Cefaleia Tensional – Dor de cabeça recorrente em pressão

cefaleia cronica tensional

Segundo a Sociedade Brasileira em Cefaleia e a International Headache Society, a Cefaleia do Tipo Tensional (CTT, CID G44.2) é uma das principais causas de dor de cabeça do mundo, afligindo cerca de 38 a 74% dos brasileiros [1].

A epidemiologia da doença sugere uma maior prevalência dessa cefaleia em mulheres, e tendo seu pico na idade adulta (entre 30 a 40 anos) [1-4] – mas também acometendo homens, idosos [5], crianças e adolescentes [6].

Classificação da Cefaléia Tensional

estatistica cefaleia tensional

Podendo ser classificada em Cefaleia do Tipo Tensional episódica ou crônica [7], essa cefaleia pode afetar a qualidade de vida dos seus portadores de maneira mais ou menos intensa de acordo com seu subtipo [1, 8].

Com causa e fisiopatologia ainda não muito conhecidas, seu diagnóstico é baseado especialmente na presença de dores não pulsantes em forma de pressão na cabeça de forma bilateral, e seu tratamento é dividido em tratamento agudo ou profilático [7].

Pacientes com diagnóstico de cefaleia tensional apresentam um bom prognóstico, com o tratamento medicamentoso e não-medicamentoso eficazes no controle da dor e na diminuição da frequência de crises  [9-11].

ClassificaçãoDescrição
Cefaleia do tipo Tensão EpisódicaDores de cabeça que ocorrem menos de 15 dias por mês
Cefaléia tipo tensão crônicaDores de cabeça que ocorrem 15 ou mais dias por mês




Fisiopatologia da Cefaléia Tensional

cefaleia tensional

 A fisiopatologia da cefaleia tensional ainda é bastante discutida. Inicialmente, propunha-se que a contração muscular advinda de reações físicas a quadros e episódios estressantes desencadeariam uma isquemia, sendo esse o gatilho para a dor de cabeça.

Entretanto, mais recentemente e por meio de investigações com exames de eletromiografia (EMG), foi demonstrado que essa relação da contração muscular e do quadro de cefaleia tensional não é a melhor definição para a fisiopatologia dessa doença [1, 12, 13].

Adicionalmente, também não se considera uma relação direta e única de psicopatologias como desencadeante para a cefaleia tensional [13].

 Atualmente, propõe-se uma relação de mecanismos periféricos e centrais nesse quadro. Nos mecanismos periféricos, estima-se que a contração muscular excessiva estimula a membrana de músculos miofaciais pericranianos[12, 14] e de suas fibras nervosas [1] que, por sua vez, são responsáveis pela liberação de toxinas que afetam a terminação nervosa livre[15], e pode culminar em episódios de inflamação [16], diminuição no fluxo sanguíneo e atrofia muscular [17], levando à hipersensibilidade à dor.

FisiopatologiaDescrição
Alterações da pressão intracranianaO início da cefaléia tensional é freqüentemente precedido por um aumento na pressão intracraniana. Acredita-se que isso se deva ao aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano, que pode ser causado por vários fatores, incluindo desidratação, estresse e fadiga.
Disfunção da coluna cervicalOs músculos do pescoço e da parte superior das costas podem ficar tensos e tensos devido a uma variedade de fatores, como má postura, estresse e desequilíbrios musculares. Isso pode levar ao aumento da pressão e tensão nos músculos e nervos do pescoço, resultando em uma dor de cabeça tensional.
Disfunção vascularAs dores de cabeça tensionais são frequentemente acompanhadas por alterações no fluxo sanguíneo para a cabeça e o pescoço. Isso pode ser causado por alterações na pressão sanguínea, constrição dos vasos sanguíneos ou diminuição na quantidade de oxigênio que chega ao cérebro.
Disfunção neuromuscularOs músculos da cabeça e do pescoço podem ficar excessivamente tensos, levando a um aumento da pressão nos nervos e músculos, resultando em uma dor de cabeça tensional.


Sistema Nervoso Central e Cefaleia do Tipo Tensional

neuronio sistema nervoso central

Em mecanismos relacionados ao Sistema Nervoso Central, propõe-se a relação da cefaleia tensional com a sensibilização central. Esse quadro pode ocorrer pela modulação anormal e excessiva de interneurônios de comunicação entre o nervo trigêmeo e o corno dorsal da medula espinal, tendo consequências na diminuição do limiar de dor[12, 13, 17, 18].

