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Tratamentos para manchas no rosto: conheça os melhores

11 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Em termos estéticos, o rosto é a parte mais importante do nosso corpo. É a parte mais visível, visto que é a parte que as pessoas veem quando nos encontram pela primeira vez, e também a parte que mais olhamos enquanto conversamos.

Antes do tratamento, diferencie mancha, inflamação e lesão

O cuidado muda conforme a pele mostra pigmentação, inflamação, infecção, cicatriz ou uma lesão em crescimento. O erro comum é tratar tudo como estética: clareador para qualquer mancha, ácido para qualquer relevo ou pomada para qualquer vermelhidão. A melhor leitura combina cor, borda, relevo, sintomas, duração, gatilhos e evolução.

Mesmo quando o objetivo é estético, a primeira pergunta continua clínica: que estrutura mudou e por quê? Essa leitura reduz tentativas em sequência e ajuda a escolher tratamento, observação ou avaliação presencial. Ela também evita usar ácidos ou pomadas em lesões que precisam ser examinadas.

AchadoComo interpretar
Mancha plana e estávelPode ser observada com fotos e proteção solar enquanto se define a causa.
Vermelhidão com coceira ou ardorSugere inflamação, alergia, irritação ou rosácea, não apenas mancha.
Ferida, pus ou crostaMuda a prioridade para infecção, trauma ou cicatrização.
Crescimento, sangramento ou muitas coresPrecisa de exame direto antes de produto clareador.

O que vale registrar

  • Quando começou, velocidade de mudança e se há dor, coceira, sangramento ou secreção.
  • Exposição solar, produtos novos, depilação, acne, ferida prévia ou procedimento recente.
  • Fotos comparáveis e lista de clareadores, ácidos, pomadas ou cosméticos já usados.
  • Histórico de câncer de pele, melasma, queloide, alergias ou manchas após inflamação.

Atenção: procure avaliação se a lesão cresce, sangra, forma ferida, muda várias características ou dói. Nesses casos, o primeiro passo é diagnóstico, não clareamento ou procedimento.

Portanto, o rosto acaba sendo importante para dar uma boa primeira impressão, sendo, por isso, importante também para o nosso relacionamento com outras pessoas, especialmente relacionamentos românticos.

Devido a isso, a presença de manchas no rosto pode causar certo incômodo. Pode causar certa insegurança e ansiedade, pois leva a pessoa a pensar que os outros não reagiriam bem a sua presença.

A forma mais comum de lidar com isso é através da maquiagem. Existem vários tipos de maquiagem que possibilitam aplicar diferentes graus de cobertura sobre manchas no rosto, contribuindo para esconder a existência delas.

Embora possam ser muito efetivas, seu efeito é apenas temporário. A ação da água, inclusive do suor, muitas vezes é suficiente para remover a maquiagem, ou pelo menos tornar a cobertura mais fina, revelando novamente a presença das manchas.

Felizmente, atualmente existem diversos tratamentos para manchas no rosto que possibilitam a remoção definitiva das lesões. Confira!

Melhores tratamentos para manchas no rosto

As manchas, no rosto ou não, são o resultado do acúmulo de pigmentos em um determinado local. Esse pigmento pode ser de diversos tipos, mas o mais comum é a melanina.

A melanina é uma proteína produzida naturalmente pelo corpo que apresenta uma coloração acastanhada. Ela é a responsável pelas pintas marrons, comuns em pessoas de pele clara, além de criar também os tons mais escuros de pele, tanto os naturais, de pessoas negras, quanto os gerados pela exposição ao sol.

Sendo uma substância, a remoção da mancha é realizada através da remoção do pigmento, e cada método de tratamento o faz de uma forma diferente. A melanina também pode se depositar em profundidades diferentes da pele, o que pode requerer diferentes abordagens.

Os tratamentos para manchas se mostram muito efetivos para a remoção dos pigmentos causadores das manchas, e alguns conseguem até remover pigmentos de tatuagem. Porém, é preciso ter em mente alguns fatos antes de optar por algum deles.

