Resposta direta: licorice, ou raiz de alcaçuz, não deve ser tratado como suplemento neutro. Preparações com glicirrizina podem elevar pressão, reduzir potássio e interagir com diuréticos, remédios cardíacos, corticoides e outros medicamentos.
O risco do alcaçuz depende da preparação
Chá, cápsula, extrato e doce podem ter quantidades diferentes de glicirrizina. Por isso, falar em benefício sem dose, duração e lista de medicamentos é pouco seguro, especialmente para quem tem hipertensão, doença renal, doença cardíaca ou usa diuréticos.
| Possível uso | Sintomas digestivos ou respiratórios aparecem em estudos e uso tradicional, mas com evidência variável. |
| Risco conhecido | Pressão alta, retenção de líquido, queda de potássio e arritmias em uso excessivo. |
| Evitar sem orientação | Gestação, hipertensão, doença renal, doença cardíaca, diuréticos ou digoxina. |
Licorice, ou raiz de alcaçuz, não deve ser tratada como suplemento “neutro”. Pode aparecer em chás, cápsulas, doces e produtos digestivos, mas a glicirrizina presente em algumas preparações pode elevar pressão arterial, reduzir potássio e interagir com remédios. O ponto principal não é se “é natural”, e sim dose, frequência, composição e risco individual.
A licorice, também chamada de alcaçuz, é uma planta medicinal, cujo extrato é vendido no mercado para melhorar a saúde e prevenir doenças.
É uma planta rica em flavonoides e bem adocicada, tanto que também é utilizada para fabricação de adoçantes, doces, medicamentos, pastilhas e afins.
A raiz de alcaçuz tem sido usada há séculos para tratar uma variedade de condições, incluindo sintomas da menopausa. Estudos demonstraram que a raiz de alcaçuz pode ajudar a reduzir os sintomas de ondas de calor, suores noturnos e alterações de humor.
Também pode ajudar a equilibrar os hormônios, reduzir a inflamação e melhorar a qualidade do sono. Além disso, a raiz de alcaçuz pode ajudar a reduzir o estresse e a depressão, sintomas comuns da menopausa.
Dentre as doenças mais comuns que a licorice é utilizada para combater estão:
- Asma;
- Depressão;
- Gripes e resfriados;
- Gota;
- Infecções fúngicas;
- Menopausa;
- Artrite;
- Enfisema;
- Úlceras;
- Psoríase.
Todavia, os benefícios da licorice são variados, o que a coloca no seleto grupo de plantas medicinais.
Utilidades do Licorice
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| Rico em antioxidantes | O licorice é rico em antioxidantes, o que pode ajudar a proteger o corpo do dano por radicais livres e do estresse oxidativo, reduzindo a inflamação e protegendo contra o envelhecimento precoce. |
| Apóia a saúde digestiva | O licorice pode ajudar a reduzir a acidez estomacal, o que pode ajudar na digestão, reduzir os sintomas de azia e melhorar a saúde digestiva em geral. |
| Pode ajudar a baixar a pressão arterial | O licorice contém glicirrizina, relacionada a uma redução da pressão arterial. |
| Apóia o sistema imunológico | A raiz de licorice tem propriedades antivirais e antibacterianas, o que pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico. |
| Pode ajudar a reduzir o estresse | O licorice contém vários compostos que podem ajudar a reduzir o estresse e melhorar o humor. |
Por isso, veja os principais benefícios do uso desta planta para a saúde a seguir:
Imunidade: evidência limitada
A licorice auxilia diretamente no combate às infecções causadas por vírus, bactérias e fungos, aumentando a imunidade consideravelmente.
Por essa razão, ela é excelente para tratamento de gripes, resfriados, gengivites, infecções de garganta e doenças causadas por baixa imunidade.

Sintomas respiratórios: evidência e limites
O extrato de licorice elimina a tosse e a congestão, contribuindo para a eliminação de catarro e muco dos pulmões.
Além disso, o extrato reduz espasmos nos brônquios, importante para evitar crises de asma, por exemplo.
Menopausa: o que ainda é incerto
A produção hormonal das mulheres na menopausa fica comprometida, gerando vários sintomas típicos.
Nesse sentido, a licorice contém substâncias similares ao estrogênio, que contribuem para diminuir o impacto desses sintomas no dia a dia.
Portanto, graças ao glabro e à glabridina, dois compostos da planta, sintomas como fogacho, estresse e secura vaginal são atenuados.
