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Dramin dá sono? Como usar com segurança

4 de janeiro de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dramin pode dar sono e reduzir reflexos, por isso dirigir, operar máquinas ou misturar com álcool e sedativos pode ser perigoso. A forma, dose, idade, gravidez, glaucoma, problemas urinários, outros remédios e objetivo do uso mudam a segurança.

Dramin pode dar sono porque contém dimenidrinato, um anti-histamínico com efeito sedativo. Isso pode ser útil contra enjoo em algumas situações, mas exige cuidado com direção, álcool, outros sedativos, idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

  • Dramin é um anti-histamínico e antiemético.
  • Funciona bloqueando os receptores de histamina, reduzindo os efeitos da histamina no corpo.
  • Também funciona para reduzir náuseas e vômitos bloqueando os receptores de dopamina no cérebro.
  • Inibe a recaptação de dopamina, impedindo que a dopamina seja reabsorvida no cérebro.
  • Está disponível em comprimido, comprimido para mastigar e líquido.

Dramin pode deixá-lo sonolento. É um anti-histamínico, podendo causar sonolência. Se você sentir qualquer sonolência enquanto estiver tomando Dramin, é importante evitar dirigir ou operar máquinas pesadas.

Dramin pode causar sono, tontura e reflexos mais lentos. Evite dirigir, beber álcool ou combinar com outros sedativos; em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas, a orientação individual é especialmente importante.

Tanto o Dramin, como o Dramin B6 podem dar sonolência. O componente farmacológico que causa sonolência é o dimenidronato, presente em ambos medicamentos. O efeito da sonolência geralmente surge após 30 a 60 minutos.

Como o Dramin funciona?

dramin-para-que-serve
Mecanismo de açãoDescrição
Anti-histamínicoAnti-histamínico que funciona bloqueando os receptores de histamina, reduzindo os efeitos da histamina no corpo.
AntieméticoTambém é um antiemético, o que significa que funciona para reduzir náuseas e vômitos bloqueando os receptores de dopamina no cérebro.
Inibição da recaptação de dopaminaFunciona ao inibir a recaptação de dopamina, o que significa que impede que a dopamina seja reabsorvida no cérebro. Isso ajuda a reduzir a sensação de náusea e vômito.

Indicações Clínicas do Dramin

Indicação clínicaDescrição
Enjoo de movimentoDramamine é usado para tratar os sintomas de enjôo, como náusea, vômito e tontura.
VertigemDramamine pode ser usado para tratar os sintomas de vertigem, como tontura e náusea.
Reações alérgicasDramamine pode ser usado para tratar os sintomas de reações alérgicas, como coceira, espirros e corrimento nasal.

Dose do Dramin

Grupo EtárioDosagem
Pediátrico (12 anos ou mais)15 mg uma vez ao dia
Adultos (18 anos ou mais)15-45 mg uma vez ao dia

Dramin dá mesmo sono?

O Dramin É eficaz na redução dos sintomas do enjôo, mas é um anti-histamínico.

Como todos os anti-histamínicos, pode causar sonolência, tontura e diminuição do estado de alerta mental.

Os efeitos de sonolência podem ser exacerbados por overdose intencional ou uso indevido do remédio.

O uso de álcool em conjunto com Dramin pode amplificar esses efeitos, aumentando o risco de overdose. A combinação de álcool e Dramin pode ter um efeito tóxico no fígado.

Aproximadamente 10% das pessoas que tomam o Dramin ® experimentam sedação e sonolência, resultado da sua capacidade de atuar como depressor do sistema nervoso central.

Efeitos Adversos do Dramin

dramin-efeitos
  • Sonolência: Pode causar sonolência, o que pode prejudicar as habilidades motoras e o tempo de reação.
  • Boca seca: Pode causar boca seca, o que pode levar ao aumento da sede, dificuldade para engolir e mau hálito.
  • Visão turva: Pode causar visão turva, o que pode reduzir a capacidade de foco e reagir rapidamente.
  • Constipação: Dramin pode causar constipação, o que pode levar a dor abdominal, inchaço e dificuldade em defecar.
  • Dor de cabeça: Pode causar dores de cabeça, que podem causar dor, tontura e fadiga.

Avisos importantes do Dramin

AvisoDescrição
ÁlcoolO álcool deve ser evitado enquanto estiver tomando Dramamine, pois pode aumentar o risco de efeitos colaterais.
GravidezDramamine deve ser evitado durante a gravidez, pois pode passar pela placenta e causar danos ao feto.
AmamentaçãoDramamine deve ser evitado durante a amamentação, pois pode passar para o leite materno e causar danos ao bebê.
CriançasDramamine não deve ser administrado a crianças com menos de 12 anos de idade sem consultar um médico.
DirigirDramamine pode causar sonolência e não deve ser tomado antes de dirigir ou operar máquinas pesadas.

O que muda a segurança do uso

PontoPor que altera a decisão
IndicaçãoConfirma se o medicamento responde ao problema correto.
Dose e duraçãoReduz risco de uso insuficiente, excesso ou dependência.
InteraçõesEvita somar efeitos com álcool, sedativos, anticoagulantes ou anti-inflamatórios.
Efeitos adversosAjuda a separar reação esperada de sinal que pede revisão.

Antes de iniciar, suspender ou combinar medicamentos, organize nome, dose, horário, motivo do uso, alergias e doenças conhecidas. Essa lista encurta a consulta e reduz erro de comunicação.

Interações e situações de maior risco

PontoPor que altera a decisão
IndicaçãoConfirma se o medicamento responde ao problema correto.
Dose e duraçãoReduz risco de uso insuficiente, excesso ou dependência.
InteraçõesEvita somar efeitos com álcool, sedativos, anticoagulantes ou anti-inflamatórios.
Efeitos adversosAjuda a separar reação esperada de sinal que pede revisão.

Antes de iniciar, suspender ou combinar medicamentos, organize nome, dose, horário, motivo do uso, alergias e doenças conhecidas. Essa lista encurta a consulta e reduz erro de comunicação.

Como decidir se o Dramin é seguro naquele dia

A sonolência do dimenidrinato muda decisões práticas: dirigir, trabalhar em altura, cuidar de criança pequena, usar álcool ou tomar outro sedativo no mesmo dia. Em idosos, crianças, gestantes e pessoas com glaucoma, retenção urinária, arritmia ou múltiplos remédios, a margem de segurança deve ser menor.

SituaçãoConduta prudente
Vai dirigir ou operar máquinaEvitar uso sedativo sem orientação e testar resposta antes.
Usa calmante, opioide ou álcoolRisco de sedação excessiva e queda aumenta.
Vômitos persistentesAvaliar hidratação e causa, não apenas repetir antiemético.
Sonolência intensa ou confusãoSuspender atividades de risco e procurar orientação.

Como usar com mais segurança

O dimenidrinato pode reduzir náusea, enjoo de movimento e vertigem em algumas situações. Como causa sonolência e lentidão de reflexos, deve ser usado com cuidado antes de dirigir, operar máquinas ou combinar com álcool, benzodiazepínicos, opioides, relaxantes musculares ou outros remédios que dão sono.

Maior cautelaMotivo
IdososMais risco de confusão, queda e retenção urinária.
CriançasDose e indicação precisam ser adequadas à idade.
Glaucoma, próstata aumentada ou retenção urináriaEfeito anticolinérgico pode piorar sintomas.
Vômitos persistentesPode haver desidratação ou causa que precisa de avaliação.

