Blog da Saúde

Informações sobre cuidados com a saúde

  • Sintomas
  • Doenças
  • Tratamentos
  • Exames e Medicamentos
  • Especialistas
  • Guias

Arquivos para 31 de agosto de 2022

Dor no lado esquerdo da barriga: causas e alertas

31 de agosto de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Dor deve ser entendida pelo padrão: local exato, início, irradiação, movimento que piora, repouso, trauma, febre, perda de força, formigamento e impacto funcional. O diagnóstico vem antes de escolher remédio, exercício, infiltração ou imagem.

Dores no lado esquerdo da barriga não costumam ser sinal de grandes problemas de saúde. Aqui estão algumas possíveis causas, como tratar e quando pode ser necessário buscar por ajuda médica.

Sentir dor em um lado específico da barriga pode ser um sinal de algumas diferentes condições ou problemas de saúde.

Na maioria das vezes, as dores apresentadas na lateral da barriga podem estar relacionadas a casos de leves condições gastrointestinais, como é o caso de prisões de ventre, excesso de gases ou má digestão, não representando grandes problemas de saúde.

Entretanto, também é possível que em alguns casos essas dores estejam associadas a condições que necessitam de certa atenção médica, como é o caso de pedras nos rins e da diverticulite.

Além destas, também é possível que a dor em um lado específico da barriga seja sinal de ovulação ou cólicas menstruais nas mulheres, sendo necessária certa atenção e cuidado ginecológico caso se tratem de dores muito fortes e recorrentes, podendo representar casos de endometriose ou cistos no ovário.

As causas de dores no lado esquerdo da barriga orientam o tratamento e a necessidade de atendimento.

Algumas das possíveis causas da dor no lado esquerdo ou direito da barriga incluem:

1. Prisão de ventre, má digestão e/ou gases

prisao-de-ventre-ma-digestao-gases-dor-no-lado-esquerdo-da-barriga

Nos casos associados a prisão de ventre, má digestão ou gases, as dores na lateral da barriga costumam ocorrer como fisgadas ou pontadas, não sendo muito fortes e estando associadas com alguns outros sintomas, como inchaços, sensação de queimação e de peso na região da barriga, enjoos, arrotos e gases.

Algumas opções para aliviar os sintomas nestes casos sintomas incluem:

  • Aumentar a ingestão de água
  • Manter uma alimentação mais leve e com ênfase em alimentos de fácil digestão como alguns tipos de cereais, frutas, legumes e vegetais
  • Tomar chás como de hortelã, boldo ou erva-doce, conhecidos por auxiliarem no processo de digestão.

2. Diverticulite

diverticulite-dor-do-lado-esquerdo-da-barriga

A diverticulite é a inflamação e/ou infecção dos divertículos do cólon, bolsas que podem se formar com o passar da idade nas paredes da parte central do intestino grosso.

Além do avanço natural da idade, o surgimento e possível inflamação ou infecção destes divertículos pode ocorrer principalmente devido à prisão de ventre e a recorrência de uma dieta com baixa ingestão de fibras e água.

Um dos sintomas mais comuns de diverticulite é exatamente a dor no lado esquerdo da barriga, que pode ser acompanhada de outros sintomas, como constipação, diarreia, febre e perda de apetite.

O tratamento para a diverticulite é realizado com a ajuda de um médico gastroenterologista, e costuma incluir a administração de medicamentos antibióticos e de ação anti-inflamatória, além de possíveis alterações na dieta, aumentando o consumo de fibras na alimentação e a ingestão de água.

3. Pedra nos rins

calculo-renal

Uma causa relativamente comum de dores na região da barriga, as pedras nos rins (também chamados de cálculos renais) são pequenos cristais que se formam dentro dos rins, podendo causar dores e desconfortos extremamente fortes ao se movimentarem ou serem expelidos pelo corpo.

Além de dores na barriga, um sintoma muito comum é a dor no fundo das costas, febre alta, sensação de náusea e urina em coloração avermelhada.

Caso haja suspeita de pedras nos rins, é recomendado que se busque por ajuda médica, prosseguindo assim com os devidos medicamentos e intervenções necessárias, que podem incluir a espera pela expulsão natural do cristal e a administração de medicação intravenosa e até mesmo cirúrgica em casos mais graves.

4. Dores relacionadas ao período fértil ou menstrual da mulher

dores-abdominais-em-mulheres

Nas mulheres, a dor em algum lado específico da barriga pode ocorrer devido a algumas possibilidades adicionais em relação aos homens, uma vez que envolvem o sistema reprodutor feminino.

As cólicas menstruais e a ovulação são as causas mais comuns de dores em algum lado da barriga, porém, algumas outras possibilidades incluem:

  • Cisto no ovário: uma condição relativamente comum nas mulheres, os cistos no ovário são bolsas sólidas ou cheias de líquido que crescem na superfície ou dentro de um ou em ambos os ovários. Podem ser indolores e desaparecer naturalmente, ou causarem dores abdominais e necessitarem de intervenção médica.
  • Endometriose: também considerado um distúrbio comum nas mulheres, a endometriose ocorre devido ao crescimento anormal do endométrio, o tecido que reveste internamente o útero. Os tratamentos são variados, podendo ou não incluir intervenção cirúrgica, sendo recomendado que caso haja suspeita de endometriose, a ajuda ginecológica seja buscada.

Quando procurar ajuda médica pode ser necessário?

