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Zumbido na cabeça: causas, alertas e tratamento

26 de maio de 2023 by Dr. Carlos Roberto Babá

Sintomas de nariz, ouvido, boca, garganta e vias respiratórias precisam considerar duração, secreção, febre, dor, falta de ar, alergias, exposição, medicamentos e recorrência. Sinais persistentes ou progressivos têm leitura diferente de um quadro curto e autolimitado.

O zumbido na cabeça é uma queixa bastante desconfortável para os pacientes que sentem, pois além do desconforto, quando o paciente refere que está com esse desconforto há bastante tempo, isso pode causar irritabilidade.

Apesar de não ser uma doença ou o causador de algum mal, o zumbido na cabeça se trata de um sintoma. Logo, é necessário investigar e entender o que está acontecendo para que o diagnóstico seja feito e o tratamento seja iniciado.

Entende-se que esse sintoma pode sugerir um problema auditivo, por exemplo, ou  algo no corpo está levando a inflamação para o sistema auditivo. Quando o paciente refere à percepção dos zumbidos na cabeça, o profissional deverá fazer uma investigação baseada na queixa e em sintomas relacionados a fim de que se chegue no diagnóstico correto.

Avaliação clínica da audição

A avaliação clínica da audição é bastante indicada, para que se entenda se há algum desequilíbrio que precisa de atenção. O primeiro passo é observar os canais auditivos do paciente para que se verifique se há algum sinal de infecção local ou alguma indicação de entupimento por excesso de cera.

Zumbido na cabeça

Avaliação médica e exames

A investigação pode ser multiprofissional, dividida entre o médico otorrinolaringologista e o profissional fonoaudiólogo. Na avaliação pode ser feito o exame de audiometria para avaliar o grau de sensibilidade ao som do paciente.

O exame consiste basicamente em verificar a capacidade que o paciente possui em ouvir sons de baixa intensidade, quanto menor for a intensidade de som que o paciente escuta, melhor é a sua capacidade auditiva.

Outro exame bastante utilizado para entender sobre os zumbidos na cabeça é a acufenometria. É um exame que basicamente vai relacionar a possibilidade de um zumbido no ouvido estar sendo apresentado pelo paciente, por exemplo, neste meio de diagnóstico o exame irá avaliar qual é o mínimo de estímulo sonoro necessário para que o paciente pare de ouvir o zumbido como som mais alto.

Perda auditiva

Os pacientes que referem zumbido na cabeça podem apresentar algum grau de perda auditiva, estudos demonstram que o zumbido pode ser indicativo de perda parcial de audição.

Por ser uma condição que pode afetar pacientes de todos os grupos, as causas demonstradas em estudos e pesquisas do zumbido na cabeça são expostas por meio de um certo nível de surdez que faz com que o paciente tenha alterações que estão relacionadas ao processo da audição e quando o som deixa de entrar nos ouvidos, o zumbido ocorre.

perda parcial da audição

Algumas causas mais comuns encontradas na literatura para zumbido na cabeça, além da perda parcial da audição são por:

Otites, tumores cerebrais, produção excessiva de cera, labirintite, alterações de caráter degenerativo ou patológico dos nervos ou dos ossos envolvidos na captação sonora, infecções, exposição frequente a sons mais altos que o indicado, pacientes em processo degenerativo natural pelo avanço da idade, perfurações e inflamações no tímpano, dentre outras.

Tratamento

Quando o paciente expõe essa percepção de zumbido, o médico otorrinolaringologista fará uma avaliação mais abrangente para entender o quadro do paciente e propor opções de tratamento que condizem com a necessidade clínica, entender a frequência e a intensidade são excelentes norteadores de diagnóstico, por isso, a auto percepção do paciente é fundamental no processo.

Uma curiosidade é que a percepção auditiva do paciente tende a ser mais alta do que realmente parece, alguns profissionais conseguem estabelecer qual é a frequência em decibéis, por exemplo.

A automedicação é extremamente danosa para os pacientes que tentam mascarar o sintoma, pois muitas vezes fazem uso de analgésicos indiscriminadamente.

O zumbido na cabeça é um sintoma que só tende a se amenizar quando o tratamento para o problema causador é iniciado. Diante das possibilidades terapêuticas, o paciente consegue alcançar uma maior qualidade de vida reduzindo o desconforto.

Zumbido na cabeça

Quando o paciente é hipertenso e não faz uso dos medicamentos corretamente, tem uma alimentação inadequada e rica em sódio ou precisa de ajustes de dose dos medicamentos, o zumbido na cabeça pode ser um dos sintomas da elevação da pressão arterial. Quando a pressão está descontrolada, o paciente refere este sintoma e precisa de uma intervenção clínica para chegar aos níveis normais, pois a elevação da pressão arterial descontrolada pode ocasionar problemas que podem custar a vida do paciente, como a lesão das artérias, aneurismas e até mesmo infarto.

Concluindo

O zumbido costuma se relacionar a perda auditiva, exposição a ruído, excesso de cera, alterações do ouvido, medicamentos com potencial ototóxico, disfunção da articulação temporomandibular, alterações vasculares e algumas condições neurológicas. Ansiedade e estresse podem piorar a percepção do sintoma, mas não devem ser tratados como causa única.

Quando o paciente procura ajuda, deve relatar padrão do som, lado, perda auditiva, tontura, dor, exposição a ruído, medicamentos e impacto no sono. Algumas terapias podem ser discutidas em casos selecionados, mas evidência e indicação variam conforme a causa do zumbido.

Imagem relacionada a zumbido e audição
Imagem relacionada a zumbido e audição
Tipo de queixaPossíveis pistasPróximo passo prudente
Zumbido contínuo bilateralPerda auditiva, ruído, idade, medicamentosAvaliar audição e revisar exposições
Zumbido de um lado sóAssimetria auditiva ou causa localConsulta com otorrino
Zumbido pulsátilSom acompanha batimentosAvaliação médica mais rápida
Zumbido com tontura ou perda auditiva súbitaPode indicar condição aguda do ouvidoAtendimento urgente

Sinais de alerta

  • Perda auditiva súbita, especialmente em um ouvido.
  • Zumbido pulsátil novo ou intenso.
  • Tontura forte, fraqueza facial, alteração neurológica ou dor de cabeça incomum.
  • Secreção, febre, dor importante no ouvido ou trauma recente.