Fonte: MedlinePlus: dimenidrinato.

Dramin pode ajudar náusea e enjoo, mas sonolência é um efeito importante. Dirigir, operar máquinas, beber álcool ou combinar com outros sedativos aumenta risco. Crianças, idosos e pessoas com glaucoma ou retenção urinária precisam de cuidado extra.

Se a náusea vem com dor abdominal intensa, vômitos persistentes, febre, rigidez na nuca, confusão, desidratação ou gravidez, o foco deve ser entender a causa, não apenas controlar o sintoma.

Dramin pode ajudar náusea e enjoo, mas sonolência é um efeito importante. Dirigir, operar máquinas, beber álcool ou combinar com outros sedativos aumenta risco. Crianças, idosos e pessoas com glaucoma ou retenção urinária precisam de cuidado extra.

Se a náusea vem com dor abdominal intensa, vômitos persistentes, febre, rigidez na nuca, confusão, desidratação ou gravidez, o foco deve ser entender a causa, não apenas controlar o sintoma.

Fontes e leitura útil

  • MedlinePlus: medicamentos, ervas e suplementos
  • MedlinePlus: segurança de medicamentos
  • NCCIH: uso seguro de produtos complementares
  • MedlinePlus: distúrbios do sono
  • MedlinePlus: medicamentos
  • MedlinePlus: uso seguro de medicamentos
  • FDA: uso seguro de medicamentos

Explore também no Blog da Saúde

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Arquivado em: Curiosidades, Farmácia

Distensão Abdominal: O Que Pode Ser?

4 de janeiro de 2023 by Dra. Celia Yunes Portiolli

Distensão abdominal é sensação de barriga cheia, estufada ou aumentada. Pode vir de gases, constipação, fermentação de alimentos, intolerâncias, retenção de líquidos, medicamentos ou doenças digestivas; dor forte, vômitos, sangue, perda de peso, febre ou distensão progressiva mudam a urgência.

O padrão do estufamento orienta a causa

Distensão não é um diagnóstico único. A pergunta prática é se a barriga aumenta de volume, se há excesso de gás, se o intestino prende, se aparece depois de certos alimentos ou se acompanha dor, náusea, diarreia, refluxo ou perda de peso.

PadrãoO que sugere avaliar
Piora após leite, trigo ou adoçantesIntolerância, fermentação ou síndrome do intestino irritável.
Fezes endurecidas e evacuação difícilConstipação e retenção de gases.
Dor forte com vômitosObstrução, inflamação ou urgência abdominal.
Inchaço novo com perda de pesoInvestigar doença orgânica, não apenas dieta.
Estufamento cíclicoMenstruação, retenção de líquidos ou padrão alimentar.

O diário alimentar só ajuda quando registra porção, horário, sintomas e evacuação. Cortar muitos alimentos ao mesmo tempo pode confundir a leitura e empobrecer a dieta. O teste mais útil costuma ser organizado, com uma mudança por vez e prazo definido.

Gases aumentam quando carboidratos fermentáveis chegam ao intestino grosso, quando se engole ar, quando há constipação ou quando a motilidade intestinal está lenta. Isso explica por que o mesmo alimento pode ser tolerado em pequena porção e causar sintomas em grande volume.

Quando investigar além de gases

Procure avaliação se a distensão é progressiva, vem com dor intensa, vômitos persistentes, sangue nas fezes, anemia, febre, diarreia noturna, perda de peso, histórico de câncer ou início após os 50 anos. Nesses casos, a prioridade é excluir causas estruturais, inflamatórias ou metabólicas.

Exames podem incluir hemograma, marcadores inflamatórios, avaliação de tireoide, testes para doença celíaca, parasitoses, ultrassom, endoscopia ou colonoscopia, conforme a história. O exame certo depende do padrão, não de uma lista fixa.

Constipação merece atenção própria porque pode aumentar gás, dor e sensação de peso. Frequência de evacuação, esforço, fezes em bolinhas, sensação de evacuação incompleta e uso de laxantes ajudam a entender se o intestino preso é o motor do sintoma.

Também há distensão que vem de retenção de líquidos ou aumento real de volume abdominal. Inchaço em pernas, falta de ar, aumento rápido da circunferência abdominal ou doença hepática/cardiaca conhecida mudam completamente a investigação.

O tratamento inicial costuma focar em regular evacuação, reduzir alimentos claramente gatilho, comer mais devagar e revisar medicamentos que prendem intestino. Se o padrão não muda, insistir apenas em chás ou antiflatulentos tende a atrasar o diagnóstico.

Medicamentos também entram na análise. Opioides, anticolinérgicos, ferro, cálcio, alguns antidepressivos e remédios para dor podem prender o intestino ou alterar motilidade. Revisar a lista completa evita culpar apenas a alimentação.

Em mulheres, ciclo menstrual, gestação, endometriose e massas pélvicas também podem alterar volume abdominal. O contexto ginecológico deve entrar quando o sintoma é novo, cíclico ou associado a dor pélvica.

Ter distensão abdominal, na maioria das vezes, não se refere a algo grave, pois é uma condição comum, mas quando está associado a outros sintomas sem motivo aparente, é importante consultar um médico para que ele realize um diagnóstico preciso e entenda as causas da distensão abdominal, direcionando para o tratamento mais adequado.

Causas comuns de distensão abdominal

Um abdômen quando está distendido pode indicar um problema funcional ou orgânico. Condição funcional trata-se de problemas observáveis e condições orgânicas são explicadas por evidências físicas, como alguma doença associada.

Dentre as causas funcionais, a distensão abdominal está relacionada a problemas digestivos que causam acúmulo de gases ou conteúdo digestivo, como constipação, intolerância alimentar e má absorção de carboidratos (como a lactose) e Síndrome do Intestino Irritável (SII).

As causas orgânicas podem incluir: obesidade, gravidez, menstruação (devido a retenção de líquido), doenças gastrointestinais (como a Doença Celíaca e o Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado), hipotireoidismo, insuficiência pancreática, acúmulo de líquido abdominal causado por ascite, malignidade gástrica, entre outros.

Causa da distensão abdominalDescrição
GásGás no estômago e nos intestinos podem fazer com que o abdômen se distenda.
ConstipaçãoUm acúmulo de fezes nos intestinos pode fazer com que o abdômen fique distendido.
Síndrome do Intestino IrritávelPode causar distensão abdominal devido ao excesso de gases e inchaço.
GravidezO abdômen de uma mulher pode ficar distendido durante a gravidez devido ao crescimento do bebê.
Retenção de líquidosA retenção de líquidos pode fazer com que o abdômen fique distendido e inchado.
ObesidadeO excesso de gordura no abdômen pode causar distensão e incômodo local.


A seguir, será abordado com mais detalhes as 5 causas mais comuns de distensão abdominal.

1. Intolerância alimentar e má absorção de carboidratos

Seus hábitos alimentares podem ser os grandes responsáveis pelos sintomas abdominais incômodos, como gases e distensão abdominal.

A sobrecarga de fibras, por exemplo, pode estar associada ao agravamento dos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável, por meio da diminuição da motilidade do intestino delgado.

A intolerância à lactose também pode contribuir para o desenvolvimento de distensão abdominal, pois a má absorção de lactose pode produzir sintomas de inchaço e gases.

