Garra-do-diabo pode ser discutida como fitoterápico para alguns quadros de dor, especialmente osteoartrite e lombalgia, mas não é substituto de diagnóstico. O ponto principal é saber qual dor está sendo tratada, qual extrato foi estudado, por quanto tempo e quais riscos existem no seu contexto.
Garra-do-diabo: dor articular, evidência e risco
Garra-do-diabo é um fitoterápico estudado principalmente para dor lombar e osteoartrite, mas a evidência depende do extrato, dose, duração e qualidade do estudo. Não deve substituir diagnóstico da dor nem medicamentos prescritos.
| Ponto | Leitura clínica |
|---|---|
| Quando pode entrar | Dor crônica leve a moderada, após diagnóstico e com monitoramento de função e efeitos adversos. |
| Quando evitar cautela maior | Úlcera/gastrite, anticoagulantes, diabetes com hipoglicemia, doença cardíaca, gravidez, amamentação e múltiplos remédios. |
| O que medir | Dor, função, sono, uso de analgésico, sintomas digestivos e pressão/glicemia quando relevante. |
Nota: Fitoterápico não é sinônimo de baixo risco. Se a dor articular tem inchaço, febre, trauma, perda de força ou piora rápida, a prioridade é diagnóstico.
Veja se a garra do diabo ajuda em dor articular e conheça outros atributos da planta medicinal.
A garra do diabo é uma planta usada há milênios, originária da África e que tem esse nome devido a sua forma, cheia de ganchos que grudam nos animais para espalhar suas sementes.
Com o nome científico de Harpagophytum Procumbens, a garra do diabo é mais conhecida no tratamento de doenças reumáticas.
Entretanto, a planta tem muitas outras propriedades, inclusive atuando sobre as dores articulares.
Veja neste artigo, para que serve a garra do diabo, quem pode tomar e quais são suas contra-indicações.
Principais Usos da Garra do Diabo
As raízes da garra-do-diabo são usadas em extratos, cápsulas e chás, com concentrações variáveis de compostos ativos.
Assim, as principais utilidades para o uso da planta são tratamentos coadjuvantes de várias doenças como aterosclerose, artrite e artrose, dores musculares, irritações intestinais, queimação, febre e muitas outras.
A garra do diabo ainda pode ser aplicada na pele com o intuito de tratar ferimentos e problemas cutâneos.
Devido a extensa utilização da garra do diabo para o tratamento de várias doenças, ela é um dos fitoterápicos mais benéficos para o organismo.
Contudo, é importante saber as doses indicadas para cada tipo de tratamento, a fim de ingerir doses seguras do extrato, cápsulas ou chás.
Todavia, a garra do diabo atualmente está sendo muito utilizada para o tratamento de inflamações, principalmente para as dores decorrentes da artrite e dores nas costas.
Por essa razão ela é um chá muito popular em países da Europa como Alemanha e França.
Então, veja os benefícios da garra do diabo de forma mais detalhada a seguir.
O que a evidência permite dizer sobre dor
A garra-do-diabo foi estudada principalmente em osteoartrite e dor lombar. Alguns estudos sugerem redução de dor em curto prazo, mas os resultados dependem do extrato, da dose, do tempo de uso e da comparação feita. Não é correto dizer que ela tem os mesmos efeitos de anti-inflamatórios para todos os pacientes.
O uso faz mais sentido quando a dor já tem diagnóstico provável, há objetivo funcional claro e a pessoa sabe quando parar. Se a dor tem inchaço importante, calor local, febre, trauma, perda de força, rigidez inflamatória prolongada ou piora rápida, a prioridade deixa de ser fitoterápico e passa a ser avaliação clínica.
| Uso citado | Como escrever com precisão |
|---|---|
| Osteoartrite | Pode ser discutida como adjuvante em alguns casos, com acompanhamento de dor, função e tolerância digestiva. |
| Dor lombar ou cervical | Não substitui diagnóstico de compressão, inflamação, fratura, infecção ou dor referida. |
| Inflamação | Atividade anti-inflamatória em estudos não autoriza trocar medicação prescrita por fitoterápico. |
| Outros benefícios | Colesterol, glicemia, feridas, alergias e gastrite não devem ser apresentados como indicações comprovadas. |
O Uso de Garra do Diabo Traz Algum Efeito Colateral?
As reações alérgicas provocadas pelo uso da garra do diabo são bem raras, mas podem acontecer.
Então, em casos isolados, a reação alérgica pode provocar sintomas graves como:
- Dificuldade em respirar;
- Garganta fechada;
- Lábios inchados;
- Formigamento;
- Vermelhidão no rosto
Caso isso ocorra, deve-se procurar ajuda médica instantânea e não usar mais a planta no dia a dia.
Entretanto, o uso em excesso pode trazer sintomas menos graves como:
- Dor de cabeça;
- Náuseas e vômitos;
- Dores abdominais;
- Irritação no estômago;
- Perda de apetite;
- Barulhos no ouvido.
Contra-indicações da Garra do Diabo
A Garra do Diabo não deve ser usada por indivíduos que compõem estes grupos:
- Diagnóstico de úlcera estomacal;
- Pedra na vesícula;
- Mulheres grávidas;
- Mulheres que estejam amamentando;
- Doentes cardíacos;
- Hipertensos.
Além disso, pessoas que tomam algum medicamento específico para o fígado têm uma absorção mais lenta da planta, podendo aumentar alguns efeitos colaterais.
Por último, em diabéticos, a garra do diabo ocasiona uma queda acentuada da glicose, o que pode ser um adicional no controle da doença.
No entanto, o monitoramento da glicemia deve ser constante e com o auxílio de um médico, já que a hipoglicemia também traz consequências negativas para o organismo.
Como Tomar a Garra do Diabo?
As doses de Garra do Diabo devem ser estabelecidas pelo médico e o extrato, cápsulas ou chás são as principais formas de uso.
Não deve-se tomar a planta e suas formas por mais de 90 dias, já que não existem estudos analisando seus efeitos a longo prazo.
Chá, extrato e cápsula não são equivalentes. A segurança depende da parte da planta, concentração, dose, duração, procedência e doenças ou remédios em uso.
Como Preparar O Chá de Garra do Diabo?

Veja agora, como preparar o chá de Garra do Diabo para incluir os efeitos a sua saúde.
Ingredientes
- 1 colher (de chá) das raízes secas de Garra do Diabo
- 1 xícara de água
Modo de preparo
Coloque a colher de Garra do Diabo em uma xícara de água por 15 minutos e deixe ferver em fogo baixo.
Depois de coar e esfriar, a decisão de usar ou não deve considerar tolerância digestiva, contraindicações e orientação profissional. Açúcar não “anula” automaticamente princípios ativos, mas pode não fazer sentido para quem precisa controlar glicemia ou peso.
Fontes desta revisão
- PubMed: devil’s claw for osteoarthritis review
- PMC: devil’s claw review
- NCCIH: using dietary supplements wisely
Fontes úteis
MENGHINI, Luigi; RECINELLA, Lucia; LEONE, Sheila; CHIAVAROLI, Annalisa; et al. Devil’s claw (Harpagophytum procumbens) and chronic inflammatory diseases: A concise overview on preclinical and clinical data. Phytother Res. Vol 33. 9 ed; 2152-2162, 2019
BRIEN, Sarah; LEWITH, George T.; MCGREFOR, Gerry. Devil’s Claw (Harpagophytum procumbens) as a Treatment for Osteoarthritis: A Review of Efficacy and Safety. The Journal of Alternative and Complementary Medicine. Vol 12. 10 ed; 2007









