O tratamento depende da causa. Às vezes, remover cera ou tratar uma infecção resolve. Em outros casos, o foco é reduzir impacto: proteção contra ruído, aparelhos auditivos quando há perda auditiva, terapia sonora, manejo de sono e ansiedade, revisão de medicamentos e acompanhamento. Evite pingar substâncias no ouvido sem exame, pois isso pode irritar a pele ou ser perigoso se houver perfuração do tímpano.

Fontes úteis

As fontes abaixo ajudam a conferir sinais de alerta, contexto clínico e limites de segurança citados no texto.

  • NIDCD: tinnitus
  • NIDCD em espanhol: tinnitus
  • MedlinePlus: zumbido

Arquivado em: Clínica Médica, Curiosidades, Otorrinolaringologia

Abacate solta o intestino? Fibras e porção

26 de maio de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Abacate favorece o intestino de algumas pessoas porque contém fibras e gordura, mas o efeito depende da porção, hidratação e restante da dieta. Em excesso, também pode piorar desconforto digestivo em quem é sensível.

Dessa forma, pode fazer parte de uma alimentação saudável e balanceada, desde que sem exageros no consumo.

Algumas pessoas afirmam que o abacate solta o intestino, outras dizem o contrário. Mas por que isso acontece? Afinal, o abacate solta o intestino?

Abacate, fibras e intestino 

Em 100 gramas de abacate existem aproximadamente 6 gramas de fibras, nutriente essencial para a saúde intestinal.

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Como as fibras não são absorvidas, elas saem nas fezes, tem a capacidade de melhorar o funcionamento intestinal.

Nesse sentido, pode-se afirmar que o abacate solta o intestino, pois é uma fruta que absorve a água presente no trato gastrointestinal, impedindo o ressecamento das fezes.

No entanto, quando o abacate é associado a alimentos não tão saudáveis como leite condensado ou açúcar, pode prender o intestino.

Isso significa que a forma com que você come o abacate revela se este alimento será útil para evitar a constipação ou pode causá-la.

Além disso, a hidratação é outro fator que influencia, pois se o intestino estiver desidratado, não terá água suficiente para ser absorvida pelas fibras da fruta.

O resultado será uma maior dificuldade para ir ao banheiro. Portanto, a qualidade da sua alimentação e a hidratação do organismo serão os fatores decisivos para fazer com que o abacate solte ou prenda o intestino.

Importância das gorduras presentes no abacate

Poucas frutas oferecem uma quantidade tão alta de gorduras monoinsaturadas quanto o abacate. Para ter uma ideia, as gorduras insaturadas do abacate são maiores que as fibras do alimento.

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Neste caso, essas gorduras também auxiliam diretamente no funcionamento do intestino e no metabolismo dos lipídeos.

Sendo assim, o abacate potencializa a ação dos ácidos biliares, melhorando a digestão das gorduras provenientes dos alimentos.

Além disso, essas gorduras previnem o acúmulo do colesterol ruim, aumentam a produção de colesterol bom e diminuem as chances de infarto, acidente vascular cerebral e entupimento de vasos e artérias.

No entanto, é preciso ter cuidado com a quantidade de abacate, pois a fruta é altamente calórica, o que ajuda no ganho de peso.

Existem mais de 160 calorias em 100 gramas do alimento, e um abacate médio contém de 300 a 500 gramas.

Para evitar que isso ocorra é preferível comer um quarto de abacate ao dia, evitando o excesso de ingestão calórica. Este valor corresponde a aproximadamente 4 colheres de sopa.

O que fazer se o abacate prender o intestino?

Atualmente não existe mais um consenso de que determinado alimento é capaz de prender ou soltar o intestino de todos.

Dessa forma, é impossível dizer que o abacate vai soltar o intestino de todas as pessoas que o consomem ou vice-versa.

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De modo geral, os cuidados com a alimentação diária e o estado de saúde dos intestinos vão interferir muito mais no ciclo de evacuação do que apenas um alimento isolado.

Neste caso, após perceber que o abacate não auxiliou no funcionamento intestinal do seu organismo considere:

  1. Prestar atenção nos demais alimentos que você tem comido;
  2. Aumentar a ingestão de líquidos no decorrer do dia;
  3. Procurar ajuda de um(a) nutricionista para investigar as causas da falta de motilidade intestinal;
  4. Diminuir o consumo de alimentos ricos em fibras e pobres em água.

Por que é necessário ter cuidado com o excesso de fibras

Como dito anteriormente, o abacate é rico em fibras e tem certa quantidade de água, por esta razão ele tende a soltar e não prender o intestino.

No entanto, isso não acontece com todos os alimentos. Existem aqueles que são ricos em fibras e pobres em água.

Alguns exemplos são pão integral, arroz integral, grãos e sementes, farinhas como aveia, linhaça ou granola.

É importante saber que o excesso de fibras associado a pouca ingestão de líquidos contribui para a constipação.

Muitas vezes as pessoas acham que por serem saudáveis as fibras jamais vão atrapalhar o funcionamento intestinal.

Na verdade, elas sempre ajudam, mas seus benefícios serão melhor trabalhados se outras questões forem observadas e algumas atitudes praticadas, como a ingestão adequada de líquidos.

Benefícios do abacate além da saúde intestinal

1- Fonte de vitamina C

O abacate contém uma quantidade suficiente de vitamina C, que auxilia na produção de colágeno, uma proteína que fortalece os músculos ao redor do intestino.

Além disso, alguns estudos associam a ingestão adequada de vitamina C com a diminuição dos riscos de surgimento de câncer gástrico.

2- Rico em vitaminas do Complexo B

As vitaminas do complexo B auxiliam na transformação dos alimentos em energia, para que esta possa ser usada nos processos metabólicos.

A vitamina B6 por exemplo, trabalha na metabolização das proteínas, enquanto a vitamina B5 converte os carboidratos e as gorduras em combustível energético.

3- Possui muitos antioxidantes

Como todo antioxidante, os antioxidantes do abacate fortalecem as células e impedem o surgimento de outras doenças inflamatórias intestinais como colite, doença de Crohn e diverticulite.

