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Queda de cabelo: causas em homens e mulheres

13 de julho de 2022 by Dra. Juliana Toma

1. Alopecia Androgenética

Alopecia androgenética é a principal causa da calvície masculina. Ela se inicia desde a adolescência, com o aparecimento de “entradas”, quando os fios tornam-se mais finos.

Sua origem é genética devido à manifestação de um hormônio derivado da testosterona – di-hitrotestosterona  ou DHT – que tornam os fios mais finos e de modo gradual eles param de nascer.

Alguns tratamentos recomendáveis para postergar a perda dos fios são o uso do medicamento finasterida, o uso de loções tópicas como o minoxidil  e os transplantes capilares.

Os casos de alopecia androgenética nas mulheres não são tão comuns, mas podem ocorrer. Ela se manifesta de forma diferenciada, quando a perda dos fios ocorre mais por toda superfície do couro cabeludo e de forma mais intensa após a menopausa.  

2. Disfunções Nutricionais

Dietas muito rígidas podem provocar a deficiência de alguns nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Quando da ausência de proteínas, minerais ou vitaminas, os cabelos são os mais afetados, pois é o último lugar para onde se dirigem os nutrientes do organismo. Assim, a restrição de proteínas deve ser observada, pois o cabelo é formado basicamente de proteína (queratina).

É comum observar que a queda de cabelo pode estar relacionada a baixos níveis de ferro. Para repor sua deficiência no organismo, a alimentação correta é a melhor correção, com o consumo de carne vermelha, feijão e verduras verdes escuras.

Quando ingeridos acompanhados de sucos de laranja ou limão, sua absorção é melhor, devido à presença da vitamina C.

3. Produtos Químicos

quimica

Muitas mulheres recorrem a vários tipos de químicas para que seus cabelos fiquem mais bonitos. Mas isso pode acarretar sérios danos aos fios de cabelo, dentre eles o ressecamento, a opacidade e a queda dos fios.

O uso contínuo de tinturas, descolorantes e os alisamentos de cabelo provocam mudanças nas estrutura dos fios, abrindo suas escamas, podendo fragilizar sua cutículas, “as portas dos fios” que protegem o córtex, o interior do fio.

4. Uso de remédios

O uso de antidepressivos pode ocasionar a queda dos cabelos, pois interfere nos neurotransmissores, responsáveis por transmitir impulsos nervosos do estado do organismo, como fome, temperatura, dor e etc. A queda de cabelos provocada pelos antidepressivos chama-se eflúvio telógeno.

Essa condição é temporária e pode ser facilmente contornada com a mudança de medicamento ou alteração na dosagem.

O uso de anabolizantes também pode provocar a queda dos fios, sendo este o menor dos riscos em se tratando do mesmo.

Os anabolizantes são substâncias derivadas e com a mesma função da testosterona. Como mencionado acima, a testosterona é um dos principais agentes da calvície (alopecia androgenética) pois seu agente é derivado do hormônio.

Se o paciente tem predisposição genética para desenvolver a calvície, os anabolizantes vão acelerar este processo.

Os antibióticos também predispõe a queda de cabelo, pois interferem nos níveis de ferro e de vitamina B  do sangue. Ambas as substâncias são responsáveis pelo crescimento dos fios capilares e a diminuição dos níveis dos mesmos pode ocasionar a queda dos fios.

A medicação mais agressiva no que tange a queda de cabelos é a quimioterapia e a radioterapia. Ambas são tratamentos que atacam as células que se reproduzem mais rapidamente no organismo, como as cancerosas.

Mas as células que formam os fios capilares também se reproduzem muito rapidamente e igualmente são atacadas pela quimioterapia. Alguns medicamentos provocam a perda de todos os pelos do corpo, outros só alteram a estrutura dos fios tornando-os mais ralos e frágeis.

A radioterapia tem uma ação mais localizada e a perda de fios capilares pode ocorrer somente no local onde é aplicado. No caso, a queda dos cabelos só ocorre se o cancro localiza-se na cabeça. 

5. Stress emocional

Após passar por algum stress emocional, como perda de ente querido, mudanças radicais como de emprego ou residência, problemas de relacionamento, todos esses fatores podem contribuir para uma maior queda dos fios os cabelos, pois o organismo para se recompor demandará mais nutrientes e o crescimento do cabelo poderá ficar comprometido.

Para o organismo, o crescimento do cabelo não é uma função primordial. Os efeitos do stress são percebidos num período posterior ao ocorrido e talvez o paciente pode não fazer correlação com o fato sucedido e a queda de cabelo, mas estão relacionados.

