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Mesigyna engorda? Anticoncepcional e peso

6 de abril de 2023 by Dra. Juliana Toma

O peso pode aumentar durante o uso de Mesigyna, mas isso não acontece com todas as mulheres. Um estudo latino-americano incluiu 534 mulheres que começaram a usar essa injeção mensal. Entre as participantes avaliadas após um ano, o ganho médio observado foi de aproximadamente 1 kg. Essa média não diz quanto uma pessoa ganhará nem quanto da variação foi causado pelo anticoncepcional.

A bula profissional brasileira inclui o aumento de peso entre as reações mais relatadas por quem usa Mesigyna. A retenção de líquido é outra possibilidade descrita para contraceptivos hormonais. São observações diferentes. Uma mudança na balança, por si só, não revela se houve aumento de gordura. No caso de inchaço, os anéis podem ficar mais apertados, por exemplo.

Quanto o peso mudou nos estudos com a própria Mesigyna?

O estudo latino-americano acompanhou mulheres que receberam uma formulação com os mesmos dois hormônios e nas mesmas quantidades da Mesigyna vendida no Brasil. A média de 1,02 kg após um ano descreve a diferença entre o peso das usuárias ao longo do acompanhamento. Faltou um grupo semelhante usando um método sem hormônios para mostrar quanto o peso teria mudado no mesmo período sem a injeção.

Em um ensaio na China, o grupo que recebeu Mesigyna apresentou aumento médio de 0,73 kg depois de um ano. A comparação foi com outros dois injetáveis hormonais. Já um estudo no Egito, com 2.252 participantes distribuídas entre Mesigyna e outro injetável mensal, observou ganho médio de 0,33 kg por mês nos dois grupos. As populações e as comparações eram diferentes. Por isso, nenhum desses números funciona como previsão ou limite de ganho para uma pessoa.

Os estudos mediram quantos quilos o peso do grupo variou. Já uma lista de reações adversas informa quais sintomas foram relatados. A tabela da bula para pacientes que apresenta frequências detalhadas, por exemplo, traz relatos de usuárias de pílulas. Ela não fornece uma porcentagem específica de mulheres que ganharão peso por causa da Mesigyna.

Pessoa subindo em uma balança de banheiro.

O que a balança mostra quando a mudança aparece em poucos dias?

O peso inclui a água do corpo e o conteúdo do intestino. Uma refeição mais salgada, uma pesagem depois do almoço ou alguns dias de intestino preso podem alterar o número em relação a uma pesagem feita de manhã. Assim, uma diferença percebida logo depois da primeira aplicação não basta para identificar ganho de gordura ou uma reação à injeção.

O que você percebeuO que pode explicarComo interpretar
O peso sobe e desce em poucos diasA hora da pesagem, a quantidade de líquidos e o funcionamento do intestino podem explicar parte da diferença.Duas medidas feitas na mesma balança e em condições parecidas são mais fáceis de comparar.
A roupa aperta ou a medida da cintura mudaA fita e a balança medem coisas diferentes. Nenhuma das duas, isoladamente, identifica o efeito da injeção.Se a mudança persiste ou incomoda, é razoável discutir o que mais mudou desde o início das aplicações.
O peso sobe ao longo de vários mesesA tendência merece atenção mesmo quando o aumento é diferente da média observada nos estudos.A avaliação pode incluir sintomas, medicamentos em uso e a possibilidade de outro método, conforme sua preferência.

Se o peso já estava subindo antes da primeira aplicação, a injeção não explica o início dessa mudança. Se a tendência apareceu depois, importa saber, por exemplo, se outro medicamento foi iniciado ao mesmo tempo. Apetite, sono, atividade física e mudanças de rotina também podem entrar nessa conversa, sem presumir que sejam a explicação. Se já houver medidas de peso anteriores em prontuário ou em casa, elas dão uma referência. A avaliação não depende de começar a se pesar todos os dias.

Se o receio de engordar estiver levando a pular refeições ou a evitar um método de que você gosta, é possível discutir outra opção contraceptiva sem precisar primeiro emagrecer ou demonstrar que os hormônios causaram a mudança.

Mulher medindo a circunferência da cintura com uma fita métrica.

O que diferencia a Mesigyna da pílula e da injeção trimestral?

Mesigyna combina um estrogênio, o valerato de estradiol, e um progestagênio, o enantato de noretisterona. Cada 1 mL da solução contém 5 mg do primeiro e 50 mg do segundo. A combinação impede principalmente a liberação do óvulo. A aplicação é intramuscular e feita por profissional treinado. Para quem prefere não tomar um comprimido por dia, a conveniência depende de conseguir voltar para as aplicações mensais.

A injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona contém apenas um progestagênio. Estudos sobre variação de peso com essa injeção não fornecem uma estimativa para Mesigyna. A mesma cautela vale para as pílulas combinadas e para o adesivo. A revisão Cochrane mais citada sobre peso e contraceptivos combinados examinou sobretudo pílulas. Os estudos de pílula e adesivo comparados a placebo ou à ausência de intervenção não estabeleceram uma relação causal e não avaliaram diretamente a injeção mensal.

Sangramento, dor nas mamas e outros efeitos durante o uso

Pequenos sangramentos entre as aplicações podem ocorrer nos primeiros meses. Algumas mulheres passam a ter um sangramento mais previsível, outras têm escapes. No estudo latino-americano, alterações do sangramento foram um dos motivos para interromper o método. Sangramento intenso, persistente, acompanhado de dor importante ou que voltou depois de meses de uso estável merece avaliação. Se a queixa principal for cólica menstrual, a intensidade e o momento em que aparece também ajudam a decidir se há outra causa a investigar.

Dor ou sensibilidade nas mamas, náusea, dor de cabeça e alterações de humor estão entre os efeitos descritos na bula. Um sangramento fora do dia habitual não comprova falha do método. Por outro lado, se não houver sangramento nos 30 dias posteriores à aplicação, a bula orienta excluir gravidez por meio de teste adequado. Essa investigação é especialmente importante quando houve atraso ou suspeita de gravidez durante o uso do anticoncepcional.

Em quais situações é preciso rever o método?

O estrogênio muda a escolha quando há antecedentes de trombose, embolia pulmonar, AVC ou enxaqueca com aura. A aura pode provocar alterações visuais ou de sensibilidade associadas às crises. Ela é diferente da dor de cabeça comum. Sintomas súbitos ou inéditos, como perda da fala, diminuição de força em um lado do corpo, falta de ar ou dor no peito, exigem atendimento de emergência. Dor ou inchaço novo em apenas uma perna requer avaliação urgente por possível trombose, mesmo sem mudança no peso total.

Pressão alta, tabagismo a partir dos 35 anos, doença do fígado, câncer de mama atual e sangramento vaginal sem explicação também podem mudar a indicação. No diabetes, por exemplo, importa se já houve lesão de vasos sanguíneos. No lúpus, a presença de certos anticorpos associados à trombose muda a avaliação. Essas diferenças ajudam a decidir se um método sem estrogênio é mais seguro. Alguns medicamentos para epilepsia e a rifampicina, usada contra tuberculose, também podem reduzir a eficácia do anticoncepcional. Quem usa esses tratamentos pode precisar de outra forma de proteção, mesmo com aplicações em dia.

O que acontece se a aplicação atrasar?

As doses de manutenção estão previstas a cada 30 dias. A bula brasileira aceita intervalo de 27 a 33 dias após a última aplicação, independentemente de quando veio o sangramento. Essa janela vale para a dose seguinte. Para iniciar o método ou trocar de outro anticoncepcional, a data depende do ponto do ciclo e do método usado até então.

Se já passaram mais de 33 dias, a bula orienta usar proteção adicional, como preservativo, e procurar o serviço para avaliar a reaplicação. Se houve relação sem preservativo no período de atraso, a data da relação ajuda a definir se ainda cabe contracepção de emergência. A avaliação deve ser feita o quanto antes, pois as opções têm prazo de uso. Um teste feito logo depois da relação não exclui uma gravidez decorrente dela.

Se a mudança de peso incomoda a ponto de querer interromper a Mesigyna, a troca pode ser combinada antes de vencer a próxima aplicação para evitar um intervalo sem cobertura. A injeção não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Para essa finalidade, o preservativo continua tendo utilidade mesmo com as injeções em dia.

Referências

  • Mesigyna — bula para pacientes da Bayer (cópia em PDF)
  • Mesigyna — bula profissional da Bayer (cópia em PDF)
  • Anvisa — consulta de bulas de medicamentos
  • Estudo de Mesigyna em 534 mulheres na América Latina
  • Ensaio comparativo de três injetáveis mensais na China
  • Ensaio comparativo de Mesigyna e Cyclofem no Egito
  • Seguimento de três anos com enantato de noretisterona e valerato de estradiol
  • Cochrane — pílulas combinadas, adesivos e variação de peso
  • OMS — critérios de elegibilidade para contraceptivos hormonais combinados, incluindo injetáveis
  • OMS — contracepção de emergência

Arquivado em: Ginecologia e Obstetrícia, Sintomas de A-Z

Amendoim Engorda ou Emagrece? Devo comer?

6 de abril de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Amendoim não engorda sozinho, mas é calórico e fácil de comer em grande quantidade. Pode ser parte da dieta quando a porção é planejada; o cuidado aumenta com alergia, versões salgadas, doces, pasta com açúcar e armazenamento inadequado.

