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Remédio para queda de cabelo: opções e quando investigar

9 de maio de 2023 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Sobre Remédio para queda de cabelo: opções e quando investigar: segurança depende de indicação correta, dose e acompanhamento. Falta de ar, urticária, inchaço, desmaio, confusão, sangramento ou piora importante depois de iniciar um remédio mudam a urgência.

A queda de cabelo pode ser temporaria ou permanente. Pode tambem afetar ambos os sexos e todas as faixas etarias. 2 1

A queda de cabelo pode ser temporária ou permanente. Pode também afetar ambos os sexos e todas as faixas etárias. Quem sofre com queda de cabelo pode apresentar sofrimento significativo, diminuindo sua qualidade de vida[1]Shapiro J. Hair loss in women. New England Journal of Medicine. 2007 Oct 18;357(16):1620-30..

Diversas causas estão envolvidas na queda de cabelo. A perda de cabelo devido a idade é a causa mais comum, mas também pode ser resultado de hereditariedade, alterações hormonais, uso de determinados medicamentos, condições médicas, deficiência de vitaminas, entre outros.

A queda de cabelo que ocorre devido a hereditariedade é chamada de alopecia androgênica, calvície de padrão masculino e calvície de padrão feminino. Geralmente, acontece de forma gradual e em padrões previsíveis. Algumas alterações hormonais e condições médicas comuns que podem causar queda de cabelo incluem gravidez, parto, menopausa, problemas de tireoide, alopecia areata, infecções no couro cabeludo e tricotilomania (que se refere ao distúrbio de puxar o cabelo).

A queda de cabelo pode ser temporaria ou permanente. Pode tambem afetar ambos os sexos e todas as faixas etarias. 3 2

Alguns medicamentos podem resultar em efeitos adversos, causando a queda de cabelo, como os utilizados para artrite, câncer, depressão, problemas cardíacos e pressão alta. O tratamento de radioterapia na cabeça também pode fazer o cabelo não crescer mais como antes.

Deficiência de vitaminas e dietas restritivas influenciam na queda de cabelo. Além disso, alguns penteados contribuem para a perda de cabelo, principalmente quando o cabelo é arrumado de maneiras onde as raízes são muito puxadas, como tranças e rabos de cavalo apertados[2]Mounsey A, Reed SW. Diagnosing and treating hair loss. American family physician. 2009 Aug 15;80(4):356-62..

A queda de cabelo pode ser temporaria ou permanente. Pode tambem afetar ambos os sexos e todas as faixas etarias. 4 1

A perda pode ser permanente se os folículos capilares estiverem danificados. É importante ainda destacar que choques emocionais e eventos estressantes também podem influenciar na queda de cabelo, mas esse tipo de perda capilar tende a ser temporário.

Algumas pessoas decidem deixar a perda de cabelo seguir seu curso natural. Outras encobrem com lenços, chapéus e penteados. E outras pessoas optam por remédios e tratamentos disponíveis que ajudem a restaurar a queda de cabelo.

Nesse artigo, você verá alguns remédios que são bons para tratar a queda de cabelo, mas antes de prosseguir com qualquer tratamento, converse com seu médico sobre a causa de sua queda de cabelo e a melhor opção de tratamento para o seu caso.

Confira agora quais são as melhores opções de remédio para queda de cabelo!

1 – Minoxidil

Esse medicamento via oral foi criado inicialmente para o tratamento de hipertensão. Mas em 1987, uma forma tópica de minoxidil foi desenvolvida para estimular o crescimento capilar. O minoxidil para tratamento de queda de cabelo está disponível em forma líquida ou em espuma[3]Ross EK, Shapiro J. Management of hair loss. Dermatologic clinics. 2005 Apr 1;23(2):227-43..

A forma líquida contém álcool e propilenoglicol, duas moléculas necessárias para dissolver o minoxidil e aumentar sua absorção nos tecidos. Formulações contendo 2% e 5% de minoxidil podem ser usadas na alopecia do couro cabeludo em pacientes com mais de 18 anos de idade. 