6. Disfunções na tireóide

Tanto o hipertireodismo como o hipotireodismo podem provocar a queda de cabelo. No hipertireodismo o metabolismo do corpo fica mais acelerado fazendo com que o ciclo de crescimento e queda do cabelo se acelerem também, elevando o nível da queda de cabelo. No hipotireodismo o que ocorre é o inverso, mas com queda de cabelo também.

Nesse caso o metabolismo se retrai de modo que o ciclo de crescimento do cabelo se torne mais lento, fazendo com que os fios se tornem mais finos, fracos e quebradiços. Ambas as situações podem ser corrigidas pelo seu médico.

7. Alopecia Cicatricial  e Areata

 Alopecia Cicatricial pode ser uma inflamação nos folículos capilares ou resultado de queimaduras, radiação e tumores que pode levar a calvície. O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível para que o quadro não seja irreversível.

Alopecia areata ocorre quando o próprio organismo ataca o os folículos capilares considerando como agentes agressores ao organismo. Surgem “ilhas” de calvície no couro cabeludo que podem tanto regredir como se alastrar.

O tratamento imediato é recomendável e quando há danos irreversíveis a opção é o implante capilar. 

8. Tabagismo

Abstinência de nicotina: sintomas, duração e o que fazer

O tabagismo é um hábito que pode levar a muitas doenças no organismo, podendo acarretar também a queda dos cabelos.

O tabagismo é um hábito vasoconstritor, dificultando o transporte dos nutrientes para as células, causando assim o envelhecimento precoce da pele, prejudicando o sistema circulatório e por consequência o crescimento dos fios.

O cigarro pode levar a alterações no DNA das células, enfraquecendo o sistema imunológico, tornando a pessoa mais propensa a doenças, facilitando a queda dos cabelos.

9. Caspa (Dermatite seborreica)

A dermatite seborreica é o excesso de oleosidade no couro cabeludo e aumento da quantidade de fungos que existem em nossa pele.

A caspa provoca uma descamação do couro cabeludo, causando coceira e irritação e pode causar a queda dos cabelos.

Pode ocorrer por fatores genéticos, climáticos e emocionais, tabagismo e banhos muitos quentes. Seu tratamento é feito com medicamento anti-fungos, shampoo anti-caspa e corticoides.

10.   Diabetes

Para as pessoas que apresentam um quadro de diabetes a queda acentuada de cabelos pode ocorrer por diversos motivo. O primeiro é o comprometimento da circulação sanguínea, prejudicando o transporte de nutrientes para os folículos capilares e por decorrência o crescimento dos cabelos.

O quadro de hipertiroidismo, hipertensão ou síndrome do ovário policístico provocam a queda dos cabelos e todas e essas doenças podem se manifestar no quadro clínico do diabético.

Para que a doença não agrave para um stress emocional, causando ainda mais queda dos fios, é importante manter a enfermidade sob controle, normalizando o nível de açúcar no sangue.

O que observar na pele

DadoUso na avaliação
TempoLesões recentes e antigas têm hipóteses diferentes.
MudançaCrescimento, ferida persistente ou sangramento merecem cautela.
ProdutosÁcidos, corticoides, clareadores e antibióticos podem irritar ou mascarar sinais.
Fotos seriadasAjudam a comparar evolução com luz semelhante.

Evite alternar muitos produtos ao mesmo tempo. Quando há piora após uma intervenção, registrar exatamente o que foi usado facilita identificar irritação, alergia, infecção ou expectativa irrealista.

Fontes úteis

  • AAD: dermatologia para o público
  • MedlinePlus: pele, cabelo e unhas
  • FDA: dispositivos estéticos

Arquivado em: Dermatologia

Quais São Os Biomarcadores de Infarto Agudo do Miocárdio?

13 de julho de 2022 by Fabíola Tavares Lemos

O principal biomarcador usado hoje na suspeita de infarto é a troponina cardíaca, especialmente em ensaios de alta sensibilidade, mas ela nunca deve ser interpretada sozinha. Diagnóstico de infarto combina sintomas, tempo de início, eletrocardiograma, exame físico, risco clínico e mudança da troponina ao longo de coletas seriadas.

O que a troponina mostra

Troponina é proteína relacionada ao músculo cardíaco. Quando há lesão de células do coração, ela pode aparecer no sangue. Ensaios de alta sensibilidade detectam concentrações menores e ajudam a descartar ou confirmar lesão miocárdica mais cedo. O ponto essencial é que troponina elevada indica lesão do miocárdio, não necessariamente infarto por obstrução de artéria coronária.

