Blog da Saúde

Informações sobre cuidados com a saúde

  • Sintomas
  • Doenças
  • Tratamentos
  • Exames e Medicamentos
  • Especialistas
  • Guias

Arquivos para 24 de dezembro de 2022

Epigastralgia: queixas abdominais podem ser complicadas

24 de dezembro de 2022 by Dr. Andrew Seung Ho Park Deixe um comentário

  • Epigastralgia é um termo médico para dor na parte superior do abdômen.
  • Essa dor está localizada na área entre as costelas e o umbigo.
  • A epigastralgia geralmente é causada por distúrbios ou doenças digestivas, como refluxo gastroesofágico, úlcera péptica, pancreatite ou doença da vesícula biliar.
  • Outras causas de dor epigástrica incluem estresse, ansiedade e certos medicamentos.
  • Os sintomas de epigastralgia podem variar de desconforto leve e ocasional a dor intensa e persistente.
  • O tratamento da epigastralgia depende da causa subjacente e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos ou cirurgia.

Dor abdominal é a queixa mais frequente nos serviços de emergência em todo o país.

Aproximadamente 6% das queixas principais envolvem dor abdominal e, destas, 25% apresentam dor epigástrica.

SintomaDescrição
DorDor ou desconforto na parte superior do abdômen, entre o peito e o umbigo.
QueimaçãoSensação de queimação na parte superior do abdômen.
NáuseaSensação de vontade de vomitar.
InchaçoSensação de plenitude na parte superior do abdome.
AziaSensação de queimação no peito.
ArrotoUma liberação de ar ou gás do estômago.
VômitoA expulsão forçada do conteúdo do estômago.

Queixas abdominais

As queixas abdominais, incluindo desconforto epigástrico, podem ser complicadas. Uma compreensão comum da dor visceral na região epigástrica com suas características distintas pode ajudar os prestadores de serviços de emergência a entender a investigação apropriada para esse tipo de reclamação.

Os órgãos abdominais comunicam estiramento, isquemia e dor indescritível por meio de nocireceptores que transmitem sinais por meio de receptores aferentes para a medula espinhal. Órgãos derivados do intestino anterior embrionário, como o esôfago, estômago, pâncreas, sistema biliar e duodeno proximal, podem produzir dor localizada na linha média epigástrica região.

Dor torácica decorrente da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e disfagia são notoriamente difíceis de distinguir de distúrbios cardíacos porque doença esofágica pode causar dor no peito.

Aqui falaremos sobre emergências não cardíacas e distúrbios associados ao desconforto epigástrico. Características clínicas e diagnóstico e opções terapêuticas são apresentadas, tentando avaliar e tratar de forma adequada e eficiente os pacientes com desconforto epigástrico, o que tem um grande diferencial envolvendo distúrbios graves e benignos.

Sintoma do trato gastrointestinal superior

A dispepsia é qualquer sintoma do trato gastrointestinal superior (GI), incluindo dor epigástrica, azia, refluxo, náusea, vômito ou desconforto com duração superior a 4 semanas. É uma apresentação comum que aflige 25% a 40% da população todos os anos.

Esta apresentação não deve ser encarada de forma leve, porque alguns estudos mostraram que a incidência de sangramento do trato gastrointestinal superior secundária à úlcera péptica (UP) chega a 41 pessoas em 100.000, com um risco de mortalidade de 8,7%. Acredita-se que um quarto das pessoas com dispepsia tenha uma causa orgânica subjacente, enquanto os outros 75% não têm um distúrbio identificável após avaliação adicional.

Tem havido uma noção comum de que muitas variáveis ​​de estilo de vida, como tabagismo, café, álcool, chocolate, obesidade e ingestão de gordura, precipitam a dispepsia, mas evidências não suporta essa noção.

As estratégias terapêuticas para pacientes com úlcera duodenal estão focadas no alívio dos sintomas, cicatrização da úlcera e redução da recorrência. As opções comuns de farmacoterapia para o tratamento da dispepsia são: inibidores da bomba de próton como o omeprazol, antagonistas do receptor H2 como ranitidina, sais de bismuto e antiácidos.

Não se deve interpretar a melhora do desconforto epigástrico com um coquetel gastrointestinal (lidocaína viscosa oral/antiácido mais ou menos anticolinérgico) como método para diferenciar dispepsia de dor cardíaca. Há evidências de que os coquetéis gastrointestinais proporcionam alívio da dor em pacientes com dor torácica cardíaca.

epigastralgia

Sintomas clássicos de úlcera duodenal

Para pacientes que apresentam sintomas clássicos de úlcera duodenal, é apropriado prescrever um teste de 4 semanas de terapia empírica. Historicamente, era apropriado iniciar o tratamento dos pacientes com um inibidor da bomba de prótons (PPI) ou um antagonista do receptor de histamina (H2RA), mas uma recente revisão Cochrane concluiu que a terapia com PPI foi mais eficaz do que com H2RA.

