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Piócitos na urina: causas e quando investigar

6 de fevereiro de 2023 by Dr. Marcus Yu Bin Pai

Piócitos na urina indicam células de defesa no exame, mas não significam sempre infecção urinária. A interpretação depende de sintomas, coleta, nitrito, bactérias, cultura, gravidez, dor lombar, febre, sangue na urina e exames anteriores.

  • Piócitos são, resumidamente, células brancas. Dentro dos limites sua presença na urina é considerada normal, mas em níveis excedentes às quantidades máximas pode indicar problemas de saúde.
  • Causas: As causas do aumento de piócitos na urina, geralmente podem indicar infecções no trato urinário.
  • Sintomas: O aumento de piócitos em si não causa sintomas no paciente, mas caso o paciente esteja com alguma infecção os sintomas mais comuns são dor na região baixa do abdome, urgência para urinar, presença de sangue na urina e ardor durante a micção.
  • Tratamento: depende de sintomas, cultura, gravidez, sexo, febre, dor lombar, alergias, função renal e avaliação clínica; não deve ser definido só pelo número de piócitos.

Introdução – exames de urina e função dos rins

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Os exames são muito importantes para que a saúde em sua totalidade seja avaliada.

Quando se fala sobre exames de rotina, preventivos ou sobre a necessidade de fazer um checkup, as pessoas frequentemente associam os exames aos exames de sangue, mas a urina e as fezes têm muito a dizer sobre a saúde do corpo humano.

A urina é resultado da filtração que os néfrons fazem de todo líquido que passa pelo corpo e isso acontece nos rins.

Então a urina é um processo de limpeza que o corpo é responsável por liberar os resíduos que o corpo não precisará aproveitar e que caso sejam acumulados, podem ser prejudiciais para a vida humana.

Durante todo o dia os rins estão produzindo a urina e enviando para a bexiga para que ela seja eliminada por meio da uretra.

A uretra masculina é mais alongada e a uretra feminina é mais curta, por isso as mulheres possuem chances mais elevadas de contrair infecções caso não estejam praticando a higiene adequadamente ou caso não estejam tomando os devidos cuidados com os seus parceiros sexuais.

Importância dos rins

Alguns estudos apontam que os rins produzem cerca de 30 mililitros de urina por hora e que a partir dos 200 mililitros de água – dependendo da idade e das condições de saúde – sentimos vontade de urinar, mas uma bexiga de um adulto possui uma capacidade que varia entre 300 a 400 mililitros.

Uma pessoa adulta de média estatura produz cerca de um litro e meio de urina por dia, mas isso varia conforme os hábitos alimentares, dentre eles a ingestão de líquidos. Portanto, cuidar da saúde também envolve cuidar das excreções.

Piócitos no exame de urina – causas

Uma dúvida bastante frequente é o aparecimento de piócitos na urina. Os piócitos são glóbulos brancos – que também são avaliados nos exames de sangue como leucócitos.

Em quantidades normais, assim como outras células, eles não indicam nenhum problema de saúde.

Causas comuns de piócitos no exame de urina
Infecção do trato urinário (ITU)
Infecção renal
Infecção vaginal
Infecção sexualmente transmissível (IST)
Diabetes
Imunossupressão
Gravidez
Medicamentos
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Porém é importante estar alerta para alguns sinais visíveis e invisíveis na urina que dizem que algo não está bem e é necessário procurar ajuda médica.

Quando procurar ajuda médica?

Sinais visuais que indicam que é necessário buscar ajuda médica:

Ardor ao urinar: pode indicar uma infecção urinária e é extremamente importante procurar ajuda médica, apesar de um pouco de ardência parecer um sinal simples, isso pode se estender até os rins e se tornar uma infecção mais abrangente e mais difícil de ser tratada.

Presença de sangue na urina: a presença de sangue na urina, excluindo as pacientes de sexo feminino em período menstrual, pode ser sinal de uma disfunção.

Pode representar um problema renal ou até mesmo no trato urinário. Pode também ser um indicativo de pedra nos rins, também conhecida por cálculo renal.

Contagem de piócitos na urina

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Mas o tema desta discussão é sobre os piócitos na urina, como mencionado, os piócitos são células brancas que em quantidades normais não indicam uma situação patológica, mas em níveis aumentados podem indicar alguns problemas que precisam ser tratados.

A contagem de piócitos na urina é tida por meio do exame de urina comum, onde o paciente elimina urina em um pote estéril.

