Em bebês e crianças, a orientação precisa considerar idade, desenvolvimento, alimentação, sono, comportamento e evolução ao longo do tempo. Febre persistente, dificuldade para respirar, desidratação, perda de peso, sonolência anormal ou regressão de marcos mudam a prioridade.
Existem diversos alimentos que causam gases no bebê, principalmente porque na fase de introdução alimentar a microbiota intestinal ainda não está totalmente desenvolvida.
Nesse sentido, é mais útil observar padrões do que proibir muitos alimentos de uma vez. Idade do bebê, tipo de alimentação, evacuação, ganho de peso, choro, sono e sinais de doença mudam a orientação.
Sendo assim, veja uma lista de 10 alimentos que causam gases no bebê e o que você pode fazer para evitar que isso aconteça.
1- Brócolis

O brócolis é um vegetal nutritivo e rico em vitaminas e minerais. No entanto, é rico em enxofre e rafinose, um tipo de carboidrato que tem uma absorção mais difícil no organismo dos bebês.
Dessa forma, é comum o aumento de gases após ingerir uma porção não só de brócolis, mas também de outros vegetais como couve-flor, repolho e couve.
2- Feijão
Campeão de queixas entre os adultos, o feijão fermenta facilmente no intestino, causando gases em excesso no bebê.
Para que isso não aconteça, é aconselhável deixar o feijão de molho por no mínimo 8 horas antes de cozinhá-lo e se possível oferecer mais caldo e menos grãos.
3- Aveia
Além de rafinose, a aveia contém muitas fibras e amido, nutrientes fermentáveis que podem aumentar a produção de gases.
A solução para diminuir a fermentação é a mesma que a do feijão, deixar de molho de um dia para o outro.
Além disso, é preferível que a aveia seja oferecida ao bebê em forma de mingau ou cozida, evitando a aveia crua, mesmo em flocos finos.
4- Alho e Cebola
Esses temperos são ricos em nutrientes, mas podem aumentar a produção de gases no bebê, causando uma irritação estomacal.
Além disso, o alho e a cebola podem interferir no sabor do leite, o que pode fazer com que algumas crianças passem a rejeitá-lo.
Neste caso, é preferível não usar temperos nos alimentos ou preferir apenas temperos mais leves como salsinha, orégano e manjericão.
5- Ovo

A razão pela qual o ovo causa gases em bebês se dá por conta da albumina, principal proteína do alimento, que é rica em enxofre.
Para diminuir esses efeitos, deve-se diminuir a oferta de ovo para a criança e optar por prepará-lo em forma de omelete ou mexido.
6- Leite e derivados
Leite de vaca e iogurte são alimentos que promovem aumento dos gases em bebês em razão da dificuldade que algumas crianças têm em absorver e quebrar a lactose.
É importante considerar uma consulta com um pediatra e nutricionista infantil caso perceba que o leite materno ou qualquer alimento derivado cause gases e diarreia na criança, a fim de investigar casos de intolerância à lactose.
7- Batata
A batata é um dos alimentos mais fáceis de serem introduzidos na alimentação do bebê, pois acompanha papinhas e cremes.
Porém, como é rica em amido e outros carboidratos, ela pode fermentar rapidamente no intestino.
Caso isso ocorra com frequência é preferível diminuir a oferta de batata e substituir o alimento por abóbora, cenoura ou beterraba.
8- Adoçantes
Adoçantes e bebidas “diet” não devem ser culpados automaticamente por gases no bebê. Quando há suspeita, o melhor é relacionar consumo, horário, sintomas e repetição do padrão.
Trocar adoçante por mel ou açúcar mascavo não torna a dieta automaticamente melhor. Para bebês menores de 1 ano, mel não deve ser oferecido diretamente.
9- Algumas frutas
Infelizmente algumas frutas podem contribuir para o aumento de gases no bebê, portanto, deve-se ter cuidado e oferecê-las de forma menos frequente.
Geralmente, são aquelas frutas ricas em frutose e fibras como ameixa, pêssego, maçã e pera. No entanto, existem outras frutas que causam menos gases como morango, abacate, mamão e laranja.
10- Leguminosas

Ervilha, lentilha, grão de bico e soja são como o feijão, aumentam a fermentação no intestino, então devem ser consumidas em menor escala pela mãe e pelo bebê.
Além disso, contém grande quantidade de lectina, uma proteína que está associada ao aumento de cólicas em crianças.
Motivos que fazem com que os bebês tenham gases
Sistema Digestivo Imaturo
Como dito anteriormente, o trato gastrointestinal do bebê é mais frágil, principalmente porque nos seus primeiros meses só recebeu leite materno.
Dessa forma, o sistema digestivo da criança ainda precisa se ajustar para que a digestão dos alimentos mais sólidos ocorra tranquilamente.
Engolir grande volume de ar
Durante a mamada a criança pode engolir uma grande quantidade de ar, que se acumula no estômago, facilitando a produção de gases.
Para que isso não ocorra, evite mamadeiras cujo bico não seja redondo, pois este formato imita o peito da mãe e facilita a pega da mamadeira.
Fórmula Infantil Inadequada
Intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são problemas diferentes. A escolha de fórmula muda conforme diagnóstico, idade, sintomas, ganho de peso e orientação pediátrica.
Sensibilidade ou Alergia a alguns alimentos
Assim como os adultos, os bebês também possuem uma individualidade bioquímica única, o que faz com que um alimento possa causar gases somente naquela criança ou que somente ela desenvolva uma alergia alimentar atípica.
Dicas para eliminar os gases dos bebês
- Faça uma massagem na barriga: movimentos circulares na barriga facilitam a liberação de gases e diminuem o desconforto.
- Ofereça mais água: Após os seis primeiros meses, com a introdução alimentar é necessário aumentar a oferta de líquidos para evitar que as fibras de alguns alimentos causem gases.
- Tenha cuidado no preparo de cremes e mingaus: Evite colocar muita farinha nos mingaus, o ideal é que a consistência seja pastosa para líquida.
- Preste atenção na sua alimentação: Diversos alimentos que a mãe consome podem interferir na ocorrência de cólicas e gases no bebê, portanto, tenha uma alimentação saudável.
- Evite chás como solução: cólica e gases em bebê devem ser avaliados por idade, alimentação, evacuação, ganho de peso e sinais de alerta; chás podem atrapalhar ingestão adequada ou ter composição variável.
- Ajuste a posição de amamentação: Deixe a cabeça do bebê mais alta que a posição da barriga, para que a entrada de ar diminua.
- Faça a criança arrotar: O arroto depois da mamada evita a formação de gases.
- Controle a sucção da criança: Certifique-se de que a mamada do bebê esteja em um nível aceitável, evitando que ele sugue uma grande quantidade de leite de uma só vez.
| Ponto de observação | Como interpretar |
|---|---|
| Idade e fase | O mesmo sinal pode ter significado diferente em recém-nascidos, crianças e adolescentes. |
| Evolução | Piora progressiva, regressão ou perda de peso têm mais peso que variação isolada. |
| Ambiente | Sono, alimentação, telas, escola e rotina familiar influenciam comportamento e sintomas. |
| Sinais gerais | Prostração, febre persistente, respiração difícil ou desidratação pedem avaliação. |