É necessário que o minoxidil tenha uso prolongado para manter os resultados clínicos, pois os seus efeitos regridem com a suspensão do medicamento. Os efeitos iniciais ocorrem após aproximadamente oito semanas de tratamento, e os efeitos máximos ocorrem após quatro meses. 

Acredita-se que o efeito satisfatório de minoxidil para o tratamento da queda de cabelo deve-se à estimulação da microcirculação próxima aos folículos pilosos por indução de vasodilatação, o que pode ocasionar o crescimento capilar.

2 – Finasterida

A finasterida é um medicamento aprovado pela FDA para o tratamento de hiperplasia benigna da próstata e alopecia androgênica em homens. Esse medicamento atua inibindo a isoenzima 5-alfa-redutase, resultando na inibição da conversão da testosterona em dihidrotestosterona (DHT). A queda de cabelo é retardada, mas não totalmente interrompida.

A finasterida encontra-se disponível em comprimidos de 1 mg ou de 5 mg para uso oral. Cada dose possui uma indicação diferente. Para queda de cabelo masculina, a dosagem recomendada é de 1 mg uma vez ao dia. Pode ser necessário entre 6 e 12 meses de tratamento continuado para avaliar o benefício desse medicamento.

3 – Espironolactona

A espironolactona é um medicamento utilizado para o tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca, além de algumas outras indicações além das doenças cardiovasculares. 

Devido às suas propriedades antiandrogênicas, muitos médicos costumam recomendar esse medicamento para tratar a alopecia androgenética. A espironolactona atrapalha a atuação dos hormônios que contribuem para o desenvolvimento da doença.

O uso de espironolactona consiste em um tratamento eficaz e seguro para queda de cabelo, aumentando a sua eficácia quando combinado com outros tratamentos convencionais, como o minoxidil. O tratamento é indicado para todas as fases da calvície, desde que ainda não tenha ocorrido a perda total dos fios. No entanto, é recomendado que se inicie o quanto antes para que o paciente tenha resultados realmente satisfatórios.

4 – Suplementos Nutricionais

A queda de cabelo é um problema bastante comum que pode ser melhorado com suplementação de vitaminas e minerais[4]Rushton DH. Nutritional factors and hair loss. Clinical and experimental dermatology. 2002 Jul 1;27(5):396-404..

Porém, apesar da suplementação ser relativamente acessível, é importante ter conhecimento sobre quais vitaminas e minerais são úteis no tratamento da queda de cabelo.

A queda de cabelo pode ser temporaria ou permanente. Pode tambem afetar ambos os sexos e todas as faixas etarias. 5 1

Por exemplo, estudos mostram que a suplementação da dieta com baixos níveis de vitamina D pode melhorar os sintomas da alopecia androgenética e eflúvio telógeno, que são os dois tipos mais comuns de perda de cabelo. Quando os níveis de ferro estão baixos, a suplementação de ferro também é recomendada, juntamente com a ingestão adequada de vitamina C.

Deve-se estar atento também ao excesso de vitaminas. O excesso de vitamina A, por exemplo, pode contribuir para a queda de cabelo, assim como o excesso de selênio.

Pessoas que apresentam queda de cabelo precisam ser avaliadas pelo histórico médico, histórico alimentar e exame físico quanto a fatores de risco para deficiência de nutrientes. Se houver deficiências nutricionais, essas deficiências devem ser corrigidas.

Quando devo consultar um médico?

Consulte um médico dermatologista se estiver preocupado com a queda de cabelo persistente.

Se você notar uma queda de cabelo repentina ou irregular ou mais do que o normal ao pentear ou lavar o cabelo, marque uma consulta, pois a perda repentina pode indicar alguma condição médica subjacente que requer tratamento.

Quando revisar o plano

Para evitar erro comum, separe efeito esperado, efeito adverso e sinal de alerta. Para Remédio para queda de cabelo: opções e quando investigar, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.

