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10 benefícios ao Perder Aquele Peso Extra

24 de abril de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira Deixe um comentário

perder peso pode melhorar glicemia, pressão, sono, dor articular e risco cardiometabólico em algumas pessoas, mas o benefício depende de método, manutenção, massa muscular e saúde mental. Perda rápida por restrição extrema pode piorar compulsão, fadiga e efeito rebote.

Manter uma boa aparência é o desejo de qualquer pessoa. Entretanto, isto pode ocorrer quando se tem uma vida saudável. Além disso, a dedicação com o seu corpo permite melhorar sua autoestima.

1 – Ao emagrecer é possível diminui o risco de doença cardíaca.

Quando existe a obesidade acontece o risco de doença arterial coronária (DAC). Neste caso a placa de colesterol pode acumular nas artérias. Como consequência o sangue acaba fluindo com dificuldade para o coração e ocorre o ataque cardíaco. Hoje a doença coronária causa milhões de mortes entre homens e mulheres no Brasil[1]Alpert MA, Omran J, Mehra A, Ardhanari S. Impact of obesity and weight loss on cardiac performance and morphology in adults. Progress in cardiovascular diseases. 2014 Jan 1;56(4):391-400..

A obesidade está associada a uma constelação de fatores de risco coronariano que predispõem ao desenvolvimento e progressão da doença coronariana.

A perda de peso intencional, realizada por meio de perda de peso comportamental e exercícios, melhora a sensibilidade à insulina e os fatores de risco cardiometabólicos associados, como medidas de lipídios, pressão arterial, medidas de inflamação e função vascular, tanto em indivíduos saudáveis quanto em pacientes com doença coronariana[2]Barrett KV, Savage PD, Ades PA. Effects of behavioral weight loss and weight loss goal setting in cardiac rehabilitation. Journal of cardiopulmonary rehabilitation and prevention. 2020 Nov … Continue reading.



2 – A pressão arterial diminui.

pressao arterial

O processo é provocado pelo sangue contra as paredes das artérias. Ao longo do tempo, a pressão pode causar efeitos negativos no corpo. Assim pode ocasionar doenças cardíacas com acidente vascular cerebral e insuficiência renal[3]Mehta AK, Doshi RS, Chaudhry ZW, Jacobs DK, Vakil RM, Lee CJ, Bleich SN, Clark JM, Gudzune KA. Benefits of commercial weight-loss programs on blood pressure and lipids: a systematic review. … Continue reading.

De acordo com as diretrizes nacionais e pesquisas recentes, perder peso pode reduzir a pressão arterial sistólica e diastólica – e potencialmente eliminar a pressão alta.

Para cada 10 quilos que você perde, você pode diminuir a pressão sistólica de 5 a 20 pontos na pressão.

O exercício funciona como um medicamento betabloqueador para diminuir a frequência cardíaca e a pressão arterial (em repouso e também durante o exercício). A hipertensão arterial é um importante fator de risco para doenças cardíacas.



3 – O peso em dia, previne o AVC.

Ele possui relação com a doença cardíaca e pressão alta. Ele acontece quando o sangue transporta oxigênio e impede chegar ao cérebro. Deste modo estes coágulos são formados e causa acidentes vasculares cerebrais isquêmicos[4]Kernan WN, Inzucchi SE, Sawan C, Macko RF, Furie KL. Obesity: a stubbornly obvious target for stroke prevention. Stroke. 2013 Jan;44(1):278-86..

Quando uma arteira é rompida no cérebro devido à pressão alta, ocasiona um acidente vascular cerebral hemorrágico.

Perder apenas 5% a 10% do seu peso inicial pode diminuir a pressão arterial e outros fatores de risco de acidente vascular cerebral.

Tente seguir uma dieta equilibrada seguindo as orientações de Sociedades Médicas. Eles recomendam que você coma:

  • Muitos vegetais. Escolha diferentes tipos e cores. Coma leguminosas (ervilhas, lentilhas e feijões).
  • Frutas.
  • Alimentos de grãos ou cereais. Escolha pães integrais e ricos em fibras, cereais, arroz, massas, macarrão, polenta, cuscuz, aveia, quinoa e cevada.
  • Carnes magras e aves, peixes, ovos, tofu, nozes e sementes, ervilhas, lentilhas e feijões.
  • Leite, iogurte, queijo e suas alternativas, principalmente com teor de gordura reduzida

Embora tenha havido um declínio na taxa de mortalidade por acidente vascular cerebral nas últimas 4 décadas, o acidente vascular cerebral continua a ser uma das principais causas de incapacidade física a longo prazo e danos cerebrais duradouros. Isso destaca a importância da prevenção do AVC.



4 – O controle do peso permite prevenir a diabetes tipo 2.

diabetes diagnostico

Hoje a maior parte das pessoas que possuem está acima do peso. Sendo assim, as pessoas com diabetes não conseguem produzir insulina suficiente para o organismo[5]Lau DC, Teoh H. Benefits of modest weight loss on the management of type 2 diabetes mellitus. Canadian journal of diabetes. 2013 Apr 1;37(2):128-34..

Deste modo o nível do açúcar fica elevado e o corpo não consegue transformar o açúcar do sangue em energia. Com a perca é possível prevenir ou retardar a doença[6]Morisset AS, St‐Yves A, Veillette J, Weisnagel SJ, Tchernof A, Robitaille J. Prevention of gestational diabetes mellitus: a review of studies on weight management. Diabetes/metabolism research and … Continue reading.

Se você é pré-diabético ou diabético, perder de 5 a 10 por cento do seu peso corporal pode ajudar a melhorar seus níveis de açúcar no sangue. Se você é pré-diabético e pode perder esse peso, diminuirá o risco de desenvolver diabetes em 58%.

Morisset AS, St‐Yves A, Veillette J, Weisnagel SJ, Tchernof A, Robitaille J. Prevention of gestational diabetes mellitus: a review of studies on weight management.



5 – Emagrecer permite reduzir o colesterol.

Existem alguns níveis mais elevados de triglicérides e LDL. O colesterol ruim, permite o aumento da doença cardiovascular. Assim como ter baixos níveis de HDL, ou o colesterol “bom”.

Durante a perda de peso ativa em indivíduos com excesso de peso, o LDL-C (o colesterol ruim) pode inicialmente se elevar antes de retornar à linha de base (níveis de intervenção pré-perda de peso) e depois diminuir.

O colesterol é um tipo de gordura necessária para construir e reparar células e produzir hormônios.
O colesterol é produzido no fígado, mas também está presente em alguns alimentos.

O colesterol alto é quando você tem muito de uma substância gordurosa chamada colesterol no sangue.
É causada principalmente por comer alimentos gordurosos, não se exercitar o suficiente, estar acima do peso, fumar e beber álcool. Também pode ser executado em famílias.

Você pode reduzir seu colesterol comendo de forma saudável e fazendo mais exercícios. Algumas pessoas também precisam tomar remédios. O excesso de colesterol pode bloquear os vasos sanguíneos. Isso aumenta a probabilidade de você ter problemas cardíacos ou acidente vascular cerebral.
O colesterol alto não causa sintomas. Em muitos casos, só se descobre alterações nos níveis de colesterol com exames de sangue no checkup.



6 – O corpo em dia minimiza o risco de câncer.

trazodona antidepressivo sono

Quem está acima corre o risco de ter câncer de cólon, mama, endométrio e de vesícula biliar se estiver com sobrepeso[7]Xu M, Jung X, Hines OJ, Eibl G, Chen Y. Obesity and pancreatic cancer: overview of epidemiology and potential prevention by weight loss. Pancreas. 2018 Feb;47(2):158..

Perder apenas 5% a 10% do seu peso corporal total pode reduzir o risco de desenvolver câncer. Pode parecer uma quantidade pequena, mas pesquisas mostram que pode melhorar sua saúde. Mesmo que você ache difícil perder peso, comer uma dieta mais equilibrada e se exercitar regularmente ajuda a diminuir o risco de câncer[8]Vainio H, Kaaks R, Bianchini F. Weight control and physical activity in cancer prevention: international evaluation of the evidence. European journal of cancer prevention. 2002 Aug 1:S94-100..



7 – O risco de cálculos biliares é menor.

Normalmente eles são formados pelo colesterol, que se solidificou. Com isto causa dor no estômago e dor nas costas.

Perder o excesso de peso é uma maneira importante de reduzir o risco de cálculos biliares. A maioria dos especialistas concorda que a perda de peso lenta e constante é preferível a dietas radicais, o que é especialmente importante quando se trata de cálculos biliares.

A doença e a dor que os cálculos biliares causam são formidáveis. Por seu tamanho diminuto, eles trazem muitos sintomas desagradáveis, incluindo dor no ombro e omoplata, febre, náusea e vômito e dor no abdômen superior e médio que geralmente começa abruptamente e piora rapidamente[9]Erlinger S. Gallstones in obesity and weight loss. European journal of gastroenterology & hepatology. 2000 Dec 1;12(12):1347-52..

Você também pode desenvolver icterícia, o que dá à sua pele e olhos um tom amarelo.

Os fatores de risco de cálculos biliares incluem ser do sexo feminino (há duas vezes mais mulheres que sofrem de cálculos biliares do que homens), ter mais de 60 anos, viver com diabetes e ser obeso. O enigma é que, embora o excesso de peso possa levar a cálculos biliares, o jejum e a simples perda de peso também podem.


