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Pálpebra tremendo (Mioquimia Facial ou Blefaroespasmo): Entenda as Causas e como Aliviar

28 de abril de 2023 by Dr. Andrew Seung Ho Park

A pálpebra tremendo, também conhecida como blefaroespasmo ou mioquimia facial, é um fenômeno comum e inofensivo, mas que pode assustar as pessoas.

Como cuidar dos olhos sem atrasar avaliação

Dor intensa, perda de visão, sensibilidade à luz ou trauma ocular justificam avaliação. Informe se usa lentes de contato. Um colírio inadequado pode piorar o problema.

Sinais que orientam a decisão

SinalO que significa na prática
Coceira e lacrimejamentoPode ocorrer em alergia ou irritação ambiental, principalmente quando é bilateral e recorrente.
Secreção espessaPode sugerir infecção e precisa de avaliação se persistir ou vier com dor.
Dor ou fotofobiaÉ sinal de alerta, especialmente se houver vermelhidão intensa ou baixa visual.
Uso de lente de contatoAumenta a cautela porque algumas infecções podem evoluir mais rápido.
Crianças pequenasTeste, triagem e acompanhamento ajudam a evitar atraso em problemas de visão.

Cuidados seguros enquanto observa

  • Evite coçar os olhos e lave as mãos antes de tocar a região.
  • Não use colírio com antibiótico, corticoide ou anestésico sem orientação.
  • Suspenda lente de contato se houver dor, vermelhidão ou secreção.
  • Procure atendimento rápido se houver baixa de visão, trauma, dor forte ou sensibilidade à luz.

Como a conduta costuma ser decidida

O tratamento depende da causa provável: alergia, ressecamento, conjuntivite, inflamação, corpo estranho e alteração de visão têm caminhos diferentes.

Quando o quadro é recorrente, unilateral, doloroso ou muda a visão, o exame oftalmológico é mais importante do que repetir colírios por tentativa.

Pálpebra tremendo costuma ser benigno quando é breve, mas merece avaliação se persiste por semanas, fecha o olho involuntariamente, envolve outros músculos, vem com fraqueza facial, dor, baixa visão ou uso recente de medicamentos que possam interferir.

O tremor da pálpebra ocorre quando os músculos das pálpebras apresentam movimentos involuntários e repetitivos, causando uma sensação desconfortável e, às vezes, irritante. Esse sintoma pode ser atribuído a uma variedade de causas, desde fatores banais até problemas de saúde mais sérios.

Os fatores mais comuns que podem levar ao tremor nas pálpebras são o estresse, ansiedade, cansaço, consumo excessivo de cafeína e álcool, e a exposição a ambientes com fumo ou luz intensa. No entanto, é importante estar atento aos casos em que os tremores persistem por longos períodos ou são acompanhados de outros sintomas, pois isso pode indicar a necessidade de procurar a avaliação de um especialista.

Apesar dos tremores palpebrais na maioria das vezes não representarem riscos à saúde, entender as causas e possíveis tratamentos pode ajudar a lidar melhor com o desconforto e prevenir a recorrência do problema.

Vale a pena investir em hábitos saudáveis, como dormir bem, controlar o estresse e evitar o consumo excessivo de substâncias estimulantes, contribuindo para a qualidade de vida e o bem-estar.

O Que É Palpebra Tremendo?

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O tremor das pálpebras é caracterizado um espasmo involuntário e repetitivo das pálpebras, mais comum na pálpebra superior do olho, mas também pode ocorrer na pálpebra inferior em alguns casos.

Essa contração involuntária acontece por conta da ação dos músculos ao redor dos olhos e pode durar poucos segundos ou, em determinadas situações, ser mais persistente. A mioquimia não possui força suficiente para mover as articulações, sendo apenas um movimento rápido e localizado no músculo afetado.

A ocorrência de pálpebra tremendo envolve diversos fatores. O mais comum é devido ao estresse, que causa várias alterações no organismo, especialmente no funcionamento dos músculos. Hormônios liberados quando uma pessoa está estressada influenciam nesses tremores. Outras causas incluem o consumo de substâncias como a cafeína e o álcool, podendo gerar esses episódios de espasmos nas pálpebras.

É importante mencionar que, embora a maioria dos casos de pálpebra tremendo seja benigna e temporária, se os sintomas persistirem ou se agravarem, é recomendado procurar a atenção de um especialista, pois pode indicar problemas de saúde mais graves.

Fatores que podem desencadear a mioquimia facial

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Embora não seja uma doença grave, a mioquimia facial pode ser desencadeada por diversos fatores, como:

  1. Privação de sono: dormir menos de sete horas por noite pode afetar negativamente sua saúde e aumentar o risco de tremores palpebrais. Para melhorar a qualidade do sono, tente dormir pelo menos sete horas por noite e, se necessário, busque ajuda médica.
  2. Estresse: preocupações e ansiedade podem ser responsáveis pelo tremor palpebral. Use respiração lenta por alguns ciclos, desacelere e busque ajuda de um psiquiatra, caso a ansiedade esteja prejudicando sua qualidade de vida.
  3. Excesso de cafeína: consumir mais de 250-300 mg de cafeína por dia pode causar tremores palpebrais. Reduza o consumo de café e outras bebidas cafeinadas para aliviar o problema.
  4. Tempo excessivo de tela: passar muito tempo em frente a computadores, TVs e celulares também pode contribuir para a mioquimia facial. Reduza o tempo de tela e ajuste a luminosidade e o tamanho da fonte das telas para maior conforto.

Causas de Pálpebra Tremendo

Estresse e Ansiedade

O estresse e a ansiedade são causas comuns para o tremor na pálpebra. A liberação de hormônios relacionados ao estresse pode afetar o funcionamento de músculos e causar espasmos involuntários, como ocorre na pálpebra tremendo.

Cansaço e Poucas Horas de Sono

A falta de sono e o cansaço também são fatores que contribuem para o tremor na pálpebra. Dormir poucas horas ou ter uma qualidade de sono ruim pode levar a uma maior propensão a espasmos involuntários na região dos olhos.

Consumo de Cafeína e Álcool

O consumo excessivo de substâncias como cafeína e álcool pode causar tremores na pálpebra. A cafeína tem efeito estimulante no sistema nervoso, enquanto o álcool pode causar desidratação e desequilíbrio eletrolítico, o que pode levar a contrações musculares involuntárias.

Olho Seco e Alergias

Condições como olho seco e alergias também podem causar espasmos na pálpebra. A exposição a um ambiente seco, a presença de fumaça ou a sensibilidade à luz são fatores que podem causar irritação nos olhos e levar a tremores na pálpebra.

Alimentos e nutrientes

Alguns alimentos comuns do nosso cotidiano também podem provocar esses tremores, como a alta ingestão de bebidas alcoólicas e café. Além disso, a falta de algumas vitaminas essenciais para o corpo, como a vitamina B12 e minerais como potássio e magnésio, e a ingestão insuficiente desses nutrientes também são fatores que podem causar espasmos involuntários em pequenos músculos, como nos músculos da pálpebra.

Patologias Associadas

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Blefaroespasmo e Distonia

O blefaroespasmo é uma condição que causa contrações involuntárias e repetidas das pálpebras, decorrentes de estresse, fadiga ou exposição à luz. A distonia, por sua vez, é uma desordem neurológica que provoca contrações musculares involuntárias, resultando em movimentos anormais e posturas. Ambas as condições podem ocorrer juntas ou separadamente, levando ao tremor das pálpebras.

Espasmo Hemifacial

O espasmo hemifacial causa contrações involuntárias dos músculos de um lado da face, incluindo a pálpebra. Esta condição pode ser causada por irritação de um nervo facial ou compressão vascular. Quando afeta a área das pálpebras, pode levar ao tremor palpebral.

Síndrome de Tourette e Esclerose Múltipla

A síndrome de Tourette é uma desordem neurológica caracterizada por tiques motores e vocais. Estes movimentos involuntários podem afetar a pálpebra, causando tremor. A esclerose múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso central, podendo também levar a tremores nas pálpebras devido à disfunção dos nervos que controlam os músculos.

Uveíte e Nistagmo

A uveíte é a inflamação da úvea, parte do olho responsável pela nutrição e drenagem do fluido ocular. Esta inflamação pode causar desconforto nas pálpebras e tremores. O nistagmo, por sua vez, é um movimento involuntário e rápido dos olhos, que pode levar ao tremor das pálpebras, especialmente se associado a outros sintomas oculares.

Paralisia de Bell

A paralisia de Bell (paralisia facial periférica) é um distúrbio neurológico que provoca fraqueza ou paralisia dos músculos de um lado da face. Quando afeta os músculos da pálpebra, pode causar tremor ou contrações involuntárias.

Sinais e Sintomas

Tremor nas pálpebras é comum. Algumas pessoas podem apresentar vermelhidão nas pálpebras e coceira, além do tremor. Esses sintomas podem ser temporários e durar alguns segundos, ou serem persistentes e durar horas ou até mesmo dias.

O tremor das pálpebras pode estar relacionado ao sistema nervoso autônomo e estresse. Sensibilidade dos músculos das pálpebras às catecolaminas (adrenalina, noradrenalina) e a estimulação do sistema nervoso autônomo podem ser um dos motivos para o tremor na pálpebra.

Em casos mais raros e persistentes, tremores nos olhos podem ser um sintoma de um distúrbio neurológico. Portanto, se a pessoa apresenta tremor nas pálpebras acompanhado de outros sintomas, como dor ou dificuldade em abrir e fechar o olho, é importante procurar orientação médica.

É válido destacar que a mioquimia palpebral, nome técnico do tremor da pálpebra, é um fenômeno benigno e não é motivo para preocupação. No entanto, observar seu nível de estresse, cansaço e qualidade do sono pode ajudá-lo a entender e controlar melhor os tremores.

Reduzir a ingestão de cafeína, álcool e tabaco também pode ser útil na prevenção desse sintoma.

Soluções práticas

Para aliviar temporariamente, compressa limpa e pausa visual podem ajudar quando há irritação leve. A conduta mais útil é identificar fatores que mantêm o tremor, como privação de sono, cafeína, estresse, irritação ocular ou uso de medicamentos.

Identifique as causas e veja se é possível eliminá-las para ficar livre dos tremores.