Evidências suportam o início de um estudo empírico de 4 semanas de terapia com PPI para pacientes que apresentam dispepsia em vez da estratégia mais cara de teste e tratamento. Essa estratégia é apoiada pela maioria dos pacientes que apresentam dispepsia tendo sintomas como resultado de distúrbios mediados por ácido.

Talvez a razão mais convincente para iniciar a terapia empírica é que os inibidores de bomba de prótons não só reduzem sintomas, mas também aumentam a taxa de cicatrização da úlcera, se presente.

No entanto, essa estratégia terapêutica não resultou em redução da recorrência de úlcera duodenal. Um ensaio empírico de inibidores de bomba de prótons em pacientes com dispepsia deve ser reservado para pacientes com menos de 50 anos e sem sinais de alerta.

Os sinais de alerta:

Perda de peso inexplicável, vômitos recorrentes, disfagia progressiva, odinofagia, perda de sangue gastrointestinal (por exemplo, melena, hematoquezia, anemia aguda), história familiar de câncer de trato gastrointestinal são preocupantes em pacientes com dispepsia e devem levar a uma avaliação adicional com endoscopia porque esses pacientes não são adequados para tratamento empírico.

epigastralgia

É importante distinguir pacientes que necessitam de procedimentos endoscópicos urgentes/emergentes daqueles que podem ser encaminhados para avaliação ambulatorial.

O Helicobacter pylori está associado à maioria das úlceras duodenais. Pacientes com duodeno úlceras sem evidência de infecção por H. pylori têm pior prognóstico com aumento da recaída, má cicatrização e aumento da gravidade dos sintomas. O papel dos médicos nesta configuração é para avaliar sinais de alerta associados à apresentação do paciente, e, se ausente, iniciar terapia empírica com PPI e providenciar acompanhamento na atenção primária para avaliação da melhora dos sintomas.

É apropriado que se solicite endoscopia e teste de H pylori em ambulatório. A terapia empírica pode ser deixada a critério do provedor com base na prevalência local e no acesso do paciente ao ambulatório acompanhamento.

A dor epigástrica pode ter diversas causas, por isso é necessário cuidado e atenção da equipe médica que atende esses pacientes para descobrir a causa raiz e conduzir o tratamento adequado.

Opções de Tratamento

O tratamento inicial pode incluir, de maneira geral:

TratamentoDescrição
Mudanças na dietaEvite certos alimentos, como frituras, alimentos condimentados e bebidas alcoólicas.
Medicamento de venda livreAntácidos ou outros medicamentos para reduzir a produção de ácido estomacal.
Medicamento prescritoPrescrição de medicamentos para reduzir a produção de ácido estomacal ou ajudar na digestão.
CirurgiaA cirurgia pode ser recomendada se a medicação e as mudanças no estilo de vida não forem eficazes no alívio dos sintomas.


O tratamento medicamentoso pode incluir:

  • AINEs, como ibuprofeno ou naproxeno (curto período, para alívio de dor)
  • Analgésicos como dipirona e paracetamol
  • Bloqueadores orais dos receptores H2, como famotidina, cimetidina e ranitidina
  • Inibidores da bomba de prótons, como omeprazol e pantoprazol
  • Antiácidos, como carbonato de cálcio
  • Antiespasmódicos, como diciclomina
  • Antidepressivos, como amitriptilina
  • Antidepressivos tricíclicos, como a nortriptilina
  • Relaxantes musculares, como a ciclobenzaprina


Resumo

  • Epigastralgia é um termo médico para dor na parte superior do abdômen.
  • A causa da epigastralgia pode variar de distúrbios e doenças digestivas a estresse e ansiedade.
  • O tratamento da epigastralgia varia dependendo da causa subjacente.
  • É importante procurar atendimento médico se a epigastralgia persistir ou piorar.
  • Mudanças no estilo de vida e medicamentos podem ser usados para ajudar a controlar a epigastralgia.

Arquivado em: Artigos, Curiosidades Marcados com as tags: dor abdominal, dor torácica

Ginkgo biloba: riscos, interações e evidência

24 de dezembro de 2022 by Renato Fernandes da Silva Deixe um comentário

Resposta direta: ginkgo biloba é um suplemento fitoterápico usado com promessas de memória, circulação e cognição, mas a evidência é limitada e variável. O ponto central para o leitor é segurança: pode aumentar preocupação com sangramento e interagir com anticoagulantes, antiagregantes e outros medicamentos.

Suplemento não é sinônimo de produto neutro. Cápsulas, extratos e chás podem ter concentrações diferentes. Além disso, pessoas usam ginkgo junto com remédios para pressão, diabetes, ansiedade, dor, coagulação ou depressão; é nessa soma que o risco pode aparecer.

O que se espera do ginkgo e o que é incerto

A maior parte do interesse vem de possíveis efeitos sobre circulação e função cognitiva. Algumas pesquisas avaliam memória e sintomas em populações específicas, mas isso não autoriza prometer melhora para qualquer pessoa saudável, nem usar ginkgo como estratégia isolada para esquecimento, ansiedade ou tontura.

