Pangastrite Enantematosa Leve

Resumo: O que é Pangastrite?

Trata-se de uma inflamação no revestimento estomacal. O diagnóstico é feito por meio de um exame chamado endoscopia digestiva.

Causas

Pode ocorrer por má alimentação, uso de bebidas alcoólicas, não ingerir alimentos por longos períodos, por medicamentos anti-inflamatórios, por infecção da bactéria Helicobacter pylori e também em ocasião de pacientes, doenças autoimunes como a Doença de Crohn e colite ulcerativa.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são: falta de apetite, dor na região estomacal, sensação de queimação acompanhada ou não de refluxos ácidos, náuseas e vômitos.

Sintomas de pangastrite
Dor abdominal superior
Náuseas e vômitos
Perda de apetite
Perda de peso
Azia
Inchaço
Fadiga
Indigestão
Arroto

Tratamento

O tratamento consiste no uso de antibióticos e de protetores gástricos, como o omeprazol. Alguns Médicos optam pelo tratamento em casos mais leves com a Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia).

Também podem ser associados medicamentos como bromoprida (para reduzir os refluxos e a sensação de náusea), além de medicamentos à base de magnésio para evitar a queimação estomacal, como a magnésia bisurada.

Além disso, é importante que o paciente adote uma dieta saudável, evitando refrigerantes, bebidas alcoólicas, gorduras e frituras, embutidos, cafeína, frutas ácidas e ficar longos períodos em jejum.

Para pacientes contaminados com a bactéria Helicobacter pylori o tratamento é feito com o uso da associação de dois antibióticos: a claritromicina e a amoxicilina, sendo o esquema terapêutico Amoxicilina 1g de 12/12 horas associada a Claritromicina 500mg de 12/12 horas por quatorze dias.

O tratamento com omeprazol, esomeprazol, pantoprazol ou outro protetor gástrico deve ser feito em jejum, uma hora antes das refeições ou duas horas após consumir o alimento, para que o revestimento estomacal possa ser restabelecido.


O que é?

O tema da discussão de hoje é uma doença muito comum que afeta grande parte da população mundial. Seja por hábitos inadequados, estresse, patologias associadas ou causas medicamentosas, a pangastrite é extremamente desconfortável para os pacientes acometidos por ela.

É uma inflamação que se dá ao longo do revestimento estomacal. O diagnóstico é feito por meio de um exame chamado endoscopia digestiva.


Causas da Pangastrite Enantematosa Leve

A Pangastrite Enantematosa Leve  pode ocorrer por diversas causas, como:

  • Má alimentação;
  • Uso de bebidas alcoólicas;
  • Não ingerir alimentos por longos períodos;
  • Por medicamentos anti-inflamatórios;
  • Por infecção da bactéria Helicobacter pylori; e
  • Também em ocasião de pacientes doenças autoimunes como a Doença de Crohn e colite ulcerativa.

H. Pylori e Pangastrite

Pesquisas de artigos publicados pela SciELO apontam que a bactéria Helicobacter pylori está presente em 60 a 80% dos estômagos humanos no mundo todo.

Os sintomas mais comuns da  Pangastrite Enantematosa Leve são: falta de apetite, dor na região estomacal, sensação de queimação acompanhada ou não de refluxos ácidos, náuseas e vômitos.

Não é em todos os casos que os pacientes apresentam episódios de vômitos, mas o desconforto estomacal é comum à grande maioria. Alguns pacientes relatam que sentem desconfortos mais pontuais quando ingerem alimentos após grandes períodos em jejum.


Diagnóstico da Pangastrite

O diagnóstico é por meio de um exame de imagem, chamado de endoscopia digestiva, onde o paciente deve ficar em jejum absoluto e ao dirigir-se ao local da realização do exame será sedado e por via oral será inserido o equipamento que possui uma câmera, a qual irá visualizar todo o tecido estomacal do paciente.

