Apesar de ser um sistema extremamente bem estruturado, o corpo humano é bastante sensível devido às suas terminações nervosas que estão distribuídas por toda a pele e dentro da complexidade do sistema nervoso e de todos os processos que envolvem as passagens de impulsos e sinais, são as terminações nervosas que enviam ao cérebro sinais de sensações como: frio, calor, dor, dentre outros.
As dores nas coxas também não devem ser desconsideradas e dependendo da duração e da intensidade, é necessário procurar ajuda médica para que se faça um diagnóstico da possível causa do desconforto[2]Poultsides LA, Bedi A, Kelly BT. An algorithmic approach to mechanical hip pain. HSS Journal®. 2012 Oct;8(3):213-24..
Ambas as coxas possuem o mesmo sistema em composição: o osso fêmur, nervos, vasos, músculos, articulações, tendões e tecidos, portanto a coxa direita ou à esquerda têm a mesma composição anatômica.
Em alguns casos, a dor em determinada coxa pode ser reflexo de outro problema associado, como por exemplo uma lesão ou uma distensão muscular.
Pessoas que fazem exercícios físicos, como musculação, acabam forçando mais seu lado dominante e para as pessoas destras frequentemente é o lado direito.
Portanto de maneira sutil podem exercer uma maior força ou segurar um peso mais elevado no lado direito do corpo, fazendo com que os músculos flexores ou posteriores da coxa façam movimentos que podem gerar distensões.
Em decorrência disto podem acontecer pequenos traumas, distensões ou lesões que fazem com que a dor esteja localizada ao lado direito e, neste caso, na coxa direita.
É importante entender qual é a caracterização da dor. Onde está localizada a dor? Qual a sua intensidade? É uma dor que impede o paciente de realizar os movimentos normais?
Existe alteração de coloração? A dor apresenta melhora ou piora em alguma posição? As causas mais comuns de dores nas coxas, independente do lado em que elas incidem, são:
Todas as lesões musculares são extremamente dolorosas, por isso sempre que o paciente pratica alguma atividade física é importante que esteja ciente dos riscos, dos cuidados e dos benefícios.
As lesões são caracterizadas pelo seu grau, pois dependendo da extensão ou da gravidade da lesão o grau de complexidade torna-se maior, restringindo inclusive a mobilidade dos pacientes.
Geralmente os sintomas de lesões musculares são: dor acompanhada ou não de vermelhidão local, maior sensibilidade ao toque na região afetada, alteração da coloração da pele e/ou presença de vasos no local da lesão, dificuldade para fazer os movimentos diários comuns, dentre outros.
Na medicina as lesões musculares são subdivididas em graus, sendo o grau I de menor comprometimento e o grau III de maior comprometimento, que pode incluir a ruptura de músculos e/ou tendões.
O médico ortopedista é o profissional mais indicado para prescrever cuidados e um tratamento adequado.
O tratamento depende da abrangência do problema e pode incluir uma terapia medicamentosa com relaxantes musculares e antiinflamatórios, mas pode também sugerir a imobilização, cirurgias e até mesmo sessões de fisioterapia para fortalecimento muscular e reabilitação.
Pode ser um desconforto que irradia para as coxas, nádegas e até mesmo virilhas.
A osteoartrite de quadril resulta na diminuição da amplitude do movimento do paciente e é considerada como uma doença crônica e degenerativa, infelizmente é uma patologia extremamente comum e não se dá apenas em idosos.
Os sintomas envolvem dores nas coxas em ambos os lados, nas nádegas e até mesmo na virilha, onde o caminhar do paciente fica bastante comprometido e dolorido, por isso a diminuição do alcance normal de movimento nas passadas.
Geralmente quem tem osteoartrite de quadril tem dificuldades de esticar e cruzar as pernas e as dores são mais intensas pela manhã ao levantar-se da cama, mas as dores podem ser ainda mais intensas com o caminhar e quaisquer exercícios que envolvam o esforço da mobilidade.
Por se tratar de uma patologia degenerativa e crônica, é indicado que o paciente faça os exercícios indicados pelo ortopedista juntamente com uma equipe de fisioterapeutas, pois por meio dos exercícios o paciente fortalece a musculatura e trabalha a marcha que afeta as práticas diárias.
Além disso, são prescritos medicamentos a critério médico que atuam na melhora dos sintomas e na retomada parcial da amplitude dos movimentos.
A dor ciática pode acometer as coxas e até mesmo as pernas dos pacientes. É caracterizada pelo desconforto, formigamento e até mesmo adormecimento dos membros inferiores.
A dor inicia-se na região lombar do paciente e pode se estender até a coxa ou acometer a perna toda. Este desconforto é causado pelo nervo ciático quando está afetado de alguma maneira ou até mesmo inflamado[3]Valat JP, Genevay S, Marty M, Rozenberg S, Koes B. Sciatica. Best practice & research Clinical rheumatology. 2010 Apr 1;24(2):241-52..
O tratamento se dá pela prática de exercícios prescritos pelo médico ou pelo fisioterapeuta e podem ser prescritos medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares para ajudar no processo de melhora. Além disso, se faz indispensável o cuidado para que se tenha uma postura correta nas atividades diárias.
O tendão que está localizado no quadríceps faz a conexão entre os músculos anteriores da coxa e da patela[4]Järvinen TA, Kääriäinen M, Järvinen M, Kalimo H. Muscle strain injuries. Current opinion in rheumatology. 2000 Mar 1;12(2):155-61..
Quando há ruptura o médico ortopedista consegue sentir pelo tato um distanciamento entre o músculo e a patela, geralmente acompanhado de edemas e alterações de coloração locais, mas além do exame físico as radiografias, ultrassom e ressonância magnética permitem uma avaliação mais precisa.
Os tratamentos geralmente são cirúrgicos pois o paciente precisa recuperar seu movimento e sua força, geralmente são feitos enxertos que permitem o reforço da sutura do tendão.
Além disso, são prescritos também analgésicos e anti-inflamatórios.
↑1 | Tibor LM, Sekiya JK. Differential diagnosis of pain around the hip joint. Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic & Related Surgery. 2008 Dec 1;24(12):1407-21. |
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↑2 | Poultsides LA, Bedi A, Kelly BT. An algorithmic approach to mechanical hip pain. HSS Journal®. 2012 Oct;8(3):213-24. |
↑3 | Valat JP, Genevay S, Marty M, Rozenberg S, Koes B. Sciatica. Best practice & research Clinical rheumatology. 2010 Apr 1;24(2):241-52. |
↑4 | Järvinen TA, Kääriäinen M, Järvinen M, Kalimo H. Muscle strain injuries. Current opinion in rheumatology. 2000 Mar 1;12(2):155-61. |
Coordenador do CEIMEC – Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa – Curso de Pós-Graduação em Acupuntura Médica, reconhecida pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).
Colaborador do CEIMEC – Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa.
Ex-Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (SBMFR).
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