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Cirurgia do ligamento cruzado anterior: enxertos e recuperação

29 de setembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá

Reconstrução do LCA não é automática para toda ruptura: a decisão depende de instabilidade, idade funcional, esporte, trabalho, lesões associadas, objetivo e resposta à reabilitação. Quando há falseio em atividades de pivô, lesão meniscal associada ou meta de voltar a esportes com corte e salto, a cirurgia costuma entrar mais forte na conversa.

Como decidir entre cirurgia e reabilitação

O LCA ajuda a controlar translação e rotação da tíbia. Rupturas ocorrem frequentemente em pivô, desaceleração, aterrissagem ou mudança de direção. Depois da lesão, o ponto principal é estabilidade funcional: o joelho falseia? Há lesão de menisco? A pessoa pratica esporte de pivô? O trabalho exige agachar, correr ou carregar?

Algumas pessoas podem discutir reabilitação sem reconstrução, especialmente se não têm instabilidade e não desejam esporte de pivô. Outras precisam de reconstrução para reduzir falseios e proteger função. O plano deve ser individual.

FatorPor que importaImpacto
FalseioInstabilidade funcional.Aumenta indicação cirúrgica.
Menisco/cartilagemLesões associadas mudam prognóstico.Exige planejamento.
Esporte de pivôMaior demanda rotacional.Retorno requer critérios.
ReabilitaçãoForça e controle são essenciais.Antes e depois da cirurgia.

Enxertos e hiperextensão

Enxertos podem incluir tendão patelar, isquiotibiais, quadríceps ou aloenxerto. Cada opção tem vantagens, desvantagens e perfil de paciente. Idade, esporte, dor anterior no joelho, frouxidão, hiperextensão, profissão e preferência do cirurgião entram na decisão.

Hiperextensão pode ser característica anatômica, frouxidão ligamentar ou padrão funcional. Ela não deve ser tratada como causa única da lesão sem exame. Pode influenciar escolha de técnica, treino de controle e critérios de retorno.

Antes: reduzir edema, recuperar extensão e força.
Cirurgia: decidir enxerto e tratar lesões associadas.
Reabilitar: força, salto, agilidade e confiança.
Retorno: critérios funcionais, não só calendário.

Retorno ao esporte

Voltar cedo demais aumenta risco de nova lesão. A reabilitação deve medir força de quadríceps, controle neuromuscular, salto, agilidade, estabilidade, dor, edema e confiança. Meses de pós-operatório importam, mas não substituem testes.

Procure avaliação rápida se há joelho travado, derrame grande, dor intensa após trauma, alteração de circulação, dormência ou suspeita de lesão multiligamentar.

Por que pré-habilitação importa

Chegar à cirurgia com joelho menos inchado, extensão completa e quadríceps ativado costuma facilitar a reabilitação. Operar um joelho muito inflamado pode dificultar recuperação de movimento. A fase antes da cirurgia já faz parte do tratamento.

Lesões associadas mudam a conversa

Ruptura do LCA raramente deve ser avaliada como estrutura isolada. Meniscos, cartilagem, ligamentos colaterais, canto posterolateral, osso subcondral e padrão de derrame influenciam prognóstico. Um joelho que trava pode sugerir lesão meniscal deslocada. Derrame grande após trauma sugere lesão intra-articular importante. Instabilidade repetida pode agravar lesões secundárias.

Por isso, a ressonância é útil, mas o exame físico continua central. Testes como Lachman, pivot shift e gaveta anterior, quando aplicáveis, ajudam a estimar instabilidade. A decisão cirúrgica junta exame, imagem e demanda funcional.

Reabilitação não termina quando a dor melhora

Depois da reconstrução, dor baixa e boa marcha são apenas começo. O joelho precisa recuperar extensão, flexão, força de quadríceps e posteriores, controle de valgo dinâmico, estabilidade de tronco e quadril, salto, desaceleração e confiança. Retorno por calendário isolado é frágil; critérios funcionais reduzem decisões precipitadas.

