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Testes rápidos para HIV: como funcionam e quando fazer

11 de agosto de 2022 by Fabíola Tavares Lemos

Resposta direta: testes rápidos para HIV procuram sinais da infecção em sangue ou fluido oral e podem entregar resultado em poucos minutos, mas precisam ser interpretados junto da janela imunológica e do tipo de exposição. Resultado reagente deve ser confirmado em serviço de saúde; resultado negativo muito cedo pode precisar ser repetido.

Resultado ou situaçãoPróximo passo
ReagenteProcure confirmação e orientação; não conclua sozinho apenas pelo teste inicial.
Negativo logo após exposiçãoPode estar dentro da janela; confirme o melhor momento para repetir.
Exposição recente de alto riscoProcure atendimento rapidamente para avaliar PEP e outras infecções sexualmente transmissíveis.
Autoteste inválidoRepita com outro teste ou faça em serviço de saúde.

Também pode ajudar: prevenção combinada do HIV.

Como O HIV Teve Seu Início?

O HIV, vírus associado à síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), foi reconhecido no início dos anos 1980 por pesquisadores americanos, acredita-se que tenha sido de origem africana por se assemelhar ao vírus de imunodeficiência entre macacos.

Em regiões da África, atualmente, na África subsaariana é o local com maior número de infectados.

No Brasil, o número de homens infectados é o dobro do de mulheres. As taxas de casos detectados pelo SINAN, Sistema de Informação de Agravos de Notificação estão decrescendo moderavelmente nos últimos 5 anos. Em 2020 foram 3.052 casos.

E a taxa de casos detectados entre jovens está diminuindo mais abruptamente se comparado entre adultos. O vírus da Aids é um retro vírus, conhecido por HIV, vírus da imunodeficiência humana, ele possui seu material genético, RNA, em forma de uma única fita que está contida dentro de um capsídeo.

Os vírus não são considerados, por muitos cientistas, como seres vivos, pelos seguintes motivos: não possuem metabolismo próprio, dependem do organismo que invadem para conseguir produzir proteínas e se multiplicar, sozinhos estão inativos; em segundo lugar, eles possuem um tamanha muito pequeno, são considerados partículas.

O RNA é uma espécie de material genético que está em uma única fita, mais simples que o DNA que possui fita dupla.

Para fazer a sua reprodução o vírus depende do maquinário da célula que o está hospedando. O vírus da Aids, tem afinidade em invadir células do sistema imunológico, mais precisamente linfócitos CD4, quando se reproduzem rompem esses linfócitos que possuem a característica de defesa contra outros invasores.

Se a infecção não for tratada e controlada, o indivíduo terá a replicação viral acentuada e irá desenvolver a Síndrome da imunodeficiência adquirida, AIDS, ficando com a imunidade muito baixa.

A Aids em si não causa a morte, mas a síndrome gerado pelo vírus deixa o organismo fraco diante invasores, até mesmo uma doença respiratória de combate simples em pacientes não infectados, pode gerar sérias complicações e levar ao óbito.

Países de baixo desenvolvimento humano, possuem poucas condições de suporte para os soropositivos, causando uma epidemia que atingem idosos, adultos, homens, mulheres e crianças.

Como É A Sua Transmissão?

O retrovírus é transmitido, principalmente por vias sexuais e o contato com sangue de pessoas contaminadas, pode passar de mãe para filho durante o parto e também durante a amamentação.

Por esse motivo deve se fazer o acompanhamento médico sempre, durante toda a gestação e processo de parto e pôs parto.

O uso de objetos como agulhas e acessórios para consumo de drogas também pode estar contaminado com o vírus e infectar outras pessoas que os compartilham.

Já Existe Cura Para AIDS?

O HIV não tem cura, no Brasil o SUS disponibiliza os medicamentos para o controle da doença. Trata-se de uma série de medicamentos antirretrovirais combinados, o TARV, em torno de 22 medicamentos, a fundação Oswaldo Cruz está à frente de pesquisas e produções relacionadas a doença e o Brasil tornou-se referência nesse combate, exportando medicamentos e tecnologia para muitos países necessitados.

É preciso esclarecer que o coquetel não cura a Aids ele apenas tenta controlar a replicação viral para que não haja destruição dos linfócitos e a imunodeficiência ocorra.

Testes Rápidos Para O Diagnóstico do HIV

teste_hiv

Os testes para detecção do HIV estão em evolução contínua. Atualmente, o SUS tem à disposição testes rápidos disponíveis também nas UBS.

São feitos com base na reação de antígeno anticorpo da seguinte maneira: É utilizada uma placa, chamada de cassete, composta por três orifícios, que laboratorialmente são chamados de poços.

Coleta-se uma amostra de sangue do paciente que será homogeneizada comum solução especifica de diluição.

A coleta é atreves de punção digital com lanceta, como no exame rápido medidor de diabetes. Após essa coleta e homogeneização com o reagente, coloca uma gota desse composto no primeiro poço do cassete, após isso, espera-se o teste ficar pronto para adicionar a solução tampão de corrida.

Quando o teste zerar o visor, ou seja, não estiver marcando nada na leitura, será o momento de colocar a solução tampão de corrida no poço correspondente. Após acrescentá-la observasse o resultado.

Na fita o antígeno anti-hiv 1 e 2 permanece inerte, o anticorpo da amostra ira se ligar ao antígeno da fita e por fim o revelador irá se ligar ao complexo antígeno anticorpo e ao reagente de controle para tornar visível o resultado.

O resultado é lido da seguinte forma:

Um risco no visor de leitura é negativo, não reagente;

Dois riscos é positivo, reagente.