PontoPergunta prática
IndicaçãoQual problema o remédio pretende tratar?
Dose e horárioA forma de usar está igual à prescrição ou bula?
InteraçõesHá álcool, sedativos, anticoagulantes ou outros remédios juntos?
AlertaFalta de ar, inchaço, urticária ou confusão mudam a urgência.
Evite concluirPrefira confirmar
“Serve para qualquer dor ou sintoma”Indicação aprovada, dose e tempo de uso.
“Se é vendido, é seguro para mim”Contraindicações, alergias e outros remédios.
“Efeito colateral sempre obriga parar”Gravidade do efeito e orientação do prescritor.

Para consultas, leve uma lista com dose, horário, motivo de uso, outros remédios, suplementos, alergias e efeitos percebidos. Isso ajuda a separar reação adversa, interação, uso em horário inadequado ou sintoma da própria doença.

O acompanhamento fica mais útil quando há um critério claro de melhora, um sinal de piora e um prazo para reavaliar a decisão.

Fonte: MedlinePlus: medicines.

Fontes úteis

  • FDA: dispositivos estéticos e cosméticos
  • American Academy of Dermatology: saúde da pele
  • MedlinePlus: cirurgia plástica e estética

Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Shapiro J. Hair loss in women. New England Journal of Medicine. 2007 Oct 18;357(16):1620-30.
↑2 Mounsey A, Reed SW. Diagnosing and treating hair loss. American family physician. 2009 Aug 15;80(4):356-62.
↑3 Ross EK, Shapiro J. Management of hair loss. Dermatologic clinics. 2005 Apr 1;23(2):227-43.
↑4 Rushton DH. Nutritional factors and hair loss. Clinical and experimental dermatology. 2002 Jul 1;27(5):396-404.

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Mesoterapia capilar: evidência, riscos e quando avaliar

7 de novembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Resposta direta: mesoterapia capilar é uma técnica de injeções no couro cabeludo com substâncias variadas. Pode ser oferecida para queda de cabelo, mas não deve vir antes do diagnóstico. Queda por calvície androgenética, eflúvio telógeno, alopecia areata, tração, inflamação ou deficiência nutricional tem causas e tratamentos diferentes.

O maior risco editorial nesse tema é vender o procedimento como solução para “queda capilar” em geral. O cabelo cai por mecanismos diferentes; se a causa não foi identificada, injetar substâncias pode trazer custo, dor, irritação e atraso de tratamento mais adequado.

O diagnóstico vem antes da técnica

Uma avaliação de queda de cabelo costuma investigar tempo de evolução, padrão da perda, afinamento dos fios, falhas arredondadas, coceira, descamação, dor no couro cabeludo, parto recente, febre, cirurgia, estresse, dieta restritiva, medicamentos e histórico familiar.

Padrão Hipótese comum Por que muda a conduta
Raleamento progressivo no topo Alopecia androgenética Pode exigir tratamento contínuo e acompanhamento.
Queda difusa após estresse, doença ou parto Eflúvio telógeno Muitas vezes a causa sistêmica precisa ser corrigida.
Falhas em placas Alopecia areata ou micose, entre outras Procedimento estético pode ser inadequado.
Dor, crostas ou cicatriz Alopecia inflamatória/cicatricial Precisa avaliação rápida para preservar folículos.

O que a mesoterapia tenta fazer

Na prática, o termo mesoterapia pode envolver vitaminas, medicamentos, vasodilatadores, anti-inflamatórios ou combinações não padronizadas. Essa variação dificulta avaliar evidência e comparar resultados. O leitor deve perguntar exatamente qual substância será aplicada, em qual dose, com qual objetivo e com quais riscos.

Quando há estudos para queda de cabelo, eles variam por população, protocolo e comparação. Isso não permite prometer resposta para todos. Em muitos casos, tratamentos com melhor base, como minoxidil em situações específicas, precisam ser discutidos antes de procedimentos injetáveis.

