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Orlistate (Xenical): antes e depois

4 de outubro de 2025 by Dr. Marcus Yu Bin Pai Deixe um comentário

Você está considerando o Orlistat para ajudar na perda de peso, mas tem dúvidas se realmente funciona, como tomar e quais os efeitos colaterais? Muitas pessoas com sobrepeso ou obesidade buscam esse medicamento para potencializar os resultados da dieta. O Orlistat (princípio ativo de remédios como Xenical, Lipiblock e outros) age no intestino bloqueando a absorção de cerca de 30% da gordura dos alimentos. Quando usado corretamente e com acompanhamento médico, pode ser uma ferramenta eficaz para o emagrecimento. Entenda como ele age, os resultados esperados, os cuidados necessários e em quais situações ele não é indicado.

Orlistate não deve ser avaliado só pelo “antes e depois”. A utilidade depende de alimentação, tolerância gastrointestinal, reposição de vitaminas quando indicada, remédios em uso e metas realistas. Diarreia, urgência evacuatória e uso inadequado costumam atrapalhar adesão.

O que é Orlistat?

O Orlistat é um medicamento de prescrição que pertence à classe dos inibidores de lipases. Ele age no intestino impedindo a digestão e absorção de parte da gordura ingerida. É indicado para o tratamento da obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) ou sobrepeso (IMC ≥ 28 kg/m²) associado a fatores de risco, como diabetes, hipertensão ou colesterol alto. Importante: o Orlistat não é um inibidor de apetite nem um “queimador de gordura” – ele só funciona se houver gordura na alimentação para ser bloqueada.

No Brasil, é comercializado sob diferentes nomes: Xenical (o mais conhecido), Lipiblock, Lystate, Orlipid e Lipoxen. O preço varia bastante: uma caixa com 30 cápsulas de 120 mg custa, em média, entre R$ 50 e R$ 150, podendo chegar a R$ 270 em algumas farmácias.

orlistat antes e depois

Como funciona o orlistat

O Orlistat atua diretamente no intestino, inibindo as enzimas chamadas lipases, produzidas pelo pâncreas. Essas enzimas são responsáveis por quebrar as moléculas de gordura em partes menores para serem absorvidas. Com as lipases bloqueadas, cerca de 30% da gordura ingerida não é digerida e segue pelo intestino, sendo eliminada nas fezes. Esse é o mecanismo que reduz a absorção de calorias e contribui para a perda de peso.

Como a gordura não absorvida é eliminada, as fezes tendem a ficar mais amolecidas, pastosas ou até oleosas – isso é esperado e indica que o medicamento está fazendo efeito. O efeito do Orlistat começa a ser notado após cerca de duas semanas de uso regular, desde que associado a uma dieta com teor controlado de gordura.

Para que serve?

O principal objetivo do Orlistat é promover a perda de peso em pessoas com sobrepeso ou obesidade. No entanto, ao reduzir a absorção de gordura, ele também traz benefícios metabólicos: ajuda a diminuir os níveis de colesterol total e LDL (o “ruim”), melhora o controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2 e reduz a pressão arterial. Por isso, é frequentemente prescrito para pacientes que, além do excesso de peso, apresentam condições como:

  • Colesterol alto
  • Pré-diabetes ou diabetes mellitus
  • Hiperinsulinemia (insulina elevada no sangue)
  • Hipertensão arterial
  • Excesso de gordura visceral
orlistat

Qual a dose ideal

A dose padrão do Orlistat é de 120 mg por via oral, três vezes ao dia, sempre junto das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar). A cápsula deve ser ingerida durante ou até uma hora após a refeição. Se uma refeição for omitida ou não contiver gordura, a dose correspondente pode ser dispensada.

O tratamento com Orlistat pode ser mantido por períodos prolongados, mas é essencial que haja acompanhamento médico regular para avaliar a eficácia, monitorar possíveis efeitos adversos e prevenir deficiências de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Em geral, recomenda-se reavaliar o tratamento após 12 semanas: se o paciente não perder pelo menos 5% do peso corporal, o médico pode considerar a suspensão do medicamento.

Orlistat antes e depois

A eficácia do Orlistat na perda de peso é bem documentada. Um estudo indiano acompanhou pacientes durante 6 meses: o grupo que usou Orlistat perdeu, em média, 4,65 kg, enquanto o grupo que tomou placebo perdeu 2,5 kg. A redução na circunferência da cintura também foi maior no grupo com Orlistat: 4,84 cm contra 2 cm no placebo.