Muitas pessoas têm solicitado informações sobre o amendoim e seus benefícios e riscos à saúde.

O que é o amendoim?

Embora muitos considerem o amendoim uma noz, na verdade, ele é uma semente da planta Arachis hypogaea.

A planta do amendoim é nativa da América do Sul, e o amendoim selvagem é bastante diferente do que consumimos atualmente. Através da seleção artificial, os seres humanos modificaram a planta do amendoim para produzir a variedade que conhecemos hoje. O amendoim cresce abaixo da terra, próximo às raízes da planta.

Valor nutricional do amendoim

importante amendoim

O amendoim é uma fonte densa de calorias, contendo 567 calorias em 100 gramas. Possui 25 gramas de proteínas, 7,6 gramas de carboidratos líquidos e 49,2 gramas de gordura.

O amendoim tem gorduras insaturadas e alta densidade calórica. O efeito prático depende da porção, do restante da dieta e da presença de alergia, não de classificar o alimento como “inflamatório” para todos.

Em vez de focar em um nutriente isolado, faz mais sentido avaliar o padrão alimentar: frutas, verduras, legumes, grãos, fontes de proteína, ultraprocessados, sal, açúcar e calorias totais.

Antinutrientes no amendoim

O amendoim pode causar alergia importante em pessoas sensibilizadas. Ele também contém compostos como ácido fítico, mas isso não deve ser confundido com a causa da alergia. Para a maioria das pessoas, porção, preparo e qualidade do produto são pontos mais relevantes.

Em uma dieta variada, esses compostos raramente são o principal problema. O cuidado maior costuma ser alergia, excesso de porção, versões com sal ou açúcar e armazenamento inadequado.

Benefícios do consumo de amendoim

amendoim engorda ou emagrece
  1. Saúde cardiovascular: por ter gorduras insaturadas, proteínas e fibras, o amendoim pode compor um padrão alimentar saudável quando substitui lanches ultraprocessados. Isso não significa proteção automática do coração.
  2. Sistema nervoso: o amendoim contém vitamina E e niacina, mas não deve ser apresentado como prevenção ou tratamento de Alzheimer.
  3. Saciedade e glicemia: pequenas porções podem ajudar algumas pessoas a controlar fome entre refeições, mas diabetes exige plano alimentar individualizado.
  4. Nutrientes: fornece proteína vegetal, gordura, vitamina E, niacina, magnésio e cobre, com muitas calorias em pouca quantidade.

Riscos e cuidados ao consumir amendoim

  1. Alto teor calórico: O amendoim é muito calórico e seu consumo excessivo pode levar ao ganho de peso e obesidade.
  2. Gases e desconforto abdominal: O amendoim pode causar gases e desconforto abdominal, principalmente em pessoas com síndrome do intestino irritável, constipação ou digestão lenta.
  3. Contraindicações: O consumo de amendoim não é recomendado para pessoas com problemas de fígado, como esteatose hepática, mau funcionamento do esvaziamento da vesícula biliar, hepatite ou cirrose.
  4. Alergias: O amendoim é considerado um alimento com alto potencial alergênico, e seu consumo pode causar reações graves em pessoas alérgicas.
  5. Contaminação por aflatoxina: O amendoim é suscetível à contaminação por fungos que produzem a toxina aflatoxina, que pode causar lesões no sistema nervoso central, hepatite tipo B e câncer primário no fígado. É essencial verificar a qualidade e a procedência do amendoim antes de consumi-lo.

Problemas potenciais do amendoim

Um dos problemas mais comuns relacionados ao amendoim tem a ver com a qualidade do manuseio e armazenamento.

Outro problema potencial com o amendoim é a presença de mofo e aflatoxinas, que podem se desenvolver durante o armazenamento e manuseio inadequados. As aflatoxinas são toxinas produzidas por fungos e podem ser prejudiciais à saúde humana, principalmente ao fígado.

Moral da história

Se você consome amendoim no seu dia a dia e não nota nenhum problema, tudo bem. A maioria das pessoas consegue processar o amendoim esporadicamente sem grandes problemas. No entanto, se você ainda não está onde gostaria em termos de boa forma, saúde mental e saúde intestinal, preste atenção ao consumo de amendoim.

O ponto prático é porção e contexto: amendoim concentra calorias, proteínas e gorduras, pode causar alergia importante e exige bom armazenamento. Não deve ser tratado como superalimento nem como alimento proibido para todos.

O consumo de amendoim cru seria teoricamente melhor, mas lembre-se de que o amendoim é extremamente calórico e pode não ajudar a reduzir a inflamação no corpo. Além disso, o amendoim com sal ou açúcar pode ser uma combinação explosiva, contribuindo para o ganho de peso e a inflamação.