Tremores nas pálpebras – pode ser por ansiedade?

gabapentina ansiedade

Muitas pessoas, quando estressadas, sentem azia, mal-estar, tremores nas mãos e nos pés, e outras têm esses tremores nas pálpebras. Algumas das causas mais comuns são cansaço, estresse, ansiedade, nervosismo e excesso de trabalho no cotidiano.

Quando estamos estressados, liberamos hormônios como o cortisol, que agem no sistema nervoso autônomo (aquele que não depende da nossa vontade) e controlam funções como respiração, temperatura e digestão. Esses hormônios podem gerar estímulos nas pálpebras, causando contrações involuntárias e repetitivas.

Cuidado com uso excessivo de computador ou celular

Se você passa muitas horas em frente ao computador ou vidrado na tela do celular, isso pode causar cansaço ocular, deixando os músculos dos olhos e as pálpebras sobrecarregados, o que resulta em contrações involuntárias e tremores palpebrais.

Nestes casos, é recomendável intercalar períodos de trabalho com descanso dos olhos. Por exemplo, descanse seus olhos olhando para longe por 15 minutos a cada hora de uso do computador.

Quando buscar ajuda médica

Embora a mioquimia facial geralmente não seja um sinal de algo grave, é importante estar atento a possíveis complicações.

Se o tremor na pálpebra induzir piscadas involuntárias ou se ocorrerem contrações musculares no rosto do mesmo lado, é essencial buscar um neurologista para investigar outras condições, como o blefaroespasmo ou o espasmo hemifacial.

Nistagmo: um problema diferente

É importante diferenciar a mioquimia facial do nistagmo, caracterizado por movimentos rápidos e involuntários dos olhos. O nistagmo está relacionado a problemas no sistema vestibular, que faz parte do labirinto do ouvido interno, e pode estar associado a doenças como a labirintite e os cristais soltos.

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  • Sintomas de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: doenças dos olhos
  • CDC: saúde da visão

Arquivado em: Oftalmologia, Sintomas de A-Z

Testosterona feminina em gel emagrece? Riscos

28 de abril de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Testosterona feminina em gel não deve ser usada como estratégia de emagrecimento. Testosterona pode alterar composição corporal em contextos específicos, mas usar hormônio para perder peso sem diagnóstico expõe a acne, aumento de pelos, queda de cabelo, alteração de voz, alterações de humor, clitóris aumentado, mudanças de colesterol e risco de dose excessiva.

Em mulheres, a indicação deve ser individual e baseada em queixa, exame, histórico, medicamentos e objetivos claros. Fadiga, baixa libido, ganho de peso e desânimo podem ter muitas causas: sono, depressão, tireoide, menopausa, anemia, dor crônica, alimentação e sedentarismo.

O que separar antes de usar hormônio

PerguntaPor que importaRisco de erro
Qual é a indicação?Hormônio precisa objetivo clínico.Tratar peso sem causa definida.
Há exame e dose?Excesso muda segurança.Virilização e efeitos metabólicos.
Há outras causas?Fadiga e peso são multifatoriais.Atrasar diagnóstico.
Como monitorar?Resposta e efeitos precisam revisão.Manter dose inadequada.

Quando procurar revisão

Procure orientação se surgirem acne intensa, pelos em excesso, queda de cabelo, engrossamento da voz, irritabilidade, aumento do clitóris, sangramento anormal ou uso sem prescrição. Alguns efeitos podem não reverter completamente.

Se a meta é emagrecimento, o plano deve avaliar risco metabólico, alimentação, treino, sono, medicamentos e menopausa quando relevante. Hormônio sem indicação pode parecer sofisticado, mas não substitui diagnóstico.

Também é importante evitar transferência do gel para outras pessoas por contato de pele. Esse risco é especialmente relevante para crianças e gestantes, e reforça que o uso precisa de orientação clara sobre aplicação e higiene.

Antes de atribuir peso à testosterona baixa, vale investigar tireoide, menopausa, resistência à insulina, depressão, apneia do sono e perda de massa muscular. Esses problemas podem coexistir e pedir tratamentos diferentes.

Uso manipulado ou sem controle laboratorial aumenta o risco de dose excessiva e efeitos difíceis de reverter.

Testosterona feminina em gel não deve ser usada como estratégia de emagrecimento. Quando há indicação médica, o foco costuma ser outro, e o uso sem avaliação pode causar efeitos indesejados em pele, pelos, voz, ciclo menstrual e outros sistemas.

O modo de aplicação depende da formulação prescrita. Em geral, o produto deve ser usado apenas na pele orientada pelo profissional ou pela bula, com cuidado para evitar contato do gel com outras pessoas.

A testosterona em gel para mulheres só deve ser considerada em situações selecionadas, quando há indicação clínica, avaliação de sintomas, revisão de exames e plano claro de monitoramento.

Contudo, a relação entre o percentual de gordura e os níveis de testosterona faz com que muitas pessoas questionem se o gel de testosterona ajuda a emagrecer ou engordar.

Afinal, testosterona feminina em gel emagrece?

Existe relação entre testosterona, massa muscular, gordura corporal e metabolismo, mas isso não significa que testosterona em gel seja tratamento para emagrecer.

Estudos observam associação entre alterações hormonais, composição corporal e sobrepeso ou obesidade. Associação, porém, não prova que repor testosterona em gel cause perda de peso segura ou previsível.

Quando há deficiência comprovada e indicação, a reposição pode modificar alguns marcadores de composição corporal em casos específicos. Mesmo assim, o objetivo do tratamento não deve ser “emagrecer” e o resultado depende de dose, treino, alimentação, sono e condição de base.

Por isso, testosterona feminina em gel não deve ser usada como recurso estético ou atalho para perder peso. A discussão faz sentido apenas quando existe suspeita clínica consistente e acompanhamento adequado.

Assim, não é correto afirmar que testosterona feminina em gel “emagrece”. Peso, gordura corporal, massa muscular e sintomas precisam ser avaliados como partes de um quadro maior.

Para controle de peso, as medidas com melhor base continuam sendo alimentação, atividade física, sono, manejo de doenças associadas e revisão de medicamentos que possam interferir no peso.

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Ganho de massa muscular

A testosterona participa da fisiologia muscular, mas o efeito de uma reposição em gel depende da indicação, da dose, do estado hormonal, da alimentação e do treino de força. Não deve ser tratada como anabolizante para definição corporal.

Força e massa muscular dependem principalmente de treino progressivo, proteína suficiente, sono, idade, doenças associadas e regularidade. Hormônios entram nessa conta, mas não substituem esses fatores.

Se a meta é ganhar massa muscular, a prioridade é entender se há indicação médica para o hormônio e construir um plano de treino e alimentação. Sem isso, a reposição tende a trazer mais risco do que benefício estético.

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Testosterona baixa e peso: cuidado com conclusões rápidas

Níveis hormonais podem se relacionar com massa muscular, energia e composição corporal, mas ganho de peso raramente tem uma causa única.

A quantidade de massa muscular influencia o gasto energético, mas essa é apenas uma parte do quadro. Alimentação, sono, menopausa, medicamentos, dor, atividade física e resistência à insulina também podem pesar.

Quando há deficiência hormonal real, pode haver impacto em energia, libido, bem-estar e composição corporal. Ainda assim, a conduta precisa confirmar o diagnóstico e acompanhar benefício e efeitos adversos.

Excesso de adiposidade e alterações hormonais podem se influenciar em algumas pessoas, mas a interpretação deve ser individual, especialmente quando há menopausa, síndrome dos ovários policísticos, diabetes, tireoide ou uso de medicamentos.

Em resumo, testosterona baixa pode entrar na investigação, mas não deve virar explicação automática para ganho de peso nem justificativa para usar hormônio sem diagnóstico.

Peso, aromatase e testosterona: relação possível

A baixa produção de testosterona em mulheres pode ter diferentes explicações. Em algumas situações, composição corporal, sedentarismo e alimentação entram na conversa, mas não explicam todos os casos.

O tecido adiposo participa da atividade da aromatase, enzima envolvida na conversão de hormônios. Isso ajuda a explicar por que peso, menopausa e hormônios podem se relacionar.

Essa relação não deve ser lida como uma regra simples. O médico precisa juntar sintomas, exames, idade, ciclo menstrual, menopausa, medicamentos e outras doenças antes de atribuir o quadro à testosterona.

Sintomas de baixa dosagem de testosterona 

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Embora seja conhecida popularmente como “hormônio masculino” a testosterona também é produzida no corpo feminino, mas em quantidades bem menores.

Nesse sentido, o pico na produção acontece na juventude, por volta dos 18 aos 29 anos e em seguida começa a diminuir gradativamente conforme a idade vai avançando.

Com o envelhecimento e a transição hormonal, algumas mulheres relatam mudança de composição corporal, energia e massa muscular. Esses sinais também podem ter outras causas.

Alguns sintomas podem levar o profissional a investigar hormônios, sem que isso confirme deficiência de testosterona por si só:

  • Cansaço extremo;
  • Redução da líbido;
  • Dificuldade para dormir;
  • Aumento dos níveis de estresse;
  • Depressão;
  • Queda de cabelo;
  • Dificuldade de concentração.

Como acompanhar os níveis de testosterona?

Quando há suspeita clínica, o profissional pode avaliar exames hormonais e também investigar causas não hormonais dos sintomas. A lista pode incluir, conforme o caso:

  • Estrogênio;
  • Progesterona;
  • Testosterona.

Terapia de reposição 

A terapia hormonal pode ser considerada em situações específicas, especialmente quando há sintomas relevantes, indicação clara e avaliação de riscos. Ela não é opção automática para toda mulher na menopausa.

Quando indicada, a terapia pode envolver diferentes formulações e vias de uso. O gel de testosterona é uma possibilidade em alguns contextos, mas dose, duração e monitoramento são parte central da segurança.

A escolha da via não deve depender apenas de preferência. Também entram risco de dose excessiva, transferência para outras pessoas, resposta clínica, exames e efeitos adversos.

Além disso, é importante saber que o uso inadequado de testosterona provoca diversos efeitos colaterais.

Portanto, a terapia de reposição hormonal deve ser acompanhada e supervisionada por um médico especialista.

Hábitos que podem ajudar no contexto hormonal

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Hábitos de saúde não substituem tratamento quando há uma condição hormonal definida, mas podem melhorar energia, composição corporal, sono e saúde metabólica.

O efeito real depende da causa dos sintomas e da regularidade do cuidado. O objetivo é melhorar saúde e função, não forçar níveis hormonais sem necessidade.

