: Organo Ufficiale, Societa Italiana di Dermatologia e Sifilografia. 2010 Aug 1;145(4):433-44.

Arquivado em: Dermatologia

Últimos Posts

fascia muscular

Dor Muscular nas Costas Alta: causas, sinais de alerta e tratamento

Leia mais »
pescoco 1

Dor Cervical Irradiando para Escápula: quando o pescoço explica a dor nas costas

Leia mais »
diagnostico discinesia escapular

Bursite Escapulotorácica: dor atrás da escápula, estalos e tratamento

Leia mais »
teste de retracao escapular

Dor no Serrátil Anterior: lateral das costelas, escápula e ombro

Leia mais »
newsletter

Receba Novidades Por E-mail

Blog da Saúde

Saúde explicada com autoria, fontes e contexto.

Guias para entender sintomas, exames, tratamentos e medicamentos com linguagem clara, autoria e fontes.

Atualizações editoriais

Receba guias e atualizações editoriais

Uma seleção enxuta para ler melhor sobre saúde, com autoria, fontes e contexto.

newsletter

Receba Novidades Por E-mail

Desde 2020
produção editorial contínua
1.476
artigos publicados
50
autores com conteúdo
Fontes
diretrizes, sociedades e órgãos oficiais

Comece pelo seu objetivo

Encontre o melhor ponto de partida

  • Sintomas Comece pelo que você sente
  • Doenças Entenda diagnósticos comuns
  • Dor Cabeça, coluna, articulações e dor crônica
  • Exames Resultados, laudos e próximos passos
  • Medicamentos Uso, efeitos e cuidados práticos
  • Nutrição Alimentos, vitaminas e hábitos

Institucional

  • Sobre o Blog da Saúde
  • Equipe editorial
  • Especialistas
  • Contato

Critérios editoriais

  • Como produzimos conteúdo
  • Política editorial
  • Revisão médica
  • Critérios de fontes
  • Correções e atualizações

Leitura e acesso

  • Guias
  • Independência editorial e publicidade
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

2026 © Blog da Saúde.

Aviso médico: as informações fornecidas neste site visam melhorar, não substituir, a relação direta entre o paciente e os profissionais de saúde.

Ver todos os resultados
categorias

Pesquise por Categoria

Acupuntura

Acupuntura

alergia

Alergia

Artigos

Artigos

biomedicina

Biomedicina

canabidiol

Canabidiol

dermatologia campanha-sbd pele saudavel

Cirurgia Plástica

consulta

Clínica Médica

curiosidades

Curiosidades

dermatologia cuidar da-pele

Dermatologia

dor-no-pe-da-barriga-relacao-scaled

Doenças de A-Z

anti-inflamatorio-para-dor-no-joelho

Dor

educacao fisica

Educação Física

endocrinologia

Endocrinologia

farmacia

Farmácia

fisiatria

Fisiatria

peso fisioterapia triceps

Fisioterapia

gastroenterologia

Gastroenterologia

geriatria

Geriatria

gerontologia

Gerontologia

ginecologia e obstetricia

Ginecologia e Obstetrícia

infectologia

Infectologia

Medicina Esportiva

Medicina Esportiva

Neurologia

Neurologia

Notícias

Notícias

Nutrição

Nutrição

Oftalmologia

Oftalmologia

Ortopedia

Ortopedia

Pediatria

Pediatria

Psicologia

Psicologia

Psiquiatria

Psiquiatria

Radiologia

Radiologia

maos formigamento

Reumatologia

Sintomas

Sintomas de A-Z

Urologia

Urologia