Como consumirO que muda
PorçãoPequenas quantidades podem ajudar saciedade; grandes porções somam muitas calorias.
VersãoSalgado, doce ou com cobertura muda sódio, açúcar e calorias.
AlergiaReação a amendoim pode ser grave e exige orientação individual.
ArmazenamentoMofo e odor estranho são motivos para descartar.

Fonte: Ministério da Saúde: Guia Alimentar para a População Brasileira.

Conclusão

Não existe uma quantidade ideal única para todos. Em geral, porções pequenas são mais fáceis de encaixar; alergia, restrição calórica, sal, açúcar e doenças específicas mudam a orientação.

O consumo moderado de amendoim pode ser adequado para algumas pessoas. A decisão depende de porção, objetivo, alergias, preparo, sódio, açúcar e armazenamento. Produto com cheiro alterado, mofo ou gosto estranho deve ser descartado.

É importante verificar a qualidade do amendoim, evitar o consumo excessivo e estar ciente das contraindicações e possíveis reações alérgicas.

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  • Nutrição
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • WHO: alimentação saudável
  • USDA FoodData Central
  • MyPlate: grupos alimentares

Arquivado em: Curiosidades, Nutrição

A Inveja no Trabalho: 10 Dicas para lidar com esse sentimento nas organizações

6 de abril de 2023 by Adhila Carlos Oliveira de Espírito

Prejuízo persistente no sono, apetite, concentração, vínculos, trabalho ou autocuidado indica necessidade de avaliação e apoio estruturado.

O sentimento de inveja está ligado principalmente a natureza social do ser humano, que se desenvolve pela vontade do indivíduo em ter o que é do outro, estando relacionada a fatores negativos. Na atualidade é objeto de estudo das ciências filosóficas, sociológicas e psicológicas.

Mapa clínico: inveja no trabalho como sinal, não sentença

Em resumo: inveja no trabalho pode aparecer por comparação, injustiça percebida, insegurança, competição ou falta de reconhecimento. O ponto não é negar a emoção, mas entender o que ela informa e escolher uma resposta que não destrua relações, desempenho ou saúde mental.

Fluxo visual sobre inveja no trabalho com comparação, desejo escondido e ambiente competitivo.
Nomear o sinal ajuda a evitar fofoca, sabotagem ou autopunição.
Diagrama de resposta profissional à inveja com meta própria, feedback e limites.
A emoção não precisa decidir o comportamento.
SinalO que pode indicarResposta útil
Comparação repetitivaMeta pessoal pouco clara ou sensação de injustiça.Transformar em plano de habilidade, conversa ou limite.
Raiva de reconhecimento alheioNecessidade de feedback ou visibilidade.Pedir critérios claros e registrar entregas.
Queda de sono ou ansiedadeO tema já está afetando saúde.Buscar apoio e reduzir ruminação.
  • Evite agir no pico da emoção; espere antes de mandar mensagem ou comentar com colegas.
  • Procure um dado concreto: cargo, entrega, critério, feedback ou expectativa.
  • Se o ambiente é abusivo ou hostil, a solução não deve ser só “mudar sua atitude”.

A abordagem mais madura trata inveja como emoção humana e manejável, sem romantizar competição tóxica no trabalho.

Para continuar no tema: Psicologia | Responsabilidade sem culpa

Quando se fala de ambiente de trabalho, pode interferir de diversas maneiras, ocasionando prejuízos tanto no convívio social quanto nos processos organizacionais.

Conceito de Inveja

A pretensão do sentimento de inveja é decorrente de aspectos como ambição, desejos financeiros e sociais e a necessidade de se sentir superior em relação ao outro. Outra questão que paira o sentimento de inveja são as comparações entre idade, grau de parentesco e quantidade de posses.

A predileção por esse sentimento nasce do pressuposto de necessidades a serem supridas, a partir da visão de que, há conforto e posição de superioridade.

Culturalmente, o conceito de inveja sempre será intrínseco a todos os seres humanos, porém pela história é tratado como algo pejorativo e destrutivo. Por vários elementos, a inveja é condenada por quem tem a praticado, entretanto, mesmo com concepções prévias, é julgado como ato vergonhoso.

Tipos de Inveja

Para a psicologia existem 3 tipos de inveja: a inveja sublimada, a inveja neurótica e a inveja perversa.

  • Inveja Sublimada: O indivíduo tem consciência do sentimento de inveja e isso não o atrapalha suas relações interpessoais. Ele sabe controlar o sentimento e inibir seus impulsos.
  • Inveja Neurótica: O indivíduo não consegue controlar o sentimento de inveja e seus impulsos.
  • Inveja Perversa: O indivíduo apresenta comportamento sádico com o convívio social.