  1. Treino de força: ajuda a preservar massa muscular, força, sensibilidade à insulina e função, independentemente de aumentar ou não testosterona;
  2. Dormir o suficiente: É preciso dormir uma quantidade suficiente para evitar desequilíbrios hormonais;
  3. Suplementos e fitoterápicos: não devem ser usados como substitutos de diagnóstico. Podem interagir com remédios e precisam de orientação quando há doença, gestação ou uso de medicamentos;
  4. Atividade física regular: exercícios aeróbicos e resistidos ajudam no controle metabólico, condicionamento e composição corporal;
  5. Sono e estresse: sono ruim e estresse crônico podem piorar energia, fome, humor e adesão ao cuidado;
  6. Nutrição adequada: investigar deficiências nutricionais pode ser útil quando há sintomas, mas suplementar sem necessidade não corrige todos os quadros.

Testosterona gel feminino emagrece: Perguntas Frequentes

A vitamina D influencia a produção de testosterona?

Vitamina D baixa pode afetar saúde geral, osso, músculo e disposição, mas não deve ser tratada como causa única de baixa testosterona. A interpretação depende de exames e do quadro clínico.

Como a testosterona em gel age no corpo feminino?

A testosterona em gel é absorvida pela pele e pode elevar níveis hormonais quando há indicação. A resposta varia; melhora de libido ou bem-estar não deve ser prometida em prazo fixo, e o tratamento precisa monitorar dose e efeitos adversos.

Fontes úteis

  • ACOG: saúde da mulher
  • CDC: saúde materna e infantil
  • MedlinePlus: saúde da mulher

Fontes úteis

  • MedlinePlus: testosterone topical
  • DailyMed: testosterone gel labels
  • MedlinePlus: weight control

Arquivado em: Curiosidades, Ginecologia e Obstetrícia

Pregabalina emagrece? Peso, apetite e cuidados

28 de abril de 2023 by Dr. Carlos Roberto Babá

Pregabalina não é medicamento para emagrecer. Pelo contrário: em algumas pessoas ela pode estar associada a aumento de peso, edema, sonolência e mudança de atividade física. Se alguém perdeu peso usando pregabalina, é preciso investigar dor, apetite, humor, náusea, doença de base, outros remédios e mudança de rotina antes de atribuir o efeito ao medicamento.

Ela é usada em condições como dor neuropática, fibromialgia e crises epilépticas em contextos específicos. Usar ou ajustar pregabalina com objetivo de peso é inadequado e pode causar tontura, sedação, quedas, dependência em alguns contextos e sintomas de retirada se interrompida abruptamente.

Como acompanhar peso usando pregabalina

MudançaO que considerarConduta
InchaçoEdema pode aumentar peso.Relatar se progressivo.
Mais fomePode mudar ingestão.Monitorar rotina alimentar.
Menos atividadeDor ou sonolência reduzem gasto.Ajustar tratamento e reabilitação.
Perda de pesoNão é efeito esperado principal.Investigar se involuntária.

Quando revisar dose ou alternativa

Converse com o prescritor se houver edema, ganho de peso rápido, falta de ar, sonolência incapacitante, tonturas, quedas, alteração de humor ou desejo de suspender. A interrupção deve ser orientada, porque parar de uma vez pode piorar sintomas.

Se a meta é emagrecer, o plano deve ser separado do tratamento da dor ou epilepsia. Às vezes melhorar dor permite mover mais; isso é diferente de dizer que a pregabalina emagrece.

Uma forma objetiva de acompanhar é anotar peso, edema, dose, sonolência, apetite e nível de atividade nas primeiras semanas após iniciar ou ajustar. Isso ajuda a decidir se o problema é efeito adverso, melhora da dor ou outra mudança de rotina.

Se a pregabalina melhorou a dor e a pessoa voltou a caminhar, o peso pode melhorar por retomada de função. Esse benefício indireto não deve ser confundido com ação emagrecedora do medicamento.

Se o peso sobe junto com inchaço nas pernas, a prioridade é avaliar edema e segurança, não apenas dieta.

Pregabalina não é indicada para emagrecer. Em algumas pessoas, o tratamento pode alterar apetite, retenção de líquido ou peso; por isso, qualquer mudança importante deve ser acompanhada pelo médico que prescreveu o medicamento.

Além disso, também é prescrito para casos de epilepsia, dores neuropáticas e no transtorno da ansiedade generalizada (TAG).

Todavia, muitos pacientes relatam que o uso de  pregabalina causa interferências no peso.

Pregabalina emagrece? Peso, apetite e cuidados

Como funciona a Pregabalina  

Pregabalina é um remédio anticonvulsivante, ou seja, evita as convulsões causadas por dores neuropáticas, tendo ação central no cérebro, mais especificamente na região conhecida como lobo temporal.

Dessa maneira, não se trata de um medicamento antidepressivo, pois atua na transmissão dos sinais nervosos para os músculos, onde consegue exercer uma ação analgésica.

Por sua vez, as dores crônicas causadas pela hiperatividade no sistema nervoso podem transmitir uma sensação de dor e incômodo.

É aí que o medicamento exerce ação, pois atua diminuindo as dores e evitando os danos capazes de as originar.

A resposta à pregabalina varia conforme indicação, dose, função renal, outros remédios e intensidade dos sintomas. Algumas pessoas percebem benefício cedo; outras precisam de ajuste gradual e acompanhamento de efeitos como tontura, sonolência, edema e apetite.

Ainda que alguns estudos indicaram que a Pregabalina possa diminuir a quantidade de sinais elétricos transmitidos pelos nervos, a comunidade científica ainda não encontrou uma resposta exata para a explicação de como o medicamento funciona no organismo.

Relação entre Pregabalina e Emagrecimento

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Um estudo publicado pela farmacêutica Pfizer concluiu que aproximadamente 9% dos pacientes em uso de Pregabalina apresentam ganho de peso, após algumas semanas tomando a medicação.

Uma das explicações para este resultado é que o remédio induz a um aumento no apetite, sendo este um dos efeitos secundários no tratamento.

Além disso, a Pregabalina parece conseguir interagir no metabolismo das células, contribuindo para deixar o corpo mais lento. Porém, em geral, o ganho de peso não é um dos efeitos colaterais comuns no tratamento com Pregabalina.

Nesse mesmo estudo, 91% dos pacientes não tiveram ganho nem perda de peso. O resultado do estudo deixa claro, que a Pregabalina não emagrece, tampouco é capaz de engordar a maioria das pessoas saudáveis.

No entanto, existe uma pequena porcentagem que pode apresentar ganho de peso como um dos efeitos colaterais do remédio, ainda que este seja um pequeno número.

Portanto, pode-se afirmar que o Pregabalina não emagrece, contudo, caso faça engordar é possível encontrar outras alternativas para a substituição.

Pregabalina emagrece? Peso, apetite e cuidados

Quem não deve usar o Pregabalina

De maneira geral, indivíduos alérgicos a qualquer componente da fórmula da Pregabalina não devem usá-lo, assim como intolerantes à lactose.

Além disso, diabéticos ou pessoas com síndrome metabólica podem ganhar peso com mais facilidade durante o tratamento.

Já os doentes renais podem usar o medicamento, no entanto, é necessário ajustes nas doses para que algum efeito colateral não surja.

Por sua vez, sintomas associados a insuficiência cardíaca podem ser agravados ou piorados com o uso de Pregabalina, o que faz com que o medicamento não seja a melhor opção para este grupo.

Precauções

O tratamento com Pregabalina costuma trazer efeitos como tontura e sensação de sonolência durante o dia, o que requer atenção das pessoas que dirigem ou operam máquinas.

Por fim, pacientes com problemas alcoólicos, com intolerância a galactose ou com dependência química devem informar o médico sobre essas condições, para a avaliação da melhor opção no tratamento.

Gravidez e Lactação

Na gravidez, a pregabalina exige decisão individual. Não é correto afirmar ausência de risco fetal. A pessoa deve avisar o prescritor se está grávida, tentando engravidar ou amamentando para pesar benefício, alternativa e risco de interromper tratamento.

Gestantes e lactantes não devem trocar tratamento de convulsão, dor neuropática ou fibromialgia por conta própria. Suspensão abrupta pode piorar o quadro; a alternativa precisa ser planejada pelo prescritor.

Este medicamento causa algum efeito colateral?

Cópia - Blog da Saúde (2)

Como dito anteriormente, Pregabalina não emagrece, mas pode fazer alguns pacientes engordarem, sendo este um dos efeitos colaterais secundários.

Além do ganho de peso, o medicamento pode provocar reações alérgicas em algumas pessoas, através de sintomas como:

  • Inchaço no rosto;
  • Erupções na pele;
  • Vermelhidão no pescoço;
  • Feridas nos lábios e na língua.

Tontura, sonolência, alterações de visão, inchaço, dificuldade de concentração, queda, piora de humor, ideias de autoagressão, sintomas respiratórios em pessoas vulneráveis e sintomas de retirada após suspensão abrupta são pontos que precisam ser acompanhados.

Se esses sinais aparecerem, procure orientação. Não interrompa pregabalina abruptamente sem orientação, a menos que haja reação grave que exija atendimento imediato, como falta de ar, inchaço de face ou comportamento de risco.

Sintomas relacionados à superdosagem 

Superdosagem ou uso junto de álcool, opioides, sedativos ou outros remédios que deprimem o sistema nervoso pode aumentar sonolência, confusão, queda, respiração lenta e necessidade de atendimento.

Por fim, sonolência e taquicardia também podem aparecer, o que faz com que o Pregabalina só deva ser usado sob prescrição médica.

Pregabalina: perguntas frequentes

Pregabalina emagrece?

Não. Pregabalina não é tratamento para emagrecer. Mudança de peso durante o uso deve ser interpretada junto de dor, edema, apetite, sonolência, atividade física e outros remédios.

Pode dar sono?

Sim. Sonolência e tontura são efeitos relevantes. Evite dirigir, operar máquinas ou combinar com álcool e sedativos até saber como o medicamento afeta você.

Pode usar por muito tempo?

Pode ser indicada por períodos prolongados em alguns quadros, mas precisa de reavaliação de benefício, efeitos adversos, função renal, humor, quedas e necessidade de manter ou ajustar o tratamento.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: pregabalin
  • MedlinePlus: weight control
  • MedlinePlus: medicines

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Salsicha engorda?