Objetivo comumLeitura mais seguraQuando investigar
MemóriaNão deve ser usado como resposta automática a esquecimento.Piora progressiva, confusão, perda funcional.
CirculaçãoSintomas vasculares precisam de diagnóstico.Dor ao caminhar, feridas, mudança de cor.
Ansiedade ou humorSofrimento persistente ou risco de autoagressão pedem avaliação em saúde mental.Sofrimento persistente ou risco de autoagressão.
TonturaPode ter causas neurológicas, vestibulares, cardíacas ou medicamentosas.Quedas, desmaio ou sintomas neurológicos.

Interações que merecem atenção

A cautela é maior quando a pessoa usa varfarina, rivaroxabana, apixabana, dabigatrana, aspirina, clopidogrel, anti-inflamatórios, antidepressivos, anticonvulsivantes ou muitos suplementos. Cirurgias e procedimentos também exigem informar o uso, porque a equipe precisa conhecer tudo que pode interferir em sangramento ou anestesia.

  • Evite iniciar por conta própria se usa remédio para afinar o sangue.
  • Informe o uso antes de cirurgia, endoscopia, procedimento odontológico ou estética invasiva.
  • Suspenda e procure orientação se surgirem hematomas incomuns, sangramento nasal repetido, sangue na urina ou fezes escuras.
  • Gestantes, pessoas com epilepsia ou histórico de convulsão precisam de cautela maior.

Como acompanhar se foi indicado

Se um profissional indicou ginkgo, defina objetivo mensurável. “Melhorar circulação” ou “melhorar memória” é vago. Melhor é acompanhar frequência de um sintoma, função, tolerância, efeitos indesejados e prazo de reavaliação. Sem meta e prazo, a pessoa tende a usar por meses sem saber se houve benefício real.

CritérioExemplo prático
ObjetivoReduzir sintoma específico, não “fortalecer o cérebro”.
PrazoDefinir quando revisar resposta e tolerância.
SegurançaChecar remédios, cirurgia próxima e histórico de sangramento.
ProdutoEvitar sementes cruas ou preparações sem rótulo confiável.

Mensagem prática

Ginkgo pode ser tema de conversa, mas não deve ser comprado como atalho para memória, circulação ou energia. Quando há sintoma novo, progressivo ou limitante, a prioridade é entender a causa. Quando o uso é apenas por curiosidade, a pergunta honesta é se o possível benefício justifica custo, interação e incerteza.

Memória, envelhecimento e o risco de perder tempo

Esquecimento novo ou progressivo não deve ser atribuído automaticamente à idade. Sono ruim, depressão, ansiedade, hipotireoidismo, deficiência de B12, álcool, remédios sedativos, perda auditiva e doenças neurológicas podem alterar memória. Usar ginkgo sem avaliar esses fatores pode atrasar uma investigação útil.

Quando há perda de autonomia, repetição de perguntas, dificuldade com finanças, desorientação, mudança de personalidade ou piora rápida, o caminho mais seguro é avaliação clínica. Suplemento não deve ocupar o lugar de diagnóstico.

QueixaO que perguntar antes do ginkgo
MemóriaHá impacto em atividades reais?
TonturaHá queda, desmaio, palpitação ou remédio novo?
CirculaçãoExiste dor ao caminhar ou ferida que não fecha?
AnsiedadeHá sofrimento persistente ou crise frequente?

Por que “natural” também exige dose e procedência

Produtos naturais podem variar em concentração. A pessoa pode comprar cápsulas, extratos, chás ou combinações com outros fitoterápicos. Essa variação dificulta prever efeito e interação. Quanto mais ingredientes no rótulo, mais difícil entender a causa de tontura, sangramento, dor de cabeça ou desconforto gastrointestinal.

Outra questão é qualidade. Suplementos podem ter diferenças de pureza, concentração e rotulagem. Procure produtos de procedência clara e evite preparações caseiras com sementes ou folhas cruas.

Sinais para suspender e procurar orientação

  • Sangramento incomum, manchas roxas extensas ou sangramento nasal repetido.
  • Tontura importante, desmaio ou palpitações.
  • Dor de cabeça nova e forte.
  • Convulsão ou piora de quadro neurológico.
  • Cirurgia ou procedimento marcado nas próximas semanas.

Como decidir sem cair em promessa

Se o objetivo é cognição, descreva o problema: atenção, memória recente, sono, estresse, organização ou linguagem. Se o objetivo é circulação, descreva dor, distância que consegue caminhar, cor da pele, feridas e inchaço. Se não há sintoma claro, talvez a melhor decisão seja não iniciar suplemento e priorizar sono, atividade física, alimentação e revisão de remédios.