Infarto exige contexto de isquemia: dor ou equivalente anginoso, alterações no ECG, imagem compatível ou mudança dinâmica da troponina. Sepse, insuficiência renal, miocardite, insuficiência cardíaca, arritmias, embolia pulmonar e esforço extremo também podem elevar troponina. Por isso, o número precisa de raciocínio clínico.

BiomarcadorUso atualLimite
Troponina I/TPreferida para lesão miocárdica.Elevação não significa sempre infarto tipo 1.
CK-MBMenos usada que troponina.Pode ajudar em contextos específicos.
MioglobinaMarcador precoce, pouco específico.Não confirma infarto sozinha.
BNP/NT-proBNPAjuda em insuficiência cardíaca.Não é marcador de infarto primário.

Por que repetir o exame

O tempo importa. Uma troponina colhida muito cedo pode ainda não ter subido. Por outro lado, uma troponina cronicamente elevada pode aparecer em doença renal ou cardíaca estrutural. Coletas seriadas ajudam a ver subida ou queda, que tem mais valor do que um ponto isolado.

Também existe diferença entre o valor acima do percentil 99 do método e a interpretação clínica. Cada laboratório usa ensaio próprio, com unidades e limites específicos. Comparar resultados de métodos diferentes sem cuidado pode gerar erro.

Dor no peito: ECG e avaliação rápida vêm antes de esperar exame.
Troponina alta: significa lesão, causa precisa ser definida.
Troponina normal cedo: pode precisar repetição conforme protocolo.
Contexto: rim, sepse, arritmia e insuficiência cardíaca mudam leitura.

Sinais de urgência

Dor, pressão ou aperto no peito, falta de ar, suor frio, náusea, desmaio, dor irradiada para braço, costas, mandíbula ou epigástrio, especialmente em pessoa com diabetes, hipertensão, tabagismo ou histórico cardíaco, precisa de atendimento imediato. Biomarcador não deve ser usado em casa para decidir se a pessoa espera.

O exame pode ajudar no diagnóstico, mas não deve atrasar o atendimento de urgência. Na suspeita de infarto, tempo muda músculo cardíaco e prognóstico.

Por que CK-MB ainda aparece em alguns laudos

CK-MB foi muito usada antes da troponina de alta sensibilidade. Hoje, em muitos serviços, a troponina domina o diagnóstico de lesão miocárdica. CK-MB pode aparecer em situações específicas, mas não deve confundir o leitor: o protocolo local e a avaliação médica determinam o valor de cada marcador.

Um biomarcador não trata infarto. Ele ajuda a decidir, junto de ECG e clínica, qual caminho seguir.

Troponina alta sem dor típica

Alguns pacientes, especialmente idosos, pessoas com diabetes e mulheres, podem ter sintomas menos clássicos: falta de ar, fraqueza, náusea, mal-estar, dor epigástrica ou confusão. Nesses casos, a troponina pode ajudar quando o quadro clínico levanta suspeita. Mas também pode subir por outras doenças graves, como sepse ou insuficiência cardíaca.

Por isso, o médico interpreta troponina junto com probabilidade clínica. Um valor discretamente elevado e estável tem leitura diferente de uma subida importante em poucas horas acompanhada de dor e alteração no ECG.

O que significa “lesão miocárdica”

Lesão miocárdica é a presença de troponina acima do limite de referência. Infarto é uma causa de lesão, mas não a única. Essa diferença reduz dois erros: chamar qualquer troponina alta de infarto ou ignorar uma troponina alta porque a dor não é clássica.

O atendimento deve buscar a causa: obstrução coronária, demanda aumentada por anemia ou taquiarritmia, inflamação do músculo cardíaco, embolia pulmonar, insuficiência renal ou outra condição. O tratamento muda conforme essa causa.

Como o paciente deve usar essa informação

Se você está com sintomas sugestivos, não tente “pedir troponina” por conta própria antes de procurar atendimento. O local adequado é serviço de urgência com ECG, monitorização e equipe capaz de agir se houver infarto. Biomarcador é ferramenta médica, não teste caseiro.

ECG e sintomas continuam centrais

Em alguns infartos, o ECG mostra alterações que exigem ação imediata, antes mesmo de esperar todos os resultados laboratoriais. Em outros, o ECG inicial pode ser normal ou inespecífico, e a troponina seriada ajuda a esclarecer. O diagnóstico é uma sequência de decisões, não um único campo no laudo.