28 de abril de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Salsicha não engorda sozinha, mas é ultraprocessada, rica em sódio e fácil de somar calorias quando vem com pão, molhos, batata e refrigerante. A leitura correta envolve frequência, porção, contexto da refeição e saúde cardiometabólica.

Resposta curta: salsicha pode favorecer ganho de peso quando entra com frequência, porções grandes ou como substituta de refeições mais saciantes. O ponto mais objetivo é que esses produtos costumam ser ultraprocessados, com muito sódio, gordura ou aditivos e pouca saciedade; por isso, frequência e substituições simples importam mais que uma proibição absoluta.

Vale olhar porção, preparo, frequência, objetivo da alimentação e sintomas associados, porque a mesma resposta muda bastante quando existe diabetes, doença renal, alergia, gestação ou uma rotina alimentar já muito restrita.

Relação entre salsicha e ganho de peso 

Existem alimentos que apesar de serem saborosos e práticos, são extremamente calóricos. Este é o caso da salsicha, alimento que acompanha pratos como cachorro-quente, molhos e massas.

Por ser uma opção barata e econômica, a salsicha é comum na alimentação do brasileiro. Porém, o consumo em excesso tem relação direta com a obesidade e o ganho de peso.

Ou seja, mesmo se você consumir pouca quantidade de salsicha, é necessário avaliar se este alimento realmente é necessário na sua rotina alimentar.

Veja agora a composição nutricional da salsicha vendida em supermercados, aquela que é vendida por quilo:

Quantidade em 50 gramas (1 unidade)

  • Calorias: 96
  • Gorduras Totais: 7 g
  • Gorduras Saturadas: 3 g
  • Colesterol: 76 mg
  • Sódio: 560 mg
  • Potássio: 253 mg
  • Carboidratos: 0,7 g
  • Fibra Alimentar:0 g
  • Proteínas: 6,3 g
  • Vitamina C:2 mg
  • Cálcio:18 mg
  • Ferro:1,2 mg

Salsicha costuma concentrar sódio. Consumo frequente de alimentos ricos em sódio pode dificultar o controle da pressão arterial, especialmente quando o restante da dieta também é salgado.

Com relação às gorduras, 7 gramas por unidade é um valor alto, considerando que nem sempre as pessoas comem apenas uma unidade nos lanches.

Uma unidade pode não parecer muito calórica, mas a salsicha costuma entrar em refeições com pão, molhos, refrigerante e outros ultraprocessados. O ganho de peso depende do conjunto da dieta e da frequência.

Sem contar na quantidade de substâncias químicas utilizadas para melhorar o sabor, a textura e a validade deste alimento.

Carnes processadas se associam a maior risco de câncer colorretal em estudos populacionais. Isso não autoriza culpar uma unidade de salsicha por problemas de pele, intestino ou imunidade.

Portanto, a salsicha engorda e mesmo quando consumida em poucas quantidades não é a melhor escolha para acompanhar lanches.

Comer eventualmente é diferente de transformar em rotina. Não existe intervalo universal; a recomendação prática é reduzir frequência e priorizar alimentos menos processados.

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Malefícios da salsicha 

Pode dificultar o controle da pressão

A salsicha é rica em sódio, um mineral importante que auxilia em funções como contração muscular, transmissão de impulsos nervosos, regulação da pressão e equilíbrio dos fluidos corporais.

O sódio é necessário ao corpo, mas excesso frequente aumenta risco de pressão alta em pessoas suscetíveis e pode piorar retenção de líquido.

Por sua vez, a pressão alta aumenta os riscos de surgimento de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e problemas no funcionamento das artérias e veias.

Consumo frequente de carnes processadas aumenta exposição a sódio e pode piorar a qualidade da dieta. Pressão alta e risco cardiovascular dependem do padrão alimentar, histórico, exames e outros fatores de risco.

A referência mais usada é limitar sódio a cerca de 2 gramas por dia, o que corresponde a aproximadamente 5 gramas de sal. Para quem tem hipertensão, doença renal ou insuficiência cardíaca, a meta pode ser mais individualizada.

Por que carnes processadas pedem frequência menor

Alguns estudos tentam estimar impacto populacional de ultraprocessados e carnes processadas, mas esse tipo de número não deve ser lido como perda individual exata a cada unidade consumida.

A leitura correta é mais simples: carnes processadas, quando frequentes, aumentam exposição a sódio, gordura, aditivos e compostos formados no processamento. O risco depende de padrão alimentar, frequência e quantidade.

Carnes processadas são classificadas como carcinogênicas por evidência de associação com câncer colorretal. Isso não significa que uma salsicha tenha o mesmo risco de um cigarro; a classificação fala de evidência de perigo, não de magnitude igual de risco.

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Favorece a obesidade 

Salsicha pode aumentar calorias da refeição quando aparece com pão, molhos e bebidas açucaradas. Gordura abdominal, obesidade e excesso de peso dependem do consumo total, rotina, sono, atividade física e fatores individuais.

Além disso, a obesidade faz com que o acúmulo de substâncias inflamatórias no organismo intensifique-se, causando dores e inchaços no corpo.

Atrapalha o funcionamento intestinal

O ponto prático é que salsicha é um ultraprocessado. Consumo frequente pode piorar a qualidade da dieta, aumentar sódio e deslocar alimentos com mais fibras, mas não deve ser usado para explicar esse tipo de diagnóstico.

Dietas ricas em ultraprocessados podem se associar a pior qualidade alimentar e menor ingestão de fibras. Sintomas intestinais persistentes precisam ser avaliados por padrão, duração e sinais associados.

Pode piorar a qualidade geral da dieta

O problema principal da salsicha é ser um ultraprocessado com sódio, aditivos e gordura, muitas vezes consumido com pão branco, molhos e refrigerante. Isso pode deslocar alimentos mais nutritivos da rotina.

Não é correto atribuir esse tipo de doença ao consumo de salsicha. Se há sintomas persistentes, a investigação deve seguir o quadro clínico, não uma lista genérica de alimentos culpados.

Salsicha engorda?

O que comer no lugar da salsicha?

Existem diversos outros alimentos que podem ser consumidos no lugar de salsicha, pois além de serem mais saudáveis, produzem efeitos benéficos ao corpo.

Dessa forma, veja o que você pode comer no lugar da salsicha:

  1. Ovo cozido, pochê, omelete ou frito: O ovo acompanha saladas, pães e é uma forma de substituir a salsicha;
  2. Queijo e tomate: Substituem a salsicha por outro prato delicioso, a pizza;
  3. Frango ou carne de panela com molho: Podem ser usados no lugar da salsicha no cachorro quente;
  4. Almôndegas de carne moída: na macarronada é uma opção mais gostosa e que oferece uma maior saciedade.

Receita de Cachorro Quente sem salsicha 

Basta substituir a salsicha por frango desfiado ou carne moída e seguir o mesmo passo de preparo de um cachorro quente normal.

Você também pode substituir a batata palha por purê de batata com queijo, e trocar o molho de tomate enlatado pelo molho de tomate caseiro.

Para isso, é só bater 3 ou 4 tomates no liquidificador e levar ao fogo baixo até engrossar e virar um molho. Tempere o molho com ingredientes da sua preferência.

Caso seja preciso, adicione uma colher pequena de amido de milho para encorpá-lo e evitar que o molho de tomate fique muito ralo.

Ponto da escolhaComo interpretar
FrequênciaConsumo eventual pesa menos que hábito semanal ou diário.
SódioPode atrapalhar pressão, retenção de líquido e qualidade da dieta.
AcompanhamentosPão, molhos e frituras costumam pesar mais que a unidade isolada.
SubstituiçãoCarnes, ovos, feijões e preparos simples tendem a ser melhores bases.

Fonte: Ministério da Saúde: Guia Alimentar para a População Brasileira.

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Fontes úteis

  • Ministério da Saúde: Guia Alimentar

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Gabapentina para ansiedade: evidências e cuidados

28 de abril de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Sono, apetite, energia, concentração, uso de álcool, remédios e pensamentos de morte mudam a urgência. Sofrimento persistente ou risco de autoagressão pede ajuda imediata.

A ansiedade é uma condição que afeta muitas pessoas, e o controle adequado dos sintomas é importante para melhorar a funcionalidade, dia-a-dia e qualidade de vida. O tratamento da ansiedade é multidisciplinar, e vários medicamentos podem ser utilizados para seu tratamento.

A Gabapentina é um medicamento mais conhecido por seu uso no tratamento de convulsões, neuropatias e neuropatia diabética, mas também tem sido utilizada na prática clínica como uma opção secundária para tratar a ansiedade leve[1].

Os mecanismos exatos pelos quais a Gabapentina age na ansiedade ainda não são totalmente compreendidos, mas acredita-se que seu efeito no sistema nervoso central desempenha um papel fundamental. Essa medicação atua principalmente nos receptores GABA do cérebro, aumentando sua eficácia e ajudando a regular a atividade cerebral. Ao fazer isso, a Gabapentina pode proporcionar alívio dos sintomas para algumas pessoas ansiosas.

Vale ressaltar que a Gabapentina não é um medicamento oficialmente aprovado para o tratamento da ansiedade, e mais pesquisas são necessárias para entender todos os seus benefícios e efeitos colaterais nesse contexto.

No entanto, a eficácia da Gabapentina no tratamento de distúrbios de ansiedade já foi demonstrada em alguns estudos clínicos, mas é importante considerar cada caso individualmente e consultar um médico especialista antes de iniciar o uso do medicamento.

O Que é Gabapentina?

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A Gabapentina é um medicamento anticonvulsivante usado principalmente para controlar convulsões em pessoas com epilepsia. Também é conhecida pelos nomes comerciais Neurontin. Além de seu uso no tratamento da epilepsia, a Gabapentina é eficaz no tratamento de dores como dor neuropática, como a dor causada pelo herpes zóster (cobreiro), ciatalgia (dor por inflamação do nervo ciático), polineuropatia diabética (inflamação nervosa periférica por diabetes).

A Gabapentina não é considerada um medicamento ansiolítico, como os benzodiazepínicos, mas tem sido estudada para uso no tratamento de transtornos de ansiedade. Sua ação se dá através do aumento dos níveis de ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor inibitório que diminui a atividade elétrica dos neurônios, ajudando a controlar as convulsões e possivelmente contribuindo para a redução da ansiedade.

Existem versões genéricas da Gabapentina disponíveis no mercado, que normalmente são mais acessíveis que as versões de marca. A prescrição de Gabapentina como parte de um plano de tratamento deve sempre ser orientada por um médico qualificado, e seu uso deve ser acompanhado e ajustado conforme a evolução do paciente.