O acúmulo de carboidratos e polióis de cadeia curta altamente fermentáveis e mal absorvidos no intestino delgado e cólon podem contribuir para o desenvolvimento de sintomas gastrointestinais.


2. Constipação

A distensão abdominal pode estar relacionada à constipação e obstrução intestinal. As fezes que ficam retidas no reto podem causar diminuição da evacuação de gases e lentidão do trânsito intestinal causando, portanto, a distensão abdominal.

Já foi comprovado que pacientes com distensão abdominal possuem um trânsito intestinal mais lento. Uma das causas que favorecem a constipação é a baixa ingestão de fibras alimentares e de água, assim como o consumo excessivo de alimentos industrializados.  

  • Quando as fezes permanecem no cólon por um longo período, elas podem ficar duras e secas, dificultando a passagem do corpo.
  • Os intestinos podem ficar distendidos devido ao acúmulo de fezes duras e secas, resultando em distensão abdominal.
  • Quanto mais tempo os resíduos permanecerem no cólon, mais gás e líquido serão produzidos, o que pode causar inchaço no abdômen.
  • Os músculos do abdômen podem ficar fracos devido ao excesso de pressão do acúmulo de resíduos, fazendo com que o abdômen se projete.


3. Síndrome do Intestino Irritável (SII)

A Síndrome do Intestino Irritável refere-se a uma condição que abrange um grupo de sintomas que ocorrem simultaneamente, incluindo dor abdominal e alterações intestinais, como constipação e diarreia.

Pesquisas mostram que pacientes com Síndrome do Intestino Irritável possuem uma flora colônica intestinal alterada, desempenhando um papel fundamental nos sintomas de inchaço, gases e distensão abdominal.

As causas que contribuem para essa síndrome ainda não são totalmente esclarecidas, mas acredita-se que exista uma associação com processos inflamatórios no sistema digestivo e com aspectos psicológicos, como depressão e ansiedade.


4. Doença Celíaca

A Doença Celíaca é caracterizada como um distúrbio digestivo e autoimune que manifesta sintomas como inchaço, diarreia, gases, distensão abdominal e anemia.

Celiac

Essa condição é desencadeada por uma proteína, o glúten, encontrada em grãos, trigo, cevada e centeio. Na Doença Celíaca, o sistema imunológico ataca erroneamente a superfície do intestino delgado, pois confunde as substâncias encontradas no glúten como uma ameaça ao corpo.

O motivo pelo qual o sistema imunológico age dessa maneira ainda não está totalmente esclarecido, mas uma combinação de fatores ambientais e genéticos parecem desencadear o problema.


5. Obesidade

O ganho de peso excessivo está associado ao agravamento dos sintomas de inchaço, gases e distensão abdominal. Um estudo publicado pelo American Journal of Gastroenterology comprovou que a obesidade coincidiu com o início do inchaço em 25% dos participantes da pesquisa experimental.

A explicação para esse fato pode estar relacionada ao mecanismo que envolve um reflexo visceroso-somático anormal originado no tecido adiposo abdominal que modula o eixo cérebro-intestino, acarretando a distensão abdominal.


Como investigar a distensão abdominal

O médico inicia a avaliação com um histórico detalhado do paciente, incluindo seus hábitos alimentares, alterações alimentares, sua relação com determinados alimentos, como trigo, gorduras, fibras, e doenças existentes. O exame físico juntamente com testes diagnósticos, quando necessário, são apropriados.

O exame físico ajuda a revelar o aumento da circunferência abdominal e sinais de obstrução intestinal. Para pacientes constipados, em determinadas situações, é necessário que seja realizado um exame retal e pélvico.

É importante descartar qualquer causa orgânica para distensão abdominal, como doença celíaca, ascite ou supercrescimento bacteriano do intestino delgado.

Sintomas como perda de peso, anemia ou sangramento retal exigem investigação imediata e cautelosa. Nesses casos, o médico poderá solicitar exames como, hemograma completo, sorologia celíaca e teste respiratório para o diagnóstico de supercrescimento bacteriano do intestino delgado.


Tratamento conforme o padrão do estufamento

É de suma importância descartar sinais de alarme e doenças orgânicas para iniciar o tratamento comum. Indivíduos que sofrem com distensão abdominal leve precisam ter a garantia de que sua condição é benigna.

Para distensão abdominal leve, a primeira abordagem costuma ser a terapia dietética, geralmente introduzida no início do plano de tratamento.

A terapia dietética visa identificar os alimentos aos quais o paciente é intolerante e que lhe causam desconforto e, com base nisso, fazer alterações no plano de alimentação.

Lembrando que essas intervenções dietéticas restritivas devem ser realizadas, preferencialmente, por nutricionistas treinados, que ajudarão o paciente a ter uma alimentação individualizada e balanceada, reduzindo o risco de deficiências nutricionais.

Quando o problema é mais complexo, é comum o uso de medicamentos como antibióticos, probióticos, procinéticos, antiespasmódicos e antidepressivos, dependendo da causa da condição.

Por exemplo, determinados antibióticos já demonstraram fornecer melhora significativa dos sintomas de Síndrome do Intestino Irritável.

O uso de probióticos alivia significativamente o inchaço e a distensão abdominal, pois esse sintomas são causados pela alteração na microbiota intestinal, e modificar essa alteração com o uso de probióticos pode ajudar no equilíbrio da flora intestinal.

Antiespasmódicos são comumente utilizados no tratamento da distensão abdominal e alguns estudos demonstraram que o óleo de hortelã-pimenta, considerado um agente espasmolítico, é eficaz na redução da distensão abdominal e inchaço.

Somente o médico poderá prescrever os medicamentos apropriados a serem utilizados, bem como outras estratégias de tratamento que podem ser realizadas conjuntamente, a fim de eliminar os sintomas de distensão abdominal.


Quando devo procurar um médico?

Gastro

Leve essa dúvida à consulta se a distensão abdominal e o inchaço persistirem por mais de 30 dias, e se isso estiver afetando a sua rotina, pois esses sintomas podem estar associados a outras doenças.

Não existe nenhum exame específico para distensão abdominal, mas o médico poderá realizar uma análise detalhada e alguns testes para excluir problemas ou doenças relacionadas a distensão abdominal.

SintomasQuando se preocupar
Distensão abdominal em lactentesSe o abdômen estiver visivelmente maior do que o normal ou se o bebê estiver com dificuldade para respirar, procure ajuda médica imediatamente.
Distensão abdominal em adultosSe a distensão abdominal for acompanhada de outros sintomas, como febre, náusea, vômito ou dor, procure ajuda médica imediatamente.

Não esqueça: Sintomas como perda de peso, anemia ou sangramento retal exigem investigação imediata e cautelosa!


Referências

MALAGELADA, J. et al. Bloating and abdominal distension: old misconceptions and current knowledge. American Journal of Gastroenterology, v. 112, n. 8, p. 1221-1231. 2017.

MARI, A. et al. Bloating and abdominal distension: Clinical approach and management. Advances in Therapy, v. 36, n. 5, p. 1075-1084. 2019.

SEO, A. Y. et al. Abdominal Bloating: Pathophysiology and Treatment. Journal of Neurogastroenterology and Motility, v. 19, n. 4, p. 433-453. 2013.

