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Desvenlafaxina emagrece? Efeitos e cuidados

21 de outubro de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira

Desvenlafaxina não deve ser usada como remédio para emagrecer. Ela é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, usado principalmente para transtorno depressivo maior. Algumas pessoas podem ter mudança de apetite ou peso durante o tratamento, mas isso não transforma o medicamento em estratégia de perda de peso.

Quando o peso muda durante o uso, é preciso separar efeito do remédio, melhora ou piora da depressão, sono, ansiedade, alimentação, náusea, atividade física e outros medicamentos. Perder peso por náusea, falta de apetite ou piora emocional não é um benefício terapêutico. Ganhar peso também não deve ser tratado como falha moral; deve ser monitorado junto com resposta do humor.

Como interpretar peso durante o tratamento

O que aconteceuPossível explicaçãoO que discutir
Menos fome no inícioNáusea, adaptação ou sintomas depressivos.Se há prejuízo alimentar ou perda rápida.
Mais apetiteMelhora do humor, sono ou mudança de rotina.Plano alimentar e atividade possível.
Peso caiu rápidoPode ser efeito adverso ou outra doença.Investigar se persistente.
Vontade de pararMedo de peso ou efeitos adversos.Não suspender abruptamente; revisar com prescritor.

Por que não parar de repente

Antidepressivos podem causar sintomas de descontinuação quando suspensos abruptamente, como tontura, irritabilidade, náusea, insônia, ansiedade e sensações estranhas no corpo. Se o peso, apetite, libido, sono ou pressão arterial incomodam, o caminho é ajustar com o médico, não interromper sozinho.

Também é importante acompanhar pressão arterial, sono, ansiedade, agitação, pensamentos suicidas no início ou após ajuste de dose e sinais de virada maníaca em pessoas com transtorno bipolar. Esses pontos têm mais relevância clínica do que usar a balança como único marcador de sucesso ou fracasso.

Se a meta principal é emagrecimento, a conversa deve ser outra: avaliação metabólica, alimentação, atividade física, sono, medicamentos próprios para obesidade quando indicados e saúde mental. Usar antidepressivo para peso desloca o tratamento do problema real.

Desvenlafaxina não deve ser usada com objetivo de emagrecer. Alterações de peso, apetite, náusea ou energia podem ocorrer em algumas pessoas, mas qualquer mudança importante precisa ser discutida com o médico que acompanha o tratamento.

A Desvenlafaxina

Sendo muito comercializado sob o nome “Pristiq” produzido pela Wyeth Indústria Farmacêutica, e também de maneira genérica sob o nome do próprio composto, a Desvenlafaxina é indicada para tratar pacientes em casos de depressão, sendo uma medicação da classe dos inibidores de recaptação de noradrenalina e de serotonina.

Portanto, sua ação principal se relaciona com a modulação da disponibilidade de noradrenalina e da serotonina no cérebro, duas substâncias que costumam estar deficientes e desequilibradas em pessoas que apresentam transtornos depressivos, auxiliando-as a chegarem a níveis adequados.

Há também uma ação pequena em relação à modulação da dopamina, porém que não se compara a sua ação em relação à serotonina e a noradrenalina no cérebro.

Mecanismo de açãoDesvenlafaxina
Ação na recaptação de serotoninaInibe a recaptação de serotonina no neurônio pré-sináptico, aumentando a disponibilidade e sinalização de serotonina.
Ação na recaptação de noradrenalinaInibe a recaptação de norepinefrina no neurônio pré-sináptico, aumentando a disponibilidade e sinalização de norepinefrina.
Efeito nos receptores adrenérgicosLiga-se aos receptores α2-adrenérgicos pós-sinápticos, resultando em diminuição da liberação de norepinefrina e serotonina.
Efeito nos receptores de serotoninaLiga-se aos receptores pós-sinápticos 5-HT1A e 5-HT2A, resultando em aumento da liberação de serotonina.

A Desvenlafaxina é uma medicação vendida exclusivamente com receita médica, sendo não apenas o mais recomendado como necessário que o paciente consulte com um médico(a) psiquiatra que irá atestar, ou não, o quadro de depressão e seguirá assim o tratamento mais adequado para o caso em específico.


Indicações da Desvenlafaxina

Indicação
Transtorno Depressivo Maior
Transtorno de ansiedade generalizada
Transtorno de ansiedade social
Transtorno do Pânico

A Desvenlafaxina emagrece?

Ao iniciar uma nova medicação, é comum nos perguntarmos se aquele medicamento ocasionará alguns efeitos colaterais, ou se terá algum impacto em nosso estado físico, uma vez que não é incomum que um remédio auxilie na perda ou no ganho de peso.

