Dor no Joelho: Causas, Remédios e Cuidados Caseiros para Tratar e Prevenir

Dor no joelho é uma queixa extremamente comum e que geralmente se manifesta com mais intensidade em movimentos inerentes ao dia a dia, como caminhar, agachar e levantar. Pessoas idosas ou que praticam esportes de alto impacto são mais propensas a vivenciar o incômodo, embora jovens e indivíduos sedentários também possam desenvolvê-lo.

O sintoma é causado por lesões óbvias – como batidas, deslocamentos e torções – ou disfarçadas – cuja origem vem de repetitivos traumas ou movimentos bruscos da articulação. Em ambos os casos, obesidade, idade avançada e falta de flexibilidade e fortalecimento podem estar envolvidos.

Independente da causa, a maioria dos quadros desse desagradável e frustrante desconforto pode ser tratada facilmente. Continue lendo e saiba mais sobre dor no joelho.

Anatomia do joelho

Anatomia do joelho

O joelho é a maior articulação do corpo. Ele agrupa ossos da parte inferior e superior da perna e se move como uma dobradiça, permitindo movimentos que envolvem flexão e extensão, como andar, agachar e pular.

A estrutura é formada por três ossos: o primeiro é o fêmur, localizado na coxa; o segundo é a tíbia, que marca a região frontal da perna – popularmente chamada de” canela”; e o terceiro é a patela, ou rótula, que recobre os outros ossos do joelho.

A estrutura ainda conta com cartilagem, cuja função é absorver impactos, dispersar o peso do corpo e permitir que os ossos deslizem uns entre os outros durante o movimento. Entre a tíbia e o fêmur há duas cartilagens importantes denominadas menisco medial e menisco lateral.

Também há a sinóvia, uma cápsula articular cujo interior abriga um fluido que lubrifica a articulação e o exterior se fixa aos ossos.

Toda a anatomia do joelho é sustentada por quatro ligamentos: colateral medial, colateral lateral, cruzado anterior e cruzado posterior. Ela também é suportada pelo tendão do quadríceps e os grupos musculares isquiotibiais e do quadríceps, destinados respectivamente a dobrar a articulação e manter o joelho em posição curvada.

O que pode ser dor no joelho?

Artrite reumatoide: doença crônica na qual o sistema imunológico ataca as articulações do próprio corpo, resultando em inflamação manifestada por dor, edema e vermelhidão. O acometimento afeta mais mulheres do que homens, especialmente as acima de 50 anos, e prejudica com maior frequência as juntas dos joelhos, pés, mãos e pulsos.

Outros tipos de artrite: artrite é um conjunto de doenças que gera dor nas articulações e acomete pessoas de todas as idades e sexos, apesar de ser mais comum em mulheres e idosos. Há cerca de cem tipos diferentes de artrite, incluindo infecciosa, psoriática e séptica. Os sintomas ocorrem em crises que vêm e vão, melhorando ou piorando com o passar do tempo, e podem resultar em sequelas permanentes.

Bursite: é a inflamação das bursas, compartimentos cheios de líquido sinovial – substância lubrificante que reduz atrito durante movimentos e nutre as cartilagens – que ficam entre tendões e pele ou ossos. Costuma ser fruto de movimentos repetitivos que exigem uso excessivo das articulações.

Cisto de Baker: é um nódulo na parte de trás do joelho cujo interior contém líquido sinovial, que é o fluido que lubrifica as articulações. O problema causa dor ao dobrar ou estender a perna e está geralmente associado a outros acometimentos, como artrite e lesões de cartilagem.

Tendinite: é a inflamação que afeta os cordões que unem os músculos aos ossos. Geralmente, é causada por movimentos repetitivos, lesões, envelhecimento e até certos medicamentos. A tendinite no joelho gera dor e sensibilidade.

Mulher idosa, sofrimento, dor joelho Foto gratuita

Gota: é uma doença inflamatória causada pelo excesso de ácido úrico no organismo, o qual gera cristais que se depositam nas articulações. Incide mais sobre homens acima de 40 anos, especialmente os obesos, que bebem álcool com frequência e não se exercitam.

Osteoartrose: também chamada de artrose, é uma forma de artrite que ocorre nas cartilagens, cuja função é amortecer impactos nas extremidades dos ossos. O problema pode afetar qualquer parte do corpo, mas costuma ser frequente em joelhos, quadris e mãos. Os grupos de risco para a doença incluem pacientes em idade avançada, mulheres, pessoas com obesidade, atletas e indivíduos que nasceram com deformidades ósseas.

