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Mortalidade infantil no Brasil: dados e contexto

8 de setembro de 2022 by Thiago Moretti F.

A MORTALIDADE infantil é um indicador significativo de saúde e condições de vida de uma população. Através do cálculo de sua taxa, avalia-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida.

A saúde infantil é uma questão central na agenda de políticas públicas dos países em desenvolvimento. Diversas políticas voltadas para a melhoria da saúde infantil foram implementadas ao longo dos anos, com graus variados de sucesso.

Valores altos indicam sérios problemas em relação a condições de vida e saúde, bem como baixo nível de desenvolvimento econômico e social.

No Brasil, notou-se um decréscimo na taxa de mortalidade infantil, com redução de 5,5% a cada ano durante as décadas de 1980 e 1990, e 4,4% a cada ano a partir de 2000.

O que é a Mortalidade Infantil?

A mortalidade infantil é a morte de crianças menores de 1 ano. Esse número de mortes é medido pela taxa de mortalidade infantil, que é a probabilidade de mortes de crianças menores de um ano por 1000 nascidos vivos.


Estudos apontam que essa redução deve-se, principalmente, a mudanças nas condições de vida e saúde da população, o que inclui:

  • Aperfeiçoamento na gestão de cuidados médicos essenciais, que ofereceu mais destaque ao atendimento pré-natal e promoção do aleitamento materno;
  • Ampliação da imunização e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança no seu primeiro ano de vida;
  • Melhoria na dispersão salarial, no nível de escolaridade da mãe e nas condições de alimentação e habitação.

Motivos para Redução da Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil

A redução das taxas de mortalidade infantil também é resultado de décadas de esforços e iniciativas governamentais com foco na saúde infantil, incluindo:

1975 – Programa de imunização
1981 – Programa de incentivo ao aleitamento materno
1984 – Programa abrangente de saúde para mulheres e crianças
1995 – Programa de redução da mortalidade infantil
1991 – Programa de Agentes Comunitários de Saúde,
1994 – Programa de saúde da família
2008 – Pacto pela redução da mortalidade infantil na Amazônia legal e Nordeste


Apesar da diminuição da taxa de mortalidade em todas as regiões brasileiras, as disparidades intra e inter-regionais ainda perduram. Em 2010, o Brasil registrou uma Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) de 16,0 por mil nascidos vivos. Nas Regiões Norte e Nordeste as taxas foram de 21,0 e 19,1 por mil nascidos vivos, respectivamente.

O Boletim Epidemiológico n° 37 publicou que no Brasil, nos anos de 2000 a 2019, foram notificados, respectivamente, 68.199 e 35.293 óbitos infantis ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

No entanto, após a aplicação dos fatores de correção com base na metodologia da Busca Ativa, estima-se que, na verdade, ocorreram 90.116 e 38.619 óbitos infantis no País.

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Fonte: Portal Comunicare

Analisando por regiões, no período entre 1990 e 2019, a Região Norte apresentou queda na Taxa de Mortalidade Infantil passando de 45,9 para 16,6 óbitos infantis por mil nascidos vivos.

A Região Nordeste apresentou também um decréscimo nas taxas, indo de 75,8 para 15,2. No Sudeste, o declínio passou de 32,6 para 11,9. Na Região Centro-Oeste, a queda foi de 34,3 para 13,0. E na Região Sul, o declínio foi de 28,3 para 10,2.

Em todas essas regiões, com exceção da Região Sul, ocorreu um discreto aumento da Taxa de Mortalidade Infantil em 2016. Isso se deu, provavelmente, devido a epidemia de vírus Zika, que ocasionou na morte de bebês com malformações graves, levando a uma queda da natalidade.

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Além disso, a crise econômica da época contribuiu para o aumento no número de óbitos por causas evitáveis.

Dessa forma, a Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil mostra uma queda no período de 1990 a 2015 (de 47,1 para 13,3 óbitos por mil nascidos vivos). Em 2016, houve uma expansão da taxa, passando para 14,0. De 2017 a 2019, voltou ao grau de 2015, com 13,3 óbitos por mil nascidos vivos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que a Taxa de Mortalidade Infantil não pode ultrapassar a 10 mortes para cada mil nascidos vivos. Taxas entre 20 e 49 mortes são consideradas médias e acima de 50, a OMS considera sendo alta.

Quais fatores estão associados a Taxa de Mortalidade Infantil?

A principal causa de óbito infantil no Brasil é a prematuridade. Nascimentos com tempo gestacional inferior a 37 semanas são considerados prematuros e quanto menor a idade gestacional, mais proeminente é o risco de morte do bebê.

A taxa de mortalidade por prematuridade no Brasil teve uma redução para 72% entre os anos de 1990 e 2015. Entretanto, este continua a ser o principal fator de risco de óbitos infantis, particularmente em neonatos precoces, até 6 dias de vida.

O segundo fator predominante de mortalidade infantil é o baixo peso ao nascer, fator determinante tanto no período neonatal quanto no pós-neonatal. Um recém-nascido é considerado de baixo peso se nascer com menos de 2.500g, sendo que quanto menor o peso ao nascer, maior se torna o risco de óbito do recém-nascido.

O baixo peso ao nascer está relacionado a prematuridade, gestações múltiplas e condições socioeconômicas e maternas, que prejudicam o desenvolvimento pleno do feto.

Consultas pré-natais adequadas (pelo menos 7 consultas durante a gestação) e de qualidade podem detectar e tratar doenças associadas ao baixo peso, o que ajudaria a evitar as taxas de óbitos infantis.

Malformação congênita é outro fator que está associado a mortalidade infantil brasileira. É definida como as anomalias estruturais e funcionais do desenvolvimento fetal, decorrentes de fatores originados antes do nascimento, no qual, muitas vezes, são notados somente depois do nascimento, tardiamente.

Doenças cardiovasculares estão no topo da lista quando se fala em malformações congênitas graves, demonstrando um alto índice de mortalidade logo no primeiro ano de vida.

Outros fatores relacionados a malformações congênitas também contribuem significativamente para o óbito infantil, como a hereditariedade, infecções e exposição a substâncias químicas, como tabaco e medicamentos.

Baixa renda familiar, realização de parto cesáreo eletivo, estado civil materno (ausência de um companheiro), baixa escolaridade materna (afetando a condição socioeconômica e o planejamento familiar), moradia sem saneamento básico adequado, intervalo pequeno entre os partos, são outros fatores de risco que podem afetar as taxas de mortalidade infantil.

Fatores que contribuem para a redução das Taxas de Mortalidade Infantil

A adoção de políticas públicas que promovam cuidados maternos e infantis apropriados são estratégias de proteção contra o óbito infantil, na qual a execução dessas estratégias pode reduzir a taxa de mortalidade do recém-nascido.

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É importante que as gestantes tenham acompanhamento clínico e de enfermagem mais próximos, por permitir a identificação rápida de gestação de alto risco e com o encaminhamento adequado a especialistas capacitados, além de informações e palestras que auxiliem essas mulheres nos cuidados no período pré-natal, na escolha do tipo de parto e cuidados com o recém-nascido.