Primeiramente, é altamente provável que a remoção não será perfeita. É possível que, ao invés disso, o tratamento clareie a mancha significativamente, ou deixe alguma marca como resultado do procedimento. Portanto, talvez ainda seja necessário o uso de maquiagem, ainda que em quantidades bem menores.

Em segundo lugar, o tratamento nem sempre é definitivo. Alguns tipos de manchas são originados de disfunção dos melanócitos, célula responsável por produzir a melanina. O tratamento consegue remover a melanina produzida, mas não afeta o funcionamento do seu produtor. Por isso, após certo tempo, a mancha pode retornar, sendo necessário realizar o tratamento novamente.

Peeling

O peeling é um tratamento estético clássico, sendo um dos mais antigos e que ainda continuam a ser usados. Embora seja antigo, continua se reinventando, se aproveitando dos avanços tecnológicos e na área da saúde.

Esse tratamento consiste no estímulo à regeneração da pele através da remoção parcial ou total da camada mais externa da pele, conhecida como epiderme. É um pouco desconfortável, mas os resultados são evidentes, o que o torna uma boa opção.

Visto que consiste em remover a camada externa da pele, é muito efetivo para a remoção de manchas superficiais. Porém, em alguns casos, consegue remover manchas mais profundas também.

Existem dois tipos de peeling: o peeling físico e o peeling químico.

Peeling físico

O peeling físico é o mais conhecido. Ele consiste em remover a camada mais externa através de métodos abrasivos, isto é, que se valem do atrito e da fricção para isso.

A forma mais comum desse peeling é a esfoliação. A esfoliação consiste em utilizar ferramentas mais comuns e acessíveis, como cremes esfoliantes e buchas, para realizar uma manutenção suave da epiderme.

Sendo mais suave, seu efeito sobre as manchas é menos notável. Por isso, outros tipos um pouco mais agressivos de peeling tendem a ser mais usados.

Para a remoção de manchas, costuma-se utilizar dispositivos específicos que apresentam efeito abrasivo intenso. Isso leva a tipos de peeling como a microdermoabrasão, peeling de cristais e peeling de diamante, que são especializados em realizar uma ação mais intensa e profunda, sem prejuízo à pele.

Peeling químico

Ao contrário do peeling físico, o peeling químico se vale do uso de substâncias químicas para realizar sua ação. Ele também é muito efetivo em remover a epiderme, porém, graças às substâncias usadas, consegue também ter uma ação mais profunda, o que ajuda a remover manchas mais profundas também.

Esse tipo de peeling comumente utiliza alguns tipos de ácidos biocompatíveis que apresentam potencial de dissolver a pele. É claro, são utilizados em baixas concentrações, de forma que a extensão dos danos e a profundidade de ação sejam cuidadosamente calibrados.

Embora apresente uma ação mais completa em comparação ao peeling físico, tratamentos mais profundos também apresentam maiores riscos de complicações. Portanto, é importante discutir essa questão com seu dermatologista para saber se o peeling químico seria uma boa opção para o seu caso.

Tratamento a laser

O tratamento a laser é um dos tratamentos estéticos mais recentes. Ele surgiu graças aos avanços tecnológicos, que possibilitaram o desenvolvimento do conceito de laser, da tecnologia para criá-lo, e também da diminuição das dimensões da tecnologia necessária para criá-lo. Com isso, é muito fácil para um consultório ter acesso a algum dispositivo de laser.

Um laser é um feixe de luz concentrado de alta energia. Devido a essa energia e alta concentração, o laser é capaz de causar grandes aumentos de temperatura em locais bem específicos, o que os confere certo caráter destrutivo. É exatamente esse caráter destrutivo que o tornou tão útil na área médica e estética.

Seu uso principal consiste no rejuvenescimento da pele: o laser consegue causar pequenos danos na pele sem afetar significativamente o tecido ao redor, especialmente o tecido presente em partes mais profundas do corpo.

