Resposta direta: Osteocondrite dissecante é uma lesão do osso abaixo da cartilagem, mais comum no joelho de crianças e adolescentes ativos. Dor com esporte, inchaço, travamento, estalos ou sensação de falseio merecem avaliação, porque a conduta depende de idade óssea, tamanho da lesão, estabilidade e presença de fragmento solto.
Fatos importantes
- A osteocondrite dissecante é um distúrbio articular no qual um pedaço de cartilagem e o osso subjacente se desprendem do resto da articulação.
- É mais comum em adolescentes e adultos jovens.
- A causa da osteocondrite dissecante é desconhecida.
- O sintoma mais comum é dor e inchaço na articulação afetada.
- As opções de tratamento incluem repouso, fisioterapia, medicamentos e cirurgia.
A osteocondrite dissecante é uma condição patológica que afeta o osso subcondral do joelho. Essa doença é mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens, com predominância no sexo masculino.
A osteocondrite dissecante pode afetar a cartilagem articular e levar a sintomas como dor, inchaço e a possível formação de corpos livres, além de sintomas mecânicos como bloqueio articular.
Quando não tratada, a osteocondrite dissecante pode levar a alterações degenerativas precoces na articulação.
A cirurgia pode ser necessária em casos mais graves, mas pode ajudar a melhorar os sintomas e permitir que o indivíduo recupere toda a amplitude de movimento na articulação afetada.
Causas da osteocondrite dissecante
A causa da osteocondrite dissecante não é completamente compreendida, mas fatores como predisposição genética, micro-traumas repetitivos e problemas circulatórios na área afetada podem estar envolvidos.
O fluxo sanguíneo reduzido para o final do osso afetado pode resultar de trauma repetitivo – pequenos episódios múltiplos de lesões menores e não reconhecidas que danificam o osso.
Pode haver um componente genético, tornando algumas pessoas mais propensas a desenvolver o distúrbio.
| Causa | Descrição |
|---|---|
| Trauma | Lesão na articulação ou esforço repetitivo pode causar uma fratura no osso e levar à osteocondrite dissecante. |
| Infecção | Certas infecções bacterianas e virais podem danificar a articulação e levar à osteocondrite dissecante. |
| Genética | Condições genéticas hereditárias podem fazer com que os ossos sejam formados de forma anormal, aumentando o risco de osteocondrite dissecante. |
| Anormalidades do fluxo sanguíneo | A falta de fluxo sanguíneo ou circulação na articulação pode causar a morte do osso e da cartilagem, levando à osteocondrite dissecante. |
Fatores de Risco

- Atividades Esportivas: Acredita-se que o trauma físico repetido seja um forte fator de risco para o desenvolvimento de osteocondrite dissecante. Atletas jovens expostos a lesões por esforços repetidos são relatados como tendo uma incidência maior. Esportes como ginástica, futebol, basquete, futebol, tênis, squash, beisebol e levantamento de peso podem colocar os participantes em maior risco de desenvolver a doença.
- Idade: pessoas entre 10 e 20 anos são mais comumente afetadas pela osteocondrite dissecante
- Sexo: o sexo masculino tem duas ou três vezes mais chances de desenvolver a patologia do que o sexo feminino.
Certos relatos de casos também sugerem predisposição genética. Algumas pessoas podem ter uma tendência maior a desenvolver osteocondrite dissecante em virtude de sua composição genética.
| Mecanismo | Explicação |
|---|---|
| Microfraturas | A osteocondrite dissecante pode ser causada por microfraturas na articulação afetada. |
| Estresse | O estresse excessivo ou trauma na articulação pode levar a uma fratura e ao desenvolvimento de osteocondrite dissecante. |
| Fluxo sanguíneo reduzido | O osso pode não estar recebendo um suprimento adequado de sangue, levando a um osso enfraquecido e a um risco aumentado de fratura. |
| Dano na cartilagem | Fragmentos de osso e cartilagem podem se soltar, causando dor e instabilidade na articulação afetada. |
Sintomas
Os sintomas da osteocondrite dissecante podem ser inicialmente leves ou até mesmo ausentes.
Em casos mais severos, sinais e sintomas incluem:
- Inicialmente, a dor pode ser leve.
- Dor e inchaço na articulação afetada que piora com a atividade
- Sensação de inchaço (edema) local
- Bloqueio e “travamento” do joelho
- Uma sensação de “falseio” na área afetada
- Alterações na amplitude de movimento na articulação
À medida que a lesão progride, sintomas como travamentos e falseios são frequentemente observados. A articulação afetada pode parecer fraca ou instável devido ao dano à cartilagem e aos ligamentos. Esses sintomas geralmente são intermitentes e associados ao esforço.
