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Tratamento para Siringoma

6 de setembro de 2025 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Diagnóstico e prevenção do siringoma

O diagnóstico do siringoma geralmente não exige exames laboratoriais. O dermatologista costuma identificá-lo por meio da análise clínica — observação direta das lesões — e, quando necessário, por exame histológico, que consiste na análise microscópica de uma pequena amostra do tecido.

No entanto, algumas condições dermatológicas apresentam aspecto semelhante ao do siringoma, tornando o diagnóstico diferenciado essencial. As principais são:

  • Xantelasma: depósitos de gordura que formam pequenas placas amareladas nas pálpebras, mais associados a alterações nos níveis de colesterol;
  • Milium: pequenos cistos esbranquiçados e endurecidos formados pelo acúmulo de queratina (proteína da pele) abaixo da superfície cutânea — comuns ao redor dos olhos e nas bochechas;
  • Hiperplasia sebácea: aumento das glândulas de gordura da pele, que formam pápulas amareladas com depressão central, frequentes no rosto de pessoas mais velhas.

Quando há dúvida entre o siringoma e outras condições, o dermatologista pode solicitar uma biópsia da lesão — um procedimento simples, realizado com anestesia local, em que um pequeno fragmento é retirado e enviado para análise anatomopatológica. Esse exame fornece um diagnóstico definitivo e orienta a escolha do tratamento mais adequado.

Quanto à prevenção: até o momento, não existe nenhuma forma conhecida de evitar o surgimento de siringomas em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma condição sem medidas preventivas eficazes — o que reforça a importância do acompanhamento dermatológico regular para monitorar as lesões e agir quando necessário.

Um alerta importante refere-se aos tratamentos caseiros. Receitas divulgadas na internet — como a aplicação de ácidos, pastas ou produtos abrasivos em casa — podem parecer simples, mas representam riscos reais: manchas permanentes na pele, dermatite de contato, infecção secundária e até agravamento das lesões. Como os siringomas frequentemente estão próximos de áreas sensíveis como os olhos e a região genital, qualquer procedimento incorreto pode causar danos sérios. O tratamento deve ser sempre realizado por médico dermatologista em ambiente adequado.

Além dos aspectos clínicos, é importante considerar o impacto emocional da condição. Siringomas visíveis — especialmente ao redor dos olhos — podem afetar a autoestima e a autoconfiança do paciente. Esse é um fator legítimo para buscar tratamento e deve ser abordado com o médico durante a consulta.

Conclusão

O siringoma é uma condição benigna e sem risco à saúde, mas que pode causar incômodo estético significativo. As opções de tratamento disponíveis — laser, eletrocauterização, cauterização química e excisão cirúrgica — apresentam bons resultados quando bem indicadas pelo dermatologista.

Cada caso é único: o método mais adequado depende de características individuais como tom de pele, localização e quantidade das lesões. A possibilidade de recidiva existe em todos os métodos, e o acompanhamento dermatológico contínuo ajuda a monitorar a condição e agir quando necessário.

Se você notar o surgimento de novas lesões, ou perceber mudanças em lesões já existentes — como alteração de tamanho, cor ou textura — procure um dermatologista. O diagnóstico precoce amplia as opções terapêuticas e melhora os resultados.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

Siringoma: escolher tratamento depende do risco de marca

Siringomas sao lesoes benignas, frequentemente ao redor dos olhos. O tratamento e estetico na maioria dos casos, e a decisao depende de cor da pele, profundidade, quantidade de lesoes, risco de mancha, cicatriz e expectativa de melhora.

OpcaoPonto critico
Laser ou eletrocauterizacaoPode reduzir relevo, mas exige cuidado com hiperpigmentacao.
ExcisaoPode ser util em casos selecionados, com risco de cicatriz.
ObservacaoFaz sentido quando a lesao e estavel e pouco incomoda.

Detalhamento das opções de tratamento

Veja a seguir como funciona cada um dos métodos de tratamento na prática.

Laser

O laser é frequentemente a primeira opção considerada para pacientes com pele mais clara. Os tipos mais utilizados para o tratamento do siringoma são o CO2 e o Erbium YAG — ambos atuam vaporando as células da lesão de forma controlada e estimulando a produção de colágeno, que favorece a cicatrização da pele.

O procedimento é realizado no consultório com anestesia tópica local — uma pomada anestésica aplicada sobre a pele — o que o torna bem tolerado pela maioria dos pacientes.

A recuperação costuma ser o principal fator a considerar: nos primeiros dias após o procedimento, é comum haver inchaço (edema), vermelhidão e alteração temporária na textura da pele, seguidos de descamação à medida que ocorre a renovação celular. O tempo médio de recuperação é de 7 a 10 dias.

Para aliviar o desconforto, o médico pode recomendar compressas de água fria ou água termal na região tratada. Após o procedimento, o uso de filtro solar e a hidratação reforçada são fundamentais para proteger a pele em processo de recuperação.

Eletrocauterização

A eletrocauterização é uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de lesões benignas da pele. Um aparelho chamado eletrocautério aquece sua ponta metálica e aplica calor diretamente sobre a lesão, destruindo o tecido anormal de forma localizada.

O procedimento é precedido pela higienização da área e pela aplicação de anestésico local. Em alguns casos, o médico pode utilizar também um vasoconstritor — medicamento que reduz o fluxo sanguíneo local e ajuda a controlar eventuais sangramentos.

Uma das vantagens da eletrocauterização é que o paciente geralmente pode retomar sua rotina no mesmo dia, desde que respeite as orientações: manter a área limpa, evitar produtos com ingredientes abrasivos (como esfoliantes e ácidos) e proteger a pele do sol. A cicatrização completa costuma ocorrer em aproximadamente uma semana.

Cauterização química

Semelhante à eletrocauterização no objetivo, a cauterização química substitui o calor por uma substância de ação cáustica — capaz de destruir tecido por reação química. O produto mais utilizado é o ácido tricloroacético (ATA), aplicado diretamente sobre a lesão pelo médico.

Após a aplicação, a lesão pode mudar de coloração como resposta à ação do ácido — isso é esperado e faz parte do processo. Dependendo da quantidade e da extensão das lesões, podem ser necessárias mais de uma sessão para obter o resultado desejado.

No período de recuperação — que costuma durar cerca de 15 dias — podem surgir irritação, vermelhidão e inchaço moderado na região. Hidratação da pele e proteção solar são cuidados essenciais nessa fase.

Excisão cirúrgica

A excisão cirúrgica consiste na remoção física das lesões com instrumentos cortantes: bisturi, shaving (técnica de raspagem superficial) ou tesoura cirúrgica de Castroviejo. É realizada com anestesia local no consultório médico ou, em casos mais extensos ou complexos, em ambiente hospitalar.

Nem sempre é necessária a sutura das bordas — em lesões menores, a cicatrização pode ocorrer naturalmente. O período de recuperação varia entre uma e duas semanas, e as orientações médicas devem ser seguidas rigorosamente para evitar complicações.

A principal vantagem da excisão cirúrgica em relação aos outros métodos é o menor risco de recidiva, uma vez que a lesão é removida em sua totalidade. Além disso, geralmente requer apenas uma intervenção, sem necessidade de sessões repetidas.

Causas e classificação do siringoma

A origem exata do siringoma ainda não é completamente compreendida pela medicina. No entanto, as evidências científicas apontam para uma predisposição genética como fator central — ou seja, pessoas com histórico familiar da condição têm maior chance de desenvolvê-la.

A doença é mais frequente em mulheres jovens e em indivíduos de pele mais clara. Os siringomas podem ser classificados em quatro tipos:

  • Localizado: lesões concentradas em uma região específica do corpo;
  • Generalizado: lesões espalhadas por múltiplas áreas;
  • Familiar: com histórico da condição em outros membros da família;
  • Associado à Síndrome de Down: siringomas ocorrem com maior frequência e precocidade nessa população.

Pessoas com Diabetes Mellitus têm maior risco de desenvolver uma variante chamada siringoma de células claras, identificada por características específicas ao exame histológico (análise do tecido ao microscópio).

Existe ainda o siringoma eruptivo, um tipo mais raro caracterizado pelo surgimento súbito de múltiplas lesões que se disseminam rapidamente. É mais comum em pessoas afrodescendentes, durante a adolescência e em quem tem histórico familiar da condição. Esses casos costumam ser os mais desafiadores do ponto de vista terapêutico.

Em geral, as lesões do siringoma não causam dor nem coceira — são assintomáticas. Por isso, a condição é considerada clinicamente benigna, representando principalmente um incômodo estético. Muitas vezes, o paciente só percebe as lesões quando elas se tornam mais numerosas e visíveis com o tempo.

Diagnóstico e prevenção do siringoma

O diagnóstico do siringoma geralmente não exige exames laboratoriais. O dermatologista costuma identificá-lo por meio da análise clínica — observação direta das lesões — e, quando necessário, por exame histológico, que consiste na análise microscópica de uma pequena amostra do tecido.