Esses danos, por sua vez, estimulam os mecanismos de regeneração naturais do corpo, incluindo a produção de colágeno e elastina. Como resultado, a pele se regenera com maior firmeza e elasticidade, dotando-a de um aspecto visivelmente mais jovem.

No caso da remoção de manchas, o objetivo é utilizar esse potencial destrutivo para destruir os pigmentos. O laser utilizado é cuidadosamente calibrado para focar sua atuação em substâncias de cor escura, permitindo que seja mais efetivo em remover os pigmentos enquanto minimiza os danos ao tecido ao redor.

Porém, esses danos também acontecem, ainda que de forma diminuta, o que permite também o rejuvenescimento da pele e uma regeneração de melhor qualidade, melhorando os resultados. Esse efeito colateral é notável também no peeling, especialmente considerando que causa ainda mais danos à pele ao redor.

A necessidade de focar no pigmento deve-se à sua maior dificuldade de remoção. É necessário muito mais energia para destruir a melanina do que o tecido fibroso que compõe a derme, camada intermediária da pele.

Para permitir uso de maiores energias sem danificar a pele, utiliza-se o laser pulsado para a remoção de manchas.

O laser pulsado, ao invés de utilizar um feixe contínuo, consiste no uso de múltiplos “pulsos” para a remoção dos pigmentos. O feixe é mantido por um curto período de tempo no compartimento em que é criado, sendo só depois liberado. Mantê-lo por esse tempo nessa câmara permite que seja “carregado”, aumentando sua energia, e adquirindo esse formato pulsado.

Existem diversos tipos de laser disponíveis para uso. O laser de CO2 é o mais comum, sendo apropriado para manchas superficiais. Existe também o Er:YAG, laser de ação superficial que é mais leve que o de CO2, mas que apresenta a mesma efetividade. Para ação mais profunda, pode ser utilizado o Nd:YAG.

Microagulhamento

O microagulhamento é também um processo de rejuvenescimento da pele que pode ser muito útil para a remoção de manchas.

Ele é de certa forma semelhante ao peeling físico: consiste no uso de um dispositivo que causa leves danos à pele, de forma a estimular a sua regeneração de forma mais intensa.

Porém, a principal diferença é que seu foco não é danificar a epiderme. As microagulhas que compõem o dispositivo apresentam a capacidade de penetrar a epiderme e causar maiores danos à derme do que a ela. Dessa forma, sua ação é mais direcionada ao principal responsável pela saúde da pele.

No caso das manchas, a ação das microagulhas ajuda a remover os pigmentos e clarear a mancha, devido aos danos causados ao local de acúmulo, movimentação dos pigmentos para outras partes do tecido, e também pelo estímulo do sistema imunológico e da regeneração do tecido.

Além disso, as perfurações realizadas pelas microagulhas também facilitam a ação de substâncias clareadoras.

Medicamentos tópicos tendem a ser utilizados para tratar problemas de pele, mas apresentam dificuldade de penetrar a epiderme. A epiderme é uma camada protetora pouco permeável, por isso, essa dificuldade existe.

O microagulhamento, porém, causa pequenas perfurações na epiderme. Portanto, aplicar medicamentos tópicos sobre o local tratado permite que sejam absorvidos com mais facilidade, o que também contribui para um clareamento mais intenso da pele.

Luz intensa pulsada

A luz intensa pulsada consiste no uso de luz para o tratamento da pele, sendo especialmente útil para a remoção de manchas.

Ela é de certa forma semelhante ao laser, visto que utiliza luz com alta energia para o tratamento. Porém, ao contrário do laser, não se utiliza um feixe concentrado, mas distribui-se a luz por grande parte do local a ser tratado.

A luz é aplicada ao longo de toda a extensão por algum tempo, o que permite que os pigmentos absorvam a energia da luz. Ela também é calibrada para maximizar a absorção por parte da substância alvo, no caso, os pigmentos. Com o tempo, sua temperatura aumenta e o pigmento é destruído.