Existem algumas variações de testes rápidos que dispensam a diluição ou são feitos diretamente nas fitas reagentes. Mas, seguindo o mesmo princípio por base.

Os testes detectam variante HIV 1 e HIV2. Os antígenos irão se ligar aos anticorpos anti HIV presentes na amostra que irão formar uma fita no visor acima da letra T caracterizando o teste positivo, a fita formada acima da letra C caracteriza o controle de qualidade do teste realizado.

Se nenhuma fita se formar é necessário realizar o teste novamente. Usa-se a denominação soro positivo para o paciente que testa positivo para vírus da Aids.

Como São Os Sinais?

Os primeiros sinais de infecção pelo HIV podem demorar até um mês para aparecerem, pois estará na chamada janela imunológica, e os testes podem ter resultado falso negativo, após isso, o organismo começará a apresentar reações e a ficar frágil para doenças que seriam facilmente combatidas como a candidíase, por exemplo. Se não for feito o diagnóstico pode desenvolver a Aids.

A prevenção combina informação, preservativo e outras estratégias de redução de risco, não compartilhamento de objetos perfurocortantes, testagem no tempo correto e acesso ao tratamento quando indicado.

aids_day

Companhas como a do dezembro vermelho estão sendo estabelecidas com o objetivo de veicular informações sobre infecções sexualmente transmissíveis.

Atualmente a grande maioria dos soropositivos estão controlados em estado não detectável de carga viral não transmissível, graças as campanhas feitas e a adesão ao tratamento.

Existe também a profilaxia de emergência para aqueles que tiveram um contato de risco conhecida como profilaxia pós-exposição ou PEP, em até 72 horas deve ser iniciado o tratamento de urgência e o caso deve ser acompanhado por, no mínimo 28 dias.

Fontes úteis

Fontes usadas nesta revisão: CDC: testagem para HIV e autoteste.

  • CDC: doenças infecciosas
  • MedlinePlus: infecções
  • WHO: temas de saúde

Arquivado em: Biomedicina, Clínica Médica, Infectologia

Antibiograma: o que é o teste de sensibilidade antimicrobiana

11 de agosto de 2022 by Fabíola Tavares Lemos

Sobre Antibiograma: o que é o teste de sensibilidade antimicrobiana: não interprete o resultado isoladamente. O achado precisa ser comparado com o motivo do pedido, sintomas, medicamentos, idade, exames anteriores e valores de referência do laboratório. Uma alteração pequena pode ter significado diferente de uma mudança persistente ou acompanhada de sintomas.

Trata-se de um teste de sensibilidade bacteriano que é realizado em um laboratório de microbiologia, consiste em uma técnica utilizada para observar quais os antibióticos irão responder melhor ao combate de determinadas bactérias.

O teste é feito a partir de uma cultura de bactérias.

O Que É Uma Cultura de Bactérias?

A cultura de bactérias nada mais é do que fazer crescer colônias de bactérias, ou, cultivar bactérias, pegar uma amostra que contenha as bactérias a serem pesquisadas e colocá-las em uma placa, colocar a amostra em uma placa chama-se “semear “é uma técnica feita com o auxílio de instrumentos como uma alça bacteriológica que deve estar estéril antes do contato com a amostra.

Em seguida esfrega-se essa alça com a amostra sobre a placa de cultura, feita de um material chamado hágar, mas, existem muitos tipos de placas, cada tipo para culturas diferentes.

Existem também algumas técnicas de semeio, geralmente são feitas estrias (são os riscos), mas podem ser isoladas ou de esgotamento.

Devemos detectar o tipo de bactéria antes de se fazer a cultura para o teste de antibiograma, pois, dependendo da bactéria deve-se adequar o tipo de hágar com os compostos certos para a proliferação das bactérias.

A primeira amostra que irá originar a cultura deve ser colocada em uma solução com soro, a partir dessa solução será feita a semeadura na placa de hágar, após fazer o estriamento na placa, deve-se flambar a placa para fecha-la em esterilidade, com a tampa para baixo para evitar contaminação exterior.

A placa pronta será acondicionada em uma estufa em, geralmente, 35○C e em seguida a colônia se desenvolvera. Após essa primeira placa pronta será montado o teste de antibiograma.

Processo de Confecção do Teste de Antibiograma

Teste bateria

Em uma nova placa serão semeadas novamente as bactérias, como auxílio de uma alça bacteriológica, tomando cuidado para não pegar o hagar juntamente, será feita a coleta da colônia cultivada, logo após, deve-se esfregar a alça com o material coletado sobre a outra placa de teste fazendo as chamadas estrias, são movimentos em de vai e volta como um “Z” em até algumas direções por esgotamento, por padrão, até cobrir toda a placa.

Com o fim dessa etapa, serão colocados pequenos discos de papel que contém os antibióticos, esses discos são comercializados prontos e devem ser escolhidos adequadamente pelo profissional de acordo com as bactérias presentes na cultura.

Os discos são posicionados em distâncias iguais permitindo a formação de um halo entre eles. A formação do halo será interpretada pelo profissional.

 O Que Indica O Halo Formado?

O disco que contém o antibiótico irá impedir o crescimento das bactérias ao seu redor, formando um círculo chamado laboratorialmente de halo. O tamanha do halo formado indica o quão eficaz foi o antibiótico em impedir o crescimento da bactéria.

Para a quantificação dos halos é feita a medida dos halos ou seja, o diâmetro do círculo, seguindo uma tabela já determinada, será possível ver qual o antibiótico mais indicado que a bactéria possui menos resistência.