Ambiente de Trabalho

trabalho inveja

De modo geral, o sentimento de inveja pode estar presente independente de qualquer local que esteja inserido, sendo positiva ou negativa para si ou aqueles que se encontram a sua volta. Nas organizações é um sentimento que tem causado consequências como descaso, perda de produtividade e eficiência, dificuldade nas relações interpessoais e dificuldades após metas e objetivos e influem no clima de trabalho.

Pode parecer curioso, entretanto, existe o lado bom do sentimento invejoso. Ele pode ser praticado quando se tem como predisposição se esforçar para alcançar um objetivo, na premissa de que, se deseja provar uma capacidade ao instinto competitivo, fazendo com a busca pela meritocracia seja um sentimento construtivo.

Aspectos Culturais

Ter eficiência e resultados produtivos nas organizações são metas essenciais nas empresas. Todavia, a pressão que isso resulta cria uma sensação de que o fracasso não pode acontecer entre ambas as partes concorrentes, o pensamento de que a sorte está lançada é algo presente, não havendo, portanto, o reconhecimento sobre o esforço de que se alcançou um alvo.

Alguns autores acreditam que há dois pontos importantes no processo dentro das organizações:

1. A Doutrina do Sucesso: parte-se do princípio de que o sucesso é o ponto-chave da inveja dentro do clima organizacional das empresas. É notável que os ideais de sucesso são invertidos, a pessoa abandona suas crenças em prol de conquistar o sucesso que a organização almeja para si, ocasionando insatisfação e inveja aos seus colaboradores.

2. A Denúncia e a Delação como Consequências da Inveja: aqui a pessoa se sente superior pela posição adquirida. Valores éticos e normativos são encarados como sinônimos da inveja. A pessoa é vista com evolução no trabalho e isso gera um sentimento negativo no outro, fazendo com que a pessoa mal-intencionaa sinta a necessidade de boicotar com ataques e julgamentos.

Sentimento de Inveja – Recorrente nas organizações

sentimento de inveja no trabalho

Infelizmente, o sentimento de inveja tem sido bastante recorrente nas organizações e além disso, difundida amplamente em diversos locais de trabalho com relutância ignorada por gestores. Esse sentimento está vinculado a hostilidade, narcisismo, autoestima, depressão e ansiedade, bem-estar psicológico e saúde mental.

Pesquisas indicam que esse sentimento tende a surgir no trabalho pois, existe competitividade por recursos escassos, falta de tempo e reconhecimento do trabalho com promoções, diminuindo como consequência a aproximação de laços de amizade e troca de conhecimento entre os colaboradores.

Atitudes e Orientações

Algumas atitudes e orientações recomendadas aos gestores com o intuito de evitar o reforçamento do comportamento invejo nas equipes de trabalho. Há 10 dicas acerca do sentimento e manejo nas organizações:

  • Dica 1. Incentivar os funcionários a serem respeitados, com a sensação de que são apreciados e de que a recompensação ocorrera de maneira justa;
  • Dica 2. Minimizar comparações no ambiente de trabalho;
    Dica 3. Trabalhar o reconhecimento das especificidades do trabalho elaborado por cada indivíduo;
  • Dica 4. Valorizar as habilidades de cada funcionário;
  • Dica 5. Procurar garantias de que cada colaborador reconheça seu lugar na instituição e se sinta seguro nele;
  • Dica 6. Evitar que aconteça enobrecimento de alguns funcionários em prol de outros dento da equipe;
  • Dica 7. Procurar não expor sentimentos de inferioridade, uma vez que, podem reafirmar associação com deficiências e limitações;
  • Dica 8. Não introjetar elementos narcisistas levando a fundo e contaminando o ambiente;
    Dica 9. Facilitar que colaboradores possam se posicionar coerentemente no quadro profissional;
    Dica 10. Reduzir falhas que podem gerar dramas no clima da empresa e assim criar a oportunidade aos funcionários tentarem de novo.

Há empresas que se aproveitam de práticas gerenciais motivacionais baseadas no cultivo do sentimento da inveja, desempenhando um jogo inconsciente de status entre os colaboradores.

Quando isso ocorre, a fluidez das relações interpessoais e o comportamento de negligenciar componentes como a criatividade e a colaboração, essencialmente fundamentais no processo de trabalho em equipe, se tornam um desafio pela dúvida de superar suas próprias habilidades de autonomia no emprego e reduzir comparações no trabalho com o outro.

A destarte, o contexto organizacional onde a inveja está contida deve ser gerenciada com estratégias por meio de elementos individuais e organizacionais, pois, o sentimento invejoso é marcado pela sensação não equitativa de recursos não injustos ou merecidos, gerando frustração e decepção.