Aumentar a cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) nos municípios é uma das soluções para fatores de risco, como a prematuridade e baixo peso ao nascer.

Outros fatores de proteção também são cruciais para a redução dos óbitos infantis, como a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida, ampliação da cobertura de vacinação, incentivo e consolação de parto vaginal e realização de consultas puerperais.

Em vista dos dados expostos, nota-se que o Brasil vem se destacando na redução da mortalidade infantil. No entanto, ainda torna-se necessário um esforço maior para enfrentar contrastes regionais e alcançar taxas menores.

A mobilização de todas as esferas do governo, da sociedade como um todo e de cada cidadão individualmente é de suma importância para concretizar essa redução, lutando todos em defesa pela vida.

Anote datas, intensidade, medicamentos usados, exames anteriores e mudanças recentes. No atendimento pediátrico ou ginecológico, essa sequência costuma ser mais útil que uma descrição genérica do sintoma.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Mortalidade Infantil no Brasil. Boletim Epidemiológico, Brasília, v. 52, n. 37, out. 2021.

CARVALHO, R. A. S. et al. Desigualdades em saúde: condições de vida e mortalidade infantil em região do Nordeste do Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 49, n. 5, p. 1-9. 2015.

FLORÊNCIO, V. et al. Fatores associados a Taxa de Mortalidade Infantil. Subsecretaria de Saúde. 2021. Disponível em: <saude.go.gov.br/files//conecta-sus/produtos-tecnicos/I%20I-%202021/Mortalidade%20-%20Fatores%20Associados%20a%20Taxa%20de%20Mortalidade%20Infantil.pdf>

Fontes úteis

  • CDC: desenvolvimento infantil
  • HealthyChildren.org
  • MedlinePlus: saúde infantil

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Radiação do celular e fertilidade masculina: evidências

8 de setembro de 2022 by Thiago Moretti F.

Não há boa base para afirmar que usar celular no bolso cause infertilidade masculina em uma pessoa específica. Estudos sobre radiofrequência e sêmen têm resultados heterogêneos, e fatores como varicocele, calor local, tabagismo, álcool, obesidade, anabolizantes, infecções e idade costumam ter peso clínico mais claro.

Na sociedade atual, o homem moderno está se tornando cada vez mais prático e eficiente. O ritmo acelerado em que vivemos trouxe vastas inovações tecnológicas como a Internet, o e-mail e o celular. Antigamente, o celular era um artigo de luxo, hoje é questão de necessidade.

Os telefones celulares tornaram-se uma parte necessária de nossas vidas e, à medida que as pressões sociais por eficiência aumentam, as capacidades tecnológicas dos telefones celulares também são aperfeiçoadas.

Uma questão, muitas vezes ignorada e esquecida, relacionada às recentes inovações na tecnologia de telefonia celular, é o impacto desses dispositivos na saúde humana, especialmente na fertilidade masculina. Inovações tecnológicas no ramo de telefonia celular podem ter um efeito nocivo, contribuindo para a infertilidade masculina.

O rápido avanço tecnológico resulta na emissão de radiações eletromagnéticas que afetam o ser humano biológica e geneticamente, e os dispositivos celulares fazem parte de uma das principais fontes de exposição.

Os dispositivos celulares emitem ondas eletromagnéticas de radiofrequência para estações de rádio base ou antenas de retransmissão. Nossos corpos atuam como antenas que podem absorver a radiação e alterá-la em correntes alternadas.

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O mecanismo fisiopatológico dos impactos na saúde associados ao celular não é totalmente conhecido. Porém, existem duas hipóteses de efeitos biológicos nas células relacionados ao contato com o telefone celular no corpo humano.

A primeira hipótese refere-se ao “efeito térmico” que ocorre em frequências particularmente altas, onde a radiação possui propriedades de aquecimento que podem acarretar a um aumento na temperatura do tecido ou do corpo, causando a interrupção da função e do desenvolvimento das células.

O corpo não é capaz de dissipar o calor excessivo que afeta o dano no tecido.

A segunda hipótese é chamada de “efeito não térmico” que envolve a ruptura da integridade da membrana celular devido à passagem de correntes eletricamente agitadas formadas a partir da absorção corporal de ondas eletromagnéticas de radiofrequência, efeitos no sistema imunológico e defeitos na sensibilidade do sistema nervoso.

Quando se fala em infertilidade, essa condição é bastante comum e afeta entre 17 e 25% dos casais. Destes, a infertilidade masculina é responsável por quase 50% dos casos de impossibilidade de gerar filhos.

Existem inúmeras pesquisas evidenciando que os telefones celulares agem como causadores da contribuição masculina para a infertilidade.

São pesquisas que descrevem a consequência prejudicial da radiação nos parâmetros fisiológicos do sistema reprodutor masculino, envolvendo os parâmetros espermáticos, que são a contagem de espermatozoides, morfologia, motilidade e viabilidade, além da instabilidade genômica.

Um estudo publicado pela Archives of Andrology determinou uma possível relação entre o uso regular de telefone celular e diferentes atributos do sêmen humano.

Um total de 371 homens em idade reprodutiva foram analisados. A duração do uso de telefones celulares demonstrou uma correlação negativa significativa com a proporção de espermatozoides móveis progressivos e rápidos, bem como uma correlação positiva significativa com espermatozoides de motilidade lenta.

Esses resultados indicaram que o uso prolongado de celulares pode ter efeitos negativos nas características de motilidade espermática. 

Em outro estudo publicado pela Annals of Agricultural and Environmental Medicine, foi realizada uma pesquisa experimental envolvendo 304 homens em idade reprodutiva, na qual observou-se uma diminuição significativa na porcentagem de espermatozóides com motilidade progressiva normal em correlação com a frequência de uso do telefone celular.

Os resultados desse estudo mostraram que 65,7% dos pacientes que não utilizavam celular com frequência tinham mais de 50% de espermatozoides com motilidade progressiva rápida, enquanto apenas 17% dos pacientes que, frequentemente, usavam celulares tinham mais de 50% de espermatozoides com motilidade progressiva rápida.

Em um estudo piloto in vitro, realizado por Agarwal e colaboradores, os autores expuseram 32 amostras de sêmen puro à radiação de ondas eletromagnéticas de radiofrequência, e com isso, ocorreu uma redução significativa na motilidade e viabilidade dos espermatozoides, em comparação com o grupo de amostras não expostos à radiação.

Sendo assim, concluiu-se que a radiação emitida por telefones celulares leva a um aumento do estresse oxidativo em espermatozoides humanos, resultando em diminuição das características de motilidade e viabilidade.

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Estudos realizados com animais também indicam os mesmos resultados. Quando ratos foram expostos à radiação por meio de telefones celulares, os animais apresentaram um valor diminuído da contagem total de espermatozoides e uma porcentagem aumentada de células apoptóticas.