Eventualmente, há muita dor para colocar todo o peso naquele joelho.
| Nome do exame | Descrição |
|---|---|
| Raio-X | A imagem de raios X é usada para avaliar a integridade das superfícies articulares, detectar alterações ósseas e identificar fragmentos ósseos. |
| Ressonância Magnética | A ressonância magnética pode ser usada para avaliar a extensão da doença, identificar fragmentos ósseos e avaliar a integridade da cartilagem circundante. |
| Tomografia Computadorizada | A tomografia computadorizada é usada para avaliar o tamanho e a forma da lesão e identificar quaisquer fragmentos ósseos. |
| Artroscopia | Este é um procedimento minimamente invasivo que permite ao cirurgião visualizar diretamente a articulação e avaliar a extensão do dano. |
Diagnóstico

O diagnóstico da patologia é realizado por um médico através de avaliação clínica e exame físico. Para complementar o diagnóstico, são realizados exames de imagem, como a radiografia simples de joelho e ressonância magnética dos joelhos.
A ressonância magnética é o exame mais importante para diagnóstico.
Tratamento
O tratamento da osteocondrite dissecante pode ser realizado de maneira conservadora (não cirúrgica) ou com cirurgia.
O tratamento não cirúrgico é realizado quando há maiores chances do fragmento deslocado cicatrizar. A cirurgia pode ser indicada quando há menor chance de cicatrizar, se o fragmento não está viável ou o tratamento não cirúrgico não obteve sucesso.
| Tipo de Tratamento | Descrição |
|---|---|
| Tratamento não cirúrgico | Redução temporária da carga, diminuição da carga no joelho afetado, imobilização e uso de muletas, com liberação gradual para esforço. A consolidação pode levar mais de seis meses. |
| Tratamento cirúrgico | Reparo da lesão ou substituição da cartilagem no defeito. Técnicas para estimular cicatrização ou fixação da parte deslocada no leito. Substituir a cartilagem lesionada, enxerto de cartilagem, transplante de cartilagem e uso de membranas condrocondutivas. |
Tratamento não cirúrgico (conservador)

O tratamento não cirúrgico ou conservador depende do tipo e área da lesão e envolvimento. Em crianças e adolescentes jovens, se a lesão não for deslocada, em muitos casos pode ser tratada de forma conservadora.
Assim que os sintomas de dor e inchaço desaparecem, eles podem retornar ao esporte ou atividade sem restrições.
Em muitos pacientes que buscam tratamento conservador, ele consistirá em repouso, mudança nas atividades, medicamentos anti-inflamatórios (AINEs), gelo 20 a 30 minutos às vezes, fisioterapia/programa de exercícios em casa.
No entanto, em lesões afetadas com sustentação de peso, deslocadas, maiores que 1 cm ou naquelas que continuam sintomáticas, a intervenção cirúrgica é recomendada.
Medicamentos para dor
Opções para tratamento da dor incluem:
| Nome do medicamento | Explicação |
|---|---|
| Anti-inflamatórios não esteroidais | Usados para reduzir a dor e a inflamação. |
| Analgésicos | Analgésicos comuns usados para reduzir a dor sem efeitos anti-inflamatórios. |
| Corticosteróides | Hormônios sintéticos usados para reduzir a inflamação e a dor. |
| Opioides | Analgésicos fortes usados para controlar a dor intensa. |
| Analgésicos tópicos | Medicamentos aplicados diretamente na pele para reduzir a dor. |
Medicamentos comumente prescritos incluem:
Deslize horizontalmente para ver todas as colunas.
| Nome do medicamento | Classe Farmacológica | Dosagem |
|---|---|---|
| Ibuprofeno | Antiinflamatório não esteroidal (AINE) | 200-400 mg a cada 4-6 horas, conforme necessário |
| Paracetamol | Analgésico | 325-650 mg a cada 4-6 horas, conforme necessário |
| Diclofenaco | Antiinflamatório não esteroidal (AINE) | 50-150 mg a cada 6-8 horas, conforme necessário |
| Naproxeno | Antiinflamatório não esteroidal (AINE) | 250-500 mg a cada 8 horas, conforme necessário |
| Dipirona | Analgésico | 500-1000 mg a cada 8 horas, conforme necessário |
| Codeína | Analgésico opioide | 15-60 mg a cada 4-6 horas, conforme necessário |
| Tramadol | Analgésico opioide | 50-100 mg a cada 4-6 horas, conforme necessário |
| Prednisona | Corticosteroide | 5-60 mg todos os dias, conforme necessário |
| Dexametasona | Corticosteroide | 0,5-4 mg todos os dias, conforme necessário |
Tratamento cirúrgico
O tratamento cirúrgico pode envolver reparo da lesão ou substituição da cartilagem no defeito. Artroscopia do joelho, condroplastia, perfuração, fixação interna, microfratura, remoção de corpo solto e avaliação diagnóstica, ocorre quando uma pequena câmera é colocada na articulação do joelho para visualizar o dano.