Esses números representam médias – a resposta individual varia conforme a adesão à dieta hipocalórica, a prática de exercícios e as características metabólicas de cada pessoa. Relatos de pacientes indicam perdas mais expressivas nas primeiras semanas, como 400 g em uma semana ou 2 kg em oito dias, especialmente quando a ingestão de gordura é rigorosamente controlada. Em três meses, alguns pacientes chegam a perder 10 kg, mas esse ritmo não é a regra.

Vale reforçar: o Orlistat potencializa os resultados da dieta, mas não substitui a reeducação alimentar. Quanto mais baixo o teor de gordura da refeição, menores são os efeitos colaterais intestinais e melhor a tolerância ao medicamento.

O que esperar ao usar Orlistat: linha do tempo

Primeiras 2 semanas
  • Início da ação
  • Possíveis fezes amolecidas
  • Adaptação à dieta
1-3 meses
  • Perda gradual de peso
  • Redução de medidas
  • Melhora de colesterol/glicemia
3-6 meses
  • Avaliação da eficácia
  • Manutenção da dieta
  • Monitoramento de vitaminas
Após 6 meses
  • Acompanhamento contínuo
  • Prevenção de reganho
  • Ajuste de dose se necessário

⚠️ Resultados individuais podem variar. Mantenha consultas regulares com seu médico.

Efeitos colaterais

Como todo medicamento, a ingestão de orlistat pode causar efeitos colaterais. Dentre eles, o uso prolongado do medicamento pode levar a má absorção de vitaminas lipossolúveis, que são processadas pelo intestino.

Por conta disso, pacientes que não são acompanhados por um médico podem apresentar deficiência na absorção de vitamina A, a vitamina E, vitamina K e vitamina D.

Além disso, o uso frequente do Orlistat leva a diarreia, uma vez que a gordura não é absorvida pelo organismo, e é eliminada nas fezes. Alguns pacientes podem apresentam também flatulência e dor abdominal.

É importante comentar também que o uso do Orlistat pode interferir na absorção de alguns medicamentos, e alguns casos causar até mesmo insuficiência hepática e toxicidade renal. Por conta disso, os pacientes que já fazem uso de outros medicamentos ou têm algum tipo de condição médica devem contar ao médico que irá avaliar se o uso de Orlistat é indicado.

Contraindicação

Este medicamento é contraindicado para pessoas com alterações no aparelho digestivo, como inflamações no intestino (as chamadas colites), indivíduos com diarreias crônicas ou com pancreatites.

Pacientes que apresentam má absorção crônica de nutrientes, possuam colestase (redução do fluxo biliar) ou hipersensibilidade aos componentes também não devem tomar.

É importante ressaltar que quem não tem colesterol alto ou não está acima do peso, não deve utilizá-lo.

Orlistat: quando a conversa costuma fazer sentido

Orlistat não deve ser escolhido por um “antes e depois”. O ponto é indicação, contraindicações, dieta com gordura controlada, tolerância intestinal e interação com outros remédios.

PerguntaPor que muda a decisãoO que discutir
Há obesidade ou sobrepeso com risco metabólico?A indicação depende do perfil clínico, não de emagrecimento estético isolado.IMC, circunferência abdominal, glicemia, pressão, colesterol e tentativas anteriores.
Há diarreia crônica, colestase ou má absorção?Esses contextos podem tornar o uso inadequado.Doenças intestinais, vesícula/fígado, cirurgia bariátrica e vitaminas lipossolúveis.
Usa medicamentos contínuos?Pode haver ajuste de horário ou monitoramento.Anticoagulantes, levotiroxina, anticoncepcionais, antiepilépticos e suplementos.

Nota: A decisão deve incluir meta realista, dieta tolerável e plano para efeitos gastrointestinais.

Quando procurar ajuda médica?

Embora o Orlistat seja seguro quando usado sob orientação, alguns sinais de alerta exigem avaliação médica imediata:

  • Dor abdominal intensa e persistente
  • Diarreia grave ou com duração superior a uma semana
  • Sangue nas fezes
  • Urina escura, olhos ou pele amarelados (icterícia) – podem indicar problema no fígado
  • Náuseas ou vômitos frequentes
  • Inchaço nas pernas ou falta de ar

Se você apresentar qualquer um desses sintomas, suspenda o uso e consulte um médico imediatamente.

