Uma técnica de neuromodulação, originalmente utilizada para dores nas costas, demonstra aplicabilidade no manejo de uma condição complexa: a dor pélvica crônica. Este artigo explora como a estimulação nervosa periférica pode oferecer uma opção terapêutica quando outras abordagens não foram suficientes.
Por Especialistas do Blog da Saúde | Atualizado em Fevereiro de 2026
Introdução: Um Problema Comum com Soluções Complexas
A dor pélvica crônica (DPC) é uma dor persistente na região abaixo do umbigo. Ela pode interferir significativamente na qualidade de vida, afetando atividades diárias, trabalho e relacionamentos.
Diferente de uma dor aguda com causa clara, a DPC é uma condição multifatorial. O diagnóstico pode ser um desafio, levando os pacientes a consultar vários especialistas antes de encontrar um manejo adequado.
Neste contexto, uma técnica conhecida há décadas para dores na coluna – a Estimulação Nervosa Elétrica Percutânea (PENS) – é estudada para aplicação além da coluna. Este artigo explora seu uso nos nervos da pelve, como parte de uma abordagem baseada em neuromodulação periférica.
📊 A Prevalência
A dor pélvica crônica afeta aproximadamente 15-20% das mulheres e 5-10% dos homens em algum momento da vida.
⏳ O Caminho do Diagnóstico
Em média, um paciente com DPC pode levar de 4 a 7 anos e consultar vários especialistas até obter um diagnóstico adequado.
🧠 O Componente Neural
Em uma parcela significativa dos casos, há uma disfunção dos nervos periféricos ou uma sensibilização do sistema nervoso central.
O que é PENS? Muito Além de um Simples “Choquinho”
A Estimulação Nervosa Elétrica Percutânea (PENS) é uma modalidade de neuromodulação minimamente invasiva. O termo “percutânea” significa “através da pele”.
O procedimento envolve a inserção de agulhas-estímulo muito finas, próximas a nervos periféricos específicos. Essas agulhas são conectadas a um gerador que emite correntes elétricas de baixa intensidade.
O objetivo não é lesionar o tecido, mas modular a atividade dos nervos, alterando a forma como os sinais de dor são processados.
PENS vs. TENS: Entendendo a Diferença
É comum confundir PENS com o TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea), um aparelho de uso mais comum em fisioterapia. A diferença é fundamental:
- TENS: Os eletrodos ficam na superfície da pele. A corrente se dispersa ao atravessar várias camadas para atingir o nervo, o que limita a precisão e a profundidade do estímulo. É útil para alívio superficial.
- PENS: As agulhas conduzem o estímulo elétrico para a vizinhança imediata do nervo-alvo. Isso permite uma modulação mais precisa, potente e potencialmente mais duradoura, com parâmetros personalizados para cada condição.
A Jornada da PENS: Da Coluna para a Pelve
Desenvolvida nas décadas de 80 e 90 para dores neuropáticas da coluna, o PENS demonstrou eficácia ao modular raízes nervosas irritadas.
Baseado nesse princípio, pesquisadores começaram a investigar sua aplicação em outras áreas de dor complexa. A lógica é anatômica: muitas dores pélvicas têm origem em nervos como o pudendo, o ilioinguinal ou os que suprem órgãos internos.
Assim, a aplicação do PENS para a dor pélvica crônica passou a ser estudada, focando na modulação direta desses nervos periféricos.
A Ciência por Trás do Alívio: Como o PENS “Reinicia” os Nervos
Para entender o PENS, imagine um nervo como um cabo que contém diferentes fios. Alguns transmitem sinais de dor, outros transmitem sensações normais, como toque.
Na dor crônica, o sistema nervoso pode ficar hiperativo, enviando sinais de dor constantes ao cérebro mesmo sem um estímulo nocivo real. Isso é chamado de sensibilização.
O PENS atua modulando esse processo em múltiplos níveis, através de mecanismos fisiológicos específicos.
🩺 O Mecanismo de Ação do PENS em Detalhe
1. Teoria do Controle do Portão (Gate Control): A corrente elétrica de alta frequência (geralmente entre 50-100 Hz) ativa seletivamente as fibras nervosas de grande diâmetro (A-beta), que transmitem sensações de toque e pressão. Essa atividade “ocupa” os circuitos neurais na medula espinhal, inibindo a transmissão dos sinais de dor das fibras de pequeno diâmetro (C e A-delta) para o cérebro.
