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Tratamento para Siringoma

6 de setembro de 2025 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Diagnóstico e prevenção do siringoma

O diagnóstico do siringoma geralmente não exige exames laboratoriais. O dermatologista costuma identificá-lo por meio da análise clínica — observação direta das lesões — e, quando necessário, por exame histológico, que consiste na análise microscópica de uma pequena amostra do tecido.

No entanto, algumas condições dermatológicas apresentam aspecto semelhante ao do siringoma, tornando o diagnóstico diferenciado essencial. As principais são:

  • Xantelasma: depósitos de gordura que formam pequenas placas amareladas nas pálpebras, mais associados a alterações nos níveis de colesterol;
  • Milium: pequenos cistos esbranquiçados e endurecidos formados pelo acúmulo de queratina (proteína da pele) abaixo da superfície cutânea — comuns ao redor dos olhos e nas bochechas;
  • Hiperplasia sebácea: aumento das glândulas de gordura da pele, que formam pápulas amareladas com depressão central, frequentes no rosto de pessoas mais velhas.

Quando há dúvida entre o siringoma e outras condições, o dermatologista pode solicitar uma biópsia da lesão — um procedimento simples, realizado com anestesia local, em que um pequeno fragmento é retirado e enviado para análise anatomopatológica. Esse exame fornece um diagnóstico definitivo e orienta a escolha do tratamento mais adequado.

Quanto à prevenção: até o momento, não existe nenhuma forma conhecida de evitar o surgimento de siringomas em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma condição sem medidas preventivas eficazes — o que reforça a importância do acompanhamento dermatológico regular para monitorar as lesões e agir quando necessário.

Um alerta importante refere-se aos tratamentos caseiros. Receitas divulgadas na internet — como a aplicação de ácidos, pastas ou produtos abrasivos em casa — podem parecer simples, mas representam riscos reais: manchas permanentes na pele, dermatite de contato, infecção secundária e até agravamento das lesões. Como os siringomas frequentemente estão próximos de áreas sensíveis como os olhos e a região genital, qualquer procedimento incorreto pode causar danos sérios. O tratamento deve ser sempre realizado por médico dermatologista em ambiente adequado.

Além dos aspectos clínicos, é importante considerar o impacto emocional da condição. Siringomas visíveis — especialmente ao redor dos olhos — podem afetar a autoestima e a autoconfiança do paciente. Esse é um fator legítimo para buscar tratamento e deve ser abordado com o médico durante a consulta.

Conclusão

O siringoma é uma condição benigna e sem risco à saúde, mas que pode causar incômodo estético significativo. As opções de tratamento disponíveis — laser, eletrocauterização, cauterização química e excisão cirúrgica — apresentam bons resultados quando bem indicadas pelo dermatologista.

Cada caso é único: o método mais adequado depende de características individuais como tom de pele, localização e quantidade das lesões. A possibilidade de recidiva existe em todos os métodos, e o acompanhamento dermatológico contínuo ajuda a monitorar a condição e agir quando necessário.

Se você notar o surgimento de novas lesões, ou perceber mudanças em lesões já existentes — como alteração de tamanho, cor ou textura — procure um dermatologista. O diagnóstico precoce amplia as opções terapêuticas e melhora os resultados.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

Siringoma: escolher tratamento depende do risco de marca

Siringomas sao lesoes benignas, frequentemente ao redor dos olhos. O tratamento e estetico na maioria dos casos, e a decisao depende de cor da pele, profundidade, quantidade de lesoes, risco de mancha, cicatriz e expectativa de melhora.

OpcaoPonto critico
Laser ou eletrocauterizacaoPode reduzir relevo, mas exige cuidado com hiperpigmentacao.
ExcisaoPode ser util em casos selecionados, com risco de cicatriz.
ObservacaoFaz sentido quando a lesao e estavel e pouco incomoda.

Detalhamento das opções de tratamento

Veja a seguir como funciona cada um dos métodos de tratamento na prática.

Laser

O laser é frequentemente a primeira opção considerada para pacientes com pele mais clara. Os tipos mais utilizados para o tratamento do siringoma são o CO2 e o Erbium YAG — ambos atuam vaporando as células da lesão de forma controlada e estimulando a produção de colágeno, que favorece a cicatrização da pele.

O procedimento é realizado no consultório com anestesia tópica local — uma pomada anestésica aplicada sobre a pele — o que o torna bem tolerado pela maioria dos pacientes.

A recuperação costuma ser o principal fator a considerar: nos primeiros dias após o procedimento, é comum haver inchaço (edema), vermelhidão e alteração temporária na textura da pele, seguidos de descamação à medida que ocorre a renovação celular. O tempo médio de recuperação é de 7 a 10 dias.

Para aliviar o desconforto, o médico pode recomendar compressas de água fria ou água termal na região tratada. Após o procedimento, o uso de filtro solar e a hidratação reforçada são fundamentais para proteger a pele em processo de recuperação.

Eletrocauterização

A eletrocauterização é uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de lesões benignas da pele. Um aparelho chamado eletrocautério aquece sua ponta metálica e aplica calor diretamente sobre a lesão, destruindo o tecido anormal de forma localizada.

O procedimento é precedido pela higienização da área e pela aplicação de anestésico local. Em alguns casos, o médico pode utilizar também um vasoconstritor — medicamento que reduz o fluxo sanguíneo local e ajuda a controlar eventuais sangramentos.

Uma das vantagens da eletrocauterização é que o paciente geralmente pode retomar sua rotina no mesmo dia, desde que respeite as orientações: manter a área limpa, evitar produtos com ingredientes abrasivos (como esfoliantes e ácidos) e proteger a pele do sol. A cicatrização completa costuma ocorrer em aproximadamente uma semana.

Cauterização química

Semelhante à eletrocauterização no objetivo, a cauterização química substitui o calor por uma substância de ação cáustica — capaz de destruir tecido por reação química. O produto mais utilizado é o ácido tricloroacético (ATA), aplicado diretamente sobre a lesão pelo médico.

Após a aplicação, a lesão pode mudar de coloração como resposta à ação do ácido — isso é esperado e faz parte do processo. Dependendo da quantidade e da extensão das lesões, podem ser necessárias mais de uma sessão para obter o resultado desejado.

No período de recuperação — que costuma durar cerca de 15 dias — podem surgir irritação, vermelhidão e inchaço moderado na região. Hidratação da pele e proteção solar são cuidados essenciais nessa fase.

Excisão cirúrgica

A excisão cirúrgica consiste na remoção física das lesões com instrumentos cortantes: bisturi, shaving (técnica de raspagem superficial) ou tesoura cirúrgica de Castroviejo. É realizada com anestesia local no consultório médico ou, em casos mais extensos ou complexos, em ambiente hospitalar.

Nem sempre é necessária a sutura das bordas — em lesões menores, a cicatrização pode ocorrer naturalmente. O período de recuperação varia entre uma e duas semanas, e as orientações médicas devem ser seguidas rigorosamente para evitar complicações.

A principal vantagem da excisão cirúrgica em relação aos outros métodos é o menor risco de recidiva, uma vez que a lesão é removida em sua totalidade. Além disso, geralmente requer apenas uma intervenção, sem necessidade de sessões repetidas.

Causas e classificação do siringoma

A origem exata do siringoma ainda não é completamente compreendida pela medicina. No entanto, as evidências científicas apontam para uma predisposição genética como fator central — ou seja, pessoas com histórico familiar da condição têm maior chance de desenvolvê-la.

A doença é mais frequente em mulheres jovens e em indivíduos de pele mais clara. Os siringomas podem ser classificados em quatro tipos:

  • Localizado: lesões concentradas em uma região específica do corpo;
  • Generalizado: lesões espalhadas por múltiplas áreas;
  • Familiar: com histórico da condição em outros membros da família;
  • Associado à Síndrome de Down: siringomas ocorrem com maior frequência e precocidade nessa população.

Pessoas com Diabetes Mellitus têm maior risco de desenvolver uma variante chamada siringoma de células claras, identificada por características específicas ao exame histológico (análise do tecido ao microscópio).

Existe ainda o siringoma eruptivo, um tipo mais raro caracterizado pelo surgimento súbito de múltiplas lesões que se disseminam rapidamente. É mais comum em pessoas afrodescendentes, durante a adolescência e em quem tem histórico familiar da condição. Esses casos costumam ser os mais desafiadores do ponto de vista terapêutico.

Em geral, as lesões do siringoma não causam dor nem coceira — são assintomáticas. Por isso, a condição é considerada clinicamente benigna, representando principalmente um incômodo estético. Muitas vezes, o paciente só percebe as lesões quando elas se tornam mais numerosas e visíveis com o tempo.

Diagnóstico e prevenção do siringoma

O diagnóstico do siringoma geralmente não exige exames laboratoriais. O dermatologista costuma identificá-lo por meio da análise clínica — observação direta das lesões — e, quando necessário, por exame histológico, que consiste na análise microscópica de uma pequena amostra do tecido.

No entanto, algumas condições dermatológicas apresentam aspecto semelhante ao do siringoma, tornando o diagnóstico diferenciado essencial. As principais são:

  • Xantelasma: depósitos de gordura que formam pequenas placas amareladas nas pálpebras, mais associados a alterações nos níveis de colesterol;
  • Milium: pequenos cistos esbranquiçados e endurecidos formados pelo acúmulo de queratina (proteína da pele) abaixo da superfície cutânea — comuns ao redor dos olhos e nas bochechas;
  • Hiperplasia sebácea: aumento das glândulas de gordura da pele, que formam pápulas amareladas com depressão central, frequentes no rosto de pessoas mais velhas.

Quando há dúvida entre o siringoma e outras condições, o dermatologista pode solicitar uma biópsia da lesão — um procedimento simples, realizado com anestesia local, em que um pequeno fragmento é retirado e enviado para análise anatomopatológica. Esse exame fornece um diagnóstico definitivo e orienta a escolha do tratamento mais adequado.

Quanto à prevenção: até o momento, não existe nenhuma forma conhecida de evitar o surgimento de siringomas em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma condição sem medidas preventivas eficazes — o que reforça a importância do acompanhamento dermatológico regular para monitorar as lesões e agir quando necessário.

Um alerta importante refere-se aos tratamentos caseiros. Receitas divulgadas na internet — como a aplicação de ácidos, pastas ou produtos abrasivos em casa — podem parecer simples, mas representam riscos reais: manchas permanentes na pele, dermatite de contato, infecção secundária e até agravamento das lesões. Como os siringomas frequentemente estão próximos de áreas sensíveis como os olhos e a região genital, qualquer procedimento incorreto pode causar danos sérios. O tratamento deve ser sempre realizado por médico dermatologista em ambiente adequado.

Além dos aspectos clínicos, é importante considerar o impacto emocional da condição. Siringomas visíveis — especialmente ao redor dos olhos — podem afetar a autoestima e a autoconfiança do paciente. Esse é um fator legítimo para buscar tratamento e deve ser abordado com o médico durante a consulta.

Conclusão

O siringoma é uma condição benigna e sem risco à saúde, mas que pode causar incômodo estético significativo. As opções de tratamento disponíveis — laser, eletrocauterização, cauterização química e excisão cirúrgica — apresentam bons resultados quando bem indicadas pelo dermatologista.

Cada caso é único: o método mais adequado depende de características individuais como tom de pele, localização e quantidade das lesões. A possibilidade de recidiva existe em todos os métodos, e o acompanhamento dermatológico contínuo ajuda a monitorar a condição e agir quando necessário.

Se você notar o surgimento de novas lesões, ou perceber mudanças em lesões já existentes — como alteração de tamanho, cor ou textura — procure um dermatologista. O diagnóstico precoce amplia as opções terapêuticas e melhora os resultados.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

Siringomas são tumores benignos de pequenas dimensões — geralmente entre 1 e 5 mm — que se originam nas glândulas sudoríparas, estruturas da pele responsáveis pela produção de suor. Apesar do nome que pode soar preocupante, trata-se de uma condição inofensiva para a saúde, cujo principal impacto é estético.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos. No siringoma, confirmar o diagnóstico é importante porque outras lesões ao redor dos olhos podem parecer semelhantes.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

Em dermatologia, estética e procedimentos, a melhor escolha depende de diagnóstico, gravidade, pele, risco de cicatriz, medicamentos, expectativa e manutenção. Procedimento ou produto errado pode irritar, manchar ou atrasar tratamento mais adequado.

A manifestação mais característica são pápulas — pequenas elevações na pele — da mesma cor da pele do paciente, que surgem com frequência na região ao redor dos olhos. No entanto, podem aparecer em outras áreas do corpo, como tórax, pescoço, glúteos e região genital.

Quando localizados próximos à região genital, os siringomas podem vir acompanhados de coceira leve, o que costuma motivar a busca por avaliação médica. Nesses casos, é especialmente importante que um dermatologista examine e confirme o diagnóstico, diferenciando o siringoma de outras condições dermatológicas.

A boa notícia é que existem diversas opções de tratamento com bons resultados. Neste artigo, explicamos as causas, como o diagnóstico é feito e quais são as abordagens disponíveis para tratar o siringoma.

Opções de tratamento para siringoma

Todos os métodos de tratamento para siringoma têm o mesmo objetivo: remover ou destruir as lesões existentes. As principais opções disponíveis são o laser, a eletrocauterização, a cauterização química e a excisão cirúrgica.

A escolha do método mais adequado é feita pelo médico dermatologista com base em uma avaliação individual, considerando fatores como:

  • Tom de pele do paciente — alguns lasers são mais indicados para peles mais claras;
  • Localização das lesões no corpo;
  • Quantidade e tamanho das lesões;
  • Extensão da área afetada e risco de cicatrizes.