Para Que Serve Gabapentina?

gabapentina ansiedade

Tratamento de Convulsões

A Gabapentina é um medicamento eficaz no tratamento de crises convulsivas, também chamadas de ataques epiléticos. Ela age sobre o cérebro de forma a diminuir a atividade que pode causar crises, auxiliando no controle das mesmas em pessoas com epilepsia.

Dor Neuropática

Além disso, a Gabapentina é eficiente no tratamento de dor neuropática, especialmente a causada por diabetes e o herpes zóster. Este tipo de dor é resultado de danos nos nervos e pode ser caracterizada por:

  • Dor intensa
  • Tremores
  • Sensações de queimação

A Gabapentina ajuda a diminuir a intensidade da dor e a melhorar a qualidade de vida do paciente.

Outras Condições Relevantes

A Gabapentina também é usada em condições de saúde menos comuns. Estas incluem:

  • Ansiedade generalizada e transtornos do pânico: Pode aliviar sintomas de ansiedade, como agitação, estresse e ataques de pânico.
  • Abstinência alcoólica: A Gabapentina pode ajudar a aliviar sintomas de abstinência, como tremores, náusea, vômito, insônia e agitação.
  • Síndrome das pernas inquietas: Pode reduzir a agitação e o desconforto em pacientes com essa condição.
  • Distúrbios do sono: A Gabapentina pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, reduzindo a insônia e a fadiga.
  • Sintomas da menopausa: Pode diminuir os sintomas da menopausa, incluindo os fogachos e as alterações de humor.

Apesar de seu uso em algumas destas condições ser considerado off-label, os médicos podem prescrever Gabapentina quando seus benefícios superem os possíveis riscos.

Gabapentina Serve Para Ansiedade?

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Estudos sugerem que a gabapentina pode ser eficaz em casos de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social e outras formas de ansiedade, como ataques de pânico.

A ansiedade é uma condição complexa que pode se manifestar de várias formas, incluindo transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de ansiedade social e ataques de pânico. Pessoas que sofrem desses transtornos podem experimentar sintomas como medo ou preocupação excessiva, dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade e tensão muscular.

O uso da gabapentina no tratamento da ansiedade é considerado “off-label”, ou seja, não tem a aprovação das agências reguladoras específicas para essa finalidade. No entanto, isso não significa que o medicamento seja ineficaz para aliviar os sintomas de ansiedade[2].

Vários estudos têm investigado o uso da gabapentina como uma opção de tratamento para ansiedade, e muitos apresentam resultados promissores[3].

Ao analisar os diferentes tipos de ansiedade:

  • Ansiedade generalizada: Estudos mostram que a gabapentina pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas em pacientes com TAG.
  • Transtorno de ansiedade social: Há indícios de que a gabapentina seja eficaz no tratamento do transtorno de ansiedade social, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
  • Ataques de pânico: Embora menos estudada para ataques de pânico, a gabapentina mostrou potencial para aliviar os sintomas dessa condição em algumas pesquisas.

Ressalta-se a importância de conversar com um médico antes de iniciar o tratamento com gabapentina para ansiedade. Apenas um profissional qualificado poderá avaliar os benefícios e possíveis riscos do medicamento e determinar a dose adequada.

Efeitos Colaterais e Precauções

Efeitos Colaterais Comuns

A gabapentina pode causar diversos efeitos colaterais comuns, incluindo:

  • Náusea
  • Sonolência
  • Tontura
  • Fadiga
  • Inchaço
  • Ganho de peso
  • Vômito
  • Diarreia
  • Boca seca

É importante ter em mente que nem todos os pacientes apresentarão esses efeitos colaterais, e alguns deles podem desaparecer com o tempo à medida que o corpo se adapta ao medicamento.

Efeitos Colaterais Graves

Alguns efeitos colaterais graves da gabapentina incluem:

  • Pensamentos suicidas
  • Depressão
  • Febre
  • Agitação
  • Alucinações
  • Insônia
  • Visão dupla
  • Perda de memória
  • Problemas renais
  • Anafilaxia

Se algum desses sintomas ocorrerem, é crucial procurar atendimento médico imediatamente.

Interações

A gabapentina pode interagir com outros medicamentos, como o lorazepam, aumentando o risco de efeitos colaterais.

Informe sempre o médico sobre todos os medicamentos e suplementos que está tomando, para evitar interações indesejadas.

Dose e Administração

A dose e a administração da gabapentina variam conforme a idade, condição médica e resposta ao tratamento. Os médicos geralmente iniciam com uma dose baixa e aumentam gradualmente até encontrar a dose adequada para o paciente. É importante seguir as orientações médicas e não aumentar ou diminuir a dose sem consultar o médico.

A dose da gabapentina pode variar de 300mg/dia a 3600mg/dia. A grande maioria dos pacientes adulto recebe tratamento com doses entre 1200mg/dia a 1800mg/dia.

Pacientes com problemas renais, especialmente aqueles em diálise, podem precisar de ajustes na dosagem. Além disso, mulheres grávidas ou amamentando devem informar o médico, pois a gabapentina pode apresentar riscos ao feto ou ao recém-nascido.

Em caso de suspeita de overdose, procure atendimento médico imediatamente. Sintomas de overdose incluem: sonolência extrema, cansaço, fala arrastada e fraqueza. É importante ter cuidado ao administrar a gabapentina para prevenir abuso ou dependência.

Ao interromper o uso da gabapentina, siga as orientações do médico, pois a retirada abrupta do medicamento pode causar efeitos de abstinência, como insônia, náusea, dor de cabeça e diarreia.

Como avaliar se a gabapentina está ajudando

Quando gabapentina é usada em um plano de cuidado, a resposta deve ser acompanhada por sintomas concretos: frequência das crises, sono, tensão corporal, dor associada, sonolência, tontura, memória, quedas e capacidade de funcionar no dia a dia.

Piora de humor, sedação importante, confusão, uso junto com álcool ou sedativos e retirada abrupta são pontos de segurança que mudam a conduta. O medicamento não deve ser ajustado apenas pela sensação de ansiedade em um dia ruim.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos
  • FDA: uso seguro de medicamentos
  • Anvisa: medicamentos
Referências bibliográficas3 fontes
  1. 1.
    Mao J, Chen LL. Gabapentin in pain management. Anesthesia & Analgesia. 2000 Sep 1;91(3):680-7.
    Voltar [1]
  2. 2.
    Hong JS, Atkinson LZ, Al-Juffali N, Awad A, Geddes JR, Tunbridge EM, Harrison PJ, Cipriani A. Gabapentin and pregabalin in bipolar disorder, anxiety states, and insomnia: Systematic review, meta-analysis, and rationale. Molecular Psychiatry. 2022 Mar;27(3):1339-49.
    Voltar [2]
  3. 3.
    Markota M, Morgan RJ. Treatment of generalized anxiety disorder with gabapentin. Case Reports in Psychiatry. 2017 Dec 14;2017.
    Voltar [3]

Arquivado em: Neurologia, Psiquiatria

Sinal de Kehr: dor no ombro e alerta abdominal

28 de abril de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Sinal de Kehr é dor referida no ombro, classicamente no ombro esquerdo, que pode ocorrer quando sangue ou irritação no abdome estimula o diafragma, especialmente em lesão do baço. Não é uma dor comum de ombro: em contexto de trauma, queda, pancada no abdome/tórax ou dor abdominal intensa, deve ser tratado como alerta de urgência.

Por que um problema abdominal pode doer no ombro

O diafragma recebe inervação que pode gerar dor percebida no ombro. Quando sangue ou irritação no abdome entra em contato com o diafragma, o cérebro pode interpretar parte desse sinal como dor no ombro. Esse é o mecanismo clássico do sinal de Kehr.

O ponto clínico é o contexto. Dor no ombro ao levantar o braço, após treino ou ao palpar o tendão é diferente de dor no ombro esquerdo após trauma abdominal, acompanhada de dor no alto abdome, palidez, tontura, suor frio, falta de ar, confusão ou piora ao inspirar.

SituaçãoLeitura clínicaConduta
Dor após pancada no lado esquerdoLesão esplênica possível.Pronto atendimento.
Dor abdominal + ombro esquerdoDor referida possível.Avaliar sinais vitais e abdome.
Dor só ao mover o ombroOrigem musculoesquelética mais provável.Avaliação conforme intensidade.
Tontura, desmaio, palidezSangramento interno possível.Urgência.

Ausência do sinal não exclui lesão

Nem toda lesão esplênica causa dor no ombro. Também pode haver dor no quadrante superior esquerdo do abdome, dor sob as costelas, sensibilidade abdominal, queda de pressão, pulso rápido ou piora progressiva horas depois do acidente. Em algumas situações, a ruptura pode se manifestar de forma tardia.

Acidente de carro, queda, esporte de contato, fratura de costela, pancada no lado esquerdo e aumento do baço por algumas infecções aumentam a preocupação. Nesses contextos, alongamento ou automedicação para “dor no ombro” pode atrasar atendimento.

Mecanismo: irritação do diafragma e nervo frênico.
Contexto: trauma abdominal muda tudo.
Investigação: sinais vitais, exame, ultrassom ou TC.
Tratamento: depende da estabilidade.

Como é investigado no pronto atendimento

A equipe avalia pressão, pulso, palidez, dor abdominal, nível de consciência e mecanismo do trauma. Ultrassom FAST pode ser usado para procurar líquido livre em trauma, e tomografia é comum em pacientes estáveis quando é preciso detalhar a lesão. Hemograma e acompanhamento seriado ajudam a monitorar sangramento.

Tratamento não cirúrgico pode ser possível em pacientes estáveis, mas isso ocorre em ambiente monitorado. Paciente instável, com sangramento importante, precisa de manejo de emergência. Portanto, “observar em casa” não é orientação segura quando há sinais de sangramento interno.

Quando a dor no ombro é outro problema

A maioria das dores no ombro vem de tendões, bursas, articulações, coluna cervical ou sobrecarga. O sinal de Kehr não deve transformar toda dor no ombro esquerdo em suspeita de baço. O que diferencia é a associação com trauma, abdome, sintomas de choque ou piora respiratória.

Após trauma, procure atendimento se houver dor abdominal, dor no ombro esquerdo, tontura, desmaio, confusão, palidez, suor frio, batimento acelerado, falta de ar ou piora progressiva. O custo de perder uma lesão esplênica é alto demais para tratar como dor muscular comum.