2. Liberação de Opioides Endógenos: O estímulo elétrico induz a liberação de substâncias analgésicas naturais do corpo, como as endorfinas e encefalinas, tanto no nível da medula espinhal quanto em áreas superiores do cérebro. Este efeito é mediado pela ativação de vias descendentes inibitórias.
3. Modulação da Sensibilização Central: Em dores crônicas, ocorrem mudanças plásticas mal-adaptativas no sistema nervoso central, que passam a amplificar os sinais de dor. O PENS pode ajudar a reverter essa neuroplasticidade, normalizando a atividade em áreas cerebrais envolvidas na percepção da dor, como o córtex somatossensorial e a ínsula.
4. Efeitos Vasomotores e Trofismo: O estímulo promove vasodilatação local, aumentando o fluxo sanguíneo e a oxigenação na área tratada. Isso pode auxiliar na redução da inflamação neurogênica e melhorar o trofismo tecidual, fatores que contribuem para a persistência da dor.
Evidências Atuais: O que Dizem os Estudos?
A aplicação do PENS especificamente para a DPC é uma área de pesquisa em crescimento, com dados preliminares encorajadores.
Um estudo piloto publicado no Journal of Pain Research avaliou o PENS para dor pélvica relacionada à endometriose em pacientes refratários a tratamentos convencionais. Após 10 sessões direcionadas aos nervos hipogástricos, observou-se uma redução média de 65% na intensidade da dor na escala visual analógica.
Em 70% dos casos deste estudo, o efeito analgésico foi mantido por até 6 meses após o término do tratamento, sugerindo um benefício que vai além do estímulo agudo.
Dados de Efetividade em Meta-análise (2024): Revisão de 8 estudos clínicos sobre neuromodulação periférica para DPC mostrou:
- ✅ Redução de dor ≥50%: 58% dos pacientes (vs. 22% no grupo placebo/simulado).
- ✅ Melhora na qualidade de vida: Efeito significativo em 78% dos estudos.
- ✅ Baixo índice de efeitos adversos: Inferior a 5% (principalmente leve hematoma ou dor no local da agulha).
Jornada de Diagnóstico: Identificando os Candidatos Ideais para o PENS
O PENS não é indicado para todos os casos de dor pélvica. Seu sucesso depende de uma avaliação anatômica e funcional precisa do nervo ou da estrutura muscular envolvida.
O processo diagnóstico é meticuloso e visa identificar se há um componente neuropático (relacionado ao nervo) ou miofascial (relacionado a músculos e pontos-gatilho) que possa responder à neuromodulação.
Autoavaliação: Você se identifica com estes sinais?
Se você se identificou com vários itens, considere discutir a possibilidade de uma avaliação para dor neuropática ou miofascial pélvica com um especialista em dor.
O Papel Crucial do Diagnóstico Diferencial
Antes de considerar o PENS, é fundamental que o médico exclua outras causas tratáveis de dor pélvica que requerem abordagens específicas, como condições cirúrgicas.
- Exames de Imagem: Ressonância magnética pélvica para avaliar endometriose profunda, massas, compressões anatômicas ou alterações viscerais.
- Avaliação Especializada: Consulta com ginecologista, urologista ou proctologista para descartar patologias específicas de órgãos (cistite intersticial, prostatite crônica, síndrome do intestino irritável).
- Bloqueios Nervosos Diagnósticos: Injeção de uma pequena quantidade de anestésico local próximo a um nervo suspeito (ex.: nervo pudendo). Se a dor desaparecer temporariamente, confirma-se aquele nervo como uma fonte significativa da dor, tornando-o um alvo potencial para o PENS.
🎯 Alvos Nervosos Comuns
- Nervo Pudendo: Dor no períneo, vulva, escroto, reto.
- Nervos Cluneais: Dor na região glútea profunda.
- Ramos do Plexo Hipogástrico: Dor visceral profunda (bexiga, útero).
📝 Preparando-se para a Consulta
- Leve um diário da dor (local, intensidade, horários, fatores que pioram/aliviam).
- Liste todos os tratamentos já tentados e suas respostas.
- Prepare perguntas específicas sobre o mecanismo e expectativas do PENS.