O que a evidência sugere e o que ela não prova

O ginkgo biloba foi estudado para memória, cognição, circulação e outros usos, mas os resultados são mistos. Algumas pesquisas usam extratos padronizados, doses específicas e populações selecionadas; isso não é igual a qualquer cápsula vendida como suplemento. Por isso, não é correto prometer proteção contra demência, melhora certa da memória ou proteção cerebral.

Quando a evidência é limitada ou inconsistente, a melhor linguagem é objetiva: pode haver benefício pequeno em alguns contextos, enquanto causas reversíveis, fatores de risco, atividade física, sono e medicamentos precisam ser revisados no plano principal.

Uso procuradoLeitura crítica
Memória em adulto saudávelEvidência não sustenta promessa forte.
Comprometimento cognitivo ou demênciaPode ser discutido em contextos específicos, mas não substitui tratamento.
TonturaPrecisa entender causa antes de suplemento.
CirculaçãoSintomas vasculares exigem diagnóstico, não tentativa aleatória.

Interações: o ponto de segurança mais importante

O ginkgo pode aumentar risco de sangramento, especialmente quando combinado com anticoagulantes, antiagregantes plaquetários, anti-inflamatórios ou antes de cirurgias. Também pode interagir com medicamentos usados para convulsão, diabetes, depressão e outros tratamentos. O risco depende de dose, produto, idade e lista completa de remédios.

Por isso, pessoas que usam varfarina, rivaroxabana, apixabana, dabigatrana, ácido acetilsalicílico, clopidogrel ou anti-inflamatórios frequentes não devem tratar o ginkgo como suplemento inocente. Antes de cirurgia, procedimento odontológico ou biópsia, informe o uso.

Quem deve ter mais cautela

  • Gestantes, lactantes e pessoas tentando engravidar sem orientação.
  • Pessoas com histórico de convulsão.
  • Quem usa anticoagulante, antiagregante ou muitos medicamentos.
  • Quem tem sangramento fácil, cirurgia marcada ou procedimento invasivo.
  • Idosos com quedas, confusão, perda de autonomia ou perda de peso.

Como avaliar se existe benefício real

Antes de iniciar, defina o sintoma e um marcador. Para memória, pode ser repetir perguntas, esquecer compromissos, perder objetos, dificuldade de organizar contas ou impacto no trabalho. Para tontura, descreva se é vertigem, desmaio, desequilíbrio ou instabilidade. Sem marcador, qualquer melhora vira impressão.

Também defina prazo. Se não há benefício observável ou aparecem efeitos adversos, continuar por meses não é prudente. Se há piora progressiva de memória, o foco deve ser avaliação clínica e investigação de causas tratáveis.

Alternativas com base mais consistente para saúde cerebral

Atividade física regular, controle de pressão, diabetes e colesterol, sono adequado, correção de perda auditiva, redução de álcool, tratamento de depressão e vida social ativa têm papel mais sólido para saúde geral e função cognitiva do que depender de um fitoterápico. Isso não torna ginkgo “proibido”, mas coloca a decisão em perspectiva.

Se a pessoa deseja usar mesmo assim, a conversa deve incluir dose, produto, interações, tempo de teste e motivo para suspender. O erro mais comum é começar por conta própria e esquecer de contar ao médico, especialmente quando há remédios de uso contínuo.

Produto fitoterápico não é igual a chá caseiro

Parte dos estudos com ginkgo usa extratos padronizados. Isso não deve ser extrapolado para qualquer chá, folha, semente ou suplemento combinado. A semente de ginkgo pode conter substâncias tóxicas quando preparada de forma inadequada, e produtos não padronizados tornam dose e segurança menos previsíveis.

Quando alguém decide usar, faz mais sentido registrar marca, dose, horário, motivo do uso e outros medicamentos. Essa lista precisa aparecer em consulta, emergência, cirurgia, odontologia e antes de iniciar remédios novos. Suplemento omitido pode explicar sangramento, tontura ou interação.

Antes de comprar, responda quatro perguntas

PerguntaPor que evita erro
Qual sintoma quero melhorar?Sem alvo claro, não há como medir benefício.
Uso remédio que aumenta sangramento?Interação pode ser mais importante que possível benefício.
Tenho cirurgia ou procedimento marcado?O uso pode precisar ser informado e revisto.
Existe causa tratável não investigada?Memória, tontura e fadiga podem ter outras explicações.

Quando a avaliação vale mais que o suplemento

Procure avaliação se a queixa de memória começou de forma súbita, piora rapidamente, vem com alteração de fala, fraqueza, queda, confusão, mudança de comportamento ou perda de independência. Também vale investigar quando há tontura com desmaio, palpitação, dor no peito ou perda auditiva. Nesses casos, o suplemento não responde à pergunta principal.

Fontes usadas nesta revisão

Estas referências foram usadas para conferir indicação, limites, riscos e linguagem deste artigo. Elas não individualizam conduta para quem tem doença crônica, gestação, uso de medicamentos, alergias ou sintomas persistentes.