Neuroanatomicamente, essa hipótese é sustentada pela diminuição do volume de substância cinzenta especialmente em pacientes que apresentam cefaleia tensional crônica[5, 8].


Neurotransmissores e Cefaleia do Tipo Tensional

Propõe-se, também, que mecanismos centrais da cefaleia tensional estejam ligados a mecanismos bioquímicos como o desbalanço de neurotransmissores e de neuromoduladores.

Dentre eles, destacam-se alterações no sistema serotonérgico, na produção de óxido nítrico e de prostaglandinas – estes últimos, responsáveis pelo aumento da excitabilidade das células afetadas [18].

  • Serotonina – Os níveis de serotonina desempenham um papel importante no desenvolvimento de dores de cabeça tensionais devido à sua capacidade de modular a atividade dos neurônios sensíveis à dor.
  • Norepinefrina – A norepinefrina é responsável por causar a liberação de outras substâncias químicas que afetam a sensibilidade dos receptores de dor no cérebro, levando a dores de cabeça tensionais.
  • Histamina – A histamina é um neurotransmissor envolvido em dores de cabeça tensionais, pois acredita-se que contribua para a inflamação frequentemente associada a uma dor de cabeça.
  • Substância P – A substância P é um neurotransmissor envolvido na transmissão de sinais de dor e acredita-se que desempenhe um papel nas dores de cabeça tensionais.
  • Glutamato – O glutamato é um neurotransmissor envolvido na regulação dos sinais de dor e acredita-se que esteja envolvido nas dores de cabeça tensionais.


Fatores desencadeantes de Cefaléia

cefaleia tensional

Como quadros estressantes, depressão e ansiedade podem ser fatores desencadeadores para episódios de Cefaleia do Tipo Tensional – mas não necessariamente de forma direta -, supõe-se a relação desse quadro com o sistema de controle de dor descendente do sistema límbico [19] e aumento de excitabilidade de vias nociceptivas centrais [18, 19].

O baixo nível de endorfina no líquor, observada nos pacientes, também pode estar relacionado com a fisiopatologia da cefaleia tensional, podendo ser a principal responsável pela alodinia prolongada [1].


Causa da Cefaleia do Tipo Tensional

 Embora as causas da cefaléia tensional sejam pouco conhecidas, sabe-se que o estresse físico e/ou psicológico é o fator desencadeante mais comum das crises dolorosas, seguido por quadros de depressão e ansiedade [2, 20, 21], especialmente na cefaleia tensional crônica [14].

A má postura e falta de posicionamento ergonômico de trabalho podem contribuir para os quadros de CTT por afetar a tensão dos músculos do pescoço e do ombro [14, 22].

Outros fatores, como alteração climática, presença de noites mal dormidas, má alimentação, bruxismo, dificuldades para enxergar, menstruação e desidratação podem levar a episódios de CTT [1, 14, 23-25].

Em relação ao histórico familiar do paciente, ainda se discute qual o papel da genética nesse quadro [26, 27], podendo ou não a cefaleia tensional ter um componente hereditário.

CausaDescrição
EstresseO estresse e a tensão podem desencadear dores de cabeça, especialmente se forem frequentes e intensos.
Tensão muscularO aperto dos músculos do pescoço e do couro cabeludo pode causar dores de cabeça tensionais.
PosturaMá postura pode sobrecarregar os músculos do pescoço, resultando em dores no pescoço e na cabeça.
DormirNão dormir o suficiente ou a má qualidade do sono pode causar dores de cabeça tensionais.
CafeínaA cafeína pode atuar como estimulante e causar dores de cabeça tensionais, especialmente se você consumir muito.
ÁlcoolBeber álcool pode causar desidratação, o que pode levar a dores de cabeça tensionais.


Sintomas da Cefaleia do Tipo Tensional

De acordo com a frequência de aparecimento de sintomas e duração da crise, o quadro de CTT pode ser classificado em pouco frequente, muito frequente ou crônico [16, 21]. Seus sintomas geralmente duram de 30 minutos a 7 dias, sendo que a cefaleia tensional crônica deve ocorrer por mais de 15 dias por mês para receber esse diagnóstico [26].