Fontes e leitura útil

  • NIDDK: gas in the digestive tract
  • Mayo Clinic: gas and gas pains

Arquivado em: Clínica Médica, Artigos, Sintomas de A-Z

Alterações celulares benignas no Papanicolau: o que significa

4 de janeiro de 2023 by Dra. Juliana Toma

“Alterações celulares benignas reativas ou reparativas com inflamação” descreve células do colo do útero que reagiram a uma irritação ou estão se renovando. Se a amostra foi satisfatória e esse é o único achado, o Papanicolau não identificou lesão precursora nem sinais de câncer no material examinado. A palavra “inflamação”, sozinha, também não indica qual seria a causa ou a necessidade de usar uma pomada.

Há duas informações que podem mudar o significado prático do resultado. Uma está no restante do laudo, especialmente se ele menciona atipias ou se a coleta fez parte da investigação de um teste de HPV positivo. A outra é o que está acontecendo com você. Um sangramento que se repete após a relação, por exemplo, merece investigação mesmo quando a citologia descreve apenas alterações benignas.

O que significam os termos do laudo?

TermoO que descreveComo interpretar
BenignasAs células observadas não têm aspecto de lesão precursora ou câncer.A descrição se refere à amostra e deve ser lida junto da conclusão.
ReativasA aparência das células mudou em resposta a um estímulo, como uma irritação local.Não identifica uma infecção específica.
ReparativasHá sinais de renovação ou cicatrização do tecido.Pode acompanhar a recuperação de uma inflamação.
InflamaçãoO material apresenta células inflamatórias ou alterações que costumam acompanhá-las.A causa e a necessidade de tratamento dependem dos demais achados.

O laboratório avalia as células que chegaram na lâmina ou no frasco. Se houver a expressão “negativo para lesão intraepitelial ou malignidade”, ela pode constar ao lado de “inflamação” sem contradição. Por outro lado, se a amostra foi classificada como insatisfatória, a leitura ficou prejudicada. Sangue ou inflamação intensa podem encobrir células, e às vezes o material contém poucas células para análise. Nesse caso, costuma ser necessária uma nova coleta.

Inflamação no Papanicolau é sinal de câncer?

A descrição de células benignas é tranquilizadora. Ela tem significado diferente de siglas como ASC-US e ASC-H, que indicam atipias de células escamosas, ou AGC, que indica atipias de células glandulares. LSIL e HSIL designam lesões intraepiteliais de baixo e alto grau. Se uma dessas expressões aparece na conclusão, o acompanhamento leva esse achado em conta, mesmo que o laudo também mencione inflamação.

Uma citologia alterada tampouco confirma câncer. Quando é preciso examinar melhor o colo, a colposcopia permite observar a superfície com aumento e escolher uma área para biópsia. A biópsia avalia um fragmento de tecido. É nesse tipo de exame que pode aparecer a sigla NIC, de neoplasia intraepitelial cervical, acompanhada do grau da lesão.

O que pode deixar as células inflamadas ou em reparação?

O revestimento do colo se renova e pode apresentar mudanças depois de atrito, de um procedimento local ou durante a cicatrização. Variações hormonais também influem. Após a menopausa, por exemplo, a mucosa pode ficar mais fina e seca. Esse aspecto, chamado atrofia, às vezes aparece no mesmo exame que a inflamação. Ele pode ajudar a explicar o desconforto, mas não esclarece sozinho um sangramento depois da menopausa.

Irritação por produtos ou medicamentos vaginais, relação sexual recente e uso de DIU podem ser informações relevantes na interpretação. A citologia, isoladamente, não identifica qual dessas situações causou a alteração nem indica retirar o DIU. Infecções que atingem a vagina ou o colo também entram entre as possibilidades. A causa fica mais clara quando se consideram os sintomas, o exame da região e, se necessário, testes específicos.

Quais sintomas mudam a interpretação?

SituaçãoO que pode estar acontecendoPróximo passo
Sem sintomas e sem outras alteraçõesInflamação inespecífica descoberta num exame de rotina.A periodicidade depende do método de rastreamento e do histórico.
Corrimento com odor persistenteVaginose, tricomoníase ou outra alteração vaginal.O exame da secreção pode distinguir causas com tratamentos diferentes.
Coceira, ardor ou vermelhidãoCandidíase, dermatite ou irritação.O aspecto da pele e da secreção ajuda a orientar o tratamento.
Sangramento após a relaçãoIrritação, pólipo, inflamação ou outra lesão do colo.Se persistir ou se repetir, o colo precisa ser examinado.
Dor no baixo ventre com febrePode indicar uma infecção que atingiu órgãos acima do colo do útero.Procurar atendimento no mesmo dia.

Coceira intensa com vermelhidão pode ocorrer na candidíase. O corrimento com odor diferente pode acompanhar vaginose bacteriana ou tricomoníase. Já a inflamação do colo, chamada cervicite, pode provocar corrimento com sangue ou sangramento ao contato e, em alguns casos, não causa sintomas. Nem o odor nem a presença de corrimento esverdeado identificam com segurança o microrganismo envolvido.

Quando é preciso tratar?

Quando a única alteração é inflamação inespecífica, a amostra é satisfatória e a pessoa está sem sintomas, em geral não há indicação de um medicamento por causa dessa frase. Um antifúngico age contra fungos. Ele não resolve secura vaginal, irritação de contato ou uma cervicite por clamídia. Quando há coceira ou corrimento recorrentes, distinguir essas causas ajuda a evitar várias tentativas com o mesmo produto.

Quando se identifica uma causa que exige tratamento, a conduta é dirigida a ela. Exames para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) têm indicações próprias, conforme a exposição e os achados no atendimento. Um Papanicolau que descreve células benignas não substitui esses testes. O início do sintoma em relação à menstruação, à relação sexual ou ao uso recente de antibiótico ou produto vaginal pode ajudar a escolher a investigação.

E se o teste de HPV for positivo?

O teste de DNA-HPV identifica tipos do vírus associados ao câncer do colo do útero. O Papanicolau examina o aspecto das células. Por isso, é possível detectar HPV e ter uma citologia com alterações apenas benignas. Também é possível ver inflamação na citologia sem ter feito um teste para o vírus. A maioria das infecções pelo HPV desaparece espontaneamente. O tipo detectado e a persistência da infecção ajudam a definir o próximo passo.

Na estratégia brasileira que começa pelo DNA-HPV, a detecção dos tipos 16 ou 18 indica colposcopia, mesmo que não haja sintomas. Se forem detectados apenas outros tipos de alto risco, o protocolo usa a citologia para decidir o seguimento. Quando essa citologia de triagem é negativa para atipias ou lesões, a diretriz prevê repetir o DNA-HPV em 12 meses. Um laudo benigno nessa situação não tem o mesmo intervalo de um primeiro teste de DNA-HPV negativo.

Quando repetir o exame se houver apenas alterações benignas?

Para pessoas com colo do útero, de risco habitual, de 25 a 64 anos, que já iniciaram atividade sexual e não têm sintomas, o intervalo de rotina depende de qual foi o primeiro exame. Onde o rastreamento já começa pelo teste molecular, um DNA-HPV oncogênico negativo em geral permite um intervalo de cinco anos enquanto a pessoa estiver na faixa de rastreamento.