Também é preciso discutir prevenção de nova lesão. Programas neuromusculares, treino de aterrissagem, força e controle de fadiga são importantes, especialmente em esportes com mudança de direção. O objetivo não é apenas reconstruir o ligamento, mas devolver um joelho capaz de suportar a atividade pretendida.

Quem pode tentar tratamento sem cirurgia

Algumas pessoas com ruptura do LCA conseguem viver bem sem reconstrução, principalmente quando não têm falseio, aceitam evitar esportes de pivô e recuperam força e controle com reabilitação. Isso exige acompanhamento e honestidade: se o joelho continua instável nas atividades desejadas, insistir sem revisar plano pode aumentar risco de novas lesões.

A decisão também muda com idade funcional. Um adulto que caminha, pedala e não pratica futebol pode ter metas diferentes de um adolescente que quer voltar a competição. O mesmo laudo não produz a mesma resposta para todos.

O que perguntar ao cirurgião

Pergunte qual enxerto é recomendado e por quê, se há lesão de menisco ou cartilagem, quanto tempo de muletas é esperado, quais fases da fisioterapia são críticas, quando dirigir, quando trabalhar, quando correr e quais testes serão usados para liberar esporte. Pergunte também qual é o risco de nova ruptura e como reduzi-lo.

Uma cirurgia tecnicamente boa pode ter resultado ruim se a reabilitação falha. O paciente deve enxergar a reconstrução como parte de um ciclo: pré-habilitação, operação, proteção inicial, ganho de movimento, força, controle, corrida, salto e retorno específico.

Critérios práticos para voltar a correr e competir

Voltar a correr geralmente exige ausência de derrame, boa amplitude, marcha normal e força suficiente. Competição exige mais: simetria de força, testes de salto, controle em mudança de direção, confiança e ausência de reação inflamatória após treinos. Esses critérios reduzem o risco de confundir coragem com preparo biológico.

O que não deve ser ignorado

Joelho que trava, derrame recorrente, falseios repetidos, perda de extensão, dor persistente ou insegurança para tarefas simples pedem reavaliação. Esses sinais podem indicar lesão associada, reabilitação insuficiente ou plano incompatível com a demanda. Ajustar cedo costuma ser melhor do que esperar a próxima entorse.

O melhor resultado vem quando paciente, cirurgião e fisioterapeuta compartilham critérios. Sem essa coordenação, a volta ao esporte tende a depender de sensação subjetiva e pressão externa.

Se o joelho incha após cada progressão, a carga avançou mais rápido do que a capacidade de adaptação. O plano deve recuar e reconstruir base.

Essa resposta orienta a próxima progressão com mais segurança. Um joelho que tolera corrida leve pode ainda não estar pronto para mudança de direção, contato ou fadiga de final de jogo. Cada fase precisa testar a demanda seguinte.

O ligamento cruzado anterior (LCA) é o ligamento mais frequentemente lesado do joelho, e as lesões do LCA geralmente afastam os atletas da prática esportiva.

Cirurgias de reconstrução do LCA

Cerca de 200.000 cirurgias de reconstrução do LCA são realizadas a cada ano nos Estados Unidos. Mesmo que o tratamento não cirúrgico ou o reparo do LCA pode ser realizado em situações específicas, o tratamento mais aceito para uma lesão do LCA em populações ativas é a reconstrução.

De modo geral, a reconstrução do LCA apresenta bons resultados nas escalas funcionais e baixo índice de falhas. No entanto, sabe-se que algumas populações específicas apresentam maior risco de falha na reconstrução, incluindo pacientes jovens envolvidos em atividades esportivas, pacientes com hiperfrouxidão e pacientes com grandes instabilidades anterior e anterolateral do joelho pré-operatório.

hiperextensão do joelho

Resultado da cirurgia de reconstrução do LCA

O resultado da cirurgia de reconstrução do LCA depende de muitos fatores. A técnica cirúrgica e o posicionamento adequado do enxerto, a restauração da estabilidade anterior e rotatória do joelho e a restauração da amplitude total de movimento e da força muscular são alguns dos fatores que afetam a função final do joelho no pós-operatório. Se a técnica e as opções de enxerto forem modificadas pelo cirurgião, os pacientes podem apresentar fatores intrínsecos de morfologia óssea e hiperfrouxidão que o cirurgião não pode modificar.