Essa interessante pesquisa foi publicada pelo periódico Indian Journal of Experimental Biology.

Outros estudos em animais também examinaram as alterações testiculares histopatológicas devido à radiação de telefones celulares. Foi observada a redução do tamanho testicular em várias pesquisas experimentais.

Outros estudos ainda enfatizam as alterações do diâmetro dos tubos seminíferos, células de Leydig e espermátides testiculares.

Visto que o testículo é um órgão superficial, ele tende a absorver mais energia eletromagnética do que outros órgãos.

Os testículos humanos precisam de uma temperatura fisiológica inferior a 2ºC abaixo da nossa temperatura corporal, para que ocorra a espermatogênese ideal.

No entanto, uma elevação da temperatura testicular pode ser um fator prejudicial para a produção de espermatozoides.

Além desses estudos citados, muitos outros sugerem uma forte relação negativa entre o uso do telefone celular e uma diminuição significativa nas características normais dos espermatozoides, resultando em infertilidade masculina.

Esses dispositivos emitem ondas eletromagnéticas de radiofrequência que podem prejudicar a qualidade dos espermatozóides e prejudicar as funções corporais normais.

Se você tem o costume de colocar o dispositivo celular no bolso da sua calça, repense e mude esse hábito.

Procure limitar sua exposição a dispositivos que emitem radiações, incluindo os telefones celulares. Evite manter esses dispositivos nos bolsos das suas calças por um longo período de tempo, devido ao efeito térmico e aproximação com a área testicular.

Homens em idade reprodutiva devem utilizar essa tecnologia com moderação e bom senso. Os recursos tecnológicos são benéficos em várias áreas do cotidiano, mas o uso inadequado pode torná-los uma ameaça à saúde.

O que a evidência permite dizer

Celulares emitem radiação de radiofrequência, uma forma não ionizante. Isso é diferente de radiação ionizante, como raios X, que tem energia suficiente para danificar DNA diretamente. A dúvida sobre fertilidade masculina existe porque alguns estudos observacionais e laboratoriais investigaram sêmen, calor e exposição próxima ao corpo, mas os resultados não permitem transformar o celular em causa isolada de infertilidade.

FatorPeso clínico na fertilidade masculina
VaricoceleCausa comum e avaliável de alteração seminal.
Calor testicular frequentePode prejudicar produção de espermatozoides em alguns contextos.
Tabaco, álcool e anabolizantesTêm associação mais clara com piora reprodutiva.
Celular no bolsoEvidência incerta; pode ser reduzido por precaução, sem alarmismo.

Se o casal está tentando engravidar

O caminho prático é investigar fatores reais: espermograma, tempo de tentativa, idade da parceira, varicocele, infecções, uso de testosterona ou anabolizantes, medicamentos, calor ocupacional, sono, peso e doenças metabólicas. Tirar o celular do bolso é uma medida simples se a pessoa se preocupa, mas não deve atrasar uma avaliação de infertilidade.

Fontes consultadas para esta atualização

  • National Cancer Institute: Cell Phones and Cancer Risk Fact Sheet
  • CDC/NIOSH: Nonionizing Radiation and Reproductive Health

Referências

AGARWAL, A. et al. Cell phones and male infertility: a review of recent innovations in technology and consequences. International Brazilian Journal of Urology, v. 37, n. 4, p. 432-454. 2011.

AGARWAL, A. et al. Effects of radiofrequency electromagnetic waves (RF-EMW) from cellular phones on human ejaculated semen: an in vitro pilot study. Fertility and Sterility, v. 92, n. 4, p. 1318-1325. 2009.

FEJES, I. et al. Is there a relationship between cell phone use and semen quality? Archives of Andrology, v. 51, n. 5, p. 385-393. 2005.

GAUTAM, R. et al. Impact of nonionizing electromagnetic radiation on male infertility: an assessment of the mechanism and consequences. International Journal of Radiation Biology, v. 98, n. 6, p. 1063-1073. 2022.

KESARI, K. K. et al. Mobile phone usage and male infertility in Wistar rats. Indian Journal of Experimental Biology, v. 48, n. 10, p. 987-992. 2010.

WDOWIAK, A. et al. Evaluation of the effect of using mobile phones on male fertility. Annals of Agricultural and Environmental Medicine, v. 14, n. 1, p. 169-172. 2007.

Fontes úteis

  • MedlinePlus
  • WHO: temas de saúde
  • Ministério da Saúde

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Maçã e coração: benefícios reais e limites

8 de setembro de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Nas últimas décadas, a América Latina e o Brasil apresentaram uma mudança no perfil da mortalidade da população, caracterizado pelo aumento dos óbitos causados por doenças cardiovasculares, envolvendo o sistema circulatório, distúrbios no coração e nos vasos sanguíneos.

As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morte em todo o mundo, englobando os países industrializados e em desenvolvimento. Em 2008, do total de mortes ocorridas no mundo, 17 milhões foram causadas por doenças relacionadas ao coração, representando um terço das mortes globais.

As doenças cardiovasculares representam um forte impacto na qualidade de vida, no aumento da permanência hospitalar de um indivíduo, além de afetar também a economia, os sistemas de saúde e a seguridade social.

A crescente ocorrência de doenças cardiovasculares no último século, levou a população a uma busca constante pelos fatores de risco relacionados ao seu desenvolvimento, bem como alternativas de prevenção.

Alguns fatores de risco são conhecidos e comprovados, os quais podem ser modificáveis, como é o caso da pressão arterial elevada, sedentarismo, diabetes e obesidade.

Fatores de risco não modificáveis incluem idade, sexo e hereditariedade.

Atualmente, devido ao ritmo de vida acelerado, as pessoas encontram-se diariamente expostas aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

A má alimentação, baseada em alta concentração de gorduras saturadas, colesterol, sódio e açúcar, têm contribuído para o aumento da prevalência dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

Existem evidências epidemiológicas de que a adoção e manutenção de uma alimentação saudável pode ocasionar a redução do risco para doenças crônicas, como as relacionadas ao coração.


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Ácidos graxos mono e poliinsaturados, fibras alimentares, compostos antioxidantes e minerais fornecem proteção ao risco cardiovascular.

Todas as frutas e legumes são excelentes estratégias de prevenção de doenças cardiovasculares, mas destacaremos por aqui a maçã. Sabe aquele ditado que diz que “uma maçã por dia evita muitas idas ao médico”? Pois acredite, isso é uma realidade e faz todo o sentido. Entenda o porquê.

A maçã é a segunda fruta mais consumida devido à sua ampla disponibilidade geográfica e sazonal. Além disso, refere-se a um importante contribuinte para a ingestão de componentes dietéticos relacionados à prevenção de doenças cardiovasculares.

Essa fruta é composta, predominantemente, por água (85%) e hidratos de carbono (14%), incluindo fibras e açúcar, além de conter vitaminas (principalmente vitamina C e vitamina E), minerais (principalmente potássio) e polifenóis. Uma maçã inteira contém mais de 2,5 gramas de fibras.