Primeiro deve ser feita uma higienização da região íntima para eliminar possíveis células mortas (dentro da normalidade) que possam fazer com que haja quaisquer alterações no resultado

Depois o primeiro jato de urina deve ser desprezado pois no início da uretra também podem haver microrganismos normais que não estão dentro da bexiga ou não estão sendo eliminados pelos rins, então após a higienização e o primeiro jato a urina eliminada é então coletada.

Os nomes dos exames utilizados para verificar a urina é o exame de urina tipo I ou também chamado de EAS, que significa elementos anormais de sedimento.

Por meio deste exame são avaliados os parâmetros de normalidade de uma urina saudável, sendo analisados alguns indicadores que podem sugerir algum problema de saúde (glicose que pode indicar presença ou não de diabetes, proteínas que podem indicar um alto consumo de tais, sangue que pode indicar alguma infecção, cetonas, nitrito, bilirrubina ou cristais, dentre outros).

Sintomas possíveis de infecção urinária

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Em relação aos sintomas, os sintomas são específicos para as condições patológicas, mas em geral o aumento dos piócitos na urina é assintomático, sendo necessário ver outros indícios para ter um diagnóstico correto.

A presença de piócitos na urina em quantidade mais elevada que os níveis normais – geralmente considerada entre 10.000 piócitos por mililitro, pode indicar inflamação, infecção nos rins ou bexiga

Mas a quantidade de piócitos não deve ser analisada de forma isolada, é preciso ver se há outros indicadores também alterados, como a presença de microrganismos, alterações de pH, presença de cristais e até mesmo alterações de coloração na urina.

Opções de tratamento

A composição clínica dos resultados irá definir o diagnóstico e para tanto a conduta terapêutica.

Quando há suspeita de infecção urinária, a escolha do antibiótico depende de sintomas, exame de urina, urocultura quando indicada, gravidez, sexo, alergias, função renal, febre, dor lombar e risco de infecção complicada. Não é seguro transformar o resultado do exame em dose pública de antibiótico.

Além disso, podem ser prescritos medicamentos à base de escopolamina para dores abdominais.

Dado do exameComo interpretar
Sintomas urináriosArdor, urgência e aumento da frequência fortalecem hipótese de infecção.
Coleta inadequadaContaminação pode alterar o resultado e exigir repetição.
Febre ou dor lombarPode sugerir acometimento mais alto e muda urgência.
GestaçãoExige leitura mais cautelosa mesmo com poucos sintomas.

Fontes úteis

  • MedlinePlus: exames laboratoriais
  • Endocrine Society: pacientes
  • Ministério da Saúde

Arquivado em: Clínica Médica, Sintomas de A-Z

Morfina: efeitos colaterais e uso seguro

6 de fevereiro de 2023 by Dr. Carlos Roberto Babá

Morfina é um opioide forte para dor intensa e deve ser lida como medicamento de alto controle, não como analgésico comum. Sonolência, constipação, náusea, tontura e coceira podem ocorrer, mas os efeitos que mais mudam a segurança são confusão, queda, sedação excessiva e respiração lenta ou difícil.

A resposta ao tratamento depende de dose, via, idade, função renal/hepática, uso prévio de opioides e combinação com álcool, benzodiazepínicos, remédios para dormir, antidepressivos ou outros sedativos. Não aumente dose nem interrompa uso contínuo por conta própria.

Como diferenciar efeito esperado de alerta

EfeitoLeitura práticaConduta
ConstipaçãoMuito comum com opioides.Prevenção e orientação desde o início.
Sonolência levePode ocorrer no começo ou após aumento de dose.Evitar dirigir e revisar sedativos.
Confusão ou quedasRisco maior em idosos e fragilidade.Reavaliar dose e contexto.
Respiração lentaSinal de perigo.Atendimento imediato.

O que revisar durante o uso

O acompanhamento deve perguntar se a dor realmente melhorou, se a pessoa voltou a dormir ou se mover melhor, se houve náusea, constipação, coceira, retenção urinária, sonolência e se há necessidade de resgate frequente. Benefício sem função melhorada pode exigir ajuste do plano.

Também é essencial registrar todos os sedativos e bebidas alcoólicas. A combinação de opioide com substâncias que deprimem o sistema nervoso aumenta risco respiratório. Em uso prolongado, tolerância, dependência física e sintomas de retirada precisam ser manejados com redução orientada.

Em dor crônica, a decisão deve equilibrar alívio, função, efeitos adversos e alternativas. Em dor oncológica ou cuidados paliativos, a meta pode ser diferente, mas a vigilância de sedação e respiração continua central.

Se houver familiares ou cuidadores envolvidos, eles devem reconhecer sinais de sedação excessiva e saber quando pedir ajuda. Morfina segura não depende só da receita; depende de monitorar resposta, dose e combinações perigosas.