Por essa razão, a fruta é considerada uma aliada do sistema imunológico, já que combate o estresse oxidativo.

4- Auxilia no emagrecimento

Quando consumido com moderação e em conjunto de uma dieta equilibrada e diversificada, o abacate promove o emagrecimento.

Isso acontece porque ele faz com que a saciedade aconteça de forma mais rápida, o que diminui a fome.

Portanto, o abacate é uma fruta fundamental para a saúde do trato gastrointestinal como um todo, e deve fazer parte da alimentação diária.

Abacate solta o intestino: Perguntas Frequentes

Por que o abacate dá dor de barriga?

Isso só acontece quando uma grande  quantidade de abacate é consumido de uma só vez, fazendo com que as gorduras da fruta interfiram no processo de digestão.

Pode comer abacate com o intestino inflamado?

Sim, o abacate é rico em potássio e folato, dois nutrientes que auxiliam na diminuição da inflamação do intestino, mas sem excesso.

Quem não deve comer abacate?

Pessoas que estão em processo de perda de peso devem diminuir ao máximo a quantidade de abacate na dieta, para não atrapalhar no processo de emagrecimento.

Fontes úteis

  • WHO: dieta saudável
  • MedlinePlus: nutrição
  • NIH ODS: suplementos alimentares

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição, Sintomas de A-Z

Hidromel: O que é? Benefícios e como fazer em casa 

26 de maio de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Resposta direta: hidromel é uma bebida alcoólica feita pela fermentação de mel diluído em água, geralmente com leveduras. Pode ter valor cultural e gastronômico, mas não deve ser usado como estratégia de saúde, melhora da imunidade, tratamento de gripe, sono, intestino, fertilidade ou “desintoxicação”.

O ponto principal é lembrar que hidromel é álcool. Mesmo quando é artesanal, antigo, “natural” ou feito com mel, os riscos do álcool continuam existindo. Teor alcoólico, tamanho da taça, frequência de consumo, medicamentos, gravidez, idade e histórico de saúde mudam a orientação.

O que é hidromel

Hidromel é produzido quando leveduras fermentam açúcares do mel e geram álcool e gás carbônico. O resultado pode ser seco, doce, leve ou mais alcoólico, dependendo de receita, fermentação, diluição, tempo, levedura e controle do processo.

Por ser uma bebida fermentada, ele pode variar muito. Uma porção pequena de uma versão mais alcoólica pode conter mais álcool do que a pessoa imagina. Por isso, comparar apenas “uma taça” com “uma taça” de outra bebida pode enganar.

QuestãoLeitura objetivaPor que importa
É natural?Pode ser feito de mel, água e levedura.Natural não significa livre de risco.
Tem vitaminas?Não é fonte relevante para justificar consumo.Comida de verdade cobre nutrientes sem álcool.
Ajuda a saúde?Não deve ser indicado como tratamento.Álcool aumenta riscos em vários contextos.
Caseiro é melhor?Depende de higiene, controle e armazenamento.Fermentação mal conduzida pode dar problema.

Benefícios: o que pode ser dito com segurança

O benefício mais honesto do hidromel é sensorial e cultural: sabor, harmonização, tradição e prazer gastronômico para adultos que podem consumir álcool. Isso é diferente de prometer efeito medicinal.

Mel contém compostos interessantes como alimento, mas fermentar mel em bebida alcoólica não transforma o produto em suplemento. Se o objetivo é saúde intestinal, imunidade, sono, pele ou energia, existem caminhos mais seguros e com melhor base: alimentação adequada, sono, atividade física, vacinação quando indicada e tratamento de doenças reais.

Riscos do álcool no hidromel

O CDC e o NIAAA descrevem riscos do álcool para acidentes, lesões, violência, intoxicação, interação com medicamentos, doença hepática, pressão alta, alguns cânceres, saúde mental e transtorno por uso de álcool. Quanto maior a quantidade e a frequência, maior tende a ser o risco.

Algumas pessoas devem evitar álcool completamente: gestantes ou quem pode engravidar, menores de idade, pessoas que vão dirigir ou operar máquinas, quem usa medicamentos que interagem com álcool, pessoas em recuperação de transtorno por uso de álcool e quem tem doenças em que álcool piora o quadro.

Gravidez, amamentação e crianças

Hidromel alcoólico não é adequado na gravidez. O NIAAA afirma que não há quantidade conhecida segura de álcool durante a gestação, e todos os tipos de bebida alcoólica podem expor o feto ao álcool. Se houve consumo antes de saber da gravidez, a orientação é parar e conversar com o profissional de saúde.

Crianças e adolescentes não devem consumir hidromel alcoólico. Bebidas “caseiras” ou “naturais” não mudam essa regra. Para sintomas de gripe, sono, apetite ou ganho de peso, álcool não é tratamento.

Na amamentação, a decisão sobre álcool deve ser discutida com profissional de saúde, considerando tempo, quantidade e segurança do bebê. O melhor é não transformar bebida alcoólica em rotina de cuidado.

Calorias, açúcar e diabetes

Hidromel pode conter álcool e açúcares residuais. Isso significa calorias líquidas e possível impacto em glicemia, apetite e controle de peso, especialmente em versões doces. Pessoas com diabetes, triglicérides altos, doença hepática, pancreatite, gastrite importante ou uso de medicamentos devem individualizar a orientação.

Também é comum subestimar bebidas. Um copo maior, uma bebida mais forte ou várias degustações podem somar mais álcool e calorias do que parece.

Como fazer em casa: cuidado antes da receita

Fazer hidromel em casa envolve fermentação alcoólica. O cuidado principal é higiene, uso de materiais próprios para alimento, controle de fermentação, recipiente adequado, limpeza, armazenamento e descarte quando houver cheiro, mofo, pressão anormal, gosto estranho ou dúvida de contaminação.

Não é prudente seguir receitas aleatórias que orientam fermentação ao ar livre, recipientes improvisados, garrafas sem controle de pressão ou consumo diário como se fosse tônico. Fermentação é processo alimentar e alcoólico; precisa de método, limpeza e responsabilidade.