Dessas fibras, 70% são insolúveis, incluindo celulose e hemicelulose, e 30% são fibras solúveis, principalmente as pectinas, que são polissacarídeos complexos presentes na parede celular de plantas superiores.

Os efeitos benéficos da pectina para a saúde são atribuídos à sua capacidade de reduzir o colesterol e retardar a absorção de glicose, fatores que contribuem para uma boa saúde cardiovascular.

Estudos experimentais indicam que a maçã está relacionada a menor risco de doença cardíaca coronária e acidente vascular cerebral, demonstrando efeitos benéficos na função vascular e na pressão arterial, inflamação e hiperglicemia.

Sandoval-Ramírez e colaboradores ressaltam que a ingestão de uma maçã inteira por dia está relacionada a redução do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral e calcificação aórtica grave do estômago.

Tudo isso acontece porque a maçã possui propriedades que diminuem o nível de colesterol ruim (LDL) e a pressão arterial sistólica, além de ajudar a aumentar o nível de colesterol bom (HDL) e a função endotelial.

Sendo assim, consumir pelo menos uma maçã inteira por dia reduz significativamente o risco de mortalidade por todas as causas relacionadas às doenças cardiovasculares. 

Um estudo realizado em 2018, publicado pelo periódico Molecular Nutrition & Food Research, demonstrou que os efeitos cardioprotetores das maçãs se devem à presença de flavonóides, abundantes na sua casca.

Foi realizada uma pesquisa com 30 voluntários durante 4 semanas, com o objetivo de determinar se o consumo de maçã com a casca poderia melhorar a função endotelial, pressão arterial e rigidez arterial em pessoas que tinham maior risco de doenças cardíacas.

Comparou-se a ingestão da maçã com casca (conteúdo rico em flavonoides) e somente a polpa da maçã (menos teor de flavonoides). 

Os resultados desse estudo indicaram que o aumento no consumo de maçã pode diminuir significativamente o risco de doenças cardiovasculares, seja doença cardíaca aguda ou crônica, pois é mediada pelo efeito protetor da casca da maçã, rica em polifenóis e pectina, conhecidos por serem elementos bioativos.

Além das doenças cardiovasculares, os polifenóis das maçãs possuem ainda outros benefícios terapêuticos, como a prevenção de doenças degenerativas.

Os polifenóis da maçã diminuem o risco de doenças cardíacas pelo seu efeito benéfico na microflora intestinal.

Um estudo realizado por Dower e colaboradores comprovou que a epicatequina (composto fenólico da classe dos flavonóides) não está, de forma alguma, relacionada à mortalidade por doenças cardíacas, sendo associada a um risco 46% menor de mortalidade por doenças cardiovasculares em idosos. Esse estudo indicou que 28% da ingestão de epicatequina veio de maçãs.

A fibra também demonstrou um papel importante na redução do risco de doenças cardiovasculares, sendo considerada outro componente das maçãs, contribuindo para efeitos positivos na saúde.

Um estudo realizado por Threapleton e colaboradores relatou uma menor incidência de doenças cardiovasculares em pessoas que consumiam grandes quantidades de fibras, incluindo as presentes nas maçãs.  

Tendo em mente todos esses benefícios, a ingestão diária de maçã é um dos passos principais para prevenir qualquer mortalidade por doença cardiovascular.

É aconselhável que as pessoas, especialmente pacientes com doenças cardiovasculares, aumentem a ingestão de maçã na sua dieta, como forma de prevenir inflamações.

Além disso, recomenda-se consumir a maçã junto com a casca, facilitando as chances da obtenção de cardioproteção. Apenas uma maçã por dia pode fazer toda a diferença!


O que muda o efeito na dieta

FatorComo avaliar
PorçãoCompare a quantidade do prato com a porção do rótulo ou da receita.
PreparoFritura, açúcar, creme, óleo e bebidas calóricas mudam bastante o resultado.
FrequênciaConsumo eventual e hábito diário têm impactos diferentes.
Condição clínicaDiabetes, doença renal, alergias, gestação e transtornos alimentares pedem ajuste próprio.

Referências

BONDONNO, N. P. et al. Flavonoid-rich apple improves endothelial function in individuals at risk for cardiovascular disease: a randomized controlled clinical trial. Molecular Nutrition & Food Research, v. 62, n. 3, 2018.  

BONDONNO, N. P. The cardiovascular health benefits of apples: Whole fruit vs. isolated compounds. Trends in Food Science & Technology, v. 69, p. 243-256. 2017.

COELHO, L. G. Hábito alimentar e fatores de risco cardiovascular na população do ensino fundamental da cidade de Ouro Preto, MG. 2012. Dissertação (Mestrado em Saúde e Nutrição) – Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2012.

COVATTI, F. et al. Fatores de risco para doenças cardiovasculares em adultos e idosos de um hospital universitário. Nutrición Clínica y Dietética Hospitalaria, v. 36, n. 1, p. 24-30. 2016.

DOWER, J. I. et al. Dietary epicatechin intake and 25-y risk of cardiovascular mortality: The Zutphen elderly study. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 104, n. 1, 2016.

SANDOVAL-RAMÍREZ, B. A. et al. The effects and associations of whole-apple intake on diverse cardiovascular risk factors. A narrative review. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, v. 60, n. 22, p. 3862-3875. 2020.

THREAPLETON, D. E. et al. Dietary fibre intake and risk of cardiovascular disease: Systematic review and meta-analysis. BMJ, v. 19, n. 347, 2013.

ZURAINI, N. Z. A. et al. Promising nutritional fruits against cardiovascular diseases: an overview of experimental evidence and understanding their mechanisms of action. Vascular Health and Risk Management, v. 17, p. 739-769. 2021.

Fontes úteis

  • WHO: dieta saudável
  • MedlinePlus: nutrição
  • NIH ODS: suplementos alimentares

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Depressão: dor na alma? Saiba tudo sobre a doença

8 de setembro de 2022 by Dra. Celia Yunes Portiolli

Não há mais dúvidas de que a saúde mental afeta o corpo como um todo de uma forma muito mais direta do que imaginamos. E uma das doenças da mente que mais tem sido falada atualmente, descrita pelos pacientes como uma profunda e intensa dor, é a depressão, chamada popularmente de dor na alma.

A depressão é uma doença psiquiátrica séria que requer tratamento e constante monitoramento. O transtorno está cada vez mais frequente e pode afetar pessoas de todas as idades, sexos, classes sociais e em diferentes momentos da vida. Hoje em dia, estima-se que mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo sofram da doença, mesmo sem ter um diagnóstico fechado.

Para saber mais sobre esse problema que tem atingido cada vez mais pessoas no mundo, como provoca uma dor intensa na alma e na vida dos pacientes e entender um pouco melhor o seu funcionamento, é só continuar a leitura do artigo conosco.

Vamos lá?