8 – Melhora na Fertilidade

dor pelvica cronica em mulheres
Dor pelvica cronica

A fertilidade também fica a salvo, pois a obesidade pode causar problemas menstruais e influenciar na fertilidade. Estar acima do peso, obeso ou abaixo do peso pode afetar a fertilidade de uma mulher. A obesidade pode diminuir a fertilidade nos homens. Você tem uma chance maior de engravidar e ter um bebê saudável se estiver perto de um peso saudável. Uma pequena perda de peso pode melhorar a fertilidade e a saúde da gravidez[10]Sim KA, Partridge SR, Sainsbury A. Does weight loss in overweight or obese women improve fertility treatment outcomes? A systematic review. Obesity reviews. 2014 Oct;15(10):839-50..

Certos fatores físicos podem ter um efeito profundo na capacidade de uma mulher engravidar. Algumas coisas, como condições genéticas que afetam o sistema reprodutivo, estão em grande parte fora do controle da mulher.

Outros fatores, como o peso, podem ser ajustados para melhorar a fertilidade. A pesquisa mostrou que ter uma relação peso-altura clinicamente saudável melhora a probabilidade de gravidez em andamento. Para aqueles que estão tentando conceber, perder peso pode permitir que eles aumentem ativamente a fertilidade.

Alcançar um peso saudável pode ajudá-lo a engravidar e melhorar suas chances de uma gravidez e um bebê saudáveis.


9 – A apneia do sono também pode diminuir.

Ou seja, pausas da respiração ou apneia é comum em quem está obeso. Isto ocasiona o cansaço e interfere no seu sono[11]Tuomilehto H, Seppä J, Uusitupa M. Obesity and obstructive sleep apnea–clinical significance of weight loss. Sleep medicine reviews. 2013 Oct 1;17(5):321-9..

A apnéia do sono é um distúrbio comum em que as pessoas apresentam problemas respiratórios enquanto dormem. Na apneia obstrutiva do sono, o tipo mais comum de apneia do sono, a respiração disruptiva ocorre devido a uma via aérea superior estreita ou bloqueada. A sensação é similar a respirar por um canudo. Aqueles com AOS grave podem ter mais de 30 interrupções respiratórias por noite.

Não só o excesso de peso pode causar apnéia do sono, mas pode piorar os sintomas e exacerbar seus efeitos prejudiciais à saúde. O sono insuficiente também pode levar ao ganho de peso, tornando-se um ciclo vicioso.

A perda de peso de apenas 10-15% pode reduzir a gravidade da apnéia obstrutiva do sono em 50% em pacientes moderadamente obesos. Infelizmente, embora a perda de peso possa proporcionar melhorias significativas na apnéia obstrutita do sono, geralmente não leva a uma cura completa, e muitos pacientes com apneia do sono precisam de terapias adicionais.


10 – Melhora na disposição e humor

acupuntura para ansiedade

A maior parte das pessoas que obtiveram uma perda de peso demonstrou a melhora da energia, humor e confiança. Ainda manter-se saudável, e fazer exercícios ajuda no controle da ansiedade e depressão[12]Morris A. Anxiety-induced weight loss. Nature Reviews Endocrinology. 2019 Mar;15(3):130.

Você pode sentir que o exercício é a última coisa em sua mente. Mas, na verdade, o exercício regular fará com que você se sinta menos cansado a longo prazo, então você terá mais energia. Mesmo uma única caminhada de 15 minutos pode lhe dar um impulso de energia, e os benefícios aumentam com a atividade física mais frequente.

A ansiedade tem uma relação complexa com o peso, podendo ser responsável pelo ganho de peso (devido à alimentação emocional como mecanismo de enfrentamento) ou, em alguns casos, pela perda de peso.

As pessoas costumam associar a ansiedade ao ganho de peso, mas a maioria das pessoas não percebe que isso também pode causar perda de peso.

O aumento dos níveis de cortisol, como resultado da ansiedade, faz com que a gordura se acumule no estômago e leva a um aumento de peso. Quanto mais tempo uma pessoa experimenta estresse e ansiedade, mais peso ela pode ganhar.

Os sintomas de ansiedade podem levar a alterações no seu metabolismo, diminuição da ingestão de alimentos, aumento do movimento corporal, alterações no funcionamento do intestino e aumento da tensão muscular, todos potencialmente levando à perda de peso.

O que muda o efeito na dieta

Em 10 benefícios ao Perder Aquele Peso Extra, o efeito final aparece no conjunto da alimentação. Porção, preparo, frequência e substituição importam mais do que classificar o item como bom ou ruim de forma isolada. Uma troca simples pode melhorar saciedade; uma adição calórica sem perceber pode dificultar controle de peso ou glicemia.

FatorComo avaliar
PorçãoCompare a quantidade do prato com a porção do rótulo ou da receita.
PreparoFritura, açúcar, creme, óleo e bebidas calóricas mudam bastante o resultado.
FrequênciaConsumo eventual e hábito diário têm impactos diferentes.
Condição clínicaDiabetes, doença renal, alergias, gestação e transtornos alimentares pedem ajuste próprio.

Uma boa decisão alimentar precisa caber no orçamento, na fome, no horário e no prazer de comer. Cortes amplos sem necessidade podem reduzir variedade e aumentar culpa sem melhorar exames ou sintomas.

Explore também no Blog da Saúde

  • Clínica Médica
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: informações de saúde para pacientes
  • MedlinePlus: testes médicos

Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Alpert MA, Omran J, Mehra A, Ardhanari S. Impact of obesity and weight loss on cardiac performance and morphology in adults. Progress in cardiovascular diseases. 2014 Jan 1;56(4):391-400.
↑2 Barrett KV, Savage PD, Ades PA. Effects of behavioral weight loss and weight loss goal setting in cardiac rehabilitation. Journal of cardiopulmonary rehabilitation and prevention. 2020 Nov 1;40(6):383-7.
↑3 Mehta AK, Doshi RS, Chaudhry ZW, Jacobs DK, Vakil RM, Lee CJ, Bleich SN, Clark JM, Gudzune KA. Benefits of commercial weight-loss programs on blood pressure and lipids: a systematic review. Preventive medicine. 2016 Sep 1;90:86-99.
↑4 Kernan WN, Inzucchi SE, Sawan C, Macko RF, Furie KL. Obesity: a stubbornly obvious target for stroke prevention. Stroke. 2013 Jan;44(1):278-86.
↑5 Lau DC, Teoh H. Benefits of modest weight loss on the management of type 2 diabetes mellitus. Canadian journal of diabetes. 2013 Apr 1;37(2):128-34.
↑6 Morisset AS, St‐Yves A, Veillette J, Weisnagel SJ, Tchernof A, Robitaille J. Prevention of gestational diabetes mellitus: a review of studies on weight management. Diabetes/metabolism research and reviews. 2010 Jan;26(1):17-25.
↑7 Xu M, Jung X, Hines OJ, Eibl G, Chen Y. Obesity and pancreatic cancer: overview of epidemiology and potential prevention by weight loss. Pancreas. 2018 Feb;47(2):158.
↑8 Vainio H, Kaaks R, Bianchini F. Weight control and physical activity in cancer prevention: international evaluation of the evidence. European journal of cancer prevention. 2002 Aug 1:S94-100.
↑9 Erlinger S. Gallstones in obesity and weight loss. European journal of gastroenterology & hepatology. 2000 Dec 1;12(12):1347-52.
↑10 Sim KA, Partridge SR, Sainsbury A. Does weight loss in overweight or obese women improve fertility treatment outcomes? A systematic review. Obesity reviews. 2014 Oct;15(10):839-50.
↑11 Tuomilehto H, Seppä J, Uusitupa M. Obesity and obstructive sleep apnea–clinical significance of weight loss. Sleep medicine reviews. 2013 Oct 1;17(5):321-9.
↑12 Morris A. Anxiety-induced weight loss. Nature Reviews Endocrinology. 2019 Mar;15(3):130

Arquivado em: Clínica Médica

Autismo na escola: inclusão, apoios e rotina

24 de abril de 2022 by Dra. Celia Yunes Portiolli Deixe um comentário

autismo
Inclusão escolar exige plano individual, previsibilidade e comunicação entre família, escola e profissionais.

Autismo na escola não é apenas “colocar a criança na sala”. Inclusão de verdade envolve acesso ao currículo, participação social, segurança emocional, adaptações razoáveis e acompanhamento das necessidades individuais. Como o espectro autista é diverso, dois alunos com o mesmo diagnóstico podem precisar de apoios muito diferentes.

Mapa clínico: inclusão escolar no autismo precisa de previsibilidade, comunicação e apoio individual

Em resumo: autismo na escola não se resolve com uma única adaptação. O plano deve considerar comunicação, sensibilidade sensorial, rotina, aprendizagem, comportamento, recreio, alimentação, sono, família e metas realistas. Apoio bom é aquele que aumenta participação sem apagar diferenças.