Existe a preocupação de que graus mais altos de hiperextensão possam levar a maior frouxidão ou falha do enxerto após a reconstrução do LCA. Markolf e colaboradores mostraram que há altas forças geradas no enxerto do LCA durante a hiperextensão, e isso pode ser responsável pelo alongamento e falha do enxerto do LCA. Um estudo de coorte realizado por Benner e colaboradores concluiram que não há aumento da ruptura ou insuficiência do enxerto do LCA em pacientes com alto grau de hiperextensão.

No entanto, o estudo avaliou apenas pacientes que receberam autoenxerto de tendão patelar; nenhum outro tipo de enxerto foi utilizado. Outro estudo de coorte, do Grupo Multicenter ACL Revision Study (MARS), avaliou pacientes submetidos à revisão de reconstrução do LCA e concluiu que uma hiperextensão passiva do joelho maior que 5° era um importante preditor de falha do enxerto.

Até onde sabemos, esta conclusão ainda não se aplica às reconstruções primárias do LCA. Apenas alguns autores realizaram a mesma avaliação em casos de reconstrução primária do LCA com autoenxertos de feixe duplo e único dos isquiotibiais. Embora a frouxidão articular generalizada seja conhecida por ser um importante fator de risco para a falha da reconstrução do LCA, o grau de hiperextensão do joelho isoladamente não foi estudado em detalhes. Larson e colaboradores mostraram uma taxa de falha de 24,4% e Helito e colaboradores uma taxa de falha de 21,7% ao avaliar pacientes com escores de Beighton mais altos; entretanto, nenhum desses autores isolou a hiperextensão do joelho na análise.

cirurgia no joelho

Pacientes com hiperextensão pré-operatória do joelho maior que 5° têm uma taxa de falha maior após uma reconstrução do LCA realizada com enxertos de isquiotibiais do que pacientes com menos de 5° ou sem hiperextensão. Esse achado é importante, pois sugere que esse tipo de enxerto deve ser usado com cautela como primeira escolha para essa população específica ou deve ser associado a um procedimento de aumento extra-articular se escolhido para reconstrução primária do LCA. A diferença na falha do enxerto foi significativa, com um poder de estudo de 85% que corrobora os resultados.

Sabe-se que pacientes com hiperfrouxidão ligamentar generalizada com base na classificação de Beighton apresentam maior taxa de falha após a reconstrução do LCA.

Estudos recentes de Larson e colaboradores e Helito e colaboradores mostraram taxas de insucesso acima de 20%, enquanto a média de insucesso para a população geral é em torno de 6% segundo revisão sistemática publicada por Wright e Helito encontraram uma taxa de insucesso de 21,7 % em reconstruções com enxertos de isquiotibiais, e Larson e colaboradores encontraram uma taxa de falha de 25% para enxertos de isquiotibiais e 21,1% para enxertos osso-tendão patelar-osso (BTB). Kim e colegas também relataram um índice IKDC de C e D em pacientes com hiperfrouxidão para reconstrução com enxertos de isquiotibiais (36,4%) e enxertos de BTB (20%).

Em revisão sistemática, Sundemo e colegas também mostraram que a hiperfrouxidão generalizada leva a piores resultados funcionais. Apesar dos resultados acima, poucos estudos avaliaram apenas casos de hiperextensão do joelho, fora do contexto da frouxidão ligamentar generalizada, e sua significância como fator de risco isolado para falência do LCA ainda é controversa. Saita e colaboradores sugeriram que, devido à maior instabilidade rotacional anterolateral pré-operatória, os casos com hiperextensão também poderiam ter uma maior taxa de falha, mas Nagai e colegas não encontraram aumento da translação anterior ou rotação interna do joelho no pós-operatório de reconstrução do LCA em casos de hiperextensão.

