Anisocitose: o que é e quando investigar não deve ser interpretado apenas por um número isolado. Valor de referência, motivo do pedido, sintomas, medicamentos, doenças conhecidas e exames anteriores definem se o achado é esperado, transitório ou relevante.
Sobre Anisocitose: o que é e quando investigar: o contexto muda a interpretação. Tempo de evolução, intensidade, fatores que pioram, sintomas associados, idade, remédios e doenças conhecidas orientam a decisão. Piora rápida, dor intensa, falta de ar, desmaio ou alteração neurológica pedem avaliação.
A Anisocitose é o nome dado a diferença de tamanho de algumas células, principalmente as hemácias, também conhecidas como nossos glóbulos vermelhos, ou eritrócitos.
Os glóbulos vermelhos são nossas células sanguíneas responsáveis por carregar a hemoglobina, fazendo o transporte do oxigênio dos pulmões até os tecidos do nosso organismo, assim como é responsável pelo transporte de gás carbônico que será eliminado pelos pulmões.
Uma vez que nossas hemácias possuem um papel tão importante no nosso processo de respiração e trocas gasosas, as alterações e condições que dizem respeito a elas não devem ser deixadas de lado, merecendo certos cuidados e atenção.
Algo importante a ser esclarecido é que a anisocitose não é considerada exatamente uma doença. Ela é melhor entendida como um sintoma, um fator que demonstra que algo não está funcionando como devia no organismo.
Dessa forma, a anisocitose não pode ser tratada diretamente, porém, o que está a causando sim, pode e deve ser investigado e sempre que possível tratado.
Como funciona o diagnóstico

Assim como muitos outros problemas de saúde, o diagnóstico se dá principalmente a partir da análise de sintomas e da realização de exames sanguíneos.
Em relação à análise de sintomas, há alguns sinais que nosso corpo dá e que podem indicar algum desequilíbrio sanguíneo (como a anisocitose), entre eles, podemos citar:
- Fadiga excessiva
- Tontura
- Dores de cabeça
- Perda de apetite
- Arritmia (batidas desordenadas do coração)
- Problemas de memória
- Enjoos
- Dores musculares
- Dificuldades de respirar
Já em relação a análises de sangue, a anisocitose pode ser descoberta a partir da realização de hemogramas, com avaliações do parâmetro RDW, ou a partir da análise do tamanho das células vermelhas em um microscópio.
Com a análise do parâmetro RDW, é considerado um indicativo de anisocitose quando os resultados são acima de 14%.
Independente da maneira, o exame deverá ser requisitado por um médico, como forma de complementar a análise dos sintomas, montando um diagnóstico mais completo.
O que pode causar a anisocitose

Uma vez que entendemos que a anisocitose é melhor considerada um sintoma do que uma doença, há uma pergunta que fica: afinal de contas, o que pode causar a anisocitose?
A disparidade no tamanho das células vermelhas em nosso sangue pode ocorrer decorrente de diferentes problemas de saúde, como anemias, deficiências de vitaminas e minerais, talassemia (um tipo de anemia hereditária), alterações no funcionamento do fígado e até mesmo alguns casos de câncer.
Além de problemas de saúde propriamente ditos, a anisocitose pode ocorrer também em decorrência de alguns tratamentos, como a quimioterapia ou tratamentos antivirais.
Outro caso não muito incomum de ocorrência da anisocitose é ao longo da gravidez, devido a alguns processos que ocorrem no corpo ao longo da gestação, como veremos com mais detalhes na próxima sessão.
Anisocitose durante a gravidez
Normalmente, a anisocitose na gravidez é descoberta ao longo da realização de exames pré-natal, e não costuma ser considerada rara nem mesmo de grande gravidade para a mãe, nem para o bebê – o que não significa que não precise de certa atenção.
A anisocitose ao longo da gestação costuma ocorrer devido a uma necessidade maior de células no sangue para irrigar o útero, a placenta e consequentemente o feto, sendo portanto normal que ocorra uma maior produção de células vermelhas no nosso organismo.
Devido a essa maior produção, não é tão raro que sejam encontrados glóbulos vermelhos com diferentes tamanhos no fluxo sanguíneo, condição conhecida clinicamente como anisocitose.
Tipos de anisocitose
A anisocitose é classificada em três principais tipos:
- Discreta: ocorre quando a taxa de células com alterações em seu tamanho não supera 25% da concentração de glóbulos vermelhos na amostra (e por probabilidade, do organismo como um todo).
- Moderada: os casos de anisocitose moderada são referentes a quando as células alteradas estão em uma concentração entre 25 e 50% do total de glóbulos vermelhos da amostra coletada.
- Acentuada: são os casos em que o número de células modificadas estão em maior quantidade do que a de células saudáveis (que apresentam um tamanho dentro do esperado). Podem ocorrer casos de até 75% de células com alterações de tamanho em uma mesma amostra.
Anisocitose: o que fazer