Quem produz para vender precisa observar regras sanitárias e legais. Quem produz para consumo próprio deve ter clareza de que o resultado contém álcool e não deve ser oferecido a menores, gestantes ou pessoas que precisam evitar álcool.

Como consumir com menos risco

  • Considere o teor alcoólico e o tamanho real da porção.
  • Não misture com direção, sedativos, opioides, remédios para dormir ou outros medicamentos com interação.
  • Evite usar álcool para dormir, relaxar, lidar com ansiedade ou tratar sintomas.
  • Não ofereça a crianças, adolescentes ou gestantes.
  • Se perder o controle da quantidade, procure ajuda profissional.

Sinais de que o consumo merece atenção

Vale reavaliar se a pessoa bebe para dormir, aliviar ansiedade, esquecer problemas, conseguir socializar ou “abrir apetite”. Também preocupa quando há aumento gradual da quantidade, ressaca frequente, conflitos familiares, faltas no trabalho, direção após beber ou dificuldade de parar depois de começar.

Nesses casos, discutir o padrão de consumo com profissional de saúde é mais útil do que trocar hidromel por outra bebida.

Perguntas frequentes

Hidromel é mais saudável que vinho ou cerveja?

Não há motivo para tratá-lo como mais saudável. Todos são bebidas alcoólicas, e o risco depende de teor alcoólico, quantidade, frequência e contexto da pessoa.

Hidromel sem álcool existe?

Pode haver bebidas inspiradas em hidromel sem álcool, mas é preciso conferir rótulo e preparo. Se houver fermentação, pode restar álcool em graus variados.

Serve para gripe ou imunidade?

Não. Álcool não é tratamento para gripe, resfriado ou baixa imunidade. Sintomas persistentes, falta de ar, febre alta ou piora importante exigem avaliação.

Como beber hidromel com menos risco

O risco do hidromel depende do teor alcoólico, volume servido, frequência e contexto. Beber em casa não torna o álcool mais seguro. Evite dirigir, misturar com sedativos, beber em jejum ou usar como “remédio” para relaxar, dormir ou tratar sintomas.

Na produção caseira, higiene, fermentação e armazenamento importam. Receita mal controlada pode resultar em contaminação, pressão em garrafas, sabor estranho ou teor alcoólico imprevisível. Gestantes, pessoas com doença hepática, histórico de dependência ou uso de medicamentos sedativos devem evitar.

O que muda o efeito na dieta

FatorComo avaliar
PorçãoCompare a quantidade do prato com a porção do rótulo ou da receita.
PreparoFritura, açúcar, creme, óleo e bebidas calóricas mudam bastante o resultado.
FrequênciaConsumo eventual e hábito diário têm impactos diferentes.
Condição clínicaDiabetes, doença renal, alergias, gestação e transtornos alimentares pedem ajuste próprio.

Uma boa decisão alimentar precisa caber no orçamento, na fome, no horário e no prazer de comer. Cortes amplos sem necessidade podem reduzir variedade e aumentar culpa sem melhorar exames ou sintomas.

Fontes úteis

  • NIAAA: Understanding Alcohol Drinking Patterns
  • CDC: Alcohol Use and Your Health
  • NIAAA: Alcohol and Your Pregnancy
  • Kansas State/USDA NIFA: Safely Fermenting Food at Home

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição

Crepioca engorda?

26 de maio de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Resposta direta: crepioca não engorda sozinha. O resultado depende de tapioca, ovo, recheio e porção. Uma crepioca simples com recheio proteico tem leitura diferente de uma crepioca grande com queijo, creme, doces ou muitos acompanhamentos.

Ela pode ser prática, mas não é automaticamente fit. Para responder bem, compare o que entra na massa, o recheio e se ela substitui ou soma calorias na rotina.

A crepioca é uma mistura de goma de tapioca com ovo. Ela pode ser prática, mas deve ser analisada como refeição: a goma fornece carboidrato, o ovo adiciona proteína e gordura, e o recheio pode mudar totalmente as calorias.

Informações Nutricionais da Crepioca 

A base da crepioca são os ovos e a tapioca. Os ovos são fontes de gordura e proteínas, o que é importante para a síntese proteica e hormonal.

Em compensação, a tapioca é rica em carboidratos e não possui nenhuma fibra na composição.

Dessa forma, a crepioca consegue fornecer os 3 principais nutrientes da alimentação, o que a torna mais saudável que a tapioca ou apenas os ovos em si.

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Sendo assim, uma crepioca simples, preparada com um ovo e duas colheres de goma de mandioca fornece: 

  • Calorias: 154 
  • Carboidrato: 20g
  • Proteínas: 9,12g
  • Gorduras: 4,06g 
  • Sódio: 131,4 mg 
  • Fibras: 0 gramas 

Analisando a composição nutricional, a crepioca tem quase as mesmas calorias que um pão francês, por exemplo. 

Porém, a base do pão são apenas carboidratos e sódio, já a crepioca fornece uma boa quantidade de proteínas e gorduras.

A crepioca pode caber em uma alimentação equilibrada quando a porção e o recheio fazem sentido. Ela não é automaticamente emagrecedora nem engordativa.

Além disso, é preciso ter muito cuidado com os recheios utilizados no preparo. Apenas a receita simples é o suficiente para um café da manhã, por exemplo.

Como preparar Crepioca Simples 

Ingredientes

2 colheres de sopa de goma de tapioca 

1 ovo 

Sal a gosto 

Preparo 

Misture a goma de tapioca com o ovo e o sal. Em seguida, com a ajuda de uma frigideira antiaderente despeje o conteúdo e deixe que a crepioca cozinhe por dentro.

Assim que a parte de baixo soltar, vire-a do outro lado até dourar e sirva logo em seguida. Caso não tenha uma frigideira antiaderente em casa, utilize uma pequena quantidade (uma colher de sobremesa) de manteiga ou óleo de soja para não grudar.

Como deixar a crepioca mais saudável

Embora seja um prato relativamente saudável, a crepioca pode tornar-se ainda mais saudável com a adição de alimentos ricos em fibras e proteínas magras.