Nos locais que ainda usam o Papanicolau como exame inicial, o intervalo habitual passa a três anos depois de dois exames consecutivos, feitos com intervalo de um ano, sem alterações sugestivas de lesão precursora. Inflamação inespecífica em amostra satisfatória não encurta o intervalo por si só. Quem está em acompanhamento por uma lesão anterior, já tratou uma lesão de alto grau ou tem imunossupressão pode seguir outro calendário.

Profissional de saúde conversa com uma mulher durante a consulta.

Uma cópia de um resultado anterior pode esclarecer, por exemplo, se a última citologia foi um exame de rotina ou se foi feita depois de um HPV positivo. Essa diferença ajuda a entender por que duas pessoas com a mesma frase no Papanicolau podem receber datas de retorno diferentes.

E se houver sangramento ou dor antes do próximo exame?

Sangramento depois da menopausa, sangramento repetido depois da relação ou fora do período menstrual e dor durante a relação que persiste são motivos para procurar avaliação antes da data do próximo preventivo. Corrimento persistente ou feridas genitais também podem precisar de exame específico. A investigação procura a origem da queixa, inclusive causas benignas que o Papanicolau não consegue distinguir. Se houver dor no baixo ventre com febre, a avaliação deve ocorrer no mesmo dia pela possibilidade de infecção pélvica.

Referências

  • INCA — termos usados nos laudos de citologia do colo do útero
  • INCA — diretrizes brasileiras de rastreamento com DNA-HPV (PDF)
  • INCA — detecção precoce e intervalos de rastreamento
  • INCA — sinais e sintomas do câncer do colo do útero
  • Ministério da Saúde — corrimentos e cervicite
  • Ministério da Saúde — doença inflamatória pélvica
  • National Cancer Institute — como interpretar o Papanicolau e o teste de HPV
  • National Cancer Institute — exames de rastreamento do colo do útero

Arquivado em: Ginecologia e Obstetrícia

Eosinófilos baixos: como interpretar no hemograma

4 de janeiro de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

O que é

Trata-se de uma baixa nas células pertencentes ao grupo dos leucócitos (células brancas), a qual pode sugerir uma patologia chamada eosinopenia.

Mapa clínico: eosinófilos baixos no hemograma

Em resumo: eosinófilos baixos isolados muitas vezes têm pouca relevância clínica, porque esses leucócitos já circulam em baixa quantidade. A interpretação melhora quando se olha o hemograma completo, sintomas, uso de corticoide, estresse agudo, infecções e exames anteriores.

Diagrama para interpretar eosinófilos baixos com valor absoluto, outros leucócitos, sintomas e medicamentos.
O valor absoluto costuma ser mais útil que o percentual isolado.
Fluxo visual sobre quando valorizar eosinófilos baixos: várias células alteradas, corticoide, infecção e sintomas.
A pergunta central é se há outros achados no exame ou na história.
AchadoLeitura possívelO que perguntar
Eosinófilos baixos isoladosPode ser variação sem significado importante.Havia sintomas ou foi check-up?
Uso de corticoidePode reduzir eosinófilos temporariamente.Qual dose, via e duração?
Outras células alteradasO hemograma passa a exigir leitura mais ampla.Há anemia, plaquetas baixas ou leucócitos alterados?
  • Compare com hemogramas antigos quando disponíveis.
  • Leve lista de remédios, inclusive corticoides orais, injetáveis, inalados ou cremes fortes.
  • Procure orientação se houver febre persistente, perda de peso, infecções repetidas ou várias alterações no hemograma.

O objetivo prático é reduzir o susto com o laudo, mas sem banalizar sintomas. Resultado de sangue precisa de motivo do pedido e exame completo.

Para continuar no tema: Exames | Clínica médica

O que muda a interpretação

ElementoPor que olhar
Valor de referênciaCada laboratório pode apresentar faixas próprias; estar fora da faixa nem sempre significa urgência.
TendênciaSubir, cair ou persistir alterado pode ser mais informativo do que um número único.
SintomasDor, febre, perda de peso, sangramento, falta de ar ou fraqueza mudam a prioridade.
MedicamentosAlguns remédios e suplementos alteram exames ou confundem a leitura.
Motivo do pedidoRastreamento, investigação e acompanhamento têm interpretações diferentes.

Leve estas informações

  • Resultado completo, não apenas o item alterado.
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Se você fez exame por conta própria, evite iniciar tratamento apenas pelo número. A etapa mais segura é entender por que o exame foi pedido e o que precisa ser confirmado.

A eosinopenia se refere a baixa concentração dos eosinófilos que são células de defesa sanguíneas contra patógenos e parasitas, isso pode denotar que o paciente está com a imunidade abaixo do esperado e se faz necessária atenção clínica.

EosinófilosDefiniçãoFunção
EosinófilosUm tipo de glóbulo branco envolvido na resposta imune. É maior que um neutrófilo, sendo caracterizado por sua coloração vermelho-alaranjado brilhante quando corado com eosina.Os eosinófilos desempenham um papel na resposta imune do corpo atacando parasitas, alérgenos e qualquer outra coisa que eles reconheçam como estranhos. Eles também ajudam a regular a inflamação e podem ajudar a reparar danos nos tecidos.

Causas

As causas podem ser patológicas ou medicamentosas, pode se dar pelo uso de corticóides, pacientes com pneumonia, meningite, estresse, Síndrome de Cushing, anemia, doenças autoimunes, entre outras.

CausaDescrição
InfecçãoA infecção causada por bactérias ou vírus pode levar o sistema imunológico do corpo a atacar os eosinófilos, causando uma diminuição em seu número.
Reações alérgicasReações alérgicas graves, como anafilaxia, também podem levar à diminuição do número de eosinófilos. Isso ocorre porque o corpo libera substâncias químicas, chamadas histaminas, que levam à destruição dos eosinófilos.
HIV ou AIDSPessoas infectadas com HIV ou AIDS podem apresentar uma diminuição no número de eosinófilos, pois o vírus pode atacá-los e destruí-los.
CâncerO câncer também pode levar a uma diminuição no número de eosinófilos, pois as células cancerígenas podem atacá-los e destruí-los.
DrogasCertos medicamentos, como drogas quimioterápicas, também podem levar a uma diminuição no número de eosinófilos.

Sintomas

Por norma, não são apresentados sintomas definidos, mas para os pacientes com problemas nas células de defesa, geralmente ocorrem infecções recorrentes se a causa não estiver associada a uma patologia. Em decorrência da baixa defesa do organismo, o paciente fica mais suscetível a contrair infecções.

Tratamento

O corpo humano tende a equilibrar o número de células de defesa em seu estado saudável, mas é importante consumir alimentos com baixo teor de gordura, manter uma hidratação adequada e uma nutrição ajustada às características individuais.

O tratamento envolve encontrar a causa para então tratar o problema.


O que são eosinófilos?

Os eosinófilos são células de defesa sanguíneas que fazem parte do grupo dos leucócitos, sendo então também considerados um tipo de glóbulos brancos.

A principal função dos eosinófilos é atuar no apoio a defesa do organismo contra os patógenos que estão presentes em praticamente todos os lugares e podem causar doenças, auxiliando também o sistema imunológico a combater patologias e infecções que possam acometer os pacientes.