A principal maneira de tratar a anisocitose é descobrindo o que a está causando, e assim realizar um tratamento adequado a condição ou doença que esteja acarretando em uma produção de células vermelhas desiguais.
Sendo assim, caso você receba um diagnóstico de algum hemograma demonstrando a disparidade em suas células vermelhas (com o resultado do RDW acima de 14%), busque o médico que fez o pedido do exame para que uma análise mais profunda seja realizada.
O que muda a interpretação
Em Anisocitose: o que é e quando investigar, resultado de exame precisa responder a uma pergunta clínica. Valor fora da referência pode ser transitório, esperado por medicamento ou relevante para investigação; valor normal também não exclui todos os diagnósticos quando os sintomas são fortes.
| Pergunta | Por que ajuda |
|---|---|
| Por que o exame foi pedido? | Liga o número ao sintoma ou acompanhamento correto. |
| Há resultado anterior? | Mostra tendência, não apenas foto de um dia. |
| Usa medicamentos? | Alguns remédios alteram exames e sintomas. |
| Há sinais associados? | Define se o achado é incidental ou exige conduta. |
Leve o laudo completo, não apenas um print do valor alterado. Método, unidade, referência do laboratório e histórico do paciente mudam a leitura.
Como observar evolução e sinais associados
Sintomas ficam mais claros quando são descritos por início, duração e evolução. Para Anisocitose: o que é e quando investigar, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.
| Sinal | Como interpretar |
|---|---|
| Início | Súbito, progressivo ou recorrente muda as hipóteses. |
| Intensidade | Dor forte, falta de ar ou desmaio reduzem a margem para esperar. |
| Associação | Febre, perda de peso, sangramento ou fraqueza importam. |
| Evolução | Melhora, estabilidade ou piora orientam o próximo passo. |
| Evite concluir | Prefira observar |
|---|---|
| “É só um sintoma comum” | Intensidade, duração e sinais associados. |
| “Se melhorou, acabou” | Recorrência e limitação funcional. |
| “Posso repetir a mesma solução” | Resposta anterior, efeitos adversos e causa provável. |
Ao buscar atendimento, descreva o sintoma com começo, duração, intensidade, localização, gatilhos, sinais associados e o que já foi tentado. Isso acelera o raciocínio clínico.
Quando a orientação precisa ser individual
A margem de segurança fica menor em crianças, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes com doença renal, hepática, cardíaca ou quem usa vários medicamentos. Nesses casos, uma resposta geral ajuda a entender o tema, mas não substitui ajuste individual de dose, dieta, exame, treino ou tratamento.
Dados que tornam a decisão mais precisa
Para Anisocitose: o que é e quando investigar, a diferença entre uma orientação útil e uma resposta genérica costuma estar nos detalhes. Não basta saber o nome do alimento, sintoma, exame ou produto; é preciso entender quantidade, duração, frequência, contexto e resposta do corpo.
| Dado para registrar | Exemplo útil |
|---|---|
| Início | Quando começou e se foi súbito ou gradual. |
| Frequência | Todo dia, em crises, após refeições, treino, remédio ou exposição. |
| Resposta | O que melhorou, o que piorou e em quanto tempo. |
| Impacto | Sono, trabalho, alimentação, treino, estudo ou autocuidado afetados. |
Se já houve tentativa de cuidado, registre dose, produto, alimento, exercício, horário e duração. Isso ajuda a diferenciar falta de efeito, irritação, reação adversa, coincidência temporal ou progressão natural do quadro.
Fonte: MedlinePlus: medical encyclopedia.









