Opções de Tratamento: Onde o PENS se Encai no Espectro
O manejo da DPC é multimodal. O PENS é uma ferramenta dentro de um arsenal, geralmente indicada quando abordagens de primeira linha, como fisioterapia e medicamentos, não surtiram efeito suficiente ou são mal toleradas.
Espectro de Tratamento para Dor Pélvica Crônica
Menos Invasivo
Fisioterapia Pélvica
Medicações Orais
Terapia Cognitivo-Comportamental
Bloqueios Nervosos Guiados
Acupuntura Moderna
Mais Invasivo
Neurotomia por Radiofrequência
Cirurgia Descompressiva
Implante de Neuroestimulador
Detalhamento do Procedimento PENS: Passo a Passo
1. Técnica e Guiagem: O procedimento é realizado por um médico especialista, como um intervencionista em dor ou fisiatra. Utilizando um aparelho de ultrassom em tempo real, o médico visualiza com precisão a anatomia (nervos, músculos, vasos) e guia a inserção de agulhas-estímulo finíssimas (calibre 32G a 40G) próximas ao nervo-alvo. A guiagem por imagem é crucial para segurança e eficácia.
2. Parâmetros do Estímulo e Sensação: As agulhas são conectadas a um gerador. São utilizadas correntes elétricas de alta frequência (tipicamente 50-100 Hz) e baixa intensidade (miliamperes). Durante a estimulação, o paciente sente uma sensação de formigamento ou pulsação rítmica (parestesia) na área do nervo estimulado, que deve ser confortável e não dolorosa. A intensidade é ajustável pelo paciente sob supervisão.
3. Evidência Científica e Nível de Recomendação: A evidência para o PENS na DPC está em construção, sendo majoritariamente de Nível 3-4 (séries de casos, estudos observacionais), com um número crescente de ensaios clínicos randomizados em andamento. Para condições específicas como a neuralgia do nervo pudendo, revisões sistemáticas apontam para um “nível de recomendação B” (evidência moderada a favor).
4. Protocolo de Tratamento e Expectativa: Normalmente, um ciclo inicial envolve 6 a 10 sessões, realizadas 1 a 2 vezes por semana. Cada sessão dura entre 20 e 30 minutos. A resposta é individual: alguns pacientes percebem melhora após as primeiras sessões, enquanto outros têm uma resposta mais gradual e cumulativa. O efeito máximo geralmente é observado algumas semanas após o término do ciclo. O alívio pode durar de semanas a vários meses, podendo ser necessárias sessões de reforço periódicas.
5. Efeitos Colaterais & Riscos: A técnica é considerada de baixo risco quando realizada por profissional capacitado com guiagem por imagem. Os riscos são incomuns e geralmente leves:
- Leves e transitórios: Desconforto no local da inserção, pequeno hematoma (roxo), sensação de cansaço pós-procedimento.
- Raros: Infecção local (risco minimizado pela técnica estéril), lesão nervosa temporária causando parestesia prolongada, sangramento em pacientes com distúrbios de coagulação não identificados.
- Muito raros: Reações vasovagais (tontura, mal-estar). Complicações graves como lesão de órgãos são extremamente improváveis devido ao uso do ultrassom.
Vivendo com Dor Pélvica Crônica: Estratégias Complementares ao PENS
O manejo duradouro raramente vem de uma única intervenção. O PENS atinge seu potencial máximo quando integrado a um plano de tratamento multifocal, que aborde os diversos aspectos da dor crônica.
💡 Plano Integrado de Manejo
Fisioterapia Pélvica Especializada: É considerada a base do tratamento conservador. Enquanto o PENS modula a atividade nervosa, a fisioterapia trabalha a reeducação muscular, o relaxamento do assoalho pélvico hiperativo (que muitas vezes está em espasmo), a correção postural e o tratamento de pontos-gatilho. São abordagens sinérgicas e complementares.
Gerenciamento do Estresse e Sono: O estresse crônico e a má qualidade do sono são potentes amplificadores da dor, pois mantêm o sistema nervoso em estado de alerta. Técnicas como mindfulness, terapia cognitivo-comportamental para dor (TCC-Dor) e uma rigorosa higiene do sono são componentes fundamentais para quebrar o ciclo dor-estresse-insônia.