Alguns sinais de que pode ser necessário buscar ajuda médica em casos de dores no lado esquerdo da barriga incluem:

  • Dores persistentes e muito fortes
  • Caso venha acompanhada de fortes dores nas costas
  • Sangramentos vaginais
  • Urina avermelhada
  • Náusea e enjoo persistentes
  • Febre acima de 38°C.

Fontes úteis

  • MedlinePlus
  • WHO: temas de saúde
  • Ministério da Saúde

Arquivado em: Clínica Médica

Anti-inflamatório para sinusite: quando é indicado?

31 de agosto de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá

Anti-inflamatório pode aliviar dor facial, pressão e dor de cabeça em alguns quadros de sinusite, mas não trata necessariamente a causa. Sinusite pode ser viral, alérgica, inflamatória, bacteriana ou crônica. A decisão correta começa por duração, intensidade, febre, secreção, piora depois de melhora, histórico de rinite/asma e riscos de anti-inflamatórios.

O remédio depende do tipo de rinossinusite

Grande parte dos quadros começa como resfriado viral e melhora com medidas de suporte. Anti-inflamatórios podem reduzir dor e inflamação percebida, mas não encurtam necessariamente a infecção viral e não substituem antibiótico quando há critérios de sinusite bacteriana provável.

O ponto decisivo é o padrão temporal. Sintomas leves a moderados nos primeiros dias sugerem resfriado ou rinossinusite viral. Sintomas persistentes por mais de 10 dias sem melhora, febre alta com secreção purulenta e dor facial importante, ou piora após uma melhora inicial podem aumentar a suspeita de infecção bacteriana.

PadrãoO que sugereO que muda
Até poucos dias, com coriza e mal-estarViral comum.Controle de sintomas e observação.
Espirros, coceira, olho irritadoRinite alérgica associada.Tratamento nasal/alérgico pode ser central.
Mais de 10 dias sem melhorarBacteriana entra no diferencial.Avaliar antibiótico conforme contexto.
Melhora e depois piora“Dupla piora”.Aumenta necessidade de avaliação.

Quem deve ter cautela com anti-inflamatório

Ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco e outros anti-inflamatórios podem irritar estômago, piorar pressão, afetar rim, aumentar risco de sangramento e interagir com anticoagulantes, corticoides, alguns antidepressivos e anti-hipertensivos. Pessoas com doença renal, úlcera, insuficiência cardíaca, hipertensão mal controlada, uso de anticoagulante, gestação ou idade avançada precisam de margem maior de segurança.

Alivia sintoma: pode reduzir dor e pressão.
Não define causa: viral, alérgica e bacteriana são diferentes.
Risco individual: rim, estômago e pressão entram na escolha.
Tempo guia: duração e “dupla piora” mudam a conduta.

O que costuma ajudar junto

Lavagem nasal com soro, hidratação, controle de alergia quando presente, repouso proporcional e analgésico seguro para o perfil da pessoa podem ser mais importantes que insistir em anti-inflamatório. Descongestionantes, corticoide nasal e antibiótico têm indicações próprias; usar tudo ao mesmo tempo pode aumentar efeito adverso sem melhorar o diagnóstico.

Em sinusite recorrente ou crônica, é útil investigar rinite, desvio de septo, pólipos, asma, refluxo, tabagismo, imunidade e exposição ocupacional. Nesses casos, repetir anti-inflamatório a cada crise raramente resolve o problema central.

Dor dentária superior e mau cheiro persistente também podem apontar causa odontológica.

Procure avaliação mais rápida se houver inchaço ao redor dos olhos, alteração visual, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, confusão, febre persistente, imunossupressão, dor facial muito forte ou sintomas que pioram apesar de tratamento adequado.

AINEs, como ibuprofeno, naproxeno ou nimesulida em países onde é usada, têm riscos para estômago, rins, pressão, coração e sangramento. Eles podem ser inadequados em quem tem gastrite/úlcera, doença renal, anticoagulante, pressão alta descompensada, insuficiência cardíaca, gestação ou alergia a anti-inflamatórios.

O que define se é só alívio ou avaliação

SituaçãoInterpretaçãoConduta
Menos de 10 dias, com sintomas de resfriadoFrequentemente viral.Medidas de suporte e observação conforme evolução.
Piora depois de melhora inicialPode sugerir complicação ou infecção bacteriana.Avaliação clínica.
Dor forte, febre alta, secreção purulenta persistenteMaior chance de precisar conduta específica.Não resolver apenas com anti-inflamatório.
Sintomas por semanas ou recorrentesPode ser sinusite crônica, rinite ou outra causa.Investigar gatilhos e anatomia nasal.

Quando evitar anti-inflamatório por conta própria

Evite automedicação se há doença renal, úlcera, uso de anticoagulante, histórico de sangramento, pressão alta difícil de controlar, gravidez, alergia a AINEs ou uso de outros anti-inflamatórios. Também não combine AINEs entre si para tentar acelerar melhora; isso aumenta risco sem resolver a causa.

Na sinusite, outras medidas podem ser mais importantes do que anti-inflamatório: hidratação, lavagem nasal com solução adequada, controle de rinite, evitar fumaça e observar duração. Corticoide nasal, antibiótico ou exame só fazem sentido em contextos específicos. Dor facial isolada também pode vir de enxaqueca, dente, neuralgia ou tensão, então repetir anti-inflamatório pode atrasar o diagnóstico correto.

Procure avaliação se houver inchaço ao redor dos olhos, alteração visual, rigidez de nuca, confusão, febre alta, dor muito intensa, imunossupressão ou sintomas que pioram depois de aparente melhora. Esses achados mudam o risco e não devem ser tratados apenas com analgésico.