Todas essas informações são encaminhadas em um laudo do biomédico especialista em microbiologia, e em seguida o médico deverá escolher o medicamento mais apropriado para o paciente combater a infecção por bactérias.

Mas, O Que São Os Discos de Antibióticos Usados Nos Discos do Antibiograma?

Tudo teve início a partir dos estudos do médico escocês Alexander Fleming na Grã Bretanha em 1928, que cultivava bactérias em seu laboratório para estudá-las a procura de novos tratamentos e combate as infecções, ocorreu que por acaso Alexander Fleming ausentou-se por uns dias de seu laboratório, para uma viagem e quando retornou, ao observar as culturas de bactérias, no mais especificamente de Estafilococos aureus, percebeu que tinha crescido mofo sobre a placa de cultura.

Tratava-se de um fungo. O fungo tinha produzido uma substância capaz de impedir o crescimento de bactérias.

Essa substancia foi o primeiro antibiótico descoberto chamado de Penicilina devido ao tipo de fungo ali presente.

Tornou-se um marco na medicina e graças a essa descoberta muitas vidas foram salvas durante e depois da segunda guerra mundial.

No antibiograma são usados discos de papel com vários tipos de antibióticos.

Em quais casos devem ser utilizados os antibióticos?

Os antibióticos devem ser utilizados para combater doenças como: pneumonia, sífilis, difteria, bronquite, meningite, infecções bacterianas em geral.

O Que São As Super-bactérias?

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Em ambientes hospitalares por exemplo, onde ocorre o uso de antibióticos com frequência, pode ocasionar o surgimento das chamadas super-bactérias que são as bactérias resistentes aos antibióticos.

Ocorre que as bactérias fracas “morrem” com os antibióticos, porém algumas bactérias, poucas e resistente, continuam se multiplicando sem competir com as outras que foram eliminadas, quando isso corre e ocorre com frequência, causa o surgimento de bactérias resistentes à vários antibióticos, são selecionadas pelo meio e acabam se proliferando de tal maneira a contaminar pacientes com imunidade baixa, internados em hospitais.

Essas bactérias super resistentes são de combate mais difícil.

 Por esse motivo deve-se usar antibióticos de forma moderada, com consciência para não ocasionar o surgimento desse tipo de bactérias  resistentes, seja em um ambiente ou em um organismo.

Quando é pedido o exame de sensibilidade antimicrobiana ou antibiograma?

O exame de antibiograma deve ser pedido pelo médico em casos de infecções é usado para direcionar um tratamento e otimizar o uso de antibióticos, para evitar os medicamentos que não farão efeito ou irão selecionar bactérias no ambiente de maneira não controlada.

Portanto, o uso de antibióticos é muito perigoso, deve ser feito com parcimônia e sempre com o acompanhamento de um médico que irá indicar seu uso de acordo com o laudo produzido pelo biomédico especialista em microbiologia.

É necessário termos consciência de que o uso de um medicamento sem prescrição médica pode prejudicar o organismo ao invés de ajudar a curar a doença.

Como o resultado orienta o tratamento

O antibiograma não “escolhe” o antibiótico sozinho. Ele informa se a bactéria isolada é sensível, intermediária ou resistente a determinados antimicrobianos, de acordo com método laboratorial e pontos de corte técnicos. O médico combina esse resultado com local da infecção, gravidade, alergias, função renal, gravidez, idade, uso recente de antibióticos e possibilidade de o medicamento chegar bem ao tecido infectado.

ResultadoO que sugereComo costuma ser usado
SensívelMaior chance de resposta com dose adequadaPode ser opção se combina com o quadro clínico
IntermediárioResposta depende de dose, concentração ou localExige interpretação médica cuidadosa
ResistenteMenor chance de sucesso com aquele antibióticoGeralmente evita-se, salvo contexto muito específico
Sem crescimentoA cultura não isolou bactéria viávelNão exclui infecção em todos os casos

Boas práticas para reduzir resistência

  • Não iniciar nem interromper antibiótico por conta própria.
  • Coletar cultura antes do antibiótico quando o médico solicitar e quando for seguro esperar.
  • Informar alergias, antibióticos recentes e internações prévias.
  • Usar o medicamento na dose e no tempo prescritos, sem “guardar sobras”.

Alerta: febre alta persistente, queda do estado geral, confusão, pressão baixa, falta de ar ou infecção em imunossuprimidos exigem atendimento rápido; o antibiograma não deve atrasar cuidado urgente.

Fontes úteis

Atualizado em 15/05/2026 com foco em interpretação clínica, resistência antimicrobiana e limites do teste. Fontes: FDA – testes de sensibilidade, CDC – resistência antimicrobiana e OMS.

Arquivado em: Biomedicina, Clínica Médica, Infectologia

Osteoartrose de joelho: sintomas, tratamento e cuidados

11 de agosto de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira

A osteoartrose é uma desordem patológica caracterizada pela perda localizada de cartilagem, ocorrência de remodelação óssea e presença de osteófitos.

Esse desarranjo molecular apresenta alterações anatômicas e fisiológicas, em que ocorre deterioração da cartilagem, inflamação e comprometimento das articulações. 1

Aproximadamente 4% da população brasileira tem osteoartrose e o joelho é uma das principais articulações mais acometidas por essa doença, com média de 37% dos casos.