Durante a visualização diagnóstica, ligamentos, ossos e músculos do complexo do joelho são avaliados pelo cirurgião ortopédico para determinar se você é candidato a algum procedimento adicional, como um procedimento de transplante de cartilagem.
Prognóstico da osteocondrite dissecante
O prognóstico da osteocondrite dissecante depende da capacidade do fragmento deslocado se consolidar novamente e se unir com o joelho.
Pacientes mais jovens, com cartilagem de crescimento aberta, fragmentos pequenos e estáveis no exame de ressonância magnética têm maiores chances de melhorar com tratamento não cirúrgico.
Por outro lado, pacientes mais velhos, com cartilagem de crescimento fechada, fragmentos grandes e instáveis ou deslocados no exame de ressonância magnética, têm menor chance de melhora sem cirurgia.
Complicações
As articulações afetadas pela osteocondrite são mais propensas a desenvolver osteoartrite no futuro.
A osteoartrite é uma patologia degenerativa, na qual a cartilagem se desgasta (a cartilagem é um tecido elástico resistente), podendo resultar em dor e limitação de movimento.
Diagnóstico Diferencial de Osteocondrite Dissecante
- Necrose Avascular: A necrose avascular é uma condição resultante da redução do fluxo sanguíneo para a articulação, que causa a morte do osso devido à falta de oxigênio e nutrientes.
- Fratura óssea: As fraturas ósseas podem ocorrer como resultado de trauma ou esforço repetitivo e podem imitar os sintomas da osteocondrite dissecante.
- Artrite séptica: A artrite séptica é uma infecção da articulação, que pode causar dor, inchaço e rigidez semelhante à osteocondrite dissecante.
- Lesão Osteocondral Traumática: As lesões osteocondrais traumáticas ocorrem quando há uma lesão direta na articulação, que pode causar sintomas semelhantes.
- Gota: A gota é um tipo de artrite inflamatória causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico na articulação.
- Artrite reumatóide: A artrite reumatóide é uma doença autoimune que causa inflamação das articulações e pode causar sintomas semelhantes.
- Osteoporose transitória: A osteoporose transitória é uma condição causada por uma diminuição na densidade mineral óssea na articulação afetada.
- Osteoartrite: A osteoartrite é uma doença articular degenerativa causada pelo desgaste da articulação e pode causar sintomas semelhantes.
O que define a conduta no joelho jovem
Em crianças e adolescentes que ainda estão crescendo, algumas lesões estáveis podem cicatrizar com redução de impacto, afastamento temporário de esporte, controle de carga e acompanhamento por imagem. Isso é diferente de uma dor anterior simples do joelho: sintomas mecânicos, derrame articular e piora com atividade mudam o grau de suspeita.
Radiografias ajudam a localizar a lesão e a ressonância pode mostrar cartilagem, edema ósseo e sinais de instabilidade. A cirurgia entra mais na conversa quando há fragmento instável ou destacado, lesão grande, sintomas persistentes apesar de tratamento conservador ou adolescente perto do fim do crescimento.
Deslize horizontalmente para ver todas as colunas.
| Situação | Leitura clínica | Conduta esperada |
|---|---|---|
| Dor e inchaço após esporte | Pode ser lesão estável em fase inicial. | Reduzir impacto e investigar se persiste. |
| Travamento ou falseio | Sugere sintoma mecânico ou fragmento instável. | Avaliação ortopédica e imagem. |
| Criança ainda em crescimento | Maior chance de cicatrização se estável. | Redução temporária da carga e seguimento seriado. |
| Lesão instável ou destacada | Menor chance de resolver só com repouso. | Discutir tratamento cirúrgico. |
Perguntas úteis na consulta
Vale perguntar onde fica a lesão, se ela parece estável, quais esportes devem ser suspensos, por quanto tempo a carga será reduzida, quando repetir imagem e quais sinais indicam piora. O objetivo não é apenas aliviar dor: é proteger cartilagem, função e retorno seguro ao esporte.
Quando procurar avaliação
Criança ou adolescente com dor no joelho que persiste, incha após esporte, trava, falseia ou limita corrida e salto deve ser avaliado. A prioridade aumenta se houver derrame articular, perda de movimento, dor noturna, trauma importante ou incapacidade de apoiar o peso.





Comentar este artigo