  • NCCIH: ginkgo
  • Mayo Clinic: ginkgo
  • NIH ODS: dietary supplement fact sheets
  • PLOS One: Ginkgo biloba interactions and bleeding risk

Arquivado em: Farmácia

Preenchimento labial com ácido hialurônico

24 de dezembro de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

PREENCHIMENTO LABIAL: Ácido Hialurônico deve ser avaliado por indicação, objetivo realista, riscos, recuperação e alternativa não cirúrgica ou menos invasiva. Resultado estético ou funcional depende de exame, técnica, saúde geral, cicatrização e alinhamento de expectativas.

Preenchimento labial é procedimento médico-estético, não detalhe simples

O ácido hialurônico pode aumentar volume, melhorar contorno e corrigir assimetrias leves, mas o resultado depende de anatomia, produto, plano de aplicação, quantidade e técnica. Lábios têm vascularização importante; por isso, complicações raras como obstrução vascular, necrose e alterações visuais precisam estar no consentimento e no plano de emergência.

Antes de preencherPor que importa
Histórico de herpes labialPode exigir prevenção medicamentosa em alguns casos.
Doença autoimune, alergias ou gestaçãoMuda margem de segurança e momento do procedimento.
Uso de anticoagulantes/anti-inflamatóriosPode aumentar hematomas e precisa ser discutido sem suspender remédio por conta própria.
Objetivo estéticoVolume, contorno e hidratação exigem estratégias diferentes.
Plano para intercorrênciaProfissional deve reconhecer sinais vasculares e ter conduta para hialuronidase quando indicada.

Após o procedimento, dor intensa, palidez, manchas arroxeadas em rede, piora progressiva, bolhas, alteração visual, febre ou secreção não são “inchaço normal”. Esses sinais exigem contato rápido com o profissional ou atendimento.

A duração do preenchimento varia. Metabolismo, produto, mobilidade labial, quantidade aplicada e técnica mudam o tempo de efeito. Reaplicar cedo demais pode gerar excesso, nódulos, distorção de proporção e perda de naturalidade.

O que diferencia um plano conservador de um plano arriscado

Um plano conservador começa por proporção facial, suporte do lábio, exposição dos dentes, formato do arco do cupido, assimetria e histórico de procedimentos prévios. O volume vem depois. Quando a decisão começa pela quantidade de seringas ou por foto de referência incompatível com a anatomia, o risco de exagero aumenta.

Outro ponto é reversibilidade. Preenchedores de ácido hialurônico podem ser dissolvidos com hialuronidase em algumas situações, mas isso não torna o procedimento trivial. Nem todo nódulo ou edema se resolve imediatamente, e intercorrência vascular exige reconhecimento rápido.

Evite preencher em locais sem avaliação clínica, prontuário, consentimento, identificação do produto, lote, fotos padronizadas e orientação pós-procedimento. Esses detalhes parecem administrativos, mas protegem o paciente se houver assimetria, reação tardia, infecção, necessidade de dissolução ou acompanhamento.

A escolha do produto também importa. Densidade, elasticidade e integração do gel mudam comportamento em lábios finos, lábios com muita mobilidade ou áreas já preenchidas. Produto inadequado ou plano de aplicação errado pode gerar aspecto pesado, migração, irregularidade ou perda de proporção.

No pós-procedimento, inchaço e hematoma leves podem ocorrer, mas a evolução deve melhorar progressivamente. Dor intensa, alteração de cor, assimetria súbita, pele fria, bolhas, febre ou piora visual são sinais de intercorrência, não detalhes estéticos para observar por dias.

A avaliação prévia também deve incluir proporção entre lábio superior e inferior, suporte dentário, retração gengival, sorriso, filtro, queixo e histórico de rinomodelação ou preenchimentos em outras áreas. Um lábio isolado pode parecer bonito em foto aproximada e ficar artificial no rosto inteiro.

Quem já tem preenchedor antigo precisa cuidado extra. Produto residual, migração, fibrose, nódulos ou assimetria prévia podem exigir dissolução, espera ou plano em etapas. Acrescentar volume sobre um problema antigo muitas vezes piora contorno e dificulta correção.

O pós-procedimento deve orientar o que é esperado nas primeiras 24 a 72 horas e o que foge do padrão. Inchaço simétrico e hematoma pequeno costumam regredir; dor que aumenta, pele pálida ou arroxeada, vesículas, áreas frias ou alteração visual exigem resposta imediata.

A conversa sobre manutenção também precisa ser honesta. Preenchimento não é “fazer uma vez e esquecer”, mas também não deve virar reaplicação automática. A decisão de retoque deve considerar foto padronizada, função, simetria, migração, naturalidade e tempo desde a última aplicação.

Quando o objetivo é apenas hidratação, técnicas e quantidades podem ser diferentes das usadas para volume. Confundir essas metas é uma causa comum de lábios pesados.

Naturalidade depende tanto de dizer não quanto de aplicar bem.

Isso deve aparecer no planejamento.