Também há diferença entre dor torácica de baixo risco e sintomas de alto risco. Pressão no peito com falta de ar, suor frio ou desmaio não deve ser tratada como ansiedade sem avaliação. A ansiedade pode coexistir, mas não deve ser diagnóstico de exclusão apressado.

Por que protocolos usam tempo

Protocolos de 0/1 hora, 0/2 horas ou 0/3 horas dependem do ensaio, do serviço e do tempo desde o início dos sintomas. Eles comparam valores e variação. Um resultado “normal” muito cedo pode precisar repetição se a suspeita clínica continuar.

O paciente não precisa decorar algoritmos. Precisa entender que biomarcador é interpretado por equipe treinada, com relógio, ECG e risco clínico.

Troponina alta depois de exercício intenso

Exercício extenuante pode elevar troponina em algumas pessoas, mas essa informação não deve ser usada para ignorar sintomas. Dor no peito, desmaio, falta de ar ou mal-estar importante depois de esforço ainda precisa de avaliação. O contexto diferencia adaptação transitória de lesão clinicamente relevante.

Quando o laudo vem alterado, pergunte qual hipótese explica a elevação e qual foi a variação entre as coletas. Esse detalhe costuma ser mais útil do que perguntar apenas se “deu infarto”.

Não espere exames em casa diante de sintomas fortes.

O que muda a interpretação

ElementoPor que olhar
Valor de referênciaCada laboratório pode apresentar faixas próprias; estar fora da faixa nem sempre significa urgência.
TendênciaSubir, cair ou persistir alterado pode ser mais informativo do que um número único.
SintomasDor, febre, perda de peso, sangramento, falta de ar ou fraqueza mudam a prioridade.
MedicamentosAlguns remédios e suplementos alteram exames ou confundem a leitura.
Motivo do pedidoRastreamento, investigação e acompanhamento têm interpretações diferentes.

Leve estas informações

  • Resultado completo, não apenas o item alterado.
  • Exames anteriores para comparar tendência.
  • Lista de remédios, suplementos e doenças conhecidas.
  • Sintomas atuais e há quanto tempo começaram.

Quando conversar mais rápido com um profissional

Procure orientação mais breve se o exame alterado vem junto de sintomas importantes, piora rápida, resultado muito fora do esperado ou recomendação explícita do laboratório para contato médico.

Se você fez exame por conta própria, evite iniciar tratamento apenas pelo número. A etapa mais segura é entender por que o exame foi pedido e o que precisa ser confirmado.

Biomarcadores de infarto, especialmente troponina, são interpretados junto de sintomas, eletrocardiograma, tempo desde o início da dor e repetição do exame. Dor no peito, falta de ar, suor frio, desmaio ou dor irradiada não devem esperar leitura online.

Se o indivíduo reconhecer os sintomas, deve procurar atendimento prontamente para minimizar as chances de injuria como a necrose do miocárdio, pois, a falta de sangue no tecido cardíaco pode levar a morte dessas células.

O Que São Marcadores Bioquímicos Cardíacos?

Para um diagnóstico rápido de IAM, são feitos alguns exames como eletrocardiograma (ECG) e a dosagem de algumas enzimas conhecidas como enzimas marcadoras de necrose miocárdica, que indicam dano à região do músculo cardíaco, que não está com irrigação sanguínea adequada.

Os marcadores bioquímico de lesão miocárdica que se elevam mais rapidamente no IAM são as enzimas. Elas costumam elevar seus níveis em apenas algumas horas após o início dos sintomas, desta maneira, devem ser as primeiras pesquisas bioquímicas a serem feitas.

Quais São Os Principais Marcadores Proteicos do IAM?

Mioglobina e Troponina Cardíaca

Mioglobina é uma proteína de baixo peso molécula e com estrutura que se assemelha a da hemoglobina, pois, tem também a capacidade de se ligar ao oxigênio. Ela se altera precocemente no infarto agudo do miocárdio                                                             

É feita a sua dosagem juntamente com a troponina, para o diagnóstico de IAM. A elevação da mioglobina no sangue começa em 2 horas desde o início da isquemia atinge seu máximo em 8 horas, voltando ao normal em um dia.

O ganho em se analisar a mioglobina entre os outros marcadores cardíacos é que ela aumenta mais rápido, mas, ela não é característica de lesão cardía, pois, também se encontra em músculos e esqueléticos.

Já a troponina é característica. Existem três tipos: troponina C, troponina I cardíaca (cTnI) e troponina T cardíaca (cTnT), estão presentes em pequenas quantidades no sangue em pessoas sadias, quando ocorre a lesão do miocárdio, as troponinas são difundidas na corrente sanguínea em quantidade análoga ao dano causado no tecido cardíaco.

