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D-Dímero: conheça este importante exame na era covid!

22 de setembro de 2022 by Dr. João Arthur Ferreira

Resposta direta: D-dímero é um exame de sangue que ajuda a avaliar se há formação e degradação de coágulos no corpo. Ele tem utilidade para descartar trombose ou embolia pulmonar em pessoas com baixa probabilidade clínica, mas um resultado alto não confirma sozinho onde há coágulo nem qual é a causa.

Por que o número isolado engana

D-dímero pode subir por trombose, embolia, cirurgia recente, trauma, infecção, inflamação, câncer, gravidez, idade avançada e outras situações. Por isso, o resultado deve ser interpretado junto com sintomas, exame físico, risco individual e, quando indicado, ultrassom, angiotomografia ou outros exames.

ResultadoComo usar com segurança
Baixo em pessoa de baixo riscoPode ajudar a afastar coágulo conforme protocolo.
AltoNão confirma diagnóstico; pede contexto e possível imagem.
Após cirurgia/infecçãoPode estar elevado sem trombose.
Com falta de ar ou dor na pernaNão esperar apenas pelo exame.

Sinais que mudam a urgência

Falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue, desmaio, perna inchada e dolorida de um lado, batimento muito acelerado, confusão ou queda de saturação exigem avaliação rápida. D-dímero é ferramenta de decisão, não exame para autoexcluir emergência.

Sobre D-Dímero: conheça este importante exame na era covid!: não interprete o resultado isoladamente. O achado precisa ser comparado com o motivo do pedido, sintomas, medicamentos, idade, exames anteriores e valores de referência do laboratório. Uma alteração pequena pode ter significado diferente de uma mudança persistente ou acompanhada de sintomas.

Provavelmente você nunca tinha ouvido falar do exame D-Dímero antes da pandemia da covid-19.

O que é o marcador D-Dímero?

O D-Dímero é um marcador biológico presente no sangue quando há degradação da fibrina, uma proteína que constitui os coágulos sanguíneos.

Ou seja, a presença de fibrina indica a formação de coágulos de sangue no organismo.

Assim, o D-Dímero é um exame complementar amplamente usado para a definição de diagnóstico de inúmeras doenças, entretanto o seu principal uso ocorre na triagem de pacientes com problemas vasculares.

Por que o exame D-Dímero é solicitado?

Este exame pode ser indicado em caso de suspeita de doença vascular ou para pacientes assintomáticos com fatores de risco (diabetes, hipertensão arterial, etc).

Dessa forma, o marcador D-Dímero é essencial para auxiliar no diagnóstico de complicações vasculares, tais como:

  • Trombose venosa profunda (TVP);
  • Tromboembolismo pulmonar (TEP);
  • Coagulação intravascular disseminada (CID).

Conheça agora um pouco mais dessas patologias vasculares.

D-Dímero: conheça este importante exame na era covid

Trombose venosa profunda (TVP)

É uma doença vascular relativamente comum, caracterizadas pela formação de trombos no sistema venoso periférico.

A formação dos trombos obstrui o vaso sanguíneo e compromete o fluxo de sangue local podendo ocasionar inchaço, dor e complicações mais graves como a embolia pulmonar.

O uso do teste D-Dímero auxilia no diagnóstico da trombose venosa profunda (TVP), mas por apresentar baixa especificidade são necessários outros exames para o diagnóstico da doença.

Tromboembolismo pulmonar (TEP)

Nesta patologia, há a presença de coágulos em uma ou mais artérias pulmonares.

Na maioria dos casos, os coágulos se originam em outras partes do corpo (principalmente nas pernas) e migram para o pulmão.

Os principais sintomas apresentados pelos pacientes com diagnóstico de TEP são a dispneia (falta de ar), dor no peito e fadiga.

Pacientes com suspeita de tromboembolismo pulmonar apresentam alterações séricas de D-Dímero no organismo, além de elevada concentração de heparina.

Assim, o teste rápido D-Dímero, junto com outros exames complementares, é considerado um índice preditivo e excludente para a suspeita de tromboembolismo pulmonar.

Coagulação intravascular disseminada (CID)

Esta doença ocorre com a ativação de cascatas de coagulação o que favorece a formação de trombos sanguíneos.

Em consequência, os trombos podem culminar na obstrução dos vasos, gerando uma isquemia que pode induzir à insuficiência múltipla dos órgãos.

A coagulação intravascular disseminada normalmente causa hemorragia, agravando o quadro clínico dos pacientes.

O diagnóstico da doença é confirmado quando há elevada quantidade de D-Dímero no plasma, sendo este um importante exame para o diagnóstico diferencial da CID.

trombose venosa profunda
Trombose venosa profunda ou coágulos de sangue. Embolia.


E quais são as vantagens do exame D-Dímero?

Veja porque este marcador é um importante instrumento de diagnóstico de doenças vasculares:

  • Coleta de amostra de sangue para a realização do exame realizada em laboratório;
  • Curto tempo para a emissão do resultado (aproximadamente 20 minutos);
  • Alta confiabilidade do teste;
  • Exame com alta sensibilidade para o diagnóstico de doenças;
  • Baixa razão de probabilidade negativa, isto é, apresenta segurança para o descarte ou confirmação de diagnósticos.

Destaca-se que, embora este exame tenha caráter de alta sensibilidade, a sua especificidade é baixa.

Isto significa que dependendo da hipótese diagnóstica outros exames específicos são necessários para o diagnóstico diferencial das doenças.


Teste rápido D-Dímero

A realização do teste rápido D-Dímero oferece agilidade no processo de triagem, diagnóstico e encaminhamento de pacientes.

O exame é efetuado com base em metodologia imunoenzimática de fluorescência projetado para quantificar os níveis de D-Dímero no sangue e, mais especificamente, no plasma humano.

O teste rápido proporciona:

  • Precisão do resultado a partir de uma única amostra de sangue;
  • Exclusão de hipóteses diagnósticas;
  • Segurança para o profissional da saúde estabelecer conduta ou encaminhar o paciente da melhor forma possível.