O preenchimento labial é um procedimento em que se aplicam produtos preenchedores para fins estéticos ou para devolver o contorno perdido e remodelar o lábio superior, inferior ou ambos.

O tratamento tem a mesma duração do preenchimento facial, vez que pode-se aplicar a mesma substância e estas devem proporcionar resultado variável, duração limitada e margem de segurança que depende de produto, técnica e anatomia.

Benefícios do Ácido Hialurônico

Com o passar do tempo a tendência dos lábios é estreitar, perder o volume e o contorno, mas, com injeções de Ácido Hialurônico tem-se a possibilidade de promover o restabelecimento dessas características.

O Ácido Hialurônico (AH) é recomendado para aumentar o volume de áreas que evidenciam depressões, esse produto ajuda a corrigir rugas, cicatrizes, olheiras e envelhecimento. Portanto, a sua diminuição no organismo exerce uma função relevante no desenvolvimento de rugas.

preenchimento labial

Considerado um potente biomaterial na engenharia de tecidos, o ácido hialurônico é    biocompatível, biodegradável e participa de vários processos biológicos relacionados à morfogênese e regeneração tecidual.  É o glicosaminoglicano mais abundante da matriz extracelular que forma a derme.

As suas propriedades físicas exercem uma função importante na estrutura da derme que auxilia a manter a flexibilidade e a firmeza da pele. Considerado ainda uma substância natural presente no corpo que contribui para aumentar o volume dos lábios, esses preenchedores dérmicos denominam-se, por vezes, “preenchedores” de ácido hialurônico.

Utilização do Ácido Hialurônico

O AH tem propriedades hidrofílicas que geram o aumento do volume tecidual. Determinadas formulações tem capacidade de retenção de cerca de 6 litros de água para cada 1 grama de ácido hialurônico que representa uma hidratação intensa e integridade do tecido.

Essa substância não é permanente, tem duração média de seis meses, podem ou não ter anestésico associados e são passíveis de divisão em bifásicos e monofásicos. A sua origem pode ser animal (retirado da crista de galo) e sintética (mecanismo de fermentação bacteriana/ cultura de Streptococcus) sendo que o último vem sendo mais aplicado nos últimos anos.

O AH bacteriano possui embalagem de uso único em seringa carregada com gel límpido, incolor, não particulado, espesso sem lidocaína.  Essa substância é recomendada por ser um dos preenchedores dérmicos temporários mais utilizados em contextos selecionados para corrigir rugas, linhas e sulcos faciais e recontorno estético dos lábios.

Riscos Potenciais do Ácido Hialurônico

Podem ocorrer reações transitórias associadas ao preenchimento dérmico, como dor, edema, prurido, vermelhidão. Complicações não frequentes envolvem cegueira, necrose tecidual, edema persistente, granulomas que podem ser tratadas com injeção no local da enzima hialuronidase.

O uso de ácido hialurônico é contraindicado em áreas da pele com lesão ou inflamação.  

preenchimento labial

Tipos de preenchimento labial

Os principais tipos de preenchimento labial são: temporários, semipermanentes e permanentes. Atualmente, o preenchimento labial temporário realizado com ácido hialurônico é o mais indicado dentre os especialistas.

O que muda a indicação do procedimento

Em PREENCHIMENTO LABIAL: Ácido Hialurônico, a indicação deve ligar queixa, exame físico, alternativas e risco aceitável. Procedimento não deve ser escolhido apenas por antes e depois, promessa de resultado ou pressão comercial; a decisão melhora quando compara benefício provável, tempo de recuperação e possíveis complicações.

PontoPor que importa
IndicaçãoConfirma se o procedimento responde ao problema real.
ContraindicaçõesDoenças, remédios, tabagismo e cicatrização podem mudar segurança.
RecuperaçãoDor, repouso, retorno ao trabalho e restrições precisam caber na rotina.
ExpectativaEvita confundir melhora possível com promessa de resultado perfeito.

Na avaliação, pergunte quais alternativas existem, quais riscos são mais relevantes no seu caso, como será o acompanhamento e quais sinais no pós-procedimento exigem contato antes do retorno programado.

Temporários:

São feitos com ácido hialurônico, que se refere a um material seguro e completamente aceito pelo organismo, ou com gordura autógena, retirada do próprio corpo (culote e face interna do joelho) ou alcançada por meio de lipoaspiração.

Semipermanentes e permanentes:

Correspondem as necessidades de cada caso contribuindo para atender as imperfeições segundo a faixa etária do paciente.