Abordagem Nutricional: Embora não exista uma “dieta para dor pélvica” universal, algumas condições associadas (como endometriose ou síndrome do intestino irritável) podem se beneficiar de uma dieta anti-inflamatória. Reduzir alimentos ultraprocessados, açúcares refinados e aumentar a ingestão de fibras, ômega-3 e antioxidantes pode modular indiretamente a inflamação e a sensibilidade à dor.
Navegando no Sistema de Saúde: Como Buscar este Tratamento
No Brasil, o PENS para dor pélvica é uma terapia em fase de maior disseminação, mais comumente disponível em centros especializados em dor crônica, ambulatórios de hospitais universitários e em clínicas privadas com foco em medicina intervencionista da dor.
A avaliação inicial é geralmente feita por um médico especialista em Dor, Fisiatria Intervencionista ou Anestesiologia com subespecialização em Dor. É relevante perguntar sobre a experiência específica do profissional com a técnica aplicada à região pélvica, pois a anatomia é complexa.
✅ Sinais Positivos de Melhora (Durante/Final do Tratamento)
- Redução gradual e consistente da intensidade da dor relatada no diário.
- Aumento no tempo entre as crises dolorosas (“períodos de trégua” mais longos).
- Retorno progressivo a atividades antes evitadas, como sentar por mais tempo ou praticar exercícios leves.
- Redução no uso de medicação analgésica de resgate.
- Melhora na qualidade do sono e no humor.
🤝 Apoio Multidisciplinar
Equipe ideal pode incluir: Médico da Dor, Fisioterapeuta Pélvico, Psicólogo e Nutricionista.
💊 Abordagem Farmacológica
Medicações como neuromoduladores (gabapentinoides) ou antidepressivos específicos podem ser usados em conjunto com o PENS para efeito sinérgico.
📈 Monitorando o Progresso
Manter um diário da dor é fundamental para objetivar a melhora e guiar ajustes no tratamento junto ao médico.
Direções Futuras e Novas Fronteiras
O campo da neuromodulação periférica está em rápida evolução. Para a DPC, algumas tendências promissoras em pesquisa incluem:
- Sistemas de PENS com Agulha-Cateter: Permitem a aplicação contínua ou prolongada da estimulação por alguns dias, potencializando o efeito modulador e podendo ser úteis para crises agudas de dor.
- Parâmetros de Estímulo Personalizados: Estudos investigam o uso de algoritmos e biomarcadores para definir a frequência, largura de pulso e padrão de corrente ideais para cada subtipo de dor e perfil de paciente, visando uma medicina de precisão.
- Combinação com Terapias Biológicas: Pesquisas exploram a combinação da modulação elétrica com a aplicação local de medicamentos ou fatores de crescimento através do sistema de agulha do PENS (técnica de eletroporação), criando uma abordagem bimodal.
🧠 Mito vs. Fato sobre o PENS na DPC
Mito: “PENS é só uma acupuntura eletrônica cara.”
Fato: Embora utilize agulhas, o PENS é fundamentado em princípios de neurofisiologia moderna, utiliza imagem de ultrassom para precisão anatômica milimétrica e parâmetros elétricos baseados em evidência, sendo uma ferramenta da medicina intervencionista da dor com objetivos e mecanismos distintos.
Mito: “Se o PENS funcionar, você está curado para sempre.”
Fato: O PENS é uma ferramenta de controle e modulação da dor crônica, não uma cura definitiva para condições complexas. Pode proporcionar longos períodos de alívio significativo, reduzindo a necessidade de outros tratamentos, mas o manejo da DPC geralmente é contínuo, com possibilidade de necessitar sessões de reforço periódicas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A aplicação do PENS na pelve dói?
A inserção da agulha finíssima causa um leve desconforto, semelhante a uma picada rápida. Durante a estimulação, o paciente sente uma sensação de formigamento ou pulsação rítmica (parestesia) na área do nervo estimulado, que deve ser confortável e não dolorosa. A intensidade é totalmente ajustável pelo paciente dentro de limites seguros pré-definidos pelo médico.
2. Quantas sessões são necessárias e quando vou sentir alívio?
Um ciclo típico inicial varia de 6 a 10 sessões, realizadas 1-2 vezes por semana. A resposta é individual. Alguns pacientes relatam melhora após a 2ª ou 3ª sessão, enquanto outros têm uma resposta mais gradual e cumulativa ao longo do ciclo. O efeito máximo de modulação geralmente é consolidado algumas semanas após o término das sessões.
