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Orlistate (Xenical): antes e depois

4 de outubro de 2025 by Dr. Marcus Yu Bin Pai Deixe um comentário

Você está considerando o Orlistat para ajudar na perda de peso, mas tem dúvidas se realmente funciona, como tomar e quais os efeitos colaterais? Muitas pessoas com sobrepeso ou obesidade buscam esse medicamento para potencializar os resultados da dieta. O Orlistat (princípio ativo de remédios como Xenical, Lipiblock e outros) age no intestino bloqueando a absorção de cerca de 30% da gordura dos alimentos. Quando usado corretamente e com acompanhamento médico, pode ser uma ferramenta eficaz para o emagrecimento. Entenda como ele age, os resultados esperados, os cuidados necessários e em quais situações ele não é indicado.

Orlistate não deve ser avaliado só pelo “antes e depois”. A utilidade depende de alimentação, tolerância gastrointestinal, reposição de vitaminas quando indicada, remédios em uso e metas realistas. Diarreia, urgência evacuatória e uso inadequado costumam atrapalhar adesão.

O que é Orlistat?

O Orlistat é um medicamento de prescrição que pertence à classe dos inibidores de lipases. Ele age no intestino impedindo a digestão e absorção de parte da gordura ingerida. É indicado para o tratamento da obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) ou sobrepeso (IMC ≥ 28 kg/m²) associado a fatores de risco, como diabetes, hipertensão ou colesterol alto. Importante: o Orlistat não é um inibidor de apetite nem um “queimador de gordura” – ele só funciona se houver gordura na alimentação para ser bloqueada.

No Brasil, é comercializado sob diferentes nomes: Xenical (o mais conhecido), Lipiblock, Lystate, Orlipid e Lipoxen. O preço varia bastante: uma caixa com 30 cápsulas de 120 mg custa, em média, entre R$ 50 e R$ 150, podendo chegar a R$ 270 em algumas farmácias.

orlistat antes e depois

Como funciona o orlistat

O Orlistat atua diretamente no intestino, inibindo as enzimas chamadas lipases, produzidas pelo pâncreas. Essas enzimas são responsáveis por quebrar as moléculas de gordura em partes menores para serem absorvidas. Com as lipases bloqueadas, cerca de 30% da gordura ingerida não é digerida e segue pelo intestino, sendo eliminada nas fezes. Esse é o mecanismo que reduz a absorção de calorias e contribui para a perda de peso.

Como a gordura não absorvida é eliminada, as fezes tendem a ficar mais amolecidas, pastosas ou até oleosas – isso é esperado e indica que o medicamento está fazendo efeito. O efeito do Orlistat começa a ser notado após cerca de duas semanas de uso regular, desde que associado a uma dieta com teor controlado de gordura.

Para que serve?

O principal objetivo do Orlistat é promover a perda de peso em pessoas com sobrepeso ou obesidade. No entanto, ao reduzir a absorção de gordura, ele também traz benefícios metabólicos: ajuda a diminuir os níveis de colesterol total e LDL (o “ruim”), melhora o controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2 e reduz a pressão arterial. Por isso, é frequentemente prescrito para pacientes que, além do excesso de peso, apresentam condições como:

  • Colesterol alto
  • Pré-diabetes ou diabetes mellitus
  • Hiperinsulinemia (insulina elevada no sangue)
  • Hipertensão arterial
  • Excesso de gordura visceral
orlistat

Qual a dose ideal

A dose padrão do Orlistat é de 120 mg por via oral, três vezes ao dia, sempre junto das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar). A cápsula deve ser ingerida durante ou até uma hora após a refeição. Se uma refeição for omitida ou não contiver gordura, a dose correspondente pode ser dispensada.

O tratamento com Orlistat pode ser mantido por períodos prolongados, mas é essencial que haja acompanhamento médico regular para avaliar a eficácia, monitorar possíveis efeitos adversos e prevenir deficiências de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Em geral, recomenda-se reavaliar o tratamento após 12 semanas: se o paciente não perder pelo menos 5% do peso corporal, o médico pode considerar a suspensão do medicamento.

Orlistat antes e depois

A eficácia do Orlistat na perda de peso é bem documentada. Um estudo indiano acompanhou pacientes durante 6 meses: o grupo que usou Orlistat perdeu, em média, 4,65 kg, enquanto o grupo que tomou placebo perdeu 2,5 kg. A redução na circunferência da cintura também foi maior no grupo com Orlistat: 4,84 cm contra 2 cm no placebo.