Sinusite, a inflamação dos seios da face. Como pode ser tratada e quais medicamentos como os  anti-inflamatórios costumam ser sugeridos pelos médicos.

A sinusite é a condição na qual ocorre uma inflamação na mucosa dos seios da face, uma região craniana composta por cavidades ósseas, localizada nas laterais e ao redor do nariz, nas regiões das maçãs do rosto e olhos.

sinusite

Seus principais sintomas incluem:

  • Dores de cabeça, nos seios da face, atrás dos olhos, na testa e/ou nos ouvidos
  • Irritação e dores de garganta
  • Fadiga
  • Inchaço na região dos seios faciais
  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Perda de olfato
  • Sensação de pressão na cabeça.

A sinusite pode ocorrer de maneira aguda ou crônica, duas manifestações da inflamação que merecem alguns cuidados distintos.

A sinusite aguda, ocorre quando há uma infeção na secreção presente nos seios da face. Na maioria dos casos é diagnosticada a partir das dores de cabeça e da secreção amarelada, esverdeada ou até com presença de sangue que proporciona, junto com a obstrução nasal, febre e tosse.

Já a sinusite crônica costuma ser caracterizada por uma tosse persistente, que pode durar semanas em determinadas situações, além dos outros sintomas comuns à sinusite aguda.

A inflamação crônica dos seios nasais provoca sintomas repetidos e duradouros, que podem persistir até mesmo após o uso de medicamentos de ação antibiótica, necessitando de cuidados médicos mais específicos e minuciosos.

Remédios para tratar a sinusite

Uma vez que se trata de uma infecção e inflamação crônica ou aguda dos seios da face, o tratamento da sinusite pode ser realizado com o uso de alguns tipos diferentes de medicamentos, que devem sempre ser prescritos por um clínico geral ou otorrinolaringologista após confirmação do diagnóstico.

Os tratamentos podem incluir medicamento como:

  • Analgésicos, para reduzir as dores provocadas pela inflamação
  • Antibióticos para  controle da infecção bacteriana que pode estar presente
  • Descongestionantes para aliviar os sintomas de congestionamento nasal
  • Anti-inflamatórios, que atuam na redução do processo inflamatório dos seios nasais.

Anti-inflamatórios para tratar sinusites

medicamento remedio antidepressivo

Nos casos de sinusite, podem ser prescritos anti-inflamatórios não esteróides ou corticóides:

Os anti-inflamatórios não esteróides (ou AINES) costumam ser indicados em casos de inflamações, febres ou dores moderadas, e agem na redução da produção de substâncias com caráter inflamatório no organismo, que acabam causando a inflamação e a dor.

Os anti-inflamatórios não esteróides mais conhecidos e administrados por médicos são o ibuprofeno, o diclofenaco, a nimesulida e o ácido acetilsalicílico.

ClassePapel na sinusiteCuidado principal
Analgésicos/antitérmicosPodem aliviar dor e febre.Evitar duplicidade em antigripais e respeitar contraindicações.
AINEsPodem aliviar dor facial e inflamação.Risco maior em úlcera, rim, anticoagulante, pressão/coração e gestação.
Corticoides nasaisPodem ajudar quando há rinite/alergia associada.Não substituem avaliação se há piora, febre alta ou sintomas prolongados.

Já os medicamentos corticóides, também conhecidos como corticosteróides ou cortisonas, costumam ser indicados em casos que a inflamação seja relacionada ao sistema imunológico, como em rinites alérgicas, por exemplo.

Os corticóides são produzidos de maneira sintética dentro de laboratórios, utilizando de hormônios produzidos pelas glândulas adrenais, que por sua vez possuem efeito anti-inflamatório.

Alguns exemplos de corticóides que podem ser atribuídos ao paciente por orientação médica são: a dexametasona, a betametasona, a prednisona e a prednisolona. 

Possíveis tratamentos para a sinusite, para além dos medicamentos

  • Soluções salinas: as irrigações nasais podem ser extremamente benéficas para pessoas que sofrem com sinusite. A mais utilizada é a solução de cloreto de sódio a 0,9%, que ajuda na limpeza dos seios nasais, na possível eliminação de substâncias irritantes ou alérgenos, e na suavização de sintomas como o nariz entupidos, a coriza e a redução da capacidade olfativa.
  • Nebulizações: as nebulizações consistem na inalação de vapor, umidificando as secreções presentes nas vias e nos seios nasais, diluído-as e facilitando a sua saída do corpo, trazendo assim um alívio para os sintomas e uma melhora do quadro inflamatório da mucosa ali presente. A nebulização pode ser realizada com a própria água do chuveiro, com chás, soro fisiológico ou até mesmo com medicamentos.
  • Aplicação de compressas mornas nas maçãs do rosto: em casos em que há o inchaço na região dos seios nasais, realizar compressas mornas na região pode auxiliar na redução de inchaço das mucosas ali presentes, aliviando a pressão e trazendo portanto a redução de alguns dos sintomas da sinusite.
  • Aumentar a ingestão de água: manter o corpo hidratado, a partir da ingestão de pelo menos 2,5 litros de água diariamente, pode auxiliar no tratamento da sinusite, uma vez que regiões de mucosas mais hidratadas facilitarão na eliminação da secreção ali presente, reduzindo a congestão nasal e a sensação de pressão que pode surgir.
  • Ingerir chás de tomilho e gengibre: estes dois chás são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias, portanto, ingeri-los pode ser benéfico em quadros de sinusite, reduzindo a inflamação presente nos seios nasais e hidratando o organismo em simultâneo.