O resultado do exame apresenta os seguintes valores de referência:

  • Até 350ng/ml: resultado negativo para tromboembolismo;
  • Entre 351 e 500ng/ml: resultado intermediário que requer mais investigações clínicas;
  • Acima de 500ng/ml: resultado indica possível tromboembolismo e deve ser avaliado de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente.

teste rápido D-dímero


Importância do marcador D-Dímero na era da covid-19

O D-Dímero é um dos principais marcadores do processo inflamatório do vírus da covid-19.

Estudos recentes indicam que os níveis de D-Dímero são muito altos em pacientes com covid-19, especialmente os gravemente doentes (pacientes hospitalizados em enfermarias ou UTI).

Assim, este marcador ganhou relevância para o prognóstico da covid-19, passando a ser solicitado para todos os pacientes internados.

O aumento do D-Dímero pode ser explicado pela interação entre a resposta inflamatória e a ativação da coagulação.

E o que isto quer dizer?

Significa que os valores elevados de D-Dímero são um indicador de gravidade da infecção pelo vírus da covid-19!

Esta identificação é fundamental para:

  • Definir a conduta adequada de pacientes com medicamentos anticoagulantes;
  • Evitar a ocorrência de trombose nos alvéolos pulmonares.

Fique atento!

Esta leitura trouxe informações essenciais sobre o marcador D-Dímero e a sua utilização nos dias atuais.

Agora você já conhece a sua importância para o diagnóstico de doenças e para a prescrição de condutas terapêuticas adequadas.

Assim, o D-Dímero além de ser um excelente instrumento para confirmar ou refutar problemas vasculares, também tornou-se uma ferramenta essencial no prognóstico de pacientes com covid-19.

Se você se identificou com algum problema de saúde descrito neste artigo converse com o seu médico!

A realização do teste D-Dímero é uma opção vantajosa que oferece segurança e precisão no resultado.


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  • MedlinePlus: como entender resultados de exames
  • MedlinePlus: testes médicos
  • MedlinePlus: teste de D-dímero

Fontes úteis

1 – Uso do marcador D-Dímero no diagnóstico de trombose em mulheres. Disponível em <https://celer.ind.br/uso-do-marcador-d-dimero-no-diagnostico-de-trombose-em-mulheres/> Acesso em 16 de agosto de 2022.

2 – SILVA, R.C.L.; SOUZA, I.V.; PEREGRINO, A.A. Utilidade clínica de analisadores de ensaio D-Dímero Points-of-Care para exclusão de tromboembolismo pulmonar em pacientes com COVID-19. Global Academic Nursing Journal, v. 1, n. 3, 2020. Disponível em <https://globalacademicnursing.com/index.php/globacadnurs/article/view/99> Acesso em 16 de agosto de 2022.

3 – CORRER, C. Dímero-D no auxílio diagnóstico de trombose e outras condições associadas. Disponível em: <https://clinicarx.com.br/blog/dimero-d-trombose/> Acesso em 17 de agosto de 2022.

4 – A importância do Dímero D no acompanhamento da covid-19. Disponível em: < https://www.lustosa.com.br/dimero-d-acompanhamento-covid-19/#:~:text=exame%20simples%20pode%20alertar%20para,conforme%20estudo%20divulgado%20em%202021.> Acesso em 17 de agosto de 2022.

Fontes e leitura útil

  • Cleveland Clinic: D-dimer test
  • MedlinePlus: D-dimer test
  • NCBI Bookshelf: D-dimer test

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Lesão do lábio acetabular – O que é, Causas, sintomas e Tratamentos

22 de setembro de 2022 by Dr. Carlos Roberto Babá

Lesão do lábio acetabular é uma alteração no anel de fibrocartilagem que ajuda a estabilizar o quadril e pode causar dor profunda na virilha, estalos, travamento ou sensação de pinçamento. O diagnóstico não deve depender só da ressonância: sintomas, exame físico, impacto femoroacetabular, displasia, artrose inicial, tendões e coluna lombar precisam ser considerados juntos.

Por que o lábio acetabular dói

O lábio acetabular aumenta a profundidade do encaixe do quadril e ajuda a distribuir carga. Ele pode sofrer lesão por impacto femoroacetabular, displasia, trauma, movimentos repetidos em flexão e rotação, hipermobilidade ou degeneração. A dor costuma aparecer na virilha, mas também pode irradiar para lateral do quadril, glúteo ou coxa.

Nem toda lesão vista no exame é a causa principal da dor. Algumas pessoas têm alterações labrais sem sintomas importantes; outras têm dor por tendinopatia, bursite, artrose, pubalgia, hérnia, compressão nervosa ou dor lombar referida. Por isso, a história clínica e o exame físico definem se a imagem faz sentido.

PistaPossível leituraO que muda
Dor na virilha ao sentar/agacharPinçamento ou irritação intra-articular.Revisar flexão profunda e rotação.
Estalo doloroso e travamentoLesão labral ou conflito mecânico.Exame físico e imagem podem ser necessários.
Dor lateral ao deitarTendões glúteos ou bursite podem coexistir.Tratamento muda bastante.
Rigidez progressivaArtrose ou limitação estrutural.Cirurgia labral isolada pode não ser a resposta.

Como a avaliação é feita

A consulta investiga início, trauma, esporte, posição que piora, estalos, travamento, limitação para sentar, caminhar, correr, cruzar pernas ou entrar no carro. O exame observa mobilidade, força, teste de impacto, estabilidade, coluna lombar, marcha e dor em tendões ao redor do quadril.

Radiografias podem mostrar formato do fêmur e acetábulo, displasia, artrose ou sinais de impacto. Ressonância ou artro-ressonância pode avaliar o lábio, cartilagem e tecidos moles. O exame ideal depende da pergunta clínica: confirmar lesão, planejar cirurgia ou excluir outro diagnóstico.

Tratamento conservador e quando ele é insuficiente

O tratamento inicial pode incluir ajuste de atividades, fisioterapia, controle de carga, fortalecimento de glúteos e tronco, mobilidade sem pinçamento, correção de padrões de agachamento e corrida, além de analgesia conforme orientação. A meta é reduzir irritação intra-articular e melhorar controle do quadril.

Se há dor persistente, travamento, limitação importante ou impacto estrutural relevante, artroscopia pode ser discutida. A cirurgia pode reparar ou tratar o lábio, remodelar conflito ósseo e abordar cartilagem, mas o resultado depende de idade, artrose, tipo de lesão, técnica, reabilitação e seleção do paciente. Artrose avançada reduz chance de benefício de uma artroscopia isolada.