Diagrama de inclusão escolar no autismo com rotina previsível, comunicação visual e pausas sensoriais.
Pequenas adaptações podem reduzir sobrecarga e melhorar participação.
Fluxo visual de plano escolar para autismo com metas funcionais, registro de gatilhos e revisão periódica.
O plano deve ser revisto conforme a criança muda.
ÁreaO que observarAdaptação possível
ComunicaçãoDificuldade de entender instruções longas.Frases curtas e apoio visual.
SensorialRuído, luz ou toque geram sobrecarga.Pausa, fone, lugar combinado.
SocialRecreio e grupo podem ser difíceis.Mediação e atividades estruturadas.
  • Peça que escola e família registrem gatilhos, estratégias que funcionam e situações que pioram.
  • Evite interpretar toda crise como birra; sobrecarga sensorial e comunicação falha são comuns.
  • Procure avaliação se houver regressão, autoagressão, perda de sono, agressividade nova ou sofrimento intenso.

Nota de segurança: inclusão não é favor; é planejamento para participação, aprendizagem e segurança.

Para continuar no tema: Pediatria | Autismo | Ansiedade em crianças | Dislexia em crianças

Algumas crianças têm linguagem oral fluente e dificuldade sensorial ou social. Outras precisam de comunicação alternativa, mediador, rotina visual, terapia ocupacional, apoio comportamental ou ajustes importantes no ambiente. O plano deve partir de avaliação funcional, não de estereótipos.

O que observar no início

ÁreaPerguntas úteis
ComunicaçãoComo o aluno pede ajuda, recusa, escolhe e demonstra desconforto?
SensorialRuído, luz, toque, fila ou recreio geram sobrecarga?
RotinaMudanças são antecipadas de forma compreensível?
AprendizagemO aluno entende instruções coletivas ou precisa de passos menores?
SocialHá interação segura sem forçar contato que cause sofrimento?

Apoios que costumam ajudar

  • Rotina visual com começo, meio e fim das atividades.
  • Instruções curtas, concretas e conferidas individualmente.
  • Local de pausa sensorial combinado antes da crise.
  • Adaptação de prova, tempo, forma de resposta ou quantidade de estímulos.
  • Comunicação frequente entre família, coordenação, professores e profissionais de saúde/educação.
  • Prevenção de bullying e educação da turma sobre respeito às diferenças, sem expor intimidades do aluno.

O apoio não deve virar isolamento. Um mediador, por exemplo, precisa facilitar autonomia e participação, não falar sempre pela criança. A meta é que o aluno avance em habilidades acadêmicas, comunicação, autorregulação e convivência, respeitando seu ritmo.

Crise, birra e sobrecarga não são a mesma coisa

SituaçãoComo pode aparecerResposta melhor
Frustração comumChoro ou recusa diante de limiteAcolher, manter limite e ensinar alternativa
Sobrecarga sensorialTampar ouvidos, fuga, agitação, desligamentoReduzir estímulo e oferecer pausa
Dificuldade de comunicaçãoGritos ou comportamento para escaparEnsinar forma funcional de pedir ajuda
Crise intensaPerda de controle, risco de se machucarSegurança, poucos comandos e revisão posterior do gatilho

Plano individual e metas

Um bom plano escolar descreve necessidades, estratégias, responsáveis e critérios de acompanhamento. Metas vagas como “melhorar socialização” ajudam pouco. É melhor definir objetivos observáveis: pedir pausa usando cartão, completar atividade com apoio visual, participar de roda por tempo tolerável ou comunicar dor/desconforto.

As metas devem ser revisadas. Se o aluno passa a maior parte do dia em crise, exausto ou fora da sala, o plano não está funcionando. Se não há desafio algum, também pode haver subestimulação. Inclusão exige equilíbrio entre acolher e ensinar.

Como família e escola podem se comunicar

  • Registrar sono, alimentação, medicação e eventos importantes que possam afetar o dia.
  • Compartilhar estratégias que funcionam em casa e na escola.
  • Evitar culpar a criança por sinais de sobrecarga.
  • Documentar episódios de fuga, agressão, autoagressão ou bullying para ajustar prevenção.
  • Celebrar ganhos pequenos, porque eles mostram quais apoios estão funcionando.

Quando buscar reavaliação

Mudanças bruscas de comportamento, perda de habilidades, recusa escolar intensa, automutilação, agressividade nova, dor, sono ruim ou suspeita de convulsões merecem avaliação médica ou multiprofissional. Em crianças autistas, dor, constipação, ansiedade, bullying e sobrecarga sensorial podem aparecer como comportamento, não como queixa verbal clara.

Resumo

  • Autismo na escola exige individualização, previsibilidade e apoio à comunicação.
  • A inclusão deve promover participação, não apenas presença física.
  • Adaptações funcionais ajudam mais que rótulos genéricos.
  • Crises são sinais para revisar ambiente, demanda e comunicação.

Leitura relacionada: saiba mais sobre autismo e sintomas de déficit de atenção infantil.

Como usar esta informação com segurança

Use este artigo como ponto de partida para organizar dúvidas, reconhecer sinais de alerta e conversar melhor com um profissional. Em saúde, contexto individual muda decisões: idade, gravidez, doenças crônicas, medicamentos em uso, alergias, exames prévios e intensidade dos sintomas podem alterar a recomendação. Quando houver dúvida entre observar em casa e procurar atendimento, prefira uma avaliação, especialmente se os sintomas forem novos, intensos, progressivos ou recorrentes.

Também é importante não transformar uma orientação geral em prescrição. Textos educativos ajudam a entender possibilidades, mas não confirmam diagnóstico nem substituem exame físico. Se você já recebeu uma orientação personalizada, ela deve prevalecer sobre recomendações gerais encontradas na internet. Leve uma lista de sintomas, tempo de evolução, tratamentos tentados e perguntas para aproveitar melhor a consulta.

Acompanhamento ao longo do ano letivo

A inclusão precisa ser monitorada. Um plano que funcionou em fevereiro pode não funcionar após mudança de professor, aumento de demanda, troca de sala, bullying, puberdade ou alteração de sono. Reuniões breves e regulares evitam que a escola só chame a família quando a crise já se repetiu muitas vezes.

Sinal observadoPossível interpretaçãoPróximo passo
Recusa escolar novaSobrecarga, bullying, dor ou ansiedadeInvestigar antes de punir
Crises no recreioAmbiente sensorial/social difícilPlanejar local e adulto de referência
Não copia da lousaDemanda visual/motora excessivaOferecer material impresso ou digital
Isolamento totalFalta de mediação social seguraCriar pares e atividades estruturadas

A escola deve registrar o que aconteceu antes, durante e depois de comportamentos difíceis. Esse registro ajuda a descobrir gatilhos e funções: escapar de barulho, pedir ajuda, evitar tarefa incompreensível, buscar previsibilidade ou comunicar dor. Sem essa análise, adultos podem insistir em estratégias que aumentam sofrimento.

Para a família, vale guardar laudos, relatórios, avaliações e registros de reunião. Não para burocratizar a criança, mas para manter continuidade quando profissionais mudam. O aluno autista não deve depender da boa vontade individual de um professor específico; o suporte precisa virar prática institucional.

Inclusão também protege saúde mental

Uma criança autista pode aprender melhor quando se sente segura. Ambientes imprevisíveis, punições por sinais de sobrecarga ou exposição pública de dificuldades aumentam ansiedade e podem piorar comportamento. Acolhimento não significa ausência de limites; significa ensinar habilidades com previsibilidade, respeito e estratégias que a criança consiga compreender.

  • Combine sinais de pausa antes da crise.
  • Explique mudanças com antecedência sempre que possível.
  • Trate bullying como risco de saúde, não como “fase”.

Na prática, inclusão escolar melhora quando todos sabem o que fazer antes da sobrecarga, não apenas depois. Professor, família e coordenação podem combinar sinais precoces, adaptações prioritárias e uma forma simples de registrar avanços, dificuldades e ajustes necessários.

Fontes úteis

Conteúdo revisado editorialmente em 15/05/2026 para reforçar clareza, contexto clínico e limites de segurança.

  • CDC – Autism spectrum disorder
  • CDC – Autism data and research
  • Autism Speaks – School community toolkit

Fontes de apoio: CDC: autism treatment | MedlinePlus: autism spectrum disorder

Arquivado em: Neurologia, Pediatria

Pele após o verão: como recuperar com segurança

24 de abril de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Pele após o verão: como recuperar com segurança exige observar tempo de evolução, localização, cor, textura, coceira, dor, sangramento, produtos usados e resposta ao tratamento. A causa provável deve vir antes de pomadas, ácidos, antibióticos ou procedimentos estéticos.

O verão já acabou e eu sei que você aproveitou bastante todos os minutinhos de verão que tinha, e espero que tenha se cuidado e passado bastante protetor solar quando foi a praia, clubes e outros lugares com muito sol e água.

O verão é muito bom, principalmente o verão brasileiro que é bem quente e tem muito sol, dá para aproveitar bastante e ainda pegar uma cor bronzeada.

Mas é no verão também que sua pele mais sofre, o sol mais intenso acaba prejudicando mais a pele e você precisa ficar atento para não correr riscos.

Como o verão acabou há pouco tempo decidimos mostrar como recuperar a pele após o verão. É importante ter esse cuidado depois, o cuidado deve acontecer o tempo todo, antes, durante e depois do verão, então pegue papel e caneta e vem anotar todas as dicas que vamos passar.