Morfina é um opioide usado em situações específicas de dor intensa, mas pode causar efeitos colaterais importantes. Sonolência, constipação, náusea, confusão, queda de pressão e risco respiratório tornam o acompanhamento médico parte central do uso seguro.

Algumas patologias, onde as dores são intensas, precisam ser controladas com medicamentos mais fortes, como a morfina.

Morfina – opióide forte para dor

A morfina é um medicamento considerado “tarja preta”, isso significa que a sua venda ou a sua liberação por meio de farmácias públicas é rigorosa.

Ou seja, a “tarja preta” é uma maneira de deixar claro ao usuário sobre a classificação das substâncias presentes no produto poderem trazer riscos para o paciente, então sua comercialização é fiscalizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Além dos efeitos colaterais e da necessidade de respeitar a dose indicada pelo profissional, alguns efeitos como a dependência são um sinal de alerta para o usuário, alguns pacientes que desrespeitam as doses permitidas podem, inclusive, ir à óbito.

Como a morfina funciona?

Mecanismo de açãoDescrição
VinculaçãoA morfina se liga aos receptores opioides no cérebro, medula espinhal e trato gastrointestinal.
AtivaçãoEssa ligação ativa os receptores acoplados à proteína G, levando à liberação de neurotransmissores inibitórios.
InibiçãoOs neurotransmissores inibitórios amortecem a transmissão dos sinais de dor e produzem uma sensação de euforia.

Morfina: dose, duração e efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da morfina estão correlacionados com a dose administrada e com a duração do tratamento, ou seja, o período de exposição do corpo ao fármaco.

A morfina é um opioide analgésico que também pode causar sedação, náusea, constipação, coceira, retenção urinária, confusão e depressão respiratória. O risco aumenta com álcool, benzodiazepínicos, outros sedativos, dose alta, doença respiratória e início ou aumento recente do tratamento.

Alguns efeitos colaterais da morfina são:

  • Mudanças de humor e de comportamento;
  • Aumento da transpiração;
  • Vertigem;
  • Cansaço e sonolência;
  • Dor de estômago;
  • Diarreia;
  • Dependência;
  • Alterações na frequência cardíaca;
  • Náuseas e vômitos;
  • Prisão de ventre;
  • Coceira e erupção da pele;
  • Tontura;
  • Problemas de ereção;
  • Dentre outros.
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Os efeitos colaterais não são obrigatórios e apenas o médico poderá decidir se os benefícios superam os riscos para o caso do paciente.

Além disso, o farmacêutico é um profissional capacitado para esclarecer dúvidas, inclusive sobre os efeitos adversos do medicamento.

Efeitos colaterais – experiência clínica e estudos

Efeito colateralSintomas clínicos
NáuseaSensação de enjôo no estômago, às vezes acompanhada de vontade de vomitar.
ConstipaçãoDificuldade ou falta de frequência em evacuar, muitas vezes acompanhada de dor abdominal e inchaço.
TonturaSensação de girar, vertigem ou desmaio que pode ser acompanhada de instabilidade e perda de equilíbrio.
SonolênciaSensação de sonolência ou cansaço, muitas vezes acompanhada por uma diminuição do nível de alerta.
Dor de cabeçaUma dor na cabeça, geralmente acompanhada de sensibilidade, pressão ou aperto na testa e nas têmporas.
Depressão RespiratóriaUma diminuição na frequência e profundidade da respiração, muitas vezes acompanhada de sonolência, confusão e diminuição do nível de alerta.
CoceiraSensação de desconforto na pele, muitas vezes acompanhada de desejo de coçar ou esfregar a área afetada.
SuandoA secreção de suor das glândulas sudoríparas, muitas vezes acompanhada por um aumento da temperatura corporal e uma sensação de calor.
AnsiedadeSensação de mal-estar ou preocupação, muitas vezes acompanhada de sintomas físicos, como aumento da frequência cardíaca, sudorese e tremores.

Efeitos colaterais – extraídas da bula

Informações extraídas da bula do medicamento:

Efeitos colaterais da morfina no sistema nervoso central (SNC): euforia, desconforto, fraqueza, dor de cabeça, insônia, agitação, desorientação e distúrbios visuais.

Efeitos colaterais da morfina no aparelho digestivo: boca seca, falta de apetite, prisão de ventre e espasmos biliares.

Efeitos colaterais da morfina no sistema cardiovascular: vermelhidão no rosto, diminuição ou aumento da frequência cardíaca e desmaio.