Perguntas Frequentes

Orlistat realmente emagrece?

Sim, estudos mostram que o Orlistat, combinado a uma dieta com baixas calorias e teor reduzido de gordura, promove perda de peso significativamente maior do que a dieta isolada. Em média, a perda adicional é de 2 a 4 kg em 6 meses, mas varia conforme o estilo de vida.

Quanto tempo leva para fazer efeito?

O Orlistat começa a agir logo nas primeiras doses, mas a percepção da perda de peso costuma ocorrer após 2 a 4 semanas de uso contínuo, desde que a dieta esteja adequada.

Posso tomar Orlistat sem dieta?

Não. O medicamento só bloqueia parte da gordura ingerida; se a alimentação for muito calórica ou rica em gordura, o efeito será pequeno e os efeitos colaterais intestinais serão intensos. A dieta é parte essencial do tratamento.

Orlistat causa impotência ou queda de libido?

Não há evidências consistentes de que o Orlistat cause disfunção erétil ou redução da libido. Esses sintomas, quando ocorrem, estão mais relacionados à obesidade ou a fatores psicológicos.

Qual a diferença entre Orlistat genérico e o Xenical?

O Xenical é o nome comercial de referência do laboratório Roche. Os genéricos (Lipiblock, Lystate, etc.) contêm o mesmo princípio ativo (orlistat) na mesma dose e são equivalentes terapêuticos – ou seja, têm a mesma eficácia e segurança, desde que produzidos por laboratórios confiáveis.

Orlistat interage com anticoncepcional?

O Orlistat pode reduzir a absorção de medicamentos tomados por via oral, incluindo anticoncepcionais. Recomenda-se usar um método de barreira (como camisinha) ou conversar com o médico sobre possível ajuste.

orlistat antes e depois

Conclusão: o Orlistat pode ser um aliado, mas não substitui o acompanhamento médico

O Orlistat é um medicamento com eficácia comprovida para perda de peso quando associado a mudanças no estilo de vida. No entanto, não é uma solução mágica: exige disciplina alimentar, prática de exercícios e, sobretudo, orientação médica para evitar efeitos colaterais e garantir resultados sustentáveis.

Se você convive com sobrepeso ou obesidade e já tentou emagrecer sem sucesso, uma avaliação com um especialista em obesidade ou endocrinologista pode ajudar a entender se o Orlistat é adequado para o seu caso e qual o melhor plano de tratamento personalizado.

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  • Farmácia
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos, ervas e suplementos
  • MedlinePlus: segurança de medicamentos
  • NCCIH: uso seguro de produtos complementares
  • MedlinePlus: orlistat

Arquivado em: Curiosidades, Clínica Médica Marcados com as tags: emagrecer, obesidade, orlistat, orlistate, perda de peso, remédios, sobrepeso, xenical

Espironolactona emagrece? Como age e riscos

7 de novembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

Sobre Espironolactona emagrece? Como age e riscos: segurança depende de indicação correta, dose e acompanhamento. Falta de ar, urticária, inchaço, desmaio, confusão, sangramento ou piora importante depois de iniciar um remédio mudam a urgência.

Espironolactona não é remédio para emagrecer. Ela é um diurético poupador de potássio e antagonista da aldosterona, usado em situações como retenção de líquido, pressão alta, insuficiência cardíaca e algumas condições hormonais, conforme indicação médica. A balança pode baixar quando há perda de líquido, mas isso não é o mesmo que perda de gordura.

Confundir diurese com emagrecimento é perigoso porque pode levar a desidratação, queda de pressão, tontura, alteração renal e potássio alto. Em acne, SOP ou hirsutismo, o objetivo costuma ser hormonal/dermatológico, não emagrecimento.

Peso, líquido e risco não são a mesma coisa

MudançaO que pode significarPor que importa
Peso caiu rápidoPerda de água, não necessariamente gordura.Pode vir com tontura ou desidratação.
Inchaço melhorouMenos retenção de líquido.Depende da causa do edema.
Câimbras, fraqueza ou palpitaçãoEletrólitos ou pressão podem estar alterados.Precisa orientação.
Uso com remédios de pressãoPode somar efeitos.Revisar lista completa.

Quando conversar com o médico

Informe doença renal, uso de losartana, enalapril, captopril, suplementos de potássio, anti-inflamatórios, gravidez ou tentativa de engravidar. Também relate sede intensa, desmaios, urina muito reduzida, palpitações, fraqueza ou náuseas persistentes.

