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Dor nos braços: causas e quando investigar

15 de junho de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá

A dor nos braços pode ter inúmeros fatores, podendo ser causada por alterações provenientes dos músculos, tendões, nervos, e até mesmo problemas cardíacos. 

Para conseguir diagnosticar, é necessário saber identificar a causa da dor, ficando atentando em todos os sintomas, surgimento, se há melhora durante o repouso, quais movimentos causam dor, e se está mais localizada ou irradia para outro local do corpo. 

Na maioria dos casos a dor nos braços vem acompanhada de formigamento no membro afetado, perda de força, limitação de movimento, sensibilidade ao tocar, dor nas articulações e inchaço. 

A rotina das pessoas, trabalho, postura, esforço repetitivo, faz com que esse tipo de problema apareça com mais frequência, por isso é importante manter uma constante visita ao médico para poder identificar as reais causas. 

Dentre vários problemas que podem causar dor nos braços, podemos citar alguns que são mais relevantes, e estão entre as condições de saúde que mais afetam as pessoas nos dias de hoje. 

1. Tendinite 

Tendinite é definida como uma inflamação e alteração nos tendões, local onde prende os músculos aos ossos.

Podendo comprometer qualquer parte do corpo, braço, ombro, cotovelo, quadril, punho, dedos, pé e joelho. Sua principal causa é devido ao esforço repetitivo, ou trauma no local afetado, inflamando suas fibras, causando dor e perda de força. 

Os tendões são responsáveis em realizar qualquer tipo de movimento, pois durante a contração muscular, eles irão tracionar os ossos, para que a articulação realize esse processo.

Devido a essas constantes trações, eles podem ter uma inflamação devido aos micros traumas sofridos repetidas vezes, ocasionando alterações estruturais. 

A dor nos braços pode ser causada devido a tendinite, geralmente afeta trabalhadores braçais, cabeleireiros, atletas, dentistas, professores, ou seja, qualquer profissão que faça uso excessivo dos tendões.

Essa dor pode ser observada durante o repouso, ou aumento de carga no local, sessando conforme for realizando o movimento. 

Sempre que a pessoa sente dor, o movimento fica comprometido, e impedido de realiza-lo de maneira natural.  

Sintomas 

Os sintomas causados pela tendinite no geral são, dor no local afetado podendo irradiar para outras partes ao redor, fadiga, perda de força, inchaço, formigamento, rubor, diminuição da amplitude de movimento, e atrofia muscular. 

A dor nos braços quando causada por tendinite, a pessoa irá ter dificuldades para movimentar o membro, fraqueza, dificuldade de segurar itens pesados, ou leves por um período de tempo. 

Tratamento 

Para o tratamento em casos agudos, seja dor nos braços ou em outros locais, pode ser utilizado compressas de gelo, fazendo com que diminua o calibre do vaso sanguíneo, melhorando o processo inflamatório.

Para casos crônicos, aqueles onde a dor não é muito intensa, porém é constante, é recomendado o calor para ter um relaxamento da musculatura, e melhora do fluxo sanguíneo. Além desses tratamentos, o ideal é fazer repouso, e agendar uma consulta com médico. 

Prevenção 

As melhores maneiras para prevenção da tendinite é prática regular de atividade física, programar-se para fazer uma pausa durante o trabalho, alongamentos diários, ficar atento quanto à postura, equipar seu local de trabalho de maneira adequada. 

2. Síndrome Dolorosa Miofascial

A síndrome da dor miofascial é um distúrbio de dor muscular crônica em um ou mais músculos ou grupos de músculos, acompanhada de dor local e referida, diminuição da amplitude de movimento, fraqueza e, muitas vezes, fenômenos autonômicos (alterações na cor da pele, sensibilidade local)

As síndromes de dor miofascial da extremidade superior são causas comuns de dor, e estão associadas ao estresse musculoesquelético agudo ou crônico. A Síndrome Dolorosa Miofascial é caracterizada pela presença do ponto-gatilho miofascial, presente dentro de uma banda tensa no músculo, podendo gerar dor local ou referida (à distância.)

Sintomas de Dor Miofascial

A dor miofascial pode ser causa de dor no braço. A dor pode ser irradiada de musculatura cervical (como o trapézio, escalenos, infraespinhal) ou devido a dores em músculos do próprio braço (como o bíceps braquial, tríceps, extensores e flexores do punho).

Pode ocorrer tensão e rigidez local, com limitação de movimento. A dor pode surgir com repouso ou movimento.

Tratamento: Síndrome Dolorosa Miofascial

Em uma fase inicial, repouso moderado pode ser feito. O calor (água quente) pode ajudar no relaxamento da musculatura, pelo fenômeno de vasodilatação local.