Esses números representam médias – a resposta individual varia conforme a adesão à dieta hipocalórica, a prática de exercícios e as características metabólicas de cada pessoa. Relatos de pacientes indicam perdas mais expressivas nas primeiras semanas, como 400 g em uma semana ou 2 kg em oito dias, especialmente quando a ingestão de gordura é rigorosamente controlada. Em três meses, alguns pacientes chegam a perder 10 kg, mas esse ritmo não é a regra.

Vale reforçar: o Orlistat potencializa os resultados da dieta, mas não substitui a reeducação alimentar. Quanto mais baixo o teor de gordura da refeição, menores são os efeitos colaterais intestinais e melhor a tolerância ao medicamento.

O que esperar ao usar Orlistat: linha do tempo

Primeiras 2 semanas
  • Início da ação
  • Possíveis fezes amolecidas
  • Adaptação à dieta
1-3 meses
  • Perda gradual de peso
  • Redução de medidas
  • Melhora de colesterol/glicemia
3-6 meses
  • Avaliação da eficácia
  • Manutenção da dieta
  • Monitoramento de vitaminas
Após 6 meses
  • Acompanhamento contínuo
  • Prevenção de reganho
  • Ajuste de dose se necessário

⚠️ Resultados individuais podem variar. Mantenha consultas regulares com seu médico.

Efeitos colaterais

Como todo medicamento, a ingestão de orlistat pode causar efeitos colaterais. Dentre eles, o uso prolongado do medicamento pode levar a má absorção de vitaminas lipossolúveis, que são processadas pelo intestino.

Por conta disso, pacientes que não são acompanhados por um médico podem apresentar deficiência na absorção de vitamina A, a vitamina E, vitamina K e vitamina D.

Além disso, o uso frequente do Orlistat leva a diarreia, uma vez que a gordura não é absorvida pelo organismo, e é eliminada nas fezes. Alguns pacientes podem apresentam também flatulência e dor abdominal.

É importante comentar também que o uso do Orlistat pode interferir na absorção de alguns medicamentos, e alguns casos causar até mesmo insuficiência hepática e toxicidade renal. Por conta disso, os pacientes que já fazem uso de outros medicamentos ou têm algum tipo de condição médica devem contar ao médico que irá avaliar se o uso de Orlistat é indicado.

Contraindicação

Este medicamento é contraindicado para pessoas com alterações no aparelho digestivo, como inflamações no intestino (as chamadas colites), indivíduos com diarreias crônicas ou com pancreatites.

Pacientes que apresentam má absorção crônica de nutrientes, possuam colestase (redução do fluxo biliar) ou hipersensibilidade aos componentes também não devem tomar.

É importante ressaltar que quem não tem colesterol alto ou não está acima do peso, não deve utilizá-lo.

Orlistat: quando a conversa costuma fazer sentido

Orlistat não deve ser escolhido por um “antes e depois”. O ponto é indicação, contraindicações, dieta com gordura controlada, tolerância intestinal e interação com outros remédios.

PerguntaPor que muda a decisãoO que discutir
Há obesidade ou sobrepeso com risco metabólico?A indicação depende do perfil clínico, não de emagrecimento estético isolado.IMC, circunferência abdominal, glicemia, pressão, colesterol e tentativas anteriores.
Há diarreia crônica, colestase ou má absorção?Esses contextos podem tornar o uso inadequado.Doenças intestinais, vesícula/fígado, cirurgia bariátrica e vitaminas lipossolúveis.
Usa medicamentos contínuos?Pode haver ajuste de horário ou monitoramento.Anticoagulantes, levotiroxina, anticoncepcionais, antiepilépticos e suplementos.

Nota: A decisão deve incluir meta realista, dieta tolerável e plano para efeitos gastrointestinais.

Quando procurar ajuda médica?

Embora o Orlistat seja seguro quando usado sob orientação, alguns sinais de alerta exigem avaliação médica imediata:

  • Dor abdominal intensa e persistente
  • Diarreia grave ou com duração superior a uma semana
  • Sangue nas fezes
  • Urina escura, olhos ou pele amarelados (icterícia) – podem indicar problema no fígado
  • Náuseas ou vômitos frequentes
  • Inchaço nas pernas ou falta de ar

Se você apresentar qualquer um desses sintomas, suspenda o uso e consulte um médico imediatamente.