Segundo o protocolo mais utilizado é feito o exame de mioglobina, se positivo deve ser confirmado com o exame de troponina.

A troponina demonstra melhor resuldado porque suas taxas ficam altas durante um tempo maior e sua presença é característica do músculo cardíaco, outros marcadores podem mostrar resultado duvidoso por estarem ligados a tecidos musculares no geral.

Uma grande diferença entre as troponinas e a isoenzima CK-MB é que esta só se eleva em casos graves de isquemia, enquanto aquelas, por serem leves e por estarem soltas no citoplasma, são liberadas mesmo em situação de isquemia leve, e podem caracterizar um quadro cardíaco instável.

A troponina é utilizada para o diagnóstico de IAM, em caso de lesão cardíaca branda e grave ela distingue dores musculares na região do peito de outras causas que não cardíacas.

Em pacientes com dor no peito ou outras questões que estão ligadas com doenças cardíacas, e que demoram alguns dias para procurar ajuda médica, a troponina será o exame que indicará a lesão devido a sua durabilidade maior com taxa alta.

As taxas de troponina ficam aumentadas em casos mais graves em infecções, insuficiência, e inflamações do coração e doenças renais. Problemas inflamatórios persistentes no geral, musculares ou não, podem causar também a troponina aumentada.

Valor de referência da mioglobina em uma pessoa saudável deve ser igual ou inferior a 0,15 mcg/dL. O das troponinas deve ser em torno de:

Troponina T: 0,0 a 0,04 ng/mL; Troponina I: 0,0 a 0,1 ng/mL.

Quando o paciente pratica exercícios físicos de alta intensidade ou tem uma lesão muscular, até mesmo causada por administração de medicamento intramuscular a mioglobina pode acusar no exame.

E, sem ser excretada pelo rim, se um paciente estiver com insuficiência, provavelmente a mioglobina também estará aumentada.

Enzima CK-MB (Creatina Quinase)

enzyme

Encontrada predominantemente no miocárdio e em menor quantidade nos outros músculos em geral. Também é muito utilizada para diagnostico de IAM, seu valor sobe em 4 horas após o início do IAM, atinge o máximo em 12 horas e volta ao normal em dois dias.

Valores de Referência

Homens e Mulheres: 0 – 25 U/L

AST / TGO (Aspartato Aminotransferase)

Pode ser conhecida como transaminase glutâmico oxalacética (TGO). Compõe fibras do coração e outros músculos. Está tornando-se obsoleto seu uso devido a marcadores mais modernos. A TGO pode variar em média entre 5 a 40 U/L

Lactato Desidrogenase

Uma enzima que catalisa reações de quebra de glicose em energia. O valor de referência pode variar de acordo com a técnica utilizada para sua detecção.

Alguns casos nos quais os marcadores podem estar elevados:

  • AVC, hemorragia subaracnóide
  • Valvulopatia Aórtica
  • Insuficiência cardíaca aguda e edema crônico pulmonar
  • Miocardite inflamatória aguda, endocardite/pericardite
  • Embolia pulmonar aguda
  • Dissecção da aorta
  • Drogas cardiotóxicas
  • Bradiarritmia, bloqueio cardíaco
  • Exercício difícil/esforço excessivo
  • Contusão cardíaca
  • Cirurgia cardíaca, como: pós-intervenção coronária percutânea, biópsia endomiocárdica
  • Doença cardíaca crítica não aguda
  • Cardioversão
  • Cardiomiopatia hipertrófica
  • Trauma miocárdico
  • Taquicardia/taquiarritmia

Muitos peptídeos e proteínas teciduais cardíacas, musculares, foram descobertos ao longo dos últimos anos, devido aos grandes avanços nas técnicas de biologia molecular e de bioquímica.

Mas, o objetivo principal na busca para novos marcadores continua movendo pesquisadores para fazer o mais cedo possível o diagnóstico e eliminar quaisquer consequências indesejáveis.

O IAM apresenta alta taxa de mortalidade em todo o mundo, mas o diagnóstico rápido e confiável pode reduzir esse índice de mortalidade.

Sabemos também que um biomarcador que atende a definição de um biomarcador cardíaco ideal ainda não foi descoberto Temos certeza de que com o avanço tecnológico sempre surgirá um melhor. Por hora, a análise de um único biomarcador não é recomendada, pois não existe um único ideal e específico.

Devemos notar também que os biomarcadores cardíacos não fazem o diagnóstico, mas ajudam a chegar a um.