Um ponto importante: independentemente do método escolhido, existe a possibilidade de recidiva — ou seja, o surgimento de novas lesões após o tratamento. Isso não significa falha do procedimento, mas reflete a natureza da condição. Caso isso ocorra, uma nova abordagem pode ser indicada.

A questão das cicatrizes também merece atenção. Embora os médicos adotem critérios para minimizá-las, o processo de cicatrização é individual e pode variar mesmo com todos os cuidados necessários.

Siringoma: escolher tratamento depende do risco de marca

Siringomas sao lesoes benignas, frequentemente ao redor dos olhos. O tratamento e estetico na maioria dos casos, e a decisao depende de cor da pele, profundidade, quantidade de lesoes, risco de mancha, cicatriz e expectativa de melhora.

OpcaoPonto critico
Laser ou eletrocauterizacaoPode reduzir relevo, mas exige cuidado com hiperpigmentacao.
ExcisaoPode ser util em casos selecionados, com risco de cicatriz.
ObservacaoFaz sentido quando a lesao e estavel e pouco incomoda.

Detalhamento das opções de tratamento

Veja a seguir como funciona cada um dos métodos de tratamento na prática.

Laser

O laser é frequentemente a primeira opção considerada para pacientes com pele mais clara. Os tipos mais utilizados para o tratamento do siringoma são o CO2 e o Erbium YAG — ambos atuam vaporando as células da lesão de forma controlada e estimulando a produção de colágeno, que favorece a cicatrização da pele.

O procedimento é realizado no consultório com anestesia tópica local — uma pomada anestésica aplicada sobre a pele — o que o torna bem tolerado pela maioria dos pacientes.

A recuperação costuma ser o principal fator a considerar: nos primeiros dias após o procedimento, é comum haver inchaço (edema), vermelhidão e alteração temporária na textura da pele, seguidos de descamação à medida que ocorre a renovação celular. O tempo médio de recuperação é de 7 a 10 dias.

Para aliviar o desconforto, o médico pode recomendar compressas de água fria ou água termal na região tratada. Após o procedimento, o uso de filtro solar e a hidratação reforçada são fundamentais para proteger a pele em processo de recuperação.

Eletrocauterização

A eletrocauterização é uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de lesões benignas da pele. Um aparelho chamado eletrocautério aquece sua ponta metálica e aplica calor diretamente sobre a lesão, destruindo o tecido anormal de forma localizada.

O procedimento é precedido pela higienização da área e pela aplicação de anestésico local. Em alguns casos, o médico pode utilizar também um vasoconstritor — medicamento que reduz o fluxo sanguíneo local e ajuda a controlar eventuais sangramentos.

Uma das vantagens da eletrocauterização é que o paciente geralmente pode retomar sua rotina no mesmo dia, desde que respeite as orientações: manter a área limpa, evitar produtos com ingredientes abrasivos (como esfoliantes e ácidos) e proteger a pele do sol. A cicatrização completa costuma ocorrer em aproximadamente uma semana.

Cauterização química

Semelhante à eletrocauterização no objetivo, a cauterização química substitui o calor por uma substância de ação cáustica — capaz de destruir tecido por reação química. O produto mais utilizado é o ácido tricloroacético (ATA), aplicado diretamente sobre a lesão pelo médico.

Após a aplicação, a lesão pode mudar de coloração como resposta à ação do ácido — isso é esperado e faz parte do processo. Dependendo da quantidade e da extensão das lesões, podem ser necessárias mais de uma sessão para obter o resultado desejado.

No período de recuperação — que costuma durar cerca de 15 dias — podem surgir irritação, vermelhidão e inchaço moderado na região. Hidratação da pele e proteção solar são cuidados essenciais nessa fase.

Excisão cirúrgica

A excisão cirúrgica consiste na remoção física das lesões com instrumentos cortantes: bisturi, shaving (técnica de raspagem superficial) ou tesoura cirúrgica de Castroviejo. É realizada com anestesia local no consultório médico ou, em casos mais extensos ou complexos, em ambiente hospitalar.

Nem sempre é necessária a sutura das bordas — em lesões menores, a cicatrização pode ocorrer naturalmente. O período de recuperação varia entre uma e duas semanas, e as orientações médicas devem ser seguidas rigorosamente para evitar complicações.

A principal vantagem da excisão cirúrgica em relação aos outros métodos é o menor risco de recidiva, uma vez que a lesão é removida em sua totalidade. Além disso, geralmente requer apenas uma intervenção, sem necessidade de sessões repetidas.

Causas e classificação do siringoma

A origem exata do siringoma ainda não é completamente compreendida pela medicina. No entanto, as evidências científicas apontam para uma predisposição genética como fator central — ou seja, pessoas com histórico familiar da condição têm maior chance de desenvolvê-la.

A doença é mais frequente em mulheres jovens e em indivíduos de pele mais clara. Os siringomas podem ser classificados em quatro tipos:

  • Localizado: lesões concentradas em uma região específica do corpo;
  • Generalizado: lesões espalhadas por múltiplas áreas;
  • Familiar: com histórico da condição em outros membros da família;
  • Associado à Síndrome de Down: siringomas ocorrem com maior frequência e precocidade nessa população.

Pessoas com Diabetes Mellitus têm maior risco de desenvolver uma variante chamada siringoma de células claras, identificada por características específicas ao exame histológico (análise do tecido ao microscópio).

Existe ainda o siringoma eruptivo, um tipo mais raro caracterizado pelo surgimento súbito de múltiplas lesões que se disseminam rapidamente. É mais comum em pessoas afrodescendentes, durante a adolescência e em quem tem histórico familiar da condição. Esses casos costumam ser os mais desafiadores do ponto de vista terapêutico.

Em geral, as lesões do siringoma não causam dor nem coceira — são assintomáticas. Por isso, a condição é considerada clinicamente benigna, representando principalmente um incômodo estético. Muitas vezes, o paciente só percebe as lesões quando elas se tornam mais numerosas e visíveis com o tempo.

Diagnóstico e prevenção do siringoma

O diagnóstico do siringoma geralmente não exige exames laboratoriais. O dermatologista costuma identificá-lo por meio da análise clínica — observação direta das lesões — e, quando necessário, por exame histológico, que consiste na análise microscópica de uma pequena amostra do tecido.

No entanto, algumas condições dermatológicas apresentam aspecto semelhante ao do siringoma, tornando o diagnóstico diferenciado essencial. As principais são:

  • Xantelasma: depósitos de gordura que formam pequenas placas amareladas nas pálpebras, mais associados a alterações nos níveis de colesterol;
  • Milium: pequenos cistos esbranquiçados e endurecidos formados pelo acúmulo de queratina (proteína da pele) abaixo da superfície cutânea — comuns ao redor dos olhos e nas bochechas;
  • Hiperplasia sebácea: aumento das glândulas de gordura da pele, que formam pápulas amareladas com depressão central, frequentes no rosto de pessoas mais velhas.

Quando há dúvida entre o siringoma e outras condições, o dermatologista pode solicitar uma biópsia da lesão — um procedimento simples, realizado com anestesia local, em que um pequeno fragmento é retirado e enviado para análise anatomopatológica. Esse exame fornece um diagnóstico definitivo e orienta a escolha do tratamento mais adequado.

Quanto à prevenção: até o momento, não existe nenhuma forma conhecida de evitar o surgimento de siringomas em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma condição sem medidas preventivas eficazes — o que reforça a importância do acompanhamento dermatológico regular para monitorar as lesões e agir quando necessário.

Um alerta importante refere-se aos tratamentos caseiros. Receitas divulgadas na internet — como a aplicação de ácidos, pastas ou produtos abrasivos em casa — podem parecer simples, mas representam riscos reais: manchas permanentes na pele, dermatite de contato, infecção secundária e até agravamento das lesões. Como os siringomas frequentemente estão próximos de áreas sensíveis como os olhos e a região genital, qualquer procedimento incorreto pode causar danos sérios. O tratamento deve ser sempre realizado por médico dermatologista em ambiente adequado.

Além dos aspectos clínicos, é importante considerar o impacto emocional da condição. Siringomas visíveis — especialmente ao redor dos olhos — podem afetar a autoestima e a autoconfiança do paciente. Esse é um fator legítimo para buscar tratamento e deve ser abordado com o médico durante a consulta.

Conclusão

O siringoma é uma condição benigna e sem risco à saúde, mas que pode causar incômodo estético significativo. As opções de tratamento disponíveis — laser, eletrocauterização, cauterização química e excisão cirúrgica — apresentam bons resultados quando bem indicadas pelo dermatologista.

Cada caso é único: o método mais adequado depende de características individuais como tom de pele, localização e quantidade das lesões. A possibilidade de recidiva existe em todos os métodos, e o acompanhamento dermatológico contínuo ajuda a monitorar a condição e agir quando necessário.

Se você notar o surgimento de novas lesões, ou perceber mudanças em lesões já existentes — como alteração de tamanho, cor ou textura — procure um dermatologista. O diagnóstico precoce amplia as opções terapêuticas e melhora os resultados.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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Tratamento para lipoma: O que você precisa saber

10 de novembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

A saúde é uma das nossas principais preocupações nos dias de hoje. Os avanços nos campos nutricionais, de produção de alimentos e na medicina, em conjunto com os avanços tecnológicos, possibilitaram que nossa longevidade tenha conseguido atingir níveis nunca antes vistos.

Porém, isso não significa que podemos ficar despreocupados com a nossa saúde. Para garantir essa longevidade, precisamos ativamente nos aproveitar desses avanços, para podermos tratar as doenças que acabamos por adquirir. E quanto mais precoce for o tratamento, maiores as chances de sairmos ilesos.

Em qualquer nódulo, o ponto principal é confirmar se o achado é compatível com lipoma ou se há sinais que exigem outra investigação. Crescimento rápido, dor progressiva, endurecimento, fixação aos planos profundos ou mudança de pele pedem avaliação direta.

Devido à agressividade de certos tipos de câncer, várias campanhas a nível nacional e internacional foram desenvolvidas para auxiliar as pessoas a encontrar os primeiros sinais de que um tumor está se desenvolvendo. E o mais famoso deles consiste na procura por um nódulo situado logo abaixo da pele, como no caso do câncer de mama.

Portanto, não é incomum que as pessoas suspeitem que qualquer condição com aparência semelhante seja um tipo de câncer, o que pode causar certo sofrimento psíquico. É importante reconhecer essa possibilidade e procurar atendimento médico rapidamente, mas deve-se saber também que nem todo nódulo subcutâneo consiste em um tumor maligno.

Um dos casos mais comuns disso é o lipoma. O lipoma é um nódulo benigno, isto é, que não apresenta tendência a se espalhar pelo corpo e a danificá-la. Mas sua aparência tende a causar bastante preocupação e desconforto visual.

Felizmente, existem diversos tratamentos que são capazes de remover o lipoma.


Fatores de risco para surgimento de lipoma

Fator de riscoDescrição
Predisposição genéticaTer um histórico familiar de lipomas aumenta o risco de desenvolvê-los.
ObesidadeEstar acima do peso ou obeso aumenta o risco de desenvolver lipomas.
IdadeOs lipomas são mais comuns em adultos entre 40 e 60 anos.
Exposição a certos produtos químicosA exposição a certos produtos químicos, como a dioxina, pode aumentar o risco de lipomas.
Exposição à radiaçãoA exposição à radiação, como a radioterapia para câncer, aumenta o risco de desenvolver lipomas.

Tratamento para lipoma

Um lipoma, como o nome descreve, consiste em uma massa de gordura que se acumula de forma anormal logo abaixo da pele. Por isso, geralmente são moles, mas é possível que tenham aspecto mais firme também.

Lipomas são muito comuns e, como dito anteriormente, são benignos. Isto é, não causam problemas de saúde, embora possam ser um pouco desconfortáveis. A gordura se acumula no local, mas não tende a se espalhar para outros tecidos ou prejudicar o funcionamento do organismo.

Geralmente, a formação da massa é o único sintoma, mas em alguns casos pode causar dor ou desconforto físico também. O tamanho tende a se estabilizar, mas em certos casos pode apresentar crescimento contínuo.

Na maioria dos casos, ele é absorvido naturalmente pelo corpo após algum tempo, portanto, nem sempre é necessário um tratamento para lipoma. Porém, se desejado ou necessário, também existem formas de acelerar sua absorção ou de removê-lo completamente.

Recuperação natural

De forma semelhante ao cisto sebáceo, o lipoma consiste no acúmulo de gordura em uma região do corpo devido à formação de uma cápsula impermeável. Essa impermeabilidade dificulta a dissipação da gordura, portanto, estimula sua acumulação.

Geralmente, o lipoma desaparece sozinho após certo tempo, embora o tempo necessário para isso possa variar de uma pessoa para outra. O que permite isso é a quebra e absorção espontânea dessa cápsula impermeável, possibilitando assim que a gordura acumulada seja absorvida pelo corpo posteriormente.

É importante, porém, não basear sua forma de lidar com isso em um autodiagnóstico. O lipoma apresenta certas semelhanças com alguns nódulos malignos, como o lipossarcoma. Portanto, deve-se buscar atendimento médico, pois apenas um dermatologista é capaz de diagnosticar corretamente a condição presente.

A quebra e absorção espontânea do lipoma tende a ser o melhor tratamento no caso de nódulos pequenos e discretos, isto é, que se situam em regiões menos expostas do corpo.