Mesmo aos pacientes que não estão em grupos de risco, existe uma condição clínica chamada de eosinopenia que pode acometer qualquer pessoa em qualquer faixa etária, se trata de uma condição clínica caracterizada pela baixa concentração de eosinófilos na corrente sanguínea, se fazendo então uma questão de extrema importância e gerando um alerta para que se façam acompanhamentos clínicos regulares a fim de que se previnam condições como essa.


Eosinófilos baixos em doenças autoimunes

É importante ressaltar que aos pacientes que sofrem de alergias crônicas e frequentes ou pacientes acometidos por doenças autoimunes – e portanto que fazem uso recorrente de corticóides -, a sua contagem de eosinófilos pode ser mais baixa, mas ainda assim os limites devem ser respeitados para que a conduta clínica mais coerente seja tomada.

Ainda que haja uma patologia que por consequência faça com que se altere a contagem de eosinófilos, é importante que o médico esteja ciente para que medidas sejam tomadas e não ocorram prejuízos clínicos.

Os eosinófilos estão presentes na corrente sanguínea em um valor chamado de valor absoluto, sua concentração é de aproximadamente 40 a 500 células/µL presentes na corrente sanguínea e seu valor relativo refere-se a uma porcentagem que varia de 1% e chega até 5% – quando comparados às outras células no leucograma.


Como avaliar o nível de eosinófilos – leucograma

O leucograma se trata de um exame onde a quantidade de células brancas presentes no sangue é quantificada para que o médico possa avaliar clinicamente a condição do paciente, o leucograma é um exame simples e faz parte da.

Os valores apresentados são valores médios e cada instituição definirá os parâmetros numéricos para os resultados, podendo sofrer alterações sutis no valor de referência.

Nem sempre os resultados de exames que indicam um baixo nível de eosinófilos querem dizer que o paciente está com alguma patologia.


Causas de diminuição

Como citado acima, o número de eosinófilos também decresce em algumas situações, como com o uso de alguns medicamentos (a exemplo temos os corticóides) consequentemente fazendo com que haja considerável diminuição da imunidade.

Em relação à condição clínica denominada de eosinopenia, ela acontece quando a contagem de eosinófilos está abaixo dos níveis mínimos.

Essa condição também pode ocorrer se o paciente estiver com infecções de origem bacteriana, como meningite e também pneumonia.

Em se tratarem de infecções bacterianas mais agravadas, os glóbulos brancos tendem a tentar combater as células de defesa (neste caso, os neutrófilos) e isso faz com que outros tipos de células (como os eosinófilos) baixem sua concentração.


Outras causas

Existem estudos que demonstram que a eosinopenia pode ser ocorrer também devido a outras condições, como: anemia perniciosa, leucemia (não são produzidas células em quantidade suficiente), queimaduras, doenças autoimunes (como lúpus), síndrome de Cushing, convulsões, infecções por alguns vírus, ou acontecer após cirurgias, por exemplo.

Quando se fala em tratamentos para indicadores sanguíneos, nem sempre é necessário focar apenas em medicamentos e tratamentos farmacológicos.

dieta-6

Ter uma dieta saudável, com diversificação alimentar de frutas, vegetais e oleaginosas, fazer exercícios regulares, dormir quantidades suficientes de horas e abandonar hábitos nocivos à saúde fazem com que a concentração de eosinófilos se estabilize, ajudando o sistema imunológico, estudos denotam que as calorias ingeridas por meio de alimentos saudáveis fazem com que as toxinas sejam eliminadas, associando também a uma hidratação adequada.

Por que é importante realizar acompanhamento médico?

O mais importante é que os acompanhamentos clínicos sejam feitos e quando houverem sintomas diferentes dos habituais, como: problemas de saúde recorrentes, dores incomuns, febre e outros desconfortos o paciente relate ao médico para que na anamnese possam ser direcionadas as opções diagnósticas e a investigação seja bem direcionada;

Cortisol e eosinófilos no hemograma

Um fato importante é que o cortisol (também conhecido como “hormônio do estresse”) diminui os níveis de eosinófilos no sangue.

Fazendo com que as outras células também de defesa destruam os eosinófilos e por consequência, diminuindo sua produção.

Quais são os exames de sangue necessários para checar os níveis de eosinófilos?

Quando os exames de sangue, como o leucograma, são solicitados pelo médico, o mesmo fará uma análise considerando todo o histórico do paciente para que o tratamento seja iniciado, como foi citado acima, alguns pacientes estão acometidos por patologias que acabam causando a diminuição destas células de defesa e de maneira prática, é importante que a patologia em tratamento seja curada para que então os eosinófilos sejam a próxima prioridade de tratamento.

O que fazer quando houver sintomas diferentes?

Todos os sintomas devem ser mencionados e sob hipótese alguma, o paciente deve se automedicar sem o consentimento clínico.

Automedicação e alterações no hemograma

A automedicação é uma das causas do agravamento de várias patologias, afinal, o uso de medicamentos inadequados podem atenuar os sintomas sentidos, mas agravar o problema e torná-lo mais difícil de ser solucionado.

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  • Radiologia

Fontes úteis

  • MedlinePlus: como entender resultados de exames
  • MedlinePlus: testes médicos

Fontes de apoio: MedlinePlus: contagem de eosinófilos | MedlinePlus: distúrbios eosinofílicos

Arquivado em: Artigos

Síndrome do Túnel Cubital: O que é? Causas, Sintomas e Tratamentos

4 de janeiro de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Fatos importantes

  • A Síndrome do Túnel Cubital é uma compressão do nervo ulnar, localizado no cotovelo.
  • A compressão do nervo pode causar dor, dormência e/ou formigamento no antebraço e na mão.
  • A causa mais comum da Síndrome do Túnel Cubital é a flexão prolongada do cotovelo.
  • O diagnóstico da síndrome do túnel cubital geralmente é feito por meio de exame físico, eletromiografia e/ou estudos de condução nervosa.
  • O tratamento para a síndrome do túnel cubital inclui opções não cirúrgicas e cirúrgicas.

Mapa clínico: túnel cubital comprime o nervo ulnar e muda força fina da mão

Em resumo: síndrome do túnel cubital acontece quando o nervo ulnar sofre compressão ou irritação no cotovelo. Pode causar formigamento no dedo mínimo e anelar, dor no cotovelo, piora ao dobrar o braço, perda de força e dificuldade com pinça ou objetos pequenos.

Diagrama da síndrome do túnel cubital com cotovelo dobrado, formigamento no dedo mínimo e perda de força fina.
O padrão nos dedos ajuda a diferenciar de outras compressões.
Fluxo visual de ajustes no túnel cubital com evitar apoio no cotovelo, dormir sem flexão extrema e avaliar força.
Fraqueza ou atrofia exigem avaliação mais rápida.
SintomaO que sugerePróximo passo
Formigamento no mínimo e anelarIrritação do nervo ulnar.Ajustar postura e avaliar.
Piora com cotovelo dobradoCompressão no túnel cubital.Evitar flexão prolongada.
Fraqueza ou perda de massaDéficit motor.Consulta especializada.
  • Observe quais dedos formigam e se piora ao telefone, dirigir, dormir ou apoiar o cotovelo.
  • Evite apoiar o cotovelo duro por longos períodos e reduza flexão prolongada.
  • Procure avaliação se houver fraqueza, queda de objetos, atrofia, dor intensa ou sintomas persistentes.

Nota de segurança: eletroneuromiografia pode ajudar quando há dúvida, gravidade maior ou planejamento de tratamento.