A luz intensa pulsada apresenta a vantagem de ser fácil de usar e mais portátil, o que facilita bastante o tratamento.

Tipos de manchas no rosto

Existem diversos tipos de manchas que podem aparecer no rosto, cada uma com suas próprias causas e características. Diferentes tratamentos apresentam diferentes níveis de efetividade para lidar com cada uma. Por isso, é importante consultar um dermatologista antes de optar por algum tratamento.

As manchas senis (ou melanose solar) são um tipo de mancha comum em pessoas idosas. Normalmente consistem no acúmulo de melanina em determinado local da pele, frequentemente na superfície. Essas manchas são o resultado da exposição frequente ao sol durante a juventude e a vida adulta, mas começam a aparecer apenas na velhice.

O melasma é um tipo de mancha que pode ocorrer em mulheres, sendo mais comum no rosto. Não apresenta causa ainda muito bem definida, mas aparenta estar relacionado a mudanças e desequilíbrios hormonais, por exemplo, devido à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais, assim como à exposição ao sol. Consiste em um conjunto de manchas acastanhadas descontínuas e sutis, normalmente atingindo ambos os lados do rosto.

As cicatrizes de acne são um dos efeitos colaterais mais comuns da acne. Após a pústula ser curada, a epiderme se regenera corretamente, mas a derme apresenta maior dificuldade, formando uma pequena depressão no rosto, com coloração mais escura (cicatriz atrófica). Esse tipo de mancha também pode ser removida com os tratamentos descritos.

As sardas são um conjunto de pequenas manchas escuras que podem surgir na pele de pessoas com pele clara, contanto que apresentem predisposição genética. A causa é a exposição ao sol. As sardas também podem ser removidas com os procedimentos descritos. Porém, o retorno à exposição ao sol faz com que retornem à pele.

Os nevos são lesões pigmentadas que podem apresentar pigmentos de diversas origens, mas a melanina é a mais comum. O termo “nevo” é um termo genérico que se aplica a uma grande quantidade de lesões pigmentadas de diversos tipos e origens. Isso inclui tanto as pintas e marcas de nascença, quanto algumas lesões mais raras com componentes genéticos envolvidos, como o nevo de Ota.

Embora nem sempre seja possível eliminar completamente as manchas, ou a causa delas, os tratamentos para manchas no rosto contribuem para eliminar fontes de insegurança e, com isso, aumentar a autoestima.

Todos os tratamentos descritos são minimamente invasivos. Portanto, podem ser realizados novamente sempre que necessário. Consulte um dermatologista de sua confiança para saber mais.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

Arquivado em: Dermatologia Marcados com as tags: dermatologia estética, estética, manchas na pele, manchas no rosto, peeling, tratamento

Tratamentos para estrias: conheça os melhores

12 de julho de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

O crescimento da pele é uma parte importante e natural de nossas vidas. Ocorre principalmente durante a infância e a adolescência, motivada pelo crescimento do corpo como um todo. Porém, também pode ocorrer em outras fases da vida, motivada por crescimentos localizados, como os decorrentes da musculação e da gravidez.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos. Em cicatrizes e estrias, idade da lesão, cor, relevo e tendência a queloide influenciam muito a resposta.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

A pele é um tecido muito elástico, e geralmente responde bem a essa demanda por crescimento. Não cresce necessariamente tão bem quanto seria necessário, mas a elasticidade ajuda a compensar isso. Dessa forma, mantém sua função de proteger o corpo mesmo nesse estado.

Porém, sua elasticidade nem sempre consegue acompanhar o ritmo de crescimento. A elasticidade depende muito da saúde da pele para ser efetiva, por isso, em algumas circunstâncias, a pele pode se romper ao invés de esticar.