Riscos e limites do procedimento

Injeções no couro cabeludo podem causar dor, sangramento, hematomas, infecção, alergia, irritação, piora de dermatite ou cicatrizes. O risco aumenta quando a substância não é clara, quando o procedimento é feito fora de ambiente adequado ou quando a queda tem causa inflamatória ativa.

  • Desconfie de promessa de crescimento garantido.
  • Peça nome das substâncias e justificativa de cada uma.
  • Não faça se houver infecção, ferida, dor intensa ou diagnóstico incerto.
  • Fotografe a evolução com mesma luz e divisão do cabelo.

Quando pode entrar na conversa

Mesoterapia pode ser discutida como complemento em cenários selecionados, depois de diagnóstico, explicação de alternativas e alinhamento de expectativa. Ela não deve substituir investigação de anemia, tireoide, deficiência nutricional, medicamentos, doenças inflamatórias ou alopecias cicatriciais quando esses pontos são plausíveis.

O objetivo precisa ser mensurável. Contagem de fios no ralo não é suficiente, porque varia muito. Fotos padronizadas, tricoscopia, densidade, largura da risca e percepção funcional ajudam mais.

Perguntas antes de aceitar

Pergunta Boa resposta deve incluir
Qual é meu diagnóstico? Nome da alopecia provável e critérios usados.
O que será injetado? Substância, dose, frequência e risco.
Qual alternativa tem melhor evidência? Comparação com tratamentos tópicos, orais ou controle da causa.
Quando vamos saber se ajudou? Prazo, fotos e critérios de continuidade.

Sinais de alerta no couro cabeludo

Procure avaliação se houver queda rápida, falhas com descamação, dor, pus, crostas, sangramento, coceira intensa, perda de sobrancelhas, sinais sistêmicos ou áreas lisas sem pelos. Nesses casos, a prioridade é diagnóstico, não procedimento.

O que deve ser examinado antes

O couro cabeludo precisa ser observado. Descamação, oleosidade, feridas, áreas brilhantes sem poros, rarefação na linha frontal, entradas, falhas circulares e quebra do fio apontam caminhos diferentes. Em alguns casos, exames de sangue ajudam; em outros, a tricoscopia ou biópsia pode ser necessária.

Sem esse raciocínio, qualquer tratamento vira tentativa. A pessoa pode receber injeções enquanto a causa real é tração por penteados, doença da tireoide, deficiência de ferro, medicação recente, dermatite seborreica ou alopecia cicatricial.

Procedimento não deve prometer substituir tratamento de base

Quando há alopecia androgenética, o tratamento costuma precisar de continuidade. Se o estímulo é interrompido, a tendência pode voltar a aparecer. Quando há eflúvio telógeno, muitas vezes o foco é identificar gatilho e permitir recuperação do ciclo do fio. Quando há alopecia areata, a lógica é imunológica.

Por isso, mesoterapia não deve ser anunciada como caminho único. O profissional deve explicar se o objetivo é complementar, tentar resposta em caso selecionado ou se há alternativa com evidência mais consistente para o diagnóstico.

Como reduzir risco se for feita

O procedimento deve ocorrer com técnica asséptica, substância identificável, plano claro de sessões e registro de efeitos adversos. Dor excessiva, pus, crostas, febre, inchaço importante ou piora da queda após aplicação pedem revisão.

Também é importante evitar múltiplas terapias iniciadas ao mesmo tempo. Se a pessoa começa mesoterapia, minoxidil, suplemento, laser e mudança alimentar na mesma semana, fica difícil saber o que ajudou ou irritou.

O que seria uma resposta realista

Fios crescem devagar. Uma avaliação séria costuma precisar de meses, não dias. O resultado deve ser medido por densidade, espessura, fotos e redução de queda quando o diagnóstico permite. “Cabelo mais bonito” é uma percepção frágil se não houver medida comparável.