Porém, em alguns casos é recomendado ou desejável a realização de algum procedimento visando o tratamento mais rápido do mesmo. Isso é especialmente o caso quando:

  • O lipoma causa grande desconforto estético, por exemplo, por ter se formado no rosto, pescoço ou nos braços, especialmente se apresentar grandes dimensões;
       
  • Ele causa desconforto físico, especialmente dor, o que é mais comum quando apresenta maiores dimensões;
       
  • Não está claro se realmente se trata de um tumor benigno, por exemplo, por crescer rapidamente;
       
  • Ele está presente no corpo a muito tempo e causa certo incômodo, embora apresente pequenas dimensões.


Aplicação de medicamentos

Atualmente, não existe medicamento oral ou cremes ou pomadas que sejam um efetivo tratamento para lipoma. Porém, é possível estimular a quebra e absorção do nódulo através da injeção de corticosteroides.

Corticosteroides são hormônios importantes para a regulação do metabolismo, apresentando diferentes funções, mas sendo especialmente importantes durante situações mais intensas.

O principal exemplo é o cortisol. O cortisol é famoso por ser o “hormônio do estresse”, visto que é produzido em maior quantidade durante situações de estresse e de alta ansiedade.

Sua principal função é regular o organismo de forma a tornar mais fácil lidar com essa situação de estresse. Isso consiste principalmente em estimular o metabolismo das fontes de acúmulo de energia, como carboidratos e gordura, de forma a fornecer mais energia mais rapidamente para combater a causa do estresse.

Essa capacidade de estimular o corpo a quebrar a gordura é o que torna uma boa opção para tratar o lipoma. Ao ser injetado diretamente no nódulo, as células dos tecidos próximos são estimuladas a utilizarem a gordura ali presente para obter maior energia, o que, consequentemente, leva à sua diminuição.

Os corticosteroides também estimulam o metabolismo de proteínas, o que contribui para a destruição da cápsula impermeável que circunda o nódulo.

A desvantagem, porém, é que os corticosteroides não podem ser utilizados com muita frequência. Esses hormônios existem para lidar com situações de estresse apenas, e acabam levando as células ao limite para garantir a sobrevivência do corpo. O uso contínuo, portanto, causa complicações.

No caso, o uso contínuo de corticosteroides na pele tende a desidratá-la e afiná-la, além de dificultar sua regeneração. Consequentemente, torna a pele menos resistente e mais propensa a infecções.

Por isso, embora seja um tratamento minimamente invasivo, nem sempre é recomendado.

Intervenções cirúrgicas

As intervenções cirúrgicas consistem nas formas mais efetivas de tratamento para lipoma. Deve-se ter em mente, porém, que existe risco associado à realização de qualquer tipo de procedimento cirúrgico, pois aumenta-se as chances de infecções e complicações hospitalares.

Os cirurgiões e hospitais de confiança realizam todas as preparações necessárias para minimizar esses riscos, mas eles sempre existem. Por isso, busque realizar uma remoção cirúrgica de um lipoma apenas caso seja necessário.

Existem dois tipos de intervenções cirúrgicas para este caso: a lipoaspiração e a excisão.

Lipoaspiração

A lipoaspiração consiste em utilizar a mesma abordagem utilizada para o procedimento estético popular de mesmo nome.

Como o nome implica, a lipoaspiração consiste na sucção da gordura armazenada. O cirurgião realiza pequenos furos em determinadas regiões do lipoma e utiliza um aparelho especializado para a remoção da gordura através da sucção.

A lipoaspiração é muito efetiva em reduzir a quantidade de gordura acumulada, e apresenta a vantagem de ser um procedimento comum. Portanto, existem muitos profissionais qualificados para a sua realização.

Porém, a lipoaspiração está associada a várias possíveis complicações no pós-operatório. O método usado torna o procedimento menos invasivo, mas também apresenta menos controle sobre a remoção de gordura e a recuperação do local. Dessa forma, há mais chance de ocorrerem infecções bacterianas, remoção incompleta da gordura ou contaminação do sangue devido à gordura presente.

No caso específico do lipoma, a lipoaspiração pode também não ser capaz de solucionar o problema no longo prazo. A sucção do lipoma não ocasiona necessariamente a quebra ou remoção da cápsula impermeável. Portanto, a gordura pode voltar a se acumular no local, resultando na regeneração do lipoma, ainda que de forma parcial.

Excisão

A excisão se trata da remoção completa do nódulo, em conjunto com a remoção da cápsula, sendo, portanto, um ótimo tratamento para lipoma. O procedimento específico realizado depende do tamanho do lipoma, mas envolve a abertura e retirada manual do mesmo.

No caso de nódulos pequenos, é possível remover a cápsula em conjunto com o nódulo de gordura. Realiza-se um pequeno corte na pele sobre o lipoma, sem afetar a cápsula. Esse corte é então aberto, revelando-a. Dessa forma, é possível removê-la intacta com o auxílio de uma pinça.

Para um nódulo de maiores dimensões, realizar esse procedimento é mais difícil e arriscado, visto que envolve realizar uma abertura de grandes dimensões no local. Portanto, nesses casos, o processo é um pouco mais lento.

Realiza-se uma abertura que permite atingir diretamente a gordura, rompendo, portanto, a cápsula. A gordura é então retirada, deixando apenas a cápsula, que é retirada posteriormente. É um procedimento um pouco mais longo, mas o resultado é o mesmo.

A principal vantagem do procedimento é a remoção completa da gordura acumulada em conjunto com a remoção completa da cápsula, impedindo que o lipoma se forme novamente no mesmo local com a mesma facilidade.

É uma cirurgia relativamente simples, mas que deixa uma cicatriz no local em que foi realizada. Cremes cicatrizantes podem também ser receitados para auxiliar a recuperação.

Sobre o lipoma

Tratamento para lipoma

Não se sabe com precisão quais são as causas do lipoma. Porém, devido à sua maior prevalência em algumas famílias em comparação a outras, suspeita-se que haja certa predisposição genética envolvida. Algumas síndromes também aumentam a predisposição ao seu desenvolvimento, como a síndrome de Gardner, de Madelung e de Cowden.

Existem também algumas hipóteses em investigação, mas que ainda não apresentam evidências conclusivas, como a possibilidade de estar relacionada a impactos físicos na região, à obesidade e ao ganho rápido de gordura.

O lipoma se forma principalmente devido à formação espontânea de sua cápsula. Essa cápsula impermeável, por sua vez, se forma com o acúmulo de proteínas e outras substâncias logo abaixo da pele. Dentre essas proteínas se encontra, por exemplo, a queratina, substância impermeável que compõe a epiderme.

Esse acúmulo pode, portanto, surgir de uma dificuldade de escoar essas proteínas e substâncias produzidas pelo corpo durante sua manutenção natural.

A criação dessa cápsula então permite o acúmulo de outras substâncias que seriam naturalmente absorvidas pelo corpo ou posicionadas em algum outro local. No caso do cisto sebáceo, por exemplo, se trata do sebo naturalmente produzido pelo corpo.

PatologiaDescrição
Excesso de lipídeosLipomas são compostos de excesso de células de gordura que formam um nódulo na pele.
Maquiagem celularOs lipomas são compostos de células adiposas maduras, bem como de tecido fibroso e vascular.
Taxa de crescimentoOs lipomas geralmente crescem lentamente e podem permanecer do mesmo tamanho por anos.
LocalizaçãoOs lipomas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns no pescoço, ombros e costas.

No caso do lipoma, se trata de gordura, que seria normalmente armazenada no tecido adiposo ou utilizada pelo corpo para produção de energia.

Esse acúmulo não traz complicações. Porém, há a possibilidade do lipoma crescer rapidamente, atingir grandes proporções e ser doloroso, portanto, pode causar incômodo considerável à pessoa que o apresenta.

O aparecimento de um nódulo no corpo é motivo para buscar atendimento médico, especialmente caso seja notado que apresente crescimento rápido. Existe a possibilidade de se tratar de um tumor benigno, o que implica em menor necessidade de atenção sobre ele, mas também pode se tratar de um tumor maligno, o que exige ação imediata.

O lipoma pode ser facilmente confundido com o lipossarcoma, tipo raro de câncer que atinge as células do tecido de adiposo e também forma um tumor que contém gordura. Nos estágios iniciais, é difícil diferenciá-los, o que requer um processo diagnóstico especializado, podendo ser necessária a realização de uma biópsia para diagnóstico diferencial.

Conclusão

O lipoma é um nódulo benigno e inofensivo, sendo relativamente comum. Algumas pessoas apresentam predisposição genética a formá-los, e ele também pode ser formado por consequência de alguma outra condição.

Embora possa parecer com um tumor maligno, ele não causa prejuízo aos tecidos ao redor, nem tende a se espalhar para outras partes do corpo. Geralmente é solitário, mas é possível que uma pessoas apresente mais de um ao mesmo tempo, especialmente se apresentar predisposição a desenvolvê-los.

Mesmo sendo benignos, podem ser um tanto incômodos, especialmente caso apresentem maiores dimensões, estejam presentes em uma parte muito exposta do corpo, ou sejam dolorosos.

Esses nódulos tendem a desaparecer espontaneamente após certo tempo. Porém, caso desejado ou necessário, também existem alguns procedimentos capazes de removê-lo, cessando o incômodo físico e visual e, em certos casos, diminuindo drasticamente as chances dele se formar novamente.

É importante, porém, não basear sua saúde no autodiagnóstico. O lipoma apresenta grandes semelhanças com os estágios iniciais de alguns tipos de câncer, e apenas um dermatologista é capaz de realizar o diagnóstico preciso de um nódulo na pele.

O lipoma é perigoso?

Não, os lipomas não são perigosos. Lipomas são tumores benignos feitos de células de gordura que podem se formar em qualquer parte do corpo. Eles geralmente são macios e móveis e não causam dor, a menos que pressionem um nervo. Embora os lipomas não sejam cancerígenos, eles podem causar problemas estéticos dependendo de sua localização.

Lipomas podem voltar?

Sim, os lipomas podem recorrer. Os lipomas tendem a recorrer no mesmo local do tumor original, embora também possam se formar em locais diferentes. Eles também podem recorrer após serem removidos cirurgicamente, embora isso não seja comum. Se um lipoma for removido e ele recorrer, é importante que seja examinado por um médico para garantir que não, seja outra lesão.

Existem riscos na remoção dos lipomas?

Sim, para qualquer procedimento, pode haver um mínimo risco de infecção, sangramento local e cicatrização ruim. A remoção do lipoma, para a maioria dos casos, é um procedimento simples e seguro, realizado em consultório médico.Além disso, existe o risco de recorrência se o lipoma não for completamente removido. Por esse motivo, é importante discutir os riscos e benefícios da remoção do lipoma com um médico antes de prosseguir.

É possível prevenir lipomas?

Não, não há nada que possa ser feito para prevenir os lipomas. Lipomas são tumores benignos feitos de células de gordura que podem se formar em qualquer parte do corpo. A causa dos lipomas é desconhecida e não há nenhuma maneira conhecida de impedir sua formação. No entanto, é importante estar ciente de quaisquer alterações no tamanho ou na forma de um lipoma existente e entrar em contato com um médico se surgirem novos lipomas.

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Conheça as opções de tratamento para xantelasma

7 de setembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Apesar de ser uma doença ainda pouco conhecida pela população em geral, existem diferentes opções de tratamento para xantelasma.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos. No xantelasma, também vale discutir perfil lipídico e risco cardiovascular, porque a placa na pálpebra pode coexistir com alterações de colesterol em parte dos pacientes.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

Como esclarece o acervo da biblioteca virtual da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o xantelasma consiste em um pequeno depósito de gordura e colesterol que ocorre logo abaixo da superfície da pele, normalmente mais especificamente no entorno dos olhos.

É o subtipo mais comum de xantoma, um depósito de colesterol que pode ocorrer em qualquer parte do corpo, a exemplo das nádegas, mãos, pés e articulações. Recebem o nome de xantelasma quando ocorrem na região periorbital.

Nota-se a ocorrência mais frequente da patologia em pacientes de ascendência asiática ou mediterrânea.

Mesmo que essas lesões benignas causem apenas incômodo estético, não trazendo maiores preocupações para a saúde, muitos pacientes buscam o acompanhamento de um médico dermatologista desejando tratar o problema.

Essa doença tem como característica o desenvolvimento lento e progressivo, chegando ao ponto de não progredir mais. 

Contudo, os xantelasmas não costumam regredir de forma espontânea, isso só é verificado em casos raros, desse modo o tratamento é ainda mais importante.

Caso deseje saber mais sobre o xantelasma e quais os tratamentos para essa doença dermatológica, continue a leitura deste artigo e fique por dentro dessas e de outras informações importantes sobre esse assunto. 

Tratamento para xantelasma: saiba as opções

O objetivo do tratamento para xantelasma é destruir as lesões cutâneas, para realizar essa aniquilação o dermatologista pode optar por diferentes métodos, até mesmo a remoção cirúrgica, caso julgue necessário.

Entre as principais opções de tratamento para xantelasma, além da cirurgia, podemos destacar a eletrocauterização, cauterização química e o procedimento com lasers.

Para determinar qual o tratamento mais indicado para cada pessoa, o médico dermatologista deve avaliar cada caso de modo individualizado e também a extensão das lesões.

Quadros clínicos que envolvem outras doenças base podem requerer um tratamento prévio dessas condições para que possa haver uma melhora significativa do xantelasma.

A seguir, confira como funciona cada uma das opções de tratamento do xantelasma:

Eletrocauterização 

Esse tipo de procedimento é bastante utilizado no tratamento de xantelasma e também de outras condições, a exemplo das hiperplasias sebáceas e siringomas.