Cosmetologista, limpeza de rosto de uma mulher em um salão de beleza Foto gratuita
Limpeza facial foto criado por senivpetro – br.freepik.com

Dica para recuperar a pele

A rotina de cuidados com a pele deve ser adaptada no verão. Devemos seguir três passos básicos: limpeza adequada, proteção solar durante o dia e hidratação à noite. No verão, é recomendado o uso de produtos mais leves e evitar produtos agressivos para a pele.

Devido às altas temperaturas e do calor a pele acaba ficando desidratada e ressecada, acontece um aumento na produção de suor e isso favorece o surgimento de micro-organismos como bactérias e fungos.

Com tudo isso as infecções de pele também aparece, falando assim parece que o verão é a pior época para a pele e só traz malefícios, mas não é, o verão também faz bem para a pele, mas você precisa proteger e prevenir.

Riscos da exposição solar inadequada, seja por não usar protetor solar ou por usar um com FPS abaixo de 30, incluem queimaduras solares imediatas, o surgimento de manchas na pele a longo prazo, sinais de envelhecimento precoce e até mesmo câncer de pele.

É importante passar protetor solar e beber bastante água e claro evitar ficar debaixo do sol entre 10h e 16h. Se você não se cuidou tão bem e esqueceu algumas vezes desses cuidados básicos é preciso em primeiro lugar ter mais atenção da próxima vez e em segundo lugar, você precisa recuperar sua pele. Se está sentindo sua pele muito ressecada é indicado redobrar a hidratação.

Você pode consultar um dermatologista após o verão, ele vai conferir os efeitos que o sol fez na sua pele e vai indicar o que será necessário para recuperar sua pele.

Posso usar protetor solar corporal no rosto?

Uma das perguntas comuns é se é possível usar o protetor solar corporal no rosto. Em princípio, o protetor solar corporal não possui contraindicações para o rosto. É importante lembrar que a pele facial possui particularidades e necessidades diferentes em relação ao corpo.

A pele do rosto tende a ser mais oleosa e sensível, especialmente na região dos olhos, que é mais sensível. Portanto, é recomendado o uso de produtos específicos para o rosto, com tecnologia e texturas diferenciadas.

Itens indispensáveis

itens indispensáveis para os cuidados com a pele no verão. Em primeiro lugar, uma limpeza adequada da pele é essencial. No entanto, deve-se evitar lavar a pele muitas vezes ao dia, pois isso pode levar a um “efeito rebote”, aumentando a oleosidade da pele.

Em segundo lugar, é importante manter a pele hidratada, utilizando produtos mais leves e que contêm antioxidantes.

Por fim, o uso de protetor solar com um bom fator de proteção contra raios ultravioleta é crucial, de preferência um que também proteja contra a luz visível.

Cremes hidratantes e para queimaduras

O médico também pode indicar produtos para passar que vão aliviar as queimaduras e também cremes mais hidratantes que vão ajudar a recuperar a pele com mais facilidade. A consulta com o dermatologista é importante e não pode ser deixada de lado, sempre falamos isso aqui.

Por mais que passamos dicas e falamos o que você pode fazer e usar, o profissional é especialista e vai analisar seu caso de perto.

Importância do médico dermatologista

Não deixe de visitar o médico, principalmente se apareceu alguma infecção de pele após o verão, nesse caso é necessário um tratamento específico como sabonetes neutros a base de glicerina, é importante evitar as marcas chamadas “bactericidas” ou muito perfumadas.

Para uma boa recuperação da pele após o verão é necessário evitar os banhos com água quente, eles são prejudiciais e vão atrapalhar na recuperação. A água quente remove a hidratação natural da pele, por isso mesmo em dias mais frio tome banho com água morna ou fria.

É válido ressaltar que alguns tratamentos estéticos devem ser evitados durante o verão, pois podem piorar a pele ou causar manchas. Produtos com ácidos e derivados da vitamina A, por exemplo, podem aumentar a sensibilidade da pele ao sol e causar irritações. É importante consultar um dermatologista para orientações adequadas, especialmente se estiver passando por algum tratamento dermatológico.


Mulher feliz relaxando no banho Foto gratuita
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Hidratação da pele após o banho

Depois do banho dê bastante atenção para a hidratação da pele, já mostramos em um artigo anterior que passar hidratante após o banho é fundamental para deixar a pele mais hidratada. O creme vai aderir melhor à pele, pois os poros estão mais abertos e a água ficará mais tempo na pele. É indicado usar hidratantes a base de ureia, silicone, alantoína ou pantenol, e passe bastante nos braços, pernas e pés.

Devemos lembrar que o hidratante para o rosto deve ser diferente, não use o creme de corpo no rosto, o rosto precisa de um sabonete diferente e creme diferente. Os cuidados são outros e você pode pedir ajuda ao seu dermatologista para saber o que passar e o hidratante mais indicado para essa área do rosto afetada pelo verão.

Se você sofreu queimadura na pele e agora está com descascamento da pele é importante saber que não pode puxar ou arrancar. O correto é massagear o local com a pele ainda úmida e hidratar.

Esfoliação da pele

A esfoliação da pele ajuda a controlar a oleosidade.

No entanto, é necessário ter cuidado ao realizar a esfoliação antes da exposição solar, pois pode aumentar o risco de queimaduras. É importante evitar a exposição ao sol imediatamente após a esfoliação.

Importância da alimentação

A alimentação também é fundamental para recuperar a pele, alguns alimentos tem propriedades como vitaminas e substâncias anti-oxidantes que contribui na recuperação contra os danos causados pelo sol. Coma alimentos ricos em vitamina C e E, ômega 3, selênio, licopeno, zinco e outros. Se você ingerir todos esses nutrientes terá uma pele regenerada e saudável bem rápido.

Acabando com as manchas

Mesmo com o cuidado de passar o protetor solar algumas vezes as manchas aparecem, por isso é preciso recuperar a pele após o verão dando atenção também para as manchas.

A mancha é um processo natural do corpo e até importante, a pele passa por um processo inflamatório para se proteger do sol, ela desregula a produção de melanina e por isso algumas regiões ficam mais escuras que as outras.

É assim que acontecem as famosas manchinhas após o verão. Alguns fatores também podem motivar o aparecimento de manchas como a gravidez e velhice, mas o principal e a falta de protetor solar ou o uso inadequado. Se você passou o protetor solar antes de sair para a praia e depois esqueceu de retocar a cada duas horas, possivelmente você está com manchas na pele.

O protetor indicado para a proteção solar deve ser no mínimo 30, se você passar menos que isso não vai adiantar, principalmente se estiver exposta no sol por muito tempo. Já falamos em outro artigo o fator correto para cada tipo de pele, você pode conferir lá para não errar mais.

Mulher bonita de meia-idade aplica creme anti-envelhecimento no rosto passa por tratamentos de beleza cuidados com a pele Foto gratuita
Mulher rugas foto criado por wayhomestudio – br.freepik.com

E como acabar com as manchas?

Existem tratamentos para acabar ou minimizar as manchas, eles são bem eficazes, mas não podem ser adquiridos sem a receita médica, por isso se você esta com a pele manchada por causa do sol e verão o indicado é procurar o médico.

O dermatologista irá passar o produto ideal para o seu tipo de pele e o que vai realmente acabar com as manchas que apareceram. Alguns médicos ensinam que para ajudar a reduzir as manchas na pele é indicado evitar amendoim, ovos e excesso de leite e seus derivados.

Os alimentos que podem ajudar na recuperação da pele e acabar com as manchas são:

  • nabo;
  • maçã;
  • alho;
  • cenoura;
  • geleia real;
  • alface;
  • abóbora e outros.

Esses alimentos contem antioxidantes que podem ajudar no controle da inflamação que ajudou a manchar a pele.

Não se esqueça que o cuidado não acaba aqui, você precisa cuidar da pele do corpo e rosto durante o ano todo, não importa se está no outono, inverno, primavera ou verão, é preciso cuidar da pele.

Agora já estamos no outono e os cuidados devem continuar, passe protetor solar e hidratante na pele, a hidratação no inverno também é muito importante, mesmo nosso inverno não sendo tão intenso.

O que observar na pele

Em Pele após o verão: como recuperar com segurança, aparência isolada raramente conta toda a história. Tempo de evolução, crescimento, mudança de cor, sangramento, dor, coceira, exposição solar, atrito e produtos usados ajudam a separar irritação, infecção, inflamação, acne, alergia e lesões que precisam de exame direto.

DadoUso na avaliação
TempoLesões recentes e antigas têm hipóteses diferentes.
MudançaCrescimento, ferida persistente ou sangramento merecem cautela.
ProdutosÁcidos, corticoides, clareadores e antibióticos podem irritar ou mascarar sinais.
Fotos seriadasAjudam a comparar evolução com luz semelhante.

Evite alternar muitos produtos ao mesmo tempo. Quando há piora após uma intervenção, registrar exatamente o que foi usado facilita identificar irritação, alergia, infecção ou expectativa irrealista.

Fontes úteis

  • AAD: dermatologia para o público
  • MedlinePlus: pele, cabelo e unhas
  • FDA: dispositivos estéticos

Arquivado em: Dermatologia

Dor no Joelho: Causas, Remédios e Cuidados Caseiros para Tratar e Prevenir

24 de abril de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira Deixe um comentário

Dor no joelho é uma queixa extremamente comum e que geralmente se manifesta com mais intensidade em movimentos inerentes ao dia a dia, como caminhar, agachar e levantar. Pessoas idosas ou que praticam esportes de alto impacto são mais propensas a vivenciar o incômodo, embora jovens e indivíduos sedentários também possam desenvolvê-lo.