Para continuar no tema: Ortopedia | Túnel do carpo | Túnel do tarso | Formigamento nas mãos

Introdução

A síndrome do túnel cubital é uma condição nervosa causada pela compressão do nervo ulnar no braço. Geralmente é causada por uma combinação de fatores, incluindo flexão repetitiva do cotovelo, pressão direta sobre o nervo e um problema anatômico subjacente[1].

Os sintomas da Síndrome do Túnel Cubital podem incluir dormência, formigamento, dor e fraqueza na mão e nos dedos. O tratamento dessa condição pode envolver modificações no estilo de vida, talas, medicamentos e cirurgia.

O tratamento da Síndrome do Túnel Cubital visa eliminar a causa da compressão do nervo. Isso pode envolver repouso e o uso de uma tala para manter o cotovelo em uma posição reta durante o sono. Em determinadas situações, medicamentos podem ser prescritos para reduzir a inflamação e a dor. A cirurgia pode ser uma opção se outros tratamentos não fornecerem alívio[2].

Definição:Uma neuropatia de compressão do nervo ulnar no cotovelo.
Causa:A compressão do nervo ulnar ocorre quando ele é esticado demais ou por muito tempo no túnel cubital, o espaço entre o úmero e a ulna.
Sintomas:Formigamento, dormência, dor e/ou fraqueza no cotovelo, antebraço, mão e/ou quarto e quinto dedos.
Tratamento:Fisioterapia, imobilização, medicamentos e/ou cirurgia.

O objetivo da cirurgia é liberar a pressão sobre o nervo cortando os ligamentos e os músculos que o estão comprimindo.

Importante procurar atendimento médico para a Síndrome do Túnel Cubital o mais rápido possível para evitar danos permanentes nos nervos.

Diagnóstico precoce, tratamento e modificações no estilo de vida podem ajudar a reduzir os sintomas e prevenir futuros episódios.

Sintomas

sindrome tunel cubital
  • Formigamento ou dormência nos dedos anelar e mínimo: a síndrome do túnel cubital pode causar uma sensação de formigamento ou dormência nos dedos anelar e mínimo do braço afetado[3].
  • Dor no cotovelo: A dor no cotovelo é um sintoma comum da síndrome do túnel cubital. Pode ser sentida como uma dor aguda, ardente ou aguda.
  • Fraqueza na mão: Fraqueza na mão e dificuldade em agarrar e segurar objetos podem ser experimentados com a síndrome do túnel cubital.
  • Perda de massa muscular na mão: em casos graves de síndrome do túnel cubital, pode ocorrer perda de massa muscular na mão.
  • Dor ou fraqueza ao flexionar o cotovelo: dor ou fraqueza podem ser sentidas ao flexionar o cotovelo, como quando você levanta algo pesado.
  • Inchaço no cotovelo: o inchaço no cotovelo pode ser observado em pessoas com síndrome do túnel cubital.
  • Dor que irradia para o braço: a dor no cotovelo pode irradiar para o braço e antebraço.
  • Frio no braço afetado: Frio no braço afetado pode ser sentido, com sensação de alteração da temperatura local.
Sintoma
Dormência no anelar e nos dedos mínimos
Dor na região do cotovelo
Fraqueza na mão
Sensação de formigamento nos dedos anelar e mínimo
Dificuldade em usar a mão

Causas comuns da síndrome do túnel cubital

  • Trauma direto no cotovelo: Um golpe direto na área do cotovelo pode causar inflamação do nervo ulnar, levando à síndrome do túnel cubital.
  • Flexão repetitiva do cotovelo: Dobrar constantemente o cotovelo pode fazer com que o nervo fique comprimido, levando à síndrome do túnel cubital.
  • Fraturas ou luxação do cotovelo: Fraturas perto do cotovelo ou um cotovelo deslocado podem fazer com que o nervo fique comprimido.
  • Osteoartrite: A osteoartrite do cotovelo pode causar inchaço e inflamação do nervo ulnar.
  • Tumor: Tumores próximos ao cotovelo podem causar a compressão do nervo ulnar.
  • Cistos: Cistos próximos ao cotovelo podem fazer com que o nervo fique comprimido.
  • Hiperextensão do cotovelo: A hiperextensão do cotovelo pode causar compressão do nervo.
  • Obesidade: A obesidade pode causar aumento da pressão no nervo ulnar levando à síndrome do túnel cubital.

Diagnóstico

A Síndrome do Túnel Cubital é geralmente diagnosticada por um médico ortopedista ou neurologista. O diagnóstico é feito através da realização de um exame físico ortopédico e neurológico, e de uma história médica detalhada. O exame físico incluirá o exame do cotovelo, antebraço e ombro, além de testar a força dos músculos do braço[4].

O paciente também pode ser solicitado a realizar certos movimentos que podem ajudar o médico a diagnosticar a condição. Um estudo de condução nervosa e uma eletromiografia também podem ajudar a diagnosticar a condição.

Testes de imagem, como raios-X e ressonância magnética, podem ser usados ​para ajudar a detectar quaisquer causas subjacentes da doença, como um esporão ósseo ou estreitamento do túnel cubital. Um ultrassom também pode ser usado para medir o tamanho do nervo mediano, o que pode ajudar a confirmar o diagnóstico[5].

Em raros casos, uma biópsia do nervo também pode ser realizada. Isso envolve a coleta de uma pequena amostra de tecido nervoso para análise quanto a quaisquer sinais de lesão ou dano. Este teste é geralmente feito apenas se outros testes forem inconclusivos ou se o médico suspeitar de outras condições subjacentes.

ExameDescrição
Teste de TinelToque ao longo do nervo ulnar no cotovelo para avaliar a dor, formigamento ou dormência.
Teste de compressãoAplicar pressão no nervo ulnar para avaliar dor, formigamento ou dormência.
Manobra de PhalenFlexionar os pulsos por sessenta segundos para avaliar a dor, formigamento ou dormência.
EletroneuromiografiaAvaliação da atividade elétrica dos músculos e velocidade de condução nervosa. Utilizado em caso de dúvidas diagnósticas.

Diagnóstico Diferencial da Síndrome do Túnel Cubital

  • Síndrome do Túnel do Carpo: A síndrome do túnel do carpo é causada pela compressão do nervo mediano no punho. Causa formigamento e dormência na mão e nos dedos.
  • Compressão do nervo ulnar: O aprisionamento do nervo ulnar ocorre quando o nervo ulnar é comprimido no cotovelo. Causa dormência, formigamento, dor e fraqueza na mão e nos dedos.
  • Síndrome do Desfiladeiro Torácico: Causada pela compressão dos nervos e vasos sanguíneos no desfiladeiro torácico. Causa dormência e formigamento nos dedos e no ombro.
  • Síndrome do Túnel Radial: Causada pela compressão do nervo radial no antebraço. Causa dor e fraqueza no braço e na mão.
  • Tendinite: A tendinite é a inflamação dos tendões devido ao uso excessivo ou lesão. Causa dor e inchaço na área afetada.
  • Artrite: Artrite é a inflamação das articulações que pode causar dor, rigidez e inchaço. Pode afetar qualquer articulação do corpo.
  • Lesão de ligamentos: Lesões de ligamentos podem causar dor, inchaço e instabilidade na área afetada. Pode ocorrer em qualquer articulação do corpo.
  • Bursite: A bursite é a inflamação das bursas, pequenos sacos cheios de líquido que amortecem as articulações. Pode causar dor e inchaço na área afetada.

