Diabetes alta (hiperglicemia) dá sono?

Muitos diabéticos relatam sentir um sono acima do normal, o que faz muita gente acreditar que sono excessivo pode ser um sintoma da doença.

Nesse sentido, é preciso saber o que é verdade e o que é invenção quando o assunto é relação entre a Diabetes e o sono.

Diversos estudos sugerem que distúrbios do sono como insônia, apneia obstrutiva e baixa qualidade aumentam a chance de diabetes tipo 2.

Por sua vez, a obesidade associada a esses eventos contribui ainda mais para esta relação de  causa e efeito. Acompanhe este artigo e entenda mais sobre o assunto.

Qual a relação entre Diabetes e aumento do sono

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Doenças como a apneia obstrutiva, que é a obstrução da passagem de ar pelas vias nasais, reduzem a oxigenação local e ativam mecanismos para despertares noturnos.

Além disso, a medida que este acontecimento acontece com mais frequência, aumenta a sensação de cansaço e atrapalha o dia a dia.

Dessa forma, o indivíduo passa a cuidar menos da saúde e caso seja diabético, dá menos prioridade nos cuidados que envolvem o tratamento da doença.

Com relação aos hormônios, a apneia do sono faz com que  hormônios relacionados ao aumento da resistência insulínica sejam liberados mais facilmente no corpo.

Este acontecimento faz com que as pessoas diabéticas passem a ter mais dificuldade em controlar os níveis da glicose.

O resultado é que o descontrole da doença, somado a eventos como apneia, insônia e um sono de baixa qualidade fazem com que os diabéticos tenham a percepção de que estão com mais sono do que o normal.

Portanto, podemos afirmar que a diabetes alta pode aumentar a sensação de sono durante o dia, principalmente pelo aumento da resistência insulínica.

Tipos de Diabetes 

A Diabetes tipo 1 é caracterizada pela falta de produção de insulina, onde o paciente deve obtê-la através do uso da substância na forma injetável.

Em contrapartida, a Diabetes tipo 2 está associada ao elevado consumo de alimentos ricos em açúcar e carboidratos, onde o corpo ainda produz insulina, mas em quantidade insuficiente.

O que diz a ciência

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Na maioria das vezes, a Diabetes anda de mãos dadas com os problemas do sono. Durante o ano de 2012, um estudo encontrou uma relação clara entre a doença e os distúrbios do sono.

Neste caso, a ciência concluiu que a privação de sono é um fator significativo para o aparecimento do Diabetes.

No entanto, isso não significa que a diabetes dá mais sono ou que promove alterações no ciclo circadiano.

O que acontece é que não gerenciar e controlar os sintomas da doença deixa o organismo mais propenso a ter problema na hora de dormir, fazendo você sentir mais sono durante o dia.

Como a glicose descontrolada impacta no sono

1- Causa mais sede durante a noite 

O descontrole da glicose aumenta a sede no período noturno, favorecendo a desidratação, o que faz com que você se levante mais vezes enquanto dorme para “matar a sede”.

2- Aumenta a vontade de urinar 

Além de aumentar a sede, a vontade de ir mais vezes ao banheiro é outro sintoma de glicose elevada, fazendo com que o diabético(a) vá ao banheiro mais vezes à noite.

3- Eleva a incidência de sintomas clássicos

Tontura, sudorese, formigamento e tremores são sintomas de uma glicose descompensada, condições que prejudicam o sono e aumentam a sensação de fraqueza e relaxamento diurno.

4- Possibilita o aparecimento de insônia

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Altos níveis de açúcar sanguíneos aumentam o estresse, diminuem a produção dos hormônios do sono e fazem com que a insônia se torne mais frequente.

5- Síndrome das Pernas Inquietas 

Esta condição acontece quando você sente um desejo involuntário de mexer as pernas durante a noite. Por sua vez, a glicose alta pode fazer com que o problema apareça, assim como deficiência de ferro ou distúrbios na tireóide.

6- Apneia 

Como dito anteriormente, a apneia de sono é o sintoma mais comum em pessoas com Diabetes alta e descontrolada.

Para você ter uma ideia, um estudo de 2009 descobriu que 86% dos pacientes diabéticos de uma pesquisa tinham este sintoma com frequência.

Desse total, cerca de 44% sofria de apneia grave e precisavam de tratamento médico para as duas doenças.

Por sua vez, a apneia causada pela glicose alta acontece em pacientes do tipo 2 que estão acima do peso.

Dicas para melhorar a qualidade do sono (para diabéticos)

  1. Evite tomar bebidas estimulantes após as 17 hs como café, chá verde, refrigerantes a base de cola ou erva mate;
  2. Desligue o celular 2 horas antes de dormir, pois o excesso de luzes atrapalha a produção de melatonina;
  3. Deite-se e acorde no mesmo horário todos os dias, criando uma rotina que deve ser respeitada;
  4. Utilize a cama apenas para dormir, pare de comer, ver tv ou estudar deitado(a);
  5. Procure ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, caso a insônia ou sonolência estejam atingindo fortemente o seu dia;
  6. Durma em um local escuro e agradável, se possível deixe o ventilador ou ar condicionado ligado para diminuir o barulho vindo da rua;
  7. Tome a medicação prescrita pelo médico todos os dias, respeitando os horários e as doses;
  8. Diminua a oferta de açúcar e carboidratos na alimentação, aumente a ingestão de gorduras boas, legumes e frutas;
  9. Faça exercícios físicos, pois eles estimulam o cansaço e fazem com que o corpo relaxe mais facilmente no período da noite;
  10. Averigue  os níveis de glicose regularmente, assim como não se esqueça de visitar o médico para acompanhamento no tratamento.
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Diabetes alta dá sono? Perguntas Frequentes

Por que o Diabético sente muito sono?

O diabético tem mais sono devido ao fato da doença contribuir na sensação de cansaço e moleza durante o dia, dando uma sensação de que você está mais sonolento(a).

Quantas horas um diabético deve dormir?

Em geral, o paciente diabético deve dormir de 7 a 9 horas por noite, 7 horas (mais velhos), 8 horas (adultos) e 9 horas (crianças e adolescentes).

Como é a tontura da diabetes?

A tontura associada ao Diabetes vem acompanhada de sintomas como sede,vertigem constante, cansaço e letargia.

Renato Fernandes da Silva

CRN9 22289

Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica, Metabolismo, Terapia e Prática Nutricional.

Atua como nutricionista clínico a 3 anos e meio em consultório particular, na cidade de São Lourenço, sul de Minas Gerais.

Paralelo a sua profissão principal, é produtor de conteúdo para sites e blogs especializados em saúde, medicina e nutrição onde já presta serviços como redator e copywriter a 1 ano.

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