Em sinusite bacteriana provável, antibiótico pode ser indicado, mas a maioria dos quadros começa como infecção viral ou inflamação das vias aéreas. Piora após melhora inicial, sintomas intensos ou duração prolongada mudam a avaliação.

Fontes úteis

  • CDC: Sinus infection basics
  • CDC: Antibiotic use
  • FDA: NSAIDs

Fontes e leitura útil

  • CDC: about sinus infection
  • CDC/IDSA: acute bacterial rhinosinusitis guidance summary
  • NCBI Bookshelf: Acute Sinusitis

Arquivado em: Clínica Médica, Infectologia

Alimentos Que Influenciam No Cortisol

31 de agosto de 2022 by Renato Fernandes da Silva

Alimentos não controlam o cortisol de forma direta como um remédio. Cortisol muda com ritmo circadiano, sono, estresse, doença, uso de corticoides, álcool, treino, hipoglicemia e condições endócrinas como síndrome de Cushing ou insuficiência adrenal. A alimentação ajuda indiretamente quando estabiliza glicemia, energia, sono e peso, mas não substitui investigação de cortisol alto ou baixo.

O que a alimentação consegue fazer de verdade

A dieta pode reduzir oscilações de energia, fome e glicose quando tem proteína, fibras, carboidratos menos refinados e horários compatíveis com a rotina. Isso não significa “baixar cortisol” de forma previsível. O eixo hormonal responde a sono, inflamação, medicamentos, doença aguda, álcool, treino intenso e ao horário do dia.

Por isso, listas de alimentos “anti-cortisol” costumam exagerar. Café, açúcar, jejum prolongado e álcool podem afetar sintomas em algumas pessoas, mas o diagnóstico de cortisol alto ou baixo exige testes feitos no momento correto e interpretados com contexto.

ObjetivoAlimentação ajuda como?Limite
Energia estávelProteína, fibra e carboidrato menos refinado.Não confirma cortisol normal.
Sono melhorReduzir álcool/cafeína tarde e refeições muito pesadas.Insônia tem várias causas.
TreinoEvitar baixa energia e recuperação ruim.Excesso de treino também pesa.
Suspeita endócrinaDieta sozinha não resolve.Precisa de exames orientados.

Quando pensar além da dieta

Ganho de peso central rápido, fraqueza muscular, estrias largas arroxeadas, pressão alta difícil, diabetes novo, hematomas fáceis ou infecções recorrentes podem levantar suspeita de excesso de cortisol. Perda de peso, tontura, pressão baixa, escurecimento da pele, vômitos, fraqueza intensa e desejo por sal podem apontar outras alterações hormonais, incluindo insuficiência adrenal.

Horário importa: cortisol varia ao longo do dia.
Corticoide conta: remédios podem alterar o eixo adrenal.
Teste certo: sangue, saliva ou urina dependem da hipótese.
Dieta útil: padrão alimentar melhora terreno, não substitui diagnóstico.

Uma abordagem prática é ajustar sono, álcool, cafeína, refeições muito irregulares e ultraprocessados enquanto se observa sintomas. Se houver sinais endócrinos fortes, uso crônico de corticoides ou piora progressiva, a prioridade é avaliação clínica e exames adequados.

Como evitar conclusões erradas

Um resultado isolado de cortisol pode confundir porque o hormônio tem pico pela manhã e queda à noite. Estresse, infecção, exercício intenso, privação de sono e corticoides em comprimido, inalação, pomada ou infiltração podem alterar a interpretação. Por isso, o exame deve responder a uma pergunta clínica: suspeita de excesso, suspeita de deficiência ou monitoramento de tratamento.

Também é diferente falar de “estresse alto” e de síndrome de Cushing. Cushing envolve exposição excessiva a cortisol por doença ou uso de corticoides e costuma vir com conjunto de sinais físicos e metabólicos. Insuficiência adrenal, por outro lado, é falta de produção adequada e pode ser perigosa em situações de doença aguda.

SuspeitaPistas possíveisO que não resolve sozinho
Cortisol alto patológicoFraqueza proximal, estrias largas, hipertensão, diabetes.Chás ou lista de alimentos.
Cortisol baixoTontura, pressão baixa, perda de peso, náuseas.Mais cafeína ou açúcar.
Estresse e sono ruimCansaço, fome, irritabilidade, insônia.Suplemento sem rotina de sono.

Todavia, o cortisol é responsável por muitas atividades no organismo, como elevação e utilização da glicose, além da reparação dos tecidos.

Seus níveis também impactam o sistema imunitário, digestivo e reprodutivo, onde ele atua em processos como o crescimento, por exemplo.

O cortisol apresenta níveis altos durante a manhã e esses níveis vão diminuindo no decorrer do dia, tornando-se baixos à noite[1].

É importante saber que os alimentos não contém cortisol, entretanto, nossa alimentação influencia diretamente sobre os níveis do hormônio.

Cortisol Alto: Alimentos que influenciam

funcoes-do-cortisol

Carboidratos puros e refinados

Os carboidratos puros e refinados são aqueles alimentos que contém apenas açúcar ou amido na composição.

Neste grupo encontram-se doces, pães, massas, açúcar, mel, biscoitos, bolos e broas. Aqui, o índice glicêmico desses alimentos é muito alto.

Por este motivo, eles conseguem influenciar no aumento dos níveis de cortisol, geralmente em até 5 horas após a ingestão alimentar.

