SUS oferece vacina contra catapora

SUS BRASIL

A dose de tetra viral imuniza crianças de 15 meses que já tomaram a tríplice viral.

Desde setembro de 2013, o SUS oferece em toda a rede pública de saúde a vacina infantil contra varicela (catapora).

A vacina, conhecida como tetra viral, também imuniza contra o sarampo, caxumba e a rubéola.

A vacina tetra viral está disponível para crianças a partir dos 15 meses de vida. A partir de 2018, introduziu-se uma segunda dose da vacina contra varicela para crianças entre 4 a 6 anos.


Importância da Vacinação contra Varicela/Catapora

VACINACAO CATAPORA SUS BRASIL

No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde apontam a varicela como causa de 1.800 óbitos entre 2003-2013, mais de 36% deles entre crianças de 1-4 anos.

A varicela é caracterizada por sua alta transmissibilidade e lesões pruriginosas características. Embora sua evolução seja majoritariamente autolimitada, durando em torno de uma semana e evoluindo com cura espontânea, traz riscos inerentes à disseminação viral e complicações por infecções secundárias de pele e tecidos moles, que podem se tornar fatais quando atingem articulações, ossos, pulmões, e o sistema neurológico.

Antes da introdução da vacina, a varicela era endêmica no mundo, com incidência anual correspondente aproximadamente à coorte de nascimento de cada país.

A introdução da vacina contra varicela mudou significativamente a epidemiologia da varicela.


Sobre a Vacina Tetra Viral

A vacina tetra viral contém vírus atenuados, ou seja, vírus vívos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola, da caxumba e da varicela (catapora). Contém traços de proteína do ovo de galinha utilizado no processo de fabricação da vacina.

Vários estudos clínicos de eficácia documentaram que a vacina era segura e proporcionava um alto grau de proteção contra a varicela.

Por esse motivo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os países nos quais a varicela tem uma carga importante de doença considerem a introdução da vacina contra a varicela no esquema de vacinação infantil de rotina, com a primeira dose administrada aos 12-18 meses.


A eficácia da introdução da vacina já foi demonstrada em vários países, como Austrália e os Estados Unidos.


Quais são as contra-indicações da vacina da varicela?

  • Gestantes
  • Pessoas com imunidade comprometida (doenças, medicação)
  • Histórico de anafilaxia prévia, após dose anterior da vacina ou a algum componente


Quais são os possíveis efeitos adversos da vacina?

Possíveis efeitos leves são sensibilidade e vermelhidão no local da injeção, febre, cansaço e uma doença semelhante à varicela.

Há uma chance muito pequena de uma reação alérgica com qualquer vacina.

Uma erupção pode ocorrer até 1 mês após a injeção. Pode durar vários dias, mas desaparecerá por conta própria sem tratamento.

Existe um risco muito pequeno de convulsões febris após a vacinação.


Mesmo quando uma doença prevenível à vacina é controlada, grupos de indivíduos suscetíveis podem adquirir infecção natural e espalhá-la para outros. Entre os suscetíveis, são indivíduos com uma resposta imune diminuída à vacinação devido a uma condição subjacente e aos bebês nascidos prematuramente.


Sobre o Programa Nacional de Imunizações (PNI)

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro é uma referência internacional para a política pública de saúde. O país já erradicou doenças de disseminação mundial, como varíola e poliomielite, por meio da vacinação.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM 158074 / RQE 65523, 65524 | Médico especialista em Acupuntura e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

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Dr. Marcus Yu Bin Pai

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CRM 158074 / RQE 65523, 65524 | Médico especialista em Acupuntura e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

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