Doença de Lyme: inflamação causada por bactéria transmitida por carrapatos que, se não for tratada ainda nos primeiros estágios, progride com inchaço e dor no joelho.

Lúpus: condição inflamatória na qual o sistema imunológico ataca as estruturas do próprio corpo, inclusive as articulações. Seus sintomas incluem dor e inchaço. A incidência de lúpus é mais comum em mulheres, embora também ocorra em homens.

Espondilite anquilosante: doença inflamatória que prejudica o tecido conjuntivo das articulações. Se afetar os joelhos, causa dor e dificuldade de movimento. É mais comum em homens e tem cunho genético.

Lesão no menisco: é o dano à cartilagem localizada na junta do joelho, que pode ser causado por torção ou impacto. A condição ocorre tanto em atletas quanto em pessoas sedentárias e gera inchaço e dor no joelho.

Lesão no ligamento: movimentos de torção ou troca de direção podem danificar o ligamento cruzado anterior, enquanto o posterior costuma ser prejudicado por impactos na articulação. Já o ligamento cruzado medial é frequentemente lesionado por golpes na parte exterior do joelho.

Doença de Osgood-Schlatter: é a inflamação do ponto em que o tendão da coxa encontra o osso da canela. A condição é mais comum em adolescentes durante o estirão de crescimento e pode estar associada ou não à prática de atividades físicas.

Luxação de patela: ocorre quando a patela sai de sua posição natural. Além da dor no joelho intensa, a condição é facilmente identificada apenas pela visualização da articulação, que fica deformada. Após um episódio de deslocamento de patela, a chance de voltar a tê-lo é maior.

Síndrome da banda iliotibial: condição também conhecida como “tendinite do corredor”, é fruto do atrito do fêmur com a banda iliotibial – faixa de fibra que vai da lateral da coxa até a abaixo do joelho. Seus sintomas incluem inflamação e dor na lateral externa da articulação. Costuma ser mais frequente em atletas profissionais ou amadores, bem como pessoas com joelhos valgos.

Corredor de mulher segurar dor no joelho Foto gratuita

Síndrome da dor patelofemoral: conhecida como “joelho do corredor”, a condição ocorre quando a patela não distribui adequadamente a pressão entre os lados do corpo e acaba sobrecarregando apenas uma parte da cartilagem, o que resulta em seu desgaste. Assim como seu nome popular sugere, ocorre mais em atletas de corrida, sejam amadores ou profissionais. Nessa condição, a dor surge em volta ou atrás do joelho, em especial ao subir ou descer escadas e correr.

Síndrome da plica sinovial: problema caracterizado pela inflamação da plica sinovial medial, que é a membrana que envolve a articulação do joelho. Se manifesta com estalos, inchaço e dor e, embora seja mais comum em atletas de ciclismo, trilha e corrida, pode surgir também em indivíduos que praticam quaisquer outras modalidades.

Condropatia patelar: mais comum em mulheres jovens e esportistas, a condropatia, também chamada de condromalácia, refere-se ao desgaste da cartilagem do joelho, cuja função é permitir que a patela deslize no fêmur em movimentos de flexão e extensão. O quadro começa com amolecimento e evolui para rachaduras do tecido cartilaginoso que, embora não possua terminações nervosas, podem resultar em dor no joelho, o que se dá por sobrecargas e lesões promovidas pelo desgaste da estrutura.

Hoffite: a hoffite é uma patologia do joelho que afeta o tecido gorduroso localizado atrás do tendão patelar. Essa lesão pode causar incapacidade de mover o joelho, e se manifesta principalmente com dor na área anterior do joelho. Além disso, também gera um aumento no volume devido à inflamação dessa área, que é o que causa a limitação nos movimentos da extensão e flexão do joelho.

Fatores de risco para dor no joelho

Pessoas com sobrepeso ou obesidade têm risco maior de apresentar dor no joelho, visto que o excesso de carga aumenta a pressão sobre as articulações.

Além disso, idade avançada eleva o risco de problemas degenerativos nas articulações, assim como a prática intensa de atividades físicas, especialmente as de alto impacto.

A falta de flexibilidade e tônus muscular também favorece dor no joelho, assim como anormalidades estruturais, tais como pés chatos e joelhos valgos.

Por fim, histórico de lesões ou traumas também aumenta a chance de incômodo.