O sintoma é causado por lesões óbvias – como batidas, deslocamentos e torções – ou disfarçadas – cuja origem vem de repetitivos traumas ou movimentos bruscos da articulação. Em ambos os casos, obesidade, idade avançada e falta de flexibilidade e fortalecimento podem estar envolvidos.

Independente da causa, a maioria dos quadros desse desagradável e frustrante desconforto pode ser tratada facilmente. Continue lendo e saiba mais sobre dor no joelho.

Anatomia do joelho

Anatomia do joelho

O joelho é a maior articulação do corpo. Ele agrupa ossos da parte inferior e superior da perna e se move como uma dobradiça, permitindo movimentos que envolvem flexão e extensão, como andar, agachar e pular.

A estrutura é formada por três ossos: o primeiro é o fêmur, localizado na coxa; o segundo é a tíbia, que marca a região frontal da perna – popularmente chamada de” canela”; e o terceiro é a patela, ou rótula, que recobre os outros ossos do joelho.

A estrutura ainda conta com cartilagem, cuja função é absorver impactos, dispersar o peso do corpo e permitir que os ossos deslizem uns entre os outros durante o movimento. Entre a tíbia e o fêmur há duas cartilagens importantes denominadas menisco medial e menisco lateral.

Também há a sinóvia, uma cápsula articular cujo interior abriga um fluido que lubrifica a articulação e o exterior se fixa aos ossos.

Toda a anatomia do joelho é sustentada por quatro ligamentos: colateral medial, colateral lateral, cruzado anterior e cruzado posterior. Ela também é suportada pelo tendão do quadríceps e os grupos musculares isquiotibiais e do quadríceps, destinados respectivamente a dobrar a articulação e manter o joelho em posição curvada.

O que pode ser dor no joelho?

Artrite reumatoide: doença crônica na qual o sistema imunológico ataca as articulações do próprio corpo, resultando em inflamação manifestada por dor, edema e vermelhidão. O acometimento afeta mais mulheres do que homens, especialmente as acima de 50 anos, e prejudica com maior frequência as juntas dos joelhos, pés, mãos e pulsos.

Outros tipos de artrite: artrite é um conjunto de doenças que gera dor nas articulações e acomete pessoas de todas as idades e sexos, apesar de ser mais comum em mulheres e idosos. Há cerca de cem tipos diferentes de artrite, incluindo infecciosa, psoriática e séptica. Os sintomas ocorrem em crises que vêm e vão, melhorando ou piorando com o passar do tempo, e podem resultar em sequelas permanentes.

Bursite: é a inflamação das bursas, compartimentos cheios de líquido sinovial – substância lubrificante que reduz atrito durante movimentos e nutre as cartilagens – que ficam entre tendões e pele ou ossos. Costuma ser fruto de movimentos repetitivos que exigem uso excessivo das articulações.

Cisto de Baker: é um nódulo na parte de trás do joelho cujo interior contém líquido sinovial, que é o fluido que lubrifica as articulações. O problema causa dor ao dobrar ou estender a perna e está geralmente associado a outros acometimentos, como artrite e lesões de cartilagem.

Tendinite: é a inflamação que afeta os cordões que unem os músculos aos ossos. Geralmente, é causada por movimentos repetitivos, lesões, envelhecimento e até certos medicamentos. A tendinite no joelho gera dor e sensibilidade.

Mulher idosa, sofrimento, dor joelho Foto gratuita

Gota: é uma doença inflamatória causada pelo excesso de ácido úrico no organismo, o qual gera cristais que se depositam nas articulações. Incide mais sobre homens acima de 40 anos, especialmente os obesos, que bebem álcool com frequência e não se exercitam.

Osteoartrose: também chamada de artrose, é uma forma de artrite que ocorre nas cartilagens, cuja função é amortecer impactos nas extremidades dos ossos. O problema pode afetar qualquer parte do corpo, mas costuma ser frequente em joelhos, quadris e mãos. Os grupos de risco para a doença incluem pacientes em idade avançada, mulheres, pessoas com obesidade, atletas e indivíduos que nasceram com deformidades ósseas.

Doença de Lyme: inflamação causada por bactéria transmitida por carrapatos que, se não for tratada ainda nos primeiros estágios, progride com inchaço e dor no joelho.

Lúpus: condição inflamatória na qual o sistema imunológico ataca as estruturas do próprio corpo, inclusive as articulações. Seus sintomas incluem dor e inchaço. A incidência de lúpus é mais comum em mulheres, embora também ocorra em homens.

Espondilite anquilosante: doença inflamatória que prejudica o tecido conjuntivo das articulações. Se afetar os joelhos, causa dor e dificuldade de movimento. É mais comum em homens e tem cunho genético.

Lesão no menisco: é o dano à cartilagem localizada na junta do joelho, que pode ser causado por torção ou impacto. A condição ocorre tanto em atletas quanto em pessoas sedentárias e gera inchaço e dor no joelho.

Lesão no ligamento: movimentos de torção ou troca de direção podem danificar o ligamento cruzado anterior, enquanto o posterior costuma ser prejudicado por impactos na articulação. Já o ligamento cruzado medial é frequentemente lesionado por golpes na parte exterior do joelho.

Doença de Osgood-Schlatter: é a inflamação do ponto em que o tendão da coxa encontra o osso da canela. A condição é mais comum em adolescentes durante o estirão de crescimento e pode estar associada ou não à prática de atividades físicas.

Luxação de patela: ocorre quando a patela sai de sua posição natural. Além da dor no joelho intensa, a condição é facilmente identificada apenas pela visualização da articulação, que fica deformada. Após um episódio de deslocamento de patela, a chance de voltar a tê-lo é maior.

Síndrome da banda iliotibial: condição também conhecida como “tendinite do corredor”, é fruto do atrito do fêmur com a banda iliotibial – faixa de fibra que vai da lateral da coxa até a abaixo do joelho. Seus sintomas incluem inflamação e dor na lateral externa da articulação. Costuma ser mais frequente em atletas profissionais ou amadores, bem como pessoas com joelhos valgos.

Corredor de mulher segurar dor no joelho Foto gratuita

Síndrome da dor patelofemoral: conhecida como “joelho do corredor”, a condição ocorre quando a patela não distribui adequadamente a pressão entre os lados do corpo e acaba sobrecarregando apenas uma parte da cartilagem, o que resulta em seu desgaste. Assim como seu nome popular sugere, ocorre mais em atletas de corrida, sejam amadores ou profissionais. Nessa condição, a dor surge em volta ou atrás do joelho, em especial ao subir ou descer escadas e correr.

Síndrome da plica sinovial: problema caracterizado pela inflamação da plica sinovial medial, que é a membrana que envolve a articulação do joelho. Se manifesta com estalos, inchaço e dor e, embora seja mais comum em atletas de ciclismo, trilha e corrida, pode surgir também em indivíduos que praticam quaisquer outras modalidades.

Condropatia patelar: mais comum em mulheres jovens e esportistas, a condropatia, também chamada de condromalácia, refere-se ao desgaste da cartilagem do joelho, cuja função é permitir que a patela deslize no fêmur em movimentos de flexão e extensão. O quadro começa com amolecimento e evolui para rachaduras do tecido cartilaginoso que, embora não possua terminações nervosas, podem resultar em dor no joelho, o que se dá por sobrecargas e lesões promovidas pelo desgaste da estrutura.

Hoffite: a hoffite é uma patologia do joelho que afeta o tecido gorduroso localizado atrás do tendão patelar. Essa lesão pode causar incapacidade de mover o joelho, e se manifesta principalmente com dor na área anterior do joelho. Além disso, também gera um aumento no volume devido à inflamação dessa área, que é o que causa a limitação nos movimentos da extensão e flexão do joelho.

Fatores de risco para dor no joelho

Pessoas com sobrepeso ou obesidade têm risco maior de apresentar dor no joelho, visto que o excesso de carga aumenta a pressão sobre as articulações.

Além disso, idade avançada eleva o risco de problemas degenerativos nas articulações, assim como a prática intensa de atividades físicas, especialmente as de alto impacto.

A falta de flexibilidade e tônus muscular também favorece dor no joelho, assim como anormalidades estruturais, tais como pés chatos e joelhos valgos.

Por fim, histórico de lesões ou traumas também aumenta a chance de incômodo.

Massagem médica na perna em um centro de fisioterapia. Foto gratuita

Diagnóstico

Assim como outras patologias, o início da jornada para a definição do diagnóstico se dá pela anamnese, que é a entrevista que o profissional de saúde submete o paciente. Nela, o médico questionará:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Apenas um joelho ou ambos doem?
  • Como a dor se manifesta?
  • Em quais momentos a dor piora e em quais diminui?
  • Pegou peso ou sobrecarregou a articulação?
  • Sofreu algum trauma ou lesão?
  • Pratica atividades físicas?
  • Já teve dor no joelho antes?
  • Tem outros problemas de saúde?

Em seguida, o profissional fará o exame físico, que consiste em manipular o joelho e a perna do paciente a fim de procurar padrões de sintomas semelhantes a doenças.