Alteração de peso ou apetite pode ocorrer durante o uso, mas isso não torna a desvenlafaxina um tratamento para emagrecer. Perda por náusea, baixa ingestão, ansiedade ou piora do humor não deve ser tratada como benefício.

Porém, é importante enfatizar que mesmo o emagrecimento sendo considerado um efeito colateral comum da Desvenlafaxina, não é possível declarar que todas as pessoas que façam seu uso irão observar tal efeito, apenas uma porcentagem (1-10%) de seus usuários acabam relatando a perda de peso em decorrência de seu uso, não sendo uma unanimidade.

Emagrecimento saudável

Mesmo havendo a possibilidade da Desvenlafaxina acabar gerando um certo emagrecimento, é importante relatar que há maneiras mais saudáveis e interessantes de perder peso.

Depender de medicações para emagrecer pode não ser o caminho mais saudável e ideal, sendo sempre recomendado que se procure um profissional da área da nutrição, que passará uma dieta balanceada e adequada para seu dia a dia, junto com a realização de atividades físicas regulares.

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Desta forma, o mais recomendado é que se faça uso de medicações ou de suplementos apenas com a indicação de origem médica especializada na área e com os devidos cuidados e exames prévios necessários antes de seu uso.

Outros efeitos colaterais da desvenlafaxina

Os efeitos colaterais citados a seguir dependem da dose e tempo de uso, ou seja, doses mais altas possuem maiores chances de trazer possíveis efeitos, enquanto doses menores possuem possibilidades de efeitos colaterais mais reduzidas.

Além de um possível emagrecimento, podemos citar alguns outros efeitos colaterais que podem ocorrer após a administração da Desvenlafaxina, como por exemplo:

  • Perda de apetite (o que também pode estar atrelado ao emagrecimento que pode ocorrer em algumas pessoas a partir da ingestão da medicação de maneira diária)
  • Náusea, vômito e sensação de tontura
  • Sensação de boca seca
  • Constipação
  • Diarreia
  • Dor de cabeça
  • Insônia
  • Taquicardia
  • Vertigem
  • Visão turva
  • Zumbido nos ouvidos
  • Suor em excesso e sem motivo aparente
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Sensação de nervosismo
  • Calafrios
  • Disfunção erétil
  • Ejaculação tardia
  • Redução da libido
  • Reações envolvendo fotossensibilidade
  • Risco de aumento da pressão arterial

Nenhum dos efeitos colaterais acima representa um fato em relação ao início da administração da medicação, ocorrendo apenas em certa porcentagem das pessoas que fazem seu uso.

E no caso dos efeitos colaterais sentidos após seu início serem muito fortes ou exagerados, relate a experiência ao seu psiquiatra que recomendou o uso do fármaco.

Dose não deve ser copiada de tabela

A desvenlafaxina exige prescrição e acompanhamento. A dose depende do diagnóstico, resposta, pressão arterial, rim, fígado, outros antidepressivos, risco de síndrome serotoninérgica, efeitos adversos e histórico de bipolaridade ou convulsões.

Não aumente, reduza ou suspenda por conta própria por causa do peso. Se houver náusea, perda de apetite, pressão alta, insônia, agitação, piora do humor ou sangramentos, registre quando começou e fale com o prescritor.

Contraindicações da administração da Desvenlafaxina

Assim como qualquer outro medicamento, existem algumas contraindicações em relação ao uso da Desvenlafaxina, como por exemplo:

  • Gestação, tentativa de engravidar ou amamentação: a decisão deve ser individual, porque interromper antidepressivo sem plano também pode trazer risco.
  • Pessoas com hipersensibilidade a Desvenlafaxina ou a qualquer outro composto que esteja presente na formulação do medicamento
  • Crianças e adolescentes: uso depende de avaliação especializada e não deve ser iniciado por conta própria.
  • Pessoas que estejam em tratamento com qualquer medicação que contenham venlafaxina ou inibidores da monoaminoxidase.
Advertências da desvenlafaxina
Risco de Síndrome da Serotonina
Aumento da pressão arterial
Aumento do risco de sangramento
Alterações anormais do ritmo cardíaco
Risco de pensamentos suicidas
Risco de Mania
Risco de convulsões
Aumento do risco de morte em idosos

Informações adicionais sobre o uso de medicações antidepressivas

Após o início da administração de uma medicação antidepressiva, é necessário um período de pelo menos entre 2 e 4 semanas para que a melhora do quadro possa começar a ser observada, não havendo uma ação imediata após o primeiro dia de medicação.

E assim também como todos os medicamentos que englobam a saúde mental, é de extrema importância que o paciente passe por um médico (a) psiquiatra para delinear o melhor tratamento para seu caso e receitar a melhor medicação em uma posologia adequada para o seu quadro específico.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: desvenlafaxine
  • NIMH: mental health medications
  • MedlinePlus: weight control

Arquivado em: Curiosidades, Clínica Médica, Psiquiatria

Joelho de corredor: fortalecer quadril ajuda?