O tratamento para a síndrome da dor miofascial geralmente inclui medicamentos analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios e antidepressivos (em casos de dor crônica. Para muitos pacientes, é indicado acupuntura, tratamento local em ponto-gatilho, tratamento por ondas de choque, injeções no ponto-gatilho ou reabilitação.

Prevenção de dor miofascial

Melhorar sua postura pode ajudar a aliviar a dor miofascial, principalmente no pescoço. Exercícios que fortalecem os músculos ao redor do ponto-gatilho ajudarão a evitar o excesso de trabalho em qualquer músculo.

3. Ataque Cardíaco 

cardiaco

O Ataque Cardíaco ou Infarto, também é uma causa recorrente de dor nos braços que atinge milhões de pessoas no mundo, porém muitos acreditam que é somente dor forte no peito o principal sintoma. 

O coração é formado por artérias, as quais são responsáveis em levar sangue arterial, rico em oxigênio, com o objetivo de fazê-lo funcionar normalmente.

Quando ocorre uma desobstrução dessas artérias que nutrem o músculo cardíaco, as chamadas coronárias, irá acontecer o Infarto do Miocárdio, ou Ataque Cardíaco. Ou seja, ocorre a morte das células de uma parte do músculo cardíaco, devido o impedimento da chegada do sangue no coração. 

Os principais fatores de risco são idade, mulheres acima de 55 anos pós menopausa, homens acima de 40 anos sedentários, obesos, diabetes, tabagismo, hipertensão, histórico familiar, colesterol alto e estresse. 

Sintomas: Ataque Cardíaco

Existem alguns sintomas os quais as pessoas devem ficar atentas quanto ao Ataque Cardíaco.

Podemos destacar dor de forte intensidade no peito, parecida com um aperto ou queimação podendo permanecer por 30 minutos, dor nos braços com irradiação para o lado esquerdo, dor na mandíbula esquerda e costas.

Além desses sintomas, podemos notar também, suor frio, tontura, náuseas, vômitos e falta de ar. 

Prevenção: Ataque Cardíaco

Muitos desconhecem que os hábitos de vida influenciam na saúde do coração. Existem algumas maneiras que podem prevenir o ataque cardíaco, porém muitos irão precisar fazer mudanças drásticas no estilo de vida. 

Evitar o tabagismo, manter o controle da pressão arterial, controle do colesterol e triglicerídeos, controlar o diabetes, fazer atividade física regular, controlar o peso, alimentação saudável, evitar o álcool, e controlar o estresse. 

Todas essas maneiras citadas acima, são formas de prevenção, claro que o acompanhamento médico é muito importante para pessoas que estão dentro do grupo de risco. 

4. Distensão Muscular 

A distensão muscular é uma causa muito frequente que pode causar dor nos braços, e ocorre quando a fibra muscular, recebe uma carga muito maior do que ela consegue suportar, causando uma pequena ruptura. Podendo ser classificado em leve, moderado e grave, ou em grau 1, grau 2 e grau 3.

Nos quais, grau 1 ou leve, é um edema muscular sem ruptura das fibras, grau 2 ou moderado ocorre pequenas rupturas da fibra muscular, com pequenos hematomas, grau 3 ou grave é a ruptura total do músculo. 

Esse tipo de lesão pode causar dor nos braços quando acontece nos músculos que são responsáveis nos movimentos do membro, como bíceps e tríceps. E quando ocorre os sintomas observados são dor local, inchaço, algumas vezes pode surgir hematomas, e limitação de movimentos. 

É um tipo de lesão muito comum em atletas, ou em qualquer praticante de atividade física, ou até mesmo durante atividades que são rotineiras.  

Tratamento: Distensão Muscular

De imediato, pode utilizar gelo no local da dor, evitando que ocorra o inchaço e reduza possíveis hematomas que surgir, além de fazer repouso.

Porém, um médico deverá ser consultado para realizar exames adequados, e evidenciar qual grau foi a lesão. Desta maneira, somente ele poderá indicar o melhor tratamento que deverá proceder. 

Prevenção: Distensão Muscular

Existem diversos fatores que poderão prevenir a distensão muscular, seja ela no braço ou em qualquer músculo do corpo.

Dentre esses fatores podemos citar hormonais, metabólicos, nutricionais, e o principal biomecânica, a qualidade do movimento exercido, seja durante o dia-dia, ou na prática de atividade física. 

O desequilíbrio muscular também pode causar uma distensão na musculatura, ou seja, quando um músculo é mais fraco do que o outro, ou quando o seu músculo é muito fraco para determinado tipo de atividade.

Para evitar que isso ocorra é importante fazer uma avaliação antes de iniciar qualquer atividade física, saber respeitar seus limites, e evitar esforços desnecessários. 