Benefícios da endoscopiaExplicação
DiagnósticoA endoscopia é usada para ajudar a diagnosticar uma variedade de condições, incluindo distúrbios digestivos e respiratórios, bem como câncer.
TratamentoA endoscopia também pode ser usada para tratar certas condições, como remoção de pólipos, reparação de rasgos no esôfago ou injeção de medicamentos.
Triagem de doençasA endoscopia pode ser usada para triagem de certas doenças, como câncer de cólon ou esôfago de Barrett.
Reduzir o risco de complicaçõesAo diagnosticar e tratar doenças precocemente, a endoscopia pode ajudar a reduzir o risco de complicações futuras.
Monitoramento de condições crônicasA endoscopia também pode ser usada para monitorar condições crônicas, como distúrbios do sistema digestivo.
Alívio da dorEm alguns casos, a endoscopia pode proporcionar alívio imediato da dor, como a remoção de cálculos biliares da vesícula biliar.
Detecção Precoce do CâncerA endoscopia pode ser usada para detectar certos tipos de câncer, como o câncer colorretal, em um estágio inicial, permitindo o tratamento precoce.
endoscopia

Precisa de Biópsia?

Em alguns casos, quando há alterações no tecido pode ser solicitada uma biópsia para que se veja se há alguma neoformação indicativa de câncer, por exemplo.


Opções de tratamento

O tratamento consiste no uso de antibióticos e de protetores gástricos, como o omeprazol. Alguns Médicos optam pelo tratamento em casos mais leves com a Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia).

Também podem ser associados medicamentos como bromoprida (para reduzir os refluxos e a sensação de náusea), além de medicamentos à base de magnésio para evitar a queimação estomacal, como a magnésia bisurada.

Além disso, é importante que o paciente adote uma dieta saudável evitando refrigerantes, bebidas alcoólicas, gorduras e frituras, embutidos, cafeína, frutas ácidas e ficar longos períodos em jejum.

Para pacientes contaminados com a bactéria Helicobacter pylori o tratamento é feito com o uso da associação de dois antibióticos: a claritromicina e a amoxicilina, sendo o esquema terapêutico Amoxicilina 1g de 12/12 horas associada a Claritromicina 500mg de 12/12 horas por quatorze dias.

O tratamento com omeprazol ou outro protetor gástrico deve ser feito em jejum, uma hora antes das refeições ou duas horas após consumir o alimento, para que o revestimento estomacal possa ser restabelecido.

Em relação ao questionamento sobre ser um problema solucionável, é importante que se tenha atenção ao fato de que é um problema que pode facilmente reincidir.

Os hábitos alimentares e estilo de vida devem ser revistos e outro ponto importante é a recontaminação pela bactéria Helicobacter pylori. Além da adoção de hábitos saudáveis, os pacientes precisam fazer a higienização correta das mãos e dos alimentos.

Recomenda-se que façam a higienização de frutas, legumes e verduras com soluções próprias, como o hipoclorito, facilmente encontrado nos supermercados e nas farmácias dos postos de saúde. Os postos de saúde distribuem gratuitamente o hipoclorito para a população.

É extremamente importante que ao observar os sintomas citados o paciente procure apoio médico, geralmente por meio do profissional gastroenterologista.

Caso a pangastrite não seja tratada adequadamente, alguns pacientes acabam evoluindo rapidamente para o estágio moderado e até mesmo grave da doença, tornando o tratamento mais difícil e os sintomas mais incômodos.

Fezes escurecidas, urina escurecida e presença de sangue no vômito e/ou tosse, podem indicar sangramento gástrico.

Ou seja, o tratamento médico é indispensável e o paciente corre riscos de agravamentos irreversíveis como o óbito.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM 158074 / RQE 65523, 65524 | Médico especialista em Acupuntura e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

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CRM 158074 / RQE 65523, 65524 | Médico especialista em Acupuntura e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

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