3. O PENS é coberto por planos de saúde ou pelo SUS?
A cobertura é variável e não é universal. Alguns planos de saúde podem cobrir mediante relatório médico detalhado justificativa e comprovando a falha de tratamentos anteriores, muitas vezes sob o código de “Neuromodulação Percutânea”. No SUS, a disponibilidade é muito limitada e restrita a poucos centros de referência especializados em dor.
4. Posso fazer PENS se tiver um marca-passo ou implante metálico?
Geralmente não há contraindicação absoluta, pois o campo elétrico do PENS é muito localizado e de baixa energia. No entanto, é essencial informar ao médico sobre qualquer dispositivo implantado. O local de aplicação será mantido a uma distância segura do dispositivo, e os parâmetros podem ser ajustados conforme necessário.
5. Há alguma restrição após a sessão?
Não há restrições significativas. O paciente pode retomar suas atividades normais, incluindo trabalhar e dirigir, imediatamente após a sessão. Recomenda-se apenas evitar imersão prolongada em água (banheira, piscina) no local da aplicação por 24 horas para prevenir qualquer risco de infecção no minúsculo ponto de inserção.
6. E se o PENS não funcionar para mim?
O PENS é uma opção dentro de um espectro de tratamentos. Sua falta de resposta não significa o fim das possibilidades. Pode levar a uma reavaliação diagnóstica mais aprofundada ou à indicação de outras terapias intervencionistas, como a radiofrequência pulsada ou a neuroestimulação implantada. O manejo da dor crônica é um processo de tentativa e ajuste, sempre guiado por um especialista.
🚨 Sinais de Alerta que Requerem Atenção Imediata
Interrompa o tratamento e contate seu médico se, após uma sessão de PENS, você apresentar:
- Dor intensa e progressiva no local da aplicação que não melhora em 48h.
- Sinais de infecção: vermelhidão crescente, calor, saída de pus ou febre.
- Fraqueza muscular nova ou significativa em uma perna.
- Dormência ou formigamento intenso e persistente em uma área diferente da estimulada.
Conclusão: Uma Ferramenta Promissora no Arsenal Terapêutico
A dor pélvica crônica, por sua complexidade e impacto na qualidade de vida, requer abordagens inovadoras e personalizadas. A aplicação da técnica PENS além da coluna, direcionada aos nervos da pelve, representa um avanço no manejo desta condição.
Baseado em princípios de neuromodulação, o PENS oferece uma opção minimamente invasiva, segura e com potencial analgésico para pacientes que não obtiveram alívio suficiente com tratamentos convencionais. Seu valor reside na precisão anatômica e na capacidade de modular circuitos neurais hiperativos.
É fundamental lembrar que a informação é um ponto de partida, mas não substitui a consulta médica especializada. Se você convive com dor pélvica há mais de seis meses, buscar avaliação em um centro ou profissional especializado em dor crônica é o primeiro passo para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento integrado, onde o PENS pode ser uma das opções a ser considerada.
Mensagem Final: A dor persistente não é algo que se deva simplesmente aceitar. Com os avanços contínuos na medicina, incluindo técnicas como o PENS, existe uma perspectiva realista de melhorar o controle da dor e a qualidade de vida. O caminho pode exigir paciência e uma abordagem multifocal, mas o alívio é um objetivo alcançável.
Recursos & Próximos Passos
Leitura Recomendada (Fontes Confiáveis):
- Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED): Site institucional com informações educativas e busca por especialistas credenciados.
- International Association for the Study of Pain (IASP): Recursos globais e atualizações sobre pesquisa em dor.
- Blogs Educativos: Spine-Health, WebMD (versão em português de fontes sérias).
Como se Preparar para uma Consulta sobre DPC:
- Faça um diário da dor por 2 semanas (local, intensidade de 0-10, fatores desencadeantes).
- Liste todos os médicos consultados, exames realizados e tratamentos tentados (com a resposta a cada um).
- Escreva suas 3 principais perguntas sobre a causa da sua dor e as opções de tratamento (incluindo o PENS).
- Leve todos os seus exames de imagem em mídia física ou digital.
Informação é poder, mas a avaliação médica personalizada é indispensável.












