Em editorial publicado em 2018, Owens apontou que a literatura atual apresenta resultados conflitantes em relação à hiperextensão do joelho. Os resultados do estudo indicaram que pacientes com mais de 5° de hiperextensão do joelho tratados com reconstrução do LCA em feixe único com enxertos de isquiotibiais têm uma taxa de falha maior do que pacientes com menos de 5° de hiperextensão do joelho.

Como a decisao pela cirurgia costuma ser feita

A reconstrucao do LCA e uma decisao individual. Ela costuma ser mais considerada em pessoas ativas, atletas, trabalhadores que precisam de estabilidade rotacional ou pacientes com instabilidade recorrente. Em pessoas menos ativas, com boa resposta a fisioterapia e sem episodios de falseio, o tratamento nao cirurgico pode ser discutido. O ponto central e alinhar exame fisico, sintomas, exames de imagem, metas de atividade e riscos do procedimento.

Fator avaliadoPor que importa
Instabilidade e falseiosPodem indicar que o joelho nao esta seguro para giros, mudancas de direcao ou esporte.
Tipo de enxertoTendao patelar, isquiotibiais, quadriceps ou aloenxerto tem vantagens e limitacoes diferentes.
Hiperextensao e frouxidaoPodem aumentar a preocupacao com falha em alguns perfis e devem entrar no planejamento cirurgico.

Pontos que influenciam o resultado

  • Boa indicacao cirurgica e tecnica adequada de posicionamento do enxerto.
  • Recuperacao completa de extensao, flexao, controle neuromuscular e forca.
  • Reabilitacao progressiva, com criterios objetivos antes de corrida, saltos e retorno ao esporte.
  • Discussao clara sobre risco de nova lesao, especialmente em esportes com pivoteio.

Atenção: dor intensa, febre, vermelhidao progressiva, falta de ar, panturrilha inchada ou perda de movimento apos cirurgia exigem contato rapido com a equipe assistente.

Na avaliação, pergunte quais alternativas existem, quais riscos são mais relevantes no seu caso, como será o acompanhamento e quais sinais no pós-procedimento exigem contato antes do retorno programado.

Fontes e leitura útil

  • AAOS: ACL injuries
  • AAOS: does ACL injury require surgery?
  • AAOS: ACL CPG PDF
  • MOON Knee: ACL graft choice
  • Mass General: ACL reconstruction rehab protocol

Revisao e fontes

Revisão deste trecho em 15 de maio de 2026, com atualização das fontes.

  • AAOS OrthoInfo – ACL Injury: Does It Require Surgery?
  • AAOS – Management of ACL Injuries CPG
  • MedlinePlus – ACL reconstruction discharge

Arquivado em: Fisioterapia, Ortopedia Marcados com as tags: cirurgia no joelho, joelho

Nimesulida serve para infecção urinária?

29 de setembro de 2022 by Dra. Juliana Toma

Febre persistente, falta de ar, piora rápida, desidratação, confusão, dor intensa ou sintomas em pessoas imunossuprimidas reduzem a segurança de observar apenas em casa.

A infecção do trato urinário está entre as infecções bacterianas mais comuns, principalmente em mulheres. Infecção urinária é uma complicação que deixa o paciente muito desconfortável. Além da dor, o fato de urinar com tanta frequência incomoda a rotina do paciente, até porque nem sempre há banheiros disponíveis.

Por conta disso, algumas pessoas buscam até se automedicar, o que pode trazer riscos à saúde do paciente. Um dos medicamentos mais utilizados para o tratamento dessa infecção é a nimesulida. No entanto, a nimesulida é um anti-inflamatório (que trata dor e inflamação), não tendo efeito como antibiótico.