No entanto, algumas condições dermatológicas apresentam aspecto semelhante ao do siringoma, tornando o diagnóstico diferenciado essencial. As principais são:

  • Xantelasma: depósitos de gordura que formam pequenas placas amareladas nas pálpebras, mais associados a alterações nos níveis de colesterol;
  • Milium: pequenos cistos esbranquiçados e endurecidos formados pelo acúmulo de queratina (proteína da pele) abaixo da superfície cutânea — comuns ao redor dos olhos e nas bochechas;
  • Hiperplasia sebácea: aumento das glândulas de gordura da pele, que formam pápulas amareladas com depressão central, frequentes no rosto de pessoas mais velhas.

Quando há dúvida entre o siringoma e outras condições, o dermatologista pode solicitar uma biópsia da lesão — um procedimento simples, realizado com anestesia local, em que um pequeno fragmento é retirado e enviado para análise anatomopatológica. Esse exame fornece um diagnóstico definitivo e orienta a escolha do tratamento mais adequado.

Quanto à prevenção: até o momento, não existe nenhuma forma conhecida de evitar o surgimento de siringomas em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma condição sem medidas preventivas eficazes — o que reforça a importância do acompanhamento dermatológico regular para monitorar as lesões e agir quando necessário.

Um alerta importante refere-se aos tratamentos caseiros. Receitas divulgadas na internet — como a aplicação de ácidos, pastas ou produtos abrasivos em casa — podem parecer simples, mas representam riscos reais: manchas permanentes na pele, dermatite de contato, infecção secundária e até agravamento das lesões. Como os siringomas frequentemente estão próximos de áreas sensíveis como os olhos e a região genital, qualquer procedimento incorreto pode causar danos sérios. O tratamento deve ser sempre realizado por médico dermatologista em ambiente adequado.

Além dos aspectos clínicos, é importante considerar o impacto emocional da condição. Siringomas visíveis — especialmente ao redor dos olhos — podem afetar a autoestima e a autoconfiança do paciente. Esse é um fator legítimo para buscar tratamento e deve ser abordado com o médico durante a consulta.

Conclusão

O siringoma é uma condição benigna e sem risco à saúde, mas que pode causar incômodo estético significativo. As opções de tratamento disponíveis — laser, eletrocauterização, cauterização química e excisão cirúrgica — apresentam bons resultados quando bem indicadas pelo dermatologista.

Cada caso é único: o método mais adequado depende de características individuais como tom de pele, localização e quantidade das lesões. A possibilidade de recidiva existe em todos os métodos, e o acompanhamento dermatológico contínuo ajuda a monitorar a condição e agir quando necessário.

Se você notar o surgimento de novas lesões, ou perceber mudanças em lesões já existentes — como alteração de tamanho, cor ou textura — procure um dermatologista. O diagnóstico precoce amplia as opções terapêuticas e melhora os resultados.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

Siringomas são tumores benignos de pequenas dimensões — geralmente entre 1 e 5 mm — que se originam nas glândulas sudoríparas, estruturas da pele responsáveis pela produção de suor. Apesar do nome que pode soar preocupante, trata-se de uma condição inofensiva para a saúde, cujo principal impacto é estético.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos. No siringoma, confirmar o diagnóstico é importante porque outras lesões ao redor dos olhos podem parecer semelhantes.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

Em dermatologia, estética e procedimentos, a melhor escolha depende de diagnóstico, gravidade, pele, risco de cicatriz, medicamentos, expectativa e manutenção. Procedimento ou produto errado pode irritar, manchar ou atrasar tratamento mais adequado.

A manifestação mais característica são pápulas — pequenas elevações na pele — da mesma cor da pele do paciente, que surgem com frequência na região ao redor dos olhos. No entanto, podem aparecer em outras áreas do corpo, como tórax, pescoço, glúteos e região genital.

Quando localizados próximos à região genital, os siringomas podem vir acompanhados de coceira leve, o que costuma motivar a busca por avaliação médica. Nesses casos, é especialmente importante que um dermatologista examine e confirme o diagnóstico, diferenciando o siringoma de outras condições dermatológicas.

A boa notícia é que existem diversas opções de tratamento com bons resultados. Neste artigo, explicamos as causas, como o diagnóstico é feito e quais são as abordagens disponíveis para tratar o siringoma.

Opções de tratamento para siringoma

Todos os métodos de tratamento para siringoma têm o mesmo objetivo: remover ou destruir as lesões existentes. As principais opções disponíveis são o laser, a eletrocauterização, a cauterização química e a excisão cirúrgica.

A escolha do método mais adequado é feita pelo médico dermatologista com base em uma avaliação individual, considerando fatores como:

  • Tom de pele do paciente — alguns lasers são mais indicados para peles mais claras;
  • Localização das lesões no corpo;
  • Quantidade e tamanho das lesões;
  • Extensão da área afetada e risco de cicatrizes.

Um ponto importante: independentemente do método escolhido, existe a possibilidade de recidiva — ou seja, o surgimento de novas lesões após o tratamento. Isso não significa falha do procedimento, mas reflete a natureza da condição. Caso isso ocorra, uma nova abordagem pode ser indicada.

A questão das cicatrizes também merece atenção. Embora os médicos adotem critérios para minimizá-las, o processo de cicatrização é individual e pode variar mesmo com todos os cuidados necessários.

Siringoma: escolher tratamento depende do risco de marca

Siringomas sao lesoes benignas, frequentemente ao redor dos olhos. O tratamento e estetico na maioria dos casos, e a decisao depende de cor da pele, profundidade, quantidade de lesoes, risco de mancha, cicatriz e expectativa de melhora.

OpcaoPonto critico
Laser ou eletrocauterizacaoPode reduzir relevo, mas exige cuidado com hiperpigmentacao.
ExcisaoPode ser util em casos selecionados, com risco de cicatriz.
ObservacaoFaz sentido quando a lesao e estavel e pouco incomoda.

Detalhamento das opções de tratamento

Veja a seguir como funciona cada um dos métodos de tratamento na prática.

Laser

O laser é frequentemente a primeira opção considerada para pacientes com pele mais clara. Os tipos mais utilizados para o tratamento do siringoma são o CO2 e o Erbium YAG — ambos atuam vaporando as células da lesão de forma controlada e estimulando a produção de colágeno, que favorece a cicatrização da pele.

O procedimento é realizado no consultório com anestesia tópica local — uma pomada anestésica aplicada sobre a pele — o que o torna bem tolerado pela maioria dos pacientes.

A recuperação costuma ser o principal fator a considerar: nos primeiros dias após o procedimento, é comum haver inchaço (edema), vermelhidão e alteração temporária na textura da pele, seguidos de descamação à medida que ocorre a renovação celular. O tempo médio de recuperação é de 7 a 10 dias.

Para aliviar o desconforto, o médico pode recomendar compressas de água fria ou água termal na região tratada. Após o procedimento, o uso de filtro solar e a hidratação reforçada são fundamentais para proteger a pele em processo de recuperação.

Eletrocauterização

A eletrocauterização é uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de lesões benignas da pele. Um aparelho chamado eletrocautério aquece sua ponta metálica e aplica calor diretamente sobre a lesão, destruindo o tecido anormal de forma localizada.

O procedimento é precedido pela higienização da área e pela aplicação de anestésico local. Em alguns casos, o médico pode utilizar também um vasoconstritor — medicamento que reduz o fluxo sanguíneo local e ajuda a controlar eventuais sangramentos.

Uma das vantagens da eletrocauterização é que o paciente geralmente pode retomar sua rotina no mesmo dia, desde que respeite as orientações: manter a área limpa, evitar produtos com ingredientes abrasivos (como esfoliantes e ácidos) e proteger a pele do sol. A cicatrização completa costuma ocorrer em aproximadamente uma semana.

Cauterização química

Semelhante à eletrocauterização no objetivo, a cauterização química substitui o calor por uma substância de ação cáustica — capaz de destruir tecido por reação química. O produto mais utilizado é o ácido tricloroacético (ATA), aplicado diretamente sobre a lesão pelo médico.

Após a aplicação, a lesão pode mudar de coloração como resposta à ação do ácido — isso é esperado e faz parte do processo. Dependendo da quantidade e da extensão das lesões, podem ser necessárias mais de uma sessão para obter o resultado desejado.

No período de recuperação — que costuma durar cerca de 15 dias — podem surgir irritação, vermelhidão e inchaço moderado na região. Hidratação da pele e proteção solar são cuidados essenciais nessa fase.

Excisão cirúrgica

A excisão cirúrgica consiste na remoção física das lesões com instrumentos cortantes: bisturi, shaving (técnica de raspagem superficial) ou tesoura cirúrgica de Castroviejo. É realizada com anestesia local no consultório médico ou, em casos mais extensos ou complexos, em ambiente hospitalar.

Nem sempre é necessária a sutura das bordas — em lesões menores, a cicatrização pode ocorrer naturalmente. O período de recuperação varia entre uma e duas semanas, e as orientações médicas devem ser seguidas rigorosamente para evitar complicações.

A principal vantagem da excisão cirúrgica em relação aos outros métodos é o menor risco de recidiva, uma vez que a lesão é removida em sua totalidade. Além disso, geralmente requer apenas uma intervenção, sem necessidade de sessões repetidas.