Práticas realizadas quando há o comportamento invejoso: Sucesso a todo custo; Desvalorização; Negação; Idealização e Projeção. Nas organizações ocorre: Individualismo; Estruturas fechadas; Autoritarismo; Privilégios e Ostentações; Polarizações e Politizações; Mentiras e Boatos.

Pensando nisso, do ponto de vista organizacional, alguns especialistas elencam fatores preponderantes que reduziriam a inveja no ambiente de trabalho, são eles:

  1. Cooperar e trabalhar em equipe;
  2. Participar da gestão;
  3. Ter flexibilidade e autonomia;
  4. Cultivo de programas de salários redondos;
  5. Participar dos lucros;
  6. Administrar a negociação de conflitos;
  7. Ter o reconhecimento da avaliação de méritos e potenciais;
  8. Criar sistemas de informação.

É possível dizer que o invejoso encarna sentimentos de ressentimento que podem distorcer certos pontos de compreensão dentro das relações de trabalho. Isso se deve ao fato, da pressão e da produtividade que as empresas colocam em seus funcionários em prol de rendimentos acima da média.

Alguns especialistas listam tais fatores que costumam gerar dificuldades pela complexidade de categorias de conflito nas organizações:

  1. a) Diferenças entre metas e aspirações conscientes identificadas no indivíduo ou no grupo;
  2. b) Divergências de percepção da realidade de trabalho, do ambiente e clima;
  3. c) Dificuldade e tomar de decisão em conjunto duvidando de pares;
  4. d) Dúvida do sistema de recompensa da organização, criticando processos e sistemas;
  5. e) Integração de diversos grupos em múltiplas atividades;
  6. f) Obstáculos de comunicação em termos de semântica;
  7. g) Conflitos na avaliação de desempenho, julgando alicerces de trabalho;
  8. h) Ambiguidades na sugestão de tarefas;
  9. i) Verificação de trações de habilidades pessoais.

Quando buscar apoio estruturado

SinalLeitura clínica
Sintoma persistentePede avaliação quando dura semanas ou volta em ciclos.
EvitaçãoMostra que o medo ou desânimo está comandando escolhas.
Uso de álcool ou remédios para suportar o diaAumenta risco e pode mascarar o quadro.
Pensamentos de morteExigem apoio imediato e rede de segurança.

O cuidado pode combinar psicoterapia, ajustes de rotina, tratamento de sono, revisão de substâncias, suporte familiar e avaliação médica quando há depressão, pânico, risco ou sintomas físicos associados.

REFERÊNCIAS:

  1. Beck, N. G. (1998). A inveja: um comportamento esquecido nas organizações. Revista Teoria e Evidência Econômica, 5(10).
  2. González-Navarro P, Zurriaga-Llorens R, Tosin Olateju A, Llinares-Insa LI. Envy and Counterproductive Work Behavior: The Moderation Role of Leadership in Public and Private Organizations. Int J Environ Res Public Health. 2018 Jul 10;15(7):1455.
  3. GERENCIAIS, T. E. P., & DOS SANTOS, H. A. A INVEJA COMO FATOR MOTIVACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES.
    Silva, M. D. S., Roazzi, A., de Souza, B. C., & do Nascimento, A. M. (2020). INVEJA, BEM-ESTAR SUBJETIVO E SAÚDE MENTAL NOS LOCAIS DE TRABALHO. Amazônica-Revista de Psicopedagogia, Psicologia escolar e Educação, 25(2, jul-dez), 390-411.
  4. SILVA, M. D. S. (2020). Inveja, bem-estar subjetivo e saúde mental no local de trabalho de professores universitários.
  5. Vasconcellos, E., & Kalinowski, L. F. A. (1985). Conflitos entre linha e apoio em organizações de pesquisa: causas e sugestões de solução. Revista de Administração, 20(3), 53-63.

Fontes de apoio: WHO: mental health at work | CDC/NIOSH: stress at work

Arquivado em: Psicologia

Cada um colhe o que planta: O que se pode tirar de aprendizado

6 de abril de 2023 by Adhila Carlos Oliveira de Espírito

A ideia de que “cada um colhe o que planta” favorece responsabilidade pessoal, mas também pode virar culpa injusta. Em saúde mental e relações, escolhas importam, porém contexto, trauma, suporte, doença e acesso a cuidado também pesam.

O Comportamento a Longo Prazo

O comportamento é marcado por efeitos a longo, médio e curto prazo em atividades caracterizadas por períodos distintos da vida. Por vezes, não há como medir o impacto e expansão dessas ações que geram contingências no aprendizado e história contumaz de cada ser humano que se aproxima de nós.

Mapa clínico: responsabilidade sem culpa automática

Em resumo: a frase “cada um colhe o que planta” pode ajudar quando vira reflexão sobre escolhas, padrões e consequências. Ela fica prejudicial quando ignora contexto, desigualdade, saúde mental, relações abusivas ou fatores fora do controle da pessoa.