Massagem médica na perna em um centro de fisioterapia. Foto gratuita

Diagnóstico

Assim como outras patologias, o início da jornada para a definição do diagnóstico se dá pela anamnese, que é a entrevista que o profissional de saúde submete o paciente. Nela, o médico questionará:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Apenas um joelho ou ambos doem?
  • Como a dor se manifesta?
  • Em quais momentos a dor piora e em quais diminui?
  • Pegou peso ou sobrecarregou a articulação?
  • Sofreu algum trauma ou lesão?
  • Pratica atividades físicas?
  • Já teve dor no joelho antes?
  • Tem outros problemas de saúde?

Em seguida, o profissional fará o exame físico, que consiste em manipular o joelho e a perna do paciente a fim de procurar padrões de sintomas semelhantes a doenças.

No caso de dor no joelho após lesão, as relações de causa mais comuns são:

  • Dor após se alongar, exercitar ou torcer o joelho pode ser entorse ou distensão;
  • Dor entre a rótula e a canela é indício de tendinite;
  • Dor e inchaço abaixo da rótula em adolescentes e jovens são sugestivos de síndrome de Osgood-Schlatter;
  • Patela que sai do lugar ou muda repentinamente de direção é sinal de luxação.

Já no caso de lesões não óbvias, os sintomas podem se relacionar com doenças da seguinte maneira:

  • Instabilidade, joelho que cede automaticamente com o movimento de se levantar e sons de estalo podem ser sinais de condropatia patelar ou rompimento de ligamento, tendão ou menisco;
  • Dor, rigidez em ambos os joelhos e inchaço leve, principalmente em idosos, são sinais de osteoartrite;
  • Aumento de temperatura, vermelhidão e dor ao ajoelhar são sintomas sugestivos de bursite;
  • Inchaço e febre local associados ao consumo de anticoagulantes pode ser hemartrose, que é o sangramento no espaço articular;
  • Calor, vermelhidão e crises de dor aguda são indícios de gota ou artrite infecciosa.

De acordo com as suspeitas de diagnóstico, podem ser solicitados exames de imagem para visualizar as estruturas internas da articulação prejudicada. Entre os testes mais comuns, estão:

Raio-X: exame feito com um tipo de radiação eletromagnética que possibilita a captura de imagens através da pele. O procedimento permite visualizar ossos, células biológicas e cancerígenas, pode ser feito com ou sem contraste e não causa dor ou mal-estar ao paciente. Já o resultado fica pronto no mesmo dia.

Ressonância magnética: análise que capta imagens de diferentes estruturas do corpo por meio de feixes de raio-x emanados por um computador que fica à frente do paciente. Assim como outros exames de imagem, não dói e em alguns casos requer uso de contraste intravenoso.

Tomografia computadorizada: teste que capta imagens por meio de feixes de raio-x emitidos por uma máquina posicionada em torno do paciente. O diferencial desse exame é a possibilidade de obter imagens de diferentes planos do corpo. A tomografia não dói e pode requerer ou não uso de contraste.

Ultrassom: tecnologia que usa ondas sonoras para criar imagens simultâneas de tecidos moles dentro e em volta da articulação do joelho. Assim como os demais exames de imagem, esse também é indolor e o paciente pode ser solicitado a movimentar a perna de diferentes maneiras para checar estruturas específicas.

Se houver suspeita de infecção ou inflamação, são requeridos exames de sangue e coleta de líquido sinovial por meio de uma seringa para análise.

Dependendo dos achados, o profissional poderá indicar outros exames ou pedir a repetição de algum.

Sinais e sintomas associados

A localização e a intensidade da dor no joelho variam de acordo com sua causa. Além disso, o desconforto pode surgir acompanhado de outros sinais, como:

  • Inchaço.
  • Dificuldade de movimentar a articulação.
  • Vermelhidão.
  • Aumento da temperatura.
  • Fraqueza.
  • Instabilidade.
  • Barulho de estalo ou rangido.
  • Incapacidade de esticar o joelho.
Símbolo de aviso de triângulo amarelo perigo cuidado risco ícone de tráfego fundo renderização em 3d Foto gratuita

Sinais de alerta

É indicado buscar ajuda de um médico ortopedista, reumatologista ou clínico geral perante “red flags” (em tradução literal, “bandeiras vermelhas”), que são sinais de que a dor no joelho é importante e deve ser tratada o quanto antes, tais como:

  • Incapacidade de o joelho suportar o peso do corpo.
  • Dor intensa, mesmo em repouso.
  • Joelho travado ou que estala.
  • Joelho visualmente deformado.
  • Edema significativo.
  • Panturrilha com coloração azulada.
  • Dor que não melhora mesmo após cuidados caseiros.