Neste caso, algumas opções inteligentes para recheio da crepioca são:

  1. Carnes Brancas: Peixes sem pele, frango desfiado.
  2. Legumes cozidos: Brócolis, cenoura, espinafre, couve-flor, quiabo e abobrinha.
  3. Hortaliças: Alface, acelga, almeirão, couve, agrião, rúcula.
  4. Queijos Magros: Ricota, queijo minas, cottage, mussarela light.
  5. Geleia de frutas sem açúcar.

O que evitar no recheio da crepioca 

  1. Queijos ricos em gordura: parmesão, mussarela, queijo prato e provolone.
  2. Mel e geleias industrializadas.
  3. Sorvetes e sobremesas com creme, chocolate ou nata.
  4. Açúcar refinado e derivados.
  5. Manteiga ou chantilly.

Como usar a crepioca no emagrecimento

Para emagrecer com a ajuda da crepioca, você deve apostar no preparo simples da receita e priorizar os recheios que oferecem saciedade.

Logo, as melhores opções são carne de frango desfiada, atum ou ricota, que não possuem grande quantidade de gordura.

Além disso, você deve combinar a crepioca com legumes e verduras sempre que possível. Neste caso, use a crepioca recheada como opção para o almoço ou jantar.

Já a opção mais simples (sem recheio) deve ser consumida preferencialmente no café da manhã, lanche da tarde ou durante o pré-treino.

Crepioca para ganhar peso 

A crepioca também pode ser usada por aquelas pessoas com dificuldade em ganhar peso. Neste caso, ela tem um valor calórico notável, o que contribui para esta situação.

No entanto, é necessário ganhar peso de forma saudável, evitando alimentos industrializados e ricos em gordura saturada ou trans.

Para ganho de peso ou maior gasto de treino, a porção pode ser ajustada, mas isso deve acompanhar proteína, qualidade do recheio e total calórico do dia. Aumentos fixos em colheres ou porcentagens não servem para todos.

Contraindicações da crepioca

Em diabetes, resistência à insulina ou colesterol alto, a crepioca não precisa ser proibida automaticamente. O cuidado é ajustar a quantidade de goma, escolher recheios com proteína e fibras e evitar excesso de queijo gorduroso, embutidos e doces.

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A goma de mandioca tem pouca fibra e pode elevar a glicose mais rapidamente quando usada em grande quantidade ou sem recheio proteico. Por isso, o contexto do prato importa.

O ovo inteiro pode fazer parte da alimentação de muitas pessoas. Quem tem colesterol alto ou risco cardiovascular deve individualizar frequência e preparo, em vez de retirar a gema por regra fixa.

Em diabetes ou resistência à insulina, a goma de tapioca pode exigir mais cuidado porque tem pouca fibra. Aveia, linhaça, feijões, pão integral e recheios proteicos podem melhorar saciedade e resposta glicêmica, mas a escolha deve ser individualizada.

Para colesterol alto, o mais importante é olhar o conjunto: gordura saturada, embutidos, queijos gordurosos, fibras, peso, exames e medicamentos. Recheios mais simples ajudam a controlar o prato.

Por fim, existem pessoas que podem desenvolver alergia a derivados da mandioca, como a goma utilizada no preparo do alimento.

Se este for o seu caso, evite utilizar o ingrediente e prefira outras opções substitutas, como as já mencionadas agora a pouco.

Perguntas frequentes

Pão francês: impacto depende da porção

Pão francês e crepioca podem ter calorias próximas dependendo da receita. A melhor escolha depende de saciedade, recheio, fibras, preferência e objetivo. Nenhum dos dois engorda sozinho.

Com tapioca: como comparar

A crepioca costuma ter mais proteína que a tapioca simples por causa do ovo. Isso pode melhorar saciedade, mas não previne diabetes. A resposta depende da porção de goma, recheio e padrão alimentar.

Quem malha pode comer crepioca?

Quem treina pode comer crepioca se ela encaixar no horário, na digestão e no objetivo. Ela fornece carboidrato e proteína, mas não garante energia para uma hora de treino para todas as pessoas.

Com pão integral: como comparar

Ambos alimentos são saudáveis, no entanto, o pão integral é mais rico em fibras e menos rico em proteína do que a crepioca. Dessa forma, você pode variar no consumo das duas preparações.

Conclusão

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A crepioca pode entrar tanto em planos de emagrecimento quanto de ganho de peso porque o resultado depende de porção, recheio, horário, treino e calorias totais.

Embora possua uma quantidade considerável de proteínas, a receita simples tem bastante gorduras e carboidratos.

Por este motivo, deve-se optar por recheios mais saudáveis e naturais e evitar aqueles recheios pesados e ricos em açúcar.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: Carbohydrates
  • MedlinePlus: Dietary Proteins

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição

Triphala: O que é, Principais benefícios e como tomar 

26 de maio de 2023 by Renato Fernandes da Silva

Antes de usar o produto, confira a dose e a procedência e defina com o profissional como avaliar o benefício e os efeitos adversos.

Você já ouviu falar do Triphala? Trata-se de um fitoterápico (fármaco obtido através de plantas), que tem sido usado a milhares de anos pela sociedade indiana para promover e melhorar a saúde.

Fitoterápicos, enzimas e compostos bioativos devem ser avaliados pela composição, dose, objetivo e segurança, não pela promessa de benefício. Dor abdominal, diarreia persistente, perda de peso, sangramento, doença hepática ou renal pedem avaliação antes de insistir em suplemento.

Sendo assim, o Triphala consegue melhorar e combater sintomas como estresse, ansiedade e distúrbios relacionados ao humor.

Além disso, é eficiente para reduzir as chances de agravamento de doenças do coração e das doenças inflamatórias.

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É nativo da Índia, sendo obtido através da mistura de frutas que apresentam propriedades consideradas relaxantes.

Além disso, o Triphala é um aliado no combate ao ganho de peso, pois é rico em fibras. Também pode ser usado para auxiliar no controle do Diabetes.

Veja mais detalhes do Triphala no decorrer do artigo e veja como tomá-lo, seja através de chá ou como suplemento.