5. Lesões No Ombro

Lesões provenientes de problemas no ombro, podem causar dor nos braços e perda de força do membro afetado.

O grupo de pessoas que estão mais suscetíveis são professores, atletas, donas de casa, empregadas domésticas, pintor, cabeleireiro entre outros que utilizam o braço elevando acima da cabeça. 

O ombro permite uma grande amplitude de movimento, exigindo mais da ação muscular, a qual é fundamental para a articulação trabalhar de forma correta.

As lesões do ombro podem ser causadas quando qualquer parte de sua estrutura esteja inflamada, mal posicionada, fazendo movimento repetitivos, doenças autoimunes, e diversas patologias que não estão ligadas com a articulação. 

As lesões mais comuns que podemos observar nessa articulação são as tendinites e ruptura de tendões, todas provocam dor e perda de força que se irradia para o braço. Os diagnósticos são feitos através de exames físicos, palpação, exames de imagem e testes especiais. 

Tratamento: Lesões No Ombro

O tratamento de qualquer lesão no ombro é feito com repouso, e diversas técnicas terapêuticas com o objetivo do alívio da dor. Em casos mais graves, é necessário fazer uma intervenção cirúrgica. Em todos os casos o médico sempre deve ser consultado. 

Prevenção: Lesões No Ombro

A melhor forma de prevenir esse tipo de lesão, é o fortalecimento da musculatura que faz o movimento do ombro. A prática de atividade física regular irá auxiliar nesse processo, além de procurar manter sempre um estilo de vida saudável. 

6. Síndrome do Túnel do Carpo 

O plexo braquial, localizado entre o pescoço e a axila, é o grande responsável por inervar o membro superior, e dentre seus componentes temos o nervo mediano. 

O nervo mediano é formado por todas as raízes do plexo braquial, ele penetra no membro superior através da axila, e desce por toda extensão do braço na parte medial, ficando entre o nervo radial e ulnar.

Sua inervação motora e sensitiva inicia logo abaixo do cotovelo, com sensibilidade na palma das mãos, e responsável por movimento de preensão, pois inerva flexores de punho e dedos. 

A Síndrome do Túnel do Carpo é quando há uma compressão do nervo mediano pelo ligamento transverso do carpo. Isso ocorre devido à expansão de tendões que atravessam essa estrutura, devido a movimentos repetitivos. 

A causa mais frequente da síndrome, é devido a tendinite dos músculos flexores do punho, sendo sempre secundária a outra patologia. 

Sintomas: Síndrome do Túnel do Carpo

Formigamento, dormência na palma da mão e dedos, perda de força de preensão, dor nos braços, perda de massa muscular, queimação nos dedos.

Geralmente os sintomas são sentidos na parte da noite, quando a pessoa relaxa o corpo para dormir, vem a sensação de formigamento e queimação. 

Tratamento: Síndrome do Túnel do Carpo

O tratamento irá depender do grau que está o problema, se for leve é recomendado o uso de uma órtese com o objetivo de imobilizar a articulação, e medicamentos para dor e inflamação.

Em casos um pouco mais graves, o médico pode fazer uma aplicação de medicamento diretamente no local afetado, ou outra possibilidade de tratamento é a cirurgia. 

7. Hérnia de Disco Cervical

hernia

A coluna cervical é composta por 7 vértebras, e cada uma delas contém uma estrutura cartilaginosa, a qual possui a função de amortecer o impacto gerado pela coluna.

Os discos intervertebrais, localizados entre as vértebras, com o passar do tempo, ou devido a postura, genética, entre outros fatores, sofrem alterações, levando ao desgaste e ruptura. 

O núcleo pulposo é um líquido viscoso rico em ácido hialurônico, e que está presente no centro dos discos intervertebrais.

Quando há um lançamento desse líquido para fora do disco, além dos limites fisiológico, gerando uma série de sintomas, principalmente muita dor, ocorre a chamada de hérnia de disco.

As causas pode ser predisposição genética, má postura, e consequências de desgastes causados nos discos intervertebrais. 

As pessoas acometidas por esse problema, além de sentir muita dor, e limitação do movimento, passam a sentir dificuldades em manter sua rotina de atividades diárias. Em muitos casos chega a ser limitante, afastando a pessoa do emprego ou levando à aposentadoria por incapacidade. 

Sintomas: Hérnia de Disco Cervical

Quando a hérnia está localizada na região cervical, a pessoa irá sentir dor na região do pescoço, dor no ombro, dor nos braços, mãos e cabeça. Além da dor é possível observar dormência desses membros citados, perda de movimento, perda de força, e limitação das atividades diárias. 