Sua principal vantagem consiste na retomada das atividades rotineiras do paciente geralmente no mesmo dia, desde que sejam tomados alguns cuidados básicos determinados pelo médico.

O processo de cicatrização após a realização do tratamento costuma acontecer entre sete e dez dias, quando as crostas formadas nos locais das lesões começam a cair espontaneamente.

A eletrocauterização é realizada com a pessoa sob efeito de um anestésico injetável, podendo também ser administrado um vasoconstritor para evitar que ocorram sangramentos, assim por meio da eletricidade e do calor, o xantelasma é carbonizado.

Para evitar maiores complicações de saúde e se obter resultados satisfatórios com este tipo de tratamento, após o procedimento o paciente deve evitar tomar sol, assim como proceder com a higienização cuidadosa da área tratada e suspender o uso de produtos abrasivos no local.

Cauterização química

O procedimento da cauterização química possui similaridade com o tratamento explicado anteriormente. No entanto, enquanto a eletrocauterização tem como princípio básico a utilização da eletricidade e do calor, na cauterização química a destruição do xantelasma se dá por meio da aplicação de um produto com propriedades cáusticas ou ácidas.

Normalmente, a substância mais utilizada pelos dermatologistas para esse tipo de tratamento é o ácido tricloroacético. Devido à aplicação do ácido pode ocorrer o embranquecimento ou mesmo o amarelamento das lesões.

Alguns dias após a realização do procedimento a coloração da pele da região tratada pode sofrer alterações para um tom avermelhado, além de apresentar inchaço e irritação.

Outros sinais podem incluir o enrijecimento da área por conta da morte celular e consequente formação de crosta.

Contudo, após cerca de quinze dias todos os indícios característicos da realização da cauterização química tendem a desaparecer completamente.

Em alguns quadros, a depender da extensão dos xantelasmas, pode ser necessário realizar mais de uma sessão de tratamento.

O paciente também deve seguir as orientações médicas e tomar cuidados simples, a exemplo da limpeza da área, para que bons resultados sejam obtidos e evitar complicações evitadas. 

Procedimento com laser

Comumente os tipos de laser mais usados para tratar de xantelasma são o CO2 ou o Erbium YAG.

Esses lasers, utilizados em vários tratamentos cutâneos, estimulam um processo inflamatório na pele que colabora para o aumento da produção de colágeno e também para cicatrização, apresentando resultados significativos na melhoria do xantelasma.

Os tratamentos com lasers podem ser feitos no consultório do médico dermatologista tendo o paciente sob o efeito de um anestésico com alto poder de absorção.

Quando os pacientes possuem tons de pele mais claros, os feixes do laser devem ser devidamente ajustados.

Devemos sempre ter em mente que o organismo de cada paciente responde de forma individual ao tratamento, por isso a recuperação de cada pessoa tem desenvolvimento próprio.

Após o tratamento para xantelasma com laser, costuma-se notar a formação de edemas na pele durante os dias iniciais, assim como uma textura e cor diversas.

Quando o processo de renovação das células ocorre, também é possível perceber a descamação da pele. Todo esse período de recuperação da área tratada leva em média de uma semana a dez dias. 

Durante esse tempo, é indispensável que o paciente siga à risca as recomendações do médico responsável por acompanhar seu caso, essas orientações podem incluir a realização de compressas com água fria para diminuir o desconforto, a utilização de filtro solar e a hidratação rotineira da pele.

Remoção cirúrgica

A remoção cirúrgica do xantelasma pode ser considerada pelo dermatologista em casos em que as lesões são muito extensas e numerosas. Inclusive, a depender das particularidades do quadro, o médico pode optar por realizar o tratamento em mais de uma etapa.

Apesar de ser um método mais invasivo dos que anteriormente apresentados, a remoção cirúrgica tem como principal benefício o menor risco de recorrência da doença, uma vez que não haja recidiva do problema.

Esse procedimento requer sedação anestésica e compreende na excisão completa da lesão, podendo haver sutura das bordas ou cicatrização por segunda intenção, ou seja, a ferida cirúrgica cicatriza de modo espontâneo.

Desde que as recomendações médicas sejam seguidas corretamente pelo paciente, a recuperação ocorre de modo tranquilo e satisfatório em um período que varia de uma a duas semanas.

Entendendo as causas do xantelasma 

Mais frequentes em mulheres com idade acima dos 40 anos, as causas do aparecimento do xantelasma estão na maioria das vezes associadas com níveis elevados de colesterol LDL, popularmente conhecido como colesterol ruim, e taxas baixas de colesterol bom.

No entanto, outras condições crônicas de saúde, a exemplo da diabetes, alguns tipos de câncer, cirrose hepática, hipertireoidismo e outras doenças do metabolismo também podem estar relacionadas com o surgimento do xantelasma.

A utilização contínua de determinados medicamentos como corticoides e retinoides orais também podem estar ligados a formação dos xantelasmas.

Os xantelasmas formam-se devido a alterações na metabolização de gorduras ou quando os lipídeos presentes na nossa corrente sanguínea se aderem ao tecido cutâneo. 

O sistema imunológico busca eliminar essa gordura, no entanto, quando os macrófagos não conseguem, as células adiposas terminam se acumulando na pele, dando origem ao xantelasma.

Sintomas do xantelasma

Por ser basicamente uma doença assintomática, o sintoma essencial do xantelasma é sua característica estética.

Assim, identificar essa patologia dermatológica é simples pela visualização das placas de gorduras formadas nas proximidades das pálpebras oculares. 

Com cerca de 7,5 centímetros de diâmetro, as lesões do xantelasma têm uma consistência maior do que a pele saudável, sendo vagamente saliente e amarelada, além de possuir bordas claramente delimitadas e com coloração mais escura.

Sintomas como coceira, maior sensibilidade na área ou mesmo dor não costumam ser associados a patologia.

No entanto, o paciente pode se queixar de incômodo no momento de abrir e fechar os olhos, uma vez que a depender da localização e extensão das lesões pode provocar interferência nesse ato simples.

Saiba como é feito o diagnóstico de xantelasma

Em geral, não é necessária a realização de exames complementares, como exames de imagem ou biópsia, para concluir o diagnóstico do xantelasma. Assim, normalmente basta apenas uma avaliação clínica do médico dermatologista.

Além de avaliar o histórico da pessoa, o médico pode fazer uma série de perguntas básicas, a exemplo de seus hábitos, início do surgimento das lesões, dor ou outro sintoma associado, bem como sobre a existência de alterações em outros locais do corpo.

Ao fazer uma inspeção das lesões, o dermatologista irá avaliar suas características e excluir a ocorrência de outras patologias dermatológicas.

Caso o paciente tenha histórico de doenças crônicas, como a diabetes, isso pode facilitar a confirmação do diagnóstico apenas com a análise das lesões.

No entanto, o médico pode julgar válido solicitar um exame anatomopatológico para confirmar o diagnóstico e esclarecer as causas das lesões.

Lesões que tenham surgido mais recentemente podem ser submetidas a testes em laboratório para verificação dos níveis de lipídios e glicose. 

Prevenção e possíveis complicações do xantelasma

Apesar de alguns desconfortos no campo oftalmológico e o incômodo estético para o paciente, o xantelasma não acarreta maiores agravamentos para a saúde.

No entanto, essa patologia pode ser o indício de que algo não está bem no organismo da pessoa e que é necessário intensificar os cuidados para o quadro clínico geral não se agravar.

O surgimento de xantelasma pode ser, por exemplo, o indicativo de outras condições mais sérias como doenças metabólicas e insuficiência hepática.

Porém, não existe um modo de prevenir o aparecimento do xantelasma por si só. O que podemos fazer neste sentido é cuidar da saúde como um todo, buscando controlar índices e taxas, como triglicérides, colesterol e lipídios, que estão diretamente associadas a outras doenças, como a cirrose e diabetes.

Assim, cuidar da qualidade de vida, por meio de uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras e carnes magras, abdicar de maus hábitos, como o tabagismo e o alcoolismo, praticar exercícios físicos regularmente, assim como fazer um check-up médico periodicamente são medidas importantes.

Contudo, cabe ressaltar que mesmo alguns pacientes que possuem as taxas lipídicas dentro dos limites recomendados sofrem com o surgimento do xantelasma.

Conclusão

Como você pode constatar ao longo deste conteúdo, existem diversas opções de tratamento para o xantelasma.

Entre os principais procedimentos para tratar esse tipo de lesão benigna destacam-se a eletrocauterização, cauterização química, procedimentos por meio de laser e remoção cirúrgica.

Após a confirmação do diagnóstico, a escolha do melhor método para o tratamento do xantelasma caberá ao médico dermatologista, após considerar fatores como localização das lesões, tamanho e tipo de pele do paciente.

É importante ressaltar que independentemente do tipo de tratamento escolhido, caso o paciente não siga corretamente todas as orientações médicas para manter sob controle suas taxas de colesterol e mudar hábitos de vida, o xantelasma pode sim retornar.

Caso você note alguma das lesões características do xantelasma ou de outra condição dermatológica, não deixe de procurar acompanhamento médico.

Lembre-se que o dermatologista é o profissional mais indicado para cuidar de lesões cutâneas e que o diagnóstico precoce de muitas doenças permite o início ágil do tratamento mais indicado, evitando maiores complicações de saúde.

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  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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Tratamento para Psoríase

29 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Tratamento para Psoríase exige observar tempo de evolução, localização, cor, textura, coceira, dor, sangramento, produtos usados e resposta ao tratamento. A causa provável deve vir antes de pomadas, ácidos, antibióticos ou procedimentos estéticos.

Considerada uma doença autoinflamatória comum, a psoríase provoca manchas recobertas por escamas esbranquiçadas que podem acometer a pele, assim como o couro cabeludo, mucosas e unhas.

Apesar de poder se manifestar em pessoas de todos os gêneros e idades, inclusive durante o período da infância, a psoríase é mais frequente na vida adulta[1]Griffiths CE, Clark CM, Chalmers RJ, Po AL, Williams HC. A systematic review of treatments for severe psoriasis. Database of Abstracts of Reviews of Effects (DARE): Quality-assessed Reviews … Continue reading.

A psoríase é crônica e não contagiosa. Conforme aponta a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença possui ciclos, ou seja, os sintomas apresentados desaparecem e reaparecem de tempos em tempos.

As estimativas afirmam que de 2 a 3% da população mundial sofre com a psoríase, número que representa aproximadamente 190 milhões de pessoas em todo o planeta. Cerca de 3 milhões de brasileiros são acometidos pela condição[2]Kuchekar AB, Pujari RR, Kuchekar SB, Dhole SN, Mule PM. Psoriasis: A comprehensive review. International Journal of pharmacy & life sciences. 2011 Jun 1;2(6)..


Diagnóstico de Psoríase

sintomas psoriase JAMA
Espessamento da pele e eritema, característicos da psoríase, são mostrados. Os painéis A, B e C (paciente A) exibem múltiplas manifestações de psoríase no tronco, extremidades, prega interglútea e unhas dos pés. O painel D (paciente B) mostra manifestações de artrite psoriática, incluindo envolvimento das unhas. Fonte: JAMA[3]Armstrong AW, Read C. Pathophysiology, clinical presentation, and treatment of psoriasis: a review. Jama. 2020 May 19;323(19):1945-60.

Uma  vez que não há um exame sanguíneo para comprovação da doença, o diagnóstico é realizado por um médico dermatologista que considera o histórico pessoal do paciente, assim como seu histórico familiar, e um exame clínico dos sintomas[4]Lowes MA, Suarez-Farinas M, Krueger JG. Immunology of psoriasis. Annual review of immunology. 2014;32:227..

O dermatologista pode solicitar ainda uma biópsia de um fragmento de pele para avaliação microscópica.  

Sabe-se que a predisposição genética tem influência no surgimento de lesões da psoríase, bem como alguns fatores comportamentais e ambientais, a exemplo de estresse, baixa imunidade e exposição a baixas temperaturas[5]Deng Y, Chang C, Lu Q. The inflammatory response in psoriasis: a comprehensive review. Clinical reviews in allergy & immunology. 2016 Jun;50(3):377-89..

No entanto, as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas.


Sintomas da Psoríase

sintomas psoriase

Os sintomas da doença podem alterar conforme a gravidade do quadro clínico, porém podem incluir[6]Rendon A, Schäkel K. Psoriasis pathogenesis and treatment. International journal of molecular sciences. 2019 Mar 23;20(6):1475.: 

  • Dor, coceira e queimação;
  • Lesões avermelhadas com escamas brancas ou prateadas;
  • Ressecamento e rachaduras na pele, algumas vezes com ocorrência de sangramento;
  • Apresentação de manchas brancas ou escuras depois da melhora das lesões avermelhadas;
  • Alterações na forma das unhas com surgimento de depressões e sulcos, além de maior espessamento, descolamento e coloração amarelada;
  • Rigidez e inchaço articular, bem como deformidades e destruição das articulações em casos mais graves e avançados.

A psoríase possui associação com o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, assim como com vários tipos de cânceres e distúrbios do humor, além de afetar a autoestima do paciente devido à estigmatização e discriminação social.

Leia mais sobre a psoríase aqui.

Quando não tratada, a depender da evolução do quadro clínico, a doença pode diminuir a expectativa de vida.

Embora ainda não haja uma controle sustentado do quadro, quando possível, o tratamento para psoríase oferece uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, uma vez que colabora para minimizar os incômodos tanto estéticos, quanto físicos durante as crises da doença.

É sobre ele que falaremos ao longo deste artigo. Acompanhe. 