Composição do Triphala

O Triphala é um pó seco preparado através da mistura de 3 frutas indianas:

  1. Amla: A amla assemelha-se com a groselha, tem sabor extremamente ácido e destaca-se por produzir um efeito diurético.
  2. Bibhitaki: É uma fruta com propriedades anti-hipertensivas e hipoglicemiantes, de sabor adstringente.
  3. Haritaki: Auxilia na digestão, no controle glicêmico e no combate a alguns tipos de inflamações.

9 Benefícios para a saúde 

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1- Aumento da imunidade 

O Triphala é fonte de antioxidantes, que combatem a ação dos radicais livres. Dentre eles está a vitamina C, que combate gripes e resfriados, além de manter a hidratação da pele.

Além disso, a Triphala contém uma grande quantidade de taninos, ácido elágico e ácido gálico que diminuem o risco de doenças como câncer e doenças relacionadas ao envelhecimento.

2- Emagrecimento

Em um estudo realizado em animais, o uso de Triphala por 10 dias diminuiu consideravelmente o percentual de gordura e a fome dos ratos de laboratório.

Além disso, os níveis de colesterol LDL (ruim) e triglicérides foram reduzidos. Em humanos, um estudo apontou que o uso do Triphala por 3 meses fez com que pacientes obesos perdessem 5 quilos a mais que o grupo placebo, aquele que não recebeu o fitoterápico.

Dessa forma, verifica-se que o Triphala pode auxiliar no emagrecimento e combater o acúmulo de peso.

3- Melhora do sistema gastrointestinal

Este benefício é um dos mais conhecidos atribuídos ao Triphala. O extrato de Triphala, por exemplo, é usado para combater diarréias.

Em indivíduos com úlcera e gastrite, o fitoterápico consegue fortalecer e proteger a mucosa do estômago.

Por fim, o Triphala evita dores e cólicas abdominais, melhora a consistência das fezes devido às fibras e controla a acidez estomacal.

4- Redução do estresse 

O Triphala consegue diminuir a atuação dos níveis de corticosterona, um hormônio que está relacionado aos níveis de estresse.

Nesse sentido, ele impede alterações comportamentais e bioquímicas do corpo, deixando as pessoas mais relaxadas e pacientes, por exemplo.

5- Prevenção de doenças cardiovasculares

Além de favorecer o emagrecimento, o Triphala diminui as chances de aterosclerose, infarto e acidente vascular cerebral.

As fibras das frutas que o compõem  conseguem atuar na redução das taxas de colesterol total, colesterol VLDL e na menor produção de ácidos graxos.

Devido a estas características, o Triphala pode ser usado como um produto para fortalecimento do sistema cardíaco e vascular.

6- Combate bactérias e microorganismos causadores de doenças 

Alguns estudos apontam que o uso de Triphala consegue controlar o crescimento de bactérias gram-positivas e negativas.

Isso significa que o efeito antibacteriano pode diminuir os riscos de infecções orais, impedindo a cárie e a formação de placas bacterianas, por exemplo.

Além disso, o Triphala pode evitar que bactérias causadoras de doenças intestinais como as viroses e inflamações na garganta consigam se alojar no organismo.

7- Proteção dos olhos 

A vitamina C presente nas frutas que compõem o Triphala reverte os efeitos causados pelo envelhecimento das células da córnea.

Nesse sentido, pode ser usado para impedir o surgimento de doenças como catarata, glaucoma e degeneração macular.

Em um estudo, apenas 20% dos animais tratados com Triphala desenvolveram catarata após a exposição ao selenito.

Em contrapartida, todos os animais expostos à substância e que não receberam doses de Triphala desenvolveram a doença.

8- Reduz processos de inflamação

Outro uso bem comum do Triphala, o combate a processos inflamatórios é mais um dos possíveis benefícios do fitoterápico.

Um estudo considerou que a administração de Triphala diminuiu o número de marcadores inflamatórios relacionados a inflamações do sistema ósseo e cartilaginoso.

Por sua vez, essa redução é responsável por diminuir os quadros de dores causadas pela artrite e artrose ou até mesmo no combate às dores nas costas.

9- Fortalece o organismo contra os efeitos do envelhecimento

Outro benefício relacionado ao uso do Triphala diz respeito à proteção que seus compostos conferem às células do corpo.

Isso significa que o fitoterápico é um aliado contra os efeitos do envelhecimento, como a diminuição da produção de colágeno e elastina, por exemplo.

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Em geral, o Triphala evita a oxidação celular, processo que favorece o crescimento desordenado de algumas células, aumentando as chances de câncer e outros eventos como rugas e flacidez.

É importante saber que os benefícios do Triphala são pautados em sua maioria na sabedoria indiana e nem todos estão totalmente esclarecidos pela ciência.

Contudo, é fato que como sendo uma substância natural e rica em vitaminas e compostos antioxidantes, certamente o Triphala é seguro para a saúde e pode ser utilizado como agente protetor e homeostático.

Como usar Triphala?

Em cápsulas, pó ou extrato líquido 

As doses indicadas para consumo diário de Triphala são em torno de 1 a 3 gramas diárias, ou de acordo com a prescrição médica.

A substância pode ser encontrada em cápsulas na forma de comprimidos, em pó ou extrato líquido. Em geral, o uso é indicado dessa forma:

  1. Extrato líquido: 30 gotas em uma xícara de água ou suco. Tome de 1 a 3 vezes por dia;
  2. Cápsulas/comprimidos: Tome de 1 a 2 vezes ao dia, de preferência com o estômago vazio para melhorar a absorção dos princípios ativos;
  3. Em Pó: Pode ser usado pela manhã ou antes de dormir, através de shots (mistura de Triphala com sucos concentrados). É indicado utilizar uma colher de sobremesa para cada copo de suco concentrado.

Chá de Triphala 

O chá de Triphala é feito através do uso do pó em conjunto de uma xícara de água quente. Deve ser tomado uma vez ao dia, de preferência antes das principais refeições.

A quantidade ideal é de uma colher de sobremesa para cada 200 mls de água quente. Você deve misturar bem o conteúdo e tomar assim que estiver morno.