Diagrama sobre responsabilidade com escolhas, ambiente, oportunidades, saúde e relações.
Refletir sobre escolhas não exige negar o peso do contexto.
Fluxo visual de uso saudável da frase com aprender padrões, reparar e pedir ajuda.
A melhor reflexão abre caminho, não fecha a pessoa em culpa.
LeituraQuando ajudaQuando machuca
ResponsabilidadeAjuda a reconhecer padrões repetidos.Vira acusação se ignora sofrimento ou limitação real.
ConsequênciaMostra que hábitos acumulam efeitos.Simplifica demais quando há doença, abuso ou desigualdade.
MudançaTransforma culpa em plano concreto.Fica vazia se não aponta próximo passo possível.
  • Pergunte: isso me ajuda a agir melhor ou só aumenta vergonha?
  • Separe responsabilidade pessoal de fatores que exigem apoio, limite ou mudança de ambiente.
  • Se a frase ativa culpa intensa ou desesperança, converse com alguém de confiança ou profissional.

Para continuar no tema: Psicologia | A falta que a falta faz

A Lei da Ação-Reação

Todavia, é salutar pensar na dimensão dos fatores que ocorrem. Existe uma correlação entre aquilo que vai e aquilo que volta. É a lei da ação-reação.

Especialistas da área da psicologia afirmam que essa teoria subjaz uma série de intenções comportamentais.

Colher e Plantar

Entretanto, nem sempre o ser humano se dá conta desse fenômeno que ocorre naturalmente. Colhe-se o que se planta diariamente por meio de tarefas simples até as mais complexas. Porém, advém analisar o que é possível ter de aprendizado com sabedoria e parcimônia. É como se fosse um presente dado diariamente feito de escolhas totalmente perspicazes.

O ser humano só tem a ganhar com a oportunidade de colher e plantar. Com esforço, paciência, disciplina e persistência são mútuos e contínuos. Não obstante, o trabalho fortalece o bem-estar e a saúde mental estruturado. Dalí provém sementes que evoluirão para novos projetos e se espalharão para outros frutos.

A ação é um ato determinado de determinação focada em um objetivo. Tem-se uma meta ser construída com a possibilidade de reder progresso. A ação sempre terá uma intenção. Já a reação é aquilo que se deseja alcançar.

Descrerência e Conhecimento

Por vezes, essa premissa é colocada em voga. Há pessoas que não acreditam em sua possibilidade de acreditação. A lei do plantio e da colheita é prática e concreta. Se tem pessoas descrentes em sua existência é porque desconhecem sua força e estão desprovidas de conhecimento.

Às vezes, o que ocorre é a afirmativa em um poder mágico e em divindades de que as salvará.

satisfacao trabalho

O conhecimento no ser humano é algo que acompanha a humanidade a tempos. Desde a era Paleolítica, em que o homem vivia em cavernas, ele já sabia que precisava plantar para colher. Então caçava como modo de subsistência. Hoje, em pleno século XXI, o homem precisa trabalhar em casa ou fora para garantir o seu sustento.

Atração Vibracional

Mas, falando de sentimentos e ideias, aquilo que se espalha no universo fica emergindo nele. Se você é uma pessoa que fala de tristezas, chateações, pensamentos de ódio e julgamentos, muito provavelmente você colherá exatamente isso em sua vida. Existe um campo de atração vibracional de sintonia parecida.

Então, ao falar com alguém ou disseminar algo, preste atenção nos hábitos que se tem. Isso pode influenciar a vida.

Pensando que permanecem paradigmas e princípios entre aquilo que precisa ser feito e aquilo que acontece, ter coerência e eficiência são predicados relevantes nos relacionamentos satisfatórios com as pessoas que circulam a vida.

Objetivos Profissionais

Para haver sucesso, o fruto está em como são traçados objetivos profissionais que se opunham a conceitos, popularmente veiculados pela mídia. Tem-se que realizar tarefas que estão contra sua vontade para de almejar o alcance ao sucesso na carreira, como ficar até mais tarde no emprego.

Talvez, outrora de hábitos rotineiros em semear e semear e não cultivar, ou semear e semear e não colher, como jogar 25 anos em jogos de azar e nunca ganhar uma única vez o maior prêmio, a visão sobre a semeadura seja um pouco enviesada. No entanto, trabalhar continua sendo e ocupando um papel solidificador na vida e mente das pessoas. Traz motivação, revela caráter e marca técnicas de relações humanas.