Efeitos colaterais da morfina no sistema genital e urinário: retenção urinária, aumento do número de micções, diminuição da libido e impotência.

Efeitos colaterais da morfina relacionados com alergias: coceira, urticária, erupções cutâneas, inchaço e, raramente, urticária hemorrágica.

Quanto tempo a morfina continua no organismo?

Estudos demonstram que a morfina continua na corrente sanguínea por horas, ainda que seu uso seja cessado.

Traços de morfina podem ser encontrados não apenas no sangue, mas também na saliva, no leite materno e na urina.

A morfina permanece no sangue e na saliva por até três dias, na urina por até quatro dias e no leite materno por cerca de vinte e quatro horas.

Quanto tempo a morfina permanece no corpo

Vários fatores podem influenciar quanto tempo a morfina permanece em seu corpo, incluindo:

  • Idade: os indivíduos mais velhos podem remover a morfina a uma taxa mais lenta do que os indivíduos mais jovens, com metabolismos mais rápidos.
  • Frequência e duração do uso: Tomar doses maiores ou tomar morfina por um longo período pode aumentar a quantidade de tempo que a morfina permanece em seu sistema.
  • Genética: a genética pode influenciar a biologia e o metabolismo de uma pessoa, afetando a rapidez com que a morfina é processada pelo corpo.
  • Composição corporal: O peso, a altura e a gordura corporal de uma pessoa podem determinar a rapidez com que ela pode eliminar uma droga de seu corpo.
  • Função renal e hepática: Seus rins e fígado desempenham papéis importantes na eliminação de substâncias do seu corpo. A má função hepática e renal, especialmente danos, pode levar a tempos de eliminação mais longos para as substâncias.

Uso morfina e ainda sinto dores – é normal?

Mesmo com morfina, algumas pessoas podem continuar com dor. Isso não significa aumentar por conta própria: pode haver tolerância, dor neuropática, progressão da doença, dose inadequada, efeito adverso limitante ou necessidade de combinar outras estratégias.

Por isso, caso as dores não estejam cessando, é importante procurar ajuda médica.

Quando o uso da morfina é prolongado e então o médico decide que irá ser descontinuado, o paciente pode apresentar crises de abstinência, geralmente os sintomas apresentados são: ansiedade, estresse, insônia, náusea e dores musculares.

Sintomas de abstinência podem aparecer quando o opioide é reduzido ou interrompido de forma abrupta, e o tempo varia conforme formulação, dose, duração de uso e características do paciente.

Alguns estudos demonstram que os efeitos de abstinência têm uma duração que varia entre três até cinco dias, mas outros pacientes que desenvolveram uma dependência maior podem levar semanas para melhorar, o que em alguns casos pode exigir acompanhamento psiquiátrico rigoroso.

Considerações sobre o uso

A morfina é um medicamento utilizado para aliviar a dor severa e moderada, sendo um medicamento opióide.

É comercializado em drogarias e entregue em algumas farmácias pertencentes ao Sistema Único de Saúde, sob retenção da primeira via da receita que deve conter:

  • Nome completo do paciente;
  • A identificação completa do emitente;
  • A data da prescrição;
  • A posologia clara e sem rasuras;
  • A dosagem do medicamento;
  • O carimbo e a rubrica do médico;
  • Estar dentro da validade de trinta dias; e
  • Conter a notificação da lista A1 de substâncias entorpecentes.

Fontes úteis

  • DailyMed: Morphine sulfate tablets label
  • FDA: safe use of opioid pain medicines

Arquivado em: Dor, Farmácia, Sintomas de A-Z

Excesso de sono, o que pode ser?

6 de fevereiro de 2023 by Dra. Celia Yunes Portiolli

Excesso de sono pode vir de privação crônica, apneia do sono, depressão, medicamentos, álcool, hipotireoidismo, anemia, doenças neurológicas ou distúrbios primários do sono. A avaliação muda se há ronco, pausas respiratórias, sonolência ao dirigir, perda de peso, febre ou confusão.

  • O que é: O excesso de sono pode ser multifatorial, pode ser em decorrência da falta de descanso ou pode ser de origem patológica.
  • Causas: As causas mais comuns são horas insuficientes de sono, apneia do sono, anemia e problemas de ordem neurológica ou psiquiátrica.
  • Sintomas: Os sintomas são excesso de sono durante o dia, indisposição, cansaço e fraqueza. Caso o excesso de sono seja debilitante, o paciente precisa procurar apoio médico com urgência.
  • Tratamento: O tratamento varia conforme o diagnóstico, mas é importante que a causa seja descoberta. Os tratamentos podem ser naturais ou medicamentosos, mas tudo dependerá do diagnóstico.