A osteoartrose do joelho classifica-se em primária (idiopática) ou secundária (degenerativa) procedente de patologias inflamatórias, infecciosas ou traumáticas capazes de destruir a estrutura da cartilagem. 2-3 

A osteoartrose do joelho é crônico-degenerativa, predomina maiormente no sexo feminino levando à destruição da cartilagem articular progressivamente, provoca deformidade da articulação, com consequente, desequilíbrio muscular e ligamentar que acaba por culminar em perda óssea. 2-3

Nesse caso, a osteoartrose desgasta a cartilagem articular com formação marginal osteofitária, causa dor, rigidez ao se movimentar, possui certo grau de sinovite e crepitação, sugestivos de lesão cartilaginosa que progride com o passar do tempo, quanto maior a faixa etária pior a gravidade de lesão no joelho. 3

A maior parte dos pacientes com osteoartrose é assintomática, caso seja sintomático a tendência é progredir para uma condição de dor articular, perda de força, inaptidão para marcha e diminuição da aptidão física.

A inaptidão procedente reduz a qualidade de vida, podendo aumentar riscos de mortalidade e morbidade. 3 

Alguns fatores de risco predispõem osteoartrose de joelho, quais sejam: 3

  • Envelhecimento: idosos entre 65 anos e 75 anos
  • Obesidade
  • Lesões ou cirurgias prévias
  • Esforço ocupacional ou recreacional cumulativo
  • Lesões periarticulares, mau alinhamento articular, fraqueza muscular.


Diagnóstico

O diagnóstico de osteoartrose do joelho, na maioria dos casos, tem como base o histórico, exames clínicos e radiografias.

A opção da radiografia é o procedimento de imagem mais indicado devido a ser validado, mais acessível e muito disponível. Bem como, suas imagens facilitam realizar a classificação da importância da doença.4 

Os aspectos radiológicos da osteoartrose do joelho evidenciam “redução do espaço articular, aumento da densidade óssea subcondral, alterações proliferativas marginais das articulações e formação de cisto no osso subcondral.” 4

diagnostico

A ressonância magnética (RM) pode contribuir significantemente para casos mais específicos. Esse recurso é particularmente proveitoso para confirmar diagnósticos suspeitos, quando ocorrer de alguns achados radiográficos e clínicos serem divergentes ou imprecisos.

Outro ponto favorável é que esse método não invasivo oferece imagens multiplanares, proporciona alta definição, especificidade e sensibilidade. 4  

Escolher o exame mais específico colabora para acelerar o diagnóstico e aumenta as possibilidades de sucesso do tratamento; também pode evitar gastos desnecessários.

Ao mesmo tempo, cabe salientar que gastos com saúde configuram uma questão complexa, pois, encontram-se envolvidos a vida e ao bem-estar da pessoa.

Do mesmo modo, a tomada de decisão não pode se resumir exclusivamente no diferencial de custos, todavia em empenho de aplicação de esforços dotados de eficiência e qualidade. 4 

Assim sendo, a proposta de um protocolo simples de ser colocado em prática, hábil a corresponder as indicações da ressonância magnética é fundamental para pessoas idosas com suspeita de osteoartrose do joelho, uma vez que, contribui para melhorar a abordagem terapêutica do paciente, procedendo em maior eficácia nos protocolos propostos para esses casos. 4


Tratamento de osteoartrose

Mesmo que não haja cura para a osteoartrose, tem-se a possibilidade se adotar medidas farmacológicas e não-farmacológicas, cujo princípio é especialmente aliviar os sintomas da doença.

A terapêutica é indicada individualmente para cada paciente, buscando reduzir a dor, manter ou melhorar a capacidade dos movimentos articulares.3

terapia-1

As terapêuticas dependem da intensidade da dor e do grau de incapacidade física dos pacientes.

Um fator relevante na fisiopatologia da osteoartrose é a perda das propriedades viscoelásticas do líquido sinovial, para isso, desenvolveram-se os hialuronatos como tratamento clássico para a doença, estes são eficientes para casos de artroses mediante infiltração desses medicamentos via intrarticular.3

A capacidade funcional da pessoa com osteoartrose de joelho pode ser analisada por meio de testes que visam quantificar a ocorrência restrição de atividade física, tais como: caminhadas com tempo marcado, subir escadas, uso de suporte de pesos e aplicação de questionários que  indagam o paciente a respeito de seus limites e insuficiências, esse método é importante e muito benquisto entre todos os públicos, dado a sua simplicidade e por avaliar a opinião dos pacientes a respeito de suas incapacidades.3  

O índice de Lequesne é instrumento eficaz para mensurar a dor, a condição de caminhar e a capacidade de desenvolver as tarefas cotidianas para portadores de osteoartrose de joelho.

O entendimento do processo de alterações funcionais na osteoartrose de joelho pode colaborar para planejar medidas preventivas de tratamento em populações de risco.3

Ressaltam-se que protocolos de tratamento para osteoartrose do joelho ainda apresentam controvérsias, mas, genericamente, objetivam reduzir a dor e melhorar a funcionalidade.

O plano de estratégias farmacológicas tem como prioridade aliviar a dor, a partir de medicamentos que objetivam eliminar ou abrandar os sintomas; ou evitar doenças subjacentes ao usar medicamentos modificadores da osteoartrite. 5

Os medicamentos mais comumente prescritos para o alívio da dor são os anti-inflamatórios clássicos (AINEs) e os inibidores da ciclooxigenase-2 (COXIBs). Mas, estes contem índices terapêuticos estreitos e começo de ação relativamente baixos, se comparados com as injeções de esteroides intra-articulares. 5

Relacionado aos DMOADs (glicosaminoglicano polissulfato – nomes comerciais: Adequan® e Cartrophen®), eles têm o objetivo de retardar ou cessar a progressão da destruição da cartilagem articular ou condroproteção, mas, até o presente momento, não receberam aprovação para serem utilizados pela Foodand  Drug Administration  (FDA)  e   European  Medicines  Agency  (EMEA) 5


Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico nem sempre oferece um efeito satisfatório, além disso, é muito comum ocorrer dor persistente no processo pós-operatório, após realizar artroplastia total do joelho. Reparos da cartilagem por meio de cirurgias são desafiadores.