Depressão: dor na alma

O conceito de alma ainda é algo bastante discutido entre intelectuais e leigos, mas, no senso geral, podemos entender que a alma é a parte intangível de todos nós, que compreende os nossos sentimentos, anseios, preferências e tudo o que forma o que nós somos, mas não podemos tocar ou enxergar. 

Com a progressão do quadro de depressão, é possível notar a degradação da disposição, vontade de viver e até mesmo a falta de interesse pelo que antes era importante para o paciente. Todos esses sintomas são sofridos e, muitas vezes, incompreendidos por quem está ao redor de quem convive com a doença.

Preguiça, falta de vontade e amargura são algumas das tristes palavras que os pacientes ouvem em seu dia a dia. Por mais que a conscientização seja feita, de que o paciente não tem culpa e os sintomas são sim maiores do que a sua capacidade momentânea de reagir, todas essas acusações doem e podem dificultar o tratamento.

A depressão causa um sofrimento profundo, que machuca a alma do paciente e o leva até mesmo a perda de funcionalidade, a dificuldade de manter o asseio, alimentação e pode favorecer outros quadros, como transtornos alimentares, ansiedade, pânico, etc.

Por mais que existam muitas pesquisas sobre a doença, os cientistas e médicos ainda não chegaram a um consenso sobre a sua causa, que pode ser ambiental, situacional, traumática, biológica, genética, etc.

As consequências da depressão na vida do paciente

depressão: dor na alma - sintomas e tratamentos para a doença

A depressão pode ser entendida, de forma mais resumida e didática, como uma doença da organização psíquica do indivíduo. Ao sofrer com a doença, fica mais difícil de manejar a sua energia, o que é importante para si, etc. Dessa forma, a pessoa sofre com uma dificuldade de escoamento da energia psíquica, transformando o seu modo de funcionamento natural.

Por ser uma doença extremamente incapacitante, a depressão traz grandes consequências para o portador, que muitas pessoas não imaginam, se nunca passaram por essa intensa dor. 

 Uma das consequências mais notáveis da depressão é a diminuição do rendimento do paciente em sua vida pessoal, relacionamentos e trabalho. Em sua vida pessoal, a energia para manter os cuidados com a aparência e a higiene são afetados, e também, é comum que haja a perda de interesse por assuntos ou hobbies que antes eram especiais para o indivíduo.

Em seus relacionamentos é comum que os parceiros(as), amigos e família notem um distanciamento, às vezes uma quietude maior e a sua falta em eventos, festas e mudança de comportamento. Por fim, acontece a interferência da doença na rotina de trabalho do paciente, que sente menos energia, motivação e muitas vezes dificuldade de concentração para se focar nas tarefas.

Logo, por ser um dos quadros psiquiátricos que mais causa incapacidade e mudança na forma como o indivíduo funciona, a doença precisa ser diagnosticada o mais rápido possível e tratada de forma multidisciplinar.

Quando uma pessoa desenvolve um quadro depressivo, em algum momento de sua vida, terá cerca de 50% a mais de chance do que outro indivíduo de ter um segundo episódio, e depois de um segundo episódio, o risco de ter um terceiro sobe para 70%, e assim se prossegue, de forma progressiva. Por isso, o tratamento correto é fundamental.

Existem pessoas mais suscetíveis à depressão?

Alguns estudos recentes revelam que algumas pessoas são mais vulneráveis a desenvolver episódios depressivos. As mulheres, devido ao fator hormonal, social e a gravidez, são até três vezes mais propensas ao transtorno do que os homens, suscetíveis também a desenvolver a depressão pós-parto. 

Além disso, a genética é um aspecto de extrema relevância no desenvolvimento da depressão, já que a herdabilidade da doença varia entre 35% a 50%.

Uma pessoa que tenha um parente de primeiro grau que já conviva com a depressão ou apresentou o quadro em algum momento da vida, tem de duas a três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os outros indivíduos em geral.

Por que a depressão é considerada a doença do século?

A depressão foi considerada pela Organização Mundial da Saúde como o “mal do século XXI”. Doença silenciosa, ela ainda é incompreendida inclusive por quem sofre do problema, já que não identifica em si os sintomas, ou, por comentários indevidos de outras pessoas, tende a diminuir o que sente. 

Há alguns anos já se fala sobre uma epidemia de depressão na sociedade em todo mundo, pois ela atinge 10% da população mundial e esse índice aumenta a cada ano. Por isso, a depressão é considerada a doença do século, por estar cada vez mais presente na vida das pessoas e afetar sua qualidade de vida, trabalho, relacionamentos, vida pessoal, etc.

Quais são os sintomas e as principais causas da depressão?

A depressão é uma doença incapacitante e ainda incompreendida por quem sofre com o problema.

Abaixo, confira quais são os principais sintomas, e fique de olho em si e em quem estiver por perto:

  • Pensamentos suicidas;
  • Insônia ou excesso de sono;
  • Perda de apetite;
  • Falta de energia; 
  • Ataques de pânico; 
  • Delírios e pensamentos de perseguição (em casos mais raros);
  • Perda significativa de interesse em rotinas anteriormente agradáveis;
  • Dificuldade com higiene e cuidados pessoais;
  • Mau-humor ou tristeza estão presentes na maior parte do dia para muitas pessoas;
  • Fadiga persistente em alguns casos;
  • Fraqueza;
  • Choro frequente ou sentimento de confusão sobre os seus sentimentos;
  • Culpa, desesperança, inutilidade e baixa autoestima;
  • Características ansiosas ou psicóticas em alguns casos;
  • Distimia: sentimento de tristeza crônica;
  • Sazonal: sentimento de tristeza em épocas chuvosas ou nubladas;
  • Sensação de vazio e apatia.

Ainda não há como determinar a gravidade de uma doença sem realizar um diagnóstico médico e uma investigação dos sintomas, tempo em que o paciente se sente mal, eficácia do tratamento, etc. Se um paciente tiver algum dos seguintes sintomas que citamos acima, deve visitar um profissional médico ou um hospital para acompanhamento. Esse cuidado é necessário porque os sintomas do paciente podem piorar dependendo da situação em que está vivendo.

Agora, falando sobre as possíveis causas da depressão, hoje em dia, já existem muitas conhecidas, mas não são completamente compreendidas pela ciência. Por exemplo, pesquisas recentes decodificaram o seguinte como algumas das possíveis causas da depressão: além das pressões relacionadas à escola e ao trabalho, outras circunstâncias que podem levar à depressão incluem luto familiar, demissões, excesso de trabalho e estresse no ambiente estudantil ou familiar.

Muitas pessoas sofrem de depressão após circunstâncias como estupro, abuso físico ou psicológico ou agressão verbal ou física, parto, gravidez, etc.

Quais são os tratamentos para a depressão?

Certos medicamentos podem tratar a depressão como qualquer outra doença. Os profissionais de saúde geralmente recomendam certas classes de antidepressivos com base nos sintomas e no histórico médico do paciente.

Os antidepressivos ajudam a aliviar os sintomas da depressão, impedindo a ação de transporte de neurotransmissores como a dopamina e a noradrenalina. Ao aumentar sua concentração fora das células, esses agentes químicos específicos aliviam os sintomas. 