21 de outubro de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Fortalecimento do quadril entra no tratamento do joelho de corredor quando há dor patelofemoral ligada a carga de treino, força de quadríceps e glúteos, controle do quadril, tolerância da cartilagem/subcondral, técnica, calçado, sono e recuperação. O melhor plano combina exercícios de quadril e joelho com progressão de corrida.

Por que o quadril influencia o joelho

Durante corrida, agachamento e descida, o quadril ajuda a controlar a posição do fêmur. Se glúteos e rotadores externos não toleram a carga, o joelho pode entrar mais em valgo dinâmico ou a patela pode receber estresse maior. Isso não significa que todo joelho de corredor vem de fraqueza do quadril, mas explica por que exercícios de quadril entram em muitos protocolos.

A dor patelofemoral costuma piorar em escadas, agachamento, corrida, sentar por muito tempo ou aumentar treino rápido demais. A avaliação observa volume de corrida, terreno, velocidade, cadência, força, mobilidade, dor ao agachar, sensibilidade e histórico de lesões.

FatorComo influenciaAjuste possível
QuadrilControle do fêmur e pelve.Glúteo médio, máximo e rotação externa.
QuadrícepsControle patelar e absorção de carga.Fortalecimento progressivo.
CargaAumento rápido irrita o joelho.Reduzir volume e retomar por etapas.
CorridaCadência, terreno e descida mudam estresse.Ajustes técnicos individualizados.

Exercício bom não é aleatório

Exercícios de quadril podem incluir ponte, abdução, clam shell, caminhada lateral com elástico, avanço, step-down e agachamento com controle. Exercícios de joelho incluem extensão, leg press, agachamento, step-up e variações funcionais. A ordem e dose dependem da dor e do nível do corredor.

O erro é fazer exercícios leves para sempre ou voltar à corrida assim que a dor baixa. O joelho precisa tolerar força, impacto, subida, descida e velocidade. Retorno deve ser gradual, com critério de dor durante, depois e no dia seguinte.

Meta: correr com dor controlada e sem piora no dia seguinte.
Treinar: quadril, quadríceps, panturrilha e tronco.
Ajustar: volume, velocidade, descidas e recuperação.
Rever: inchaço, bloqueio, trauma ou instabilidade.

Quando o diagnóstico pode ser outro

Dor com inchaço importante, travamento, falseio, trauma, dor localizada na linha articular, febre ou incapacidade de apoiar exige avaliação para menisco, ligamento, tendão, cartilagem, fratura por estresse ou inflamação. Dor patelofemoral é comum, mas não deve virar rótulo para qualquer dor anterior no joelho.

Para o corredor, a pergunta mais útil é: qual carga meu joelho tolera hoje e como aumento sem recaída? Fortalecer quadril ajuda quando faz parte dessa resposta, não como conselho isolado.

Como retomar corrida

Comece por intervalos de caminhada e corrida em terreno plano. Aumente uma variável por vez: duração, frequência, velocidade ou inclinação. Se a dor passa de leve para moderada e piora no dia seguinte, reduza a carga.

Fortalecimento deve continuar mesmo quando a corrida volta. O erro comum é abandonar força assim que a dor melhora.

Como testar se quadril é parte do problema

Alguns testes funcionais ajudam a observar controle: agachamento unipodal, step-down, corrida em vídeo, força de abdução, ponte unilateral e tolerância a descida. Nenhum teste isolado fecha diagnóstico, mas o conjunto mostra se o quadril perde controle quando a carga aumenta.

Se fortalecer quadril melhora dor em escada e corrida, o caminho faz sentido. Se não muda nada, revise quadríceps, pé, tornozelo, volume de treino, dor patelar, tendão e diagnóstico.

Como ajustar treino sem parar tudo

Reduza temporariamente descidas, tiros, volume semanal ou corrida em asfalto duro. Substitua por bicicleta, elíptico ou caminhada inclinada se tolerado. Manter algum condicionamento ajuda o retorno, desde que não aumente sintomas.

A dor aceitável costuma ser leve e voltar ao basal até o dia seguinte. Dor que cresce durante o treino, muda a passada ou piora por 24 a 48 horas indica carga excessiva.

O que fortalecer além do quadril

Panturrilha, quadríceps e pé também distribuem carga no joelho. Um corredor com glúteo forte, mas panturrilha fraca ou quadríceps pouco tolerante, pode continuar com dor. O tratamento deve olhar cadeia inteira.