Confira abaixo se a nimesulida serve para infecção urinária.


O que é a nimesulida

A nimesulida é um remédio anti-inflamatório não esteróide, analgésico e antipirético. Ela atua inibindo a produção de uma enzima responsável pela produção de substâncias inflamatórias no corpo.

Por isso, esse medicamento é indicado para aliviar dores, inflamação ou febre.

A nimesulida não tem efeito como antibiótico.

As infecções do trato urinário são normalmente tratadas com antibióticos específicos, prescritos por um médico com base na identificação do agente causador da infecção e outros fatores, como a gravidade da infecção e a saúde geral do paciente.


Como é encontrado nas farmácias

A nimesulida pode ser encontrada em drogarias como comprimidos, cápsulas, gotas, granulado, supositório ou pomada.

O seu nome comercial Nisulid ou, como genérico, nimesulida. No entanto, há diversos outras fórmulas que contém essa substância.


Para que serve a nimesulida?

cefaleia abuso analgesicos

A nimesulida é indicada para o tratamento de:

  • Dor de ouvido;
  • Dor de garganta;
  • Dor de dente;
  • Cólica menstrual;
  • Dor após cirurgia dentária;
  • Osteoartrite;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas articulações.

Além disso, a nimesulida em gel ou pomada pode ser usada para aliviar a dores musculares, nos tendões, ligamentos, músculos e articulações causadas por traumatismos.

Ou seja, como vimos, a nimesulida pode sim ser utilizada no tratamento de infecções urinárias. O ideal, no entanto, é que um médico seja consultado para te prescrever a dose ideal para sua idade e peso, bem como o tempo total de tratamento.

O médico também poderá avaliar se você faz parte do grupo de risco que não deve utilizada nimesulida.


Efeitos colaterais da nimesulida

Como qualquer outro medicamento, a nimesulida pode causar efeitos colaterais, como diarreia, náuseas ou vômitos.

Mais raramente, podem ter casos de coceira ou inchaço na pele, suor excessivo, prisão de ventre, aumento dos gases intestinais, gastrite, tonturas, vertigens ou aumento da pressão arterial. Além disso, em algumas pessoas, a nimesulida pode causar sonolência. Por isso, pessoas que estão no tratamento com ela, não devem operar máquinas nem dirigir.

Por conta disso, é sempre importante consultar um médico antes de se automedicar. Caso sinta algum desses sintomas, seu médico deve ser informado.


Quem não deve usar

A nimesulida não é recomendada para crianças menores de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação.

Além disso, pacientes que tenham úlcera no estômago, hemorragia ou sangramento no trato gastrointestinal, problemas de coagulação sanguínea, insuficiência cardíaca, renal ou hepática grave, d pacientes com asma, rinite, pólipos nasais ou urticária relacionadas ao uso de ácido acetilsalicílico não devem ser tratadas com nimesulida.

Este medicamento também não deve ser utilizado por pessoas que possuam  alergia à qualquer outro componente da fórmula, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.


Quais são as causas da infecção urinária?

As infecções urinárias são causadas por bactérias que são comuns n trato genital do ser humano, como os grupo da Escherichia coli, Enterococus, Proteus mirabilis e Klebsiella. No entanto, em alguns casos ocorre a proliferação anormal dessas bactérias, o que acaba levando às infecções.

BactériaDescrição
Escherichia coli (E. coli)A Escherichia coli é a bactéria mais comumente encontrada nas infecções do trato urinário. Ela normalmente reside no trato gastrointestinal, mas pode migrar para o trato urinário, causando infecção. A E. coli representa cerca de 80% dos casos de infecção urinária não complicada.
Staphylococcus saprophyticusO Staphylococcus saprophyticus é outra bactéria frequentemente associada à infecção urinária, principalmente em mulheres jovens sexualmente ativas. Essa bactéria normalmente coloniza a região genital e pode ascender para a uretra e a bexiga, causando infecção.
Klebsiella pneumoniaeA Klebsiella pneumoniae é uma bactéria do gênero Klebsiella que pode causar infecções urinárias. Essa bactéria é encontrada comumente no trato gastrointestinal e pode entrar no trato urinário por meio da uretra, resultando em infecção.
Proteus mirabilisO Proteus mirabilis é uma bactéria gram-negativa encontrada no trato gastrointestinal e que pode causar infecção urinária. Essa bactéria é capaz de se mover e colonizar diferentes partes do trato urinário, resultando em sintomas de infecção.