Causas e classificação do siringoma

A origem exata do siringoma ainda não é completamente compreendida pela medicina. No entanto, as evidências científicas apontam para uma predisposição genética como fator central — ou seja, pessoas com histórico familiar da condição têm maior chance de desenvolvê-la.

A doença é mais frequente em mulheres jovens e em indivíduos de pele mais clara. Os siringomas podem ser classificados em quatro tipos:

  • Localizado: lesões concentradas em uma região específica do corpo;
  • Generalizado: lesões espalhadas por múltiplas áreas;
  • Familiar: com histórico da condição em outros membros da família;
  • Associado à Síndrome de Down: siringomas ocorrem com maior frequência e precocidade nessa população.

Pessoas com Diabetes Mellitus têm maior risco de desenvolver uma variante chamada siringoma de células claras, identificada por características específicas ao exame histológico (análise do tecido ao microscópio).

Existe ainda o siringoma eruptivo, um tipo mais raro caracterizado pelo surgimento súbito de múltiplas lesões que se disseminam rapidamente. É mais comum em pessoas afrodescendentes, durante a adolescência e em quem tem histórico familiar da condição. Esses casos costumam ser os mais desafiadores do ponto de vista terapêutico.

Em geral, as lesões do siringoma não causam dor nem coceira — são assintomáticas. Por isso, a condição é considerada clinicamente benigna, representando principalmente um incômodo estético. Muitas vezes, o paciente só percebe as lesões quando elas se tornam mais numerosas e visíveis com o tempo.

Diagnóstico e prevenção do siringoma

O diagnóstico do siringoma geralmente não exige exames laboratoriais. O dermatologista costuma identificá-lo por meio da análise clínica — observação direta das lesões — e, quando necessário, por exame histológico, que consiste na análise microscópica de uma pequena amostra do tecido.

No entanto, algumas condições dermatológicas apresentam aspecto semelhante ao do siringoma, tornando o diagnóstico diferenciado essencial. As principais são:

  • Xantelasma: depósitos de gordura que formam pequenas placas amareladas nas pálpebras, mais associados a alterações nos níveis de colesterol;
  • Milium: pequenos cistos esbranquiçados e endurecidos formados pelo acúmulo de queratina (proteína da pele) abaixo da superfície cutânea — comuns ao redor dos olhos e nas bochechas;
  • Hiperplasia sebácea: aumento das glândulas de gordura da pele, que formam pápulas amareladas com depressão central, frequentes no rosto de pessoas mais velhas.

Quando há dúvida entre o siringoma e outras condições, o dermatologista pode solicitar uma biópsia da lesão — um procedimento simples, realizado com anestesia local, em que um pequeno fragmento é retirado e enviado para análise anatomopatológica. Esse exame fornece um diagnóstico definitivo e orienta a escolha do tratamento mais adequado.

Quanto à prevenção: até o momento, não existe nenhuma forma conhecida de evitar o surgimento de siringomas em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma condição sem medidas preventivas eficazes — o que reforça a importância do acompanhamento dermatológico regular para monitorar as lesões e agir quando necessário.

Um alerta importante refere-se aos tratamentos caseiros. Receitas divulgadas na internet — como a aplicação de ácidos, pastas ou produtos abrasivos em casa — podem parecer simples, mas representam riscos reais: manchas permanentes na pele, dermatite de contato, infecção secundária e até agravamento das lesões. Como os siringomas frequentemente estão próximos de áreas sensíveis como os olhos e a região genital, qualquer procedimento incorreto pode causar danos sérios. O tratamento deve ser sempre realizado por médico dermatologista em ambiente adequado.

Além dos aspectos clínicos, é importante considerar o impacto emocional da condição. Siringomas visíveis — especialmente ao redor dos olhos — podem afetar a autoestima e a autoconfiança do paciente. Esse é um fator legítimo para buscar tratamento e deve ser abordado com o médico durante a consulta.

Conclusão

O siringoma é uma condição benigna e sem risco à saúde, mas que pode causar incômodo estético significativo. As opções de tratamento disponíveis — laser, eletrocauterização, cauterização química e excisão cirúrgica — apresentam bons resultados quando bem indicadas pelo dermatologista.

Cada caso é único: o método mais adequado depende de características individuais como tom de pele, localização e quantidade das lesões. A possibilidade de recidiva existe em todos os métodos, e o acompanhamento dermatológico contínuo ajuda a monitorar a condição e agir quando necessário.

Se você notar o surgimento de novas lesões, ou perceber mudanças em lesões já existentes — como alteração de tamanho, cor ou textura — procure um dermatologista. O diagnóstico precoce amplia as opções terapêuticas e melhora os resultados.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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Fios de sustentação: benefícios, riscos e recuperação

17 de dezembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Você está percebendo que a sua pele está mudando com o envelhecimento?

Atualmente, inúmeros são os tratamento dermatológicos que visam melhorar o aspecto da pele e prevenir o aparecimento de marcas de expressão.

Hoje você conhecerá o tratamento facial com fios de sustentação.

Se você busca um tratamento minimamente invasivo que promove um rejuvenescimento facial contínuo, este artigo é para você!

Aproveite!

O que são os fios de sustentação?

Os fios de sustentação são suturas compostas por material biocompatível com a pele humana, não apresentando caráter alergênico.

São utilizados em procedimentos dermatológicos para melhorar os sinais de envelhecimento facial da pele.

Há diversos tipos de fios de sustentação, mas os fios de polidioxanona (PDO) são os mais usados atualmente e com maior eficácia para fins estéticos.

Estes fios são biodegradáveis e absorvíveis pelo tecido humano, podendo ser usado com segurança em todos os tipos de pele.

Para que servem?

Os fios de sustentação são utilizados no tratamento dermatológico para minimizar as marcas de expressão e a flacidez no rosto e no pescoço.

Sua ação é imediata e proporciona um efeito “lifting”, ou seja, combate o envelhecimento e promove um rejuvenescimento facial contínuo.

Veja alguns dos objetivos da colocação de fios de sustentação:

  • Correção da flacidez do rosto e do pescoço;
  • Suavização de rugas e linhas de expressão;
  • Pele mais luminosa e firme;
  • Contornos do rosto melhor definidos e mais harmoniosos.
fios de sustentação

Como é realizada a colocação dos fios de sustentação?

O tratamento pode ser realizado pelo médico dermatologista, dentista, farmacêutico ou cirurgião plástico.

É fundamental uma avaliação clínica minuciosa para selecionar as áreas a serem tratadas.

Assim, o procedimento pode ser realizado em consultório com anestesia local e tem duração média de 40 minutos.

Entenda como é realizada a colocação dos fios:

Inicialmente efetua-se a anestesia local para a introdução da agulha com o fio de polidioxanona.

A seguir, a agulha é introduzida na derme até a superfície mais profunda e deslocada até o ponto de saída da pele.

A agulha permanece na pele por aproximadamente 20 minutos, podendo ser colocados de 4 a 8 filamentos de fios, dependendo do objetivo do tratamento.

Destaca-se que a colocação de fios de sustentação:

  • É um método minimamente invasivo;
  • Indolor com o uso de anestesia;
  • De caráter ambulatorial;
  • Apresenta resultado imediato.

Algumas reações podem ocorrer logo após a realização do procedimento, como edema, dor e formigamento no local da aplicação dos fios.

Estes sintomas são esperados como uma resposta natural do organismo.

Outras reações de efeito tardio são pouco comuns, mas podem ocorrer especialmente se o paciente não cumprir as recomendações após a colocação dos fios de sustentação.

colocação dos fios de sustentação

Vantagens do uso de fios de sustentação

Veja agora as principais vantagens deste método:

  • Procedimento relativamente seguro;
  • Não deixa marcas ou cicatrizes visíveis na pele;
  • Não exige preparos prévios;
  • Estimula uma reação inflamatória localizada e programada;
  • Promove a redução de rugas finas em curto tempo (entre 10 e 15 dias após o procedimento);
  • Tempo curto de recuperação realizado em casa.

E você sabe por que a técnica proporciona um rejuvenescimento facial contínuo e progressivo?

Por que os fios de sustentação estimulam a produção de colágeno, proporcionando um efeito a longo prazo, mesmo após a sua absorção!

Esta é, sem dúvida, a maior vantagem desta técnica, uma vez que o efeito lifting dura por até dois anos após a colocação dos fios de sustentação.

Indicações e contraindicações dos fios de sustentação

O profissional habilitado avaliará as indicações e contraindicações conforme as demandas de cada paciente.

De forma geral, a colocação dos fios de sustentação são indicadas em casos de:

  • Flacidez da pele do rosto;
  • Tratamento de bolsas na mandíbula;
  • Redução de flacidez ou excesso de pele na região do pescoço;
  • Contorno dos lábios;
  • Atenuação das linhas de expressão;
  • Tratamento de assimetria do rosto;
  • Preenchimento de olheiras;
  • Suavização de “pés de galinha” e “bigode chinês”;
  • Melhora da textura da pele;
  • Pessoas que apresentam restrições para tratamentos invasivos.