O principal sintoma da cefaleia tensional é a dor leve a moderada em forma de pressão na cabeça, localizada geralmente de forma bilateral [7].

O episódio doloroso geralmente se inicia na região occipital ou frontal lateral, se espalhando pela região temporal e parietal em ‘forma de faixa’, podendo também irradiar para a região cervical [1], nuca ou testa [7].

Há relatos de sensação de pressão atrás dos olhos e sensibilidade excessiva no ombro [14] e pescoço [28], além de fadiga crônica e dificuldade de concentração [29] durante as crises. Sensibilidade à palpação em músculos pericraniais também são observados nos pacientes com cefaleia tensional [1].

Geralmente não há sintomas gastrointestinais envolvidos, e também não há a presença de episódios de áurea, e o quadro doloroso não é agravado por atividades físicas – principais diferenças observadas para com a crise de enxaqueca [15, 30, 31].


E Enxaqueca? Quais seriam os sintomas?

Sintomas Enxaqueca
  • A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça caracterizada por fortes dores de cabeça recorrentes.
  • É três vezes mais comum em mulheres do que em homens.
  • Pode causar dor moderada a intensa, geralmente em um lado da cabeça.
  • As enxaquecas podem durar até 72 horas e podem ser acompanhadas por outros sintomas, como náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
  • A enxaqueca geralmente é desencadeada por certos alimentos, estresse e alterações nos padrões de sono ou hormônios.
  • Não há cura para a enxaqueca, mas existem tratamentos disponíveis para controlar os sintomas.


Diagnóstico diferencial: Cefaléia Tensional x Enxaqueca

EnxaquecaDor de cabeça tensional
Geralmente afeta um lado da cabeçaGeralmente afeta os dois lados da cabeça
Pode durar até 72 horasGeralmente dura algumas horas
A dor é latejante ou pulsanteA dor é constante e incômoda
Pode ser acompanhado por outros sintomas como náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao som (Aura)Geralmente não acompanhado de outros sintomas (Sem Aura)
Desencadeado por certos alimentos, estresse e alterações nos padrões de sono ou hormôniosDesencadeado por tensão muscular, estresse e ansiedade



Comorbidades da Cefaléia

Adicionalmente, também são descritas algumas comorbidades associadas à CTT, como a disfunção temporomandibular [32], e depressão e ansiedade [19].

Não está claro, entretanto, se a depressão e ansiedade causam a CTT, ou atuam de maneira bidirecional nesse processo, sendo causa e consequência desse quadro clínico [4, 33].

Outras possibilidades incluem:


Diagnóstico da cefaléia tensional

ressonancia cefaleia enxaqueca

 Não há a presença de biomarcadores para o diagnóstico dessa cefaleia [13], sendo as diretrizes para seu diagnóstico propostas pela International Headache Society, que considera as características das dores de cabeça, sua duração e possível presença de fatores agravantes [15].

Frequentemente são realizados diagnósticos de exclusão, especialmente de enxaqueca, pela ausência e/ou quase ausência de sintomas gastrointestinais, fotofobia, fonofobia e presença de aura nas crises [4, 15, 30, 31].

Além do histórico do paciente, o diagnóstico de cefaleia tensional também é baseado em exames clínicos, neurológicos e, em alguns casos, de neuroimagem.

Exames de sangue, que podem ser utilizados inicialmente, para triagem:

Teste de laboratórioFinalidade
Hemograma completoPara descartar anemia e outras condições que possam estar causando a dor de cabeça.
Hormônio estimulante da tireoide (TSH)Para verificar anormalidades da tireoide, que podem causar dores de cabeça.
Proteína C-Reativa (PCR)Para rastrear inflamações e infecções, que podem causar dores de cabeça.
Teste de função hepáticaPara verificar danos no fígado, que podem causar dores de cabeça.
Nível de vitamina B12Para descartar uma deficiência, que pode levar a dores de cabeça tensionais.
Nível de ácido úricoPara verificar se há níveis elevados de ácido úrico, que podem causar dores de cabeça tensionais.


Exame físico para cefaléia tensional

Dentre os exames físicos, destaca-se a palpação manual de músculos pericraniais e a avaliação da postura do paciente [21, 23, 34]. Exames clínicos e de neuroimagem são importantes para descartar outras patologias com sintomatologia similar [34].