Por outro lado, os objetivos do tratamento conservador visam propiciar alívio dos sintomas, melhorar a função articular e adiar possíveis intervenções cirúrgicas.5

As opções de tratamentos conservadores e pouco invasivos são muito relevantes para o manejo do tratamento da osteoartrite de joelho.

Porém, diferentes programas de exercício físico vêm sendo indicados; também, o interesse pelo uso da terapia com ozônio vem aumentando significativamente. 5  

Os programas de exercícios terapêuticos objetivam centrar e promover o fortalecimento muscular, principalmente do músculo quadríceps; dentre outros elementos que beneficiam a estabilidade do joelho, como glúteo mínimo, médio e máximo,  que tem a fraqueza  como fator gerador de lesão  adicional.

Ademais a importância proprioceptiva é diminuída nesses pacientes, isso indica que os exercícios proprioceptivos podem ser aconselhados e eficientes para compor as abordagens multimodais da OAJ. 5

Torna-se relevante lembrar que a hipoalgesia levada por um programa de exercício pode apresentar-se mais variável nos pacientes portadores de dor crônica, mas, a resposta pode oscilar para cada paciente, podendo reduzir a sensibilidade à dor, ficar sem alterações ou até aumentar em resposta ao exercício.

Importante lembrar-se de que, o aumento exagerado da dor por causa de realização de exercícios pode configurar um empecilho considerável à sua adesão, correndo-se o risco de entrar em um ciclo de inatividade física capaz de agravar a dor e desencadear incapacidade para se locomover a longo prazo. 5

Diante dessa condição, aderir a um programa multidisciplinar, planejado para envolver diversas estratégias terapêuticas com a finalidade de otimizar as prerrogativas e induzir o exercício, pode ser uma boa medida terapêutica, devendo tais programas serem muito  avaliados conjuntamente pelos profissionais envolvidos.5

Mas, costuma ser bastante promissor o efeito dos exercícios físicos para melhorar os sintomas da osteoartrose, como dor, promoção da função física e, portanto, obtenção de melhora na qualidade de vida do paciente. 5-1

A hidroterapia pode também trazer diferentes benefícios para pessoas portadoras de osteoartrose de joelho; aliás, reduzir a dor é o efeito terapêutico principal dessa atividade que, por sua vez, costuma ser aceita com grande adesão por muitas pessoas.

Além disso, a hidroterapia colabora para diminuir a gordura corporal, melhorar o desempenho físico e a capacidade aeróbica, o que favorece os pacientes com variados níveis de osteoartrose.

Podendo ainda, beneficiar a circulação sanguínea e melhorar atividades cotidianas; pois, ao eliminar as dores, promove uma melhora no físico do acometido, ajudando-o a manter melhor qualidade de vida. 6

Face ao exposto, pode-se dizer que, considerada uma doença articular crônica, a osteoartrose de joelho compromete a funcionalidade das atividades cotidianas, em razão de causar dor e perda de mobilidade, de forma a interferir na capacidade motora da pessoa.

Importante enfatizar que os métodos de diagnóstico realizados por imagem, a partir de tecnologias, renovam-se constantemente, realidade que muito favorece a saúde e do bem-estar das pessoas.

Enfatiza-se, assim, que os exames de imagens são categóricos para especificar diferentes tipos de doenças; com isso, maiores tornam-se as chances de controle e cura dos pacientes, quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico.


Quadro prático: dor, função e sinais de alerta

Use este quadro para organizar a leitura da dor junto com função, evolução e sinais associados. Isso ajuda a separar desconforto manejável de situações que merecem avaliação.

Ponto observadoO que anotarComo isso ajuda
DorLocal, intensidade, irradiação e movimentos que pioram ou aliviam.Melhora a descrição do quadro e evita conclusões por um único sintoma.
FunçãoMarcha, força, sono, trabalho, estudo e atividades diárias.Mostra se o problema está limitando a rotina de forma relevante.
AlertaFebre, trauma, perda de força, dormência progressiva ou alteração urinária/fecal.Indica que a avaliação não deve ser adiada.
  • Compare a evolução ao longo de dias, não apenas a intensidade em um momento.
  • Evite insistir em exercício que aumenta muito o sintoma.
  • Procure avaliação se houver perda de força, febre, trauma ou piora rápida.