E as contraindicações deste tratamento são em casos de:

  • Quadro de coagulação sanguínea comprometida;
  • Doenças de pele agudas ou crônicas;
  • Cicatriz no rosto;
  • Gravidez;
  • Predisposição para a formação de queloides;
  • Pessoas portadoras de hepatite B, C e HIV;
  • Pessoas portadoras de doenças autoimunes.

É fundamental que o profissional conheça a história clínica do paciente e compreenda as suas expectativas com a realização do tratamento.

A segurança do paciente deve estar sempre em primeiro plano!

Para isso, exames prévios à realização do tratamento e instruções pós operatórias são cuidados essenciais para o sucesso do tratamento.

Assim, certifique-se de escolher um profissional capacitado!

Isso fará toda a diferença para a obtenção do resultado esperado.

E saiba que:

Em muitos casos, a técnica dos fios de sustentação pode ser combinadas com outros tratamentos, como o uso de bioestimuladores de colágeno, por exemplo.

Isso irá potencializar o efeito lifting na pele após o procedimento.

close up doctor checking patient

Você está incomodado(a) com a flacidez, linhas de expressão e rugas?

O tratamento com fios de sustentação é muito eficiente para suavizar as marcas de expressão decorrentes do envelhecimento.

A estimulação gradual e contínua do colágeno na derme é o grande diferencial desta técnica!

E de quebra ainda auxilia no fortalecimento da autoestima e satisfação com a sua imagem pessoal.

Lembre-se que a avaliação de um profissional capacitado é fundamental!

Assim, é possível elaborar um plano terapêutico realístico e evitar resultados indesejados.

Visto que é essencial que o paciente sinta-se seguro para a realização do procedimento.

Envie para nós as suas dúvidas e sugestões sobre o assunto.

Fontes úteis

  • FDA: dispositivos estéticos e cosméticos
  • American Academy of Dermatology: saúde da pele
  • MedlinePlus: cirurgia plástica e estética

Arquivado em: Artigos, Dermatologia Marcados com as tags: fios de sustentação, lifting, pele, tratamento facial

Conheça as opções de tratamento para xantelasma

7 de setembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Apesar de ser uma doença ainda pouco conhecida pela população em geral, existem diferentes opções de tratamento para xantelasma.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos. No xantelasma, também vale discutir perfil lipídico e risco cardiovascular, porque a placa na pálpebra pode coexistir com alterações de colesterol em parte dos pacientes.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

Como esclarece o acervo da biblioteca virtual da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o xantelasma consiste em um pequeno depósito de gordura e colesterol que ocorre logo abaixo da superfície da pele, normalmente mais especificamente no entorno dos olhos.

É o subtipo mais comum de xantoma, um depósito de colesterol que pode ocorrer em qualquer parte do corpo, a exemplo das nádegas, mãos, pés e articulações. Recebem o nome de xantelasma quando ocorrem na região periorbital.

Nota-se a ocorrência mais frequente da patologia em pacientes de ascendência asiática ou mediterrânea.

Mesmo que essas lesões benignas causem apenas incômodo estético, não trazendo maiores preocupações para a saúde, muitos pacientes buscam o acompanhamento de um médico dermatologista desejando tratar o problema.

Essa doença tem como característica o desenvolvimento lento e progressivo, chegando ao ponto de não progredir mais. 

Contudo, os xantelasmas não costumam regredir de forma espontânea, isso só é verificado em casos raros, desse modo o tratamento é ainda mais importante.

Caso deseje saber mais sobre o xantelasma e quais os tratamentos para essa doença dermatológica, continue a leitura deste artigo e fique por dentro dessas e de outras informações importantes sobre esse assunto. 

Tratamento para xantelasma: saiba as opções

O objetivo do tratamento para xantelasma é destruir as lesões cutâneas, para realizar essa aniquilação o dermatologista pode optar por diferentes métodos, até mesmo a remoção cirúrgica, caso julgue necessário.

Entre as principais opções de tratamento para xantelasma, além da cirurgia, podemos destacar a eletrocauterização, cauterização química e o procedimento com lasers.

Para determinar qual o tratamento mais indicado para cada pessoa, o médico dermatologista deve avaliar cada caso de modo individualizado e também a extensão das lesões.

Quadros clínicos que envolvem outras doenças base podem requerer um tratamento prévio dessas condições para que possa haver uma melhora significativa do xantelasma.

A seguir, confira como funciona cada uma das opções de tratamento do xantelasma:

Eletrocauterização 

Esse tipo de procedimento é bastante utilizado no tratamento de xantelasma e também de outras condições, a exemplo das hiperplasias sebáceas e siringomas.

Sua principal vantagem consiste na retomada das atividades rotineiras do paciente geralmente no mesmo dia, desde que sejam tomados alguns cuidados básicos determinados pelo médico.

O processo de cicatrização após a realização do tratamento costuma acontecer entre sete e dez dias, quando as crostas formadas nos locais das lesões começam a cair espontaneamente.

A eletrocauterização é realizada com a pessoa sob efeito de um anestésico injetável, podendo também ser administrado um vasoconstritor para evitar que ocorram sangramentos, assim por meio da eletricidade e do calor, o xantelasma é carbonizado.

Para evitar maiores complicações de saúde e se obter resultados satisfatórios com este tipo de tratamento, após o procedimento o paciente deve evitar tomar sol, assim como proceder com a higienização cuidadosa da área tratada e suspender o uso de produtos abrasivos no local.

Cauterização química

O procedimento da cauterização química possui similaridade com o tratamento explicado anteriormente. No entanto, enquanto a eletrocauterização tem como princípio básico a utilização da eletricidade e do calor, na cauterização química a destruição do xantelasma se dá por meio da aplicação de um produto com propriedades cáusticas ou ácidas.

Normalmente, a substância mais utilizada pelos dermatologistas para esse tipo de tratamento é o ácido tricloroacético. Devido à aplicação do ácido pode ocorrer o embranquecimento ou mesmo o amarelamento das lesões.

Alguns dias após a realização do procedimento a coloração da pele da região tratada pode sofrer alterações para um tom avermelhado, além de apresentar inchaço e irritação.

Outros sinais podem incluir o enrijecimento da área por conta da morte celular e consequente formação de crosta.

Contudo, após cerca de quinze dias todos os indícios característicos da realização da cauterização química tendem a desaparecer completamente.

Em alguns quadros, a depender da extensão dos xantelasmas, pode ser necessário realizar mais de uma sessão de tratamento.

O paciente também deve seguir as orientações médicas e tomar cuidados simples, a exemplo da limpeza da área, para que bons resultados sejam obtidos e evitar complicações evitadas. 

Procedimento com laser

Comumente os tipos de laser mais usados para tratar de xantelasma são o CO2 ou o Erbium YAG.

Esses lasers, utilizados em vários tratamentos cutâneos, estimulam um processo inflamatório na pele que colabora para o aumento da produção de colágeno e também para cicatrização, apresentando resultados significativos na melhoria do xantelasma.

Os tratamentos com lasers podem ser feitos no consultório do médico dermatologista tendo o paciente sob o efeito de um anestésico com alto poder de absorção.

Quando os pacientes possuem tons de pele mais claros, os feixes do laser devem ser devidamente ajustados.

Devemos sempre ter em mente que o organismo de cada paciente responde de forma individual ao tratamento, por isso a recuperação de cada pessoa tem desenvolvimento próprio.

Após o tratamento para xantelasma com laser, costuma-se notar a formação de edemas na pele durante os dias iniciais, assim como uma textura e cor diversas.

Quando o processo de renovação das células ocorre, também é possível perceber a descamação da pele. Todo esse período de recuperação da área tratada leva em média de uma semana a dez dias. 

Durante esse tempo, é indispensável que o paciente siga à risca as recomendações do médico responsável por acompanhar seu caso, essas orientações podem incluir a realização de compressas com água fria para diminuir o desconforto, a utilização de filtro solar e a hidratação rotineira da pele.

Remoção cirúrgica

A remoção cirúrgica do xantelasma pode ser considerada pelo dermatologista em casos em que as lesões são muito extensas e numerosas. Inclusive, a depender das particularidades do quadro, o médico pode optar por realizar o tratamento em mais de uma etapa.

Apesar de ser um método mais invasivo dos que anteriormente apresentados, a remoção cirúrgica tem como principal benefício o menor risco de recorrência da doença, uma vez que não haja recidiva do problema.

Esse procedimento requer sedação anestésica e compreende na excisão completa da lesão, podendo haver sutura das bordas ou cicatrização por segunda intenção, ou seja, a ferida cirúrgica cicatriza de modo espontâneo.

Desde que as recomendações médicas sejam seguidas corretamente pelo paciente, a recuperação ocorre de modo tranquilo e satisfatório em um período que varia de uma a duas semanas.

Entendendo as causas do xantelasma 

Mais frequentes em mulheres com idade acima dos 40 anos, as causas do aparecimento do xantelasma estão na maioria das vezes associadas com níveis elevados de colesterol LDL, popularmente conhecido como colesterol ruim, e taxas baixas de colesterol bom.