Tratamentos para dor no joelho

Dor no joelho é sintoma de diversas condições, portanto o tratamento será diferente para cada uma delas. Em geral, ele varia entre cirurgia, medicamentos e fisioterapia, sendo frequente a associação entre os métodos.

Medicamentos para Dor no Joelho

Poderão ser prescritos remédios para aliviar a dor e combater a inflamação, como analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios.

Somente o especialista é capaz de indicar o melhor medicamento para cada caso, assim como a dosagem adequada ao paciente. Portanto, vale evitar a automedicação e não interromper o tratamento sem antes consultar um médico.

Medicamentos Anti-inflamatórios para Dor no Joelho

AINEDosagem
Ibuprofeno200-400 mg 3-4 vezes ao dia
Naproxeno250-500 mg duas vezes ao dia
Aspirina325-650 mg a cada 4-6 horas
Celecoxibe200 mg duas vezes ao dia
Diclofenaco75-150 mg duas vezes ao dia
Cetoprofeno50-100 mg duas vezes ao dia
Meloxicam7,5-15 mg uma vez ao dia
Indometacina25-50 mg 3-4 vezes ao dia
Piroxicam10-20 mg uma vez ao dia

Medicamentos Analgésicos (não opióides)

AnalgésicoDosagem
Dipirona1000-4000 mg por dia
Paracetamol1000-4000 mg por dia
Dividol70-210 mg por dia

Medicamentos Opióides

OpioideDosagem
Tramadol50-100mg a cada 4-6 horas
Codeína15-60mg a cada 4-6 horas
Metadona5-10mg a cada 4-6 horas

Medicamentos Relaxantes Musculares

NomeClasse FarmacológicaDosagem
CiclobenzaprinaRelaxante Músculo Esquelético10-30 mg três vezes ao dia
TizanidinaAgonista alfa 2 adrenérgico de ação central2-24 mg por dia em 2-4 doses divididas
CarisoprodolRelaxante muscular central350 mg três vezes ao dia
OrfenadrinaRelaxante muscular esquelético de ação central60-120 mg por dia

Suplementos para Dor no Joelho

Glucosamina, condroitina e colágeno são suplementos que prometem aliviar osteoartrose e evitar a degeneração de cartilagens. Ainda não há um consenso acerca do efeito dessas substâncias para dor no joelho, embora sejam indicadas por alguns especialistas.

SuplementosClasse FarmacológicaDosagem
GlucosaminaAçúcar amino500-1500 mg/dia
ColágenoProteína2-10 g/dia
CondroitinaGlicosaminoglicano400-1200 mg/dia

Infiltração

Dependendo da causa de dor no joelho, pode ser necessário tomar injeções diretamente na articulação. Diversas substâncias podem ser usadas, tais como:

Corticosteroide: substância anti-inflamatória que reduz sintomas de osteoartrose e outras doenças degenerativas, aliviando a dor por alguns meses. O procedimento deve ser feito em último caso, como quando há contraindicação para cirurgia, pois a substância em excesso pode prejudicar as cartilagens.

Ácido hialurônico: denominada viscossuplementação, a aplicação de ácido hialurônico no joelho visa lubrificar as juntas, de modo a melhorar a mobilidade e aliviar a dor por até seis meses. É comum em casos de condropatia patelar e osteoartrose.

Cirurgia

Algumas lesões podem requerer cirurgia, a qual não costuma ter necessidade imediata, portanto pode ser agendada. A decisão sobre o tipo de procedimento deve ser tomada em conjunto com o médico responsável, que deve apresentar prós e contras de cada alternativa.

Quem opta pela cirurgia é submetido a uma das seguintes técnicas:

Artroscopia: procedimento no qual se insere uma câmera de fibra ótica e algumas ferramentas em pequenas incisões na articulação do joelho, a fim de examinar e reparar estruturas que proporcionam dor e inflamação, como cartilagem desgastada e ligamento danificado.

Artroplastia: é a cirurgia de substituição parcial ou total do joelho por próteses de metal ou plástico. A troca é feita por meio de pequenas incisões, o que reduz o tempo de recuperação do paciente.

Fisioterapia

A fisioterapia visa fortalecer e alongar os músculos ao redor do joelho, a fim de torná-lo mais estável. Para isso, faz uso de exercícios escolhidos com base na condição específica que causa a dor.

Quem é fisicamente ativo ou pratica esportes também pode precisar de exercícios para corrigir padrões inadequados de movimento que possam afetar as articulações ou o equilíbrio.