Exames e tratamentos que podem vir antes

Dependendo da história, pode ser necessário investigar ferritina, função tireoidiana, vitamina D, B12, inflamação, doenças autoimunes ou uso de medicamentos. Nem todo exame é necessário para todos, mas queda difusa persistente, queda pós-doença e rarefação progressiva pedem raciocínio organizado.

Tratamentos como minoxidil, controle de dermatite, ajuste de medicação, correção de deficiência, antiandrógenos em casos selecionados ou terapias para alopecia areata podem ter papel conforme diagnóstico. Mesoterapia só deveria ser discutida depois dessa triagem.

Quando desconfiar de publicidade excessiva

Promessas de “ativar folículos dormindo”, “nutrir diretamente a raiz” ou “parar queda em poucas sessões” simplificam demais a biologia do cabelo. Folículos respondem a hormônios, inflamação, genética, ciclo capilar e saúde geral. Uma técnica injetável não corrige todas essas variáveis.

Se a proposta não menciona diagnóstico, risco, alternativas e prazo de avaliação, o leitor deve tratar como marketing, não como plano clínico.

Registro fotográfico e prazo

Fotos mensais com a mesma luz, cabelo dividido do mesmo modo e distância parecida ajudam mais do que olhar no espelho todos os dias. Queda de cabelo oscila; avaliar diariamente aumenta ansiedade e pode fazer a pessoa abandonar tratamento cedo demais.

Se não há qualquer sinal de estabilização após prazo combinado, ou se a rarefação progride, a hipótese inicial deve ser revista. O plano precisa ter critério de continuidade e critério de parada.

Depois da consulta: o que acompanhar

Guarde uma lista dos tratamentos usados, dose, frequência e efeitos adversos. Informe se houve irritação, coceira, caspa, dor no couro cabeludo ou aumento da queda. Essa linha do tempo evita repetir terapias que já falharam e ajuda a escolher a próxima etapa com mais critério.

Fontes usadas nesta revisão

As fontes abaixo ajudam a conferir indicações, limites, riscos e pontos de segurança citados no artigo.

  • American Academy of Dermatology: hair loss diagnosis and treatment
  • Mayo Clinic: hair loss diagnosis and treatment
  • FDA: fat-dissolving injections not approved can be harmful
  • Review: treatment options for androgenetic alopecia

Arquivado em: Artigos, Curiosidades, Dermatologia Marcados com as tags: alopecia, calvície, dermatites, mesoterapia capilar, queda de cabelo, queda dos fios

Tratamentos para queda de cabelos

12 de setembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Você está lidando com queda de cabelos? Pois saiba que você não está só. Embora a queda de cabelos e também a calvície seja mais comum entre os homens, 50% das mulheres sofrem, durante a vida, com essa mesma situação. 

Queda de cabelo precisa de padrão e linha do tempo

Queda de cabelo pode ser eflúvio telógeno, alopecia androgenética, alopecia areata, quebra por tração/química, inflamação do couro cabeludo ou efeito de doença e medicamentos. O padrão orienta o caminho: queda difusa, entradas, rarefação no topo, falhas arredondadas, descamação, dor ou coceira não têm a mesma causa nem o mesmo tratamento.

Em queda de cabelo, fotografias seriadas costumam ser mais úteis do que contar fios no banho. O que importa é padrão, densidade, velocidade, sintomas do couro cabeludo e fatores clínicos associados. Esse registro evita abandonar cedo um tratamento ou atrasar investigação quando a queda acelera.

AchadoComo interpretar
Queda difusa após estresse, febre ou partoPode sugerir eflúvio, que costuma ter linha do tempo própria.
Rarefação progressiva no topoPode indicar alopecia androgenética e pede acompanhamento de evolução.
Falhas arredondadasPodem sugerir alopecia areata ou outras causas localizadas.
Dor, feridas ou descamação intensaLevanta suspeita de inflamação, infecção ou alopecia cicatricial.