As causas mais comuns de excesso de sono são: 

Quantidade insuficiente de horas de descanso

Geralmente pacientes que possuem muitas atividades ao longo de seus dias, tenham dois empregos integrais ou dividam suas horas entre um emprego integral e estudos podem estar tirando horas de sono para conseguirem desempenhar todas as atividades.

Por isso é importante pensar em uma rotina que priorize o descanso para que as atividades possam ser desenvolvidas com concentração.

Medicamentos

Alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais que o deixam sonolento ou interferem na qualidade do sono.

Estes incluem antidepressivos, anti-histamínicos (medicamentos para alergia), opioides (analgésicos), sedativos (pílulas para dormir), anticonvulsivantes (medicamentos para convulsões) e alguns medicamentos para pressão arterial.

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Apneia do sono ou problemas de respiração noturna

Pacientes que “roncam” excessivamente e em alguns momentos demonstram dificuldade para respirar e acabam acordando, podem ter apneia do sono.

Isso acontece em ocasião de ter a respiração dificultada à noite, então o paciente acaba acordando inúmeras vezes, tendo seu ciclo de descanso prejudicado e, consequentemente, tendo excesso de sono durante o dia.

Pressão baixa

É importante ressaltar que a hipotensão arterial não causa sono, mas os sintomas da pressão baixa podem ser confundidos com a sonolência, geralmente por conta da fraqueza, tontura e da perda da força.

Alguns pacientes ficam com a pressão mais baixa no calor, por exemplo, mas é importante aferir a pressão para ver se o indicador está abaixo do esperado e caso a hipotensão seja constante é necessário procurar um médico

Inclusive porque algumas patologias têm como sintoma a pressão baixa – pode ser um sinal de que o oxigênio não está chegando em quantidades suficientes para os tecidos.

Anemia

A anemia é uma condição causada pela deficiência de ferro no sangue, por meio do ferro o oxigênio é transportado para todas as células do corpo, a deficiência de ferro pode ocasionar sonolência excessiva no paciente e é importante que o tratamento seja iniciado

Dependendo do grau o tratamento pode envolver uma alteração alimentar e inclusão de medicamentos ricos em ferro na dieta (como beterraba, carne vermelha, espinafre, nozes, feijão e outros) ou pode ser necessária a suplementação com sulfato ferroso.

Problemas neurológicos ou psiquiátricos

Depressão, ansiedade ou doenças degenerativas fazem com que o paciente tenha problemas para dormir e fique cansado ao longo do dia, o corpo não consegue sair do modo “ativo e alerta” e por isso o descanso não é conseguido.

Síndrome da Fadiga Crônica

Doença de longo prazo caracterizada por fadiga ou cansaço extremos que não melhora com o repouso e não pode ser explicada por uma condição médica subjacente.

Um dos sintomas da fadiga crônica é a sonolência excessiva, o que significa dificuldade em permanecer acordado ou alerta durante o dia. A sonolência excessiva pode interferir nas atividades diárias e afetar a função cognitiva, o humor e a qualidade de vida.

A causa exata da sonolência excessiva na síndrome da fadiga crônica ainda não é totalmente compreendida, mas alguns fatores possíveis incluem: sono não reparador, interrupção do ritmo circadiano, inflamação no cérebro, desequilíbrio hormonal ou efeitos colaterais de medicamentos.

Síndrome das Pernas Inquietas

A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio que causa uma necessidade irresistível de mover as pernas, geralmente associada a sensações desagradáveis durante o sono e aliviadas pelo movimento. A síndrome das pernas inquietas pode causar insônia no início ou na manutenção do sono e, ocasionalmente, sonolência diurna excessiva, levando a morbidade significativa.

A causa exata da síndrome das pernas inquietas não é conhecida, mas pode estar relacionada a anormalidades no cérebro, neurotransmissores, deficiência de ferro ou fatores genéticos. Algumas condições que podem causar ou piorar a síndrome incluem neuropatia periférica, doença de Parkinson, doença renal, gravidez e alguns medicamentos. O tratamento envolve o gerenciamento das condições subjacentes e, às vezes, o uso de medicamentos como reposição de ferro, antidepressivos, reguladores dos canais de cálcio, narcóticos ou sedativos.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença caracterizada por dor musculoesquelética generalizada acompanhada de fadiga, problemas de sono, memória e humor. Acredita-se que a fibromialgia amplifica as sensações dolorosas afetando a maneira como o cérebro e a medula espinhal processam sinais dolorosos e não dolorosos.