Começar: reduzir posições de pinçamento e treinar controle.
Investigar: artrose, displasia, impacto e dor lombar referida.
Operar? depende de sintomas, estrutura, cartilagem e falha do conservador.
Reabilitar: progressão de força antes de retorno esportivo.

Reabilitação depois da artroscopia

A recuperação é por fases. No início, controle de dor, proteção, marcha e amplitude segura. Depois entram força, controle neuromuscular, estabilidade pélvica, mobilidade funcional e retorno gradual ao esporte. Voltar cedo demais a flexão profunda, giro e impacto pode irritar o quadril.

O paciente deve saber quais movimentos evitar, quando largar muletas se usadas, quando dirigir, quando voltar ao trabalho e qual critério libera treino. Prazo sem critério funcional é frágil; a melhora precisa aparecer em caminhada, escada, sentar, agachar e gestos específicos do esporte.

Resumo prático

Lesão do lábio acetabular é uma hipótese importante em dor de virilha mecânica, mas não deve virar diagnóstico automático por laudo. A pergunta principal é se a lesão explica os sintomas e se existe fator estrutural mantendo o pinçamento. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico; em ambos, a qualidade da reabilitação pesa muito.

Procure avaliação mais rápida se houver incapacidade de apoiar, febre, dor após trauma importante, perda de força, dormência progressiva ou dor noturna intensa. Para quadros estáveis, organize o histórico de movimentos que pioram e de atividades que a dor impede.

Como diferenciar quadril de coluna e tendões

A dor do quadril intra-articular costuma ser profunda, muitas vezes na virilha, e piora em posições de flexão, rotação ou sentar prolongado. Dor lateral ao deitar pode apontar para tendinopatia glútea. Dor que desce abaixo do joelho, com formigamento ou choque, pode vir da coluna lombar ou de nervos. Essa distinção evita tratar uma lesão labral que não é a principal fonte dos sintomas.

Na prática, o exame físico tenta reproduzir a dor conhecida do paciente. Se um teste provoca desconforto diferente, ele não vale tanto. O diagnóstico bom combina localização, provocação, limitação, imagem e resposta ao tratamento inicial.

Expectativa realista antes de cirurgia

Quando a artroscopia é indicada, ela não termina no dia do procedimento. Reabilitação, controle de carga, restrição temporária de movimentos e retorno gradual são parte do resultado. Pacientes com artrose, cartilagem muito comprometida, displasia importante ou dor multifatorial podem ter benefício menor.

Também é necessário discutir trabalho e esporte. Quem trabalha sentado por horas pode precisar adaptar posição. Quem faz luta, dança, futebol ou corrida precisa de critérios de retorno. Dor menor, força simétrica, mobilidade funcional e tolerância a movimentos específicos são mais úteis do que uma data fixa.

O que observar durante o tratamento conservador

O tratamento conservador não deve ser apenas “tomar remédio e esperar”. Ele precisa testar hipóteses: a dor melhora ao evitar flexão profunda? Fortalecer glúteos reduz pinçamento? A mobilidade de tornozelo, coluna e quadril muda o agachamento? A corrida piora por impacto, passada ou volume? Cada resposta orienta o próximo passo.

Se após um período bem conduzido a dor continua travando o quadril, limitando trabalho ou esporte, a conversa sobre infiltração diagnóstica, nova imagem ou artroscopia ganha mais sentido. O tempo sozinho não define falha; o que define é persistência de limitação apesar de intervenção coerente.

O que levar para uma segunda opinião

Leve laudos e imagens, não apenas o texto do exame. Informe quais movimentos pioram, que tratamento já foi feito, por quanto tempo, que exercícios provocaram dor e que atividades são prioridade. Uma segunda opinião boa não olha só para a palavra “lesão labral”; ela tenta responder se a lesão é clinicamente relevante e qual caminho tem melhor relação benefício-risco.

As lesões no quadril aumentaram expressivamente nas últimas décadas.

Na leitura deste texto você compreenderá o que é o lábio acetabular e as lesões no quadril associadas a esta estrutura.

Assim, saberá como diagnosticar uma lesão no quadril e as formas de tratamento.

Vamos começar!

O que é lábio acetabular?

funcoes-labro

Termo pouco conhecido, o lábio (ou labrum) acetabular é uma estrutura fibrocartilaginosa localizada na margem do acetábulo (cavidade da articulação do quadril).

É uma superfície côncava formada pelos ossos pélvicos (ísquio, ílio e pélvis) e está associada à estabilidade e propriocepção do quadril.

Apresenta as seguintes funções:

  • Estabilização do quadril;
  • Vedação da articulação;
  • Minimização de impactos no quadril;
  • Lubrificação da articulação.

Lesões do lábio acetabular

A maioria das lesões no quadril são causadas pelo impacto femeroacetabular (IFA).

O IFA ocorre devido ao desgaste entre a cabeça e o encaixe da articulação do quadril, resultando em limitação da mobilidade, desconforto e dor.

Esta lesão pode ocorrer de três formas:

  • Cam: onde há uma anormalidade na cabeça femoral;
  • Pincer: há uma cobertura excessiva acetabular;
  • Misto: apresenta características de ambos.

O impacto femeroacetabular tem etiologia genética e ambiental, atingindo principalmente pessoas que praticam atividades físicas intensas e esportistas.

É também a principal causa de osteoartrose do quadril em pessoas jovens.

Outras lesões no quadril podem ocorrer em razão de:

  • Traumatismo;
  • Frouxidão articular;
  • Hipermobilidade;
  • Displasia do quadril;
  • Degeneração articular.

Sintomas da lesão do lábio acetabular

lesao-labrao

Conheça agora os principais sintomas que caracterizam a lesão do labrum:

  • Dor na virilha;
  • Dor no glúteo e na parte de trás da coxa;
  • Sensação de bloqueio articular ao movimentar-se;
  • Limitação da mobilidade natural do quadril.

A dor na região do púbis é usualmente descrita pelos pacientes como profunda, podendo irradiar para a lateral e parte interna da coxa.

Você reconhece esses sintomas?