No caso de dor no joelho após lesão, as relações de causa mais comuns são:

  • Dor após se alongar, exercitar ou torcer o joelho pode ser entorse ou distensão;
  • Dor entre a rótula e a canela é indício de tendinite;
  • Dor e inchaço abaixo da rótula em adolescentes e jovens são sugestivos de síndrome de Osgood-Schlatter;
  • Patela que sai do lugar ou muda repentinamente de direção é sinal de luxação.

Já no caso de lesões não óbvias, os sintomas podem se relacionar com doenças da seguinte maneira:

  • Instabilidade, joelho que cede automaticamente com o movimento de se levantar e sons de estalo podem ser sinais de condropatia patelar ou rompimento de ligamento, tendão ou menisco;
  • Dor, rigidez em ambos os joelhos e inchaço leve, principalmente em idosos, são sinais de osteoartrite;
  • Aumento de temperatura, vermelhidão e dor ao ajoelhar são sintomas sugestivos de bursite;
  • Inchaço e febre local associados ao consumo de anticoagulantes pode ser hemartrose, que é o sangramento no espaço articular;
  • Calor, vermelhidão e crises de dor aguda são indícios de gota ou artrite infecciosa.

De acordo com as suspeitas de diagnóstico, podem ser solicitados exames de imagem para visualizar as estruturas internas da articulação prejudicada. Entre os testes mais comuns, estão:

Doutor, segurando o raio-x e conversando com o paciente sênior sobre lesão no joelho no escritório do hospital. médico falando sobre terapia com mulher madura. Foto gratuita
Mulher medico foto criado por DCStudio – br.freepik.com

Raio-X: exame feito com um tipo de radiação eletromagnética que possibilita a captura de imagens através da pele. O procedimento permite visualizar ossos, células biológicas e cancerígenas, pode ser feito com ou sem contraste e não causa dor ou mal-estar ao paciente. Já o resultado fica pronto no mesmo dia.

Ressonância magnética: análise que capta imagens de diferentes estruturas do corpo por meio de feixes de raio-x emanados por um computador que fica à frente do paciente. Assim como outros exames de imagem, não dói e em alguns casos requer uso de contraste intravenoso.

Tomografia computadorizada: teste que capta imagens por meio de feixes de raio-x emitidos por uma máquina posicionada em torno do paciente. O diferencial desse exame é a possibilidade de obter imagens de diferentes planos do corpo. A tomografia não dói e pode requerer ou não uso de contraste.

Ultrassom: tecnologia que usa ondas sonoras para criar imagens simultâneas de tecidos moles dentro e em volta da articulação do joelho. Assim como os demais exames de imagem, esse também é indolor e o paciente pode ser solicitado a movimentar a perna de diferentes maneiras para checar estruturas específicas.

Se houver suspeita de infecção ou inflamação, são requeridos exames de sangue e coleta de líquido sinovial por meio de uma seringa para análise.

Dependendo dos achados, o profissional poderá indicar outros exames ou pedir a repetição de algum.

Sinais e sintomas associados

A localização e a intensidade da dor no joelho variam de acordo com sua causa. Além disso, o desconforto pode surgir acompanhado de outros sinais, como:

  • Inchaço.
  • Dificuldade de movimentar a articulação.
  • Vermelhidão.
  • Aumento da temperatura.
  • Fraqueza.
  • Instabilidade.
  • Barulho de estalo ou rangido.
  • Incapacidade de esticar o joelho.
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Sinais de alerta

É indicado buscar ajuda de um médico ortopedista, reumatologista ou clínico geral perante “red flags” (em tradução literal, “bandeiras vermelhas”), que são sinais de que a dor no joelho é importante e deve ser tratada o quanto antes, tais como:

  • Incapacidade de o joelho suportar o peso do corpo.
  • Dor intensa, mesmo em repouso.
  • Joelho travado ou que estala.
  • Joelho visualmente deformado.
  • Edema significativo.
  • Panturrilha com coloração azulada.
  • Dor que não melhora mesmo após cuidados caseiros.

Tratamentos para dor no joelho

Dor no joelho é sintoma de diversas condições, portanto o tratamento será diferente para cada uma delas. Em geral, ele varia entre cirurgia, medicamentos e fisioterapia, sendo frequente a associação entre os métodos.

Medicamentos para Dor no Joelho

Poderão ser prescritos remédios para aliviar a dor e combater a inflamação, como analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios.

Somente o especialista é capaz de indicar o melhor medicamento para cada caso, assim como a dosagem adequada ao paciente. Portanto, vale evitar a automedicação e não interromper o tratamento sem antes consultar um médico.

Medicamentos Anti-inflamatórios para Dor no Joelho

AINEDosagem
Ibuprofeno200-400 mg 3-4 vezes ao dia
Naproxeno250-500 mg duas vezes ao dia
Aspirina325-650 mg a cada 4-6 horas
Celecoxibe200 mg duas vezes ao dia
Diclofenaco75-150 mg duas vezes ao dia
Cetoprofeno50-100 mg duas vezes ao dia
Meloxicam7,5-15 mg uma vez ao dia
Indometacina25-50 mg 3-4 vezes ao dia
Piroxicam10-20 mg uma vez ao dia

Medicamentos Analgésicos (não opióides)

AnalgésicoDosagem
Dipirona1000-4000 mg por dia
Paracetamol1000-4000 mg por dia
Dividol70-210 mg por dia

Medicamentos Opióides

OpioideDosagem
Tramadol50-100mg a cada 4-6 horas
Codeína15-60mg a cada 4-6 horas
Metadona5-10mg a cada 4-6 horas

Medicamentos Relaxantes Musculares

NomeClasse FarmacológicaDosagem
CiclobenzaprinaRelaxante Músculo Esquelético10-30 mg três vezes ao dia
TizanidinaAgonista alfa 2 adrenérgico de ação central2-24 mg por dia em 2-4 doses divididas
CarisoprodolRelaxante muscular central350 mg três vezes ao dia
OrfenadrinaRelaxante muscular esquelético de ação central60-120 mg por dia

Suplementos para Dor no Joelho

Glucosamina, condroitina e colágeno são suplementos que prometem aliviar osteoartrose e evitar a degeneração de cartilagens. Ainda não há um consenso acerca do efeito dessas substâncias para dor no joelho, embora sejam indicadas por alguns especialistas.

SuplementosClasse FarmacológicaDosagem
GlucosaminaAçúcar amino500-1500 mg/dia
ColágenoProteína2-10 g/dia
CondroitinaGlicosaminoglicano400-1200 mg/dia

Infiltração

Dependendo da causa de dor no joelho, pode ser necessário tomar injeções diretamente na articulação. Diversas substâncias podem ser usadas, tais como:

Corticosteroide: substância anti-inflamatória que reduz sintomas de osteoartrose e outras doenças degenerativas, aliviando a dor por alguns meses. O procedimento deve ser feito em último caso, como quando há contraindicação para cirurgia, pois a substância em excesso pode prejudicar as cartilagens.

Ácido hialurônico: denominada viscossuplementação, a aplicação de ácido hialurônico no joelho visa lubrificar as juntas, de modo a melhorar a mobilidade e aliviar a dor por até seis meses. É comum em casos de condropatia patelar e osteoartrose.

Cirurgiões que executam a operação no quarto de operação Foto gratuita
Cirurgião foto criado por peoplecreations – br.freepik.com

Cirurgia

Algumas lesões podem requerer cirurgia, a qual não costuma ter necessidade imediata, portanto pode ser agendada. A decisão sobre o tipo de procedimento deve ser tomada em conjunto com o médico responsável, que deve apresentar prós e contras de cada alternativa.

Quem opta pela cirurgia é submetido a uma das seguintes técnicas:

Artroscopia: procedimento no qual se insere uma câmera de fibra ótica e algumas ferramentas em pequenas incisões na articulação do joelho, a fim de examinar e reparar estruturas que proporcionam dor e inflamação, como cartilagem desgastada e ligamento danificado.

Artroplastia: é a cirurgia de substituição parcial ou total do joelho por próteses de metal ou plástico. A troca é feita por meio de pequenas incisões, o que reduz o tempo de recuperação do paciente.

Fisioterapia

A fisioterapia visa fortalecer e alongar os músculos ao redor do joelho, a fim de torná-lo mais estável. Para isso, faz uso de exercícios escolhidos com base na condição específica que causa a dor.

Quem é fisicamente ativo ou pratica esportes também pode precisar de exercícios para corrigir padrões inadequados de movimento que possam afetar as articulações ou o equilíbrio.

A fisioterapia ainda oferece técnicas analgésicas para dor no joelho, como estimulação elétrica transcutânea (TENS), luz infravermelha e ultrassom terapêutico.

Em alguns casos, pode ser indicado o uso de joelheiras e outros acessórios para proteger e apoiar a articulação.

Fisioterapeuta realizando agulhamento seco no joelho de um paciente Foto gratuita
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Acupuntura

Essa prática da Medicina Chinesa consiste em inserir agulhas em certas partes do corpo para combater dores e doenças. É vantajosa porque proporciona resultados rápidos e seguros, bem como não tem efeitos colaterais.

Há casos raros que regridem com piora da dor no início do tratamento, mas logo progridem em alívio prolongado.

A frequência da acupuntura dependerá da gravidade do quadro, mas costuma englobar 10 sessões em média.