Explore também no Blog da Saúde

  • Clínica Médica
  • Radiologia

Fontes úteis

  • MedlinePlus: como entender resultados de exames
  • MedlinePlus: testes médicos
  • MedlinePlus: teste de troponina
  • MedlinePlus: infarto do miocárdio

Fontes úteis

Aydin S, Ugur K, Aydin S, Sahin İ, Yardim M. Biomarkers in acute myocardial infarction: current perspectives. Vasc Health Risk Manag. 2019;15:1-10. Published 2019 Jan 17. doi:10.2147/VHRM.S166157

Fontes e leitura útil

  • ACC: high-sensitivity troponin and chest pain guidelines
  • AHA/ACC: 2021 chest pain guideline
  • PMC: high-sensitivity troponin review
  • ADLM: high-sensitivity cardiac troponin

Arquivado em: Clínica Médica, Curiosidades

Tratamento para flacidez facial: conheça os melhores

13 de julho de 2022 by Dra. Juliana Toma

Como parte do processo natural de desenvolvimento do nosso corpo e do nosso organismo, após os 30 anos de idade se inicia de forma mais intensa o processo de envelhecimento. É um processo multidimensional, que afeta todos os órgãos e tecidos do corpo de diferentes formas, mas o principal e mais visível é a pele.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

Por volta dessa mesma idade, se inicia uma diminuição da taxa de produção de colágeno e elastina. Os fibroblastos, células responsáveis por essa produção, apresentam maior dificuldade de manter o ritmo, e a produção começa a diminuir lentamente. Dessa forma, os efeitos dessa diminuição começam a ser notados após os 40 ou 50 anos.

Essas duas proteínas são muito importantes para a saúde da pele. Elas compõem a matriz fibrosa da derme, camada intermediária da pele, provendo-a com firmeza e elasticidade. Portanto, a diminuição da presença dessas substâncias prejudica sua manutenção, e ela acaba por se tornar mais flácida e rígida.

Além disso, outro processo que ocorre durante o envelhecimento é a redução das camadas de músculo e gordura do nosso corpo. Essa camada protetora é naturalmente degradada durante esse processo, criando um aspecto mais magro e ocasionando a formação de sulcos, sendo especialmente notável no rosto.

Como resultado, a pele se torna visivelmente mais flácida e caída, gerando um aspecto que muitos consideram desagradável. Felizmente, existem atualmente muitas formas de tratamento para flacidez facial que apresentam grande eficácia, sendo especialmente efetivas durante o início do processo de envelhecimento.

Melhores opções de tratamento para flacidez facial

Os tratamentos para flacidez facial geralmente consistem no estímulo à produção de colágeno e elastina. Esse estímulo pode se dar de diversas formas, mas a mais usada consiste em causar pequenos danos na pele.

Esses danos causados não são suficientes para causar sangramentos ou aumentar a propensão a infecções. Porém, são o suficiente para estimular o corpo a prover uma regeneração muito mais intensa do local, o que aumenta a produção de colágeno e elastina e provê maior firmeza e elasticidade como resultado do processo.

Esse estímulo, porém, é temporário. Portanto, após algum tempo, os níveis de produção dessas proteínas retornam aos níveis anteriores ao tratamento, e a pele lentamente retorna a apresentar flacidez.

Porém, a maioria dos métodos descritos são minimamente invasivos. Por isso, podem ser facilmente realizados novamente após esse período para recuperar o efeito rejuvenescedor.

Para obter os melhores resultados e também desacelerar o envelhecimento, deve-se também aliar o tratamento para flacidez facial à adoção de hábitos mais saudáveis. O colágeno e a elastina estão presentes também nos alimentos, especialmente nas carnes, portanto, a alimentação saudável contribui para manter a saúde da pele.

Essas duas proteínas também são importantes para o funcionamento de outros tecidos, em especial as articulações, portanto, a alimentação saudável contribui para o resto do corpo nesse sentido também. Os tratamentos descritos, por outro lado, apresentam atuação localizada, portanto, não afetam a saúde desses outros locais.

Peeling

O peeling é um dos tratamentos mais simples, mas também um dos mais usados, visto que se mostra muito efetivo para tratar a flacidez facial.

O tratamento consiste na remoção total ou parcial da epiderme, camada mais externa da pele. A danificação dessa camada, em conjunto com a inevitável danificação da derme, que se situa logo abaixo, estimula uma resposta mais intensa do corpo para sua regeneração.

Com isso, há maior produção de colágeno e elastina, ocorre uma regeneração de maior qualidade dessas camadas e reduz-se a flacidez.

Existem dois tipos de peeling: o peeling físico e o peeling químico.