Felizmente, esse rompimento não é completo. A camada mais externa da pele, a epiderme, ainda mantém sua elasticidade, mas a derme, camada situada logo abaixo, é a que tende a romper. E esse rompimento interno é o que gera a estria.

As estrias geralmente não causam muito incômodo, especialmente em suas fases iniciais, mas muitos consideram seu aspecto desagradável e visam retirá-las. Atualmente existem muitos terapias disponíveis para a remoção de estrias, que apresentam grande efetividade.

Leia também: Quais são os direitos da pele, segundo os dermatologistas

Vamos apresentar os melhores tratamentos para estrias neste artigo.

Os melhores tratamentos para estrias

Ao ocorrer o rompimento da derme, ocorre um leve sangramento no local. Visto que a pele é mais fina no local em que a derme não está presente, esse sangramento acaba sendo visível externamente, dotando a região de uma coloração avermelhada ou arroxeada. Formam-se assim as estrias vermelhas.

As estrias vermelhas são a primeira fase das estrias, e a fase mais visível. É possível já tratar as estrias nesse estado, algo que pode ser feito em casa, especialmente através da hidratação e esfoliação regular do local. Dessa forma, estimula-se a regeneração correta da derme.

Caso a derme não se regenere corretamente, a região se cicatriza de forma irregular, formando-se as regiões esbranquiçadas características das estrias. Essa são as estrias brancas, que podem variar em extensão e profundidade, a depender do caso.

A maioria dos tratamentos para estrias visa a remoção das estrias brancas. Quando estão vermelhas, tendem a ser mais sensíveis, o que dificulta o tratamento. Porém, quando brancas, estão mais propícias a serem removidas por esses métodos, além de serem mais difíceis de remover por métodos caseiros.

Os tratamentos consistem geralmente de métodos que visam destruir o tecido fibroso originado da cicatrização incorreta e estimular o corpo a regenerar o local corretamente, através do estímulo à produção de colágeno e elastina.

Peeling

O peeling é o tratamento que visa estimular a regeneração da pele através da remoção de suas camadas mais externas. Isso pode ser realizado de duas formas: pelo peeling físico ou pelo peeling químico.

O peeling físico é o mais comum, e consiste em remover essas camadas através de métodos abrasivos. Isso inclui o uso de métodos simples como buchas e cremes abrasivos, comumente usados para a esfoliação, como métodos mais potentes, que utilizam dispositivos especializados, como a microdermoabrasão, o peeling de cristais e o peeling de diamante.

Embora envolva a remoção das camadas externas da pele, quando feito corretamente ele não danifica a pele de forma considerável, nem torna o corpo mais propenso a sofrer com infecções, sendo completamente seguro.

O peeling químico, por outro lado, se vale de produtos químicos, especialmente ácidos, para realizar essa remoção. Ele apresenta a possibilidade de agir mais profundamente, melhorando os resultados. Porém, ações mais profundas também trazem maiores riscos de complicações.

O peeling físico pode ser realizado a qualquer momento. A esfoliação pode, inclusive, ser realizada diariamente, visto que é um processo leve e simples de se realizar. O peeling químico, porém, requer acompanhamento médico, devido ao seu maior risco de causar complicações.

Tratamento a laser

O tratamento a laser consiste no uso da energia provida pelo laser para estimular a regeneração da pele. O laser é um feixe de luz de alta energia que apresenta certa capacidade de penetração, por isso, pode atingir diretamente a derme, sem afetar a epiderme.

De forma semelhante ao peeling, o processo causa leves danos à pele, no caso, através do aumento súbito e localizado da temperatura nos locais em que atinge. Esse aumento causa a morte das células atingidas e leves danos às células ao redor.

Esses danos, por sua vez, estimulam uma regeneração mais intensa do local, o que faz com que o corpo o regenere de forma correta. Ocorre ao mesmo tempo um estímulo à produção de colágeno e elastina, garantindo que haja os recursos necessários para essa regeneração correta.

O processo é totalmente seguro, visto que o laser é cuidadosamente calibrado, não causando danos extensos nem sangramentos.