No entanto, outras condições crônicas de saúde, a exemplo da diabetes, alguns tipos de câncer, cirrose hepática, hipertireoidismo e outras doenças do metabolismo também podem estar relacionadas com o surgimento do xantelasma.

A utilização contínua de determinados medicamentos como corticoides e retinoides orais também podem estar ligados a formação dos xantelasmas.

Os xantelasmas formam-se devido a alterações na metabolização de gorduras ou quando os lipídeos presentes na nossa corrente sanguínea se aderem ao tecido cutâneo. 

O sistema imunológico busca eliminar essa gordura, no entanto, quando os macrófagos não conseguem, as células adiposas terminam se acumulando na pele, dando origem ao xantelasma.

Sintomas do xantelasma

Por ser basicamente uma doença assintomática, o sintoma essencial do xantelasma é sua característica estética.

Assim, identificar essa patologia dermatológica é simples pela visualização das placas de gorduras formadas nas proximidades das pálpebras oculares. 

Com cerca de 7,5 centímetros de diâmetro, as lesões do xantelasma têm uma consistência maior do que a pele saudável, sendo vagamente saliente e amarelada, além de possuir bordas claramente delimitadas e com coloração mais escura.

Sintomas como coceira, maior sensibilidade na área ou mesmo dor não costumam ser associados a patologia.

No entanto, o paciente pode se queixar de incômodo no momento de abrir e fechar os olhos, uma vez que a depender da localização e extensão das lesões pode provocar interferência nesse ato simples.

Saiba como é feito o diagnóstico de xantelasma

Em geral, não é necessária a realização de exames complementares, como exames de imagem ou biópsia, para concluir o diagnóstico do xantelasma. Assim, normalmente basta apenas uma avaliação clínica do médico dermatologista.

Além de avaliar o histórico da pessoa, o médico pode fazer uma série de perguntas básicas, a exemplo de seus hábitos, início do surgimento das lesões, dor ou outro sintoma associado, bem como sobre a existência de alterações em outros locais do corpo.

Ao fazer uma inspeção das lesões, o dermatologista irá avaliar suas características e excluir a ocorrência de outras patologias dermatológicas.

Caso o paciente tenha histórico de doenças crônicas, como a diabetes, isso pode facilitar a confirmação do diagnóstico apenas com a análise das lesões.

No entanto, o médico pode julgar válido solicitar um exame anatomopatológico para confirmar o diagnóstico e esclarecer as causas das lesões.

Lesões que tenham surgido mais recentemente podem ser submetidas a testes em laboratório para verificação dos níveis de lipídios e glicose. 

Prevenção e possíveis complicações do xantelasma

Apesar de alguns desconfortos no campo oftalmológico e o incômodo estético para o paciente, o xantelasma não acarreta maiores agravamentos para a saúde.

No entanto, essa patologia pode ser o indício de que algo não está bem no organismo da pessoa e que é necessário intensificar os cuidados para o quadro clínico geral não se agravar.

O surgimento de xantelasma pode ser, por exemplo, o indicativo de outras condições mais sérias como doenças metabólicas e insuficiência hepática.

Porém, não existe um modo de prevenir o aparecimento do xantelasma por si só. O que podemos fazer neste sentido é cuidar da saúde como um todo, buscando controlar índices e taxas, como triglicérides, colesterol e lipídios, que estão diretamente associadas a outras doenças, como a cirrose e diabetes.

Assim, cuidar da qualidade de vida, por meio de uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras e carnes magras, abdicar de maus hábitos, como o tabagismo e o alcoolismo, praticar exercícios físicos regularmente, assim como fazer um check-up médico periodicamente são medidas importantes.

Contudo, cabe ressaltar que mesmo alguns pacientes que possuem as taxas lipídicas dentro dos limites recomendados sofrem com o surgimento do xantelasma.

Conclusão

Como você pode constatar ao longo deste conteúdo, existem diversas opções de tratamento para o xantelasma.

Entre os principais procedimentos para tratar esse tipo de lesão benigna destacam-se a eletrocauterização, cauterização química, procedimentos por meio de laser e remoção cirúrgica.

Após a confirmação do diagnóstico, a escolha do melhor método para o tratamento do xantelasma caberá ao médico dermatologista, após considerar fatores como localização das lesões, tamanho e tipo de pele do paciente.

É importante ressaltar que independentemente do tipo de tratamento escolhido, caso o paciente não siga corretamente todas as orientações médicas para manter sob controle suas taxas de colesterol e mudar hábitos de vida, o xantelasma pode sim retornar.

Caso você note alguma das lesões características do xantelasma ou de outra condição dermatológica, não deixe de procurar acompanhamento médico.

Lembre-se que o dermatologista é o profissional mais indicado para cuidar de lesões cutâneas e que o diagnóstico precoce de muitas doenças permite o início ágil do tratamento mais indicado, evitando maiores complicações de saúde.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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Tratamento para Psoríase

29 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Tratamento para Psoríase exige observar tempo de evolução, localização, cor, textura, coceira, dor, sangramento, produtos usados e resposta ao tratamento. A causa provável deve vir antes de pomadas, ácidos, antibióticos ou procedimentos estéticos.

Considerada uma doença autoinflamatória comum, a psoríase provoca manchas recobertas por escamas esbranquiçadas que podem acometer a pele, assim como o couro cabeludo, mucosas e unhas.

Apesar de poder se manifestar em pessoas de todos os gêneros e idades, inclusive durante o período da infância, a psoríase é mais frequente na vida adulta[1]Griffiths CE, Clark CM, Chalmers RJ, Po AL, Williams HC. A systematic review of treatments for severe psoriasis. Database of Abstracts of Reviews of Effects (DARE): Quality-assessed Reviews … Continue reading.

A psoríase é crônica e não contagiosa. Conforme aponta a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença possui ciclos, ou seja, os sintomas apresentados desaparecem e reaparecem de tempos em tempos.

As estimativas afirmam que de 2 a 3% da população mundial sofre com a psoríase, número que representa aproximadamente 190 milhões de pessoas em todo o planeta. Cerca de 3 milhões de brasileiros são acometidos pela condição[2]Kuchekar AB, Pujari RR, Kuchekar SB, Dhole SN, Mule PM. Psoriasis: A comprehensive review. International Journal of pharmacy & life sciences. 2011 Jun 1;2(6)..


Diagnóstico de Psoríase

sintomas psoriase JAMA
Espessamento da pele e eritema, característicos da psoríase, são mostrados. Os painéis A, B e C (paciente A) exibem múltiplas manifestações de psoríase no tronco, extremidades, prega interglútea e unhas dos pés. O painel D (paciente B) mostra manifestações de artrite psoriática, incluindo envolvimento das unhas. Fonte: JAMA[3]Armstrong AW, Read C. Pathophysiology, clinical presentation, and treatment of psoriasis: a review. Jama. 2020 May 19;323(19):1945-60.

Uma  vez que não há um exame sanguíneo para comprovação da doença, o diagnóstico é realizado por um médico dermatologista que considera o histórico pessoal do paciente, assim como seu histórico familiar, e um exame clínico dos sintomas[4]Lowes MA, Suarez-Farinas M, Krueger JG. Immunology of psoriasis. Annual review of immunology. 2014;32:227..

O dermatologista pode solicitar ainda uma biópsia de um fragmento de pele para avaliação microscópica.  

Sabe-se que a predisposição genética tem influência no surgimento de lesões da psoríase, bem como alguns fatores comportamentais e ambientais, a exemplo de estresse, baixa imunidade e exposição a baixas temperaturas[5]Deng Y, Chang C, Lu Q. The inflammatory response in psoriasis: a comprehensive review. Clinical reviews in allergy & immunology. 2016 Jun;50(3):377-89..

No entanto, as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas.


Sintomas da Psoríase

sintomas psoriase

Os sintomas da doença podem alterar conforme a gravidade do quadro clínico, porém podem incluir[6]Rendon A, Schäkel K. Psoriasis pathogenesis and treatment. International journal of molecular sciences. 2019 Mar 23;20(6):1475.: 

  • Dor, coceira e queimação;
  • Lesões avermelhadas com escamas brancas ou prateadas;
  • Ressecamento e rachaduras na pele, algumas vezes com ocorrência de sangramento;
  • Apresentação de manchas brancas ou escuras depois da melhora das lesões avermelhadas;
  • Alterações na forma das unhas com surgimento de depressões e sulcos, além de maior espessamento, descolamento e coloração amarelada;
  • Rigidez e inchaço articular, bem como deformidades e destruição das articulações em casos mais graves e avançados.

A psoríase possui associação com o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, assim como com vários tipos de cânceres e distúrbios do humor, além de afetar a autoestima do paciente devido à estigmatização e discriminação social.

Leia mais sobre a psoríase aqui.

Quando não tratada, a depender da evolução do quadro clínico, a doença pode diminuir a expectativa de vida.

Embora ainda não haja uma controle sustentado do quadro, quando possível, o tratamento para psoríase oferece uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, uma vez que colabora para minimizar os incômodos tanto estéticos, quanto físicos durante as crises da doença.

É sobre ele que falaremos ao longo deste artigo. Acompanhe. 