Cadência, passada e descida

Além de força, variáveis de corrida podem mudar carga patelofemoral. Aumentar discretamente a cadência, reduzir passadas muito longas e controlar descidas pode ajudar alguns corredores. Essas mudanças devem ser pequenas, porque alterar técnica demais pode criar dor em outra região.

O ideal é testar uma intervenção por vez. Se o corredor muda tênis, volume, cadência e exercício na mesma semana, ninguém sabe o que ajudou ou piorou.

Por que só repousar falha

Repouso reduz sintomas enquanto a carga desaparece, mas não aumenta tolerância do joelho. Quando a pessoa volta ao mesmo treino, a dor retorna. O tratamento precisa reconstruir capacidade: força, controle, volume e impacto.

Isso não significa correr com dor forte. Significa manter movimento tolerável e progredir com critério. O objetivo é voltar ao esporte com joelho mais preparado, não apenas menos irritado.

Critérios simples para evoluir

Avance quando a dor durante o treino é leve, não muda a passada e volta ao basal até o dia seguinte. Mantenha a carga quando há dúvida. Reduza quando a dor aumenta a cada sessão, causa mancar ou exige analgésico para completar treino.

Esse critério é mais útil do que seguir planilha fixa. O joelho responde à carga real, não ao cronograma ideal.

Em resumo, fortalecer quadril é frequentemente útil, mas deve vir junto de quadríceps, panturrilha, controle de carga e retorno progressivo. Se o corredor só adiciona exercícios sem reduzir o excesso que irritou o joelho, a dor pode continuar.

Se a dor aparece logo nos primeiros minutos, a carga atual provavelmente está acima da tolerância. Se aparece apenas no dia seguinte, volume total e recuperação devem ser revistos. Essas duas situações pedem ajustes diferentes.

Quando há planilha de corrida, compartilhe com o profissional. Quilometragem, tiros, longões e descidas explicam mais que a palavra “corro”. O tratamento melhora quando o treino real entra na decisão clínica diária segura.

Descobriu-se que exercitar o quadril é a melhor forma de se livrar do temido joelho de corredor (síndrome do trato iliotibial).

Ao longo dos últimos anos, um número crescente de pesquisas ligou quadris fracos ao joelho de corredor. Por exemplo, um estudo publicado em 2013 descobrir que as mulheres que desenvolveram o joelho de corredor tinham maior instabilidade no quadril durante a marcha.

Outro estudo do mesmo ano descobriu que, depois de uma corrida forte, as pessoas com joelho de corredor tinham a força do quadril reduzida em menos tempo que os corredores que não apresentam dor nos joelhos.

Em luz destes descobrimentos, tornou-se comum a recomendação do fortalecimento do quadril e dos músculos centrais em vez de joelhos e quadríceps (a prática convencional), de modo a prevenir o joelho de corredor.

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Por Scott Douglas Postado em 13 de novembro de 2014

Mas e se você tem dor no joelho com frequência?

Fortalecer o quadril também é a opção? Sim. Ao menos de acordo com a pesquisa publicada no Journal Of Athletic Training[1].


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Os pesquisadores de quatro centros no Canadá e nos Estados Unidos recrutaram 199 pessoas sofrendo de dor patelofemoral há ao menos quatro semanas, cujos sintomas parecem ter surgido devido a excesso de uso e não por trauma agudo.

Os pacientes foram divididos em dois grupos, cada grupo participou de um programa de reabilitação de seis semanas, com até três sessões de exercícios a cada semana.

O programa de um dos grupos concentrou-se em fortalecer os músculos do joelho e da coxa. Fizeram exercícios como extensão de joelho e meio agachamento. O programa do outro grupo concentrou os exercícios em fortalecimento do quadril e da região central. Fizeram exercícios como abdução de quadril e equilibrar-se em superfícies instáveis.

Durante as seis semanas, os participantes fizeram relatórios semanais acerca do nível da dor no joelho.

Ao término das seis semanas, 157 dos participantes, ou 78,9% relataram que a dor no joelho diminuiu e o nível de funcionalidade aumentou. Não houve diferença significativa entre quantos do grupo de fortalecimento do joelho (77%) e do grupo de fortalecimento do quadril (80.2%) estavam em melhor condição depois do programa de seis semanas.

Mas houve sim diferença em quando os grupos começaram a se sentir melhores. Em média, o grupo do quadril relatou melhora após três semanas, enquanto o grupo do joelho relatou essa melhora após quatro semanas.

Pode não parecer muita diferença, mas qualquer corredor lesionado apreciaria a possibilidade de sentir-se melhor uma semana mais cedo.

Além disso, o grupo que fortaleceu o quadril viu maiores ganhos na força do quadril e da região central.

E conforme o tipo de pesquisa mencionado anteriormente, deveria significar estar menos suscetível à futuras crises da Síndrome do Trato Iliotibial.


