Pomada para unha encravada pode aliviar inflamação superficial quando há irritação leve, mas não corrige o canto da unha entrando na pele. Dor pulsante, pus, vermelhidão progressiva, diabetes, má circulação ou recorrência indicam que é preciso avaliar o corte da unha, infecção e necessidade de procedimento.
Pomada pode aliviar dor local ou ajudar em irritação superficial, mas unha encravada acontece quando a borda da unha entra na pele. Se houver espícula presa, inflamação importante, pus ou tecido crescendo ao redor, a pomada não corrige a causa mecânica. O tratamento depende de gravidade, infecção, dor, recorrência e presença de diabetes ou má circulação.
O erro comum é passar antibiótico, corticoide ou anestésico por vários dias enquanto a unha continua penetrando a pele. Isso pode reduzir sintomas e atrasar cuidado. Pessoas com diabetes, neuropatia, imunossupressão ou doença vascular precisam de margem de segurança maior porque feridas no pé podem complicar mais rápido.
Quando a pomada é insuficiente
Deslize horizontalmente para ver todas as colunas.
| Sinal | O que sugere | Próximo passo |
|---|---|---|
| Pus, mau cheiro ou vermelhidão aumentando | Infecção. | Avaliação para drenagem, cuidado local ou antibiótico quando indicado. |
| Dor ao calçar ou caminhar | Unha ainda pressionando a pele. | Corrigir o corte/espícula, não só medicar. |
| Recorrência | Formato da unha, corte inadequado ou calçado contribuindo. | Plano preventivo e possível procedimento. |
| Diabetes ou má circulação | Maior risco de complicação. | Avaliar cedo. |
Cuidados que costumam ajudar no início
Quando o quadro é leve, sem pus e sem doença de risco, medidas como higiene, manter o pé seco, evitar calçado apertado e não cortar os cantos profundamente podem ajudar. Não tente “cavar” a unha com instrumento sem esterilização, porque isso aumenta trauma e infecção.
Se a unha encravada é recorrente, a prevenção também precisa ser mecânica: cortar reto, evitar arredondar demais os cantos, ajustar calçado, tratar micose quando presente e observar formato da unha. Em determinadas situações, o profissional remove apenas a parte que entra na pele ou faz procedimento para reduzir recorrência. A pomada entra como apoio, não como solução principal.
A avaliação é mais urgente quando há vermelhidão subindo pelo dedo, dor pulsátil, febre, diabetes, perda de sensibilidade nos pés ou ferida que não melhora. Nesses contextos, esperar a pomada “fazer efeito” pode ser arriscado.
Antes de discutirmos sobre o tema deste artigo, é importante que entendamos a definição de unha encravada e saibamos que apesar de parecer um problema pequeno, a maioria dos problemas relacionados à saúde começa de maneira simples e acaba piorando com o não tratamento ou tratamento inadequado por parte do paciente.
Até mesmo em relação às unhas encravadas, existem complicações e grupos que devem ter mais atenção.
Em algumas situações os pacientes acabam se confundindo entre a encravação de uma unha e a infecção local de um pequeno tecido epitelial removido e infectado. Pessoas que fazem as unhas em serviços de beleza devem ficar atentas aos instrumentos utilizados e, preferencialmente, devem ter seus cortadores de unhas e alicates de uso pessoal.
Instrumentos compartilhados e mal esterilizados podem transmitir fungos, bactérias e outros agentes infecciosos. Em manicure ou podologia, observe higiene, esterilização e uso de materiais adequados.

Quando a unha é considerada inflamada?
A unha é considerada inflamada quando acontece a perfuração da pele por parte da unha.
Logo o encravamento pode acontecer por muitos fatores, sendo eles:
A unha se prender à pele durante o crescimento e perfurá-la, um pedaço pontiagudo de unha não ser removido adequadamente ou se quebrar, sofrer traumas nos dedos, utilizar calçados que pressionam os dedos e dificultam sua posição anatômica usual pressionando-os demais ou devido ao formato das unhas e seu crescimento, pessoas com dedos pequenos e unhas desproporcionais tendem a sofrer estes encravamentos. Toda e qualquer pessoa pode ter suas unhas encravadas, mas é mais comum que ocorra nestas situações.
Possíveis causas do encravamento
Os diabéticos também podem sofrer com o encravamento das unhas, principalmente dos pés, pelo fato que a sensibilidade podal nos diabéticos é muito afetada pela progressão da doença, além disso, a circulação sanguínea é comprometida e há danos nos nervos, o que faz com que o diabético se machuque sem perceber, por isso é importante sempre verificar quaisquer ferimentos nos pés.