Se a meta é peso corporal, o caminho deve avaliar alimentação, atividade, sono, medicamentos que favorecem ganho de peso, retenção de líquido real e condições hormonais. Espironolactona pode entrar em um plano por outro motivo, mas não substitui tratamento de obesidade.

Um detalhe prático é comparar peso com edema, pressão e exames. Se o tornozelo desinchou e a balança caiu, a explicação provável é líquido; se cintura, fome e rotina mudaram por meses, a conversa é metabólica e comportamental.

Também observe sede, câimbras, tontura ao levantar e volume de urina. Esses sinais ajudam a diferenciar ajuste de líquido de efeito excessivo do diurético, principalmente quando há calor, vômitos, diarreia ou uso de anti-inflamatório.

No geral, medicações diuréticas costumam abranger esta questão com frequência, e afinal, a espironolactona emagrece?

A espironolactona é uma medicação amplamente utilizada em diferentes áreas médicas, como é o caso da endocrinologia, da dermatologia, da cardiologia, da gastroenterologia e da nefrologia.

Esta é uma medicação que pode ser encontrada com facilidade na maioria das farmácias do Brasil, podendo ser encontrada como medicação genérica com o próprio nome Espironolactona, ou quando vendida por grandes farmacêuticas levando nomes como Aldactone ou Diacqua.

Dentre suas ações no organismo, a espironolactona possui certa ação de caráter diurético, o que costuma vir seguido de uma indagação: será que a espironolactona auxilia no processo de emagrecimento?


A espironolactona (Aldactone) não é um medicamento para perda de peso. Por ser um diurético (pílula de água), faz com que você urine mais para se livrar do líquido extra em seu corpo. Isso pode causar perda de peso, mas este é o peso da água e não a perda de gordura.


Como a espironolactona atua no organismo?

Sendo considerado um medicamento de caráter versátil, a espironolactona tem seu uso amplamente difundido em diferentes setores e áreas médicas, as principais utilizações e ações da medicação incluem:

Ação endocrinológica

Na endocrinologia, a espironolactona é muito utilizada devido a sua estrutura molecular, que se assemelha à estrutura dos hormônios esteróides, o que faz com que ela possua uma gama de possíveis usos dentro de suas ações hormonais.

Quando administrada mesmo em pequenas doses, a espironolactona possui ação antagonista em relação aos mineralocorticóides, porém, quando utilizada em doses mais elevadas, ela é capaz de ocupar não apenas o receptor dos mineralocorticóides, como também de alguns outros receptores, como é o caso dos androgenicos.

Espironolactona emagrece? E como a medicação age no organismo

Portanto, a espironolactona possui ação de antagonista aos corticóides e anti androgênica, podendo até mesmo reduzir as quantidades de hormônios masculinos quando administrada em grandes doses.

Ação hepática

Em relação à sua ação no fígado, a espironolactona pode ser utilizada em casos envolvendo a cirrose hepática e a ascite, que muitas vezes pode estar associada à própria cirrose.

Em casos envolvendo a ascite, ou seja, o inchaço na região abdominal causado pelo acúmulo de líquidos que deriva de problemas hepáticos, a espironolactona costuma ser indicada por se tratar de um medicamento de ação diurética por mecanismo poupador de potássio, trazendo uma possível melhora para o quadro.

Ação cardiológica

Em doses baixas, a espironolactona possui ação diurética a partir da ação poupadora de potássio, chegando também a ser conhecida em alguns lugares como “pílula de água”, e atua impedindo que o organismo seja capaz de absorver muito sal, e que os níveis de potássio fiquem baixos demais no sangue.

Devido tanto a sua ação diurética como sua ação anti-hipertensiva, a espironolactona costuma ser receitada em casos de pressão arterial elevada, inchaços, insuficiência cardíaca e casos envolvendo níveis baixos de potássio na corrente sanguínea.

Ação dermatológica

Na dermatologia, a espironolactona pode ser utilizada no tratamento da acne, do hirsutismo (excesso de pêlos) e da alopécia androgenética.

Por se tratar de uma medicação com ação antiandrogênica, a espironolactona consegue auxiliar no tratamento da acne causada pelo excesso de hormônios androgênios em mulheres, não sendo portanto usado em qualquer tipo de acne, mas sim em algumas que possuem tal desencadeamento hormonal associado.