Tratamento: Hérnia de Disco Cervical

Após ser diagnosticado o problema, o tratamento irá variar de acordo com o grau que o problema está. Na maioria dos casos o tratamento é conservador, com fisioterapia e medicamentos, em casos mais graves é necessário fazer intervenção cirúrgica. 

Após cessar a dor, o paciente pode manter a prática de uma atividade física leve, e sem impacto para fortalecer a musculatura, como forma de prevenção de novas crises dolorosas. 

Considerações Finais

Como podemos observar, essas foram algumas causas que podem apresentar como sintoma dor nos braços. É imprescindível que consulte um médico de sua confiança caso sinta qualquer sinal citado acima, pois muitas vezes algo que parece simples, pode esconder um grave problema.

Além disso, vale ressaltar a importância de manter um estilo de vida saudável, controlar o peso, prática regular de atividade física, melhorar a qualidade do sono, tentar reduzir o estresse, e realizar exames periódicos. 

Preserve aquilo que há de mais importante em você, sua saúde. 

Fontes úteis

  • MedlinePlus: ossos, articulações e músculos
  • AAOS OrthoInfo
  • WHO: atividade física

Arquivado em: Dor, Ortopedia

Melatonina em crianças: relatos de intoxicação e cuidados

15 de junho de 2022 by Leandro Pessoa Dantas da Silva

Falta de ar, urticária, inchaço, desmaio, confusão, sangramento ou piora importante depois de iniciar um remédio mudam a urgência.

Frasco de melatonina, suplemento usado para sono

Relatos de ingestão de melatonina por crianças aumentaram de forma importante nos Estados Unidos na última década. O dado chamou atenção porque a melatonina costuma ser vista como um produto “natural” para dormir, mas fica disponível em casa em comprimidos, gotas e, muitas vezes, em gomas com aparência semelhante a doces.

Segundo relatório do CDC, os centros de controle de intoxicações dos Estados Unidos registraram 260.435 ingestões pediátricas de melatonina entre 2012 e 2021, com aumento de 530% no período. A maioria ocorreu de forma não intencional, especialmente em crianças pequenas. O relatório também observou aumento de hospitalizações e desfechos mais sérios, embora a maior parte dos casos não tenha exigido internação.

Resumo prático para pais e cuidadores

Melatonina não deve ser tratada como bala, vitamina comum ou solução rápida para qualquer dificuldade de sono infantil. Se houver criança em casa, o produto precisa ficar fora do alcance, em embalagem bem fechada, e o uso deve ser discutido com pediatra, principalmente no Brasil, onde a autorização regulatória para suplementos de melatonina é restrita a adultos.

Por que o aumento preocupa?

A melatonina é um hormônio produzido pelo organismo e participa da regulação do ciclo sono-vigília. Também é vendida como suplemento em alguns países. O problema é que a popularização do produto aumentou a presença de frascos em casa. Durante a pandemia, muitas famílias relataram piora do sono, mais tempo das crianças dentro de casa e maior disponibilidade de produtos usados por adultos, o que pode ter contribuído para ingestões acidentais.

O relatório do CDC descreveu que a melatonina se tornou, em 2020, a substância mais frequentemente ingerida por crianças nos dados de centros de intoxicação dos EUA. Isso não significa que toda ingestão gere intoxicação grave, mas reforça que disponibilidade, apresentação em goma e armazenamento inadequado podem criar risco evitável.

Melatonina é segura para crianças?

A resposta mais responsável é: depende da indicação, da dose, da idade, do diagnóstico e do acompanhamento. Crianças com transtornos específicos do sono, neurodesenvolvimento ou rotina muito desorganizada precisam de avaliação pediátrica. Em muitos casos, o primeiro tratamento envolve higiene do sono, horários regulares, redução de telas à noite, rotina previsível e investigação de causas como ansiedade, ronco, refluxo, dor ou parassonias.

No Brasil, o Ministério da Saúde informa que a melatonina não tem indicação aprovada para tratamento de insônia, distúrbios do sono, ansiedade, humor ou qualquer outra condição. A Anvisa também já proibiu produto infantil de melatonina por ausência de comprovação de segurança para essa faixa etária. Isso torna ainda mais importante evitar automedicação em crianças.

Sinais que podem aparecer após ingestão

  • Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar.
  • Náuseas, vômitos, dor abdominal ou diarreia.
  • Dor de cabeça, tontura, irritabilidade ou confusão.
  • Queda, fraqueza ou alteração do comportamento habitual.
  • Respiração lenta, desmaio ou sintomas intensos, que exigem atendimento imediato.

Se a criança ingeriu quantidade desconhecida, tomou várias gomas/comprimidos, está muito sonolenta ou apresenta qualquer sinal preocupante, a família deve procurar orientação médica ou serviço de intoxicação. Não é recomendado “esperar passar” quando há dúvida sobre quantidade, mistura com outros medicamentos ou sintomas importantes.

