Celulares: 10 vezes mais bactérias que vasos sanitários

celular e bacterias

Os smartphones se tornaram companheiros constantes da maioria das pessoas, fazendo com que eles sejam levados para praticamente todos os lugares.

Isso pode ser considerado algo positivo, uma vez que o uso do aparelho normalmente significa que a pessoa possui acesso à internet e a informações. Mas, justamente pelo fato de ser levado à maioria dos lugares, os celulares são constantemente contaminados por bactérias, fazendo com que contenham até 10 vezes mais micro-organismos que um vaso sanitário.

Além disso, normalmente temos o cuidado de lavar as mãos após, por exemplo, pegar na sola de um calçado ou na maçaneta de um banheiro público. Mas o mesmo não ocorre com telefones celulares, o que, como veremos a seguir, pode trazer uma série de riscos.


POR QUE CELULARES SÃO SUJOS?

bacterias e germes

O motivo da presença de tantos micro-organismos em telefones celulares é bem simples: eles estão constantemente em nossas mãos, em praticamente todos os lugares.

Então, é comum que pessoas usem seus celulares em banheiros, na rua e no transporte público, e dificilmente alguém higieniza as mãos antes ou depois de usar o aparelho.

Por isso, bactérias e outros organismos são transferidos para celulares com bastante frequência, muitas vezes tornando-o um veículo para a disseminação de doenças.


RISCOS

bacterias nos celulares sujeira

A presença desses micro-organismos nos celulares pode ajudar na transmissão de uma série de infecções, atingindo principalmente pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos.

Isso foi demonstrado em uma revisão feita por Matthew Olsen, da Faculdade de Ciências Médicas e Medicina, na Austrália. No artigo o pesquisador incluiu estudos que avaliavam a presença de bactérias, fungos e vírus em smartphones, e foi possível observar que o aparelho pode funcionar como um cavalo de troia, contribuindo assim para a disseminação de agentes infecciosos na comunidade.

Entretanto, o corpo possui formas de lidar com a presença de micro-organismos, e o sistema imunológico consegue impedir a maioria das infecções. Assim, apesar da grande presença de agentes infecciosos, na maioria das vezes eles não chegam a causar doenças em pessoas que usam celulares.


O QUE FAZER?

Existem algumas medidas que podem ajudar a diminuir o risco de se infectar pelas bactérias do telefone celular, que são bastante simples e podem ser usadas sem maiores transtornos no dia a dia. São elas:

  • Não usar o telefone no banheiro, uma vez que se trata de um ambiente com uma grande quantidade de bactérias;
  • Limpar o telefone com álcool, pelo menos uma vez por semana;
  • Lavar as mãos com frequência durante o dia, para evitar tanto a contaminação do telefone quanto a transferência de bactérias e outros micro-organismos para a pele e os olhos, por exemplo.

Assim, é possível evitar a maior parte das possíveis infecções causadas pelas bactérias que estão em seu telefone.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Olsen M, Campos M, Lohning A, Jones P, Legget J, Bannach-Brown A, McKirdy S, Alghafri R, Tajouri L. Mobile phones represent a pathway for microbial transmission: A scoping review. Travel Med Infect Dis. 2020 May-Jun;35:101704.

Dra. Juliana Toma

CRM-SP: 156490 / RQE: 65521.
Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP. Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês (SP).
Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA (Principles and Practice of Clinical Research).

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Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

CRM-SP: 156490 / RQE: 65521.
Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP. Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês (SP).
Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA (Principles and Practice of Clinical Research).

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