Conheça as principais opções de tratamento para psoríase 

O tratamento para psoríase é individualizado de acordo com o tipo e gravidade apresentado em cada caso, devendo sempre ser realizado por meio da orientação de um dermatologista que pode inclusive combinar mais de uma terapia[7]Menter A, Griffiths CE. Current and future management of psoriasis. The Lancet. 2007 Jul 21;370(9583):272-84..

Segundo Psoríase Brasil – Associação Brasileira de Psoríase, Artrite Psoriásica e de outras Doenças Crônicas de Pele, as principais opções de tratamento para psoríase incluem:

Tratamento tópico

É realizado por meio de cremes hidratantes e pomadas aplicados diretamente na pele para ajudar a mantê-la úmida e hidratada, geralmente logo após o banho. Costuma ser a melhor opção para casos leves de psoríase e pode ser utilizada isoladamente ou mesmo associado a outros tratamentos.

Entre os produtos mais frequentemente utilizados temos os cremes hidratantes espessos ou a base de vaselina; cremes que possuam na composição retinol, vitamina D e alcatrão; pomadas com corticoides, a exemplo da dexametasona ou hidrocortisona.

Já nos casos de lesões provocadas por psoríase no couro cabeludo,  uma das possibilidades é a utilização de shampoos especiais. 

Tratamentos sistêmicos

Normalmente são recomendados para pacientes com quadros leves que apresentam resistência ao tratamento tópico, ou ainda em casos graves em que o paciente tem artrite psoriásica. 

Ocorre por meio do uso de comprimidos ou injeções que possuem ação anti-inflamatória e buscam evitar o crescimento das lesões que já existem, prescritos só após a análise e avaliação do dermatologista.

Tratamentos biológicos

Este tipo de tratamento por meio de medicamentos injetáveis é recomendado para quadros de psoríase grave. No Brasil, há uma série de tratamentos biológicos aprovados, são os conhecidos anti-TNFs, a exemplo do adalimumabe, certolizumabe-pegol, etanercepte e infliximabe, anti-interleucina 12 e 23 (ustequinumabe), os  anti-interleucina 17 (secuquinumabe e ixequizumabe) e os anti-interleuciina 23 (guselcumabe e risanquizumabe).

Este tipo de tratamento pode oferecer risco para o feto, por isso não é recomendado durante o período gestacional. No entanto, cabe ao médico responsável  pelo acompanhamento do caso avaliar os riscos e benefícios para a paciente. 

O tratamento com agentes biológicos também não é indicado para indivíduos com  alergia aos componentes da fórmula, ou  ainda em casos de insuficiência cardíaca, doença desmielinizante, histórico recente tumor cancerígeno, com infecção ativa ou que fizeram uso há pouco tempo de vacinas vivas atenuadas. 

Fototerapia

Também conhecida como luz ultravioleta, este tratamento é recomendado para casos mais graves de psoríase e só deve ser realizado com o acompanhamento de um dermatologista. Comumente é realizado com três sessões semanais.

O efeito anti-inflamatório da fototerapia atua no controle das lesões, bem como evita o crescimento das células lesionadas. Este tipo de tratamento não é recomendado para crianças.

É preciso que os pacientes com psoríase saibam que na grande maioria dos casos da doença o tratamento é feito em duas etapas, sendo a primeira voltada para supressão das lesões e a segunda para manutenção da pele sem danos.

Seja qual for a opção de tratamento adotada, é fundamental manter o acompanhamento periódico com o dermatologista para caso seja necessário realizar ajustes que possibilitem uma melhor qualidade de vida para o paciente, além de diminuir o risco de novas crises de psoríase. 

Tipos de psoríase 

A manifestação da psoríase pode ocorrer em diversos tipos, a depender das características próprias das lesões, da localização das mesmas e também do nível de gravidade. Entre os principais tipos de psoríase destacam-se:

  • Psoríase em placas ou vulgar: apresenta-se sob a forma de placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas, sendo o tipo mais frequente da doença. Pode afetar qualquer parte do corpo, inclusive a área genital, porém são mais comuns as placas nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo, cicatriz umbilical e região lombar. As lesões podem doer, coçar, e em quadros graves, provocar rachaduras e sangramentos.
  • Psoríase ungueal:  este tipo de psoríase pode atingir as unhas das mãos e também dos pés, provocando o crescimento anormal da unha, mudança de coloração, engrossamento, escame e deformação.
  • Psoríase invertida: mais frequente em regiões úmidas e com dobras, a exemplo da virilha, axilas e abaixo dos seios, pode se gravar em indivíduos com obesidade, com excesso de  sudorese ou devido ao atrito na área. As lesões vermelhas e inflamadas não apresentam a descamação característica da psoríase em outras partes do corpo.
  • Psoríase do couro cabeludo: caracterizada pelo surgimento de regiões avermelhadas com escamas esbranquiçadas, podendo se assemelhar a caspa, uma vez que também provoca coceira. Flocos de pele morta nos ombros ou nos cabelos podem ser notados após os episódios de coceira.
  • Psoríase gutata: apresenta-se como pequenas lesões em forma de gota nos braços, pernas, tronco e couro cabeludo, cobertas por escama fina e que podem sumir espontaneamente. Normalmente é provocada por infecções bacterianas, sendo mais frequente em crianças e pessoas com menos de 30 anos de idade.
  • Psoríase artropática:  caracteriza-se pela manifestação da psoríase nas articulações do corpo, provocando dores intensas e podendo acarretar rigidez progressiva e deformidade permanente. Este tipo de psoríase pode acometer qualquer articulação, até mesmo a coluna vertebral.
  • Psoríase pustulosa: tem como características a formação de pústulas e a pele bastante avermelhada, normalmente as bolhas com pus formam-se em pouco tempo após o avermelhamento da pele. Também pode afetar o corpo como um todo ou partes específicas, como pés e mãos. Entre os outros sintomas estão a coceira intensa, febre, calafrios e fadiga. Quando não tratada adequadamente pode causar risco de óbito.
  • Psoríase eritrodérmica: é o tipo menos frequente entre os já citados. Pode ser provocada por outros tipos de psoríase não bem controlados, queimaduras severas, interrupção intempestiva de tratamentos com corticoides ou ainda por infecções. É considerado um tipo grave de psoríase e por vezes requer que o paciente seja internado em ambiente hospitalar.


Fatores desencadeantes e prevenção 

Apesar de ainda ser desconhecida a relação, a psoríase pode estar associada ao acometimento de outras doenças e complicações de saúde, como a diabetes, pressão alta, colesterol elevado e doenças cardiovasculares, como o infarto e derrame.

Muitos pacientes também sofrem com depressão devido à estigmatização social provocada pelas lesões características da psoríase.

Por isso, é tão importante tratar essa doença crônica com seriedade, buscando o devido acompanhamento médico com um dermatologista.

Como pontuamos logo no início deste conteúdo, as causas da psoríase ainda não são totalmente conhecidas pela Medicina, porém sabe-se que as alterações no sistema imunológico podem desencadear a doença.

Entre outros fatores que podem potencializar as chances de um indivíduo desenvolver a psoríase estão:

  • Doenças provocadas por vírus ou bactérias;
  • Hábitos prejudiciais ao sistema imunológico, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo; 
  • Utilização de determinados medicamentos, entre eles betabloqueadores, lítio e antimaláricos;
  • Queimadura solar;
  • Obesidade;
  • Pancadas fortes e outros traumatismos na pele;
  • Estresse emocional;
  • Fatores relacionados à hereditariedade e a genética.

Pessoas com histórico familiar de psoríase devem redobrar os cuidados, uma vez que apresentam maior probabilidades de ter a doença.

Manter bons hábitos e um estilo de vida mais saudável é de grande importância para que a doença tenha sua progressão controlada e não evolua para um quadro mais grave.

O diagnóstico e o tratamento precoce da psoríase apresentam maior eficiência no combate do desenvolvimento da doença, por isso ressalta-se a necessidade de procurar atendimento médico ao notar os primeiros sinais da psoríase.

Entre os cuidados adotados para prevenir as crises de psoríase ou mesmo aliviar seus sintomas, podemos pontuar:

  • Uma dieta balanceada que priorize a ingestão de alimentos de frutas, legumes, vegetais;
  • Inserir no cardápio peixes ricos em ômega 3, como sardinha e salmão;
  • Eliminar da alimentação o excesso de gorduras e doces refinados;
  • Prática regular de atividades físicas;
  • Abandono do vício do cigarro;
  • Corte ou consumo moderado de bebidas alcoólicas;
  • Hidratação rotineira da derme de modo que a pele não se mantenha ressecada, diminuindo assim as chances de lesão;
  • Evitar tomar banhos excessivamente quentes;
  • Manter o sobrepeso sob controle;
  • Exposição ao raios solares sempre com proteção do filtro solar e seguindo as orientações do dermatologista;
  • Autocuidado com a saúde emocional e controle do nível de estresse;
  • Acompanhamento periódico junto com o dermatologista. 


Quadro prático: observar a pele, cabelo ou unhas

Alterações visíveis ficam mais claras quando a pessoa registra duração, mudança e fatores irritantes antes de escolher produtos ou tratamentos.