O que vale registrar

  • Quando começou, se é queda difusa ou falha localizada e se há quebra dos fios.
  • Parto, febre, cirurgia, dieta restritiva, anemia, tireoide, medicamentos ou estresse recente.
  • Produtos químicos, tração, penteados apertados, alisamento e coceira no couro cabeludo.
  • Fotos do couro cabeludo com a mesma luz para comparar densidade.

Atenção: procure avaliação se há falhas rápidas, dor, feridas, descamação importante, perda de sobrancelhas, sinais hormonais ou queda persistente por meses.

Mas é importante salientar que a queda de cabelos não precisa ser um alarde, uma vez que pode acontecer de forma completamente natural, podendo perder entre 60 a 100 fios de cabelo por dia. 

Nas épocas mais frias do ano, como outono e inverno, a queda de cabelos pode ser tornar mais acentuada e isso acontece porque a raiz do cabelo recebe menos nutrientes e também menos bombeamento de sangue. Já em épocas do ano mais quentes, é normal que a queda cesse.  

Existem situações que aceleram a queda de cabelos, como por exemplo o uso de determinados produtos capilares, alisamentos, chapinhas ou até mesmo penteados que podem quebrar o cabelo. 

É necessário que a queda de cabelos e a calvície sejam diferenciados, já que são problemas diferentes. A calvície é definida pela falta de cabelos na cabeça, tendo inúmeros fatores que podem causar perda dos cabelos. Existem diferentes maneiras de lidar com o problema.

Já a queda de cabelos pode acontecer de forma progressiva mas também pode acontecer de maneira repentina, e pode atingir além do couro cabeludo, o corpo inteiro. 

Continue lendo este artigo e conheça as causas e tratamentos para queda de cabelos. 


Causas para queda de cabelos 

É normal que, com a idade, os nossos fios fiquem cada vez mais finos e rarefeitos. Não é incomum ouvir pessoas mais velhas comentarem sobre a perda de cabelo ou até mesmo sobre a fragilidade deles. 

Porém, de fato algumas pessoas apresentam queda de cabelo de forma mais acentuada, o que pode sim sinalizar um possível problema de saúde e algum tipo de disfunção no corpo. Porém, mesmo em casos mais acentuados, não há motivos para sofrimento ou pânico. 

Vale lembrar também que a queda de cabelo não necessariamente levará a um quadro de calvície, já que todos os fios que estão caindo serão repostos por novos.  

Em todo caso, vale apontarmos as possíveis causas para quedas de cabelos mais acentuadas.

1. Doenças de tireóide

É bem possível que o hipotreodismo cause alopecia, a conhecida queda de cabelo. Segundo a Biblioteca Virtual de Saúde, a alopecia é classificada como cicatricial ou não-cicatricial, dependendo se a perda de cabelo é permanente ou não, conforme a área do cabelo atingida (bulbo, matriz do cabelo, etc). 

2. Deficiência de ferro 

Sim, a deficiência de ferro pode causar queda de cabelos, uma vez que ele é responsável pela geração de hemoglobina no nosso corpo e a sua ausência pode atuar diminuindo de forma bastante considerável o nível de oxigênio e hemoglobina no sangue. 

O oxigênio têm papel fundamental no nosso corpo, já que gera células e repara os tecidos antigos. Da mesma forma que os nossos folículos capilares necessitam de hemoglobina para que possa gerar fios novos. 

O cabelo possui um ciclo de crescimento e é responsável por reparar a perda diária dos fios, porém quando o nosso corpo sofre com a falta de cálcio, fica impossível gerar o crescimento ideal dos fios. 

3. Excesso de estresse

O estresse pode atuar diretamente na queda de cabelos, trazendo consequências tanto físicas quanto mental. Não há um momento certo para que o nosso corpo seja submetido aos níveis altos de estresse. Geralmente, esse momento acontece depois de um acidente de trânsito, por exemplo, ou do diagnóstico de uma doença grave, enfim. 