Perguntas Frequentes

Orlistat realmente emagrece?

Sim, estudos mostram que o Orlistat, combinado a uma dieta com baixas calorias e teor reduzido de gordura, promove perda de peso significativamente maior do que a dieta isolada. Em média, a perda adicional é de 2 a 4 kg em 6 meses, mas varia conforme o estilo de vida.

Quanto tempo leva para fazer efeito?

O Orlistat começa a agir logo nas primeiras doses, mas a percepção da perda de peso costuma ocorrer após 2 a 4 semanas de uso contínuo, desde que a dieta esteja adequada.

Posso tomar Orlistat sem dieta?

Não. O medicamento só bloqueia parte da gordura ingerida; se a alimentação for muito calórica ou rica em gordura, o efeito será pequeno e os efeitos colaterais intestinais serão intensos. A dieta é parte essencial do tratamento.

Orlistat causa impotência ou queda de libido?

Não há evidências consistentes de que o Orlistat cause disfunção erétil ou redução da libido. Esses sintomas, quando ocorrem, estão mais relacionados à obesidade ou a fatores psicológicos.

Qual a diferença entre Orlistat genérico e o Xenical?

O Xenical é o nome comercial de referência do laboratório Roche. Os genéricos (Lipiblock, Lystate, etc.) contêm o mesmo princípio ativo (orlistat) na mesma dose e são equivalentes terapêuticos – ou seja, têm a mesma eficácia e segurança, desde que produzidos por laboratórios confiáveis.

Orlistat interage com anticoncepcional?

O Orlistat pode reduzir a absorção de medicamentos tomados por via oral, incluindo anticoncepcionais. Recomenda-se usar um método de barreira (como camisinha) ou conversar com o médico sobre possível ajuste.

orlistat antes e depois

Conclusão: o Orlistat pode ser um aliado, mas não substitui o acompanhamento médico

O Orlistat é um medicamento com eficácia comprovida para perda de peso quando associado a mudanças no estilo de vida. No entanto, não é uma solução mágica: exige disciplina alimentar, prática de exercícios e, sobretudo, orientação médica para evitar efeitos colaterais e garantir resultados sustentáveis.

Se você convive com sobrepeso ou obesidade e já tentou emagrecer sem sucesso, uma avaliação com um especialista em obesidade ou endocrinologista pode ajudar a entender se o Orlistat é adequado para o seu caso e qual o melhor plano de tratamento personalizado.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos, ervas e suplementos
  • MedlinePlus: segurança de medicamentos
  • NCCIH: uso seguro de produtos complementares
  • MedlinePlus: orlistat

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Escitalopram engorda? Peso, apetite e cuidados

24 de outubro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

escitalopram pode se associar a mudança de peso em algumas pessoas, mas o efeito varia. Depressão, ansiedade, sono, apetite, atividade física, dose, tempo de uso e outros remédios também interferem. Não suspenda antidepressivo por medo de peso sem orientação.

ESCITALOPRAM, conhecido também pelo nome comercial Lexapro, pertence aos medicamentos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, chamados de antidepressivos.

Escitalopram e peso: o que observar

Em resumo: Em escitalopram e peso, a resposta muda com indicação, tempo de uso, efeitos adversos, outras medicações, álcool, gravidez, idade e sintomas de alerta. A pergunta útil não é só se o remédio engorda, dá sono ou serve, mas quando o risco individual muda a orientação.

O que observarPor que muda a decisãoComo levar à consulta
Peso, sono, apetite e humorPodem ser efeito do remédio, da doença tratada ou de rotina.Anotar início, dose e mudança temporal.
Outros remédios e suplementosInterações podem aumentar efeitos indesejados.Levar lista completa.
Piora psíquica ou alergiaAlguns sinais exigem contato rápido.Não suspender por conta própria.
  • Anote dose, horário, início do tratamento e quando o sintoma apareceu.
  • Não interrompa antidepressivo, antibiótico, antifúngico ou analgésico sem orientação quando ele foi prescrito.
  • Procure ajuda rapidamente se houver alergia, falta de ar, desmaio, confusão, ideação suicida, sangramento ou piora intensa.

A lista transforma a dúvida em dados concretos: início, dose, horário, peso, sono, apetite, humor, álcool, outros remédios e momento em que o sintoma apareceu.