Referências

  1. Santos CG, Rosa DB, Martins GA, Rosa EF, Pereira Neto J. Fisioterapia e qualidade de vida na osteoartrose do joelho. Fisioterapia Brasil. 21(1):86-92, 2020. Disponível em: https://web.p.ebscohost.com/abstract?direct=true&profile=ehost&scope=site&authtype=crawler&jrnl=15189740&AN=142326608&h=UQyzf12i%2bgNAVmeClEyLVD%2b1btBJHyzPCODvYYzE3KZFg5SMMzoRha8ygt3bkRgDm2E1XpuMHJQhJRvmkrl3dQ%3d%3d&crl=c&resultNs=AdminWebAuth&resultLocal=ErrCrlNotAuth&crlhashurl=login.aspx%3fdirect%3dtrue%26profile%3dehost%26scope%3dsite%26authtype%3dcrawler%26jrnl%3d15189740%26AN%3d142326608 Acesso em: 16 jul. 2021.
  • Fontinele AD. Características radiográficas e imaginológicas de alteraçoes ósseas e viscerais recorrentes do sedentarismo. Trabalho de conclusão de curso. Graduação em Tecnólogo em Radiologia. Faculdade UNIRBPARNAÍBA/PI. Parnaíba-PI 2021, 36f. Disponível em: http://dspace.unirb.edu.br/xmlui/handle/123456789/326?show=full Acesso:   10 jun. 2022.
  • Okumura F, Reis F, Belchior Ana, Carvalho P, Silva B, Pereira D, Laraia E.  Avaliação dos sintomas e capacidade física em indivíduos com osteoartrose de joelho. Manual Therapy Posturology & Rehabilitation Journal, 2009. Disponível em:  https://www.researchgate.net/publication/256438977_Avaliacao_dos_sintomas_e_capacidade_fisica_em_individuos_com_osteoartrose_de_joelho_Evaluation_of_symptoms_and_physical_capacities_of_people_with_knee_osteoarthrosis Acesso: 16 jul. 2022.
  • Arliani GG, Vergara JM, Mesquita Júnior ID, Oliveira VO, Lara PHS, Ferreira GF. Protocol for the Request of Knee Magnetic Resonance Imaging in Elderly Patients with Suspected Osteoarthritis: Reduction in Test Requests and Impact on Management and Diagnosis. Rev Bras Ortop (Sao Paulo). 57(3):409-414, 2021. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9246541/ Acesso: 17 jun. 2022.
  • Rezzo TC, Silva YVB, Tim CR, Martignago CCS, Silva RB, Garcia LA. Ozonioterapia: terapia adjuvante no tratamento da osteoartrite do joelho. RSD [Internet]. 11(4):e38911427417, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/27417. Acesso: 18 jul. 2022
  • Piola Kruger CR, Silva IM, Ribeiro Izidro Sampaio. AC. A eficácia da hidroterapia em pacientes com osteoartrose no joelho. Rev Inic Cient Ext 4(1):595-602, 2022. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/320 Acesso: 18 jul. 2022

Arquivado em: Fisiatria, Ortopedia

Tratamentos para manchas no rosto: conheça os melhores

11 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma

Em termos estéticos, o rosto é a parte mais importante do nosso corpo. É a parte mais visível, visto que é a parte que as pessoas veem quando nos encontram pela primeira vez, e também a parte que mais olhamos enquanto conversamos.

Antes do tratamento, diferencie mancha, inflamação e lesão

O cuidado muda conforme a pele mostra pigmentação, inflamação, infecção, cicatriz ou uma lesão em crescimento. O erro comum é tratar tudo como estética: clareador para qualquer mancha, ácido para qualquer relevo ou pomada para qualquer vermelhidão. A melhor leitura combina cor, borda, relevo, sintomas, duração, gatilhos e evolução.

Mesmo quando o objetivo é estético, a primeira pergunta continua clínica: que estrutura mudou e por quê? Essa leitura reduz tentativas em sequência e ajuda a escolher tratamento, observação ou avaliação presencial. Ela também evita usar ácidos ou pomadas em lesões que precisam ser examinadas.

AchadoComo interpretar
Mancha plana e estávelPode ser observada com fotos e proteção solar enquanto se define a causa.
Vermelhidão com coceira ou ardorSugere inflamação, alergia, irritação ou rosácea, não apenas mancha.
Ferida, pus ou crostaMuda a prioridade para infecção, trauma ou cicatrização.
Crescimento, sangramento ou muitas coresPrecisa de exame direto antes de produto clareador.

O que vale registrar

  • Quando começou, velocidade de mudança e se há dor, coceira, sangramento ou secreção.
  • Exposição solar, produtos novos, depilação, acne, ferida prévia ou procedimento recente.
  • Fotos comparáveis e lista de clareadores, ácidos, pomadas ou cosméticos já usados.
  • Histórico de câncer de pele, melasma, queloide, alergias ou manchas após inflamação.

Atenção: procure avaliação se a lesão cresce, sangra, forma ferida, muda várias características ou dói. Nesses casos, o primeiro passo é diagnóstico, não clareamento ou procedimento.

Portanto, o rosto acaba sendo importante para dar uma boa primeira impressão, sendo, por isso, importante também para o nosso relacionamento com outras pessoas, especialmente relacionamentos românticos.

Devido a isso, a presença de manchas no rosto pode causar certo incômodo. Pode causar certa insegurança e ansiedade, pois leva a pessoa a pensar que os outros não reagiriam bem a sua presença.

A forma mais comum de lidar com isso é através da maquiagem. Existem vários tipos de maquiagem que possibilitam aplicar diferentes graus de cobertura sobre manchas no rosto, contribuindo para esconder a existência delas.

Embora possam ser muito efetivas, seu efeito é apenas temporário. A ação da água, inclusive do suor, muitas vezes é suficiente para remover a maquiagem, ou pelo menos tornar a cobertura mais fina, revelando novamente a presença das manchas.

Felizmente, atualmente existem diversos tratamentos para manchas no rosto que possibilitam a remoção definitiva das lesões. Confira!

Melhores tratamentos para manchas no rosto

As manchas, no rosto ou não, são o resultado do acúmulo de pigmentos em um determinado local. Esse pigmento pode ser de diversos tipos, mas o mais comum é a melanina.