Cuidados caseiros

Mantenha repouso: é recomendado reduzir ou interromper a rotina de atividades físicas em casos agudos de dor no joelho, visto que isso aumenta o tempo de recuperação total da lesão e impede que ela se agrave.

Faça atividades físicas: embora o descanso faça parte do tratamento, é importante não exagerar nele para evitar enfraquecimento dos músculos relacionados à articulação, de modo a deixá-la ainda mais fraca e exposta.

Escolha seu exercício com cautela: se você tem osteoartrose, lesões recorrentes ou dor crônica no joelho, talvez precise mudar o tipo de atividade física que pratica por pelo menos alguns dias até que o incômodo melhore. Nesse período, dê preferência por atividades com pouco impacto, como natação, hidroginástica e yoga.

Alongue-se: alongar os músculos anteriores e posteriores das coxas antes e depois de atividades físicas reduz o risco de lesões que podem causar piora da dor no joelho.

Cuide do peso: excesso de peso aumenta a carga sobre os joelhos, sendo um dos principais fatores responsáveis pela dor. Se você está acima do peso, aposte em pequenas mudanças para emagrecer e sinta a diferença.

Faça compressas geladas: baixas temperaturas amenizam dor e inflamação, portanto vale apostar em compressas frias em quadros de dor aguda – que têm duração inferior a duas semanas. Enrole o gelo em um pano fino para evitar queimaduras na pele, deixe por no máximo 20 minutos e repita de duas a três vezes ao dia.

Aposte em compressas quentes: compressas quentes também podem ser benéficas, porém para casos de dor no joelho crônica – que persiste por mais de duas semanas. Os mesmos cuidados tomados com o gelo devem ser adotados para as bolsas térmicas para evitar ferimentos.

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Prevenção de dor no joelho

Embora evitar dor no joelho nem sempre seja possível, algumas atitudes podem reduzir a chance de tê-la, como:

  • Mantenha o peso adequado: evitar sobrepeso e obesidade é uma das melhores maneiras de proteger os joelhos, já que quilos adicionais aumentam a pressão sobre as articulações.
  • Fortaleça: prepare seus músculos, seja para a prática de esportes ou para atividades do dia a dia. Para isso, aposte em musculação, pilates ou outra modalidade que favorece a hipertrofia.
  • Aumente a flexibilidade: além do fortalecimento, a flexibilidade também é importante para evitar dor nos joelhos. Portanto, trate de incluir alongamentos no começo e no fim de seus treinos.
  • Atenção aos sapatos: evite sapatos que aumentam a quantidade de carga sobre os joelhos, como saltos altos, e opte pelos confortáveis e com palmilhas anatômicas.

Dúvidas ou comentários sobre dor no joelho? Deixe sua mensagem e a responderemos o quanto antes.


Referências

https://www.arthritis.org/about-arthritis/where-it-hurts/knee-pain/diagnosis/

https://www.healthline.com/health/chronic-knee-pain#diagnosis

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/knee-pain/diagnosis-treatment/drc-20350855

https://www.nhs.uk/conditions/knee-pain/

Arquivado em: Ortopedia, Medicina Esportiva

O que é Alzheimer? Sintomas, causas e quando investigar

24 de abril de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park Deixe um comentário

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que causa perda de memória e outras alterações cognitivas capazes de interferir na autonomia. Nem todo esquecimento é Alzheimer, mas esquecimento progressivo com perda funcional, desorientação, repetição frequente de perguntas, erros em tarefas habituais ou mudança de comportamento deve ser investigado.

Esquecimento comum ou sinal de doença?

Esquecer um nome e lembrar depois pode acontecer em qualquer idade. O sinal de alerta é a mudança de padrão: a pessoa passa a repetir perguntas, perde objetos em lugares incomuns, erra pagamentos, se confunde em trajetos conhecidos, abandona tarefas que dominava ou precisa de ajuda crescente para organizar a vida.

Alzheimer começa frequentemente com memória recente, mas pode envolver linguagem, julgamento, orientação, atenção, comportamento e capacidade de planejar. A família costuma notar antes do paciente porque a perda de crítica pode fazer parte do quadro.

SituaçãoMais compatível comO que fazer
Esquece e lembra depoisVariação comum, estresse ou sono ruim.Observar contexto e frequência.
Repete perguntas no mesmo diaMemória recente comprometida.Organizar exemplos para avaliação.
Perde-se em trajeto conhecidoAlteração de orientação.Procurar avaliação médica.
Mudança súbita ou confusão agudaDelirium, infecção, remédio ou evento neurológico.Avaliação rápida.

Como o diagnóstico é investigado

O diagnóstico combina história do paciente e de alguém próximo, testes cognitivos, avaliação funcional, exame físico e revisão de medicamentos. Exames de sangue podem procurar causas reversíveis ou contribuintes, como deficiência de B12, hipotireoidismo, alterações metabólicas, infecção, depressão, sono ruim ou efeitos de sedativos.

Imagem cerebral pode ser indicada para avaliar atrofia, AVC, tumores, hidrocefalia ou outras causas. Em alguns centros, biomarcadores podem ajudar em casos selecionados, mas não substituem a avaliação clínica. O objetivo é entender se há demência, qual o provável tipo e qual plano de cuidado reduz risco e sofrimento.

Tratamento e acompanhamento

Os tratamentos disponíveis podem ajudar sintomas ou desacelerar parte da progressão em alguns casos, mas não restauram completamente a memória perdida. Medicamentos como inibidores de colinesterase ou memantina são considerados conforme estágio, tolerância, interações e objetivos. Novas terapias exigem critérios rigorosos, confirmação diagnóstica e discussão de riscos.

O cuidado também inclui rotina, atividade física segura, sono, controle de pressão, diabetes e audição, adaptação da casa, orientação para direção, prevenção de quedas, suporte ao cuidador e planejamento jurídico/familiar quando possível. Alzheimer não é apenas problema de memória; é uma condição que reorganiza a vida da família.

Levar à consulta: exemplos, datas, remédios e alguém que conviva com a pessoa.
Investigar: causas reversíveis, depressão, sono, audição e medicamentos.
Planejar: segurança em casa, finanças, direção e cuidado futuro.
Urgência: confusão súbita, queda, febre ou déficit neurológico.

Quando a mudança é urgente

Confusão que começou de repente, sonolência intensa, febre, queda, dor de cabeça forte, fraqueza de um lado, fala alterada, convulsão, desidratação ou piora abrupta não deve ser atribuída a Alzheimer sem investigação. Delirium, infecção, AVC, intoxicação medicamentosa e distúrbios metabólicos podem causar alteração cognitiva rápida.

Em quadros progressivos, a urgência é menor, mas a avaliação não deve ser adiada por anos. Diagnóstico precoce ajuda a revisar remédios, tratar fatores associados, orientar família e planejar segurança antes de crises.

Resumo prático

Alzheimer é uma causa importante de demência, mas não é sinônimo de todo esquecimento. O que muda a decisão é impacto funcional e progressão. Se a pessoa está perdendo autonomia, se confunde em tarefas habituais ou muda comportamento, a prioridade é avaliação, não suplemento ou treino de memória sem diagnóstico.

Para a consulta, escreva exemplos concretos: quando começou, o que piorou, que tarefas foram perdidas, que remédios usa, como está sono e humor, e quem percebeu a mudança. Essa lista vale mais do que dizer apenas “está esquecido”.

Diferença entre Alzheimer, demência e delirium

Demência é uma síndrome: perda cognitiva suficiente para interferir na vida diária. Alzheimer é uma das causas de demência, a mais comum, mas não a única. Demência vascular, corpos de Lewy, frontotemporal, Parkinson, álcool, trauma, hidrocefalia e outras condições podem ter apresentações diferentes.

Delirium é outra coisa: confusão aguda, flutuante, muitas vezes causada por infecção, desidratação, remédios, dor, internação ou distúrbio metabólico. Em idosos, delirium pode parecer “piora da demência”, mas exige busca ativa da causa. Essa distinção muda urgência e tratamento.

Como proteger autonomia no dia a dia

Quando há diagnóstico ou suspeita forte, pequenas adaptações ajudam: rotina previsível, calendário visível, remédios organizados, redução de riscos no fogão, controle de chaves e documentos, avaliação de direção e identificação para saídas. O objetivo é preservar independência possível sem ignorar segurança.

O cuidador também precisa de orientação. Sobrecarga, privação de sono, culpa e isolamento aumentam risco de adoecimento familiar. Planejar descanso, divisão de tarefas e suporte social é cuidado clínico, não luxo.

Tratamentos novos exigem seleção rigorosa

Algumas terapias recentes miram placas amiloides em perfis específicos, mas exigem confirmação diagnóstica, avaliação de riscos, monitoramento por imagem e discussão cuidadosa de benefício modesto versus eventos adversos. Elas não substituem cuidado global nem se aplicam a todo estágio de demência.

Para a maioria das famílias, o maior ganho prático continua vindo de diagnóstico correto, manejo de sintomas, segurança, controle vascular, atividade física possível, sono, audição, visão e organização do cuidado. O tratamento deve acompanhar a fase da doença e os valores da família.

Como conversar com a família com menos confronto

Muitas pessoas resistem à avaliação porque têm medo do diagnóstico ou não percebem as falhas. A abordagem costuma funcionar melhor quando parte de exemplos concretos e segurança: contas pagas duas vezes, panela esquecida, remédio duplicado, perda em rua conhecida ou queda. Frases acusatórias tendem a gerar defesa; dados observáveis ajudam.