Para continuar no tema: Clínica Médica | Psiquiatria | Sintomas | Doenças

Essa classe de medicamentos é utilizada de forma bastante efetiva para o tratamento de várias doenças psiquiátricas como: transtorno de ansiedade, transtorno de fobia social, transtorno do pânico e depressão.

A depressão é um problema comum que pode influenciar na vida cotidiana, no humor, no apetite, na capacidade de trabalhar, gerando sentimento de culpa e baixa autoestima. É um problema de saúde mental que atinge pessoas em todo o mundo, sendo denominada como “mal do século” pela Organização Mundial de Saúde.

EscitalopramDescrição
O que é?O escitalopram é um medicamento antidepressivo que faz parte da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). Ele é utilizado no tratamento da depressão, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Mecanismo de AçãoO escitalopram atua inibindo seletivamente a recaptação do neurotransmissor serotonina no cérebro. Isso ajuda a aumentar a disponibilidade da serotonina nas sinapses cerebrais, melhorando a comunicação entre as células nervosas e ajudando a regular o humor e a emoção.
Dosagem e AdministraçãoA dosagem do escitalopram varia de acordo com a condição a ser tratada e a resposta individual do paciente. Geralmente, a dose inicial recomendada é de 10 mg por dia, podendo ser aumentada para 20 mg por dia, se necessário. É importante seguir as instruções do médico e não ajustar a dose sem orientação profissional.

A depressão e outros transtornos mentais associados podem ser diagnosticados de forma confiável e tratados com medicamentos antidepressivos e psicoterapia.

A eficácia clínica dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina está relacionada a uma potencialização da transmissão serotoninérgica, aumentando a quantidade de serotonina do cérebro.

Escitalopram engorda?

Escitalopram e Ganho de PesoInformações
Efeito no PesoO escitalopram pode causar alterações no peso, sendo que em alguns casos pode ocorrer ganho de peso. No entanto, é importante destacar que nem todas as pessoas experimentam esse efeito colateral e os resultados podem variar de paciente para paciente.
MecanismoO mecanismo exato pelo qual o escitalopram pode causar ganho de peso não é totalmente compreendido. Acredita-se que isso possa ser devido a diferentes fatores, incluindo alterações no apetite, metabolismo e retenção de líquidos.
Fatores IndividuaisOutros fatores individuais, como estilo de vida, dieta e predisposição genética, também podem desempenhar um papel no potencial ganho de peso relacionado ao uso de escitalopram.
MonitoramentoSe você estiver tomando escitalopram e notar alterações significativas de peso, é importante informar ao seu médico. Ele poderá avaliar a situação e discutir opções de tratamento ou ajuste de medicamentos.
Estilo de Vida SaudávelAdotar um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação balanceada e prática regular de atividade física, pode ajudar a minimizar o ganho de peso e promover o bem-estar geral durante o tratamento com escitalopram.
Considerações FinaisEmbora o ganho de peso possa ser um efeito colateral do escitalopram em alguns casos, é importante

O que é Serotonina?

Serotonina é uma substância química encontrada em várias espécies animais. Na espécie humana, encontra-se em diversos tecidos e órgãos, sendo que no sistema nervoso central contêm aproximadamente apenas 2% da serotonina total do corpo.

A serotonina é responsável por várias funções fisiológicas atuando, por exemplo, na regulação da função muscular, nos sistemas gastrointestinais e no controle do apetite.

SerotoninaDescrição
O que é?A serotonina, também conhecida como 5-hidroxitriptamina (5-HT), é um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental no sistema nervoso central. Ela é sintetizada a partir do aminoácido triptofano e está envolvida em uma ampla gama de funções fisiológicas e comportamentais do corpo humano.
Síntese e MetabolismoA serotonina é produzida nos neurônios serotoninérgicos do sistema nervoso central e também em células do trato gastrointestinal. A síntese ocorre através de uma série de etapas enzimáticas, envolvendo a conversão do triptofano em 5-hidroxitriptofano (5-HTP) pela ação da enzima triptofano hidroxilase, seguida da conversão do 5-HTP em serotonina pela ação da enzima descarboxilase de aminoácidos aromáticos (AAAD).
FunçõesA serotonina desempenha diversas funções no organismo. Ela está envolvida no controle do humor, regulação do apetite, sono, cognição, sistema cardiovascular, função sexual e regulação da temperatura corporal. Além disso, a serotonina também desempenha um papel importante na transmissão de sinais neurais, permitindo a comunicação eficiente entre diferentes regiões do cérebro.
Receptores da SerotoninaA serotonina exerce seus efeitos através da ligação a diferentes tipos de receptores da serotonina presentes nas células-alvo. Existem vários subtipos de receptores da serotonina, incluindo os tipos 5-HT.