Pois saiba que, em muitos casos, a lesão do labrum é confundida com lesões musculares ou hérnia inguinal.

lesão do lábio acetabular

Além disso, quando não tratada adequadamente, a lesão do labrum acetabular pode causar:

  • Alterações degenerativas da articulação coxofemoral (desgaste da articulação do quadril);
  • Piora do sintoma de dor;
  • Restrição dos movimentos e da funcionalidade física.

 Portanto, o diagnóstico é fundamental para prevenir o agravamento da lesão acetabular.

Diagnóstico

diagnóstico

O médico ortopedista é o profissional habilitado para efetuar o diagnóstico da lesão acetabular.

Através da história clínica do paciente e de um exame físico cuidadoso, o médico poderá solicitar exames de imagem para confirmar a lesão.

Assim, o diagnóstico diferencial pode ser complementado pelo estudo de exames de imagem:

  • Radiografia: para análise da parte óssea;
  • Ressonância magnética: para confirmar a lesão do labrum acetabular em si;
  • Tomografia computadorizada: para identificar o mecanismo da lesão;
  • Artrografia: para avaliar as articulações do quadril.

O médico indicará os exames mais apropriados de acordo com a singularidade dos sintomas manifestados e estilo de vida do paciente.

Então você já sabe que um histórico detalhado associado ao exame físico minucioso e a avaliação pradronizada dos exames de imagem são essenciais para o diagnóstico diferencial do impacto femoroacetabular.

Dessa forma, o médico escolherá a opção mais adequada entre as alternativas de tratamento.

Tratamento da lesão do lábio acetabular

lesao-no-labio-acetabular-tratamento

O tratamento conservador, caracterizado pelo uso de anti-inflamatórios e analgésicos, auxilia na melhora da queixa álgica do paciente.

A fisioterapia pode ser indicada quando a lesão é diagnosticada precocemente, com o objetivo de alívio da dor, aumento da força muscular dos flexores do quadril e melhora da função da mobilidade física.

A finalidade do tratamento fisioterápico é reduzir a dor e evitar mais danos na cartilagem do lábio acetabular através da modificação das atividades físicas do paciente.

Algumas alternativas de tratamento conservador podem ser consideradas pelo médico ortopedista, tais como:

  • Terapia combinada;
  • Laserterapia;
  • Liberação miofascial;
  • Mobilização articular.

De acordo com o grau da lesão e extensão das limitações de movimento, o tratamento cirúrgico é necessário.

Assim, a abordagem cirúrgica será definida de acordo com a complexidade do impacto femoroacetabular.

As técnicas mais utilizadas atualmente são:

  • Artroscopia:
  • Luxação cirúrgica:
  • Osteotomia periacetabular.

Independente da técnica de escolha, o intuito do procedimento cirúrgico é a correção de deformidades ósseas e o tratamento da lesão do lábio acetabular.

Estudos demonstram que a cirurgia apresenta bons resultados para a reabilitação e melhora na qualidade de vida dos pacientes.

O pilates e a fisioterapia podem ser indicados como tratamento pré-cirúrgico, para fortalecer a resistência muscular do paciente, bem como no período pós-operatório, conforme a prescrição médica.

Fique ligado!

Este texto trouxe informações valiosas sobre a lesão acetabular, seus principais sintomas e a importância do diagnóstico e tratamento.

Lembre-se que o impacto femeroacetabular é um importante precursor no desenvolvimento de artrose de quadril.

Assim, a melhor forma de prevenção ainda é o diagnóstico precoce e a definição de tratamento adequado segundo a singularidade de cada caso.

Agora que você já sabe o caminho, busque a avaliação do médico ortopedista!

O diagnóstico correto é fundamental para a melhora do quadro clínico e para o resgate da qualidade de vida.

Deixe nos comentários as suas dúvidas e sugestões e compartilhe este texto: assim você pode ajudar outras pessoas na busca de tratamento e reabilitação.

Fontes úteis

  • Cleveland Clinic: hip labral tear
  • AAOS: hip arthroscopy
  • PMC: rehabilitation after acetabular labral repair
  • NCBI Bookshelf: Hip Labral Tear

1 – EJNISMAN, L.; JUNIOR, W.R.; QUEIROZ, M.C. Impacto femoroacetabular e lesão do lábio acetabular – Parte 1: Fisiologia e biomecânica. Rev Bras Ortop, v. 55, n. 5, p. 518-522, 2020. Disponível em: < http://www.rbo.org.br/detalhes/4351/pt-BR>  Acesso em 04 de agosto de 2022.

2 – REBOLLEDO, D. Descubra o que é labrum acetabular. 2020. Acesso em 04 de agosto de 2022.

3 – JUNIOR, L.L.C.; DIONÍSIO, F.N. Atuação da fisioterapia na lesão de labrum acetabular: revisão bibliográfica. Rev. Ibirapuera, n. 12, p. 26-33, São Paulo, 2016. Disponível em: https://www.ibirapuera.br Acesso em 04 de agosto de 2022.

4 – RECH, J.A. Lesão do “labrum” acetabular: diagnóstico por imagem. Rev Bras Ortop, v. 38, n. 7, 2003. Disponível em: < https://www.rbo.org.br/detalhes/448/pt-BR/lesao-do–labrum–acetabular–diagnostico-por-imagem-> Acesso em 05 de agosto de 2022.

5 – EJNISMAN, L.; JUNIOR, W.R.; QUEIROZ, M.C. Impacto femoroacetabular e lesão do lábio acetabular – Parte 3: Tratamento cirúrgico. Rev Bras Ortop, v. 55, n. 5, p. 532-536, 2020. Disponível em: < http://www.rbo.org.br/detalhes/4353/pt-BR> Acesso em 05 de agosto de 2022.

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Fitoterápicos na menopausa: benefícios e cuidados

22 de setembro de 2022 by Renato Fernandes da Silva

Fitoterápicos podem ser procurados para ondas de calor, sono, humor e sintomas da menopausa, mas não devem ser vendidos como solução garantida. A evidência varia muito entre plantas, doses e produtos. Menopausa também não é uma única queixa: fogachos, ressecamento vaginal, sangramento, sono e humor pedem decisões diferentes.

Antes de escolher um produto, é importante separar sintoma leve de sinal que exige avaliação. Sangramento após menopausa, dor pélvica, perda de peso sem explicação, depressão importante, insônia grave e sintomas urinários recorrentes não devem ser tratados apenas com fitoterápico.