A espironolactona consegue também controlar o excesso de testosterona nas mulheres, hormônio que influencia na ocorrência da calvície tanto em homens como em mulheres, portanto, em alguns casos, a espironolactona pode ser utilizada também no tratamento da perda de cabelo.

A espironolactona emagrece?

Explicando de maneira simplificada, não, a espironolactona não emagrece, pelo menos não como ação direta do uso da medicação.

A espironolactona reduz a retenção de líquidos, no entanto, não é eficaz na eliminação da gordura corporal.

Não é um método de longo prazo ou seguro para perda de peso.

Perder água corporal não é o mesmo que perder gordura corporal. Você pode ficar menos inchado usando um diurético, mas o peso retornará quando os níveis de fluidos corporais voltarem ao normal.

Também é importante observar que não existem estudos científicos que examinaram a espironolactona específica para perda de peso, portanto, sua eficácia para esse fim permanece desconhecida.

Porém, não haver emagrecimento comprovado como uma ação direta de um medicamento, não significa que ele não pode causar a perda de peso como ação secundária, ou seja, advinda de algum possível efeito colateral como alterações no apetite ou a excreção de possíveis excessos de líquidos por parte do corpo.

a espironolactona não emagrece

Caso você acredite que a espironolactona está lhe causando efeitos colaterais envolvendo alterações no peso, procure o médico que a indicou e tire suas dúvidas mais específicas envolvendo estas possibilidades com um profissional que conheça seu caso em específico.

Efeitos colaterais da espironolactona

Alguns dos efeitos colaterais envolvendo esta medicação podem incluir:

  • Aumento excessivo dos níveis de potássio no sangue
  • Ginecomastia (crescimento das mamas) e redução da libido nos homens
  • Alterações no ciclo menstrual das mulheres
  • Náuseas
  • Sensação de mal estar
  • Dores na região das mamas
  • Cãibras nas pernas

Alguns efeitos colaterais merecem um pouco mais de atenção, uma vez que podem indicar alguma alteração significativa no quadro de saúde e da necessidade da medicação espironolactona.

Desta forma, caso sinta um ou alguns dos sintomas citados a seguir, busque uma opinião médica especializada:

  • Fraqueza
  • Formigamento pelo corpo
  • Dores musculares
  • Perda de movimentos
  • Dores no peito
  • Batimentos cardíacos irregulares
  • Sede excessiva
  • Confusão mental
efeitos colaterais

Contra indicações

  • Mulheres grávidas
  • Mulheres em período de amamentação
  • Pessoas que possuam hipersensibilidade a qualquer componente presente na formulação da medicação
  • Pessoas que sofram de insuficiência renal aguda

Além destas contra indicações, a espironolactona pode ter ação inibidora em relação ao desenvolvimento dos caracteres sexuais nos fetos, de maneira que mulheres na idade fértil devem de preferência fazer uso desta medicação em conjunto com métodos contraceptivos como a pílula anticoncepcional, de maneira a prevenir uma gravidez enquanto fizer uso da espironolactona.

Quando revisar o plano

Para evitar erro comum, separe efeito esperado, efeito adverso e sinal de alerta. Para Espironolactona emagrece? Como age e riscos, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.

PontoPergunta prática
IndicaçãoQual problema o remédio pretende tratar?
Dose e horárioA forma de usar está igual à prescrição ou bula?
InteraçõesHá álcool, sedativos, anticoagulantes ou outros remédios juntos?
AlertaFalta de ar, inchaço, urticária ou confusão mudam a urgência.
Evite concluirPrefira confirmar
“Serve para qualquer dor ou sintoma”Indicação aprovada, dose e tempo de uso.
“Se é vendido, é seguro para mim”Contraindicações, alergias e outros remédios.
“Efeito colateral sempre obriga parar”Gravidade do efeito e orientação do prescritor.

Para consultas, leve uma lista com dose, horário, motivo de uso, outros remédios, suplementos, alergias e efeitos percebidos. Isso ajuda a separar reação adversa, interação, uso em horário inadequado ou sintoma da própria doença.

O acompanhamento fica mais útil quando há um critério claro de melhora, um sinal de piora e um prazo para reavaliar a decisão.

Fonte: MedlinePlus: medicines.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: spironolactone
  • DailyMed: spironolactone labels
  • MedlinePlus: weight control
  • MedlinePlus: medicamentos
  • FDA: uso seguro de medicamentos
  • Anvisa: medicamentos

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