Além disso, a depressão deve ser tratada com recursos terapêuticos e psicológicos, onde o profissional poderá guiar o paciente a encontrar recursos dentro de si para melhorar a sua qualidade de vida.

Como lidar com a depressão e a importância da empatia

depressão: dor na alma - veja como a empatia e cuidado com o próximo contribui para o tratamento

Lidar com a depressão não é a tarefa mais fácil do mundo, nem para o paciente, sua família, parceiro(a) e até mesmo para os médicos, por ser uma condição enigmática e que nem sempre responde aos tratamentos.

O progresso pode parecer lento, como dar um passo à frente e logo em seguida regressar um. Contudo, todo avanço é bem-vindo e com o tempo, as coisas vão se ajeitando.

Mas, quem precisa de verdade entender esse lento processo de melhora e remissão, e encarar a realidade, são as pessoas que amam e cercam o paciente. Uma palavra dita na hora certa pode ser o bálsamo que essa pessoa precisa para seguir em frente e fazer o que deve fazer para retomar a sua vida. Entretanto, uma frase dita de mal jeito ou da boca para fora tem tudo para piorar ou até mesmo acabar com o progresso que o paciente vem arduamente cultivando.

É difícil entender algo que não se vive, que não se experimenta na própria pele. Mas, o esforço para ter empatia com quem passa por essa doença deve ser feito, pois ninguém gostaria de estar sofrendo uma intensa dor na alma, perder o interesse em fazer coisas que antes gostava ou até mesmo manter a higiene e o asseio pessoal. Depressão não se escolhe, ela se instala na vida das pessoas.

O que devemos fazer, se não passamos por isso, é acolher, respeitar e ajudar sempre que pudermos.

Buscando ajuda para curar a dor na alma

O estágio mais importante na vida de um paciente é quando identifica em si esses sintomas e busca ajuda para evoluir em sua vida, ter o tratamento adequado e resgatar o seu bem-estar, segurança, disposição e energia. Mas, nem sempre é fácil entender que estamos doentes, e com isso, vem a importância de estarmos atentos não somente a nós mesmos, mas também ao comportamento de quem nos cerca. 

Muitas vezes, uma pessoa ao nosso lado que está sempre rindo e aparentemente feliz, é a que mais sofre por dentro e nem imagina que precisa de ajuda. Mas, em algum momento, ela dará sinais de que precisa que alguém esteja com ela, a incentive a buscar a ajuda que tanto precisa e principalmente não a julgue, mas escute e acompanhe de coração.

Logo, se você percebeu em si qualquer um dos sintomas citados ao longo do texto ou se identificou com algumas das situações citadas, não perca mais tempo e busque ajuda psicológica e psiquiátrica. Qualquer tabu ou medo nesse momento deve ser deixado de lado, pois os psicólogos, terapeutas e psiquiatras têm uma missão de extremo valor no tratamento da depressão. 

Seja ele feito com medicamentos ou apenas com terapia, não deixe de ter um diagnóstico profissional e orientação de quem entende do assunto para dar o melhor direcionamento para o seu tratamento. Esse é o melhor passo que poderá dar em busca da remissão do quadro de depressão.

Depressão, dor na alma: não subestime os sintomas e busque ajuda especializada para melhorar a sua qualidade de vida

Aqui no Blog da Saúde, nos preocupamos em trazer informação relevante, verdadeira e científica, escrita por médicos, para orientar nas mais diversas situações da sua vida.

Sintomas de depressão merecem avaliação médica ou psicológica.

Blog da Saúde

Quadro prático: padrão, intensidade e impacto

Em saúde mental, frequência, intensidade e prejuízo na rotina ajudam a separar emoção passageira de sofrimento persistente.

DimensãoO que observarPor que importa
PadrãoQuando aparece, quanto dura e o que costuma disparar.Diferencia reação pontual de ciclo repetido.
ImpactoSono, apetite, trabalho, estudo, vínculos e autocuidado.Mostra se há prejuízo funcional.
SegurançaIsolamento, álcool/drogas, autoagressão ou pensamentos de morte.Pode exigir ajuda imediata.
  • Anote situações que pioram e aliviam.
  • Observe se o padrão se repete por dias ou semanas.
  • Busque ajuda urgente se houver risco de autoagressão.

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Cadeira de rodas controlada pelo rosto: como funciona

8 de setembro de 2022 by Thiago Moretti F.

Cadeira de rodas controlada pelo rosto deve ser lida como tecnologia assistiva: a utilidade depende de segurança, precisão do controle, conforto, autonomia, treinamento, manutenção e perfil motor da pessoa. A inovação só faz sentido se reduzir barreiras reais no dia a dia.

Além de proporcionar mobilidade, uma cadeira de rodas adequada beneficia a saúde física e a qualidade de vida dos usuários, auxiliando na redução de problemas comuns como úlceras de pressão, progressão de deformidades e melhora a respiração e a digestão.

Cadeiras de roda motorizadas e controladas por movimentos da face vêm sendo estudadas e desenvolvidas por pesquisadores de diversos países, como o Brasil, Estados Unidos e Japão.

A tecnologia pode ser usada por pessoas com tetraplegia, vítimas de acidente vascular cerebral e pacientes com esclerose lateral amiotrófica ou outras condições que impossibilitam movimentos finos das mãos.


Cadeiras de roda controlada por expressões faciais – FEEC/Unicamp

Um grupo de pesquisadores brasileiros da Faculdade de Engenharia Elétrica de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC/Unicamp) desenvolveu em 2016 um equipamento experimental, em que avaliaram técnicas de interface cérebro-computador para possibilitar controle de uma cadeira de rodas motorizada com equipamentos (câmera) que permitem o controle da cadeira por meio de expressões faciais.

Confira o Vídeo abaixo publicado pela Agência FAPESP


Outras cadeiras motorizadas – Wheelie 7 (Brasil)

O Wheelie é um kit que permite que as pessoas conduzam sua cadeira de rodas usando expressões faciais.

A Hoobox Robotics colaborou com a Intel para produzir um kit adaptador que permite que quase qualquer cadeira de rodas elétrica seja controlada pelas expressões faciais do usuário.

Wheelie 7, assim chamado porque leva apenas sete minutos para instalar, usa o programa AI 4 Good da Intel – a câmera de profundidade 3D RealSense da Intel e um mini computador de bordo, combinado com o software de reconhecimento facial da Hoobox.

O kit Wheelie 7 equipa uma cadeira de rodas com Inteligência Artificial para detectar 9 expressões faciais do usuário e processa os dados em tempo real para direcionar o movimento da cadeira. Sorrir, erguer as sobrancelhas, franzir o nariz ou fazer beicinho nos lábios como se fosse um beijo estão entre o repertório de gestos reconhecidos pelo protótipo Wheelie 7.

A empresa mudou-se para Houston em 2018 para se juntar à incubadora JLABS, administrada pela Johnson & Johnson, no Texas Medical Center.