Como prevenir ingestão acidental

Situação em casaConduta mais segura
Produto em goma ou saborizadoGuardar como medicamento, nunca junto de doces ou alimentos.
Frasco usado por adultoManter em armário alto, fechado e fora da visão da criança.
Visitas ou avós com remédiosPedir que bolsas e nécessaires fiquem fora do alcance.
Criança com insônia frequenteAgendar avaliação pediátrica antes de qualquer suplemento.
Comprimidos e embalagem de melatonina

O que fazer antes de pensar em melatonina

Dificuldade para dormir em criança pode ter muitas causas. Rotina irregular, telas perto da hora de dormir, cochilos longos, cafeína, ansiedade, dor, congestão nasal, ronco e refluxo gastroesofágico podem atrapalhar o sono. Em adolescentes, uso de celular à noite, estresse escolar e atraso natural do ritmo circadiano também contam. Um plano seguro começa por identificar o padrão, não por repetir uma dose vista na internet.

Quando um pediatra indica melatonina em situação específica, a orientação deve incluir dose, horário, duração, objetivo do tratamento e critério para suspender. A família também deve contar todos os medicamentos e suplementos usados pela criança, porque produtos “naturais” também podem ter efeitos adversos e interações.

Como conversar com a criança e com a casa

Prevenção não depende apenas de esconder o frasco. Crianças pequenas exploram o ambiente e podem interpretar gomas como doces; crianças maiores podem repetir o que veem adultos fazendo. Explique, em linguagem simples, que remédios e suplementos só podem ser tomados quando um adulto responsável oferece. Evite dizer que o produto é “balinha de dormir”, porque isso reduz a percepção de risco.

Em casas com mais de um cuidador, combine uma regra única: nenhum suplemento fica em criado-mudo, mochila, bolsa ou gaveta baixa. Quando há avós, babás ou visitas, o cuidado precisa incluir bolsas e nécessaires de adultos. A ingestão acidental muitas vezes acontece justamente fora do armário principal de medicamentos.

Quando o problema é sono, o plano deve ser mais amplo

Se a criança demora para dormir todos os dias, acorda muitas vezes, ronca, parece cansada pela manhã ou tem sonolência diurna, a melatonina não deve ser o primeiro nem o único assunto. Pode haver rotina irregular, ansiedade, uso de telas, refluxo, obstrução nasal, apneia do sono, efeitos de medicamentos ou dificuldade comportamental de sono. O pediatra pode orientar diário do sono, ajustes ambientais e, quando necessário, encaminhamento.

Um diário simples por duas semanas costuma ajudar: horário em que a criança vai para a cama, hora em que realmente dorme, despertares, cochilos, telas, cafeína, sintomas respiratórios e comportamento no dia seguinte. Com esse mapa, a família evita decisões por tentativa e erro e consegue discutir o tratamento com mais precisão.

O que informar ao atendimento em caso de ingestão

Se precisar ligar para um serviço de intoxicação ou procurar pronto atendimento, leve a embalagem e informe idade, peso aproximado, quantidade suspeita, horário da ingestão e outros medicamentos disponíveis na casa. Diga se a criança vomitou, ficou sonolenta, apresentou alteração de comportamento ou ingeriu álcool, anti-histamínicos, remédios para dormir ou outros produtos. Essas informações ajudam a equipe a decidir observação, exames ou alta segura.

Fontes úteis

Texto revisado em 15/05/2026 com foco em segurança pediátrica, prevenção de intoxicação e regulação brasileira. Fontes: CDC MMWR, Ministério da Saúde, Anvisa e Poison Control.

Arquivado em: Notícias

Ultraformer: o que é, indicações e cuidados

15 de junho de 2022 by Dra. Juliana Toma

Anatomia, tabagismo, medicamentos e doenças prévias influenciam o risco de complicações e o tempo de recuperação. Desconfie de garantias de resultado.

O uso de tratamentos estéticos que utilizam ultrassom vem crescendo em todo o mundo, devido tanto aos seus efeitos quanto ao fato de ser não invasivo.

Um desses tratamentos é o Ultraformer, um equipamento que, de acordo com o fabricante e alguns especialistas, vem demonstrando resultados significativos e trazendo grande satisfação dos pacientes.

Entretanto, existem condições específicas para as quais a técnica é indicada e demonstra melhores resultados, o que torna a avaliação pré-procedimento algo bastante importante, tanto para evitar a frustração das expectativas de pacientes quanto para evitar a ocorrência de efeitos indesejados.


O Que É O Ultraformer?