Neste caso, o índice glicêmico vai provocar aumento de açúcar no sangue, com consequente elevação da glicose.

Da mesma forma que períodos em jejum prolongado também elevam o cortisol sanguíneo.

Então, níveis altos de cortisol noturno podem atrapalhar o sono e sua duração. Portanto, evite alimentos ricos em açúcar durante a noite.

Durante o dia, alimentos ricos em carboidrato são necessários para manter o nível de cortisol constante, afinal precisamos de disposição para estudos, trabalho e obrigações diárias.

Cortisol Baixo: Alimentos que influenciam

Alimentos de baixo índice glicêmico

Se por um lado, os alimentos de alto índice glicêmico aumentam o cortisol, os alimentos de baixo índice glicêmico promovem o contrário.

Por essa razão, se você apresenta níveis altos de estresse a qualquer hora do dia, deve procurar esses alimentos para diminuir os níveis do cortisol em seu corpo.

Aqui estão inclusos as carnes, ovos, vegetais, hortaliças, peixes e grãos integrais.

De igual modo, o efeito dos alimentos de baixo índice glicêmico sobre os níveis de cortisol também duram até 5 horas após a sua ingestão.

Uma boa dica para baixar o nível de cortisol é associar alimentos ricos em proteínas com carboidratos de baixo índice glicêmico.

Por exemplo, uma refeição que contém salada de hortaliças, vegetais cozidos e um pedaço de bife grelhado vai balancear o cortisol nas próximas 5 horas[2].

Diferentemente de uma refeição em que possui arroz, feijão, batata e refrigerante. Aqui, o efeito será reverso e seu estresse ficará muito mais alto nas próximas horas.

arroz_feijao


Fosfatidilserina

A fosfatidilserina é um fosfolipídio presente nas membranas celulares e ela tem o poder de baixar o cortisol.

Em um estudo, cientistas verificaram que a fosfatidilserina diminuiu os níveis de cortisol pós-exercícios em 20%, provocando menos dores nos músculos dos atletas.

Contudo, a substância não mantém o nível de cortisol baixo por muito tempo, o efeito é imediato.

Alimentos ricos em fosfatidilserina são soja e derivados, feijão branco, carnes, peru, peixes, ovos e leite (em menor quantidade).

Ácido Ascórbico

O ácido ascórbico, popularmente conhecido como vitamina C, evita altos níveis de cortisol sanguíneo.

Assim como a baixa ingestão de alimentos fontes da vitamina resulta em maiores quadros de estresse.

Alimentos ricos em vitamina C incluem pitanga, acerola, laranja, manga, tangerina, limão, abacaxi, morango e brócolis.

A vitamina C dos alimentos ainda provoca controle da pressão arterial, queda no cortisol alto e alívio de sintomas como a ansiedade.

Entretanto, a suplementação segura deve ser feita apenas mediante supervisão médica e nutricional.

Dieta Para Manter Os Níveis de Cortisol Controlado

Café da Manhã

Procure associar uma fonte de vitaminas, uma de carboidrato integral e uma de proteína no seu desjejum.

Jamais comece o dia sem café da manhã, pois a falta de glicose ocasiona elevação do estresse e dificuldade para pensar e agir.

Dê preferência para as frutas ricas em vitamina C como mamão, laranja, acerola e manga.

Com relação às proteínas prefira ovos, carne de frango, queijos ou leite. Os carboidratos integrais devem substituir as farinhas, pães e bolos convencionais.

Almoço

Procure pratos coloridos e equilibrados. Lembre-se que quanto mais cor no prato, maior é o equilíbrio de nutrientes.

Não substitua o almoço por lanches rápidos ou salgados, pois estes alimentos contém poucas fibras e aumentam os níveis de estresse.

Não esqueça de comer uma fruta de sobremesa, evitando pudins e sobremesas ricas em açúcar.

Café da Tarde

Deve seguir as orientações para o café da manhã, entretanto, não abuse do açúcar e de alimentos inflamatórios.

Procure opções naturais e sem processamento, como um sanduíche caseiro ou um pedaço de ricota com torrada integral.

Atenção para o consumo de cafeína após as 16 hs, pois ela aumenta o cortisol à noite, o que pode atrapalhar seu sono.

Jantar

Opte por um jantar mais leve, mas ainda assim, prefira um prato com comida de verdade do que um lanche rápido.

Lembre-se que o equilíbrio de vitaminas e minerais também é necessário no equilíbrio do cortisol noturno.

Portanto, não esqueça de consumir alimentos naturais como as frutas, verduras e legumes de maneira constante o dia todo.

Antes de Dormir

Evite biscoitos, bolachas recheadas, salgadinhos e frituras antes de dormir. O mesmo vale para chocolate, incluindo o chocolate amargo.

Opte por alimentos de fácil digestão e que não influenciam no cortisol diretamente, como uma maçã ou uma pera.

Se preferir tome um mingau de aveia, ou coma 5 castanhas ou 15 uvas.

Quando Suspeitar de Cortisol Alto

estresse

Veja a seguir alguns sintomas relacionados a níveis altos de cortisol sanguíneo, procure ajuda se você tem eles com frequência:

  • Estresse alto o dia todo;
  • Nervosismo;
  • Irritação;
  • Hiperatividade cerebral;
  • Palpitações cardíacas;
  • Formigamento e tremedeira.