Conheça as principais opções de tratamento para psoríase 

O tratamento para psoríase é individualizado de acordo com o tipo e gravidade apresentado em cada caso, devendo sempre ser realizado por meio da orientação de um dermatologista que pode inclusive combinar mais de uma terapia[7]Menter A, Griffiths CE. Current and future management of psoriasis. The Lancet. 2007 Jul 21;370(9583):272-84..

Segundo Psoríase Brasil – Associação Brasileira de Psoríase, Artrite Psoriásica e de outras Doenças Crônicas de Pele, as principais opções de tratamento para psoríase incluem:

Tratamento tópico

É realizado por meio de cremes hidratantes e pomadas aplicados diretamente na pele para ajudar a mantê-la úmida e hidratada, geralmente logo após o banho. Costuma ser a melhor opção para casos leves de psoríase e pode ser utilizada isoladamente ou mesmo associado a outros tratamentos.

Entre os produtos mais frequentemente utilizados temos os cremes hidratantes espessos ou a base de vaselina; cremes que possuam na composição retinol, vitamina D e alcatrão; pomadas com corticoides, a exemplo da dexametasona ou hidrocortisona.

Já nos casos de lesões provocadas por psoríase no couro cabeludo,  uma das possibilidades é a utilização de shampoos especiais. 

Tratamentos sistêmicos

Normalmente são recomendados para pacientes com quadros leves que apresentam resistência ao tratamento tópico, ou ainda em casos graves em que o paciente tem artrite psoriásica. 

Ocorre por meio do uso de comprimidos ou injeções que possuem ação anti-inflamatória e buscam evitar o crescimento das lesões que já existem, prescritos só após a análise e avaliação do dermatologista.

Tratamentos biológicos

Este tipo de tratamento por meio de medicamentos injetáveis é recomendado para quadros de psoríase grave. No Brasil, há uma série de tratamentos biológicos aprovados, são os conhecidos anti-TNFs, a exemplo do adalimumabe, certolizumabe-pegol, etanercepte e infliximabe, anti-interleucina 12 e 23 (ustequinumabe), os  anti-interleucina 17 (secuquinumabe e ixequizumabe) e os anti-interleuciina 23 (guselcumabe e risanquizumabe).

Este tipo de tratamento pode oferecer risco para o feto, por isso não é recomendado durante o período gestacional. No entanto, cabe ao médico responsável  pelo acompanhamento do caso avaliar os riscos e benefícios para a paciente. 

O tratamento com agentes biológicos também não é indicado para indivíduos com  alergia aos componentes da fórmula, ou  ainda em casos de insuficiência cardíaca, doença desmielinizante, histórico recente tumor cancerígeno, com infecção ativa ou que fizeram uso há pouco tempo de vacinas vivas atenuadas. 

Fototerapia

Também conhecida como luz ultravioleta, este tratamento é recomendado para casos mais graves de psoríase e só deve ser realizado com o acompanhamento de um dermatologista. Comumente é realizado com três sessões semanais.

O efeito anti-inflamatório da fototerapia atua no controle das lesões, bem como evita o crescimento das células lesionadas. Este tipo de tratamento não é recomendado para crianças.

É preciso que os pacientes com psoríase saibam que na grande maioria dos casos da doença o tratamento é feito em duas etapas, sendo a primeira voltada para supressão das lesões e a segunda para manutenção da pele sem danos.

Seja qual for a opção de tratamento adotada, é fundamental manter o acompanhamento periódico com o dermatologista para caso seja necessário realizar ajustes que possibilitem uma melhor qualidade de vida para o paciente, além de diminuir o risco de novas crises de psoríase. 

Tipos de psoríase 

A manifestação da psoríase pode ocorrer em diversos tipos, a depender das características próprias das lesões, da localização das mesmas e também do nível de gravidade. Entre os principais tipos de psoríase destacam-se:

  • Psoríase em placas ou vulgar: apresenta-se sob a forma de placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas, sendo o tipo mais frequente da doença. Pode afetar qualquer parte do corpo, inclusive a área genital, porém são mais comuns as placas nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo, cicatriz umbilical e região lombar. As lesões podem doer, coçar, e em quadros graves, provocar rachaduras e sangramentos.
  • Psoríase ungueal:  este tipo de psoríase pode atingir as unhas das mãos e também dos pés, provocando o crescimento anormal da unha, mudança de coloração, engrossamento, escame e deformação.
  • Psoríase invertida: mais frequente em regiões úmidas e com dobras, a exemplo da virilha, axilas e abaixo dos seios, pode se gravar em indivíduos com obesidade, com excesso de  sudorese ou devido ao atrito na área. As lesões vermelhas e inflamadas não apresentam a descamação característica da psoríase em outras partes do corpo.
  • Psoríase do couro cabeludo: caracterizada pelo surgimento de regiões avermelhadas com escamas esbranquiçadas, podendo se assemelhar a caspa, uma vez que também provoca coceira. Flocos de pele morta nos ombros ou nos cabelos podem ser notados após os episódios de coceira.
  • Psoríase gutata: apresenta-se como pequenas lesões em forma de gota nos braços, pernas, tronco e couro cabeludo, cobertas por escama fina e que podem sumir espontaneamente. Normalmente é provocada por infecções bacterianas, sendo mais frequente em crianças e pessoas com menos de 30 anos de idade.
  • Psoríase artropática:  caracteriza-se pela manifestação da psoríase nas articulações do corpo, provocando dores intensas e podendo acarretar rigidez progressiva e deformidade permanente. Este tipo de psoríase pode acometer qualquer articulação, até mesmo a coluna vertebral.
  • Psoríase pustulosa: tem como características a formação de pústulas e a pele bastante avermelhada, normalmente as bolhas com pus formam-se em pouco tempo após o avermelhamento da pele. Também pode afetar o corpo como um todo ou partes específicas, como pés e mãos. Entre os outros sintomas estão a coceira intensa, febre, calafrios e fadiga. Quando não tratada adequadamente pode causar risco de óbito.
  • Psoríase eritrodérmica: é o tipo menos frequente entre os já citados. Pode ser provocada por outros tipos de psoríase não bem controlados, queimaduras severas, interrupção intempestiva de tratamentos com corticoides ou ainda por infecções. É considerado um tipo grave de psoríase e por vezes requer que o paciente seja internado em ambiente hospitalar.


Fatores desencadeantes e prevenção 

Apesar de ainda ser desconhecida a relação, a psoríase pode estar associada ao acometimento de outras doenças e complicações de saúde, como a diabetes, pressão alta, colesterol elevado e doenças cardiovasculares, como o infarto e derrame.

Muitos pacientes também sofrem com depressão devido à estigmatização social provocada pelas lesões características da psoríase.

Por isso, é tão importante tratar essa doença crônica com seriedade, buscando o devido acompanhamento médico com um dermatologista.

Como pontuamos logo no início deste conteúdo, as causas da psoríase ainda não são totalmente conhecidas pela Medicina, porém sabe-se que as alterações no sistema imunológico podem desencadear a doença.

Entre outros fatores que podem potencializar as chances de um indivíduo desenvolver a psoríase estão:

  • Doenças provocadas por vírus ou bactérias;
  • Hábitos prejudiciais ao sistema imunológico, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo; 
  • Utilização de determinados medicamentos, entre eles betabloqueadores, lítio e antimaláricos;
  • Queimadura solar;
  • Obesidade;
  • Pancadas fortes e outros traumatismos na pele;
  • Estresse emocional;
  • Fatores relacionados à hereditariedade e a genética.

Pessoas com histórico familiar de psoríase devem redobrar os cuidados, uma vez que apresentam maior probabilidades de ter a doença.

Manter bons hábitos e um estilo de vida mais saudável é de grande importância para que a doença tenha sua progressão controlada e não evolua para um quadro mais grave.

O diagnóstico e o tratamento precoce da psoríase apresentam maior eficiência no combate do desenvolvimento da doença, por isso ressalta-se a necessidade de procurar atendimento médico ao notar os primeiros sinais da psoríase.

Entre os cuidados adotados para prevenir as crises de psoríase ou mesmo aliviar seus sintomas, podemos pontuar:

  • Uma dieta balanceada que priorize a ingestão de alimentos de frutas, legumes, vegetais;
  • Inserir no cardápio peixes ricos em ômega 3, como sardinha e salmão;
  • Eliminar da alimentação o excesso de gorduras e doces refinados;
  • Prática regular de atividades físicas;
  • Abandono do vício do cigarro;
  • Corte ou consumo moderado de bebidas alcoólicas;
  • Hidratação rotineira da derme de modo que a pele não se mantenha ressecada, diminuindo assim as chances de lesão;
  • Evitar tomar banhos excessivamente quentes;
  • Manter o sobrepeso sob controle;
  • Exposição ao raios solares sempre com proteção do filtro solar e seguindo as orientações do dermatologista;
  • Autocuidado com a saúde emocional e controle do nível de estresse;
  • Acompanhamento periódico junto com o dermatologista. 


Quadro prático: observar a pele, cabelo ou unhas

Alterações visíveis ficam mais claras quando a pessoa registra duração, mudança e fatores irritantes antes de escolher produtos ou tratamentos.

O que observarComo registrarQuando valorizar
MudançaCor, tamanho, borda, dor, coceira, secreção ou queda.Mostra se o achado está estável ou evoluindo.
ExposiçãoCosméticos, sol, atrito, depilação, medicamentos e produtos novos.Ajuda a encontrar irritantes ou gatilhos.
AlertaSangramento, crescimento rápido, pus, ferida que não cicatriza ou dor forte.Pede avaliação presencial.
  • Evite cutucar, espremer ou misturar muitos produtos.
  • Fotografe a evolução quando a mudança for visível.
  • Procure avaliação se houver sinais de infecção ou crescimento rápido.

O que observar na pele

Em Tratamento para Psoríase, aparência isolada raramente conta toda a história. Tempo de evolução, crescimento, mudança de cor, sangramento, dor, coceira, exposição solar, atrito e produtos usados ajudam a separar irritação, infecção, inflamação, acne, alergia e lesões que precisam de exame direto.

DadoUso na avaliação
TempoLesões recentes e antigas têm hipóteses diferentes.
MudançaCrescimento, ferida persistente ou sangramento merecem cautela.
ProdutosÁcidos, corticoides, clareadores e antibióticos podem irritar ou mascarar sinais.
Fotos seriadasAjudam a comparar evolução com luz semelhante.

Evite alternar muitos produtos ao mesmo tempo. Quando há piora após uma intervenção, registrar exatamente o que foi usado facilita identificar irritação, alergia, infecção ou expectativa irrealista.

Conclusão

Como você pode ficar informado ao longo deste conteúdo, a psoríase apesar de ser doença relativamente comum pode trazer dor, incômodo estético, além de outras complicações para qualidade de vida e saúde do paciente. 

A psoríase pode acometer qualquer parte do corpo, porém mais frequentemente ocorre no couro cabeludo, pele, unhas, mucosas, membros superiores e inferiores.

Mesmo sendo uma doença crônica e portanto sem uma cura até o momento conhecida, existem diversas possibilidades de tratamento para psoríase.

Além das possibilidades para tratar a psoríase que incluem medicamentos tópicos, tratamentos sistêmicos e biológicos, assim como a fototerapia, existem alguns hábitos que ajudam a minimizar os sintomas da doença e prevenir crises.

Cuidados com a alimentação, abandono de hábitos a exemplo do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas, hidratação frequente da pele e controle do estresse têm um papel significativo para evitar manifestações mais graves da doença.

Do mesmo modo, é de fundamental importância procurar com brevidade as orientações de um dermatologista ao notar os primeiros sintomas da psoríase, pois este é o médico especialista mais recomendado para tratar da doença.

Quanto mais cedo ocorrer o correto diagnóstico da psoríase e mais rápido for iniciado o tratamento da doença, maiores serão as chances de evitar a evolução do quadro da patologia.

Por isso, não deixe de marcar uma consulta com o dermatologista ao notar algum dos sinais da psoríase.

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Confira também nossos outros artigos. 

Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Griffiths CE, Clark CM, Chalmers RJ, Po AL, Williams HC. A systematic review of treatments for severe psoriasis. Database of Abstracts of Reviews of Effects (DARE): Quality-assessed Reviews [Internet]. 2000.
↑2 Kuchekar AB, Pujari RR, Kuchekar SB, Dhole SN, Mule PM. Psoriasis: A comprehensive review. International Journal of pharmacy & life sciences. 2011 Jun 1;2(6).
↑3 Armstrong AW, Read C. Pathophysiology, clinical presentation, and treatment of psoriasis: a review. Jama. 2020 May 19;323(19):1945-60.
↑4 Lowes MA, Suarez-Farinas M, Krueger JG. Immunology of psoriasis. Annual review of immunology. 2014;32:227.
↑5 Deng Y, Chang C, Lu Q. The inflammatory response in psoriasis: a comprehensive review. Clinical reviews in allergy & immunology. 2016 Jun;50(3):377-89.
↑6 Rendon A, Schäkel K. Psoriasis pathogenesis and treatment. International journal of molecular sciences. 2019 Mar 23;20(6):1475.
↑7 Menter A, Griffiths CE. Current and future management of psoriasis. The Lancet. 2007 Jul 21;370(9583):272-84.

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Tratamento para nevos e pintas

17 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

A grande maioria das pessoas possuem manchas na pele, de tamanhos e formatos variados. Por isso, é comum surgirem dúvidas sobre qual seria o tratamento para nevos e pintas.

Pintas devem ser avaliadas por mudança, não por medo isolado

Nevo e pinta não significam câncer por si só. O que muda a conduta é evolução: assimetria nova, borda irregular, mais de uma cor, aumento de tamanho, sangramento, coceira persistente, ferida ou lesão que parece diferente das outras. Remover uma pinta sem avaliação adequada pode perder a chance de diagnóstico histológico quando ele é necessário.