O Ultraformer é um equipamento utilizado no tratamento de sinais de envelhecimento da pele, como flacidez, rugas e marcas de expressão. Ele utiliza ultrassom micro e macrofocado, com o objetivo de estimular a produção de colágeno, além de queimar gordura localizada.

Assim, ele age como um lifting não invasivo, uma vez que durante o tratamento não são realizados cortes ou perfurações na pele.


Como Funciona?

A tecnologia de ultrassom focado de alta intensidade utiliza energia térmica para criar uma “zona de coagulação” em locais específicos do corpo, realizando assim o estímulo da produção de colágeno e melhorando a aparência e a elasticidade da pele.

Assim, normalmente é recomendado o uso de algum suplemento de colágeno nos dias após a aplicação, para auxiliar o corpo na produção desse composto.

Outro efeito do tratamento é a queima de gordura localizada, através da quebra das células armazenadoras de gordura, chamadas de adipócitos, e do aumento da firmeza do tecido ao seu redor.

E, além do uso terapêutico do ultrassom, o Ultraformer também é capaz de visualizar camadas da pele com profundidade de até 8mm, garantindo assim que o tratamento seja realizado apenas nas áreas desejadas, além de permitir o ajuste a profundidade e a energia a serem usadas.


Indicações

rugas

O uso do Ultraformer, assim como de outros tratamentos semelhantes, é indicado para o tratamento dos sinais típicos do envelhecimento da pele, como:

  • Flacidez;
  • Rugas;
  • Marcas de expressão.

Ademais, o tratamento também pode auxiliar na eliminação da gordura localizada, o que, associado ao tratamento da flacidez, evita que a pele, agora com uma quantidade de gordura subcutânea menor, “caia” e forme dobras e papadas.


Resultados

A eficácia da técnica depende de uma série de fatores, como a temperatura e a frequência utilizadas, além da experiência do profissional responsável pelo procedimento1.

Todavia, quando os devidos cuidados são tomados e o procedimento é realizado de forma adequada, os resultados têm se mostrado bastante animadores, com um alto grau de satisfação dos pacientes.

Ademais, estudos que avaliam o uso do Ultraformer e de outros aparelhos semelhantes sugerem uma melhora importante no aspecto da pele, principalmente nas regiões periorais, periorbitárias e no pescoço2.

Outro ponto importante a se destacar é que o uso do Ultraformer não causou, nos estudos avaliados, efeitos colaterais permanentes2,3, o que indica que a técnica é bastante segura.


Qual A Duração Dos Resultados?

Como é um tratamento que estimula a produção de colágeno em áreas específicas, não há uma duração definida para os efeitos do Ultraformer.

Entretanto, com o passar dos anos, é normal uma redução na quantidade de colágeno produzida pelo organismo, e o surgimento de rugas, marcas de expressão e flacidez é algo comum e esperado, mesmo com a realização de tratamentos estéticos.

Por este motivo, muitos especialistas recomendam a realização de ao menos uma sessão ao ano, para criar um estímulo regular da produção do colágeno.


Efeitos Colaterais E Cuidados

A técnica não costuma causar efeitos colaterais, mas, quando eles ocorrem, são leves e normalmente incluem:

  • Vermelhidão na área de aplicação;
  • Dor local;
  • Aumento da sensibilidade na pele.

Entretanto, em raras ocasiões, outros efeitos podem ocorrer, mas tendem a desaparecer em poucos dias. São eles:

  • Inchaço;
  • Hematomas;
  • Dormência.

Riscos E Contraindicações

Apesar de ser um tratamento considerado seguro e com poucos efeitos colaterais, existem algumas condições que aumentam o risco de complicações e reações adversas. São elas:

  • Uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, que podem aumentar o risco de hemorragias e formação de hematomas;
  • Casos de diabetes sem controle adequado, pelos danos à vasculatura periférica que a doença causa;
  • Gravidez, principalmente no primeiro trimestre;
  • Casos de problemas cutâneos na área a ser tratada, como ferimentos, queimaduras e dermatites, que podem piorar com o uso da técnica.

Por fim, o tratamento com o Ultraformer não é indicado para casos de flacidez severa, uma vez que os resultados não são muito bons. Assim, para esses pacientes, é recomendada a realização do lifting cirúrgico.