O que comparar antes de usar

ProdutoQuestão práticaCuidado
Black cohoshUsado para fogachos em alguns estudos.Discutir fígado e qualidade do produto.
Trevo vermelhoContém isoflavonas.Cautela em câncer hormônio-sensível.
Soja/isoflavonasPode ser considerada em alguns perfis.Não trata sinais de gravidade.
MisturasDifíceis de interpretar.Mais risco de interação.

Quando fitoterápico não basta

Se fogachos atrapalham sono e trabalho, se há dor na relação, infecções urinárias recorrentes ou queda importante de qualidade de vida, vale discutir opções com melhor evidência para cada sintoma. Às vezes o tratamento local vaginal, terapia hormonal, antidepressivos específicos ou medidas comportamentais fazem mais sentido do que uma planta.

Informe histórico de câncer de mama, trombose, doença hepática, uso de anticoagulantes, antidepressivos, remédios de pressão e suplementos. Produtos naturais também podem ter efeito biológico, e isso é justamente o motivo para avaliar risco.

O acompanhamento deve ter critério: intensidade dos fogachos, sono, humor, sintomas vaginais, efeitos adversos e prazo para decidir se continua. Sem isso, a pessoa pode usar algo por meses sem benefício claro.

Também não coloque todos os sintomas na conta da menopausa. Palpitações, perda de peso, sangramento, dor, tristeza persistente e queda importante de energia podem ter outras causas. Fitoterápicos podem parecer uma escolha leve, mas ainda precisam caber em um raciocínio clínico.

A menopausa compreende o estágio da vida das mulheres em que ocorrem alterações estruturais e fisiológicas nas funções dos ovários.

Neste período o número de folículos ovarianos diminuem a cada ano, sendo marcado pelo início da fase, onde a queda dos hormônios progesterona e estrogênio é acentuada. 

Além disso, ocorre aumento dos hormônios LH e FSH, contribuindo para o desaparecimento dos ciclos menstruais, além de muitos sintomas indesejados.

Dentre os sintomas mais comuns que aparecem em mulheres na menopausa estão:

  • Ondas de calor;
  • Suor noturno;
  • Náuseas;
  • Falta de concentração;
  • Ansiedade;
  • Compulsão alimentar;
  • Depressão;
  • Insônia.

Uso de fitoterápicos na menopausa: Como eles podem ajudar?

Na tentativa de diminuir os efeitos dos sintomas associados à menopausa, a fitoterapia tem sido uma grande aliada.

Através de substâncias e compostos ativos com propriedades medicinais, alguns fitoterápicos têm sido prescritos por médicos e nutricionistas há anos.

Por isso, neste artigo você verá quais são os principais fitoterápicos benéficos durante a menopausa.

Trevo-vermelho (Trifolium pratense L.)

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O trevo-vermelho é uma planta de destaque quando o assunto é alívio de sintomas da menopausa.

Este fitoterápico possui compostos bioativos importantes como genisteína, kaempferol, quercetina e isoramnetina.

Estas substâncias compreendem os flavonóides e os isoflavonóides, onde o alívio de sintomas como as ondas de calor e suor noturno são alguns dos benefícios proporcionados.

Através do trevo vermelho, as mulheres podem atenuar esses sintomas desde que observadas algumas ressalvas:

  1. Não pode ser utilizado em conjunto de outros medicamentos das terapias de reposição hormonal;
  2. Não deve ser utilizado por mulheres com histórico de câncer na genética familiar;
  3. É contra-indicado na fase de gravidez e lactação;
  4. Deve ser utilizado com cautela por mulheres que fazem o uso de anticoagulantes.

Caso você não se encaixe em nenhuma dessas situações, o trevo-vermelho é apenas  uma das opções para alívio dos sintomas.

A prescrição de trevo vermelho se dá na forma de extrato seco a 8% ( com cápsulas que variam de 500 a 1000 mg/dia).

As isoflavonas correspondem de 40 a 80 mg por cada cápsula de trevo-vermelho prescrita pelo médico.

Vitex (Vitex Agnus Castus)

O Vitex é um fitoterápico indicado para tratar as irregularidades do ciclo da menopausa. Assim, é opção válida para intervalos muito grandes, intervalos pequenos e para os intervalos de ausência de menstruação ocorridos no período.

Esta planta inibe a liberação do FSH (Hormônio Folículo Estimulante) ao mesmo tempo em que libera maiores frações do LH (Hormônio Luteinizante).

Essas condições permitem aumento dos níveis de progesterona, com consequente normalização dos níveis de prolactina.

Então, esses eventos contribuem para a melhora dos sintomas da menopausa, sendo útil também para alívio de sintomas da TPM.  

Entretanto, o Vitex é contra-indicado para mulheres que estão fazendo terapia de reposição hormonal, gestantes ou aquelas que fazem uso de antidepressivos.

A dose mais utilizada é a forma de extrato seco padronizado a 0,5%, em cápsulas de 20 a 400 mg, que devem ser tomadas de 1 a 2 vezes ao dia.

Hipérico ou Erva de São João (Hypericum Perforatum)

Hypericum

O Hipérico é indicado para alívio dos sintomas relacionados à depressão, ansiedade e distúrbios do sono no período da menopausa. 

Contém resinas, mucilagens, alcalóides vasoconstritores, taninos, saponinas e ácido hidrociânico na composição.

A hiperforina e hipericina existentes no hipérico conseguem atuar no sistema nervoso central, relaxando a mente e promovendo funcionamento adequado do cérebro.

Além disso, o hipérico contribui para a sensação de bem-estar, alívio de dores de cabeça e redução de dores musculares.

O extrato seco padrão é de 0,3% e as cápsulas em média correspondem a 300 mg. Deve ser utilizado até 3 vezes ao dia.

Contudo, é contra-indicado para mulheres hipertensas, diabéticas ou que possuam doenças hepáticas preexistentes.

Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.) 

Excelente alternativa para a regulação hormonal no período da menopausa, contribuindo para a diminuição ou encerramento dos sintomas associados.

Seu principal composto é o ácido glicirrízico, um flavonóide que consegue manter os níveis hormonais adequados nessa fase.

A indicação é para uso diário de cápsulas que podem variar de 0,2 mg a 1 grama por dia em extrato seco de 5%.