O que observarComo registrarQuando valorizar
MudançaCor, tamanho, borda, dor, coceira, secreção ou queda.Mostra se o achado está estável ou evoluindo.
ExposiçãoCosméticos, sol, atrito, depilação, medicamentos e produtos novos.Ajuda a encontrar irritantes ou gatilhos.
AlertaSangramento, crescimento rápido, pus, ferida que não cicatriza ou dor forte.Pede avaliação presencial.
  • Evite cutucar, espremer ou misturar muitos produtos.
  • Fotografe a evolução quando a mudança for visível.
  • Procure avaliação se houver sinais de infecção ou crescimento rápido.

O que observar na pele

Em Tratamento para Psoríase, aparência isolada raramente conta toda a história. Tempo de evolução, crescimento, mudança de cor, sangramento, dor, coceira, exposição solar, atrito e produtos usados ajudam a separar irritação, infecção, inflamação, acne, alergia e lesões que precisam de exame direto.

DadoUso na avaliação
TempoLesões recentes e antigas têm hipóteses diferentes.
MudançaCrescimento, ferida persistente ou sangramento merecem cautela.
ProdutosÁcidos, corticoides, clareadores e antibióticos podem irritar ou mascarar sinais.
Fotos seriadasAjudam a comparar evolução com luz semelhante.

Evite alternar muitos produtos ao mesmo tempo. Quando há piora após uma intervenção, registrar exatamente o que foi usado facilita identificar irritação, alergia, infecção ou expectativa irrealista.

Conclusão

Como você pode ficar informado ao longo deste conteúdo, a psoríase apesar de ser doença relativamente comum pode trazer dor, incômodo estético, além de outras complicações para qualidade de vida e saúde do paciente. 

A psoríase pode acometer qualquer parte do corpo, porém mais frequentemente ocorre no couro cabeludo, pele, unhas, mucosas, membros superiores e inferiores.

Mesmo sendo uma doença crônica e portanto sem uma cura até o momento conhecida, existem diversas possibilidades de tratamento para psoríase.

Além das possibilidades para tratar a psoríase que incluem medicamentos tópicos, tratamentos sistêmicos e biológicos, assim como a fototerapia, existem alguns hábitos que ajudam a minimizar os sintomas da doença e prevenir crises.

Cuidados com a alimentação, abandono de hábitos a exemplo do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas, hidratação frequente da pele e controle do estresse têm um papel significativo para evitar manifestações mais graves da doença.

Do mesmo modo, é de fundamental importância procurar com brevidade as orientações de um dermatologista ao notar os primeiros sintomas da psoríase, pois este é o médico especialista mais recomendado para tratar da doença.

Quanto mais cedo ocorrer o correto diagnóstico da psoríase e mais rápido for iniciado o tratamento da doença, maiores serão as chances de evitar a evolução do quadro da patologia.

Por isso, não deixe de marcar uma consulta com o dermatologista ao notar algum dos sinais da psoríase.

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Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Griffiths CE, Clark CM, Chalmers RJ, Po AL, Williams HC. A systematic review of treatments for severe psoriasis. Database of Abstracts of Reviews of Effects (DARE): Quality-assessed Reviews [Internet]. 2000.
↑2 Kuchekar AB, Pujari RR, Kuchekar SB, Dhole SN, Mule PM. Psoriasis: A comprehensive review. International Journal of pharmacy & life sciences. 2011 Jun 1;2(6).
↑3 Armstrong AW, Read C. Pathophysiology, clinical presentation, and treatment of psoriasis: a review. Jama. 2020 May 19;323(19):1945-60.
↑4 Lowes MA, Suarez-Farinas M, Krueger JG. Immunology of psoriasis. Annual review of immunology. 2014;32:227.
↑5 Deng Y, Chang C, Lu Q. The inflammatory response in psoriasis: a comprehensive review. Clinical reviews in allergy & immunology. 2016 Jun;50(3):377-89.
↑6 Rendon A, Schäkel K. Psoriasis pathogenesis and treatment. International journal of molecular sciences. 2019 Mar 23;20(6):1475.
↑7 Menter A, Griffiths CE. Current and future management of psoriasis. The Lancet. 2007 Jul 21;370(9583):272-84.

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Tratamento para Micose: O que você precisa saber

16 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Tratamento para Micose: O que você precisa saber deve ser acompanhado pelo tempo de evolução, febre, intensidade dos sintomas, hidratação, falta de ar, dor forte, sinais de desidratação e grupos de maior risco. A mudança do quadro ao longo das horas ou dias orienta a urgência.

Micose é o nome genérico dado para infecções cutâneas causadas por diferentes tipos de fungos que podem surgir em qualquer lugar do corpo, porém são mais comuns nas unhas, couro cabeludo e na pele. Neste artigo, vamos abordar as principais opções de tratamento para micose.

As micoses podem afetar pacientes de todas as faixas  e ocorrem com maior frequência no verão por conta do calor que favorece a multiplicação dos fungos em áreas úmidas, quentes e ricas em queratina.

Normalmente, exigem um tratamento persistente e prolongado por meio de medicamentos antifúngicos, que podem ser na forma de cremes e loções aplicados diretamente na área afetada ou ainda comprimidos orais, prescritos por um médico dermatologista.

Os sintomas de micose são diversificados, pois dependem do fungo causador da infecção. Contudo, entre os sintomas mais notados nos pacientes destacam-se a descamação e lesões variadas na pele, coceira, rachaduras, pontos de escurecimento ou de descoloração na derme, corrimento e coceira genital; alteração da coloração e forma da unha.

A micose é uma infecção contagiosa, assim pode ser transmitida de pessoa para pessoa e também através do compartilhamento de objetos.

O estresse, a má alimentação, a baixa imunidade geral do organismo e falta de cuidados com a higiene pessoal podem agravar os quadros de infecção e dificultar o tratamento da doença.

Dentre os cuidados básicos para prevenir a micose, além de reforçar a higiene pessoal, temos o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, secar cuidadosamente todas as partes do corpo após o banho, evitar tecidos sintéticos que não absorvam o calor e não andar descalço em ambientes úmidos.

Acompanhe a leitura e conheça melhor as opções de tratamento para micose. 


Conheça os principais tratamentos para micose

Uma vez que as micoses podem ser causadas por diferentes tipos de fungos é importante o diagnóstico médico para identificar o agente causador da infecção e determinação do correto tratamento para cada caso.

Apesar de não ser considerada uma condição grave, os sintomas da micose podem ser bastantes incômodos e também afetar a autoestima do paciente, prejudicando seu convívio social.

Mesmo não oferecendo risco à vida e geralmente se tratando de um problema localizado, a micose necessita de um tratamento cuidadoso.

O tratamento para micose normalmente varia de 02 a 03 meses e para que obtenha sucesso é fundamental que todas as recomendações médicas sejam seguidas à risca.

As medicações antifúngicas e os métodos de tratamentos prescritos pelo dermatologista alternam conforme a área afetada pela micose e também pelo tipo de fungo causador da infecção.

Atualmente no mercado dispomos de muitas alternativas para o tratamento da micose que alcançam bons resultados. 


Pomadas para micose

As pomadas normalmente são mais indicadas para o tratamento de micose na pele. 

As soluções de uso tópico possuem indicação geralmente para casos de micoses no couro cabeludo e na pele, podendo ser encontradas na forma de loções.

Os comprimidos via oral são a recomendação mais indicada para quadros de micoses extensas e que causam muito desconforto.

Já os esmaltes de ação antifúngica, que não são iguais aos vendidos em lojas de cosméticos, podem ser utilizados para tratar as micoses nas unhas, evitando a proliferação dos fungos e impedindo as alterações na forma da unha. 

É importante destacar que é fundamental dar continuidade ao tratamento para micose mesmo após o desaparecimento dos sintomas da infecção.

Isso ocorre pois todos os fungos causadores da doença podem ainda não ter sido completamente eliminados, levando ao reaparecimento dos sintomas ou mesmo ao agravamento do problema.

Para prevenir casos de reincidência e colaborar para o sucesso do tratamento também deve-se fortalecer o sistema imunológico por meio de dieta saudável e devidamente balanceada, priorizando os alimentos naturais.

A prática regular de exercícios físicos, impedir que as regiões do corpo com dobras fiquem úmidas por um prolongado período de tempo e ainda evitar o contato com pessoas infectadas também são fatores que colaboraram para evitar casos de micose.

A seguir, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), confira os melhores tratamentos de acordo com os principais tipos de micose.

Candidíase

Causada por um fungo conhecido como cândida, comumente se manifesta na boca, sendo chamada popularmente de sapinho, mas também pode se desenvolver nas unhas, em regiões de dobras, abaixo das mamas e axilas, bem como na área genital feminina.

O tratamento da candidíase envolve o uso de antifúngicos tópicos e sistêmicos.

Tineas(Tinha)

Um fungo que se alimenta da queratina presente na pele, cabelos e unhas é o causador deste tipo de micose. A tinea mais frequente é a onicomicose, que afeta as unhas  tanto das mãos, quanto dos pés, alterando a espessura, forma e coloração.