Exames complementares para diagnóstico

Hemograma, tomografia computadorizada e de ressonância magnética são feitos a fim de obter um diagnóstico diferencial especialmente de presença de tumores cerebrais, sinusite, hipertensão intracraniana e desordem temporomandibular [23, 35], sendo especialmente recomendados quando há a presença de um padrão atípico de dores de cabeça, convulsões e/ou doenças sintomáticas associadas [31, 36].

É importante observar que há pacientes com quadros de cefaleia mista (episódios de enxaqueca conjugada à CTT), o que pode dificultar o diagnóstico correto do quadro clínico [1, 13, 34].

Adicionalmente, o diagnóstico da CTT em crianças e adolescentes é mais complexo pela sobreposição com sintomas de enxaqueca [6].


Tratamento da cefaléia

Como a fisiopatologia da Cefaleia do Tipo Tensional não é bem conhecida, o seu tratamento varia de acordo com a causa, podendo ser medicamentoso ou não medicamentoso. Ainda, o tratamento pode ser classificado como preventivo ou sintomático [7].

O tratamento sintomático tem como principal objetivo abortar as crises. As principais classes de fármacos utilizados para tal finalidade são os anti-inflamatórios não-esteroidais e os analgésicos, destacando-se o uso do ibuprofeno e do paracetamol[1, 9, 21, 37].

Tais medicamentos já foram descritos como capazes de controlar os sintomas dolorosos até duas horas depois da sua administração[9], tendo seu efeito potencializado caso administrado juntamente com cafeína [34].

O uso de relaxantes musculares são desencorajados tanto pela baixa eficácia comprovada, como pelo risco de habituação[23]. Também são eficazes para ajudar no controle da dor a aplicação de compressas frias na testa, massagem no couro cabeludo e aplicação de calor no pescoço e na nuca [14].


Tratamento preventivo

cefaleia cronica tensional

Já o tratamento preventivo é usado com objetivo de impedir que as crises ocorram.  Nesse sentido, destacam-se, no panorama geral, o tratamento dentário, melhoria nas condições de trabalho, na postura, e em hábitos alimentares e de sono.

Estudos demonstram uma eficácia de fisioterapia [38], terapia cognitivo comportamental [39] e biofeedback [34] no controle preventivo a dores. Em relação ao tratamento preventivo medicamentoso, destaca-se o uso de antidepressivos tricíclicos e inibidores de recaptação de serotonina [40], sendo o primeiro mais eficaz a longo prazo [10] e ambos com efeitos profiláticos relacionados à diminuição da frequência e da duração da cefaleia tensional crônica, mas não da episódica [5].

Dentre os antidepressivos com maior eficácia, destaca-se a amitriptilina [11], cujo mecanismo de ação pode envolver a inibição da recaptação de serotonina, antagonismo de NMDA, e potencialização de opioides endógenos[23], sendo efetivo ao longo do tempo e mais eficaz que o uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina nesse quadro de cefaleia crônica.

Para quadros refratários, alguns estudos propõe o uso de injeção de toxina botulínica, mas sua eficácia no tratamento profilático ainda é discutida[14, 23, 41-43].

Embora esse quadro de cefaleia seja o mais prevalente na população em geral, os pacientes com cefaleia tensional procuram menos ajuda médica do que os com quadros de enxaqueca (aproximadamente 16% vs. 56%, respectivamente), justamente devido à intensidade leve e moderada da crise, que leva à automedicação dos pacientes [13, 23, 44].

Entretanto, é importante frisar que o tratamento errado e/ou o excesso de medicação podem cronificar o quadro doloroso, dificultando a profilaxia posterior[34].

Além do uso indiscriminado de medicamentos, a cronificação da cefaleia tensional pode ser consequência da exposição prolongada a fatores estressantes e desencadeadores, além de quadros de ansiedade e depressão [5, 45].


Prognóstico

De forma geral, o prognóstico de pacientes com cefaleia tensional episódica e crônica é considerado bom, sendo o tratamento medicamentoso e não-medicamentoso eficazes no controle da dor e na diminuição da frequência das crises  [9-11].


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Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM 158074 / RQE 65523, 65524 | Médico especialista em Acupuntura e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

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CRM 158074 / RQE 65523, 65524 | Médico especialista em Acupuntura e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

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