Exemplo de programa de exercícios para fortalecimento do quadril e prevenção da dor no joelho

  1. Aquecimento:
    • 5 a 10 minutos de exercícios aeróbicos leves, como corrida, polichinelos ou bicicleta ergométrica
    • Alongamento dinâmico, como balanços de perna, e rotação de tornozelo
  2. Treinamento de Força:
    • Agachamento: 3 séries de 8 a 12 repetições, usando peso corporal ou adicionando pesos conforme desejado
    • Agachamento dividido búlgaro: 3 séries de 8 a 12 repetições em cada perna, usando pesos conforme desejado
    • Clamshells: 3 séries de 15-20 repetições de cada lado, usando uma faixa de resistência
    • Hidrantes: 3 séries de 15 a 20 repetições de cada lado, usando uma faixa de resistência
  3. Alongamento:
    • Segure cada alongamento por 30 a 60 segundos
    • Alongamento dos isquiotibiais
    • Alongamento quádruplo
    • Alongamento do glúteo
    • Alongamento do flexor do quadril
  4. Esfriamento:
    • 5 a 10 minutos de exercícios aeróbicos leves, como corrida, polichinelos ou bicicleta ergométrica
    • Alongamento estático, como alongamento da panturrilha, alongamento borboleta e flexão para a frente sentado

É importante observar que este é apenas um exemplo de programa, e as necessidades e objetivos específicos do indivíduo devem ser considerados ao criar um plano de exercícios mais abrangente.

Além disso, é sempre uma boa ideia consultar um profissional de saúde ou fisioterapeuta antes de iniciar qualquer novo programa de exercícios.

O que muda a avaliação da dor

Em Joelho de corredor: fortalecer quadril ajuda?, a pergunta clínica é o que a dor impede. Dor que permite caminhar, dormir e trabalhar tem uma leitura; dor com perda de força, queda, formigamento progressivo, febre, trauma ou piora apesar de adaptação exige outra.

ObservaçãoPor que importa
FunçãoMostra impacto real em marcha, força, sono, treino e trabalho.
IrradiaçãoAjuda a suspeitar de nervo, articulação, músculo ou dor referida.
EvoluçãoMelhora gradual sugere caminho diferente de piora progressiva.
Sinais neurológicosFraqueza, dormência extensa ou perda de controle urinário mudam urgência.

Anote início, gatilho, movimento que piora, movimento que alivia, resposta a repouso, remédios e fisioterapia. Esse registro ajuda a ajustar carga com base em função, duração da dor e resposta no dia seguinte.

Quando procurar avaliação

Procure avaliação se a dor impede apoiar peso, vem após trauma, acorda à noite de forma progressiva, acompanha febre, perda de força, dormência extensa, formigamento que piora, perda de controle urinário ou queda do estado geral. Esses sinais mudam diagnóstico diferencial, exames e plano de reabilitação.

Como acompanhar a evolução

  • Registre início, movimento que piora, movimento que alivia e impacto em sono, marcha ou treino.
  • Observe se a função melhora junto com a dor, não apenas se o desconforto reduz por algumas horas.
  • Retorne antes se aparecer fraqueza, dormência progressiva ou limitação súbita.

O que acompanhar durante a recuperação

O sinal mais útil é a resposta à carga. Dor leve que não piora no dia seguinte pode permitir progressão gradual; dor que aumenta durante a corrida, muda a pisada ou persiste no outro dia sugere que o treino passou do ponto. Repouso absoluto prolongado raramente é a melhor estratégia, mas insistir em volume alto também atrasa melhora.

SinalO que sugere
Dor ao descer escadasCompressão femoropatelar pode estar participando.
Dor no dia seguinte ao treinoCarga acima da tolerância atual.
Inchaço, travamento ou falseioPrecisa avaliação para outras causas.
Melhora com ajuste de volumeReabilitação progressiva tende a fazer sentido.

Fonte: AAOS: patellofemoral pain syndrome.

Fontes úteis

  • JOSPT: patellofemoral pain clinical practice guideline
  • AAFP: patellofemoral pain guidelines
  • NCBI Bookshelf: Patellofemoral Syndrome
  • Mass General: patellofemoral pain rehab protocol
  • MedlinePlus: ossos, articulações e músculos
  • AAOS OrthoInfo
  • WHO: atividade física

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Corrimento marrom: gravidez, causas e quando avaliar

21 de outubro de 2022 by Dra. Juliana Toma

Sobre Corrimento marrom: gravidez, causas e quando avaliar: a orientação muda conforme idade, ciclo, uso de anticoncepcional, chance de gravidez e intensidade dos sintomas. Na gestação, sangramento, dor intensa, febre, perda de líquido ou menor movimento fetal pedem mais cautela.