Explore também no Blog da Saúde

  • Farmácia
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos, ervas e suplementos
  • MedlinePlus: segurança de medicamentos
  • NCCIH: uso seguro de produtos complementares

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição

Relação Cintura Quadril: O que é e qual a importância para a saúde cardiovascular 

26 de maio de 2023 by Renato Fernandes da Silva

A relação cintura-quadril é uma medida simples de distribuição de gordura corporal, útil para conversar sobre risco cardiometabólico, mas não diagnostica sozinha uma doença. Ela deve ser interpretada junto com pressão, glicemia, colesterol, histórico familiar, tabagismo, atividade física, sono e composição corporal.

Como medir sem enganar o resultado

A relação cintura-quadril divide a circunferência da cintura pela circunferência do quadril. O valor muda se a fita fica torta, se a pessoa prende a respiração, se mede sobre roupa grossa ou se escolhe pontos anatômicos diferentes. Por isso, repetir sempre do mesmo modo é mais importante do que buscar precisão falsa em uma única medida.

A cintura reflete acúmulo abdominal; o quadril entra como comparação. Em estudos populacionais, medidas de adiposidade central se associam a risco cardiovascular e metabólico, mas associação não é diagnóstico individual.

MedidaVantagemLimite
IMCSimples e padronizado.Não separa músculo de gordura.
CinturaMostra adiposidade abdominal.Depende de técnica.
Cintura-quadrilConsidera distribuição.Não substitui exames.
ExamesMostram glicose, lipídios e fígado.Precisam de contexto clínico.

Como usar na prática

O valor pode ajudar a perceber risco e acompanhar tendência. Se a cintura aumenta ao longo dos meses, especialmente junto com pressão alta, triglicérides, glicose alterada ou gordura no fígado, há motivo para agir. A ação não é “secar cintura” a qualquer custo; é melhorar padrão alimentar, atividade física, sono, álcool, tabagismo e acompanhamento médico quando indicado.

Atletas, idosos, pessoas com muita massa muscular, pós-parto, edema, cirurgias e diferenças corporais podem exigir leitura individual. Medida corporal nunca deve virar instrumento de culpa.

Medir: mesma fita, mesmo ponto, mesma condição.
Interpretar: junto de exames e risco global.
Acompanhar: tendência vale mais que medida isolada.
Agir: hábitos, pressão, glicose, colesterol e sono.

Quando procurar avaliação

Procure orientação se a cintura cresce rapidamente, há diabetes, pressão alta, colesterol alterado, apneia do sono, gordura no fígado, histórico familiar forte ou perda/ganho de peso sem explicação. A medida deve abrir uma conversa clínica, não fechar conclusão.

Como interpretar sem simplificar demais

Uma relação cintura-quadril alta sugere maior acúmulo abdominal em relação ao quadril, mas não diz sozinha quanto de gordura visceral existe, qual é a glicose, como está o fígado ou qual será o risco futuro. Ela é ferramenta de triagem e acompanhamento, não sentença.

O risco cardiometabólico melhora quando a pessoa combina medidas: circunferência da cintura, pressão arterial, glicemia, A1C quando indicada, colesterol, triglicérides, sono, tabagismo e nível de atividade. A pergunta útil não é apenas “meu número está alto?”, mas “que fator modificável posso trabalhar agora?”.

Erros comuns na medição

Medir a cintura no ponto mais fino em um dia e sobre o umbigo em outro muda o resultado. Apertar demais a fita também. Para acompanhar tendência, meça sempre em pé, com abdome relaxado, fita horizontal e condições semelhantes. O número isolado deve ser interpretado com margem de erro.

Também é melhor não medir diariamente. Variações de gases, ciclo menstrual, edema e alimentação podem confundir. Acompanhamento mensal ou em intervalos combinados costuma ser mais útil.

O que fazer se a medida está alta

A resposta não deve ser dieta extrema. Priorize alimentação com mais alimentos in natura, proteína adequada, fibras, redução de bebidas alcoólicas e açucaradas, atividade física progressiva, força muscular e sono. Se há exames alterados, o plano precisa ser clínico e não apenas estético.

Medida não é identidade

O objetivo de medir cintura e quadril é orientar risco, não rotular o corpo. Pessoas podem ter vergonha de medidas corporais e evitar atendimento. O texto de saúde deve usar a medida como ferramenta clínica: identificar tendência, motivar prevenção e decidir quando investigar fatores metabólicos.

Quando há obesidade, diabetes, hipertensão ou gordura no fígado, pequenas reduções sustentadas de peso e cintura podem melhorar exames. Isso não exige buscar um corpo específico. A meta clínica é reduzir risco e melhorar função.

Plano de acompanhamento

Escolha marcadores além da fita: pressão, glicemia, colesterol, qualidade do sono, fôlego, força e aderência alimentar. Se a cintura diminui, mas a pessoa perde força, vive com fome ou abandona vida social, o plano precisa ser melhor. Saúde cardiometabólica é mais ampla do que uma razão matemática.

Como conversar com o profissional

Leve medidas anteriores, peso, exames, medicamentos, histórico familiar e rotina de alimentação e atividade física. Pergunte se o risco vem mais de gordura abdominal, pressão, glicose, colesterol, sedentarismo, tabaco ou sono. A resposta ajuda a priorizar mudanças.

Também pergunte qual meta é realista nos próximos três meses. Metas pequenas, como caminhar mais, treinar força duas vezes por semana ou reduzir bebida alcoólica, podem melhorar risco mesmo antes de grandes mudanças corporais.

Uma medida alta pode ser ponto de partida para prevenção, mas não deve levar a cortes alimentares extremos. Mudanças sustentáveis em rotina, sono, atividade e alimentação costumam produzir melhor resultado clínico do que metas agressivas sem acompanhamento.

Se a medida causa ansiedade intensa ou comportamento alimentar rígido, pare de medir sozinho e procure orientação. A ferramenta deve orientar cuidado, não piorar relação com o corpo.

Quando usada com cuidado, a medida ajuda a acompanhar tendência e conversar sobre risco. Quando usada isoladamente, pode simplificar demais uma situação metabólica complexa.

Contexto clínico sempre decide.

A relação Cintura Quadril é um cálculo nutricional usado para diagnosticar o risco de doenças cardíacas e episódios como infarto, AVC e doenças relacionadas ao coração.