Existem vários tipos de laser que podem ser utilizados para o tratamento. O mais comum é o laser de CO2, laser mais antigo e também mais usado. Mas existem também outros lasers mais novos que apresentam grande eficácia e efeitos colaterais mais leves, como o Er:YAG e o Nd:YAG.

Intradermoterapia

A intradermoterapia é uma classe de tratamentos para estrias que envolvem a infusão localizada de medicamentos para o tratamento localizado de algum problema ou condição.

Diferentes problemas requerem diferentes medicamentos. No caso das estrias, utilizam-se principalmente medicamentos capazes de dissolver o tecido erroneamente formado, estimular a circulação sanguínea e a drenagem do sistema linfático, e também estimular a regeneração do local.

Destaca-se o uso do ácido hialurônico e outros bioestimuladores de colágeno. No caso, o uso dessas substâncias visa tanto estimular a produção de colágeno e elastina no local, como também prover preenchimento durante essa estimulação. Isso melhora o aspecto da pele durante essa regeneração, impedindo que formem-se sulcos.

A intradermoterapia se destaca também por ser um dos tratamentos que não requerem a danificação do tecido para ser efetiva.

Pelo contrário, o procedimento visa minimizar os danos ao tecido o tanto quanto possível. Ao invés de utilizar agulhas convencionais, são utilizadas microcânulas, agulhas curtas, finas e de ponta arredondada. Dessa forma, não danificam a epiderme, facilitando a recuperação e garantindo uma melhor distribuição das substâncias injetadas.

Microagulhamento

O microagulhamento se baseia no uso de um dispositivo especial para causar leves danos diretamente à derme.

Se assemelha ao peeling pelo fato de utilizar um dispositivo para causar danos físicos. Porém, ao invés de focar nas camadas exteriores da pele, o dispositivo é capaz de penetrar a epiderme e atingir a derme, causando poucos danos à epiderme.

O dispositivo de microagulhamento pode tanto ser um pequeno rolo repleto de microagulhas quanto uma caneta eletrônica com microagulhas móveis, a depender do consultório. A caneta funciona de forma semelhante a um dispositivo de tatuagens.

Essas microagulhas penetram a epiderme e danificam a estrutura fibrosa da derme, composta de colágeno e elastina. São danos leves, portanto, não há sangramento. Esses danos, por sua vez, estimulam a regeneração do local e a produção de colágeno e elastina.

Devido a esse uso de microagulhas, pode ser facilmente confundido com tratamentos como a intradermoterapia e o MMP. Porém, a principal diferença é que não envolve a infusão de medicamentos, se valendo apenas dos pequenos danos causados pelas agulhas para realizar o tratamento.

MMP

MMP é como é popularmente conhecida a Microinfusão de Medicamentos na Pele. Ele é mais comum para o tratamento da calvície, mas também apresenta aplicações em diversas outras áreas da dermatologia.

Esse tratamento pode ser visto como um intermediário entre o microagulhamento e a intradermoterapia. O objetivo dele é injetar medicamentos diretamente na epiderme em baixas quantidades, ultrapassando a barreira pouco permeável que ela proporciona.

É exatamente essa característica que o torna tão útil no tratamento da calvície. Medicamentos tópicos costumam ser mais usados, mas a epiderme dificulta a penetração dos medicamentos devido à sua baixa permeabilidade. O MMP permite que o medicamento seja depositado diretamente na derme, local em que deve agir, o que torna o tratamento mais rápido e seguro.

Como o tratamento das estrias também ocorre na derme, o MMP é uma ótima forma de realizar um tratamento mais direto.

A infusão é feita através de um dispositivo semelhante ao dispositivo eletrônico de microagulhamento, ao invés de utilizar microcânulas. Dessa forma, é mais fácil distribuir o medicamento pela extensão necessária. As microagulhas também causam pequenos danos à derme, estimulando sua regeneração.