Referências Bibliográficas

  1. Pavicic T, Ballard JR, Bykovskaya T, Corduff N, Hirano C, Park JY, Saromytskaya A, Sevi J, Vasconcelos S. Microfocused ultrasound with visualization: Consensus on safety and review of energy-based devices. Journal of Cosmetic Dermatology. 2021. V.21(2), P.636-647.
  2. Han HS, Park JW, Kim SY, Yoo KH,Choi SY, Kim BJ. Safety and efficacy of high-intensity focused ultrasound for treatment of periorbital, perioral, and neck wrinkles: Prospective open single-center single-arm confirmatory clinical trial. Dermatologic Therapy. 2022. Online Version of Record before inclusion in an issue e15420.
  3. Park JY, Lin F, Suwanchinda A, Wanitphakdeedecha R, Yu J, Lim TS, Chen JF, Ho W, Lim J, Juniarty L, Kee YS, Youn SJ, Fabi S. Customized Treatment Using Microfocused Ultrasound with Visualization for Optimized Patient Outcomes: A Review of Skin-tightening Energy Technologies and a Pan-Asian Adaptation of the Expert Panel’s Gold Standard Consensus. J Clin Aesthet Dermatol. 2021 May;14(5):E70-E79.

Fontes úteis

  • American Society of Plastic Surgeons
  • FDA: dispositivos estéticos
  • MedlinePlus: cirurgia plástica

Arquivado em: Dermatologia

O Que É Compulsão Alimentar no Século XXI

15 de junho de 2022 by Adhila Carlos Oliveira de Espírito

Na sociedade, falar sobre hábitos alimentares é algo bastante trivial em conversas do dia a dia. Basta observar quando se aproximam datas festivas, como confraternizações de final de ano ou quando alguém diz que tem adoração por tal comida ou bebida.

Do sentimento ao plano

PontoPergunta prática
FrequênciaIsso acontece em dias isolados ou virou padrão?
ImpactoAfeta sono, estudo, trabalho, relações ou autocuidado?
ControleA pessoa consegue escolher respostas diferentes ou se sente travada?
Rede de apoioHá alguém confiável para conversar sem julgamento?
RiscoExiste ameaça, violência, autoagressão, abuso de substâncias ou ideação suicida?

Passos pequenos e concretos

  • Nomeie o problema em comportamentos observáveis, não em rótulos.
  • Escolha um limite ou rotina simples para testar por uma semana.
  • Reduza exposição a situações que aumentam sofrimento sem resolver nada.
  • Procure ajuda imediata se houver risco de violência ou autoagressão.

Quando pedir ajuda

Ajuda profissional faz sentido quando o sofrimento é persistente, limita a vida, aumenta uso de álcool ou remédios, ou aparece com desesperança intensa.

Em contextos de escola, trabalho ou família, registrar fatos concretos e buscar uma conversa mediada pode ser mais efetivo do que tentar convencer todos de uma vez.

Compulsão alimentar não é falta de força de vontade. Episódios com perda de controle, culpa, comer escondido, restrição rígida e sofrimento pedem cuidado psicológico e nutricional, com avaliação de ansiedade, depressão, sono e estratégias de regulação emocional.

Desse modo, é importante dizer o quanto esse tema não é atual nas rodas de conversa, redes sociais e para a ciência, que desde 1950 tem a palavra Compulsão Alimentar nos manuscritos teóricos sendo, portanto, referenciada como comportamento digno de observação e pesquisa.


Por que a compulsão alimentar ocorre?

Alguns estudos levantam a hipótese de não ocorrer uma ligação entre a Compulsão Alimentar e fatores sociodemográficos, socioeconômicos e antropométricos que poderiam desencadear sua predisposição.

Entretanto, sabe-se que um hábito alimentar não saudável pode levar a consequências psicológicas consideráveis.

Há pesquisas que revelam a presença de traços de personalidade fortemente correlacionados aos Transtornos Psiquiátricos.

Indivíduos com personalidade mais ansiosa tenderiam a responder a situações e questões da vida com constância de gatilhos repetitivos.

Os Transtornos Alimentares não são tão comuns comparados aos Transtornos Depressivos e Transtornos Ansiosos.

Nesse quadro psiquiátrico emoções e pensamentos se encontram comprometidos em relação ao comportamento alimentar e corporal, onde a pessoa permanece obcecada por um padrão de conduta instigada pelo medo e anseios.


Principais transtornos de compulsão alimentar

Os principais Transtornos Alimentares do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) são: Pica ou Alotriofagia, Transtorno de Ruminação, Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo, Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa, Outro Transtorno Alimentar Especificado e Transtorno Alimentar Não Especificado.

Porém, cientificamente o diagnóstico de Compulsão Alimentar passou a ser considerado apenas recentemente.


Distinções de compulsão alimentar

Mesmo clinicamente sendo comportamentos adotados por pessoas com diagnóstico de Obesidade, novos parâmetros têm sido investigados para estabelecer melhores formas de distinções psicopatológicas, as quais substancialmente trazem perspectivas em longo prazo satisfatórias ao tratamento desses pacientes.

Na América Latina já se mostra fenômeno verificável entre as características clínicas encontradas atualmente.