A melanina é uma proteína produzida naturalmente pelo corpo que apresenta uma coloração acastanhada. Ela é a responsável pelas pintas marrons, comuns em pessoas de pele clara, além de criar também os tons mais escuros de pele, tanto os naturais, de pessoas negras, quanto os gerados pela exposição ao sol.

Sendo uma substância, a remoção da mancha é realizada através da remoção do pigmento, e cada método de tratamento o faz de uma forma diferente. A melanina também pode se depositar em profundidades diferentes da pele, o que pode requerer diferentes abordagens.

Os tratamentos para manchas se mostram muito efetivos para a remoção dos pigmentos causadores das manchas, e alguns conseguem até remover pigmentos de tatuagem. Porém, é preciso ter em mente alguns fatos antes de optar por algum deles.

Primeiramente, é altamente provável que a remoção não será perfeita. É possível que, ao invés disso, o tratamento clareie a mancha significativamente, ou deixe alguma marca como resultado do procedimento. Portanto, talvez ainda seja necessário o uso de maquiagem, ainda que em quantidades bem menores.

Em segundo lugar, o tratamento nem sempre é definitivo. Alguns tipos de manchas são originados de disfunção dos melanócitos, célula responsável por produzir a melanina. O tratamento consegue remover a melanina produzida, mas não afeta o funcionamento do seu produtor. Por isso, após certo tempo, a mancha pode retornar, sendo necessário realizar o tratamento novamente.

Peeling

O peeling é um tratamento estético clássico, sendo um dos mais antigos e que ainda continuam a ser usados. Embora seja antigo, continua se reinventando, se aproveitando dos avanços tecnológicos e na área da saúde.

Esse tratamento consiste no estímulo à regeneração da pele através da remoção parcial ou total da camada mais externa da pele, conhecida como epiderme. É um pouco desconfortável, mas os resultados são evidentes, o que o torna uma boa opção.

Visto que consiste em remover a camada externa da pele, é muito efetivo para a remoção de manchas superficiais. Porém, em determinadas situações, consegue remover manchas mais profundas também.

Existem dois tipos de peeling: o peeling físico e o peeling químico.

Peeling físico

O peeling físico é o mais conhecido. Ele consiste em remover a camada mais externa através de métodos abrasivos, isto é, que se valem do atrito e da fricção para isso.

A forma mais comum desse peeling é a esfoliação. A esfoliação consiste em utilizar ferramentas mais comuns e acessíveis, como cremes esfoliantes e buchas, para realizar uma manutenção suave da epiderme.

Sendo mais suave, seu efeito sobre as manchas é menos notável. Por isso, outros tipos um pouco mais agressivos de peeling tendem a ser mais usados.

Para a remoção de manchas, costuma-se utilizar dispositivos específicos que apresentam efeito abrasivo intenso. Isso leva a tipos de peeling como a microdermoabrasão, peeling de cristais e peeling de diamante, que são especializados em realizar uma ação mais intensa e profunda, sem prejuízo à pele.

Peeling químico

Ao contrário do peeling físico, o peeling químico se vale do uso de substâncias químicas para realizar sua ação. Ele também é muito efetivo em remover a epiderme, porém, graças às substâncias usadas, consegue também ter uma ação mais profunda, o que ajuda a remover manchas mais profundas também.

Esse tipo de peeling comumente utiliza alguns tipos de ácidos biocompatíveis que apresentam potencial de dissolver a pele. É claro, são utilizados em baixas concentrações, de forma que a extensão dos danos e a profundidade de ação sejam cuidadosamente calibrados.

Embora apresente uma ação mais completa em comparação ao peeling físico, tratamentos mais profundos também apresentam maiores riscos de complicações. Portanto, é importante discutir essa questão com seu dermatologista para saber se o peeling químico seria uma boa opção para o seu caso.

Tratamento a laser

O tratamento a laser é um dos tratamentos estéticos mais recentes. Ele surgiu graças aos avanços tecnológicos, que possibilitaram o desenvolvimento do conceito de laser, da tecnologia para criá-lo, e também da diminuição das dimensões da tecnologia necessária para criá-lo. Com isso, é muito fácil para um consultório ter acesso a algum dispositivo de laser.

Um laser é um feixe de luz concentrado de alta energia. Devido a essa energia e alta concentração, o laser é capaz de causar grandes aumentos de temperatura em locais bem específicos, o que os confere certo caráter destrutivo. É exatamente esse caráter destrutivo que o tornou tão útil na área médica e estética.

Seu uso principal consiste no rejuvenescimento da pele: o laser consegue causar pequenos danos na pele sem afetar significativamente o tecido ao redor, especialmente o tecido presente em partes mais profundas do corpo.

Esses danos, por sua vez, estimulam os mecanismos de regeneração naturais do corpo, incluindo a produção de colágeno e elastina. Como resultado, a pele se regenera com maior firmeza e elasticidade, dotando-a de um aspecto visivelmente mais jovem.

No caso da remoção de manchas, o objetivo é utilizar esse potencial destrutivo para destruir os pigmentos. O laser utilizado é cuidadosamente calibrado para focar sua atuação em substâncias de cor escura, permitindo que seja mais efetivo em remover os pigmentos enquanto minimiza os danos ao tecido ao redor.

Porém, esses danos também acontecem, ainda que de forma diminuta, o que permite também o rejuvenescimento da pele e uma regeneração de melhor qualidade, melhorando os resultados. Esse efeito colateral é notável também no peeling, especialmente considerando que causa ainda mais danos à pele ao redor.