Quando Suspeitar de Cortisol Baixo

Agora, conheça sintomas com relação a níveis muito baixos de cortisol, procure ajuda se apresentar algum deles com frequência:

  • Sonolência;
  • Fraqueza;
  • Desânimo;
  • Falta de apetite;
  • Ansiedade;
  • Pensamentos depressivos;
  • Dificuldade para executar tarefas.

Lembre-se que os níveis de cortisol são verificados por exames, com a supervisão médica apropriada.

Fontes e leitura útil

  • Cleveland Clinic: Cortisol
  • Cleveland Clinic: Cortisol test
  • Endocrine Society: Cushing syndrome and Cushing disease
  • NIDDK: Adrenal insufficiency and Addison disease
Referências bibliográficas2 fontes
  1. 1.
    Hellhammer DH, Wüst S, Kudielka BM. Salivary cortisol as a biomarker in stress research. Psychoneuroendocrinology. 2009 Feb 1;34(2):163-71.
    Voltar [1]
  2. 2.
    Katsu Y, Baker ME. Cortisol. InHandbook of hormones 2021 Jan 1 (pp. 947-949). Academic Press.
    Voltar [2]

Arquivado em: Nutrição

Câncer de laringe em homens: riscos, sintomas e prevenção

31 de agosto de 2022 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Câncer de laringe é mais comum em homens em muitas estatísticas, em parte por diferenças históricas de exposição a tabaco e álcool. O que muda a decisão do leitor não é o sexo isolado, mas sintomas persistentes, tabagismo, álcool, idade, rouquidão prolongada, dor ao engolir, nódulo no pescoço ou falta de ar.

Quando rouquidão merece investigação

Rouquidão por resfriado costuma melhorar. Rouquidão por mais de duas a três semanas, especialmente em fumantes, ex-fumantes ou pessoas com álcool frequente, merece avaliação por otorrinolaringologista. Dor ao engolir, engasgos, perda de peso, tosse com sangue, nódulo no pescoço ou falta de ar aumentam a prioridade.

A laringe tem regiões diferentes, e a localização do tumor muda sintomas, tratamento e prognóstico. Diagnóstico costuma envolver laringoscopia, biópsia e exames de imagem para estadiamento.

SinalLeituraConduta
Rouquidão persistenteSinal importante.Avaliação de laringe.
Falta de ar/estridorVia aérea pode estar comprometida.Urgência.
Nódulo cervicalLinfonodo pode estar envolvido.Investigar.
Tabaco + álcoolRisco maior.Prevenção e menor limiar para avaliar.

Por que homens aparecem mais nas estatísticas

O excesso de casos em homens não indica proteção para mulheres. Ele reflete, em grande parte, padrões históricos de exposição a tabaco e álcool. A combinação dos dois fatores aumenta risco. Reduzir tabaco e álcool é a principal mensagem preventiva.

HPV é tema importante em câncer de cabeça e pescoço, especialmente orofaringe, mas não deve ser apresentado como causa principal de câncer de laringe sem nuance. Para laringe, tabaco e álcool seguem centrais.

Avaliar: rouquidão persistente, dor ao engolir e nódulo.
Risco: tabaco, álcool e exposição acumulada.
Diagnóstico: laringoscopia, biópsia e estadiamento.
Urgência: falta de ar, estridor ou sangramento.

Tratamento depende do estágio

Tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou combinações, conforme local, estágio, linfonodos, função da laringe e estado geral. Preservar voz, deglutição e respiração faz parte da decisão. Por isso, o cuidado costuma ser multidisciplinar.

Nem toda rouquidão é câncer, mas rouquidão persistente em pessoa de risco precisa ser vista.

Prevenção prática

Parar de fumar, reduzir álcool e procurar avaliação para rouquidão persistente são medidas mais úteis do que tentar identificar um único sinal perfeito. Quem já teve câncer de cabeça e pescoço precisa seguimento regular.

Como o diagnóstico costuma ser confirmado

Quando há suspeita, o otorrinolaringologista avalia a laringe por laringoscopia. Se uma lesão suspeita é vista, a confirmação depende de biópsia. Exames de imagem ajudam a avaliar extensão local, cartilagens, linfonodos e planejamento terapêutico. O estadiamento não é detalhe burocrático: ele orienta se a prioridade será cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou combinação.

Em tumores iniciais, a discussão pode envolver tratamento local com preservação de função. Em doença mais avançada, pode ser necessário combinar modalidades e considerar impacto em voz, deglutição, respiração e nutrição. Reabilitação fonoaudiológica e suporte nutricional podem fazer parte do cuidado.

Rouquidão comum versus rouquidão de risco

Rouquidão após gripe, abuso vocal ou refluxo costuma ter contexto claro e melhora. A preocupação aumenta quando dura, recorre sem explicação ou vem com sinais associados. Para fumantes e ex-fumantes, o limiar para examinar a laringe deve ser menor. Esperar meses tratando como alergia ou refluxo sem visualizar a laringe pode atrasar diagnóstico.

O objetivo não é assustar quem está rouco há poucos dias, mas dar um critério simples: sintoma persistente precisa de exame direto, principalmente quando há fator de risco. Essa é a mensagem que pode mudar desfecho.

Tratamento também é preservação de função

A laringe participa da voz, respiração e proteção das vias aéreas durante a deglutição. Por isso, tratar câncer de laringe não é apenas remover ou irradiar tumor. A equipe precisa considerar fala, engasgos, nutrição, traqueostomia, risco de aspiração, dor, retorno social e acompanhamento após tratamento.