Pela primeira vez na história, o manual utilizado no Brasil como sistema diagnóstico, a Classificação Internacional de Doenças (CID-11) incorporou critérios para Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), descrevendo uma seção com pontos divergentes do diagnóstico de Obesidade.

Catalogada doença, o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) foi incluído também no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) por se tratar de comportamento alimentar gerador de grande sofrimento e prejuízos necessários de tratamento.

Sua prevalência é de 1,6% entre mulheres e 0,8% entre homens e, curiosamente, o número de pessoas portadoras de Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) que procuram ajuda para emagrecer são maiores do que a população geral.


bulimia


Sobre os critérios de definição, o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) se caracteriza por:

  • Ingestão de certa quantidade de alimento em dado momento maior que maioria das pessoas consumiria em uma refeição;
  • Falta de controle sobre o ato de comer ou sentimento de que não é capaz para tanto;
  • Alimentar-se rápido demais;
  • Alimentar-se até se empanturrar;
  • Preferir estar sozinho por vergonha daquilo que está comendo;
  • Sentimento de tristeza ou culpa de si mesmo após um episódio; e
  • Sofrimento significativo em decorrência do comportamento alimentar.

Outros problemas de saúde mental também se assemelham ao Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) definido basicamente de alimentar-se compulsivamente frequente em intervalos marcados sem que haja uma compensação em si, como Obesidade e Bulimia Nervosa.

Entretanto, há diferenças importantes em sua apresentação clínica, como purgação, na Bulimia Nervosa e valorização das formas corporais, na Obesidade, o que possibilitaria o diagnóstico diferencial, descartando hipóteses ou comorbidades equivocadas para esse tratamento.


Condições psiquiátricas associadas

Podem-se destacar algumas condições psiquiátricas associadas: Transtorno Depressivo, Transtorno Ansioso, Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno por Uso de Substância.

Os impactos da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) no século XXI que vivenciamos, drasticamente aumentaram sintomas nos pacientes portadores com Transtorno Alimentar, e, em especial, também com Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), trazendo agravos em termos de regulação emocional, altas taxas de estresse e isolamento social.

Por último, o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) é uma condição médica psiquiátrica relevante que merece atenção, pois, é algo que impacta significativamente a qualidade de vida, traz prejuízos nas interações sociais, possui quadros concomitantes de doenças físicas além de, ter gravidade clínica acentuada e requerer uma série de medidas terapêuticas, a saber:

  • Uso de medicamentos prescritos;
  • Indicação de terapia cognitivo comportamental;
  • Mudança de hábitos alimentares;
  • Exercícios diários de automonitorização; e
  • Engajamento em estratégias contínuas para transformar metas de tratamento em rotina para toda vida.


Explore também no Blog da Saúde

  • Psicologia
  • Psiquiatria

Fontes úteis

  • CDC: saúde mental
  • CDC: manejando estresse
  • MedlinePlus: saúde mental

Fontes úteis

  1. Appolinario, J. C.; et al. Os Transtornos Alimentares nos Sistemas Classificatórios Atuais: DSM-5 e CID-11. Revista Debates in Psychiatry. Jul/Set, 2019.
  2. Bloc, L.; et al. Transtorno de Compulsão Alimentar: Revisão Sistemática da Literatura. Revista Psicologia e Saúde. Campo Grande, v.11, n.1, p. 3-17, 2019.
  3. Buonfiglio, H. B.; Aratangy. E. W. Como Lidar com os Transtornos Alimentares: Guia Prático para Familiares e Pacientes. 1ed. São Paulo: Hogrefe, 2018.
  4. Claudino, A. M.; et al. Uma Revisão dos Estudos Latino-Americanos sobre o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica. Revista Brasileira de Psiquiatria. v. 33, 1 (Suppl), Maio, 2011.
  5. Coletty, I. M. S. Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) e Ansiedade em Adolescentes Obesos. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, 2005.
  6. Devlin, M. J.; Goldfein, J. A.; Dobrow, I. What is This Thing Called BED? Current Status of Binge Eating Disorder Nosology. International Journal of Eating Disorders. 34 (Suppl), S2-S18, 2003.
  7. Viebrantz, J. F. Transtorno de Compulsão Alimentar em Tempos de COVID-19: Uma Revisão Sistemática. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2021.
  8. Garcia, G. D.; et al. Relação entre Sintomatologia Ansiosa, Depressiva e Compulsão Alimentar em Pacientes com Doenças Cardiovasculares. Revista Latino-Americana De Enfermagem. v. 26, e3040, 2018.
  9. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5 (American Psychiatric Association) 5ed. Porto alegre: Artmed, 2014.
  10. Wilfley, D. E.; Wilson, G. T.; Agras, W. S. The Clinical Significance of Binge Eating Bisorder. International Journal of Eating Disorders. 34 (Suppl), S96-106, 2003.

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