Por que trauma leve também conta

Nem todo trauma relevante parece dramático no momento. Queda de bicicleta, batida em esporte, pancada contra volante, costela dolorida ou impacto no lado esquerdo podem parecer “apenas dor”, mas ganham importância quando surgem tontura, dor abdominal, dor no ombro esquerdo ou piora ao respirar fundo.

Pessoas com baço aumentado por infecções, doenças hematológicas ou outras condições podem ter risco diferente. Se já existe orientação médica para evitar esporte de contato, dor após pancada deve ser levada mais a sério.

O que não fazer

Não use anti-inflamatório, massagem ou alongamento para tentar “testar” se melhora quando há sinais de abdome agudo ou sangramento. Primeiro vem avaliação. Tratamento da dor local pode esperar quando a hipótese envolve lesão interna.

O que dizer na triagem

Em atendimento, diga claramente que houve trauma e que a dor no ombro apareceu junto de dor abdominal, tontura ou piora ao respirar. Essa informação é mais útil do que apenas dizer “ombro esquerdo dolorido”. Mencione horário da pancada, mecanismo, uso de anticoagulantes e se houve desmaio.

Se a pessoa piora enquanto espera, avise a equipe. Mudança de consciência, fraqueza intensa, palidez ou dor abdominal crescente são sinais de instabilidade possível.

Em crianças, idosos e pessoas usando anticoagulantes, a margem para esperar é menor. A apresentação pode ser menos típica, e sangramento interno pode evoluir antes de aparecer dor intensa. Nesses grupos, o contexto do trauma pesa ainda mais.

O sinal de Kehr foi originalmente descrito pelo cirurgião alemão Hans Kehr (1862-1916). É um exemplo clássico de dor referida: a irritação do diafragma é sinalizada pelo nervo frênico como dor na área acima da clavícula[1].

Por que o sinal de Kehr merece atenção

O sinal de Kehr é importante porque mostra como uma dor pode aparecer longe do local principal do problema. Irritação no diafragma ou sangramento dentro do abdome pode ser percebido como dor no ombro, especialmente no lado esquerdo. Por isso, a pergunta não é apenas “o ombro está machucado?”, mas sim “existe algum contexto abdominal, trauma ou sinal sistêmico junto?”.

Esse raciocínio ajuda a evitar dois erros opostos. O primeiro é ignorar uma dor no ombro após queda, pancada, dor abdominal forte, tontura ou mal-estar. O segundo é achar que toda dor no ombro representa uma emergência. A diferença costuma estar no conjunto: intensidade, início súbito, sintomas associados, histórico recente e aparência geral da pessoa.

Se a dor surgiu depois de trauma, vem com dor abdominal, palidez, desmaio, falta de ar, suor frio, confusão, febre ou piora rápida, a avaliação deve ser imediata. Se a dor é localizada, relacionada a movimento, sem sinais gerais e com melhora progressiva, causas musculoesqueléticas ficam mais prováveis, mas ainda assim devem ser acompanhadas se persistirem.

Reconhecer esse padrão ajuda a identificar sinais de alerta, mas não confirma o diagnóstico. Dor referida é um conceito clínico útil justamente porque lembra que o corpo nem sempre aponta a dor exatamente no local da causa.

Guia visual sobre sinal de Kehr e dor referida no ombro

O Sinal de Kehr é útil porque mostra como a dor pode aparecer longe do local real do problema. A irritação do diafragma pode ser percebida como dor no ombro, especialmente no lado esquerdo, por compartilhamento de caminhos nervosos. Por isso, a dor no ombro após trauma abdominal, queda, pancada, procedimento ou mal-estar intenso não deve ser interpretada apenas como dor muscular.

Na prática, o contexto decide a urgência. Dor no ombro isolada, leve e relacionada a movimento costuma seguir uma linha ortopédica. Dor no ombro junto de dor abdominal, tontura, palidez, suor frio, desmaio, pressão baixa, náuseas intensas ou piora rápida muda completamente a leitura. Nesses casos, a prioridade é avaliar possível irritação abdominal, sangramento ou outra causa interna.

O leitor pode organizar a informação descrevendo início, lado da dor, trauma recente, sintomas abdominais, uso de anticoagulantes, gravidez, cirurgia recente, febre e intensidade. Esses dados ajudam o atendimento a separar dor referida de lesão do ombro, problema cervical ou tensão muscular.

Também é importante evitar automedicação forte quando o quadro tem sinais sistêmicos. Analgésicos podem mascarar evolução e anti-inflamatórios podem ser arriscados em algumas situações. Se a dor no ombro aparece com sensação de desmaio, abdome doloroso ou piora progressiva, o caminho mais seguro é avaliação presencial.

Guia visual sobre sinal de Kehr e dor referida no ombro

Fontes e leitura útil

  • NCBI Bookshelf: Splenic Trauma
  • Merck Manual Professional: Splenic Injury
  • PMC: WSES splenic trauma guidelines
  • NHS: Spleen problems and spleen removal
  • Mayo Clinic: Ruptured spleen

Explore também no Blog da Saúde

  • Clínica Médica
  • Doenças de A-Z
Referências bibliográficas1 fonte
  1. 1.
    Söyüncü S, Bektas AH, Cete Y. Traditional Kehr’s sign: Left shoulder pain related to splenic abscess. ULUSAL TRAVMA VE ACIL CERRAHI DERGISI-TURKISH JOURNAL OF TRAUMA & EMERGENCY SURGERY. 2012;18(1).
    Voltar [1]

Arquivado em: Curiosidades

Ultrassom Endovaginal (Transvaginal): Para que serve?

28 de abril de 2023 by Dra. Juliana Toma

O ultrassom endovaginal é um exame médico essencial para as mulheres, especialmente em questões relacionadas à saúde reprodutiva.

Como acompanhar sintomas ginecológicos com mais clareza

A avaliação considera a fase do ciclo, os contraceptivos em uso, a possibilidade de gestação e a presença de dor, sangramento ou corrimento.

Informações que mudam a interpretação

Ponto observadoPor que importa
Relação com o cicloDor, corrimento ou sangramento podem mudar de significado conforme a fase do ciclo.
Intensidade e duraçãoSintomas fortes, progressivos ou persistentes merecem avaliação mais objetiva.
Exames anterioresPreventivo, ultrassom, laudos e tratamentos prévios ajudam a comparar tendência.
Gestação ou tentativa de engravidarMuda a urgência, os exames possíveis e as opções de tratamento.
Sinais associadosFebre, dor pélvica intensa, sangramento importante, desmaio ou secreção com odor forte mudam a prioridade.

Como se preparar para a consulta

  • Anote data da última menstruação e padrão dos últimos ciclos.
  • Leve resultados de preventivo, ultrassom, exames de sangue e medicações usadas.
  • Registre dor, sangramento, corrimento, febre, sintomas urinários e relação com relações sexuais.
  • Procure atendimento rápido se houver dor pélvica intensa, sangramento volumoso, desmaio, febre ou suspeita de gravidez com dor.

Por que individualizar faz diferença

Uma mesma queixa pode ter condutas diferentes conforme idade, desejo reprodutivo, histórico de endometriose, infecções, contraceptivos, gestação e exames prévios.

Evite usar antibiótico, hormônio ou ducha vaginal por conta própria. Esses caminhos podem mascarar sintomas, irritar a mucosa ou atrasar o diagnóstico correto.

Ultrassom transvaginal descreve útero, ovários, endométrio e anexos, mas o laudo precisa ser lido com idade, ciclo, sintomas e motivo do pedido. Cisto, mioma ou espessura endometrial não têm a mesma conduta para todas as pessoas.

O ultrassom transvaginal é um exame não invasivo que permite identificar alterações no útero, trompas, ovários, colo do útero e vagina da mulher[1].

As imagens fornecidas por esse exame são de qualidade adequada (alta resolução) com um papel importante na avaliação ginecológica, sendo um dos exames mais comuns solicitados pelos médicos ginecologistas.

A ultrassonografia endovaginal é geralmente bem tolerada, não invasiva e apresenta resultados imediatos, tornando-se um recurso importante na avaliação ginecológica e obstétrica. Sua capacidade de fornecer imagens detalhadas sem expor o paciente à radiação torna uma escolha segura e preferida, principalmente em mulheres grávidas.

As informações obtidas da ultrassonografia endovaginal auxiliam no diagnóstico preciso, nas decisões de manejo apropriadas e na melhora dos resultados dos pacientes.

Você já deve ter ouvido falar sobre ele, mas sabe exatamente para que serve?

Ultrassom Endovaginal: O Que É?

como-funciona-ultrassom-endovaginal

O ultrassom endovaginal é um exame de imagem que utiliza ondas sonoras para criar imagens detalhadas dos órgãos internos da região pélvica feminina.

Esse exame permite que médicos e profissionais de saúde avaliem de perto o útero, ovários, trompas de Falópio, colo do útero e outras estruturas internas da mulher.

Para Que Serve o Ultrassom Endovaginal?

O principal objetivo do ultrassom endovaginal é investigar possíveis alterações na saúde reprodutiva da mulher. Entre as principais indicações desse exame, estão[2]:

  1. Avaliação de dores pélvicas;
  2. Investigação de sangramento vaginal anormal;
  3. Acompanhamento de gestações de alto risco;
  4. Monitoramento de tratamentos de infertilidade;
  5. Identificação de possíveis cistos, miomas ou outras massas;
  6. Avaliação de endometriose ou outras doenças ginecológicas.

Doenças que o ultrassom transvaginal pode identificar

Para que Serve Ultrassom Endovaginal

O ultrassom transvaginal é capaz de identificar uma ampla gama de doenças e condições, incluindo:

  • No útero: miomas, pólipos, adenomiose, endometriose (em determinadas situações e com preparo de intestino), câncer de endométrio e malformações uterinas, como septo uterino e útero bicorno.
  • No colo do útero: cistos de Naboth, pólipos cervicais e miomas.
  • Nas trompas: dilatações, tortuosidades e presença de líquido (hidrossalpinge), o que permite identificar gravidez ectópica (fora do útero).
  • Nos ovários: síndrome dos ovários policísticos, câncer de ovário, ovulação, cistos simples, cistos hemorrágicos e torção de ovário.

Além disso, o ultrassom transvaginal também é utilizado durante a gravidez para identificar o feto, verificar a atividade cardíaca, localizar a placenta, medir o colo do útero e avaliar o risco de aborto.