Situações assim podem causar uma possível “troca de fios de cabelo”, fazendo-os cair com maior velocidade. Existem casos também em que o estresse não é, necessariamente, a causa principal da queda de cabelos, mas piora e acelera a queda dos fios, que já acontece por algum outro motivo. 

4. Alterações hormonais 

As alterações hormonais podem acontecer em determinadas situações em nossas vidas, o que é bem comum. Durante a gestação, por exemplo, as alterações hormonais se caracterizam como uma forte causa da queda de cabelos. A troca de pílulas, marcando um novo método anticonceptivo, também pode desencadear na queda de cabelos. 

Nesses casos mais pontuais, é necessário um acompanhamento com o médico dermatologista, ou se estiver fazendo uso do anticoncepcional, ter o acompanhamento com o médico ginecologista para que seja tomada alguma decisão sobre a queda de cabelos. 

5. COVID -19

Ainda hoje não se sabe exatamente todas as possíveis consequências da COVID -19 no organizamos humano. Porém, algumas delas podem ser observadas, como é o caso da queda de cabelos. 

Nesses casos a perda de cabelo se concentra, normalmente, na linha frontal da cabeça, no ato de pentear o cabelo, por exemplo. Geralmente a queda de cabelos se dá algumas semanas a 3 meses após o indivíduo ter contraído o vírus e pode durar até 9 meses. 

Nesses casos, o ideal é que o paciente siga acompanhado de um médico dermatologista, pois somente dessa forma será possível examinar o couro cabeludo, além da execução de exames que poderão indicar a causa da queda de cabelos e medidas que podem acelerar o crescimento dos fios.  


Confira tratamentos para quedas de cabelos 

Para tratar a queda de cabelos é possível recorrer a alguns remédios, suplementos e até mesmo tratamentos com produtos específicos. Acompanhe alguns tratamentos:

1. Produtos Tópicos

Os produtos tópicos configuram um dos tratamentos mais comuns e mais utilizados contra a queda de cabelo. Eles podem ser shampoos ou até mesmo tônicos antiqueda. Os shampoos possuem concentração alta para que fortaleçam os fios. 

Esses shampoos possuem cafeína anidra, um ativo antioxidante que estimula o crescimento dos fios, além de atuar combatendo a queda.  

2. Microagulhamento 

O microagulhamento é considerado o tratamento para queda de cabelos mais agressivo e invasivo. Isso acontece porque durante o tratamento o dermatologista utiliza um tipo de dispositivo com agulhas bem pequenas direto no couro cabeludo com o objetivo de criar pequenos ferimentos.

As agulhas atingem, por meio dos furos, a camada intermediária da pele do couro cabeludo, possibilitando que as células da pele curem as feridas, fazendo com que a produção de colágeno seja aumentada. Essa ação auxilia no fortalecimento dos folículos capilares, atuando contra a queda de cabelos. 

3. LEDterapia 

Essa técnica atua diretamente no estímulo do crescimento das células do folículo capilar no couro cabeludo, aumentando assim a atividade celular ao redor do folículo. Essa técnica tem como objetivo diminuir a inflamação capilar para que os fios do cabelo possam crescer mais fortes e grossos.

4. Minoxidil tópico

Esse medicamento tópico trata diretamente a queda de cabelo. Ele atua diretamente no fluxo sanguíneo, provocando a vasodilatação dos capilares e favorece o fluxo sanguíneo no folículo piloso. Uma vez que os folículos recebem mais sangue, eles ficam mais fortes e resistentes.  

O efeito do tratamento pode ser observado após 4 meses do seu início. Mesmo após esses meses, é necessário permanecer realizando o tratamento, uma vez que se acontecer sua interrupção o couro cabeludo voltará para o seu estado anterior que é a queda de cabelo. 

Cuidados para evitar a queda de cabelo 

Os cuidados diários para evitar a queda de cabelo podem ser realizados por qualquer pessoa. Manter o cabelo fortalecido e saudável requer a utilização de produtos, no dia a dia, além de utilização de práticas saudáveis. 