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Movimentos do rosto, e gestos faciais podem controlar a cadeira de rodas. Fonte: USATODAY

Vídeo sobre a Cadeira de Rodas Wheelie 7

Sobre a cadeira de rodas Wheelie 7

“O Wheelie 7 é o primeiro produto a usar expressões faciais para controlar uma cadeira de rodas. Isso requer uma precisão e exatidão incríveis, e não seria possível sem a tecnologia Intel”, disse o Dr. Paulo Pinheiro, cofundador e CEO da HOOBOX Robotics. “Estamos ajudando as pessoas a recuperar sua autonomia.”

Wheelie é atualmente um protótipo que está sendo testado por mais de 60 pessoas, a maioria com tetraplegia, esclerose lateral amiotrófica ou deficiências relacionadas à idade.

Outras cadeiras de roda controladas pelo rosto

Pesquisadores japoneses da Universidade de Miyazaki criaram uma cadeira de rodas controlada com eletrodos na face.

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Cadeira de rodas controlada por expressão facial. Fonte: The Verge

Vídeo da Cadeira de Rodas Japonesa – Controlada pela Face

Estudos científicos

Um estudo publicado na Scitepress por pesquisadores portugueses da Universidade de Porto discutiu também a criação de um prototipo de interface de comando para cadeiras de roda, dispensando o uso de mãos. No estudo, optou-se por testar o uso de expressões faciais

As expressões faciais foram capturadas por uma câmera digital, e interpretadas por um aplicativo conectado a um laptop na cadeira de rodas.


Outro estudo publicado na Computer Methods Programs Biomedical, por pesquisadores da Tunisia, avaliou o uso de redes neurais (neural networks, em inglês) e preprocessamento específico de imagens. Assim, o algoritmo avalia a face, e a rede neural classifica as emoções visíveis na face em tempo real, sendo traduziada para sinais para controlar a cadeira de rodas.

Esta solução é mais minimalista, não necessitando do uso de um laptop ligado na cadeira de rodas, e sim apenas um celular smartphone e um Raspberry Pi (mini computador, do tamanho de um baralho).

Segundo os autores, esta solução é “intuitiva, moderna, não requer esforço físico e pode ser integrado a um smartphone ou tablet. Os resultados obtidos destacam a eficiência e confiabilidade deste sistema, que garante uma navegação segura para o paciente com deficiência.”

Fontes úteis

  • WHO: tecnologias assistivas
  • FDA: pesquisa e medicamentos
  • MedlinePlus: informações de saúde

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15 Curiosidades Extraordinárias Sobre O Corpo Humano

8 de setembro de 2022 by Thiago Moretti F.

Curiosidades sobre o corpo humano são úteis quando ajudam a entender funcionamento normal e limites de interpretação. Elas não devem virar diagnóstico: sintoma persistente, mudança recente, dor, perda de função ou sangramento valem mais do que uma regra curiosa isolada.

Como separar curiosidade de sinal clínico

Um dado anatômico pode ser interessante, mas a decisão de saúde depende de evolução, intensidade e contexto. Um dado isolado não permite classificar uma variação como doença ou um sintoma como normal.

CuriosidadeAjuda a entender o corpo, mas costuma ser geral e não individualiza risco.
Sinal clínicoMudança persistente, dor forte, perda de função ou sangramento pedem outra leitura.
Boa práticaConfirmar informações em fontes de saúde e evitar números absolutos sem contexto.

O corpo humano é um sistema extraordinariamente complexo, imprevisível e perfeito.

1. As orelhas nunca param de crescer.

Um estudo publicado na European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, ao estudar as dimensões da orelha em uma população abrangendo homens e mulheres, comprovou que o comprimento e a largura da orelha aumentam com a idade, em ambos os sexos, mesmo em idosos com mais de 70 anos.

Esse crescimento associado à idade deve-se aos tecidos moles e cartilaginosos que não se ossificam na orelha, incluindo diferentes fatores como redução da resiliência e elasticidade da pele devido a idade, e as forças gravitacionais ao longo do tempo.

2. Os bebês possuem mais ossos do que os adultos.

As crianças recém-nascidas nascem com cerca de 300 ossos, pois o esqueleto de um bebê é composto principalmente por cartilagem.

À medida que os anos passam e a criança vai crescendo, essas cartilagens passam pelo processo de ossificação, no qual esses ossos se fundem, formando um osso maior. Quando chegam à idade adulta, a quantidade de ossos reduz para apenas 206 ossos.

3. O corpo humano é composto por mais de 90.000 km de vasos sanguíneos.

Se você retirasse todos os vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares) de uma criança e colocasse lado a lado formando uma linha, essa linha se estenderia por mais de 90.000 km de comprimento.

Se fizesse a mesma coisa com os vasos sanguíneos de um adulto, a linha se estenderia por mais de 160.000 km.

Sabendo que são necessários cerca de 40.000 km para dar uma volta inteira na Terra, então o comprimento de vasos sanguíneos em um adulto equivale a aproximadamente 4 voltas inteiras no Planeta.

4. A capacidade de armazenamento do cérebro humano chega próximo a um milhão de gigabytes.  

Cerebro

O cérebro humano é uma máquina complexa e interessante, possuindo cerca de 100 bilhões de neurônios.

A capacidade exata do cérebro humano é difícil de calcular, mas estudos apontam que se fossemos comparar o cérebro com um computador, a sua capacidade de armazenamento de memória chegaria próximo a um milhão de gigabytes.

Para efeito de comparação, se o seu cérebro funcionasse como um gravador de vídeo digital, um milhão de gigabytes seriam suficientes para armazenar três milhões de horas de programas de televisão, precisando deixar a televisão ligada por mais de 300 anos para utilizar todo esse armazenamento.

5. As unhas das mãos crescem mais rápido que as unhas dos pés.

Você já deve ter percebido que precisa cortar com mais frequência as unhas das mãos em comparação com as unhas dos pés. Isso não é mera coincidência.

As unhas das mãos, por ficarem mais expostas e serem usadas com mais frequência, tendem a crescer mais rápido. Em média, as unhas dos dedos das mãos crescem cerca de 3 mm por mês, enquanto as dos pés crescem de forma mais lenta.

6. O diâmetro da aorta é maior do que o diâmetro de uma mangueira de jardim.

O coração adulto médio possui aproximadamente o tamanho de dois punhos, o que torna o tamanho da aorta algo surpreendente. A artéria aorta precisa realmente ser grande o suficiente para fornecer todo o sangue rico em oxigênio para o resto do corpo.

Obviamente, o diâmetro da aorta depende de alguns fatores como sexo e massa corporal, mas em média mede entre 28 a 32 mm.

Se você for pesquisar o diâmetro de mangueiras de jardim, verá que os tamanhos geralmente variam entre 13 a 25 mm.

7. O pulmão direito não possui o mesmo tamanho do pulmão esquerdo.

Pulmao

O corpo humano possui dois pulmões, divididos em lobos. O pulmão direito é maior do que o esquerdo. E isso tem uma explicação lógica.