Tratamento com Escitalopram

escitalopram engorda

O medicamento Escitalopram pode influenciar tanto na perda quanto no ganho de peso. Se você analisar a bula do oxalato de Escitalopram, verá que um dos efeitos colaterais inclui o aumento do apetite. Então, quem utiliza Escitalopram, pode engordar em decorrência desse aumento de apetite[1]Uguz F, Sahingoz M, Gungor B, Aksoy F, Askin R. Weight gain and associated factors in patients using newer antidepressant drugs. General hospital psychiatry. 2015 Jan 1;37(1):46-8..

Outro motivo que causa ganho de peso é o fato de que Escitalopram aumenta a serotonina e, com isso, o indivíduo passa a comer mais, conforme sua depressão ou transtorno de ansiedade diminui. Essas patologias afetam os hábitos alimentares, fazendo a pessoa ter menos apetite e prazer por comida.

O tratamento com Escitalopram faz esses sintomas diminuírem ou desaparecerem. Com isso, o indivíduo volta a sentir prazer em comer e, consequentemente, pode engordar.

escitalopram engorda

Estudo publicado pelo JAMA Psychiatry

Um estudo publicado em 2014 pelo JAMA Psychiatry investigou as alterações de peso ao longo de 12 meses em indivíduos que tomaram uma série de antidepressivos, incluindo Escitalopram. Os resultados indicaram que todos os medicamentos inibidores seletivos da recaptação da serotonina causaram um aumento gradual no peso dos participantes[2]Blumenthal SR, Castro VM, Clements CC, Rosenfield HR, Murphy SN, Fava M, Weilburg JB, Erb JL, Churchill SE, Kohane IS, Smoller JW. An electronic health records study of long-term weight gain … Continue reading. 

O ganho de peso mais significativo foi observado em homens jovens, incluindo aqueles que possuíam baixo índice de massa corporal antes de iniciar o tratamento.

O Escitalopram é o medicamento mais seletivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, sendo utilizado amplamente devido os seus efeitos antidepressivos e ansiolíticos, e por ser considerado uma droga segura. A sua administração se dá por via oral, em forma de comprimidos de 10 mg ou até 20 mg por dia.

Os comprimidos devem ser ingeridos uma vez ao dia, tomados em qualquer horário, preferencialmente sempre no mesmo horário. A dose recomendada pode variar dependendo do problema médico que deverá ser tratado.

Por exemplo, para o tratamento de depressão, a dose recomendada é de 10 mg por dia, sendo que essa dosagem pode ser aumentada para até 20 mg, dependendo da resposta individual do paciente. Normalmente, são necessárias 4 semanas para o paciente obter uma resposta antidepressiva.

Para tratar transtorno do pânico, a dose inicial é de 5 mg ao dia, sendo aumentada para 10 mg. Se o médico achar necessário, pode aumentar a dose até um máximo de 20 mg ao dia. A melhora dos sintomas é atingida após 3 meses e o tratamento é de longa duração.

Como o Escitalopram funciona?

Mecanismo de açãoDescrição
Inibição seletiva da recaptação de serotonina (SSRI)O escitalopram inibe seletivamente a recaptação de serotonina na fenda sináptica, aumentando a quantidade de serotonina disponível na fenda sináptica e permitindo uma melhor transmissão de serotonina.
Inibição da recaptação de serotonina-norepinefrina (SNRI)Escitalopram também inibe a recaptação de norepinefrina, resultando em aumento da disponibilidade de serotonina e norepinefrina na fenda sináptica.
Receptores de neurotransmissoresEscitalopram se liga a uma variedade de receptores de serotonina e norepinefrina no cérebro, incluindo os receptores 5-HT1A, 5-HT2A, 5-HT2C, 5-HT3, 5-HT6 e 5-HT7.
Sinalização NeuronalEscitalopram aumenta a sinalização neuronal aumentando a disponibilidade de serotonina e norepinefrina na fenda sináptica, resultando em melhor transmissão de serotonina e norepinefrina.
escitalopram engorda