Uma das consequências da fibromialgia é a sonolência excessiva, o que significa ter dificuldade em permanecer acordado ou alerta durante o dia. A sonolência excessiva pode piorar os sintomas da fibromialgia e afetar o funcionamento diário e a qualidade de vida.

Algumas possíveis causas de sonolência excessiva na fibromialgia incluem: insônia, sono não restaurador, apneia do sono, síndrome das pernas inquietas ou efeitos colaterais de medicamentos.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma patologia na qual a glândula tireoide não produz hormônios tireoidianos suficientes, que regulam o metabolismo e os níveis de energia do corpo. O hipotireoidismo pode causar vários sintomas, como ganho de peso, fadiga, depressão, pele seca, queda de cabelo e sensibilidade ao frio.

Um dos efeitos do hipotireoidismo é a sonolência excessiva, o que significa ter dificuldade em permanecer acordado ou alerta durante o dia. A sonolência excessiva pode prejudicar a função cognitiva, o humor e a qualidade de vida.

Algumas possíveis causas de sonolência excessiva no hipotireoidismo incluem: baixa temperatura corporal, dores musculares ou articulares, apneia do sono, hipersonia (uma condição caracterizada por sonolência diurna extrema) ou coma mixedematoso (uma complicação rara, mas com risco de vida, do hipotireoidismo grave).

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que afeta o movimento, a cognição, o humor e o sono. A Doença de Parkinson pode causar sonolência diurna excessiva, descrita como sonolência inapropriada e indesejável durante as horas de vigília. A sonolência excessiva é um sintoma não motor comum na Doença de Parkinson, afetando até 50% dos pacientes, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes com Doença de Parkinson e de seus cuidadores.

Os mecanismos da sonolência excessiva podem envolver alterações cerebrais, medicamentos e outros sintomas. Alterações cerebrais podem incluir degeneração de neurônios produtores de dopamina, disfunção de outros neurotransmissores, como acetilcolina e orexina, e interrupção dos ritmos circadianos. Medicamentos como os agonistas da dopamina podem induzir ou piorar a sonolência, afetando a qualidade do sono ou promovendo ataques de sono.

Outros sintomas como depressão, ansiedade, dor, noctúria, síndrome das pernas inquietas ou apneia do sono também podem contribuir para a sonolência diurna excessiva ao interferir no sono noturno. As opções de tratamento para sonolência excessiva na Doença de Parkinson incluem ajuste de medicamentos, melhora da higiene do sono, uso de estimulantes ou agentes promotores do despertar.

Outras patologias

Algumas doenças físicas também podem causar sono excessivo, afetando seus níveis de energia ou interrompendo seu sono.

Estes incluem diabetes mellitus (alto nível de açúcar no sangue, insuficiência cardíaca (músculo cardíaco fraco), insuficiência renal (função renal deficiente), insuficiência hepática (função hepática deficiente), câncer (crescimento celular anormal), infecções (como mononucleose ou HIV/AIDS), desequilíbrios hormonais (como menopausa ou baixa testosterona), depressão (baixo humor e perda de interesse).

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Tratamentos possíveis

Para isso é importante tratar a causa para que o excesso de sono se resolva, em determinadas situações, além de medicamentos ansiolíticos podem ser prescritos medicamentos para dormir.

Uso de algumas classes medicamentosas:

  • Alguns medicamentos têm como reação adversa o sono;
  • Medicamentos antialérgicos;
  • Antitérmicos;
  • Medicamentos para Parkinson;
  • Cardiovasculares;
  • Relaxantes musculares;
  • Medicamentos para convulsões

Dentre outros, podem fazer com que o paciente sinta sonolência no decorrer do dia e isso está relacionado ao tratamento.

Caso os medicamentos estejam fazendo com que o paciente sinta um cansaço debilitante e que esteja prejudicando suas atividades habituais, é importante que o médico seja notificado para que, caso necessário, seja feito um ajuste da dose ou até mesmo sua substituição.

Tratamento – importante avaliar a causa

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O tratamento para excesso de sono estará relacionado diretamente à causa, caso a causa seja patológica, o direcionamento clínico será tomado com base no diagnóstico do paciente

Por isso, ainda que o excesso de sono aparente ser apenas “falta de descanso”, o paciente precisa notificar o médico se for muito recorrente.

Ao avançar a idade, as pessoas tendem a ter necessidades de menos horas de sono, mas isso não significa que o corpo humano não precisa descansar.

Durante o sono é feita uma economia de energia por parte do corpo, ocorre a restauração dos tecidos, pode ocorrer aumento da massa muscular e é liberado o GH, também chamado de hormônio do crescimento.