Além disso, o alcaçuz não deve ser utilizado por mulheres hipertensas, diabéticas, com insuficiência renal ou neoplasias hormônio-dependentes.

As substâncias estrogênicas são muitas, portanto, o alcaçuz não pode ser utilizado por mulheres gestantes. 

Por fim, quando a planta  é utilizada em conjunto de medicamentos corticoides e ciclofosfamida, tende a prolongar a ação desses medicamentos. 

Soja (Glycine max) 

A soja tem sido utilizada a anos para diminuir os efeitos e sintomas da menopausa como fogachos (ondas de calor) e sudorese excessiva.

Sendo assim, o Glycine max compreende o fitoterápico extraído dos grãos da planta, e deve ser utilizado diariamente.

Geralmente, o Glycine max contém cápsulas de 125 mg em extrato seco, onde as isoflavonas correspondem a 50 mg desse total.

O uso do fitoterápico ainda pode prolongar o período de ciclo menstrual nas mulheres no estágio de pré-menopausa.

Contudo, não deve ser utilizado por mulheres gestantes, lactantes ou acima de 65 anos.

Cimicifuga (Cimicifuga racemosa)

Também conhecida como Erva de São Cristóvão, a Cimicifuga alivia as dores no período pré-menstrual, além de ser útil pelas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas.

A planta ainda regula o ciclo menstrual na fase de pré-menopausa e diminui sintomas como insônia, ansiedade, depressão, ondas de calor, suores noturnos e dor de cabeça.

Sendo assim, pode ser consumida através de chá, tintura, cápsulas ou gotas. Em geral, a dosagem em cápsulas corresponde a 40 mg por comprimido.

Assim, a posologia não deve ser copiada de uma lista geral. Extrato, dose, duração, sintomas, fígado, pressão, remédios e histórico hormonal mudam a segurança.

Qual fitoterápico devo escolher?

A escolha do fitoterápico ideal para alívio de sintomas da menopausa deve ser feita em conjunto com o médico e/ou  nutricionista.

Antes de prescrever qualquer medicamento para tratamento dessa fase, o profissional vai avaliar sua saúde por completo, os medicamentos que você já utiliza e a existência de situações que interfiram na eficácia do fitoterápico de escolha.

Portanto, não tome qualquer fitoterápico para menopausa sem a consulta de um especialista antes, para evitar riscos e interações negativas com outros medicamentos.

Antes de tratar como solução natural

Fitoterápico não é isento de risco. Erva de São João pode interagir com antidepressivos, anticoncepcionais e vários medicamentos; alcaçuz pode elevar pressão e piorar retenção; cimicífuga exige atenção a sintomas hepáticos; isoflavonas e plantas com ação hormonal pedem cautela em câncer hormônio-sensível.

Sangramento pós-menopausa não deve ser tratado com fitoterápico. Esse sinal precisa de avaliação ginecológica, mesmo quando a pessoa também tem fogachos, insônia ou irritabilidade.

Fontes úteis

  • NCCIH: menopausal symptoms in depth
  • NCCIH: black cohosh
  • NCCIH: red clover

Arquivado em: Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Nutrição

6 semanas de gravidez são quantos meses?

22 de setembro de 2022 by Dra. Celia Yunes Portiolli

Seis semanas de gravidez correspondem ao começo do segundo mês, mas a contagem obstétrica é feita em semanas e dias. A idade gestacional geralmente parte da última menstruação, por isso não equivale exatamente ao tempo desde a concepção.

Seis semanas de gravidez correspondem ao início do segundo mês de gestação. A dúvida é comum porque a obstetrícia conta a gravidez por semanas e dias, não por meses fechados. Além disso, a idade gestacional geralmente começa no primeiro dia da última menstruação, não no dia provável da concepção. Por isso, quando uma pessoa está com 6 semanas, o embrião costuma ter se desenvolvido por menos tempo do que a contagem obstétrica parece sugerir.

Pessoa gestante segurando imagem de ultrassom

Por que isso importa

A duração média usada para estimar a data provável do parto é de 40 semanas, ou 280 dias, contados a partir da última menstruação. Como os meses têm durações diferentes, converter semanas em meses sempre será aproximado. Na prática clínica, é mais útil dizer 6 semanas e 0 dias, 6 semanas e 3 dias, e assim por diante, porque exames, sintomas esperados e decisões de acompanhamento usam essa precisão.

Na prática, essa precisão importa para interpretar ultrassom, sangramento, cólica, uso de medicamentos e data provável do parto. Se a última menstruação é incerta, os ciclos são irregulares ou houve reprodução assistida, a equipe pode usar o ultrassom inicial e a história clínica para ajustar a data.

Quadro de decisão rápida

SituaçãoComo interpretarConduta prática
1 a 4 semanasPrimeiro mês aproximado.Pode incluir período antes do atraso menstrual.
5 a 8 semanasSegundo mês aproximado.6 semanas ficam aqui.
9 a 13 semanasTerceiro mês aproximado.Final do primeiro trimestre se aproxima.
14 semanas em dianteInício do segundo trimestre.Acompanhamento segue por marcos semanais.

Sinais de alerta

Procure atendimento com urgência ou orientação profissional se houver:

  • sangramento intenso ou dor pélvica forte
  • tontura, desmaio ou dor no ombro associada a dor abdominal
  • febre, corrimento com mau cheiro ou dor ao urinar
  • vômitos persistentes com sinais de desidratação

Na dúvida, especialmente diante de piora rápida, sintomas neurológicos, falta de ar, dor no peito, desmaio, sangramento importante, reação alérgica ou sinais de infecção grave, é mais seguro procurar atendimento do que tentar resolver apenas em casa. Para temas não emergenciais, levar uma lista de dúvidas e medicamentos em uso torna a consulta mais produtiva.

Perguntas frequentes

6 semanas são um mês e meio?

Em matemática simples, sim; na gestação, costuma-se dizer início do segundo mês.

A data pode mudar no ultrassom?

Pode. O ultrassom inicial ajuda a estimar idade gestacional quando há ciclos irregulares ou dúvida sobre a última menstruação.

Devo contar pelo dia da relação?

Em geral, o padrão obstétrico usa a última menstruação ou a estimativa do ultrassom, não apenas o dia da relação.