Possibilidades iniciais de tratamento

A síndrome do túnel cubital pode ser tratada com uma variedade de tratamentos iniciais. Um tratamento comum é usar uma tala ou órtese à noite, o que pode ajudar a manter o cotovelo em uma posição reta e evitar a pressão que causa os sintomas[6].

Outras opções de tratamento incluem evitar atividades que exerçam pressão sobre o cotovelo, exercícios de alongamento ou fortalecimento para melhorar o equilíbrio muscular ou tomar medicamentos anti-inflamatórios não esteróides para reduzir a dor e a inflamação. É importante consultar um médico para decidir qual opção de tratamento é melhor para o seu caso específico.

Se esses tratamentos não aliviarem os sintomas, o médico pode recomendar fisioterapia, terapia ocupacional ou cirurgia.


Importância da Fisioterapia na Reabilitação

  1. Diminuir a dor: a fisioterapia pode ajudar a reduzir a dor associada à síndrome do túnel cubital. Isso pode ser alcançado por meio de exercícios de alongamento e fortalecimento que visam a área afetada. Além disso, modalidades como estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) ou terapia a laser de baixa intensidade podem ser usadas para reduzir a inflamação e melhorar os níveis de dor.
  2. Melhorar a amplitude de movimento: a fisioterapia pode melhorar a amplitude de movimento do braço, antebraço e cotovelo afetados. Isso é feito por meio de uma variedade de exercícios e alongamentos desenvolvidos para melhorar a flexibilidade e restaurar a amplitude de movimento normal.
  3. Melhorar a força: auxilia na melhora a força dos músculos que sustentam o cotovelo. Isso é importante para manter o alinhamento e a estabilidade adequados da articulação do cotovelo, diminuindo o risco de novas lesões. Exercícios isométricos, isotônicos e excêntricos podem ser usados.
  4. Melhorar a circulação local: pode ajudar a melhorar a circulação na área afetada, ajudando a reduzir a inflamação e acelerar o processo de cicatrização. Isso é feito por meio de várias modalidades, como ultrassom e estimulação elétrica, que podem aumentar o fluxo sanguíneo para a área.
  5. Prevenir a recorrência: A fisioterapia pode ajudar a prevenir a recorrência da síndrome do túnel cubital, fortalecendo os músculos e melhorando a flexibilidade da área afetada. Isso pode ajudar a reduzir o risco de lesões futuras, bem como melhorar a função geral e a qualidade de vida.

Vou precisar de cirurgia?

A cirurgia pode ser recomendada se outros tratamentos não melhorarem os sintomas.

A cirurgia pode envolver a liberação do ligamento transverso do carpo, que ajuda a descomprimir o nervo ulnar.

Medicamentos para tratamento da síndrome do túnel cubital

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): esses medicamentos funcionam para reduzir a inflamação e a dor associada.
  • Analgésicos: analgésicos como dipirona e paracetamol podem ser utilizados para alívio da dor, e facilitar a recuperação.
  • Corticosteróides: esses medicamentos agem para reduzir a inflamação e podem ser tomados por via oral ou injetados diretamente no local da lesão.
  • Relaxantes musculares: esses medicamentos relaxam os músculos, o que pode reduzir a pressão sobre os nervos e ajudar a aliviar a dor.

Prevenção

A síndrome do túnel cubital é causada por movimentos repetitivos do cotovelo, como inclinação prolongada sobre o cotovelo, dobra frequente do cotovelo e manutenção do cotovelo na mesma posição.

Para prevenir a síndrome do túnel cubital, é importante limitar a quantidade de tempo gasto apoiando-se no cotovelo e evitar dobrar e manter o cotovelo frequentemente na mesma posição.

Também é recomendado o uso de órteses ou talas de cotovelo ao realizar atividades que exijam flexão repetitiva ou manutenção do cotovelo na mesma posição. Além disso, manter um estilo de vida saudável e manter os músculos do cotovelo fortes pode ajudar a prevenir a síndrome do túnel cubital.

Também é importante reduzir o estresse no cotovelo, evitando atividades que exijam muito movimento ou pressão do cotovelo. Por exemplo, evitar atividades que exijam levantamento de peso ou carregar objetos pesados ​pode ajudar a reduzir o risco de síndrome do túnel cubital.

Além disso, o uso de equipamentos ergonômicos, como cadeiras ajustáveis, teclados de computador e mouse pads, pode ajudar a reduzir o risco de síndrome do túnel cubital.

Qual ​é o prognóstico da síndrome do túnel cubital?

A síndrome do túnel cubital é um tipo de distúrbio de compressão do nervo que afeta o nervo ulnar quando ele passa pela articulação do cotovelo. O prognóstico da síndrome do túnel cubital pode variar dependendo da gravidade da condição e da causa subjacente.

Nos casos em que a função nervosa não é significativamente afetada, as pessoas podem se beneficiar de tratamentos conservadores, como modificações em suas atividades diárias, talas e fisioterapia. Nos casos em que a função do nervo é significativamente prejudicada, a cirurgia pode ser necessária para reduzir a pressão sobre o nervo e melhorar os sintomas.

Em determinadas situações, o prognóstico para a síndrome do túnel cubital é bom. Com tratamento adequado, os sintomas da doença podem ser controlados e o nervo ulnar pode ser preservado. Estudos de condução nervosa (eletroneuromiografia) podem ajudar a monitorar o progresso da condição e do tratamento.

Nos casos em que a função do nervo é significativamente prejudicada, a cirurgia pode ser necessária para evitar mais danos ao nervo e restaurar a função do nervo.

Fontes úteis

Referências citadas6 fontes
  1. 1.
    Assmus H, Antoniadis G, Bischoff C, Hoffmann R, Martini AK, Preissler P, Scheglmann K, Schwerdtfeger K, Wessels KD, Wüstner-Hofmann M. Cubital tunnel syndrome–a review and management guidelines. Central European Neurosurgery-Zentralblatt für Neurochirurgie. 2011 May;72(02):90-8.
    Voltar [1]
  2. 2.
    Staples JR, Calfee R. Cubital tunnel syndrome: current concepts. JAAOS-Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons. 2017 Oct 1;25(10):e215-24.
    Voltar [2]
  3. 3.
    Nakashian MN, Ireland D, Kane PM. Cubital tunnel syndrome: current concepts. Current Reviews in Musculoskeletal Medicine. 2020 Aug;13(4):520-4.
    Voltar [3]
  4. 4.
    Matev B. Cubital tunnel syndrome. Hand Surgery. 2003 Jul;8(01):127-31.
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  5. 5.
    Okamoto M, Abe M, Shirai H, Ueda N. Diagnostic ultrasonography of the ulnar nerve in cubital tunnel syndrome. Journal of Hand Surgery. 2000 Oct;25(5):499-502.
    Voltar [5]
  6. 6.
    Boone S, Gelberman RH, Calfee RP. The management of cubital tunnel syndrome. The Journal of hand surgery. 2015 Sep 1;40(9):1897-904.
    Voltar [6]

Fontes de apoio: AAOS: ulnar nerve entrapment at the elbow | MedlinePlus: ulnar nerve dysfunction

Arquivado em: Ortopedia, Medicina Esportiva, Neurologia

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