Quando existe dúvida diagnóstica, a retirada deve preservar material para análise quando indicado. Procedimento puramente destrutivo pode ser inadequado se a lesão precisa de confirmação histológica. A pergunta não é só “tirar ou não tirar”, mas qual método mantém segurança diagnóstica.

AchadoComo interpretar
Assimetria ou borda irregularPrecisa de comparação com fotos e exame clínico; pode exigir dermatoscopia.
Várias cores na mesma lesãoAumenta a necessidade de avaliação, principalmente se surgiu recentemente.
Crescimento ou mudança rápidaÉ mais importante do que o tamanho isolado.
Sangramento ou feridaNão deve ser tratado como irritação comum sem exame.

O que vale registrar

  • Foto com data e boa luz, incluindo régua ou referência de tamanho quando possível.
  • Histórico de queimaduras solares, bronzeamento artificial, câncer de pele ou melanoma na família.
  • Pintas novas depois da vida adulta ou uma lesão que destoa das demais.
  • Procedimentos prévios, trauma local ou tentativa de cauterizar/remover em casa.

Atenção: não tente raspar, queimar ou clarear pinta suspeita. Quando a lesão mudou, o objetivo é examinar e decidir se há necessidade de biópsia ou retirada adequada.

Para nevos e pintas, tratamento estético só deve vir depois de afastar sinais suspeitos. Mudança de cor, borda irregular, crescimento, sangramento, ferida que não cicatriza ou assimetria pedem avaliação dermatológica antes de remover por conta própria.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), pintas ou nevos melanocíticos são lesões planas ou elevadas que podem variar de coloração.

Popularmente os nevos são conhecidos como sinais, pintas ou até mesmo como verrugas.

Essas lesões podem estar presentes desde o nascimento, nesses casos são consideradas congênitas, ou ainda podem aparecer só na infância e adolescência e evoluir conforme a pessoa envelhece.

Não há uma causa específica para o surgimento do nevo, contudo, sabe-se que a exposição solar, aliada a predisposição genética, pode acelerar o seu desenvolvimento.

Algumas dessas pintas podem ter pelos. Já quanto ao tamanho, variam de pequenas dimensões, puntiformes ou até mesmo gigantes, tomando grandes regiões do corpo.

Apesar da grande maioria ser benigna, alguns casos de nevos podem evoluir para câncer de pele melanoma. Isso pode acontecer, principalmente em quadros de nevos gigantes.

Assim, é fundamental sempre realizar o autoexame na pele, de modo a examinar o surgimento de pintas no corpo e também buscar o acompanhamento com um médico dermatologista.

Conheça os principais tratamentos para nevos e pintas 

Os tratamentos para nevos e pintas só são indicados por questões estéticas ou em casos de suspeita do desenvolvimento de câncer de pele.

Caso haja a vontade do paciente em remover a pinta ou o diagnóstico médico confirmando a possibilidade de evolução para um melanoma, os tratamentos mais utilizados são a  curetagem, a cirurgia, a cirurgia de excisão e a cirurgia a laser.

Contudo, vale ressaltar que a grande totalidade de pintas e nevos não necessita de nenhuma intervenção ou tratamento médico, deve-se apenas acompanhar sua evolução e o surgimento de alguma alteração.

Entre as principais alterações que devem ser observadas pela pessoa, pois pode sugerir a malignização do nevo, estão mudanças na coloração da pinta, crescimento súbito da lesão, alterações na regularidade das bordas, surgimento de lesões adjacentes e processos inflamatórios.

Ardor e prurido também são sintomas que sugerem que o nevo não é benigno.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o melanoma é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

A seguir, confira mais detalhadamente como funciona cada um dos principais tratamentos para nevos e pintas:

Curetagem

Também conhecida como shaving, essa é uma das técnicas mais comumente utilizadas para tratar pintas ou nevos benignos, consistindo basicamente na raspagem da derme para remoção da lesão.

Com o auxílio de um bisturi, cureta ou de uma tesoura, o médico dermatologista remove a lesão que se eleva na camada mais superficial da pele, retirando a imperfeição incômoda para o paciente e também promovendo a renovação celular.

Esse tipo de tratamento não necessita de pontos, tendo um processo de recuperação bem leve e tranquilo, assim como resultados satisfatórios.

Criocirurgia

Essa técnica cirúrgica permite a remoção da pinta sem cortes e pode ser utilizada em vários tipos de lesões, uma vez que tem comprovada eficácia, além de ser um método considerado seguro.

A realização do procedimento consiste na aplicação de nitrogênio líquido em baixa temperatura  na área da lesão, causando assim o resfriamento instantâneo das células e sua consequente destruição. 

Alguns efeitos colaterais podem ser notados durante os primeiros 30 dias após a realização do procedimento, a exemplo do aparecimento de bolhas e inchaço.

Cirurgia a laser

Esse é mais um método indicado para o tratamento de lesões benignas, não sendo recomendado para casos de malignidade, pois não possibilita o envio de material para realização de uma posterior biópsia.

A cirurgia a laser pode ser uma opção válida para pacientes com problemas de coagulação. Normalmente o procedimento é feito com laser YAG ou CO2.

Funciona essencialmente como o contrário da criocirurgia, provocando a morte das células por meio da cauterização.

Entre os possíveis efeitos colaterais, podemos citar o risco de queimadura local, que pode gerar manchas e inchaços.

Cirurgia de excisão

Apesar de ser bastante utilizado para o tratamento de nevos e pintas, a cirurgia de excisão é um método mais invasivo quando comparado aos outros já citados.

Consiste na remoção total da pele da região da lesão por meio de uma incisão realizada ao redor do nevo pelo médico utilizando-se de um bisturi.

Mesmo tratando-se de uma técnica ambulatorial, geralmente   o procedimento é realizado com o paciente sob efeito de anestesia local.

Casos de lesões mais extensas e profundas requerem maior cuidado, devendo o procedimento ser realizado em ambiente hospitalar e com o paciente sob efeito de anestesia geral. 

Também quando comparado aos outros tratamentos já apresentados, a recuperação deste procedimento inspira mais cuidados. 

Nos casos em que são necessários pontos cirúrgicos, estes geralmente só são removidos após 14 dias.

É importante destacar que a escolha do tratamento mais adequado para nevos e pintas depende da avaliação diagnóstica do médico ao analisar as principais características da lesão, sempre levando em consideração os indícios de malignidade.

Leia também: Laser para Nevo de Ota: Conheça o tratamento

Como é feito o diagnóstico do nevo

De modo geral, os nevos são reconhecidos de modo fácil  ao examinar a pele por conta de seu aspecto característico simétrico, de formato redondo ou oval e com bordas regulares.

Durante o autoexame  mensal da pele, a própria pessoa pode utilizar a regra ABCDE para verificar alterações no nevo que podem ser sugestivas para melanoma, uma vez que muitas vezes essa doença pode ter início como um nevo.

Em casos de suspeita de malignidade, o nevo deve ser removido e o material enviado para ser examinado por meio de uma biópsia.

A seguir, confira os aspectos considerados na regra ABCDE nas alterações do nevo que podem indicar melanoma:

  • A: Assimetria – aspecto simétrico, ou seja as duas metades da lesão não são similares uma com a outra;
  • B: Bordas – bordas irregulares, nestes casos as as bordas são borradas ou irregulares, não bem definidas e lisas;
  • C: Cor – existe uma alteração de dentro do nevo, cores atípicas, ou  ainda uma cor muito diferente ou mais escura do que a presente em os outros nevos do paciente;
  • D: Diâmetro –  essas lesões não devem ter um diâmetro maior do que 5 mm, nevos a partir de  6mm de largura são considerados de risco para melanoma;
  • E: Evolução – o surgimento de um nevo novo na pessoa com idade acima de 30 anos ou um nevo já existente que passa a apresentar alterações.

Sintomas como dor, coceira, sangramento e desenvolvimento de rachaduras na pele  na região do nevo e pintas também são indicativos que o indivíduo deve buscar o acompanhamento com um dermatologista com brevidade.

Todas essas alterações precisam ser avaliadas por um especialista para que seja feito um correto diagnóstico.

O diagnóstico precoce do melanoma aumenta suas chances de cura, uma vez que a doença que pode se espalhar para órgãos e diversas partes do corpo, ainda pode se encontrar em estágio inicial.

É preciso ficar atento não só para os nevos presentes nas partes mais visíveis da pele, nos membros superiores e inferiores, como também no couro cabeludo, nas costas e nas unhas.

Indivíduos com histórico familiar de melanoma, assim como pacientes que já tiveram a doença, devem passar por exames de pele regularmente com um médico dermatologista.

Alguns profissionais utilizam um instrumento manual, conhecido como dermatoscópio, para  realizar uma análise mais detalhada das estruturas do nevo que não podem ser visualizadas a olho nu e avaliar os indícios sugestivos de melanoma.

Fatores de risco e prevenção do melanoma

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de melanoma estão a presença de muitos nevos; ter cabelos, olhos ou a pele clara; sensibilidade ao sol; queimaduras solares frequentes; histórico familiar ou pessoal de melanoma, bem como de cânceres não melanoma; um extenso nevo presente desde o nascimento.

Apesar de ser necessária uma  atenção  e cuidado dobrado com pessoas de  peles claras, as pessoas negras também não devem deixar de cuidar da pele.

Por isso é fundamental reforçar a importância de que cada pessoa conheça sua pele, faça autoexames todos os meses e fique atento para qualquer alteração nos nevos e pintas.

A seguir, confira as principais recomendações de fotoproteção da pele indicadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):

  • Utilize protetor solar e acessórios que ajudem na proteção aos raios solares, como  chapéus e bonés;
  • Use protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados. Prefira os produtos que ofereçam proteção contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo;
  • Evite  a exposição ao sol e mantenha-se na sombra entre 10 e 16 horas;
  • Ao frequentar a praia ou ambientes com piscina, utilize barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta emitida pelos raios solares;
  • Consulte o dermatologista ao menos uma vez por ano para realizar um exame completo da pele.

Conclusão

Ao longo deste conteúdo, você ficou sabendo que nevos e pintas são lesões planas ou elevadas, com uma coloração diversificada, podendo ser congênitos ou ainda surgirem após o nascimento.

A grande maioria dos casos de nevos e pintas são benignas, contudo alguns podem evoluir para câncer de pele melanoma. 

Por isso, é de muita importância cada pessoa realizar mensalmente o autoexame na pele, observando o surgimento de novas pintas no corpo e possíveis alterações nos nevos já existentes, bem como consultar regularmente um médico dermatologista.

Os tratamentos para nevos e pintas só costumam ser indicados em situações de incômodo estético do paciente ou em casos de suspeita de indícios de malignidade.

Contudo, a maioria das pintas e nevos não necessitam de nenhuma intervenção ou tratamento médico, deve-se apenas acompanhar sua evolução e o surgimento de alguma alteração.

Caso o paciente apresente  vontade de remover a pinta ou haja diagnóstico médico confirmando a possibilidade de evolução para um melanoma, os tratamentos mais utilizados são a  curetagem, a cirurgia, a cirurgia de excisão e a cirurgia a laser.

A escolha do tratamento mais adequado para nevos e pintas depende da avaliação diagnóstica do médico ao analisar as principais características da lesão, sempre levando em consideração os indícios de malignidade.

Quando existe a suspeita de malignidade, o nevo deve ser removido e o material enviado para ser examinado por meio de uma biópsia.

A regra ABCDE avalia as características de assimetria, bordas irregulares, coloração alterada, diâmetro maior  do que 5 milímetros e evolução do nevo ao longo dos anos.

Além dessas características, outras alterações devem ser observadas pela pessoa, como ardor, prurido, surgimento de outras lesões próximas ao nevo e processos inflamatórios, uma vez que podem que a pinta seja maligna.

Destaca-se entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de  câncer de pele do tipo melanoma: a presença de um grande número de nevos; ter cabelos, olhos ou a pele clara; sensibilidade ao sol; queimaduras solares frequentes; histórico familiar ou pessoal de melanoma, bem como de cânceres não melanoma; apresentação de um extenso nevo congênito.

Medidas de fotoproteção como a utilização do protetor solar diariamente, mesmo em dias sem sol; evitar a exposição solar entre as 10 e 16 horas; utilização de acessórios como bonés e chapéus; além de escolher filtros solares com fator de proteção (FPS) superior a 30, estão entre as ações recomendadas para prevenção do melanoma.

Caso note qualquer uma das alterações anteriormente citadas nos nevos e pintas é recomendado marcar com a maior brevidade possível uma consulta com o dermatologista, médico especialista em lesões na pele, para verificar se existem motivos para uma maior preocupação.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele
  • AAD: sinais em pintas e nevos

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Tratamento para Micose: O que você precisa saber

16 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Tratamento para Micose: O que você precisa saber deve ser acompanhado pelo tempo de evolução, febre, intensidade dos sintomas, hidratação, falta de ar, dor forte, sinais de desidratação e grupos de maior risco. A mudança do quadro ao longo das horas ou dias orienta a urgência.

Micose é o nome genérico dado para infecções cutâneas causadas por diferentes tipos de fungos que podem surgir em qualquer lugar do corpo, porém são mais comuns nas unhas, couro cabeludo e na pele. Neste artigo, vamos abordar as principais opções de tratamento para micose.

As micoses podem afetar pacientes de todas as faixas  e ocorrem com maior frequência no verão por conta do calor que favorece a multiplicação dos fungos em áreas úmidas, quentes e ricas em queratina.