Mas a grande questão é:
Tenho uma unha encravada e agora, o que fazer? E se a infecção se agravar?
Muitos pacientes tentam cortar as unhas encravadas na tentativa de melhorar o quadro, também são frequentes as tentativas de pressionar o local infeccionado para eliminar a secreção e tentar aliviar a dor e até mesmo recorrer a medicamentos para atenuar os sintomas, afinal é bastante comum sentir dores no local, ficar com a região do encravamento avermelhada e inchada e até mesmo liberar secreções.
Mas afinal, existe pomada para unha encravada?
Pensemos então na composição da unha: resumidamente, as unhas possuem queratina (que é uma proteína), sais minerais e células mortas.
Dizer que uma pomada pode solucionar um problema de unha encravada é um erro farmacológico terrível, atualmente existem outras tecnologias que podem auxiliar na correção do formato das unhas, mas um medicamento não é capaz de alterar a anatomia delas, a ação do medicamento se dá no processo infeccioso.
Caso o paciente possua algum problema na estrutura da unha ou tenha hábitos recorrentes que prejudicam seu crescimento saudável, podem ter infecções recorrentes.
Na questão do encravamento das unhas as pomadas poderão auxiliar no tratamento da infecção e no controle da dor e da inflamação local. As pomadas para unha encravada terão sua ação em aliviar a dor e eliminar bactérias presentes no local e combater a infecção.
Tratamento medicamentoso para unha encravada
Pomadas variam entre antibióticos, anti-inflamatórios, anestésicos e combinações. A escolha depende de haver infecção, inflamação, dor, alergia, diabetes, circulação ruim ou unha ainda presa na pele; por isso não é uma lista para automedicação.
Para a aplicação das pomadas surtir o efeito esperado, é necessário que o paciente higienize a região e mantenha-a seca, além disso a aplicação de uma fina camada é mais eficiente no que diz respeito à absorção do medicamento pela pele.

Infelizmente não é em todos os casos que as pomadas são suficientes para tratar o problema, em alguns casos deverá ser feita a remoção do encravamento com uma microcirurgia e dependendo da evolução do encravamento e dos desdobramentos clínicos se dará necessária a associação tópica e oral medicamentosa.
Quando há infecção mais importante, pode ser necessário antibiótico por via oral, drenagem ou correção da espícula da unha. A escolha depende do exame local, presença de pus, vermelhidão progressiva, dor, diabetes, circulação e risco de complicação.
Alguns pacientes relatam a necessidade de drenar o local, pois a formação de um abscesso no local não é incomum. Como fora citado acima, para os pacientes com problemas recorrentes de encravamento de unhas, caso os mesmos precisem constantemente de intervenções farmacológicas, do ponto de vista farmacêutico não é indicado o uso recorrente de antibióticos, o que pode ser um grande problema.
Quando avaliar unha encravada
Pus, vermelhidão aumentando, dor para calçar, febre, diabetes, má circulação ou recorrência indicam que a unha precisa ser examinada antes de repetir pomadas ou antibióticos.
Quanto mais demoramos para consultar um médico, mais lento será o processo para solucionar o problema. Para que o antibiótico e a pomada adequados sejam prescritos, se faz necessária a avaliação médica para definir o que será feito.
Dermatologistas são os profissionais mais indicados para avaliar as causas, mas para tratar o problema apenas o médico poderá analisar qual a conduta mais adequada.
| Situação | Conduta mais segura |
|---|---|
| Irritação leve | Higiene local, calçado folgado e evitar cutucar podem ajudar. |
| Pus ou calor | Pode haver infecção; antibiótico ou drenagem não devem ser improvisados. |
| Recorrência | A técnica de corte e o formato da unha precisam ser revistos. |
| Diabetes ou circulação ruim | Feridas no pé merecem avaliação mais cedo. |





Comentar este artigo