Em determinadas situações, preservar a laringe é possível; em outros, a cirurgia mais extensa pode ser necessária para controlar a doença. A decisão depende de estágio, localização, função prévia, comorbidades e preferência informada. Simplificar tudo como “tem cura” ou “não tem cura” empobrece a orientação.

Seguimento depois do tratamento

Após tratamento, consultas de seguimento procuram recidiva, segundos tumores, efeitos tardios, alteração de voz, dificuldade para engolir, perda de peso, dor e impacto emocional. Parar tabaco e álcool continua importante mesmo depois do diagnóstico. Reabilitação e suporte nutricional podem ser tão necessários quanto exames.

Rouquidão persistente ou sinal de alarme deve levar a exame da laringe. Conteúdo online ajuda a reconhecer prioridade, mas não confirma diagnóstico sem visualização e biópsia quando indicada.

O que contar ao médico

Na consulta, conte há quanto tempo a voz mudou, se há dor ao engolir, engasgos, tosse com sangue, perda de peso, falta de ar, tabagismo atual ou passado, álcool, refluxo, uso profissional da voz e tratamentos tentados. Essa história orienta a laringoscopia e evita meses de tratamento empírico quando o exame direto já é indicado.

Por que não tratar rouquidão persistente apenas com remédio

Antialérgicos, antiácidos ou repouso vocal podem ajudar em causas comuns, mas não substituem visualização da laringe quando a rouquidão persiste ou há fatores de risco. O exame direto diferencia inflamação, lesões benignas, paralisia de pregas vocais e suspeita tumoral. Essa diferença muda totalmente a conduta.

Em saúde vocal, tempo de sintoma importa. Rouquidão persistente deve ser documentada, examinada e acompanhada até haver explicação plausível, especialmente em quem fuma ou já fumou.

Alteração de voz em profissional da voz também merece atenção, porque pequenas lesões podem gerar grande impacto funcional.

Isso muda condutas. Rouquidão por inflamação simples pode precisar de repouso, controle de refluxo ou fonoterapia; lesão suspeita exige biópsia e estadiamento. Sem examinar a laringe, essas situações ficam misturadas.

Os cânceres de laringe e hipofaringe são cerca de 5 vezes mais comuns em homens do que em mulheres. Isso ocorre provavelmente porque os principais fatores de risco – tabagismo e uso pesado de álcool – são mais comuns em homens.

Mas nos últimos anos, à medida que esses hábitos se tornaram mais comuns entre as mulheres, seus riscos para esses tipos de câncer também aumentaram.


Câncer de garganta: Resumo

  • O câncer de garganta é um câncer comum.
  • Fumar cigarro e beber álcool aumenta o risco.
  • O papilomavírus humano (HPV) é um fator de risco para certos tipos de câncer de garganta.
  • O tratamento para o câncer de garganta é mais eficaz se a doença for diagnosticada precocemente.
  • Consulte o seu médico se notar alguma alteração na garganta ou no pescoço.
  • Reduza o risco parando de fumar, reduzindo a ingestão de álcool, praticando sexo oral seguro e vacinando-se contra o HPV.


Câncer de garganta

importancia do otorrino
Procure um Médico Otorrinolaringologista em caso de sintomas

O câncer de garganta, um tipo de câncer de cabeça e pescoço, pode ser encontrado na faringe ou laringe. Na maioria das vezes, afeta as células escamosas, ou células finas e planas que revestem a superfície desses órgãos.

A maioria das pessoas diagnosticadas com câncer de garganta são usuários de tabaco e/ou consumidores de álcool.

Nos últimos anos, um número crescente de casos de câncer de garganta está sendo diagnosticado em pessoas com certas infecções virais, incluindo o papilomavírus humano (HPV), uma doença sexualmente transmissível comum, e o vírus Epstein-Barr, que causa mononucleose.


O que é câncer de garganta?

Geralmente, o câncer ocorre no corpo no nível celular, causado por uma interrupção na atividade celular quando as células normais se reproduzem descontroladamente ou não morrem como deveriam. O câncer de garganta se origina principalmente em células escamosas, células finas e planas que revestem a faringe e a laringe.

O câncer de garganta pode afetar a faringe ou a laringe e há uma variedade de tipos diferentes, com base em onde o câncer é encontrado. O câncer de células escamosas da garganta pode se espalhar para outras áreas do corpo, incluindo pulmões, ossos e fígado.


Câncer de laringe

O câncer que começa na laringe (caixa vocal) é chamado de câncer de laringe.

A laringe (ou caixa de voz) é uma passagem curta que conecta a parte inferior da garganta (hipofaringe) com a traqueia (traqueia). A glândula tireóide fica na frente da traqueia sob a caixa de voz.


Quem tem câncer de laringe?

O câncer de laringe é mais comum em homens do que em mulheres. É diagnosticado cerca de 5 vezes mais em homens do que mulheres.

Assim a maioria das neoplasias, o câncer de laringe é mais comum em pessoas mais velhas do que em pessoas mais jovens. Existem muito poucos casos em pessoas com menos de 40 anos.


Partes da laringe incluem:

  • Epiglote – a pequena aba de tecido que se move para cobrir a laringe para evitar que os alimentos entrem na traqueia e nos pulmões quando você engole.
  • Glote – contém as cordas vocais que vibram quando o ar passa por elas para produzir o som da sua voz.
  • Subglote – localizada abaixo das cordas vocais.


Estadiamento

Após o diagnóstico, o próximo passo é o estadiamento. O estadiamento mostra até que ponto o câncer se espalhou.