A necessidade de focar no pigmento deve-se à sua maior dificuldade de remoção. É necessário muito mais energia para destruir a melanina do que o tecido fibroso que compõe a derme, camada intermediária da pele.

Para permitir uso de maiores energias sem danificar a pele, utiliza-se o laser pulsado para a remoção de manchas.

O laser pulsado, ao invés de utilizar um feixe contínuo, consiste no uso de múltiplos “pulsos” para a remoção dos pigmentos. O feixe é mantido por um curto período de tempo no compartimento em que é criado, sendo só depois liberado. Mantê-lo por esse tempo nessa câmara permite que seja “carregado”, aumentando sua energia, e adquirindo esse formato pulsado.

Existem diversos tipos de laser disponíveis para uso. O laser de CO2 é o mais comum, sendo apropriado para manchas superficiais. Existe também o Er:YAG, laser de ação superficial que é mais leve que o de CO2, mas que apresenta a mesma efetividade. Para ação mais profunda, pode ser utilizado o Nd:YAG.

Microagulhamento

O microagulhamento é também um processo de rejuvenescimento da pele que pode ser muito útil para a remoção de manchas.

Ele é de certa forma semelhante ao peeling físico: consiste no uso de um dispositivo que causa leves danos à pele, de forma a estimular a sua regeneração de forma mais intensa.

Porém, a principal diferença é que seu foco não é danificar a epiderme. As microagulhas que compõem o dispositivo apresentam a capacidade de penetrar a epiderme e causar maiores danos à derme do que a ela. Dessa forma, sua ação é mais direcionada ao principal responsável pela saúde da pele.

No caso das manchas, a ação das microagulhas ajuda a remover os pigmentos e clarear a mancha, devido aos danos causados ao local de acúmulo, movimentação dos pigmentos para outras partes do tecido, e também pelo estímulo do sistema imunológico e da regeneração do tecido.

Além disso, as perfurações realizadas pelas microagulhas também facilitam a ação de substâncias clareadoras.

Medicamentos tópicos tendem a ser utilizados para tratar problemas de pele, mas apresentam dificuldade de penetrar a epiderme. A epiderme é uma camada protetora pouco permeável, por isso, essa dificuldade existe.

O microagulhamento, porém, causa pequenas perfurações na epiderme. Portanto, aplicar medicamentos tópicos sobre o local tratado permite que sejam absorvidos com mais facilidade, o que também contribui para um clareamento mais intenso da pele.

Luz intensa pulsada

A luz intensa pulsada consiste no uso de luz para o tratamento da pele, sendo especialmente útil para a remoção de manchas.

Ela é de certa forma semelhante ao laser, visto que utiliza luz com alta energia para o tratamento. Porém, ao contrário do laser, não se utiliza um feixe concentrado, mas distribui-se a luz por grande parte do local a ser tratado.

A luz é aplicada ao longo de toda a extensão por algum tempo, o que permite que os pigmentos absorvam a energia da luz. Ela também é calibrada para maximizar a absorção por parte da substância alvo, no caso, os pigmentos. Com o tempo, sua temperatura aumenta e o pigmento é destruído.

A luz intensa pulsada apresenta a vantagem de ser fácil de usar e mais portátil, o que facilita bastante o tratamento.

Tipos de manchas no rosto

Existem diversos tipos de manchas que podem aparecer no rosto, cada uma com suas próprias causas e características. Diferentes tratamentos apresentam diferentes níveis de efetividade para lidar com cada uma. Por isso, é importante consultar um dermatologista antes de optar por algum tratamento.

As manchas senis (ou melanose solar) são um tipo de mancha comum em pessoas idosas. Normalmente consistem no acúmulo de melanina em determinado local da pele, frequentemente na superfície. Essas manchas são o resultado da exposição frequente ao sol durante a juventude e a vida adulta, mas começam a aparecer apenas na velhice.

O melasma é um tipo de mancha que pode ocorrer em mulheres, sendo mais comum no rosto. Não apresenta causa ainda muito bem definida, mas aparenta estar relacionado a mudanças e desequilíbrios hormonais, por exemplo, devido à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais, assim como à exposição ao sol. Consiste em um conjunto de manchas acastanhadas descontínuas e sutis, normalmente atingindo ambos os lados do rosto.

As cicatrizes de acne são um dos efeitos colaterais mais comuns da acne. Após a pústula ser curada, a epiderme se regenera corretamente, mas a derme apresenta maior dificuldade, formando uma pequena depressão no rosto, com coloração mais escura (cicatriz atrófica). Esse tipo de mancha também pode ser removida com os tratamentos descritos.

As sardas são um conjunto de pequenas manchas escuras que podem surgir na pele de pessoas com pele clara, contanto que apresentem predisposição genética. A causa é a exposição ao sol. As sardas também podem ser removidas com os procedimentos descritos. Porém, o retorno à exposição ao sol faz com que retornem à pele.

Os nevos são lesões pigmentadas que podem apresentar pigmentos de diversas origens, mas a melanina é a mais comum. O termo “nevo” é um termo genérico que se aplica a uma grande quantidade de lesões pigmentadas de diversos tipos e origens. Isso inclui tanto as pintas e marcas de nascença, quanto algumas lesões mais raras com componentes genéticos envolvidos, como o nevo de Ota.

Embora nem sempre seja possível eliminar completamente as manchas, ou a causa delas, os tratamentos para manchas no rosto contribuem para eliminar fontes de insegurança e, com isso, aumentar a autoestima.

Todos os tratamentos descritos são minimamente invasivos. Portanto, podem ser realizados novamente sempre que necessário. Consulte um dermatologista de sua confiança para saber mais.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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