Menopausa: não usar como substituto de tratamento
- Reduz os sintomas de ondas de calor
- Reduz os sintomas de suores noturnos
- Melhorar as mudanças de humor
- Equilíbrio dos hormônios
- Reduz a inflamação
- Melhorar a qualidade do sono
- Reduzir o estresse
- Reduz a depressão
Coração: por que a cautela é maior
A licorice diminui os níveis de colesterol ruim (LDL) consideravelmente, melhorando a saúde cardiovascular e impedindo episódios de infarto.
Contudo, para este efeito é necessário que o extrato da planta seja consumido juntamente de um plano alimentar de baixa ingestão de gorduras saturadas.
Cortisol e pressão: por que há cautela
O cortisol, hormônio do estresse, é importante para regular a homeostase do organismo, e seus níveis elevados ou baixos são prejudiciais.
Sendo assim, a licorice regula as funções das glândulas adrenais e estabiliza os níveis de produção deste hormônio, evitando assim depressão, mudanças drásticas de humor e hiperatividade.

Pele: uso deve ser cauteloso
As lesões e infecções de pele produzem sintomas indesejáveis como coceira, eczema, vermelhidão e inchaço.
Entretanto, a licorice em gel é eficiente para diminuir esses agravos e recuperar as lesões de pele de forma mais rápida.
Licorice não deve ser usado para emagrecer
O uso de extrato de licorice pode eliminar a gordura armazenada na barriga e abdômen, diminuindo as circunferências dessas áreas.
No entanto, é indicado utilizar por pelo menos dois meses, assim como contar com um plano alimentar hipocalórico.
Como utilizar a licorice
A licorice é encontrada de diversas formas, como em pó, cápsulas, tabletes e raiz para preparo do chá.
Sendo assim, é indicado consumir este remédio- suplemento da seguinte forma:
- Raiz: Utilize de 1 a 5 gramas para infusão ou fervura;
- Tintura: 2 a 5 mls por dia na proporção de 1:5;
- Extrato: de 200 a 500 mg por dia;
- Bochechos: 1 ⁄ 2 colher do extrato em 1 ⁄ 4 de xícara de água para combater gengivite e aftas.
Dose, duração e contraindicações
Em Licorice: para que serve, riscos e cuidados, a segurança costuma depender menos da fama do produto e mais do encaixe clínico. Dois pacientes com o mesmo sintoma podem receber orientações diferentes se um usa anticoagulante, tem doença renal, está grávida, já teve alergia medicamentosa ou mistura vários remédios.
| Ponto | Por que altera a decisão |
|---|---|
| Indicação | Confirma se o medicamento responde ao problema correto. |
| Dose e duração | Reduz risco de uso insuficiente, excesso ou dependência. |
| Interações | Evita somar efeitos com álcool, sedativos, anticoagulantes ou anti-inflamatórios. |
| Efeitos adversos | Ajuda a separar reação esperada de sinal que pede revisão. |
Antes de iniciar, suspender ou combinar medicamentos, organize nome, dose, horário, motivo do uso, alergias e doenças conhecidas. Essa lista encurta a consulta e reduz erro de comunicação.
Quando a licorice exige cautela
A principal preocupação é o uso repetido de produtos com glicirrizina. Em pessoas suscetíveis, isso pode favorecer retenção de sódio e água, aumento da pressão, queda de potássio, fraqueza, palpitações e alteração de ritmo cardíaco. O risco aumenta quando há hipertensão, doença renal, doença cardíaca, gestação, uso de diuréticos, corticoides, digoxina ou medicamentos para pressão.
| Produto | O que verificar |
|---|---|
| Chá ou cápsula | Quantidade, frequência e presença de glicirrizina. |
| Doce ou bala | Se contém alcaçuz real ou apenas aroma de anis. |
| Uso digestivo | Se é DGL, extrato sem glicirrizina, ou raiz comum. |
| Uso com remédios | Risco de interação com pressão, coração, rins e potássio. |
Se houver pressão alta recente, inchaço, fraqueza, câimbras, palpitação ou uso diário por semanas, vale revisar o produto com médico ou farmacêutico. Relatos tradicionais não substituem avaliação de segurança.
Fonte: NCCIH: licorice root.
Fontes usadas nesta revisão
As fontes abaixo ajudam a conferir definições, limites de segurança e pontos de acompanhamento citados no artigo.









