Radiofrequência

O tratamento de radiofrequência é de certa forma similar ao tratamento a laser. O objetivo é utilizar ondas que penetram na pele e afetar diretamente a derme. A diferença, no caso, é que a radiofrequência utiliza ondas de rádio ao invés de luz.

As ondas de rádio, em condições normais, não são danosas ao corpo. Porém, quando em alta concentração e com alta energia, apresentam certa capacidade de causar danos, capacidade que é aproveitada pelo tratamento.

De forma semelhante ao tratamento a laser, as ondas de rádio causam rápidos aumentos localizados de temperatura, levando à morte das células no local.

A radiofrequência também é muito usada na remoção da gordura localizada, visto que as altas temperaturas geradas são capazes de promover a degradação das moléculas de gordura.

Luz intensa pulsada

A luz intensa pulsada é um tratamento de certa forma semelhante ao laser. Também utiliza a luz como ferramenta principal para o tratamento, porém, neste caso, ela não se encontra em alta concentração. Pelo contrário, é distribuída de forma homogênea por uma grande área.

O tratamento também se vale de alta energia para atingir seus objetivos. A luz é aplicada de forma intensa para causar o aumento da temperatura no local tratado, causando os pequenos danos necessários para estimular a regeneração do local.

A luz utilizada é também cuidadosamente calibrada para minimizar os danos, atingindo apenas as partes do tecido que devem ser danificadas.

Isso é feito calibrando-se as cores da luz: utiliza-se apenas as cores que as células e substâncias alvo são capazes de absorver, mas que as células e substâncias ao redor não são.

Com isso, a energia é direcionada apenas para o local a ser tratado, mesmo com o dispositivo distribuindo a luz sobre a região tratada de forma mais ampla e homogênea.

Além do tratamento de estrias, também apresenta algumas das mesmas aplicações que o tratamento a laser, sendo utilizada para a remoção de manchas e sardas e para o tratamento da flacidez e de rugas.

Carboxiterapia

De forma semelhante aos outros tratamentos, a carboxiterapia também envolve a formação de leves danos na derme para estimular sua regeneração correta.

No caso, porém, o método utilizado para isso por parte da carboxiterapia consiste na injeção de gás carbônico medicinal utilizando uma agulha especializada. O gás carbônico cria uma bolha no local, o que causa o descolamento dos tecidos ao redor. Ao mesmo tempo, também estimula a dilatação dos vasos, favorecendo a circulação.

Esse descolamento é o tipo de dano causado pelo tratamento, ao invés de causar diretamente a morte de células. É, porém, suficiente para estimular a produção de colágeno e elastina e, portanto, a regeneração da derme.

Assim como os outros tratamentos para estrias, deve ser feito por profissional capacitado, para evitar a ocorrência de complicações. Sendo feito corretamente, os efeitos colaterais são mínimos e a recuperação é rápida, promovendo o rejuvenescimento da pele.

Tratamentos para estrias

Leia também: Quais pintas representam perigo a saúde?

Conclusão

As estrias são o resultado de um estiramento rápido da pele, em conjunto com a dificuldade por parte da derme de se regenerar corretamente, algo que pode ocorrer devido a desequilíbrios hormonais ou ao estresse.

Elas normalmente aparecem com coloração avermelhada ou arroxeada, resultante da ocorrência de leve sangramento no local. Isso posteriormente se cicatriza, dando lugar a uma coloração esbranquiçada, característica das estrias.

O principal incômodo causado pelas estrias é visual, visto que gera um aspecto considerado desagradável. Não causam complicações, embora possam prejudicar de certa forma a circulação no local.

Felizmente, existem múltiplas formas de tratá-las, sendo os métodos minimamente invasivos os mais eficazes. Esses métodos se aplicam principalmente às estrias brancas, visto que estão menos sensíveis e são mais difíceis de tirar. As estrias vermelhas podem ser tratadas em casa, através da hidratação adequada e da esfoliação regular do local.

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