O peeling físico é o mais comum. Consiste na remoção da epiderme através de métodos abrasivos. Isso pode ser feito, por exemplo, através de métodos simples e caseiros, utilizando buchas ou cremes especiais, caso em que é mais conhecido como esfoliação.

Podem ser usados também dispositivos especiais, que apresentam ação mais intensa, sendo necessário o seu uso por profissional capacitado. Destaca-se neste caso a microdermoabrasão, o peeling de cristais e o peeling de diamante.

O peeling químico, por outro lado, utiliza produtos químicos para realizar uma limpeza mais profunda. Utilizam-se especialmente ácidos, cuidadosamente selecionados e calibrados para agir na pele. Limpezas mais profundas apresentam maiores riscos de complicações, portanto, ele precisa de acompanhamento médico para ser realizado.

Tratamento a laser

O tratamento a laser é um tratamento mais recente, que se vale de tecnologias mais novas, mas já apresenta grande quantidade de adeptos devido à sua grande efetividade. Ele consiste no uso de um laser cuidadosamente calibrado para estimular a produção de colágeno e elastina e a regeneração da derme.

Um laser é um feixe de luz concentrado que apresenta alta energia. Esse feixe pode ser modificado para apresentar um nível de penetração, formato e energia específicos, de forma a atingir seu objetivo de forma mais efetiva.

No caso, o objetivo é atingir apenas a derme e a epiderme, causando pequenos danos no local. Ao atingir a pele, a alta energia do feixe causa um aumento súbito e localizado de temperatura, como uma mini explosão, causando a morte das células atingidas e a danificação do tecido ao redor.

Dessa forma, estimula-se a regeneração do local de forma mais intensa.

Para o tratamento para flacidez facial, comumente utiliza-se o laser fracionado, cujo feixe é dividido em múltiplos feixes para melhor distribuir sua energia. O laser de CO2 é o tipo de laser mais utilizado, mas alguns modelos mais novos também andam sendo muito usados, como o Er:YAG e o Nd:YAG.

Bioestimuladores de colágeno

Os bioestimuladores de colágeno são substâncias biocompatíveis e biodegradáveis que são capazes de estimular a produção de colágeno e elastina por parte dos fibroblastos.

Ao contrário dos outros métodos, eles não requerem a danificação do tecido para agirem. É preciso apenas que as substâncias sejam injetadas na derme, diretamente no local em que devem agir. O procedimento busca inclusive minimizar os danos à pele, através do uso de microcânulas.

As microcânulas são agulhas finas, curtas e de ponta arredondada, usadas especialmente para a infusão de substâncias em baixas profundidades. A ponta arredondada impede a danificação da pele, evitando, com isso, a ocorrência de sangramentos e permitindo que as substâncias se mantenham totalmente no local em que foram injetadas.

Os bioestimuladores também se destacam pelo seu efeito preenchedor. Sua presença na pele leva à formação de volume, compensando a perda de tecido que ocorre devido ao envelhecimento.

Fios de sustentação

Os fios de sustentação são fios especiais que contribuem para diminuir a flacidez, o que é feito estimulando o rosto a se sustentar. Fios pequenos e finos são inseridos sob a pele para tracionar diferentes partes do rosto, criando um efeito lifting, isto é, realizando um “levantamento” dessas partes do rosto.

Antigamente utilizavam-se os chamados “fios permanentes”, fios finos e rígidos que eram feitos para se manterem no rosto por longos períodos. Porém, os materiais desses fios não eram biocompatíveis e eles apresentavam tendência a se romper, o que podia causar complicações. Portanto, não são mais usados com muita frequência atualmente.

Hoje em dia, são mais usados os fios biocompatíveis, como os fios de PDO. Eles também são fios finos e resistentes, com grande capacidade de sustentação. Porém, são absorvidos pelo corpo ao longo do tempo, estimulando a produção de colágeno. Dessa forma, apresentam resultados muito melhores, embora eles tenham menor duração.

MD Codes

O MD Codes é uma extensão e especialização dos bioestimuladores de colágeno, projetado para maximizar seus resultados e facilitar as pesquisas científicas na área.

Desenvolvido pelo cirurgião plástico brasileiro Maurício de Maio, ele consiste em uma sistematização das aplicações do ácido hialurônico, um dos primeiros bioestimuladores de colágeno a serem descobertos.

Devido à sua alta efetividade em estimular a produção de colágeno, seu notável efeito preenchedor e o grande número de pesquisas envolvendo-o, ele foi o centro das pesquisas do MD Codes, o que resultou em uma catalogação completa dos melhores locais de aplicação da substância.