O tratamento prescrito para tineas normalmente envolve antifúngicos locais ou orais.

Pitiríase Versicolor

Causada por fungos do gênero malassezia, esse tipo de micose também é mais conhecida como pano branco. Geralmente é caracterizado por manchas brancas agrupadas ou isoladas, no entanto também pode surgir como manchas avermelhadas ou escuras.

O tratamento pode ser realizado com medicamentos antifúngicos orais ou de uso tópico.

Tratamento para micose nas unhas com laser

Tratamento para Micose

Como já pontuamos que um dos tipos de tinea mais frequente é a onicomicose, uma micose que pode atingir as unhas dos dedos das mãos e dos pés e provocar  alterações no formato, cor e também espessura.

Existem diversos tipos de fungos responsáveis pela onicomicose presentes no ambiente e a infecção pode se dar através de pequenos traumatismos, como por exemplo o uso de um sapato apertado.

A onicomicose pode ser causada ainda  por problemas imunológicos que diminuem a capacidade do organismo humano para combater infecções nas unhas, por conta de doenças como AIDS, diabetes ou ainda pela má circulação sanguínea.

Até pouco tempo atrás, o único tratamento para esse tipo de micose envolvia a utilização de medicamentos antifúngicos orais ou locais prescritos pelo médico dermatologista que, contud,o não apresentavam resultados satisfatórios em curto período de tempo.

No entanto, atualmente já é possível tratar as micoses na unha por meio de laser de modo mais rápido e indolor para o paciente.

Com os medicamentos tradicionais, o tratamento durava em média de 06 meses a 01 ano.

Já com o laser, o tempo de duração do tratamento é reduzido com a realização de seis a doze sessões, espaçadas entre uma ou duas semanas, a depender da extensão da infeção, da quantidade de unhas afetadas e também da disponibilidade do paciente, entre outros fatores. 

Com o tratamento a laser, as atividades habituais da pessoa também não necessitam ser interrompidas.

Geralmente, esse tipo de  tratamento para micose de unha envolve a utilização do laser ND: Yag. 

A aplicação ocorre a partir da região da matriz até a borda ungueal promove um aquecimento gradual dos tecidos e resultando na morte dos fungos causadores da infecção, sem danificar a unha ou a pele.

Para a realização do procedimento não há necessidade de anestesia, uma vez que o paciente sente apenas um leve desconforto na região devido ao aquecimento no momento da aplicação do laser.

A melhora da unha é notada de forma gradual e progressiva, de acordo com o crescimento da unha afetada.

Leia mais: Laser para onicomicose: Conheça o tratamento

Saiba como prevenir o surgimento das micoses

É importante alertar sobre os riscos da automedicação em quadros de micoses, pois apesar de alguns medicamentos apresentarem um alívio imediato dos sintomas, na verdade, estão apenas ocultando as lesões geradas pelo fungo.

Quando não tratada adequadamente, as micoses podem evoluir para infecções mais graves, bem como causar muito desconforto e coceira intensa.

Por isso, é tão importante o acompanhamento com o médico dermatologista para o adequado diagnóstico e posterior tratamento para a micose.

Com a ajuda do dermatologista e seguindo corretamente todas as suas recomendações é possível controlar os sintomas da micose e evitar que a doença se espalhe para outras áreas do corpo.  

Alguns cuidados essenciais de higiene podem prevenir que a micose volte a surgir, assim como se manifestar pela primeira vez.

Confira algumas das práticas indicadas:

  • Meias e roupas íntimas devem ser trocadas diariamente;
  • Evite compartilhar roupas, principalmente as íntimas, assim como outros objetos de uso pessoal com indivíduos com sintomas de micose, a exemplo de utensílios de manicure, bonés, lençóis e toalhas de banho;
  • Em salões de beleza, quando não for possível levar seus utensílios pessoais, observe se o material utilizado é devidamente esterilizado;
  • Procure manter as áreas de dobra da pele, como a virilha, axila e também entre os dedos dos pés, sempre bem secas;
  • Caso vá tomar banho em locais públicos, utilize um chinelo;
  • Tente não usar sapatos fechados por muito tempo;
  • Guarde os calçados em locais arejados;
  • Utilizar meias de algodão, pois as meias de tecido sintético favorecem o acúmulo de umidade;
  • Evite usar roupas muito quentes, principalmente de tecidos sintéticos, que não possibilitam a transpiração da pele;
  • Também evite ficar com roupas de banho molhadas por um longo período de tempo;
  • Lave sempre as mãos após ter contato com animais de estimação.

Quadro prático: observar a pele, cabelo ou unhas

Alterações visíveis ficam mais claras quando a pessoa registra duração, mudança e fatores irritantes antes de escolher produtos ou tratamentos.

O que observarComo registrarQuando valorizar
MudançaCor, tamanho, borda, dor, coceira, secreção ou queda.Mostra se o achado está estável ou evoluindo.
ExposiçãoCosméticos, sol, atrito, depilação, medicamentos e produtos novos.Ajuda a encontrar irritantes ou gatilhos.
AlertaSangramento, crescimento rápido, pus, ferida que não cicatriza ou dor forte.Pede avaliação presencial.
  • Evite cutucar, espremer ou misturar muitos produtos.
  • Fotografe a evolução quando a mudança for visível.
  • Procure avaliação se houver sinais de infecção ou crescimento rápido.

Como acompanhar a evolução

Em Tratamento para Micose: O que você precisa saber, a evolução costuma ser tão importante quanto o sintoma inicial. Febre persistente, piora rápida, falta de ar, sonolência incomum, desidratação, dor intensa, manchas na pele ou queda do estado geral mudam a margem de espera.

MarcadorO que observar
Tempo de febreAjuda a diferenciar quadro autolimitado de infecção que precisa avaliação.
Respiração e hidrataçãoFalta de ar e pouca urina reduzem segurança de observar em casa.
Dor localizadaPode apontar foco específico de infecção ou complicação.
Grupo de riscoCrianças pequenas, gestantes, idosos e imunossuprimidos exigem menor espera.

Não use antibiótico antigo ou de outra pessoa para tentar encurtar sintomas. Antibiótico errado pode atrasar diagnóstico, causar efeitos adversos e dificultar tratamento futuro.

Conclusão

No decorrer deste conteúdo, você ficou informado que micose é o nome genérico dado a infecção causada por diversos tipos de fungos que podem afetar principalmente a pele, o couro cabeludo e as unhas.

A micose é uma infecção contagiosa que pode acometer pessoas de todas as faixas de idade, desde crianças até idosos.

Essas infecções costumam ocorrer com mais frequentemente no verão devido às temperaturas mais altas que favorecem a proliferação dos fungos em áreas úmidas, quentes e ricas em queratina, como o nosso couro cabeludo e unhas.

Entre as principais tipos de micoses, destacam-se a tinea, a onicomicose,  a candidíase e a pitiríase versicolor.

Os sintomas da  micose podem variar conforme o tipo do fungo responsável por causar a infecção, mas geralmente incluem lesões na pele, descamação, coceira e rachaduras, além de pontos de escurecimento ou de descoloração na derme.

Como você pode notar ao longo deste artigo, o tratamento para micose é bem simples, podendo ser realizado com medicamentos antifúngicos de uso local ou via oral, no entanto, requer que o paciente siga as orientações do médico dermatologista com dedicação e paciência.

As pomadas são a opção mais recomendada para o tratamento de micose na pele. Já as soluções de uso tópico, na forma de loções, normalmente possuem indicação para quadros de micoses no couro cabeludo e na pele.

Micoses mais extensas e que geram maior desconforto no paciente costumam ser tratadas com comprimidos via oral.

Geralmente o tratamento para micose dura de 60 a 90 dias e para que obtenha resultados satisfatórios é essencial que todas as recomendações médicas sejam devidamente obedecidas. 

Seguindo as orientações do dermatologista e adotando o devido tratamento é possível controlar os sintomas da micose e evitar que a doença se espalhe para outras áreas do corpo.  

Já o tratamento a laser para as micoses de unha, chamadas de onicomicose, é uma nova opção de procedimento atualmente disponível no mercado. Geralmente esse tratamento utiliza o laser ND: Yag. 

A principal vantagem do tratamento de onicomicose com laser consiste na redução do tempo de duração em comparação com o tratamento por meio de medicações tradicionais.

A adoção de alguns cuidados básicos de higiene pessoal podem prevenir a recorrência de quadros de micose e também evitar que a doença se manifeste pela primeira vez.

Além disso, é importante buscar o fortalecimento do sistema imunológico através de uma dieta saudável, prática regular de exercícios e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal.

Mesmo não sendo considerada uma doença grave, uma vez que não oferece risco à vida, os sintomas da micose podem ser muito incômodos e também afetar a autoestima da pessoa, prejudicando seu convívio social.

Assim, é melhor prevenir o incômodo causado pelas micoses, não é mesmo?

Caso note sintomas característicos de micose em qualquer parte do corpo, busque com brevidade o acompanhamento com um dermatologista e siga todas as suas orientações para tratar a doença.

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