A felicidade é importante e ocorre sempre ao ter uma mudança de contexto. Nada é instantâneo, contudo, ter esse momento é considerável pois, constitui e impulsiona uma transformação qualitativa. Já em condições crônicas de um problema, onde um sintoma agudo tende a se manifestar intermitentemente, quanto maior é a concentração na resolução da questão em doses rápidas de alívio da dor, mais tal atitude piora o quadro a longo prazo por ter caráter permanente.

Dessa forma, alguns especialistas afirmam que os problemas significativos podem ser encarados com pensamentos similares a situação em questão. Para tanto, é preciso olhar de dentro para fora, em um processo longo de crescimento e renovação para o amadurecimento e independência. Não é fácil, por mais que pareça. Há inúmeras pessoas presas em fraquezas pessoais e opiniões alheias, imobilizadas e estagnadas pela irresponsabilidade.

cada um colhe o que planta

O amadurecimento é interdependente e gradual. Paulatinamente a mudança é ascendente. A autoconsciência é outro elemento que nos ajuda a ponderar as coisas e pessoas. Por sua vez, a proatividade é responsável pela iniciativa de fazer com que algo aconteça.

Pesquisas indicam que o ser humano é proativo por natureza, sendo ele capaz de decidir se pode agir assim ou não. A noção de reatividade é bem-vinda, ou seja, a pessoa é afetada pelo meio que habita e retribui na mesma moeda.

Iniciativa é importante

Outro fator importante é ter iniciativa. Quer dizer saber reconhecer a responsabilidade sobre algo que precisa ser concretizado, criando equilíbrio eficaz na vida. Não quer dizer que não haja preocupações ou frustrações, só que isso não determinará o que irá acontecer no futuro.

Por conseguinte, quando se assume erros do passado, consegue-se enxergar pormenores que não havia elucubrado anteriormente. À medida que se assume compromisso com o íntimo, cumprem-se responsabilidades de equilíbrio e crescimento.

Sabe-se que é necessário ter eficácia para colher o que se planta e para tal há 4 pontos:

  • Segurança: representa a identidade e a estabilidade emocional;
  • Sabedoria: é a perspectiva de vida e senso de equilíbrio;
  • Orientação: são os critérios que influenciam decisões e atitudes;
  • Poder: é a energia vital para se conquistar as coisas.

O tempo ocupa a missão urgente de impor a necessidade de aprendizado administrativo. Chama a atenção imediata para a reflexão de que nem tudo acontece na hora e local que se deseja. Assim como, o tempo é uma incógnita na vida de todos, mas uma certeza em certos momentos, é sabido o quanto é correto valorizar seu significado e dualismo.

Aprenda a dizer não!

Há períodos que se precisa saber dizer não e isso faz parte da jornada como pontualidade de um determinante saudável para si e para o outro. Expectativas sempre virão em relação a outras pessoas, mas na verdade isso faz parte apenas.

O mais importante é seguir em frente com os objetivos bem definidos e cultivar a semeadura. Cuidar de tempos em tempos é tarefa árdua, jaz manutenção que requer inteligência com compaixão.

Por último, é complexo dissertar acerca do comportamento humano em tão poucas palavras. Estudiosos se esforçam cada vez mais para compreender esse mecanismo de mudança e ativação cerebral que envolve a atividade pela busca do aprendizado e da colheita. É enriquecedor esse campo para a ciência e tem sido bastante próspero para sociedade.

Pessoas de diferentes culturas, gêneros e idades podem trabalhar suas faculdades mentais atualmente e desenvolver habilidades e além do mais descobrir que é possível, estudar um conteúdo novo ou tão desejado, plantando uma semente que crescerá e poderá dar frutos maravilhosos em sua e na vida de outras pessoas.

Afinal, sonhar é o caminho mais bonito, sincero e fidedigno que se tem para alimentar a energia do corpo e da mente ávida pelo amor da criação de uma ideia a ser lapidada como um diamante que precisa ser esculpido e polido por um longo tempo.

REFERÊNCIAS:

1. COVEY, S. R. Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, 2017.

Quando buscar apoio estruturado

Sofrimento persistente que interfere no sono, no trabalho, nos estudos, nas relações ou no autocuidado justifica procurar ajuda.

SinalLeitura clínica
Sintoma persistentePede avaliação quando dura semanas ou volta em ciclos.
EvitaçãoMostra que o medo ou desânimo está comandando escolhas.
Uso de álcool ou remédios para suportar o diaAumenta risco e pode mascarar o quadro.
Pensamentos de morteExigem apoio imediato e rede de segurança.

O cuidado pode combinar psicoterapia, ajustes de rotina, tratamento de sono, revisão de substâncias, suporte familiar e avaliação médica quando há depressão, pânico, risco ou sintomas físicos associados.

Fontes úteis

Fontes de apoio: WHO: mental health at work | CDC/NIOSH: stress at work

Arquivado em: Psicologia

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