Na fase “REM” do sono, o paciente faz com que tudo o que foi aprendido ao longo do dia seja concretizado.

Alguns médicos solicitam exames de polissonografia para ver se o paciente está apresentando algum problema durante o sono ou se os hábitos estão em desacordo com o que se espera para a faixa etária e sexo do paciente.

Caso seja necessário, alguns médicos inserem medicamentos (inclusive podem estimular tratamentos naturais) à base de cafeína, consumo de alimentos estimulantes e fazer uso de chá preto podem auxiliar.

Explore também no Blog da Saúde

  • Psiquiatria
  • Clínica Médica

Fontes úteis

  • MedlinePlus: insônia
  • MedlinePlus: distúrbios do sono

Arquivado em: Clínica Médica, Curiosidades, Sintomas de A-Z

Irritação nos olhos: causas e quando avaliar

6 de fevereiro de 2023 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Resumo sobre Irritação dos olhos

Como cuidar dos olhos sem atrasar avaliação

Dor intensa, perda de visão, sensibilidade à luz ou trauma ocular justificam avaliação. Informe se usa lentes de contato. Um colírio inadequado pode piorar o problema.

Sinais que orientam a decisão

SinalO que significa na prática
Coceira e lacrimejamentoPode ocorrer em alergia ou irritação ambiental, principalmente quando é bilateral e recorrente.
Secreção espessaPode sugerir infecção e precisa de avaliação se persistir ou vier com dor.
Dor ou fotofobiaÉ sinal de alerta, especialmente se houver vermelhidão intensa ou baixa visual.
Uso de lente de contatoAumenta a cautela porque algumas infecções podem evoluir mais rápido.
Crianças pequenasTeste, triagem e acompanhamento ajudam a evitar atraso em problemas de visão.

Cuidados seguros enquanto observa

  • Evite coçar os olhos e lave as mãos antes de tocar a região.
  • Não use colírio com antibiótico, corticoide ou anestésico sem orientação.
  • Suspenda lente de contato se houver dor, vermelhidão ou secreção.
  • Procure atendimento rápido se houver baixa de visão, trauma, dor forte ou sensibilidade à luz.

Como a conduta costuma ser decidida

O tratamento depende da causa provável: alergia, ressecamento, conjuntivite, inflamação, corpo estranho e alteração de visão têm caminhos diferentes.

Quando o quadro é recorrente, unilateral, doloroso ou muda a visão, o exame oftalmológico é mais importante do que repetir colírios por tentativa.

  • O que é: Irritação ocular pode ser definida por todo e qualquer sintoma anormal que altere a sua coloração natural, faça com que os olhos lacrimejam excessivamente, façam com que haja secreção em demasia, e que causam sensações de corpos estranhos quando o paciente está piscando ou olhando para algum lugar, façam com que haja dor, ardor ou qualquer outro desconforto.
  • Causas: Pode ser viral, bacteriana ou alérgica. Os tipos mais comuns de irritação ocular se dão por conjuntivite, alergias, presença de corpo estranho, uso inadequado de lentes de contato e vista cansada. Mas também não são excluídos os casos de pacientes que possuem alterações em seu funcionamento ocular normal e necessitam de óculos para corrigi-las, fazendo com que o esforço oftálmico seja tão elevado a ponto de irritar os olhos.
  • Sintomas: Os sintomas mais comuns são vermelhidão, ressecamento, secreção, excesso de lágrimas e dor local.
  • Tratamento: O tratamento varia conforme a causa, mas o mais comum é a orientação de higienização ocular com água corrente, podendo ser prescritos corticóides oculares (dexametasona – Maxidex®), antibióticos (tobramicina – Tobradex®) ou até mesmo possa ser sugerido um procedimento cirúrgico no caso da presença de corpo estranho.

Introdução

Uma das áreas mais sensíveis e importantes do corpo humano são os olhos. Os olhos são fundamentais para a manutenção da vida humana e por conta da sua sensibilidade, é importante que caso sejam notadas alterações o paciente procure apoio médico.

Obviamente, pacientes que possuem problemas de saúde que fazem com que os mesmos percam a visão ou até mesmo pacientes possuam algum problema congênito que cause deficiência visual acabam desenvolvendo mais significativamente os outros sentidos e podem manter uma vida totalmente dentro da normalidade.

Definição

Irritação ocular pode ser definida por todo e qualquer sintoma anormal que altere a sua coloração natural, faça com que os olhos lacrimejam excessivamente, façam com que haja secreção em demasia e cause sensações de corpos estranhos quando o paciente está piscando ou olhando para algum lugar, façam com que haja dor, ardor ou qualquer outro desconforto.