A saúde da mulher é tão complexa que precisa ser acompanhada de perto, pois diversos fatores podem desregular nosso organismo.

E, se tratando da saúde íntima, não é apenas a menstruação em si que precisamos nos preocupar. Além do período menstrual, podemos ter dores no útero ou no ovário, cólicas fora do período menstrual e corrimentos de cores diferentes.

Um desses corrimentos que pode indicar diferentes problemas no sistema reprodutor feminino é o corrimento marrom.

Existem outros tipos de secreção que são comuns até mesmo em um organismo saudável, como o sangramento de ovulação, corrimento de início da menstruação ou ainda que sejam devidos à indução por pílula do dia seguinte.

No entanto, dependendo da situação, o corrimento marrom pode indicar que há algo está errado no organismo. Confira abaixo o que isso pode indicar.


O que é o corrimento marrom?

O corrimento ou secreção vaginal marrom é um líquido que escorre pela vagina da mulher e apresenta coloração escura, mais amarronzada.


O que o corrimento marrom pode indicar

1. Gravidez

Não é motivo para ficar em pânico se isso não é o que você deseja, pois ser um sintoma de gravidez é apenas uma das coisas que o corrimento marrom pode indicar. No entanto, durante os primeiros dias após a concepção, o corrimento marrom indica o processo de nidação, quando o óvulo fecundado se adere ao útero. Nesse caso, o corrimento não apresenta cheiro ruim e nem causa desconforto na vagina, e pode durar até 3 dias.

Para ser gravidez de fato, vários outros sintomas precisam aparecer, como: peitos doloridos e inchados, inchaço abdominal e cólicas leves, cansaço e sono excessivo, variações de humor sem motivação aparente, enjoos e vômitos.


2. Final da menstruação

O mais comum é que o corrimento marrom indique o final da menstruação. Isso porque é comum a saída de alguns coágulos escuros até alguns dias depois do fim desse período.


3. Contato íntimo

Também é bastante comum que ocorra secreção vaginal marrom após o contato íntimo, devido a alguma irritação das paredes da vagina.


Patologias que podem gerar corrimento marrom

No entanto, o corrimento vaginal marrom também pode ser indicativo de doenças. Por isso é importante que as mulheres fiquem bem atentas e busque avaliação médica caso o corrimento dure mais de 3 dias.

Algumas delas são:

1. Doença inflamatória pélvica (DIP)

A doença inflamatória pélvica é caracterizada por uma inflamação nos órgãos genitais da mulher, como, endometrite, salpingite ou inflamação dos ovários. Além do corrimento marrom, a mulher precisa ficar atenta a sinais como febre, sensação de mal-estar geral e abscesso ovariano.


DIP

2. Cisto no ovário

O corrimento marrom também pode ser sinal de cisto no ovário. Juntamente com esse sintoma, a mulher pode notar sangramento antes ou depois da menstruação, dor durante ou após a relação sexual, e aumento do peso.

3. Síndrome dos ovários policísticos

Mulheres que apresentam síndrome dos ovários policísticos podem apresentar secreção vaginal marrom, além de outros sintomas como menstruação irregular, aumento do peso e acne.

4. Infecções sexualmente transmissíveis

Algumas doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia ou clamídia também tem como sintoma a presença da vaginal marrom. Outros sintomas relacionados a essas doenças são dor ao urinar, pressão na região pélvica e sangramento durante a relação sexual.

5. Endometriose

A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido do útero em outros locais, como nos ovários e intestino. Alguns dos sintomas mais comuns dessa doença incluem corrimento marrom, dor intensa na região pélvica, menstruação mais abundante, dor durante a relação sexual e dificuldade para urinar ou defecar.

6. Câncer de colo de útero

Outo problema que pode ser associado ao corrimento marrom é o câncer de colo de útero. Além da cor, é importante que a mulher note se o corrimento apresenta um odor forte, além de intensa na região pélvica depois da relação sexual.


Quando ir ao ginecologista

Como você pode notar, o corrimento marrom pode ser um indicativo de simples alterações na região íntima feminina quanto um sintoma de alguma doença grave.

Portanto, é recomendado que as mulheres consultem um ginecologista ao menos uma vez ao ano ou quando o corrimento marrom:

  • Durar mais de 3 dias;
  • Vier acompanhado de outros sintomas como dor abdominal, mau cheiro ou coceira na vagina, ou vulva;
  • Se for intercalado com sangramento vermelho vivo.

Como evitar o corrimento vaginal

Para prevenir que o corrimento vaginal marrom apareça, é recomendado que a mulher faça lavagens na região genital externa durante o banho ou após a relação sexual.

Além disso, o uso de calcinhas de algodão favorece a transpiração da região, mantendo-a sempre mais seca.