Dose de Escitalopram

Grupo EtárioDosagem comum
Pediatria (12-17 anos)10 mg/dia a 20 mg/dia
Adultos (18 anos ou mais)10 mg/dia a 20 mg/dia


Contraindicações

O Escitalopram é contraindicado em casos de alergia a qualquer um dos componentes do medicamento. Não é recomendado usar Escitalopram juntamente com medicamentos inibidores da monoaminoxidase (IMAO), como alguns utilizados para o tratamento de Mal de Parkinson e o antibiótico linezolida.

Esteja atento também em casos de arritmia cardíaca, pois não se deve usar Escitalopram se o paciente estiver fazendo tratamento farmacológico sob essa condição.

Esse medicamento pode causar efeitos colaterais, então só o utilize sob prescrição médica. Alguns dos efeitos colaterais comuns, além da alteração no apetite, incluem: náuseas, coriza, constipação, boca seca, dores musculares, cansaço e distúrbios sexuais.

Procure um médico se apresentar reações incomuns e encaminhe-se a um serviço de emergência se apresentar inchaço na língua, nos lábios ou na pele, acompanhado de falta de ar.

Com este artigo, você entendeu melhor para que serve o Escitalopram, suas dosagens recomendadas e efeitos colaterais. Você compreendeu ainda os motivos desse medicamento causar ganho de peso. Porém, é importante também destacar que tanto a perda quanto o ganho de peso podem causar problemas de saúde, afetando o bem-estar e a autoestima.

Por isso, se você estiver ganhando muito peso ao usar esse medicamento, procure um aconselhamento médico para que possa ser indicado algum medicamento alternativo para seu caso.

Mudanças no estilo de vida, incluindo uma dieta saudável e exercícios regulares, são essenciais na recuperação de problemas como depressão e transtornos de pânico e de ansiedade, ajudando a prevenir mudanças de peso indesejadas quando se faz uso de medicamentos antidepressivos.

O que muda o efeito na dieta

Em Escitalopram engorda? Peso, apetite e cuidados, o efeito final aparece no conjunto da alimentação. Porção, preparo, frequência e substituição importam mais do que classificar o item como bom ou ruim de forma isolada. Uma troca simples pode melhorar saciedade; uma adição calórica sem perceber pode dificultar controle de peso ou glicemia.

FatorComo avaliar
PorçãoCompare a quantidade do prato com a porção do rótulo ou da receita.
PreparoFritura, açúcar, creme, óleo e bebidas calóricas mudam bastante o resultado.
FrequênciaConsumo eventual e hábito diário têm impactos diferentes.
Condição clínicaDiabetes, doença renal, alergias, gestação e transtornos alimentares pedem ajuste próprio.

Uma boa decisão alimentar precisa caber no orçamento, na fome, no horário e no prazer de comer. Cortes amplos sem necessidade podem reduzir variedade e aumentar culpa sem melhorar exames ou sintomas.

REFERÊNCIAS:

BHOWMIK, D. et al. Depression – symptoms, causes, medications and therapies. The Pharma Innovation, v. 1, n. 3, 2012.

BLUMENTHAL, S. R. et al. An Electronic Health Records Study of Long-Term Weight Gain Following Antidepressant Use. JAMA Psychiatry, v. 71, n. 8, p. 889-896. 2014.

NETO, W. C. A. Efeitos do Escitalopram sobre a identificação de expressões faciais. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008. OXALATO DE ESCITALOPRAM. [bula]. São Paulo: EMS.

Fontes de apoio: MedlinePlus: escitalopram | FDA: Medication Guides

Referências Bibliográficas[+]Referências Bibliográficas[−]

Referências Bibliográficas
↑1 Uguz F, Sahingoz M, Gungor B, Aksoy F, Askin R. Weight gain and associated factors in patients using newer antidepressant drugs. General hospital psychiatry. 2015 Jan 1;37(1):46-8.
↑2 Blumenthal SR, Castro VM, Clements CC, Rosenfield HR, Murphy SN, Fava M, Weilburg JB, Erb JL, Churchill SE, Kohane IS, Smoller JW. An electronic health records study of long-term weight gain following antidepressant use. JAMA psychiatry. 2014 Aug 1;71(8):889-96.

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