O Quadro 1 apresenta algumas recomendações gerais e específicas que o profissional deve estar alerta ao realizar o preenchimento labial

Quadro 1 – Recomendações gerais e específicas para realizar o preenchimento labial

Gerais
Usar microcânulas com ponta romba em áreas de maior chance de dano arterial, precavendo a injeção direta no vaso com agulha convencional.
Mover a microcânula de ponta romba com suavidade para prevenir laceração e estimular vasoconstrição passageira dos vasos.
Usar agulhas/microcânulas de menor calibre, a pressão inicial para injetar o produto é maior, mas, essa alternativa favorece a velocidade mais baixa de injeção e torna menos possível a oclusão vascular ou bloqueio do fluxo periférico.  
Fazer uma subcisão ou prétunelamento com a agulha de 18G para fazer a inserção da cânula. Esse procedimento é mais seguro do que fazer a dissecção com a própria substância preenchedora.  
Aspirar antes de injetar o produto para averiguar se a agulha/ microcânula não está em uma artéria ou veia.
Evitar a trajetória de uma artéria calibrosa (> 0,5mm), ou use cânula de 25G paralela à artéria para minimizar risco de perfuração acidental vascular.  
Evitar injeção de grandes volumes em planos menos distensíveis, para prevenir altas pressões no local.  
Fonte: Paixão (2015, p.12-13), (Machado; Gomes (2022, p.17-19)
Específicas  
A injeção nos lábios em profundidades superior a 3mm logo abaixo do vermelhão pode ser segura para projeção dos lábios.  
Realizar a compressão da Artéria Labial Superior cerca de 1cm acima da comissura labial, no ponto em que ela passa perto do ângulo oral.  
A injeção na borda do lábio inferior é mais segura. A trajetória da Artéria Labial Inferior é fora do vermelhão do lábio inferior, próxima ao rebordo alveolar.
A maioria dos ramos labiais entra no vermelhão de forma perpendicular, e as artérias marginais que a vinculam com esses ramos terminais no vermelhão são de calibre muito pequeno.
Em somente 4% dos casos a Artéria Labial Inferior assume trajetória aberrante, correndo mais superiormente e bem mais próximo ao vermelhão.






Ressaltam-se que a injeção de ácido hialurônico para realizar os preenchimentos labiais é muito eficaz para promover o rejuvenescimento cutâneo. Entretanto, após 48 horas do procedimento, recomenda-se tomar cuidados para tocar os lábios com copos, garfos, colheres.

Isso porque, o local tende a ficar inchado e ressecado, mas, isso pode passar em poucos dias, cujo efeito final pode ser observado em cerca de sete dias. A reabsorção do ácido hialurônico pode ser de 6 a 18 meses, fato que depende do organismo e da quantidade da substância utilizada.

Aborda-se juntamente que, a Agarose-gel é implante líquido, ou seja, é um preenchimento dérmico que pode ser aplicado nos lábios, pois, é estável e apresenta mínimos efeitos colaterais. Genericamente, os pré-requisitos para esses preenchedores passam pela eficácia, volume, elasticidade e segurança dos preenchedores ou implantes líquidos, como resistência local e mínimos efeitos colaterais.

Os preenchedores não permanentes que configuram estimulantes do fibroblasto, atuantes na reposição de volume também são interessantes. Mas, a obtenção de resultados mais satisfatórios, depende do conhecimento anatômico facial, da fisiologia do processo de envelhecimento e o preenchimento adequado para cada tipo de intervenção.

O agarose-gelé uma terapia segura, com baixo risco e fácil de ser aplicada. Trata-se de um método alternativo e bom para aumentar a área dos lábios. Esse preenchimento é inovador e distinguido pela permanência local e boa compatibilidade. Por ter uma natureza biocompatível pode ser combinado com qualquer material anteriormente aplicado.

Esse medicamento é uma substância natural e viscosa, podendo gerar grande satisfação no paciente, isso porque suas expressões faciais ficam muito naturais mesmo quando se movimenta. Assim, pode-se obter uma satisfação realista da expectativa do paciente, com excelente efeito cosmético. 6

Face ao exposto, destaca-se que diferentes são os produtos disponíveis à base de ácido hialurônico, estes podem variar em relação às características físicas e químicas, o pode influenciar em seus benefícios e efeitos adversos.

O que torna relevante estar sempre buscando estudos clínicos relacionados ao tema e acompanhar as informações procedentes da farmacovigilância com o fim de garantir a eficácia e, especialmente, a segurança da aplicação dessa substância que tornou-se tão comum em consultórios de diferentes disciplinas.   