É importante também evitar o uso de shorts e calças jeans apertadas, porque elas abafam a região íntima, dificultando a transpiração e facilitando a proliferação de microrganismos que podem causar doenças.

Tais atitudes ajudam a mulher a manter a região o mais higienizada possível.

Fontes úteis

  • ACOG: saúde da mulher
  • CDC: saúde materna e infantil
  • MedlinePlus: saúde da mulher

Arquivado em: Artigos, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia

Caroço na cabeça: causas e quando investigar

21 de outubro de 2022 by Dra. Celia Yunes Portiolli

Caroço na cabeça pode vir de trauma, cisto, lipoma, inflamação, infecção, gânglio ou lesão de pele. O que muda a prioridade é crescimento rápido, dor forte, pus, febre, ferida que não cicatriza, alteração neurológica ou caroço duro e fixo.

Pessoa tocando a cabeça após notar um caroço no couro cabeludo

Um caroço na cabeça pode ter causas simples, como pancada, cisto, pelo encravado, foliculite ou dermatite no couro cabeludo. Também pode ser uma lesão que precisa de avaliação, especialmente se cresce, sangra, muda de cor, dói muito, drena pus ou aparece junto de sintomas neurológicos após trauma.

Mapa clínico: caroço na cabeça pode ser pele, trauma, osso ou sinal de alerta

Em resumo: caroço na cabeça pode surgir por pancada, cisto, lipoma, foliculite, linfonodo, inflamação da pele ou alteração óssea. A prioridade é entender início, crescimento, dor, trauma, sinais neurológicos, febre e se há mudança de pele ou secreção.

Diagrama de caroço na cabeça com pancada, cisto, pele inflamada e crescimento progressivo.
Trauma recente é diferente de caroço que cresce sem explicação.
Fluxo visual de alerta em caroço na cabeça com vômitos, confusão, febre, pus e crescimento rápido.
Sintomas neurológicos após trauma precisam de avaliação imediata.
CenárioPossibilidadeQuando avaliar
Depois de batidaHematoma ou lesão local.Urgência se houver sinais neurológicos.
Caroço mole e lentoCisto ou lipoma pode entrar no diferencial.Consulta se cresce, dói ou incomoda.
Vermelho, quente, com pusInfecção de pele.Avaliação para tratamento.
  • Anote quando surgiu, se houve trauma, se cresce e se dói ao tocar.
  • Não esprema caroços com secreção ou inflamação importante.
  • Procure urgência após trauma com vômitos, sonolência, confusão, convulsão, pior dor de cabeça, fraqueza ou perda de consciência.

Nota de segurança: caroço persistente, duro, fixo, que cresce ou vem com sintomas gerais deve ser examinado.

Para continuar no tema: Dermatologia | Dor de cabeça preocupante | Dor de cabeça forte | Pontadas na cabeça

O couro cabeludo esconde lesões sob o cabelo, então observar evolução é essencial. Não esprema, não corte e não aplique produtos irritantes sem saber a causa. A aparência, tempo de evolução, dor, consistência, mobilidade e contexto ajudam o médico a decidir se basta tratamento local, se precisa de antibiótico, drenagem, biópsia ou imagem.

Causas frequentes

CausaComo costuma aparecerO que observar
Pancada/hematomaInchaço após traumaSonolência, vômitos, confusão ou piora da dor exigem atendimento.
Cisto epidérmico/pilarNódulo arredondado, firme, crescimento lentoPode inflamar, doer e drenar material.
FoliculiteBolinha dolorida ou com pus na raiz do fioEvite espremer; pode precisar de tratamento.
Dermatite seborreicaPlacas descamativas e coceiraShampoos/medicações podem controlar, mas diagnóstico ajuda.
Lesão tumoral de peleFerida que não cicatriza, sangra ou cresceDermatologista deve avaliar.

Lipomas e fibromas também podem formar nódulos benignos. O problema é que nem sempre dá para diferenciar com segurança apenas tocando, principalmente quando a lesão está inflamada ou coberta por cabelo.

Quando procurar atendimento com urgência

  • Caroço após queda ou batida com desmaio, vômitos repetidos, confusão, convulsão, fraqueza ou dor de cabeça intensa.
  • Sangramento que não para, corte profundo ou suspeita de fratura.
  • Febre, vermelhidão espalhando, pus ou dor forte.
  • Lesão que cresce rápido, sangra espontaneamente, muda de cor ou não cicatriza.
  • Caroço duro, fixo, persistente ou associado a perda de peso inexplicada.

Depois de trauma na cabeça, o mais importante é o comportamento da pessoa nas horas seguintes, não apenas o tamanho do galo.