A higienização do cabelo é essencial, mantendo os fios sempre limpos com a ajuda de produtos que promovam a saúde da raiz até o fio do cabelo. Caso haja a ausência de vitaminas, é necessário que o seu médico receite alguma reposição oral de vitaminas, para ajudar no fortalecimento dos fios.  

Essas práticas podem ajudar na diminuição da queda. Porém, se essas técnicas não ajudarem no combate à queda de cabelos, é necessário a procura de um médico dermatologista para realizar o acompanhamento ou para a realização de alguns procedimentos clínicos feitos para solucionar o problema, como os tratamentos já citados neste conteúdo.

Confira algumas dicas que atuam na prevenção da queda de cabelos. 

1. Shampoo antiqueda 

Existem alguns shampoos que ajudam no combate da queda do cabelo e também estimulam o crescimento dos fios. O processo de melhoria acontece e outros benefícios também são estimulados, como por exemplo a elasticidade do cabelo, aumento da microcirculação da nutrição do bulbo capilar. Shampoos com a presença do extrato de jaborandi também possuem função antiqueda, já que se trata de um poderoso antioxidante e estimulante do crescimento dos fios. 

2. Alimentação saudável 

Não é segredo para ninguém que a alimentação saudável faz toda a diferença no dia a dia de todos nós. Isso acontece porque quando nos alimentamos bem o nosso corpo funciona, em todos os aspectos, de forma positiva, proporcionando qualidade de vida e bem-estar. 

Com relação a queda de cabelos não é diferente. Uma boa alimentação fornece substâncias suficientes que promovem o fortalecimento dos fios permitindo uma maior resistência à queda.  

Os alimentos ideais para combater a queda de cabelos são ricos em proteínas e vitaminas, como exemplos temos peixes, soja, ovo, frutas vermelhas, vegetais verde-escuros e feijão. Eles são ricos em ação anti-inflamatória, antioxidante e antiséptica. 

Confira alguns alimentos que podem ajudar na queda de cabelo: 

1. Peixe: Peixes como salmão, sardinhas e atum podem atuar no combate à queda de cabelos por serem uma ótima fonte de ômega 3, que possui ação anti-inflamatória e ajudam na prevenção da inflamação dos folículos pilosos. 

2. Ovo: Poderosa fonte de proteínas e biotina, nutrientes essenciais que estimulam a produção de queratina, proteína que protege e preserva os nutrientes no fio, ajudando a manter o cabelo saudável, um bom crescimento e no combate à queda de cabelo. 

Além disso, o ovo também é rico em selênio e zinco, nutrientes que atuam diretamente no crescimento saudável capilar. 

3. Cenoura: Rica em vitamina A e E, a cenoura ajuda a melhorar a circulação sanguínea do couro cabeludo, tendo também ação oxidante, evitando os danos que os radicais livres provocam, podendo enfraquecer os fios e ocasionando na queda do cabelo. 


3. Restauração dos fios 

Produtos que realizam a restauração dos fios têm importante função no combate à queda dos cabelos. Produtos com aminoácidos que fazem a função de repor a hidratação e auxiliar na reestruturação da massa capilar, promovendo um efeito de recuperação dos fios já danificados. 

Dessa forma, escolha sempre produtos com a presença de aminoácidos para realizar a reparação dos fios. 


Conclusão

Os cabelos são símbolos de vaidade e feminilidade, sejam eles curtos, longos, crespos, lisos ou cacheados. Para mantê-los sempre em dia, alguns aspectos são necessários, como já citados no texto. 

Algumas dicas como manter sempre o shampoo adequado para o uso, observar a reação do seu cabelo ao utilizar cada produto, evitar o uso de água quente, em hipótese algumas friccionar ou arranhar o couro cabeludo, além de usar loções estimulantes.

É de suma importância lembrar que o dermatologista é o profissional mais indicado para cuidar de lesões cutâneas, além de promover autocuidado com a saúde do seu cabelo, evitando quedas e fortalecendo o fio. 

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