Fontes úteis desta atualização

  • FDA: dermal fillers
  • FDA: approved dermal fillers

Referências

  1. Guimarães OL, Negrão LF. Preenchimento labial com ácido hialurônico. 2020, p.1-8 Disponível em:chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/files/original/1ea2c822b04005409c37d11930cf5edd.pdf Acesso: 06 ago. 2022.
  2. Baggio VHW, Sidmarcio Z. Preenchimento Labial Pontual Precise Lip Filling. (recurso eletrônico) ed. Plena, 2019, 14p.Disponível em:chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editoraplena.com.br/wpcontent/uploads/2019/09/PREENCHIMENTO-LABIAL-PONTUAL.pdf  Acesso: 09 ago. 2022.
  3. Hennaly SDA, Bezerra RVM, Toshiaki NC, Lira K MA, Silva GDG, Oliveira JG, Moreira AG. Rejuvenescimento Lábio Com Ácido Hialurônico: relato de caso. (2): 02, 2022. Disponível em: https://periodicojs.com.br/index.php/hs/article/view/748. Acesso: 09 ago. 2022.
  4. Machado CM, Gomes KF. Preenchimento labial com ácido hialurônico. Trabalho de Conclusão. Curso de Odontologia. Centro Universitário São José, Rio de Janeiro 2021, 23p. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://saojose.br/wp-content/uploads/2022/05/CAROLINA-MENEZES-MACHADO-e-KETHELYN-FREIRE-GOMES.pdf Acesso: 09 ago. 2022.
  5. Paixão, MP. Conheço a anatomia labial?  Implicações para o bom preenchimento Surgical & Cosmetic Dermatology.  Sociedade Brasileira de Dermatologia Rio de Janeiro, 7(1):10-15, 2015 Brasil Disponível em:  chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.redalyc.org/pdf/2655/265538320001.pdf  Acesso: 09 ago. 2022.
  6. Shab A, Lisandru M, Shab C. Lip augmentation with a new generation of liquid implant: Agarose-gel. Aesthetic Medicine.  (5): 1, Jan., Mar. 2019. Disponível em: https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:ZevSLOGP3UJ:https://www.med-aesthet.de/wp-content/uploads/2022/03/lippen.pdf+&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=br Acesso: 06 ago. 2022.

Arquivado em: Artigos, Dermatologia Marcados com as tags: ácido hialurônico, preenchimento labial

Últimos Posts

fascia muscular

Dor Muscular nas Costas Alta: causas, sinais de alerta e tratamento

Leia mais »
pescoco 1

Dor Cervical Irradiando para Escápula: quando o pescoço explica a dor nas costas

Leia mais »
diagnostico discinesia escapular

Bursite Escapulotorácica: dor atrás da escápula, estalos e tratamento

Leia mais »
teste de retracao escapular

Dor no Serrátil Anterior: lateral das costelas, escápula e ombro

Leia mais »
newsletter

Receba Novidades Por E-mail

Blog da Saúde

Saúde explicada com autoria, fontes e contexto.

Guias para entender sintomas, exames, tratamentos e medicamentos com linguagem clara, autoria e fontes.

Atualizações editoriais

Receba guias e atualizações editoriais

Uma seleção enxuta para ler melhor sobre saúde, com autoria, fontes e contexto.

newsletter

Receba Novidades Por E-mail

Desde 2020
produção editorial contínua
1.476
artigos publicados
50
autores com conteúdo
Fontes
diretrizes, sociedades e órgãos oficiais

Comece pelo seu objetivo

Encontre o melhor ponto de partida

  • Sintomas Comece pelo que você sente
  • Doenças Entenda diagnósticos comuns
  • Dor Cabeça, coluna, articulações e dor crônica
  • Exames Resultados, laudos e próximos passos
  • Medicamentos Uso, efeitos e cuidados práticos
  • Nutrição Alimentos, vitaminas e hábitos

Institucional

  • Sobre o Blog da Saúde
  • Equipe editorial
  • Especialistas
  • Contato

Critérios editoriais

  • Como produzimos conteúdo
  • Política editorial
  • Revisão médica
  • Critérios de fontes
  • Correções e atualizações

Leitura e acesso

  • Guias
  • Independência editorial e publicidade
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

2026 © Blog da Saúde.

Aviso médico: as informações fornecidas neste site visam melhorar, não substituir, a relação direta entre o paciente e os profissionais de saúde.

Ver todos os resultados
categorias

Pesquise por Categoria

Acupuntura

Acupuntura

alergia

Alergia

Artigos

Artigos

biomedicina

Biomedicina

canabidiol

Canabidiol

dermatologia campanha-sbd pele saudavel

Cirurgia Plástica

consulta

Clínica Médica

curiosidades

Curiosidades

dermatologia cuidar da-pele

Dermatologia

dor-no-pe-da-barriga-relacao-scaled

Doenças de A-Z

anti-inflamatorio-para-dor-no-joelho

Dor

educacao fisica

Educação Física

endocrinologia

Endocrinologia

farmacia

Farmácia

fisiatria

Fisiatria

peso fisioterapia triceps

Fisioterapia

gastroenterologia

Gastroenterologia

geriatria

Geriatria

gerontologia

Gerontologia

ginecologia e obstetricia

Ginecologia e Obstetrícia

infectologia

Infectologia

Medicina Esportiva

Medicina Esportiva

Neurologia

Neurologia

Notícias

Notícias

Nutrição

Nutrição

Oftalmologia

Oftalmologia

Ortopedia

Ortopedia

Pediatria

Pediatria

Psicologia

Psicologia

Psiquiatria

Psiquiatria

Radiologia

Radiologia

maos formigamento

Reumatologia

Sintomas

Sintomas de A-Z

Urologia

Urologia