Como se preparar para a consulta

Anote quando apareceu, se houve trauma, se aumentou, se dói, coça, sangra, libera secreção ou se já ocorreu antes. Fotos seriadas com boa luz ajudam a mostrar evolução. Informe uso de anticoagulantes, imunossupressores, diabetes, histórico de câncer de pele e exposição solar intensa.

Exame possívelQuando pode ser usado
DermatoscopiaAvaliação detalhada de lesões de pele e pigmentação.
UltrassomAjuda a diferenciar cisto, lipoma e outras massas superficiais.
BiópsiaQuando há suspeita de câncer ou diagnóstico incerto.
TomografiaQuando trauma ou sintomas neurológicos indicam investigação interna.

Como usar esta informação na prática

Para caroço na cabeça, a decisão mais segura nasce da combinação entre informação confiável e avaliação individual. Um artigo pode explicar riscos, sinais de alerta e perguntas úteis, mas não consegue examinar a pessoa, medir sinais vitais, revisar exames, confirmar alergias ou entender todas as medicações em uso. Por isso, use este conteúdo como preparação para conversar melhor com o profissional, não como uma autorização para iniciar ou suspender tratamentos.

Também é importante observar a linha do tempo. Sintomas que começaram hoje, sintomas que pioram há semanas e sintomas que aparecem junto de febre, sangramento, falta de ar, alteração neurológica ou dor intensa têm pesos diferentes. Anotar datas, doses, medidas e mudanças no corpo reduz esquecimentos na consulta e ajuda a evitar decisões baseadas apenas em medo ou em relatos de outras pessoas.

O que registrarComo isso ajuda
tamanhoDá contexto para o profissional diferenciar variação esperada de sinal de alerta.
dorDá contexto para o profissional diferenciar variação esperada de sinal de alerta.
vermelhidãoDá contexto para o profissional diferenciar variação esperada de sinal de alerta.
secreçãoDá contexto para o profissional diferenciar variação esperada de sinal de alerta.
crescimentoDá contexto para o profissional diferenciar variação esperada de sinal de alerta.

Erros comuns que aumentam risco

Algumas atitudes parecem inofensivas porque são frequentes, mas podem atrasar diagnóstico ou aumentar efeitos adversos. O problema não é apenas “tomar um remédio errado”; é perder o momento certo de investigar, usar doses acumuladas, misturar substâncias incompatíveis ou normalizar um sinal que precisava ser examinado.

  • Espremer, furar ou queimar o caroço em casa.
  • Cobrir lesão que sangra sem observar evolução.
  • Minimizar sintomas neurológicos depois de pancada.

Quando houver dúvida, procure orientação de dermatologista, clínico ou pronto atendimento após trauma. Se os sintomas forem intensos, progressivos ou associados aos sinais de alerta descritos neste artigo, a avaliação deve ser feita com urgência. Em situações estáveis, uma consulta programada pode ser suficiente, mas vale levar uma lista objetiva com sintomas, tratamentos tentados e perguntas prioritárias.

Perguntas para levar à consulta

  • Qual é a causa mais provável no meu caso?
  • Há algum sinal de alerta que muda a urgência?
  • Que exames ou acompanhamento fazem sentido?
  • Que condutas devo evitar em casa?
  • Quando devo retornar se não melhorar?

Levar essas perguntas ajuda a transformar uma busca rápida na internet em uma conversa clínica mais segura. Também ajuda o profissional a ajustar recomendações à sua idade, histórico, medicamentos e objetivos de cuidado.

Por que não espremer caroços no couro cabeludo

Espremer pode piorar inflamação, empurrar material para planos mais profundos, causar sangramento, deixar cicatriz e dificultar avaliação. Cistos e foliculites podem até drenar, mas isso não significa que foram tratados. Lesões que sangram, crescem ou não cicatrizam também podem ser confundidas com espinhas. O couro cabeludo recebe sol e pode ter câncer de pele, especialmente em áreas com pouco cabelo.

  • Fotografe a lesão com boa luz.
  • Observe crescimento, dor, secreção e sangramento.
  • Evite lâminas, agulhas e receitas caseiras.
  • Procure dermatologista se persiste, cresce ou muda.

Veja também conteúdos sobre sinais dermatológicos que merecem avaliação e caroço no pescoço, quando disponíveis no site.

Fontes úteis

Fontes de apoio: MedlinePlus: head injury | MedlinePlus: neck lump

As fontes abaixo ajudam a conferir definições, limites de segurança e pontos de acompanhamento citados no artigo.

  • MedlinePlus – Skin lumps
  • AAD – Seborrheic dermatitis treatment
  • AAD – Basal cell carcinoma signs and symptoms
  • Mayo Clinic – Head injury first aid

Arquivado em: Clínica Médica, Curiosidades

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