Também é importante respeitar autonomia enquanto ela existe. A pessoa deve participar de decisões sobre finanças, moradia, cuidados futuros e preferências. Esperar a perda completa de capacidade torna tudo mais difícil para a família.

O que acompanhar depois do diagnóstico

O seguimento deve observar memória, comportamento, sono, apetite, quedas, incontinência, deglutição, humor, sobrecarga do cuidador e segurança em casa. Mudanças de medicação devem ser avaliadas pelo efeito real: melhorou apatia, agitação, sono, alucinações ou função? Piorou tontura, náusea, bradicardia ou confusão?

Com o avanço da doença, metas mudam. No início, foco em autonomia e planejamento. Depois, segurança, comunicação, alimentação, mobilidade, prevenção de complicações e conforto ganham peso. Um bom plano acompanha a fase da doença, não aplica a mesma orientação por anos.

Segurança, direção e finanças

Alguns temas precisam ser conversados cedo porque envolvem risco: dirigir, cozinhar, administrar dinheiro, assinar contratos, usar remédios e sair sozinho. A decisão não deve ser punitiva; deve ser proporcional ao risco observado. Pequenas restrições ou supervisões precoces podem evitar acidentes graves.

Quando há dúvida sobre direção, erros de trajeto, multas, batidas leves ou dificuldade de reação precisam ser valorizados. Nas finanças, pagamentos esquecidos, golpes, doações estranhas ou compras repetidas podem sinalizar perda de julgamento. Esses dados ajudam o médico e a família a planejar proteção.

Registrar sintomas por escrito ajuda muito: episódios de desorientação, erros financeiros, medicação trocada, alterações de humor e quedas. A linha do tempo mostra progressão e ajuda a diferenciar doença crônica de piora aguda por outra causa.

Também ajuda anotar quem percebeu a mudança, porque familiares diferentes podem observar memória, comportamento, sono ou segurança de formas complementares.

A progressão documentada orienta decisões proporcionais e seguras.

Alteração comum do envelhecimentoSinal que merece investigação
Esquecer uma palavra e lembrar depois.Não conseguir acompanhar conversas habituais.
Perder objetos ocasionalmente.Guardar objetos em lugares sem sentido e não conseguir refazer passos.
Precisar de ajuda com tecnologia nova.Ter dificuldade em tarefas já conhecidas, como contas ou receitas.
Esquecer uma data e lembrar com pista.Desorientar-se no tempo ou no local com frequência.

O que acontece no cérebro

Na doença de Alzheimer, neurônios e conexões entre eles se degeneram progressivamente. Duas alterações muito estudadas são o acúmulo de beta-amiloide e os emaranhados de proteína tau. Esses processos não explicam tudo sozinhos, mas ajudam a entender por que a comunicação entre células nervosas falha e por que a perda funcional tende a avançar ao longo do tempo.

A evolução costuma ser gradual. No início, a pessoa pode manter independência para muitas tarefas, mas apresentar falhas de memória recente. Em fases intermediárias, pode precisar de ajuda para finanças, remédios, alimentação e deslocamentos. Em fases avançadas, a dependência tende a aumentar e o cuidado precisa ser mais estruturado.

Principais sintomas

  • Perda de memória que interfere na rotina, especialmente fatos recentes.
  • Dificuldade para planejar, resolver problemas ou tomar decisões.
  • Confusão com datas, horários, lugares e caminhos conhecidos.
  • Mudanças de linguagem, como dificuldade para encontrar palavras.
  • Alterações de humor, personalidade, iniciativa ou comportamento social.
  • Piora de julgamento, como golpes financeiros ou decisões incomuns.

Fatores de risco e fatores modificáveis

A idade é o fator de risco mais importante. Histórico familiar também pode aumentar risco, principalmente quando há vários parentes de primeiro grau afetados. Algumas condições vasculares e metabólicas, como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo, obesidade e histórico de AVC, também se relacionam ao risco de demência. Isso não significa culpa do paciente; significa que cuidar do corpo ao longo da vida também protege o cérebro.

FatorO que pode ser feito
Idade e genéticaNão são modificáveis, mas orientam vigilância e avaliação precoce.
Pressão, diabetes e colesterolControle clínico reduz danos vasculares ao cérebro.
Sono, audição e visãoTratar problemas sensoriais e sono ruim ajuda funcionalidade.
Atividade física e socialContribui para saúde geral e reserva funcional.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico não deve ser baseado em um único esquecimento. A avaliação inclui história clínica, relato de familiares, exame neurológico, testes cognitivos, revisão de medicamentos, exames laboratoriais e, quando indicado, neuroimagem. Também é importante afastar causas tratáveis de confusão ou perda de memória, como depressão, deficiência de vitamina B12, distúrbios tireoidianos, infecções, alterações do sono e efeitos de medicamentos.

Procure avaliação: se a pessoa se perde, esquece fogão ligado, erra remédios, sofre golpes, muda muito de comportamento ou tem perda cognitiva percebida pela família. Quanto mais cedo a investigação, melhor o planejamento de segurança e cuidado.

Tratamento e cuidado

Ainda não existe controle ou desaceleração conforme o caso para a doença de Alzheimer. Há medicamentos e intervenções que podem ajudar sintomas, retardar parte da progressão em alguns casos ou melhorar qualidade de vida. O plano também inclui rotina previsível, segurança em casa, atividade física possível, alimentação adequada, controle de doenças crônicas, apoio ao cuidador e planejamento jurídico/familiar enquanto a pessoa ainda consegue participar das decisões.

  1. Marcar consulta com clínico, geriatra, neurologista ou psiquiatra quando houver suspeita.
  2. Levar lista de medicamentos e exemplos concretos de esquecimentos.
  3. Avaliar riscos domésticos: gás, quedas, finanças e direção.
  4. Organizar rede de apoio para não deixar o cuidador isolado.
  5. Reavaliar regularmente, pois necessidades mudam com o tempo.

Leia também: memantina, sono excessivo no idoso e confusão mental no idoso.

Como conversar com a família sobre suspeita de Alzheimer

Suspeitar de Alzheimer costuma assustar a família. Algumas pessoas negam os sinais; outras passam a vigiar tudo. O caminho mais útil é registrar exemplos concretos e buscar avaliação sem tratar a conversa como acusação. Em vez de dizer “você está esquecendo tudo”, pode ser melhor dizer: “percebi que as contas atrasaram três vezes e você se perdeu no caminho do mercado; vamos conversar com um médico para entender?”.

O que levar para a consulta

Leve lista de medicamentos, doenças prévias, histórico familiar, mudanças percebidas, tempo de evolução e situações de risco. Exemplos são mais úteis do que impressões gerais. Informar que a pessoa “está diferente” ajuda pouco; informar que repetiu a mesma pergunta dez vezes, errou o gás ou não reconheceu um trajeto habitual orienta melhor a investigação.

Segurança sem perda desnecessária de autonomia

Um desafio é proteger sem infantilizar. Algumas medidas podem ser discretas: organizador de remédios, agenda visível, retirada de tapetes, boa iluminação, revisão de fogão e acompanhamento em transações financeiras. Conforme a doença avança, pode ser necessário discutir direção, procurações, planejamento de cuidado e divisão de tarefas entre familiares.

Área da rotinaSinal de riscoAjuste possível
MedicamentosDoses esquecidas ou repetidas.Caixa organizadora e conferência por familiar.
CozinhaFogão ligado ou panela queimada.Supervisão, timer e simplificação de tarefas.
FinançasBoletos atrasados ou compras incomuns.Pagamento automático e dupla conferência.
SaídasDesorientação em locais conhecidos.Identificação, acompanhamento e rotas mais simples.

Também é essencial cuidar do cuidador. Exaustão, culpa e isolamento são frequentes. Revezamento, grupos de apoio, consultas regulares e descanso programado não são luxo; fazem parte da segurança do paciente.

O que muda quando o diagnóstico é confirmado

Receber diagnóstico de Alzheimer não significa que tudo precisa mudar no mesmo dia. Significa que a família tem uma explicação provável e pode planejar melhor. No início, a pessoa ainda pode participar de decisões sobre finanças, moradia, preferências de cuidado, diretivas, consultas e divisão de responsabilidades. Adiar essas conversas até uma crise costuma tornar tudo mais difícil.

Também é útil criar uma linha de base: quais tarefas a pessoa ainda faz bem, quais geram risco e quais podem ser adaptadas. Essa visão evita tanto retirar autonomia cedo demais quanto manter responsabilidades perigosas por tempo demais. O cuidado de qualidade ajusta liberdade e proteção conforme a doença evolui.

Fontes úteis desta atualização

  • NIA: Alzheimer disease fact sheet
  • NIA: Alzheimer and dementia hub
  • Mayo Clinic: Alzheimer diagnosis and treatment
  • Cleveland Clinic: Alzheimer disease
  • WHO: dementia

Fontes úteis

Conteúdo revisado em 15/05/2026 com foco em clareza, segurança do leitor e atualização de fontes. As informações abaixo não substituem consulta individual, diagnóstico ou prescrição.

  • NIA: cérebro e Alzheimer
  • CDC: sinais de Alzheimer
  • OMS: demência

Arquivado em: Neurologia

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