O MD Codes é o estado da arte do uso do ácido hialurônico, sendo atualmente utilizado no mundo todo.

Radiofrequência e ultrassom

A radiofrequência e o ultrassom são outras duas opções de tratamento para flacidez facial muito efetivas e de certa forma semelhantes.

De forma semelhante ao laser, eles se baseiam no uso de ondas para atingir a derme e causar leves danos através do aumento súbito da temperatura. No caso da radiofrequência, utiliza-se ondas de rádio, e para o ultrassom, ondas acima da frequência do som.

Ambos os tipos de ondas somente são danosas por serem utilizadas em altas concentrações e com alta energia. Em condições normais, são inofensivas, por isso seu uso para a transmissão de rádio e para a ultrassonografia.

Mesmo assim, os danos são sempre pequenos e localizados, visando apenas estimular a regeneração correta da pele, sem que ocorram sangramentos ou complicações. Ambos os métodos também são muito efetivos para a redução da gordura acumulada, portanto, o tratamento pode ter ação dupla.

O ultrassom está presente nos modos macrofocado e microfocado, escolhidos com base na extensão da área a ser tratada. No caso do tratamento para flacidez facial, utiliza-se o microfocado.

Luz intensa pulsada

A luz intensa pulsada é outro tratamento que apresenta várias semelhanças com o tratamento a laser. Neste caso, também se vale do uso da luz e do aumento da temperatura para obter seus resultados.

A principal diferença é que a luz não é focada em um feixe. Pelo contrário, é distribuída por uma área mais larga, de forma a ter uma ação mais homogênea.

Mesmo assim, sua ação se mantém focada. A coloração da luz é calibrada para que seja absorvida apenas pelo tecido que visa atingir, no caso, a derme, atravessando outros tecidos sem afetá-los de forma considerável.

Dessa forma, ainda se mantém segura, visto que não causa danos a outras partes do corpo, e é mesmo assim muito efetiva em tratar a flacidez facial.

Carboxiterapia

A carboxiterapia também se vale da realização de pequenos danos na pele. Porém, se diferencia consideravelmente dos outros métodos por apresentar uma abordagem diferente.

Ao invés de se valer de ondas e métodos que apresentam fácil penetração na pele, ela utiliza gás carbônico medicinal para obter seus efeitos.

Esse gás carbônico é injetado diretamente na pele através do uso de agulhas especializadas. É injetado apenas uma quantidade bem pequena, para evitar a ocorrência de efeitos colaterais.

A inserção dessa pequena quantidade de gás cria uma bolha no local, separando os tecidos. Essa separação é o que consistem os danos causados pelo tratamento. Ela não danifica o tecido em si, apenas o desloca, mas isso é suficiente para ativar a regeneração da pele.

O tratamento também auxilia a regeneração de outra forma, contribuindo para acelerar esse processo. A inserção da bolha de gás carbônico também estimula a circulação no local, com um efeito vasodilatador. Dessa forma, fica mais fácil transportar nutrientes para a região e distribuir de forma mais homogênea o colágeno e a elastina produzidos.

Ritidoplastia

Ao contrário dos outros procedimentos descritos, a ritidoplastia não é um procedimento minimamente invasivo, mas um procedimento cirúrgico.

A ritidoplastia é um procedimento mais radical, que envolve uma cirurgia para a retirada do excesso de pele resultante da flacidez, e também para a realização de preenchimento e outros tratamentos que visam rejuvenescer o rosto.

Embora possa ser muito efetiva, sendo um procedimento cirúrgico, ela apresenta maiores riscos de complicações, mais contraindicações, e também rotinas de pré- e pós-tratamento mais complexas que os outros procedimentos descritos.

Ela é uma boa opção, mas deve ser deixada como última opção, e realizada apenas com acompanhamento médico.

Tratamento para flacidez facial

Conclusão

A flacidez facial é uma consequência natural do processo de envelhecimento, resultado da diminuição da produção de colágeno e elastina e também da perda do volume do rosto. O processo se inicia por volta dos 30 anos, mas seus efeitos costumam ser notados apenas após os 40 ou 50 anos.

Como o aspecto gerado costuma ser considerado desagradável, a procura por tratamentos que a combatam é alta. Felizmente, atualmente existe uma grande variedade de tratamento para flacidez facial, com opções bastante eficazes. 

Desses, os mais recomendados são os minimamente invasivos, visto que são mais fáceis e rápidos, além de apresentarem menores riscos. Porém, tratamentos cirúrgicos também estão disponíveis, caso desejado.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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