A fisioterapia ainda oferece técnicas analgésicas para dor no joelho, como estimulação elétrica transcutânea (TENS), luz infravermelha e ultrassom terapêutico.

Em alguns casos, pode ser indicado o uso de joelheiras e outros acessórios para proteger e apoiar a articulação.

Acupuntura

Essa prática da Medicina Chinesa consiste em inserir agulhas em certas partes do corpo para combater dores e doenças. É vantajosa porque proporciona resultados rápidos e seguros, bem como não tem efeitos colaterais.

Há casos raros que regridem com piora da dor no início do tratamento, mas logo progridem em alívio prolongado.

A frequência da acupuntura dependerá da gravidade do quadro, mas costuma englobar 10 sessões em média.

Cuidados caseiros

Mantenha repouso: é recomendado reduzir ou interromper a rotina de atividades físicas em casos agudos de dor no joelho, visto que isso aumenta o tempo de recuperação total da lesão e impede que ela se agrave.

Faça atividades físicas: embora o descanso faça parte do tratamento, é importante não exagerar nele para evitar enfraquecimento dos músculos relacionados à articulação, de modo a deixá-la ainda mais fraca e exposta.

Escolha seu exercício com cautela: se você tem osteoartrose, lesões recorrentes ou dor crônica no joelho, talvez precise mudar o tipo de atividade física que pratica por pelo menos alguns dias até que o incômodo melhore. Nesse período, dê preferência por atividades com pouco impacto, como natação, hidroginástica e yoga.

Alongue-se: alongar os músculos anteriores e posteriores das coxas antes e depois de atividades físicas reduz o risco de lesões que podem causar piora da dor no joelho.

Cuide do peso: excesso de peso aumenta a carga sobre os joelhos, sendo um dos principais fatores responsáveis pela dor. Se você está acima do peso, aposte em pequenas mudanças para emagrecer e sinta a diferença.

Faça compressas geladas: baixas temperaturas amenizam dor e inflamação, portanto vale apostar em compressas frias em quadros de dor aguda – que têm duração inferior a duas semanas. Enrole o gelo em um pano fino para evitar queimaduras na pele, deixe por no máximo 20 minutos e repita de duas a três vezes ao dia.

Aposte em compressas quentes: compressas quentes também podem ser benéficas, porém para casos de dor no joelho crônica – que persiste por mais de duas semanas. Os mesmos cuidados tomados com o gelo devem ser adotados para as bolsas térmicas para evitar ferimentos.

Prevenção de dor no joelho

Embora evitar dor no joelho nem sempre seja possível, algumas atitudes podem reduzir a chance de tê-la, como:

  • Mantenha o peso adequado: evitar sobrepeso e obesidade é uma das melhores maneiras de proteger os joelhos, já que quilos adicionais aumentam a pressão sobre as articulações.
  • Fortaleça: prepare seus músculos, seja para a prática de esportes ou para atividades do dia a dia. Para isso, aposte em musculação, pilates ou outra modalidade que favorece a hipertrofia.
  • Aumente a flexibilidade: além do fortalecimento, a flexibilidade também é importante para evitar dor nos joelhos. Portanto, trate de incluir alongamentos no começo e no fim de seus treinos.
  • Atenção aos sapatos: evite sapatos que aumentam a quantidade de carga sobre os joelhos, como saltos altos, e opte pelos confortáveis e com palmilhas anatômicas.

Dúvidas ou comentários sobre dor no joelho? Deixe sua mensagem e a responderemos o quanto antes.


Referências

https://www.arthritis.org/about-arthritis/where-it-hurts/knee-pain/diagnosis/

https://www.healthline.com/health/chronic-knee-pain#diagnosis

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/knee-pain/diagnosis-treatment/drc-20350855

https://www.nhs.uk/conditions/knee-pain/

Dr. João Arthur Ferreira

CRM-SP 19759 / RQE 3179 Atua no tratamento de reabilitação em atletas, dor aguda e dor crônica (cervicalgia, lombalgia, enxaqueca). Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura Coordenador do CEIMEC – Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa – Curso de Pós-Graduação em Acupuntura Médica, reconhecida pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (SBMFR).
Ex-Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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CRM-SP 19759 / RQE 3179 Atua no tratamento de reabilitação em atletas, dor aguda e dor crônica (cervicalgia, lombalgia, enxaqueca). Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura Coordenador do CEIMEC – Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa – Curso de Pós-Graduação em Acupuntura Médica, reconhecida pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (SBMFR).
Ex-Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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