É importante destacar que o ultrassom transvaginal não é capaz de identificar inflamações, corrimentos, HPV ou feridas no colo do útero. Essas alterações são observadas por meio da prevenção ginecológica do colo uterino.

Ultrassom Endovaginal para Gravidez Ectópica

Uma das principais aplicações da ultrassonografia endovaginal é na avaliação de suspeita de gravidez ectópica. Uma gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, mais comumente nas trompas de Falópio.

A ultrassonografia endovaginal permite a visualização do saco gestacional e pode auxiliar na diferenciação entre gravidez intrauterina e ectópica. Ajuda a identificar a localização e as características do saco gestacional, bem como quaisquer sinais de complicações ou anormalidades.

O diagnóstico preciso e precoce da gravidez ectópica é crucial para a intervenção médica imediata e para prevenir complicações com risco de vida.

Ultrassom Endovaginal na Obstetrícia

No contexto da obstetrícia, a ultrassonografia endovaginal é utilizada para avaliar gestações precoces e estimar a idade gestacional.

Ele pode detectar a presença de uma gravidez intrauterina e fornecer informações sobre a idade gestacional, a presença de batimentos cardíacos fetais e quaisquer anormalidades de desenvolvimento.

A técnica é útil no início da gravidez, quando outras modalidades de imagem podem não ser tão eficazes.

Como é Realizado o Ultrassom Endovaginal?

É normal ficar um pouco ansiosa ao pensar em como é feito o ultrassom endovaginal, mas não se preocupe!

O procedimento é simples e indolor.

O exame é realizado com o médico colocando uma luva para se proteger e utilizando um preservativo estéril e seco no aparelho de ultrassom, que é diferente do preservativo comum, já que não possui lubrificação. Além disso, é aplicado um gel lubrificante no preservativo antes da introdução do aparelho no canal vaginal, para que não haja incômodo durante o procedimento.

O aparelho de ultrassom utilizado no exame é longo, permitindo que o médico mantenha uma distância adequada da região genital da paciente e realize movimentos delicados. Apenas uma parte do aparelho é introduzida no canal vaginal, que varia entre 5 e 7 centímetros de profundidade.

Passo a Passo do Exame Ultrassom Endovaginal

Veja o passo a passo do exame:

  1. A paciente deve esvaziar a bexiga antes do exame;
  2. Deitada na maca, a mulher deve posicionar-se com as pernas afastadas e dobradas;
  3. O médico introduzirá um transdutor, que é um dispositivo em formato de bastão coberto por um preservativo e gel lubrificante, na vagina da paciente;
  4. O transdutor emite ondas sonoras que são transformadas em imagens dos órgãos internos;
  5. O médico move o transdutor para obter diferentes ângulos e visualizações dos órgãos examinados.

A duração do exame varia, mas geralmente leva cerca de 20 a 30 minutos.

Frequência e indicações do exame

A frequência com que o ultrassom transvaginal deve ser realizado varia de acordo com a situação específica de cada mulher. Em geral, o exame é realizado anualmente como parte da rotina ginecológica. No entanto, pode ser necessário realizá-lo com maior frequência em casos de doenças específicas, acompanhamento de DIU ou durante a gravidez.

Contraindicações e pré-requisitos

O único pré-requisito para realizar um ultrassom transvaginal é que a mulher já tenha tido relações sexuais, pois o exame não é indicado para mulheres virgens.

Não há contraindicações para o exame, que pode ser realizado em qualquer fase da vida e mesmo durante a menstruação, embora o ideal seja realizá-lo logo após o fim do período menstrual.

Perguntas Frequentes Sobre o Ultrassom Endovaginal

O exame de ultrassom endovaginal é doloroso?

Não! O exame de ultrassom endovaginal é indolor e não invasivo. Pode haver um leve desconforto quando o transdutor é inserido, mas nada que cause dor.

É preciso algum preparo antes do exame?

Geralmente, não é necessário nenhum preparo específico antes do exame. No entanto, é importante seguir as orientações do médico e esvaziar a bexiga antes do procedimento.

Há riscos ou efeitos colaterais relacionados ao ultrassom endovaginal?

O ultrassom endovaginal é um exame seguro e sem efeitos colaterais. As ondas sonoras utilizadas no procedimento não causam danos aos tecidos ou órgãos examinados.

Gestantes podem realizar o ultrassom endovaginal?

Sim! O ultrassom endovaginal é indicado para gestantes, principalmente no início da gestação, para avaliar a idade gestacional, a localização do embrião e verificar a presença de batimentos cardíacos fetais. Entretanto, é importante informar ao médico sobre a gravidez para que ele tome os devidos cuidados.

O ultrassom endovaginal substitui o ultrassom abdominal?

Não necessariamente. O ultrassom endovaginal e o ultrassom abdominal são exames complementares, e cada um tem suas indicações específicas. O médico pode solicitar ambos os exames, dependendo da necessidade de avaliação.

Conclusão

Siga as orientações de preparo fornecidas pelo serviço que fará o ultrassom endovaginal.

É importante seguir as recomendações do seu médico em relação à frequência do exame, garantindo assim um acompanhamento adequado da sua saúde.

O ultrassom endovaginal é um aliado valioso no cuidado com a saúde reprodutiva feminina, auxiliando na identificação e tratamento de diversas condições. Ficou com alguma dúvida? Leve essa dúvida à consulta e esclareça todas as suas questões sobre esse exame tão importante.

Lembre-se também de compartilhar essas informações com outras mulheres, pois o conhecimento sobre o ultrassom transvaginal é fundamental para garantir que todas tenham acesso a um cuidado ginecológico apropriado.

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  • Ginecologia e Obstetrícia
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • MedlinePlus: saúde da mulher
  • MedlinePlus: menstruação
  • MedlinePlus: endometriose
  • MedlinePlus: ultrassom transvaginal
Referências bibliográficas2 fontes
  1. 1.
    Yong PJ, Sutton C, Suen M, Williams C. Endovaginal ultrasound-assisted pain mapping in endometriosis and chronic pelvic pain. Journal of Obstetrics and Gynaecology. 2013 Oct 1;33(7):715-9.
    Voltar [1]
  2. 2.
    Gjelsteen AC, Ching BH, Meyermann MW, Prager DA, Murphy TF, Berkey BD, Mitchell LA. CT, MRI, PET, PET/CT, and ultrasound in the evaluation of obstetric and gynecologic patients. Surgical Clinics of North America. 2008 Apr 1;88(2):361-90.
    Voltar [2]

Arquivado em: Ginecologia e Obstetrícia

Pamonha engorda? Calorias, porção e cuidados

28 de abril de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Pamonha é uma preparação à base de milho. Ela pode caber na alimentação, mas a resposta muda com tamanho da porção, açúcar, recheio, manteiga, frequência e restante do dia alimentar.

A pamonha é um prato típico das festas juninas e que costuma ser vendida na feira ou até mesmo na rua, por meio do “carro da pamonha”.

O ingrediente principal da pamonha é o milho, um cereal saudável e que fornece muita energia para as atividades do dia a dia.

Pamonha: Calorias e Valores Nutricionais 

Pamonha engorda? Calorias, porção e cuidados

Existem duas versões de pamonha: a pamonha doce que é acompanhada de açúcar e a pamonha salgada, feita com temperos e sal.

Antes de tudo, é preciso saber que o milho é um alimento rico em carboidratos e fibras, por isso, é uma opção inteligente para o café da manhã ou lanche da tarde, por exemplo.

No entanto, como a pamonha não é feita apenas de milho, seu valor nutricional varia de acordo com o tipo:

Pamonha Doce – Porção de 100 gramas 

  • Calorias: 162,77 kcal.
  • Carboidratos: 32,02 g.
  • Proteínas: 4,95 g.
  • Gorduras Totais: 1,62 g.
  • Gorduras Saturadas: 1,15 g.
  • Fibras:2,92 g.
  • Sódio: 53,11 mg.

Pamonha Salgada com Queijo – Porção de 120 gramas 

  • Calorias: 198,53 kcal
  • Carboidratos:23,81 g
  • Proteínas: 11,28 g
  • Gorduras Totais:6,44 g
  • Gord. Saturadas:3,51 g
  • Gord. Trans:0,00 g
  • Fibras:3,12 g
  • Sódio: 268,52 mg

Nesse sentido, verifica-se que a versão doce possui mais carboidratos e menos sódio que a versão salgada.

Em compensação, a versão salgada possui um pouco mais de fibras, mais gorduras e sódio.

Dessa forma, a pamonha doce é mais recomendada do que a pamonha salgada, embora os dois tipos possam fazer parte de uma alimentação equilibrada.

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Afinal, pamonha engorda ou não?

O que vai definir se uma pessoa vai engordar ou não é o equilíbrio entre o gasto e consumo de calorias diárias.

Neste caso, a pamonha isolada não tem a capacidade de engordar. No entanto, se você exagerar no prato, é possível que ela ajude no ganho de peso, principalmente quando associada ao sedentarismo.

Portanto, a pamonha não engorda, desde que seja consumida em pouca quantidade e associada a prática de exercícios físicos e controle de calorias.

É comum que a pamonha seja fornecida  apenas em festas juninas, feiras e reuniões, por isso, dificilmente este alimento compromete o peso de uma pessoa.

No entanto, é preciso cuidado caso você tenha fácil acesso ao alimento, para evitar comer muita quantidade e favorecer o ganho de peso.

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Dicas para tornar a pamonha mais saudável

1- Troque o açúcar pelo adoçante

O açúcar é um ingrediente que acrescenta calorias e carboidratos à pamonha, portanto, substituí-lo por adoçantes é uma boa ideia.

Existem adoçantes específicos para cozinhar como o xilitol e o eritritol, além de terem menos calorias, são usados em pouca quantidade e oferecem o mesmo gosto que o açúcar de mesa.

2- Diminua a quantidade de gordura no preparo 

Dependendo da quantidade a ser feita, é comum que as pessoas utilizem muita gordura no preparo, como manteiga e queijo.

Nesse sentido, deixar a pamonha mais saudável é possível, diminuindo a quantidade de manteiga a ser usada no preparo pela metade.

Com relação ao queijo, você pode optar por queijos mais brancos, que têm menos gordura e evitar queijos amarelos.

3- Diminua a quantidade de sal 

Na pamonha salgada utiliza-se sal de cozinha, porém, o milho já contém sódio na composição química.