Normalmente, exigem um tratamento persistente e prolongado por meio de medicamentos antifúngicos, que podem ser na forma de cremes e loções aplicados diretamente na área afetada ou ainda comprimidos orais, prescritos por um médico dermatologista.

Os sintomas de micose são diversificados, pois dependem do fungo causador da infecção. Contudo, entre os sintomas mais notados nos pacientes destacam-se a descamação e lesões variadas na pele, coceira, rachaduras, pontos de escurecimento ou de descoloração na derme, corrimento e coceira genital; alteração da coloração e forma da unha.

A micose é uma infecção contagiosa, assim pode ser transmitida de pessoa para pessoa e também através do compartilhamento de objetos.

O estresse, a má alimentação, a baixa imunidade geral do organismo e falta de cuidados com a higiene pessoal podem agravar os quadros de infecção e dificultar o tratamento da doença.

Dentre os cuidados básicos para prevenir a micose, além de reforçar a higiene pessoal, temos o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, secar cuidadosamente todas as partes do corpo após o banho, evitar tecidos sintéticos que não absorvam o calor e não andar descalço em ambientes úmidos.

Acompanhe a leitura e conheça melhor as opções de tratamento para micose. 


Conheça os principais tratamentos para micose

Uma vez que as micoses podem ser causadas por diferentes tipos de fungos é importante o diagnóstico médico para identificar o agente causador da infecção e determinação do correto tratamento para cada caso.

Apesar de não ser considerada uma condição grave, os sintomas da micose podem ser bastantes incômodos e também afetar a autoestima do paciente, prejudicando seu convívio social.

Mesmo não oferecendo risco à vida e geralmente se tratando de um problema localizado, a micose necessita de um tratamento cuidadoso.

O tratamento para micose normalmente varia de 02 a 03 meses e para que obtenha sucesso é fundamental que todas as recomendações médicas sejam seguidas à risca.

As medicações antifúngicas e os métodos de tratamentos prescritos pelo dermatologista alternam conforme a área afetada pela micose e também pelo tipo de fungo causador da infecção.

Atualmente no mercado dispomos de muitas alternativas para o tratamento da micose que alcançam bons resultados. 


Pomadas para micose

As pomadas normalmente são mais indicadas para o tratamento de micose na pele. 

As soluções de uso tópico possuem indicação geralmente para casos de micoses no couro cabeludo e na pele, podendo ser encontradas na forma de loções.

Os comprimidos via oral são a recomendação mais indicada para quadros de micoses extensas e que causam muito desconforto.

Já os esmaltes de ação antifúngica, que não são iguais aos vendidos em lojas de cosméticos, podem ser utilizados para tratar as micoses nas unhas, evitando a proliferação dos fungos e impedindo as alterações na forma da unha. 

É importante destacar que é fundamental dar continuidade ao tratamento para micose mesmo após o desaparecimento dos sintomas da infecção.

Isso ocorre pois todos os fungos causadores da doença podem ainda não ter sido completamente eliminados, levando ao reaparecimento dos sintomas ou mesmo ao agravamento do problema.

Para prevenir casos de reincidência e colaborar para o sucesso do tratamento também deve-se fortalecer o sistema imunológico por meio de dieta saudável e devidamente balanceada, priorizando os alimentos naturais.

A prática regular de exercícios físicos, impedir que as regiões do corpo com dobras fiquem úmidas por um prolongado período de tempo e ainda evitar o contato com pessoas infectadas também são fatores que colaboraram para evitar casos de micose.

A seguir, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), confira os melhores tratamentos de acordo com os principais tipos de micose.

Candidíase

Causada por um fungo conhecido como cândida, comumente se manifesta na boca, sendo chamada popularmente de sapinho, mas também pode se desenvolver nas unhas, em regiões de dobras, abaixo das mamas e axilas, bem como na área genital feminina.

O tratamento da candidíase envolve o uso de antifúngicos tópicos e sistêmicos.

Tineas(Tinha)

Um fungo que se alimenta da queratina presente na pele, cabelos e unhas é o causador deste tipo de micose. A tinea mais frequente é a onicomicose, que afeta as unhas  tanto das mãos, quanto dos pés, alterando a espessura, forma e coloração.

O tratamento prescrito para tineas normalmente envolve antifúngicos locais ou orais.

Pitiríase Versicolor

Causada por fungos do gênero malassezia, esse tipo de micose também é mais conhecida como pano branco. Geralmente é caracterizado por manchas brancas agrupadas ou isoladas, no entanto também pode surgir como manchas avermelhadas ou escuras.

O tratamento pode ser realizado com medicamentos antifúngicos orais ou de uso tópico.

Tratamento para micose nas unhas com laser

Tratamento para Micose

Como já pontuamos que um dos tipos de tinea mais frequente é a onicomicose, uma micose que pode atingir as unhas dos dedos das mãos e dos pés e provocar  alterações no formato, cor e também espessura.

Existem diversos tipos de fungos responsáveis pela onicomicose presentes no ambiente e a infecção pode se dar através de pequenos traumatismos, como por exemplo o uso de um sapato apertado.

A onicomicose pode ser causada ainda  por problemas imunológicos que diminuem a capacidade do organismo humano para combater infecções nas unhas, por conta de doenças como AIDS, diabetes ou ainda pela má circulação sanguínea.

Até pouco tempo atrás, o único tratamento para esse tipo de micose envolvia a utilização de medicamentos antifúngicos orais ou locais prescritos pelo médico dermatologista que, contud,o não apresentavam resultados satisfatórios em curto período de tempo.

No entanto, atualmente já é possível tratar as micoses na unha por meio de laser de modo mais rápido e indolor para o paciente.

Com os medicamentos tradicionais, o tratamento durava em média de 06 meses a 01 ano.

Já com o laser, o tempo de duração do tratamento é reduzido com a realização de seis a doze sessões, espaçadas entre uma ou duas semanas, a depender da extensão da infeção, da quantidade de unhas afetadas e também da disponibilidade do paciente, entre outros fatores. 

Com o tratamento a laser, as atividades habituais da pessoa também não necessitam ser interrompidas.

Geralmente, esse tipo de  tratamento para micose de unha envolve a utilização do laser ND: Yag. 

A aplicação ocorre a partir da região da matriz até a borda ungueal promove um aquecimento gradual dos tecidos e resultando na morte dos fungos causadores da infecção, sem danificar a unha ou a pele.

Para a realização do procedimento não há necessidade de anestesia, uma vez que o paciente sente apenas um leve desconforto na região devido ao aquecimento no momento da aplicação do laser.

A melhora da unha é notada de forma gradual e progressiva, de acordo com o crescimento da unha afetada.

Leia mais: Laser para onicomicose: Conheça o tratamento

Saiba como prevenir o surgimento das micoses

É importante alertar sobre os riscos da automedicação em quadros de micoses, pois apesar de alguns medicamentos apresentarem um alívio imediato dos sintomas, na verdade, estão apenas ocultando as lesões geradas pelo fungo.

Quando não tratada adequadamente, as micoses podem evoluir para infecções mais graves, bem como causar muito desconforto e coceira intensa.

Por isso, é tão importante o acompanhamento com o médico dermatologista para o adequado diagnóstico e posterior tratamento para a micose.

Com a ajuda do dermatologista e seguindo corretamente todas as suas recomendações é possível controlar os sintomas da micose e evitar que a doença se espalhe para outras áreas do corpo.  

Alguns cuidados essenciais de higiene podem prevenir que a micose volte a surgir, assim como se manifestar pela primeira vez.

Confira algumas das práticas indicadas:

  • Meias e roupas íntimas devem ser trocadas diariamente;
  • Evite compartilhar roupas, principalmente as íntimas, assim como outros objetos de uso pessoal com indivíduos com sintomas de micose, a exemplo de utensílios de manicure, bonés, lençóis e toalhas de banho;
  • Em salões de beleza, quando não for possível levar seus utensílios pessoais, observe se o material utilizado é devidamente esterilizado;
  • Procure manter as áreas de dobra da pele, como a virilha, axila e também entre os dedos dos pés, sempre bem secas;
  • Caso vá tomar banho em locais públicos, utilize um chinelo;
  • Tente não usar sapatos fechados por muito tempo;
  • Guarde os calçados em locais arejados;
  • Utilizar meias de algodão, pois as meias de tecido sintético favorecem o acúmulo de umidade;
  • Evite usar roupas muito quentes, principalmente de tecidos sintéticos, que não possibilitam a transpiração da pele;
  • Também evite ficar com roupas de banho molhadas por um longo período de tempo;
  • Lave sempre as mãos após ter contato com animais de estimação.

Quadro prático: observar a pele, cabelo ou unhas

Alterações visíveis ficam mais claras quando a pessoa registra duração, mudança e fatores irritantes antes de escolher produtos ou tratamentos.

O que observarComo registrarQuando valorizar
MudançaCor, tamanho, borda, dor, coceira, secreção ou queda.Mostra se o achado está estável ou evoluindo.
ExposiçãoCosméticos, sol, atrito, depilação, medicamentos e produtos novos.Ajuda a encontrar irritantes ou gatilhos.
AlertaSangramento, crescimento rápido, pus, ferida que não cicatriza ou dor forte.Pede avaliação presencial.
  • Evite cutucar, espremer ou misturar muitos produtos.
  • Fotografe a evolução quando a mudança for visível.
  • Procure avaliação se houver sinais de infecção ou crescimento rápido.

Como acompanhar a evolução

Em Tratamento para Micose: O que você precisa saber, a evolução costuma ser tão importante quanto o sintoma inicial. Febre persistente, piora rápida, falta de ar, sonolência incomum, desidratação, dor intensa, manchas na pele ou queda do estado geral mudam a margem de espera.

MarcadorO que observar
Tempo de febreAjuda a diferenciar quadro autolimitado de infecção que precisa avaliação.
Respiração e hidrataçãoFalta de ar e pouca urina reduzem segurança de observar em casa.
Dor localizadaPode apontar foco específico de infecção ou complicação.
Grupo de riscoCrianças pequenas, gestantes, idosos e imunossuprimidos exigem menor espera.

Não use antibiótico antigo ou de outra pessoa para tentar encurtar sintomas. Antibiótico errado pode atrasar diagnóstico, causar efeitos adversos e dificultar tratamento futuro.

Conclusão

No decorrer deste conteúdo, você ficou informado que micose é o nome genérico dado a infecção causada por diversos tipos de fungos que podem afetar principalmente a pele, o couro cabeludo e as unhas.

A micose é uma infecção contagiosa que pode acometer pessoas de todas as faixas de idade, desde crianças até idosos.

Essas infecções costumam ocorrer com mais frequentemente no verão devido às temperaturas mais altas que favorecem a proliferação dos fungos em áreas úmidas, quentes e ricas em queratina, como o nosso couro cabeludo e unhas.

Entre as principais tipos de micoses, destacam-se a tinea, a onicomicose,  a candidíase e a pitiríase versicolor.

Os sintomas da  micose podem variar conforme o tipo do fungo responsável por causar a infecção, mas geralmente incluem lesões na pele, descamação, coceira e rachaduras, além de pontos de escurecimento ou de descoloração na derme.

Como você pode notar ao longo deste artigo, o tratamento para micose é bem simples, podendo ser realizado com medicamentos antifúngicos de uso local ou via oral, no entanto, requer que o paciente siga as orientações do médico dermatologista com dedicação e paciência.

As pomadas são a opção mais recomendada para o tratamento de micose na pele. Já as soluções de uso tópico, na forma de loções, normalmente possuem indicação para quadros de micoses no couro cabeludo e na pele.

Micoses mais extensas e que geram maior desconforto no paciente costumam ser tratadas com comprimidos via oral.

Geralmente o tratamento para micose dura de 60 a 90 dias e para que obtenha resultados satisfatórios é essencial que todas as recomendações médicas sejam devidamente obedecidas. 

Seguindo as orientações do dermatologista e adotando o devido tratamento é possível controlar os sintomas da micose e evitar que a doença se espalhe para outras áreas do corpo.  

Já o tratamento a laser para as micoses de unha, chamadas de onicomicose, é uma nova opção de procedimento atualmente disponível no mercado. Geralmente esse tratamento utiliza o laser ND: Yag. 

A principal vantagem do tratamento de onicomicose com laser consiste na redução do tempo de duração em comparação com o tratamento por meio de medicações tradicionais.

A adoção de alguns cuidados básicos de higiene pessoal podem prevenir a recorrência de quadros de micose e também evitar que a doença se manifeste pela primeira vez.

Além disso, é importante buscar o fortalecimento do sistema imunológico através de uma dieta saudável, prática regular de exercícios e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal.

Mesmo não sendo considerada uma doença grave, uma vez que não oferece risco à vida, os sintomas da micose podem ser muito incômodos e também afetar a autoestima da pessoa, prejudicando seu convívio social.

Assim, é melhor prevenir o incômodo causado pelas micoses, não é mesmo?

Caso note sintomas característicos de micose em qualquer parte do corpo, busque com brevidade o acompanhamento com um dermatologista e siga todas as suas orientações para tratar a doença.

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Tratamentos para manchas no rosto: conheça os melhores

11 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Em termos estéticos, o rosto é a parte mais importante do nosso corpo. É a parte mais visível, visto que é a parte que as pessoas veem quando nos encontram pela primeira vez, e também a parte que mais olhamos enquanto conversamos.

Antes do tratamento, diferencie mancha, inflamação e lesão

O cuidado muda conforme a pele mostra pigmentação, inflamação, infecção, cicatriz ou uma lesão em crescimento. O erro comum é tratar tudo como estética: clareador para qualquer mancha, ácido para qualquer relevo ou pomada para qualquer vermelhidão. A melhor leitura combina cor, borda, relevo, sintomas, duração, gatilhos e evolução.