O que observar no começo da gestação

Com 6 semanas, muitas pessoas ainda estão confirmando a gravidez e organizando o pré-natal. Náusea, sono, sensibilidade nas mamas e cólicas leves podem ocorrer, mas sangramento intenso, dor forte unilateral, tontura, desmaio, febre ou dor no ombro exigem avaliação, porque é preciso descartar complicações como gravidez ectópica ou abortamento. A ultrassonografia pode ter janelas específicas de melhor interpretação.

DúvidaOrientação geral
Já devo iniciar pré-natal?Sim, marque consulta assim que possível.
Posso tomar remédios habituais?Revise todos com obstetra.
Preciso de ácido fólico?Geralmente é recomendado, mas dose pode variar.
Sangramento é sempre normal?Não; intensidade e dor mudam urgência.

Leituras relacionadas: 37 semanas e 30 semanas de gestação.

O que costuma ser avaliado nessa fase

Por volta de 6 semanas, a consulta pode confirmar localização da gestação, sintomas, data provável, uso de ácido fólico, medicamentos em uso, doenças prévias e necessidade de ultrassom. Nem toda pessoa verá batimento no mesmo dia, porque pequenas diferenças na data mudam muito a imagem nessa fase.

Sangramento intenso, dor forte de um lado, tontura, desmaio, febre ou dor no ombro exigem avaliação rápida, especialmente antes de confirmar que a gestação está dentro do útero.

6 semanas pela última menstruaçãoÉ a contagem obstétrica usada para consultas e exames.
Concepção provávelCostuma ter ocorrido cerca de duas semanas depois da última menstruação em ciclos regulares.
Ultrassom inicialPode ajustar a data quando a menstruação é incerta ou o ciclo é irregular.

Se a pessoa usa anticoncepcional, teve sangramento irregular ou não lembra a data da última menstruação, não vale tentar fechar a conta sozinha. A idade gestacional deve ser registrada com a melhor informação disponível e revisada quando houver exame confiável.

Por que seis semanas não fecham um mês exato

Na prática obstétrica, semanas são mais úteis do que meses porque consultas, ultrassons e exames dependem de janelas específicas. Se a última menstruação é incerta, ciclos são irregulares ou houve sangramento, o ultrassom inicial pode ajudar a ajustar a idade gestacional. A conversão em meses serve para comunicação, mas não deve guiar decisões médicas sozinha.

DadoComo usar
DUMPrimeiro dia da última menstruação é a base mais comum da contagem.
Ultrassom inicialAjuda quando a data menstrual é incerta ou não combina com o exame.
Semanas e diasÉ a forma mais precisa para agendar exames e pré-natal.
SintomasDor forte, sangramento ou tontura mudam a urgência, independentemente do mês.

O que levar ao pré-natal

  • Anote a data da última menstruação e se os ciclos costumam ser regulares.
  • Leve resultados de teste, ultrassom, exames anteriores e medicamentos em uso.
  • Pergunte qual é a idade gestacional em semanas e dias e qual é a data provável do parto.
  • Procure avaliação se houver sangramento intenso, dor pélvica forte, desmaio ou febre.

Atenção: sangramento, dor unilateral intensa, desmaio ou piora importante no começo da gestação precisam de avaliação rápida para excluir complicações.

O que costuma estar acontecendo nessa fase

Por volta das primeiras 8 semanas, a gestação ainda está na fase embrionária. Estruturas iniciais do cérebro, coluna, coração, membros e órgãos começam a se formar, mas muita coisa ainda é pequena demais para interpretações simplistas. Ultrassom precoce precisa ser interpretado com data da última menstruação, regularidade dos ciclos e medida do embrião.

Dúvida comumResposta prática
6 semanas são 1 mês e meio?No calendário, sim aproximadamente; na obstetrícia, é início do segundo mês.
O embrião tem 6 semanas?Nem sempre; a contagem começa antes da concepção provável.
Ultrassom pode variar?Sim, especialmente quando ciclos são irregulares.

Fonte: ACOG: desenvolvimento fetal na gestação.

Fontes úteis

Conteúdo revisado editorialmente em 15/05/2026 para melhorar clareza, atualização, prudência clínica e utilidade prática. As fontes abaixo foram usadas para checar conceitos gerais, sinais de alerta e recomendações de segurança. Elas não substituem avaliação profissional individual.

  • https://www.acog.org/womens-health/faqs/when-pregnancy-goes-past-your-due-date
  • https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/getting-pregnant/in-depth/due-date-calculator/itt-20084955
  • https://medlineplus.gov/ency/article/002398.htm

Arquivado em: Ginecologia e Obstetrícia

Venvanse: indicação, ação e efeitos colaterais

22 de setembro de 2022 by Priscila Beraldo

Venvanse é uma marca de lisdexanfetamina, um estimulante do sistema nervoso central. Ele é usado para TDAH e, em alguns contextos, transtorno de compulsão alimentar periódica. Não deve ser usado como “melhorador de foco” casual, para estudar mais, emagrecer ou compensar sono ruim.

O medicamento é uma pró-droga: depois de absorvida, a lisdexanfetamina é convertida em dextroanfetamina. Isso ajuda a explicar por que pode melhorar atenção e impulsividade quando bem indicado, mas também por que pode causar insônia, perda de apetite, boca seca, ansiedade, aumento da pressão, palpitações e irritabilidade.

Efeito esperado ou efeito adverso?

SituaçãoInterpretaçãoO que revisar
Mais focoPode ser efeito terapêutico.Se há ganho real na função.
InsôniaEfeito comum de estimulante.Horário, dose e sono.
Perda de apetitePode ocorrer.Peso, nutrição e crescimento em crianças.
Palpitação ou ansiedade intensaReduz margem de segurança.Pressão, frequência cardíaca e interações.

Quando a revisão é importante

Informe histórico de pressão alta, arritmia, doença cardíaca, ansiedade intensa, bipolaridade, uso de antidepressivos, descongestionantes, estimulantes, álcool ou outras substâncias. Também relate perda de peso relevante, tiques, dor no peito, desmaio, irritabilidade fora do padrão ou piora do sono.

Em crianças e adolescentes, o acompanhamento deve olhar escola, comportamento, apetite, crescimento, sono e efeitos no fim do dia. Em adultos, vale observar produtividade real, ansiedade, sono, pressão e uso junto com cafeína.