Dessa forma, procure não exagerar no sal e opte por outros temperos naturais como alternativa de substituição.

4- Use coco ralado sem açúcar

O coco ralado de saquinho usado na pamonha dá um sabor único, entretanto, é rico em açúcar, então, uma boa forma de deixar a pamonha mais saudável é optar pela versão light e sem açúcar.

Se preferir, você mesmo(a) pode ralar um coco na sua casa, assim terá certeza que vai estar usando um ingrediente natural.

5- Não utilize leite condensado

Leite condensado aumenta bastante açúcar e calorias da pamonha doce. Para quem tem diabetes, resistência à insulina ou busca emagrecimento, a melhor decisão costuma ser reduzir quantidade e frequência, em vez de trocar automaticamente por outro adoçante.

Pamonha engorda? Calorias, porção e cuidados

Como inserir a pamonha em uma dieta saudável e equilibrada 

Prefira comer pamonha no café da manhã ou da tarde

A pamonha é uma opção válida para substituir o pão no café da manhã e no lanche da tarde. Sendo assim, pode ser consumida no lugar desses alimentos.

Porém, tome cuidado com a quantidade, uma pamonha é o suficiente para substituir esses alimentos.

Substitua os doces pela pamonha 

Se você não abre mão de comer uma pamonha, trocar o chocolate ou o doce de leite por este alimento é mais uma ideia saudável a ser considerada.

Além de ter fibras, o milho também tem açúcar, o que contribui para matar a vontade de comer doce, por exemplo.

Prefira comer pamonha em feiras 

Em feiras e festas, a pamonha costuma aparecer junto de outras comidas calóricas. O cuidado principal é escolher porção, frequência e acompanhamentos.

Movimentar-se ajuda a saúde, mas não compensa automaticamente a comida. Para o peso, o que pesa é o padrão alimentar da semana.

Tenha cuidado com a frequência e a quantidade

Esta dica é uma das mais importantes: você deve evitar comer pamonha com frequência, já que um dos princípios da alimentação saudável é diversificar os alimentos.

Da mesma forma que deve tomar cuidado com a quantidade de pamonha que vai comer, este alimento pode ser comido todos os dias, no entanto, é necessário prestar atenção na quantidade.

Além disso, existem outras formas interessantes de comer milho, como o milho assado, na forma de curau, angu ou farofa.

Pamonha engorda: Perguntas Frequentes

Quais são os benefícios da pamonha?

O milho fornece carboidratos, pequenas quantidades de fibras e micronutrientes. Na pamonha, o benefício depende da receita, da porção e da frequência de consumo.

Quem treina pode comer pamonha?

Sim, a pamonha pode ser usada como uma u003ca href=u0022/pre-treino-comer-ou-nao-comer/u0022 data-type=u0022postu0022 data-id=u002212060u0022u003eopção de pré-treinou003c/au003e, no entanto, deve-se ter cuidado com o tamanho da porção e com a quantidade.

Ponto da pamonhaLeitura prática
PorçãoUnidade pequena e unidade grande têm impactos diferentes.
Açúcar e recheioVersões doces, com queijo ou manteiga aumentam calorias e gordura.
FrequênciaConsumo eventual em festa não equivale a hábito semanal.
Diabetes ou emagrecimentoCombinação com proteína, fibras e controle da porção pesa mais que proibição absoluta.

Fonte: Ministério da Saúde: Guia Alimentar para a População Brasileira.

Fontes úteis

  • WHO: dieta saudável
  • MedlinePlus: nutrição
  • NIH ODS: suplementos alimentares

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição

Adeforte engorda? Uso e cuidados

28 de abril de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Antes de usar o produto, confira a dose e a procedência e defina com o profissional como avaliar o benefício e os efeitos adversos.

Adeforte é um suplemento multivitamínico vendido como medicamento, contendo vitamina A, D e E na fórmula.

Sendo assim, é utilizado em pacientes que estão fazendo uma dieta restritiva ou que apresentam deficiências nos níveis sanguíneos de vitaminas.

Nessas condições, os alimentos fontes são consumidos em menor quantidade, o que pode levar a deficiência nutricional.

Entretanto, a falta de tomar sol ou baixo consumo de alimentos de origem animal também contribui para que isso ocorra.

O Adeforte costuma ser encontrado no mercado em versões em cápsulas, ampolas ou em gotas, podendo ser prescrito tanto para adultos quanto para crianças, em doses distintas.

Adeforte engorda? Uso e cuidados

O que diz a bula do Adeforte sobre ganho de peso 

De acordo com a bula do Adeforte, este medicamento não influencia no ganho de peso, portanto, não faz engordar.

Na verdade, interpretando todas as informações do medicamento, Adeforte consegue fazer o contrário, ou seja, emagrecer.

O emagrecimento aparece listado como um dos efeitos adversos do medicamento, pois o multivitamínico favorece a perda de apetite e a diminuição da fome.

Além disso, é comum que pessoas que fazem o uso de vitaminas por um longo período sentirem-se mais bem dispostas, o que implica na sensação de que estes medicamentos estão influenciando no peso.

Porém, se você toma Adeforte e sente que está engordando, é preciso investigar as causas do ganho de peso, pois elas podem estar relacionadas a outros eventos sem ligação com o Adeforte.

Por fim, pessoas fumantes e com hipertireoidismo costumam ter mais chances de apresentar emagrecimento fazendo  uso do Adeforte.

Da mesma forma que aquelas que sofrem de distúrbios endócrinos como hipotiroidismo ou Diabetes tipo 2 estão mais sujeitas a ganhar peso.

Conclui-se que Adeforte não engorda, levando em consideração um organismo saudável, desde que seja utilizado com segurança e respeitando a dosagem prescrita pelo médico (a).

Adeforte engorda? Uso e cuidados

Posso tomar o Adeforte para emagrecer?

Como dito anteriormente, o Adeforte não engorda pessoas saudáveis, tampouco faz emagrecer, o que sugere que um médico ou nutricionista devem ser consultados antes de começar a suplementação visando o emagrecimento.

A perda de apetite provocada pelo medicamento em algumas situações pode fazer com que o volume da alimentação diária diminua, comprometendo a massa muscular ou a reserva de gordura disponível no corpo.

Dessa forma, não é aconselhado tomar Adeforte exclusivamente para emagrecer, pois os efeitos colaterais podem ser variados e podem não ter a eficácia desejada.

Neste caso, a melhor tática para o emagrecimento continua sendo o déficit calórico, atingido em um plano alimentar completo e equilibrado, tanto em calorias, quanto em macro e micronutrientes.

Efeitos colaterais

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O uso de Adeforte pode trazer alguns efeitos colaterais variados, dos quais os mais comuns são:

  • Fadiga;
  • Náusea;
  • Prisão de ventre;
  • Tontura;
  • Sede aumentada;
  • Boca seca;
  • Dores nos músculos e articulações;
  • Desconforto geral;
  • Aumento da queda de cabelo;
  • Irritabilidade;
  • Gosto metálico na boca;
  • Vertigem;
  • Aparecimento de manchas amareladas na palma das mãos ou pés.

Caso esses efeitos sejam frequentes, é aconselhável interromper a suplementação e pedir ajuda médica para realizar a substituição das vitaminas.

Quem não deve usar o Adeforte 

Adeforte não é indicado para pessoas que têm excesso de vitamina A , vitamina D ou vitamina E no organismo.

Além disso, portadores de doenças ósseas associadas ao excesso dessas vitaminas ou aqueles que possuem alergia a alguns dos componentes da fórmula não devem fazer o uso do medicamento.

Por fim, indivíduos que possuem insuficiência renal, gestantes ou mulheres que pretendem engravidar devem evitar usar o multivitamínico.

É importante que o paciente informe ao médico caso exista algum medicamento em uso no início do tratamento, para evitar interação do Adeforte com outros remédios.

Pesquisas apontaram que o Adeforte interfere na eficácia de alguns medicamentos como anticonvulsivantes, digitálicos (para insuficiência cardíaca) ou medicamentos que contém magnésio na fórmula.

Adeforte engorda? Uso e cuidados

Modo de usar  

Adeforte deve ser usado em dose única de 6 gotas em crianças de 10 a 15 kg, 7 gotas para aqueles que tenham entre 15 e 20 kg, 8 gotas para crianças de 20 a 25 kg e 9 gotas nas crianças de 25 a 30 kg.

Para crianças acima de 30 kgs ou adultos, a dose diária de Adeforte deve ser de 10 gotas, preferencialmente por via oral.

Com relação a versão de ampolas, deve ser utilizada uma ampola de Adeforte por dia. Cada ampola deve ter a sua haste retirada e o conteúdo deve ser passado cuidadosamente para uma colher.

Adeforte deve ser consumido uma hora antes do almoço ou jantar e a versão em ampolas é restrita para uso adulto.

Por fim, a versão em cápsulas deve ser ingerida uma vez ao dia. Este conteúdo tem caráter informativo.

As doses diárias necessárias podem variar para mais ou para menos, a depender da prescrição médica, assim como a duração do tratamento com Adeforte.

Adeforte Engorda: Perguntas Frequentes

Quais os benefícios do Adeforte?

Adeforte auxilia no crescimento e diferenciação do tecido epitelial, estimula a reprodução e desenvolvimento de embriões na gravidez, promove o crescimento e fortalecimento ósseo e as funções imunes e melhora a saúde dos olhos.

O que o excesso de Adeforte pode causar?

Grandes quantidades de Adeforte geram um quadro de intoxicação, mediada por sintomas como vômitos, sede excessiva, aumento da pressão arterial, diarreia e irritabilidade e dores abdominais.

Para quem o Adeforte é indicado?

Para todos os indivíduos que se encontram em  estado de carência das vitaminas A, D e E, tanto em adultos quanto crianças.

Pode tomar Adeforte para crescer o cabelo?

Adeforte não deve ser usado para fins estéticos pois contribui para intoxicação por vitamina A, D ou E. Portanto, não deve ser usado para prevenir queda de cabelo.

Em quantos dias Adeforte faz efeito?

Em média o Adeforte leva de 20 a 30 dias para normalizar os níveis vitamínicos associados a deficiência de vitamina A, D ou E.

É seguro tomar Adeforte?

Desde que com supervisão e prescrição médica, Adeforte não traz riscos graves à saúde do organismo.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos
  • FDA: uso seguro de medicamentos
  • Anvisa: medicamentos

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