Embora o coração esteja localizado centralmente, é ligeiramente inclinado para o lado esquerdo. Sendo assim, o pulmão esquerdo precisa ser menor para dar espaço ao coração.

8. A produção de cera do ouvido tem um papel importante para o corpo.

Apesar de muitos julgarem a cera como algo banal, ela é vital para o corpo e necessária para uma boa saúde do ouvido. A cera, também conhecida como cerume, faz parte do importante sistema de defesa do ouvido, protegendo-o de bactérias, fungos, poeira, água e até insetos. Além disso, limpa e lubrifica o canal auditivo.

Sabendo disso, não limpe mais a parte interna do seu ouvido com cotonete, pois isso só irá empurrar mais a cera para dentro do canal auditivo. O ouvido possui um mecanismo natural para expulsar a cera em excesso. Limpe apenas a área mais aparente da região externa do ouvido, quando a cera começar a sair naturalmente.

9. As nossas impressões digitais começam a ser formar antes mesmo de nascermos.

No início da gestação, as nossas impressões digitais já começam a se desenvolver, mais precisamente entre a 10ª e 16ª semana de desenvolvimento.

Quando um feto começa a crescer, a camada externa da pele é lisa e transparente. Após 10 semanas de desenvolvimento, uma camada mais profunda, a camada basal, começa a crescer a partir da derme interna e da epiderme.

A flambagem e as dobras dessa camada de pele fazem com que as camadas superficiais também se dobrem. Quando o feto tem 17 semanas de desenvolvimento, suas impressões digitais já estão definidas.

Essas impressões digitais são únicas e não mudam ao longo da vida de uma pessoa. Inclusive, será uma das últimas coisas a desaparecer após a morte.

10. O seu olfato está intimamente relacionado à sua memória.

O nariz identifica uma grande variedade de aromas que estão fortemente associadas às memórias. Determinados cheiros são capazes de desencadear instantaneamente emoções e memórias muito fortes. Entenda o porquê.

Neurônios sensoriais olfativos estão presentes no epitélio olfativo que cobre a parte posterior da cavidade nasal. Quando detectados por esses neurônios, os estímulos odoríferos migram para o bulbo olfativo, que é a principal transferência de informação olfativa.

A informação olfativa pode ir diretamente para a estrutura límbica, que inclui a amígdala e o hipocampo, por meio do nervo olfativo, sem exigir nenhuma parada anterior ao tálamo, como acontece com outras estruturas sensoriais de mamíferos.

O acesso direto que a informação olfativa tem à amígdala ajuda a entender por que um cheiro específico pode desencadear imediatamente uma memória minuciosa ou uma emoção forte. Alguns estudos já comprovaram, inclusive, que a amígdala desempenha um papel essencial no processamento de emoções.

11. O fígado é o único órgão do corpo humano que consegue se regenerar completamente.

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Se você doasse seu fígado para outra pessoa, ele voltaria ao seu tamanho original em algumas semanas, pois possui uma capacidade especial entre os órgãos de se recuperar após um dano.

Todas as células do fígado proliferam com a finalidade de substituir a perda do tecido hepático. No entanto, um grupo de células específicas, os hepatócitos, são os primeiros a proliferar, constituindo cerca de 90% da massa hepática e 60% do número total de células.

12. Em 1 minuto, um coração humano se contrai cerca de 75 vezes e 300 milhões de células do corpo morrem.

Um coração humano médio se contrai aproximadamente 75 vezes por minuto, bombeando entre 4 e 5 litros de sangue através dos vasos sanguíneos.

Nesse mesmo minuto, trezentos milhões de células estão morrendo em seu corpo, mas isso é apenas uma pequena fração dos trilhões de células você carrega, até porque mesmo quando as células morrem, ocorrem as substituições necessárias.

13. Após os 60 anos, ocorre uma perda gradual do paladar.

Com o avanço da idade, é comum ocorrer a perda gradual do paladar. Isso acontece porque a maioria das pessoas já terá perdido quase metade das suas papilas gustativas.

É por isso que indivíduos mais velhos não possuem tanta capacidade para detectar sabor e muitos acham que precisam de um sabor mais intenso para conseguir apreciar plenamente um prato.

Isso explica o fato de alguém idoso na sua família insistir tanto para colocar mais pimenta ou sal nas refeições, mesmo não tendo mais condições de consumir esses alimentos em excesso.

14. O corpo humano movimenta 200 músculos para dar um passo à frente.

O corpo humano é formado por 600 músculos. Utilizamos 200 músculos para dar um único passo. Dentre os principais, estão os quadríceps, isquiotibiais, glúteos, adutores, sóleo, gastrocnêmio, reto femoral, músculos abdominais e das costas.

Considerando que não damos apenas um passo por dia, damos bastante trabalho para os músculos, mas muitas vezes nem percebemos.

15. O cérebro prevê as próprias cócegas.

Não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos. Isso acontece porque quando movemos nossos membros, o cerebelo do cérebro fornece previsões precisas dos movimentos do nosso corpo.

Em seguida, envia um sinal que reduz a atividade no córtex somatossensorial, onde as sensações táteis são processadas. Um estímulo tátil autoproduzido é provocado com menos sensibilidade do que o mesmo estímulo gerado externamente.

Ou seja, não sentimos as sensações com a mesma intensidade como se tivesse sido gerada por outra pessoa.

Explore também no Blog da Saúde

  • Clínica Médica
  • Doenças de A-Z

Fontes usadas nesta revisão

  • MedlinePlus: health topics
  • WHO: health topics
  • CDC: health topics

Fontes úteis

ADAMU, L. H.; TAURA, M. G. Embryogenesis and application of fingerprints – a review. International Journal of Human Anatomy, v. 1, n. 1, p. 1-8. 2017.

BLAKEMORE, S. et al. Central cancellation of self-produced tickle sensation. Nature Neuroscience, v. 1, n. 7, p. 635-640. 1998.

JESUS, R. P. et al. Regeneração hepática: papel dos fatores de crescimento e nutrientes. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 46, n. 3, p. 242-254. 2000.

KURIEN, B. T. Just a minute: incredible numbers at play at the macro and micro level. CMAJ, v. 171, n. 12, p. 1497. 2004.

MOULY, A.; SULLIVAN, R. Memory and plasticity in the olfactory system: from infancy to adulthood.  In: MENINI, A. The Neurobiology of olfaction. (Ed). Boca Raton: CRC Press, 2010.

NAMAZIANDOST, E.; ZIAFAR, M. The capacity of human memory: is there any limit to human memory?. Journal of Research on English and Language Learning, v. 1, n. 2, p. 69-72. 2020.

SCHONAUER, F. et al. Do the ears grow with age?. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, v. 269, n. 4, p. 1307-1308. 2012.

YAEMSIRI, S. et al. Growth rate of human fingernails and toenails in healthy American young adults. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, v. 24, n. 4, p. 420-423. 2009.

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