Mesmo quando o objetivo é estético, a primeira pergunta continua clínica: que estrutura mudou e por quê? Essa leitura reduz tentativas em sequência e ajuda a escolher tratamento, observação ou avaliação presencial. Ela também evita usar ácidos ou pomadas em lesões que precisam ser examinadas.

AchadoComo interpretar
Mancha plana e estávelPode ser observada com fotos e proteção solar enquanto se define a causa.
Vermelhidão com coceira ou ardorSugere inflamação, alergia, irritação ou rosácea, não apenas mancha.
Ferida, pus ou crostaMuda a prioridade para infecção, trauma ou cicatrização.
Crescimento, sangramento ou muitas coresPrecisa de exame direto antes de produto clareador.

O que vale registrar

  • Quando começou, velocidade de mudança e se há dor, coceira, sangramento ou secreção.
  • Exposição solar, produtos novos, depilação, acne, ferida prévia ou procedimento recente.
  • Fotos comparáveis e lista de clareadores, ácidos, pomadas ou cosméticos já usados.
  • Histórico de câncer de pele, melasma, queloide, alergias ou manchas após inflamação.

Atenção: procure avaliação se a lesão cresce, sangra, forma ferida, muda várias características ou dói. Nesses casos, o primeiro passo é diagnóstico, não clareamento ou procedimento.

Portanto, o rosto acaba sendo importante para dar uma boa primeira impressão, sendo, por isso, importante também para o nosso relacionamento com outras pessoas, especialmente relacionamentos românticos.

Devido a isso, a presença de manchas no rosto pode causar certo incômodo. Pode causar certa insegurança e ansiedade, pois leva a pessoa a pensar que os outros não reagiriam bem a sua presença.

A forma mais comum de lidar com isso é através da maquiagem. Existem vários tipos de maquiagem que possibilitam aplicar diferentes graus de cobertura sobre manchas no rosto, contribuindo para esconder a existência delas.

Embora possam ser muito efetivas, seu efeito é apenas temporário. A ação da água, inclusive do suor, muitas vezes é suficiente para remover a maquiagem, ou pelo menos tornar a cobertura mais fina, revelando novamente a presença das manchas.

Felizmente, atualmente existem diversos tratamentos para manchas no rosto que possibilitam a remoção definitiva das lesões. Confira!

Melhores tratamentos para manchas no rosto

As manchas, no rosto ou não, são o resultado do acúmulo de pigmentos em um determinado local. Esse pigmento pode ser de diversos tipos, mas o mais comum é a melanina.

A melanina é uma proteína produzida naturalmente pelo corpo que apresenta uma coloração acastanhada. Ela é a responsável pelas pintas marrons, comuns em pessoas de pele clara, além de criar também os tons mais escuros de pele, tanto os naturais, de pessoas negras, quanto os gerados pela exposição ao sol.

Sendo uma substância, a remoção da mancha é realizada através da remoção do pigmento, e cada método de tratamento o faz de uma forma diferente. A melanina também pode se depositar em profundidades diferentes da pele, o que pode requerer diferentes abordagens.

Os tratamentos para manchas se mostram muito efetivos para a remoção dos pigmentos causadores das manchas, e alguns conseguem até remover pigmentos de tatuagem. Porém, é preciso ter em mente alguns fatos antes de optar por algum deles.

Primeiramente, é altamente provável que a remoção não será perfeita. É possível que, ao invés disso, o tratamento clareie a mancha significativamente, ou deixe alguma marca como resultado do procedimento. Portanto, talvez ainda seja necessário o uso de maquiagem, ainda que em quantidades bem menores.

Em segundo lugar, o tratamento nem sempre é definitivo. Alguns tipos de manchas são originados de disfunção dos melanócitos, célula responsável por produzir a melanina. O tratamento consegue remover a melanina produzida, mas não afeta o funcionamento do seu produtor. Por isso, após certo tempo, a mancha pode retornar, sendo necessário realizar o tratamento novamente.

Peeling

O peeling é um tratamento estético clássico, sendo um dos mais antigos e que ainda continuam a ser usados. Embora seja antigo, continua se reinventando, se aproveitando dos avanços tecnológicos e na área da saúde.

Esse tratamento consiste no estímulo à regeneração da pele através da remoção parcial ou total da camada mais externa da pele, conhecida como epiderme. É um pouco desconfortável, mas os resultados são evidentes, o que o torna uma boa opção.

Visto que consiste em remover a camada externa da pele, é muito efetivo para a remoção de manchas superficiais. Porém, em alguns casos, consegue remover manchas mais profundas também.

Existem dois tipos de peeling: o peeling físico e o peeling químico.

Peeling físico

O peeling físico é o mais conhecido. Ele consiste em remover a camada mais externa através de métodos abrasivos, isto é, que se valem do atrito e da fricção para isso.

A forma mais comum desse peeling é a esfoliação. A esfoliação consiste em utilizar ferramentas mais comuns e acessíveis, como cremes esfoliantes e buchas, para realizar uma manutenção suave da epiderme.

Sendo mais suave, seu efeito sobre as manchas é menos notável. Por isso, outros tipos um pouco mais agressivos de peeling tendem a ser mais usados.

Para a remoção de manchas, costuma-se utilizar dispositivos específicos que apresentam efeito abrasivo intenso. Isso leva a tipos de peeling como a microdermoabrasão, peeling de cristais e peeling de diamante, que são especializados em realizar uma ação mais intensa e profunda, sem prejuízo à pele.

Peeling químico

Ao contrário do peeling físico, o peeling químico se vale do uso de substâncias químicas para realizar sua ação. Ele também é muito efetivo em remover a epiderme, porém, graças às substâncias usadas, consegue também ter uma ação mais profunda, o que ajuda a remover manchas mais profundas também.

Esse tipo de peeling comumente utiliza alguns tipos de ácidos biocompatíveis que apresentam potencial de dissolver a pele. É claro, são utilizados em baixas concentrações, de forma que a extensão dos danos e a profundidade de ação sejam cuidadosamente calibrados.

Embora apresente uma ação mais completa em comparação ao peeling físico, tratamentos mais profundos também apresentam maiores riscos de complicações. Portanto, é importante discutir essa questão com seu dermatologista para saber se o peeling químico seria uma boa opção para o seu caso.

Tratamento a laser

O tratamento a laser é um dos tratamentos estéticos mais recentes. Ele surgiu graças aos avanços tecnológicos, que possibilitaram o desenvolvimento do conceito de laser, da tecnologia para criá-lo, e também da diminuição das dimensões da tecnologia necessária para criá-lo. Com isso, é muito fácil para um consultório ter acesso a algum dispositivo de laser.

Um laser é um feixe de luz concentrado de alta energia. Devido a essa energia e alta concentração, o laser é capaz de causar grandes aumentos de temperatura em locais bem específicos, o que os confere certo caráter destrutivo. É exatamente esse caráter destrutivo que o tornou tão útil na área médica e estética.

Seu uso principal consiste no rejuvenescimento da pele: o laser consegue causar pequenos danos na pele sem afetar significativamente o tecido ao redor, especialmente o tecido presente em partes mais profundas do corpo.

Esses danos, por sua vez, estimulam os mecanismos de regeneração naturais do corpo, incluindo a produção de colágeno e elastina. Como resultado, a pele se regenera com maior firmeza e elasticidade, dotando-a de um aspecto visivelmente mais jovem.

No caso da remoção de manchas, o objetivo é utilizar esse potencial destrutivo para destruir os pigmentos. O laser utilizado é cuidadosamente calibrado para focar sua atuação em substâncias de cor escura, permitindo que seja mais efetivo em remover os pigmentos enquanto minimiza os danos ao tecido ao redor.

Porém, esses danos também acontecem, ainda que de forma diminuta, o que permite também o rejuvenescimento da pele e uma regeneração de melhor qualidade, melhorando os resultados. Esse efeito colateral é notável também no peeling, especialmente considerando que causa ainda mais danos à pele ao redor.

A necessidade de focar no pigmento deve-se à sua maior dificuldade de remoção. É necessário muito mais energia para destruir a melanina do que o tecido fibroso que compõe a derme, camada intermediária da pele.

Para permitir uso de maiores energias sem danificar a pele, utiliza-se o laser pulsado para a remoção de manchas.

O laser pulsado, ao invés de utilizar um feixe contínuo, consiste no uso de múltiplos “pulsos” para a remoção dos pigmentos. O feixe é mantido por um curto período de tempo no compartimento em que é criado, sendo só depois liberado. Mantê-lo por esse tempo nessa câmara permite que seja “carregado”, aumentando sua energia, e adquirindo esse formato pulsado.

Existem diversos tipos de laser disponíveis para uso. O laser de CO2 é o mais comum, sendo apropriado para manchas superficiais. Existe também o Er:YAG, laser de ação superficial que é mais leve que o de CO2, mas que apresenta a mesma efetividade. Para ação mais profunda, pode ser utilizado o Nd:YAG.

Microagulhamento

O microagulhamento é também um processo de rejuvenescimento da pele que pode ser muito útil para a remoção de manchas.

Ele é de certa forma semelhante ao peeling físico: consiste no uso de um dispositivo que causa leves danos à pele, de forma a estimular a sua regeneração de forma mais intensa.

Porém, a principal diferença é que seu foco não é danificar a epiderme. As microagulhas que compõem o dispositivo apresentam a capacidade de penetrar a epiderme e causar maiores danos à derme do que a ela. Dessa forma, sua ação é mais direcionada ao principal responsável pela saúde da pele.

No caso das manchas, a ação das microagulhas ajuda a remover os pigmentos e clarear a mancha, devido aos danos causados ao local de acúmulo, movimentação dos pigmentos para outras partes do tecido, e também pelo estímulo do sistema imunológico e da regeneração do tecido.

Além disso, as perfurações realizadas pelas microagulhas também facilitam a ação de substâncias clareadoras.

Medicamentos tópicos tendem a ser utilizados para tratar problemas de pele, mas apresentam dificuldade de penetrar a epiderme. A epiderme é uma camada protetora pouco permeável, por isso, essa dificuldade existe.

O microagulhamento, porém, causa pequenas perfurações na epiderme. Portanto, aplicar medicamentos tópicos sobre o local tratado permite que sejam absorvidos com mais facilidade, o que também contribui para um clareamento mais intenso da pele.

Luz intensa pulsada

A luz intensa pulsada consiste no uso de luz para o tratamento da pele, sendo especialmente útil para a remoção de manchas.

Ela é de certa forma semelhante ao laser, visto que utiliza luz com alta energia para o tratamento. Porém, ao contrário do laser, não se utiliza um feixe concentrado, mas distribui-se a luz por grande parte do local a ser tratado.

A luz é aplicada ao longo de toda a extensão por algum tempo, o que permite que os pigmentos absorvam a energia da luz. Ela também é calibrada para maximizar a absorção por parte da substância alvo, no caso, os pigmentos. Com o tempo, sua temperatura aumenta e o pigmento é destruído.

A luz intensa pulsada apresenta a vantagem de ser fácil de usar e mais portátil, o que facilita bastante o tratamento.

Tipos de manchas no rosto

Existem diversos tipos de manchas que podem aparecer no rosto, cada uma com suas próprias causas e características. Diferentes tratamentos apresentam diferentes níveis de efetividade para lidar com cada uma. Por isso, é importante consultar um dermatologista antes de optar por algum tratamento.

As manchas senis (ou melanose solar) são um tipo de mancha comum em pessoas idosas. Normalmente consistem no acúmulo de melanina em determinado local da pele, frequentemente na superfície. Essas manchas são o resultado da exposição frequente ao sol durante a juventude e a vida adulta, mas começam a aparecer apenas na velhice.

O melasma é um tipo de mancha que pode ocorrer em mulheres, sendo mais comum no rosto. Não apresenta causa ainda muito bem definida, mas aparenta estar relacionado a mudanças e desequilíbrios hormonais, por exemplo, devido à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais, assim como à exposição ao sol. Consiste em um conjunto de manchas acastanhadas descontínuas e sutis, normalmente atingindo ambos os lados do rosto.

As cicatrizes de acne são um dos efeitos colaterais mais comuns da acne. Após a pústula ser curada, a epiderme se regenera corretamente, mas a derme apresenta maior dificuldade, formando uma pequena depressão no rosto, com coloração mais escura (cicatriz atrófica). Esse tipo de mancha também pode ser removida com os tratamentos descritos.

As sardas são um conjunto de pequenas manchas escuras que podem surgir na pele de pessoas com pele clara, contanto que apresentem predisposição genética. A causa é a exposição ao sol. As sardas também podem ser removidas com os procedimentos descritos. Porém, o retorno à exposição ao sol faz com que retornem à pele.

Os nevos são lesões pigmentadas que podem apresentar pigmentos de diversas origens, mas a melanina é a mais comum. O termo “nevo” é um termo genérico que se aplica a uma grande quantidade de lesões pigmentadas de diversos tipos e origens. Isso inclui tanto as pintas e marcas de nascença, quanto algumas lesões mais raras com componentes genéticos envolvidos, como o nevo de Ota.

Embora nem sempre seja possível eliminar completamente as manchas, ou a causa delas, os tratamentos para manchas no rosto contribuem para eliminar fontes de insegurança e, com isso, aumentar a autoestima.

Todos os tratamentos descritos são minimamente invasivos. Portanto, podem ser realizados novamente sempre que necessário. Consulte um dermatologista de sua confiança para saber mais.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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