Passo a passo para medir as circunferências corporais

O cálculo da relação Cintura Quadril é fácil e extremamente prático. Ele é usado para traçar planos de emagrecimento e definir que abordagens serão utilizadas para impedir que os riscos aumentem ainda mais.

Além disso, quando a relação Cintura Quadril está alta, exames complementares devem ser prescritos, para verificar se existe alguma condição bioquímica grave como hipercolesterolemia, diabetes tipo 2 e gordura no fígado.

Sendo assim, o cálculo da relação Cintura Quadril é feito da seguinte forma:

Circunferência de cintura

  • Uma fita métrica é colocada em volta do abdômen (o/a paciente deve estar sem camisa);
  • Após a fita ficar ajustada, deve-se medir a circunferência da cintura (em volta do abdômen) e anotar os resultados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a circunferência de cintura máxima para as mulheres é de até 88 cm, já a circunferência de cintura para os homens é de até 102 cm.

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Circunferência do Quadril

  • Basta medir a circunferência total da região do quadril, que compreende a parte mais larga das nádegas;
  • A fita deve dar uma volta no entorno da região, é preciso ter cuidado para que o entorno seja o mais reto possível, evitando um círculo imperfeito.

Fase final: Obtendo o resultado

Esta fase divide a circunferência encontrada na cintura pelo resultado da circunferência do quadril. Sendo assim, se uma mulher tem 65 cm de cintura e 80 cm de quadril, basta dividir 65÷80 = 0,81.

Com este resultado, a relação Cintura Quadril desta paciente é de 0,81. Este valor encontrado é considerado normal.

No entanto, existe uma tabela que classifica os riscos cardiovasculares a partir do resultado da relação Cintura Quadril.

Valores de Referência Cintura Quadril (Risco Cardiovascular)

Mulheres

  • Risco Baixo: até 0,80
  • Risco Moderado: 0,81 até 0,85 
  • Risco Alto: Acima de 86 

Homens

  • Risco Baixo: até 0,95 
  • Risco Moderado: 0,96 a 1,0 
  • Risco Alto: Acima de 1,0 

Em resumo, a relação Cintura Quadril ideal para as mulheres é de até 0,80, já para os homens deve estar no máximo até 0,95.

Além deste cálculo, o IMC também deve ser realizado para acompanhar a classificação nutricional de acordo com o peso e estatura do paciente.

Valores acima do recomendado: O que eles indicam?

Quando o resultado da relação Cintura Quadril está acima do padrão ideal (0,80 para mulheres e 0,95 nos homens) significa que o paciente tem tido alguns hábitos alimentares errados.

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Isso porque o risco cardíaco e vascular nessa situação é alto, facilitando as chances de infarto, acidente vascular cerebral, parada respiratória ou cardíaca.

Nesse sentido, existe uma relação direta entre o acúmulo de gordura e o alto risco desses acontecimentos.

No entanto, o acúmulo de gordura tão expressivo só pode ser atingido através de excesso na ingestão de alimentos e nutrientes como gordura e carboidratos.

Tratamento para relação Cintura Quadril Alta

É feito com a ajuda de um médico e nutricionista.

O profissional médico é responsável por solicitar exames de acompanhamento, a fim de investigar possíveis doenças e resultados que comprometem a saúde do paciente.

Então, o nutricionista trabalha elaborando um plano alimentar e acompanhamento nutricional visando a redução da porcentagem de gordura na região abdominal e no quadril.

Além disso, as mudanças incluem a prática de exercícios físicos regulares, que aumentam o gasto de energia e diminuem as reservas de gordura.

Por fim, na hipótese de exames com alterações graves o uso de medicamentos é feito. Dentre esses medicamentos estão:

  1. Metformina e Glifage: Redução da glicose e controle do Diabetes
  2. Sinvastatina, Rosuvastatina e Atorvastatina: Controle das taxas de colesterol
  3. Losartana e Hidroclorotiazida: Controle da Hipertensão
  4. Pioglitazona e Levotiroxina: Tratamento de gordura no fígado.

Como diminuir a relação Cintura Quadril

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1- Faça exercícios físicos localizados

Esses exercícios têm como objetivo definir partes específicas dos músculos, como os do abdômen e da região dos glúteos.

Porém, devem ser executados com a ajuda de um professor de educação física, para evitar lesões e inflamações dolorosas.

2- Evite alimentos industrializados e ultraprocessados

A base desses alimentos práticos são gorduras saturadas e açúcar refinado, dois dos ingredientes que mais contribuem para o acúmulo de gordura no organismo, sobretudo na região da cintura.

3- Diminua o valor calórico da alimentação

Elimine de 300 a 500 calorias da alimentação diária, assim irá perder peso aos poucos, sem causar o efeito sanfona.

No entanto, procure ajuda nutricional para a escolha dos melhores alimentos e para estabelecer quais são as necessidades nutricionais básicas do seu organismo.

4- Aumente o consumo de alimentos crus

Verduras, legumes e frutas são as melhores opções para quem precisa diminuir a relação Cintura Quadril.

Além de fibras, fornecem vitaminas, minerais e tem um valor calórico menor que outros alimentos como massas, pães e arroz.

5- Prefira proteínas magras

Nem todas as proteínas são saudáveis, existem carnes que são ricas em gorduras saturadas como acém, lombo de porco ou carnes com pele.

Neste caso, você deve preferir as carnes mais magras como peito de frango, coxão mole, e alguns peixes sem capas de gordura.

Outra opção é aumentar a ingestão de proteínas vegetais como as leguminosas (grãgrão-de-bicoo de bico, feijão, lentilha) grãos integrais (soja, aveia, gérmen de trigo) e sementes (linhaça, girassol, abóbora e gergelim).

Conclui-se que controlar a relação Cintura Quadril é fundamental para fortalecer o coração e o sistema respiratório, além de impedir doenças como Obesidade e Diabetes tipo 2.

Explore também no Blog da Saúde

  • Nutrição
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • WHO: alimentação saudável
  • USDA FoodData Central
  • MyPlate: grupos alimentares

Fontes e leitura útil

  • WHO: waist circumference and waist-hip ratio
  • CDC/NCHS: waist circumference methodology
  • European Heart Journal: waist measures and CVD events
  • AHA journal: waist and hip circumference risk

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição

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