Os oncologistas geralmente usam o sistema TNM para estadiar o câncer de laringe:

  • T refere-se ao tamanho do tumor primário e se ele invadiu o tecido circundante.
  • N é usado para identificar até que ponto o câncer se espalhou para os linfonodos.
  • M indica se o câncer metastatizou ou se espalhou para outros órgãos ou linfonodos mais distantes.

De acordo com a American Cancer Society Trusted Source, o câncer de laringe se espalha mais comumente para os pulmões.


Opções de tratamento

tratamento cancer laringe

O tratamento depende do estágio da lesão.

O tratamento convencional para câncer de laringe em estágio inicial inclui cirurgia ou radioterapia.

Nos estágios posteriores, um indivíduo pode precisar de uma combinação de radiação e quimioterapia ou cirurgia seguida de radiação.


Tomar decisões de tratamento

É importante discutir todas as opções de tratamento, incluindo seus objetivos e possíveis efeitos colaterais, com seus médicos para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapta às suas necessidades.

Por exemplo, se o câncer estiver muito avançado para ser curado, o objetivo pode ser remover ou destruir o máximo possível do câncer para evitar que o tumor cresça, se espalhe ou retorne pelo maior tempo possível. Alguns dos tratamentos também podem ser usados como tratamento paliativo se todo o câncer não puder ser removido.

O tratamento paliativo destina-se a aliviar os sintomas, como dor ou dificuldade para engolir, mas não se espera que cure o câncer.

Muitas vezes é uma boa ideia procurar uma segunda opinião. Uma segunda opinião pode fornecer mais informações e ajudá-lo a se sentir mais confiante sobre o plano de tratamento escolhido.


As informações de tratamento fornecidas neste site não se destinam a substituir uma consulta e avaliação médica, e nem tem o objetivo de substituir a experiência e o julgamento de sua equipe de tratamento do câncer.

As informações deste site destinam-se a ajudar você e sua família a tomar decisões informadas, com seu médico. Seu médico pode ter motivos para sugerir um plano de tratamento diferente dessas opções gerais de tratamento.

Não hesite em perguntar à sua equipe médica qualquer dúvida que possa ter sobre suas opções de tratamento.

O que explica o maior risco em homens?

A maior frequência em homens não deve ser lida como proteção para mulheres. Historicamente, a diferença se relaciona a maior exposição acumulada a tabaco, álcool e alguns ambientes ocupacionais. À medida que hábitos mudam, o risco individual também muda. O ponto mais importante é que rouquidão persistente, dor ao engolir, perda de peso inexplicada, caroço no pescoço ou falta de ar não devem ser atribuídos automaticamente a “garganta irritada”.

FatorComo aumenta riscoMensagem prática
TabacoExposição direta da mucosa a carcinógenosParar reduz risco ao longo do tempo
Álcool em excessoIrrita tecidos e potencializa efeitos do tabacoReduzir consumo é prevenção real
Exposição ocupacionalPoeira, vapores e substâncias irritantes em alguns trabalhosUsar proteção e seguir normas de segurança
Idade e históricoRisco aumenta com exposição acumuladaSintomas persistentes merecem exame

Quando marcar otorrino ou avaliação médica

  • Rouquidão por mais de 2 a 3 semanas, principalmente sem gripe ativa.
  • Dor para engolir, engasgos, sensação de corpo estranho ou dor irradiada para o ouvido.
  • Caroço no pescoço, perda de peso sem explicação ou tosse com sangue.
  • Falta de ar, ruído ao respirar ou piora rápida da voz.

Enquadramento conservador: sintomas persistentes não significam câncer na maioria das vezes, mas justificam exame porque diagnóstico precoce pode preservar função vocal e ampliar opções de tratamento.

Fontes e leitura útil

  • NCBI Bookshelf: laryngeal cancer treatment PDQ
  • NCI: head and neck cancer prevention PDQ
  • American Cancer Society: laryngeal and hypopharyngeal cancer
  • American Cancer Society: laryngeal cancer key statistics
  • PubMed: NCCN head and neck cancer guideline insights

Fontes úteis

Atualizado em 15/05/2026 para reforçar fatores modificáveis, sintomas persistentes e evitar determinismo por sexo. Fontes: NCI – tratamento e visão geral, NCI – prevenção e SEER/NCI – estatísticas.

Arquivado em: Artigos, Clínica Médica

Últimos Posts

Botox para bruxismo: benefícios possíveis, evidência e riscos

Leia mais »

Menstruação prolongada com pouco fluxo: causas e avaliação

Leia mais »

Quem não menstrua mais pode engravidar?

Leia mais »

DIU Mirena e menstruação: escapes, redução e ausência do fluxo

Leia mais »

Saúde em palavras claras.

Artigos sobre sintomas, doenças, exames e tratamentos.

Artigos por e-mail

Receba uma seleção de artigos do Blog da Saúde.

Institucional

  • Sobre o Blog da Saúde
  • Equipe editorial
  • Especialistas
  • Contato

Critérios editoriais

  • Como produzimos conteúdo
  • Política editorial
  • Revisão médica
  • Critérios de fontes
  • Correções e atualizações

Leitura e acesso

  • Guias
  • Independência editorial e publicidade
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

2026 © Blog da Saúde.

Aviso médico: as informações fornecidas neste site visam melhorar, não substituir, a relação direta entre o paciente e os profissionais de saúde.

Pesquisar no Blog da Saúde

Exemplos vitamina D exame TGO dor de garganta
Ver todos os resultados