Olho Humano

O olho humano é naturalmente lubrificado e essa lubrificação é natural e fisiológica, é possível notar que em dias mais secos, os olhos tendem a lacrimejar.

Algumas condições de saúde fazem com que o paciente não lacrimeje o suficiente para manter a lubrificação ocular adequada ou até mesmo a obstrução do canal lacrimal patológica pode prejudicar a umidade ocular, portanto é importante observar os sinais e sintomas para não causar danos à visão.

As pálpebras são projetadas para proteger os olhos, os cílios têm a função de impedir que sujidades adentrem nos olhos, sobrancelhas auxiliam na proteção ocular do suor humano e até as mesmo lágrimas auxiliam na proteção da saúde ocular.

São o que podemos chamar de barreiras físicas de proteção com a finalidade de manter os olhos livres de possíveis patógenos.

Higiene Ocular – importância

Muitas pessoas possuem dúvidas sobre a higiene ocular e isso é um fator extremamente relevante quando a irritação dos olhos é mencionada na medicina.

Lavar as mãos adequadamente, lavar o rosto, não compartilhar cosméticos e não colocar as mãos sujas nos olhos são medidas necessárias para a saúde ocular, além disso é importante que se faça a higienização dos olhos diariamente e corretamente.

A poluição presente nas grandes cidades pode prejudicar a saúde ocular. Para isso, podem ser adotadas medidas simples e bastante eficientes no combate às possíveis irritações oculares, sendo elas:

  • Lavar os olhos com água corrente, sempre com as mãos higienizadas preliminarmente;
  • Usar colírios para lubrificar os olhos, principalmente quando a umidade do ar está mais baixa;
  • Remover completamente a maquiagem, para que não haja contaminação por microrganismos; e
  • Para pacientes que fazem uso de óculos ou lentes de contato, é fundamental manter uma higiene rigorosa dos mesmos e evitar tocar os olhos com as mãos com sujidades visíveis ou não, visto que os microrganismos patogênicos são invisíveis a olho nú.
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Por que a irritação ocular surge?

Irritação ocular geralmente pode ser em decorrência de processos alérgicos, falta de higiene ou até mesmo de contaminação bacteriana.

Causas

Por isso, são listados alguns problemas que podem causar irritação ocular:

A famosa “visão cansada”: pacientes que fazem uso de computadores e celulares por muitas horas tendem a fazer com que os olhos precisem de descanso e de lubrificação por conta da alta exposição à luz.

É recomendado que o paciente faça uso de óculos especiais que bloqueiam filtram a luz azul proveniente das telas e lubrificantes oculares à base de carmelose sódica, por exemplo. Causa vermelhidão, ressecamento e desconforto.

Conjuntivite: mais comumente a conjuntivite se dá por uma contaminação viral, onde o paciente toca os olhos com as mãos contaminadas, mas pode ser causada não apenas por vírus, mas também por bactérias ou ser consequência de uma alergia.

Os sintomas são coceira, vermelhidão e secreções esbranquiçadas ou esverdeadas/amareladas quando há contaminação bacteriana.

O tratamento pode ser com um corticóide oftálmico à base de dexametasona, comercializado pelo nome Maxidex®, com antibiótico geralmente à base de tobramicina, comercializado pelo nome de Tobradex® ou poderá ser necessário fazer uma raspagem para retirar as células mortas de dentro do olho em casos mais graves.

Corpo estranho: É comum que entre algum corpo estranho nos olhos, seja um cílio, pó ou restos de insetos presentes no ar, o que causa irritação e vermelhidão, o tratamento consiste em fazer a higiene do local e em casos mais simples o quadro deve melhorar em um ou dois dias, pode ser indicado o uso de corticóide ocular.

Lentes de contato: para os pacientes que fazem mau uso das lentes de contato, pode haver deslocamento das mesmas na cavidade ocular e pode se fazer necessária cirurgia para removê-las dependendo das circunstâncias.

Por isso é necessário tomar todos os cuidados, fazer a limpeza das lentes, usar os colírios indicados e respeitar o tempo de descanso definido pelo médico oftalmologista.

Tratamentos possíveis

O tratamento da irritação dos olhos irá depender do motivo pelo qual ela fora ocasionada, via de regra é indicado que o paciente higienize o local e faça uso dos colírios prescritos pelo oftalmologista, portanto é necessário buscar apoio médico antes que a situação se agrave.

Inclusive, a automedicação pode ser extremamente danosa. Colírios à base de corticóides usados inadequadamente podem causar cegueira no paciente, um dano irreparável.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: doenças dos olhos
  • CDC: saúde da visão

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