Por que as mulheres são mais susceptíveis a infecções urinárias?

dor na bexiga cistite intersticial em mulher

Devido à anatomia da genitália feminina, com uma uretra curta, as mulheres se são mais predispostas à colonização por patógenos da flora vaginal.

Além disso, a falta de higiene e as relações sexuais, que podem causar fissuras na vagina, também favorecem às infecções.

Por conta disso, é fundamental que mulheres sempre se seguem apropriadamente após urinar e tomem banho depois de utilizar o vaso sanitário e após o sexo sempre que possível.


Como tratar a infecção urinária?

Geralmente, o tratamento para infecção urinária inclui o uso de antibióticos, como:

  • ampicilina;
  • amoxicilina;
  • nitrofurantoína;
  • trimetropin-sulfametozaxol;
  • ciprofloxacino, entre outros.

Além disso, o médico pode indicar o uso de analgésicos para diminuir a dor ao urinar.

Também pode ser utilizado a nimesulida e ibuprofeno, anti-inflamatórios.

Tipo de TratamentoDescrição
AntibióticosOs antibióticos são medicamentos prescritos para tratar infecções bacterianas do trato urinário. Eles funcionam eliminando as bactérias causadoras da infecção. Exemplos comuns de antibióticos usados para tratar infecções urinárias incluem ciprofloxacino, sulfametoxazol-trimetoprima e nitrofurantoína.
AnalgésicosOs analgésicos podem ser prescritos para ajudar a aliviar a dor e o desconforto associados à infecção urinária. Eles podem incluir medicamentos como paracetamol ou ibuprofeno, que podem ajudar a reduzir a inflamação e a aliviar a dor.
HidrataçãoA hidratação adequada é essencial para o tratamento de infecções urinárias. Beber bastante água pode ajudar a diluir a urina e eliminar as bactérias do trato urinário. É recomendado beber pelo menos 8 copos de água por dia durante o tratamento.
Terapia de SuporteEm determinadas situações, o médico pode prescrever terapia de suporte para auxiliar no tratamento da infecção urinária. Isso pode incluir medidas como repouso, aplicação de calor local, práticas de higiene adequadas e evitar a ingestão de certos alimentos e bebidas irritantes.


Quais são os remédios naturais para infecção urinária?

Um excelente medicamento natural para a infecção urinária é o comprimido de uva-ursina, um fitoterápico que pode ser encontrado na farmácia ou em lojas de produtos naturais.

Outra medida caseira é fazer uso do suco de arando, que pode ser ingerido até várias vezes por dia. Essa planta possui propriedades diuréticas que tornam a aderência dos microrganismos no sistema urinário mais difícil, evitando a progressão da infecção. O arando também pode ser consumido em cápsulas manipuladas (cápsulas de cranberry).

Além disso, existem outros tipos de frutas diuréticas, como melancia, graviola, laranja e cenoura, que também são formas naturais entre os tratamentos para infecção urinária. Porém, vale lembrar que é fundamental consultar um médico antes de se submeter a qualquer tratamento, pois só o profissional saberá o que é melhor para o seu caso. 

É importante que você consulte um profissional de saúde para obter um diagnóstico correto e um tratamento adequado para qualquer condição médica, incluindo a infecção urinária. Eles serão capazes de avaliar sua situação específica e prescrever o tratamento mais apropriado para você.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: medicamentos
  • FDA: uso seguro de medicamentos
  • Anvisa: medicamentos

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