Não interrompa ou aumente a dose por conta própria. Se o benefício aparece só nos primeiros dias ou vem acompanhado de insônia forte, irritação ou perda de apetite importante, o plano precisa ajuste clínico, não apenas insistência.

Também vale diferenciar melhora de sintoma de melhora de vida diária. Um bom acompanhamento pergunta se a pessoa organiza tarefas, termina atividades, dirige com segurança, come melhor e dorme melhor. Se o remédio melhora foco mas piora sono, apetite ou humor, o balanço precisa ser revisto.

Venvanse é um medicamento psicoestimulante usado em indicações específicas, com efeitos no sistema nervoso central. A leitura deve separar indicação, mecanismo, benefícios esperados, efeitos colaterais e sinais que pedem reavaliação médica.

É uma das medicações mais utilizadas atualmente para melhora da concentração e performance, diminuição da compulsão alimentar.

No entanto, há controvérsias com relação a eficácia, pois pode não funcionar para todos os pacientes, algumas pessoas podem apresentar piora na concentração ou aumentar o apetite, além de causar uma série de efeito colaterais e interações medicamentosas perigosas.

Quais são as indicações

Venvanse® pode ser indicado para uso pediátrico ou adulto, é aprovado para duas indicações maiores. A primeira é Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e a segunda Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP). Vale pontuar que o Venvanse® é parte do tratamento e que deve ser realizado acompanhamento terapêutico de maneira multiprofissional.

É utilizado para tratamento de falta de atenção a detalhes ou cometer erros por desatenção, não conseguir terminar as tarefas iniciadas, problemas com desempenho das atividades diárias, hábito de perder coisas, dificuldade em exercer atividades que exigem esforço mental constante.

Além disso, também apresenta quadros de melhora para pacientes que possuem uma desordem mental relacionada a dificuldade de parar após começar a comer, este tipo de paciente apresenta falta de controle no momento de se alimentar, e o Venvanse® auxilia neste controle, diminuindo episódios de compulsão e consequentemente colaborando com emagrecimento.

Além disso tem sido utilizado como um adjuvante com o objetivo de potencializar os antidepressivos no tratamento da depressão, no entanto são indicações off label, ou seja, não constam em bula.

Como ele age no organismo?

A lisdexanfetamina é um estimulante com efeito sobre vias de dopamina e noradrenalina, mas não deve ser explicada como uma versão “mais potente” de bupropiona. São medicamentos diferentes, com indicações, riscos e monitoramento próprios.

Quando bem indicado, o tratamento pode melhorar atenção, impulsividade e organização. A leitura não deve virar promessa de performance, prazer ou controle alimentar; apetite reduzido também pode ser efeito adverso e precisa acompanhamento.

A lisdexanfetamina é uma pró-droga convertida no organismo em dextroanfetamina. O início e a duração do efeito variam conforme dose, metabolismo, alimentação, sono e sensibilidade individual.

Que resposta o tratamento busca?

Uma resposta positiva deve aparecer como melhora funcional: mais organização, menos impulsividade, melhor conclusão de tarefas e menos prejuízo no estudo, trabalho ou rotina. Redução de apetite e perda de peso não devem ser tratadas como objetivo quando a indicação é TDAH.

foco

Por que foco e peso podem mudar

Em pessoas com ansiedade importante, bipolaridade, insônia ou irritabilidade, estimulantes podem piorar agitação, pensamento acelerado ou sono. Se a concentração piora depois do início, isso pode ser efeito adverso, dose inadequada, diagnóstico associado ou rotina de sono insuficiente.

Por esse motivo, histórico psiquiátrico, uso de antidepressivos, sono, pressão, apetite e comportamento alimentar devem ser revisados antes e durante o tratamento.

Efeitos colaterais e riscos

O maior risco do Venvanse®, é causar dependência, apesar de apresentar risco menor do que as outras anfetaminas, pois não é tão ativo, principalmente pelo tempo de metabolização do fármaco, fazendo com que o risco de dependência e abuso seja menor.

Além disso, devido aos efeitos estimulantes pode causar:

Problemas Gastrintestinais: constipação, diarreia, gosto desagradável na boca, boca seca

Sistema cardiovascular afetado: aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, taquicardia

Alterações no Sistema Nervoso Central (SNC): tremores, irritabilidade, euforia, inquietação, tontura, insônia.

Além disso, alguns efeitos menos frequentes são: dores de cabeça, dificuldade para adormecer, problemas na pele como espinhas ou vermelhidão, sudorese, bruxismo, alterações na libido.

headache

Como a dose deve ser acompanhada

A dose de lisdexanfetamina deve ser definida e acompanhada pelo médico, com revisão de benefício, apetite, sono, pressão, frequência cardíaca, humor, ansiedade, irritabilidade e risco de uso indevido. Não é adequado ajustar por conta própria porque o efeito “durou pouco” ou porque houve perda de peso.

O medicamento tem alerta para abuso, mau uso e dependência. Também não é indicado para emagrecimento. Em TDAH ou compulsão alimentar, o objetivo é função e controle clínico, não euforia.

Quais são as contraindicações?

O uso em crianças, adolescentes, adultos e idosos depende da indicação aprovada, idade, histórico cardiovascular, pressão, frequência cardíaca, sintomas psiquiátricos, risco de abuso e acompanhamento. Não é uma medicação “permitida para todos” apenas pela idade.

Além disso, não é aprovado o uso em gestantes e na fase de amamentação

Ainda sobre o uso pediátrico, é o medicamento utilizado como primeira linha para o tratamento de TDAH no Brasil.

Pacientes com históricos de abuso de drogas ilícitas ou que fazem uso de inibidores da monoamina oxidades (IMAOs) não é recomendado o uso, pois pode ocorrer crises de dependência e hipertensiva, respectivamente.

Descontinuação do dimesilato de lisdexanfetamina

O tratamento com Venvanse® na maioria dos casos se dá a longo prazo, e devido ao risco de a substância causar dependência, a descontinuação do tratamento deverá ser gradual.

Em determinadas situações, o médico poderá indicar uma pausa por um curto período a fim de contornar efeitos colaterais indesejados.

Fontes úteis

  • DailyMed: Vyvanse label
  • MedlinePlus: Lisdexamfetamine
  • NIMH: ADHD overview

Arquivado em: Clínica Médica, Farmácia, Psiquiatria

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