Espessantes alimentares fazem sentido principalmente quando a textura do alimento ou da bebida precisa ser modificada, como em disfagia ou dificuldade de engolir. A escolha depende da indicação, da consistência alvo, da hidratação, da aceitação e do risco de engasgos.
Você sabe para que servem os espessantes alimentares? Saiba o que são e tudo que você precisa saber sobre eles
Espessantes Alimentares Naturais

Os espessantes alimentares naturais são aqueles que podem ser feitos através de métodos in natura, ou seja, apenas com alimentos do dia a dia.
Todavia, os espessantes alimentares naturais são mais simples e mais saudáveis já que geralmente eles são os próprios alimentos.
Então, esses alimentos contém alguma substância em sua composição que acabam dando para eles a capacidade de engrossar e tornar uma textura alimentar mais consistente.
Veja abaixo, alguns exemplos de espessantes alimentares comuns do nosso dia a dia.
Farinha de Trigo
A farinha de trigo é um dos principais, se não o principal espessante alimentar natural. Ela tem a capacidade de gerar consistência devido a presença do glúten, a sua principal proteína.
O glúten tende a inchar e proporcionar mais elasticidade, sobretudo às massas, graças à presença da gliadina e da glutenina.
Entretanto,para ter mais êxito ao utilizar o trigo como espessante alimentar é necessário dissolver a farinha na água antes de utilizá-la na receita.
Assim, a farinha de trigo é usada para o preparo de pães, bolos, biscoitos e vários cremes e molhos com a intenção de modificar a estrutura de um creme ou caldo, por exemplo.
Farinha de Aveia
Assim como a farinha de trigo, a farinha de aveia é utilizada como espessante alimentar principalmente devido à presença do glúten.
Contudo, a farinha de aveia é mais utilizada como espessante alimentar no preparo de vitaminas e sucos, não sendo muito indicada para engrossar pratos mais salgados.
Então, ela é ideal para o preparo de smoothies, sucos encorpados feitos à base de frutas, leite e mel. Adiciona-se uma colher de farinha de aveia na hora de bater e o resultado é um smoothie encorpado e bem consistente.
A farinha de aveia pode ser usada como espessante alimentar também no preparo de sucos em dietas onde a deglutição e a capacidade de mastigar estão comprometidas.
Amido de Milho
Sem dúvidas, o amido de milho é o espessante alimentar preferido na preparação de receitas por profissionais e cozinheiros amadores.
O amido de milho pode ser utilizado no preparo de receitas como cremes, molhos, estrogonofe e mingaus.
A principal vantagem do uso do amido de milho como espessante alimentar é que ele modifica a estrutura da receita sem alterar o sabor no resultado final.
Entretanto, deve-se dissolver bem o amido de milho antes de incluí-lo em uma receita e tomar cuidado para não empelotar durante o processo de cozimento.
Para que isso não ocorra é indicado sempre mexer o molho ou creme até que ele ganhe consistência.
Mandioca e inhame cozidos
A mandioca ou o inhame após cozidos se tornam excelentes espessantes alimentares naturais.
O amido contido nesses alimentos dão a eles uma característica de gelatinização após o cozimento.
Basta adicionar uma porção de qualquer um dos dois e bater no liquidificador com água por um minuto. Daí, em seguida você pode aproveitar o caldo como espessante nas suas receitas.
Dessa forma, o resultado final é semelhante ao que ocorre com o amido de milho.
Fécula de Batata
A fécula de batata é um pó vendido através do processo de moagem e secagem da batata.
Contudo, esse pó é um espessante alimentar eficiente e natural. Ela é mais utilizada para engrossar caldos quentes e sopa de legumes e é um dos espessantes mais nutritivos.
Para usar a fécula de mandioca como espessante natural basta acrescentar o pó diretamente à receita ou dissolvê-lo em um pouco de água nos pratos que não vão água no preparo.
Espessantes Alimentares em Fórmulas
O uso dos espessantes alimentares em fórmula tem o mesmo propósito que o dos espessantes naturais: engrossar uma preparação.
Contudo, a diferença é que as fórmulas de espessantes alimentares são mais rápidas e indicadas para situações onde a nutrição se encontra deficiente como situações de doenças, deglutição comprometida e disfagia generalizada.
Assim, são indicados para idosos em idade avançada que não conseguem ingerir grandes quantias de alimentos, pós-cirurgias e doenças que limitam a capacidade de ingestão como câncer ou Alzheimer.
Esses espessantes alimentares são vendidos através de fórmulas onde atualmente existem muitas marcas que os vendem com o intuito de melhorar a nutrição nessas situações.
Todavia, existem fórmulas de espessantes alimentares indicadas para cada situação, como os espessantes para diabéticos, aqueles livres de gordura na composição e até fórmulas fortificadas com vitaminas e minerais.
Qual a importância do uso de espessantes alimentares em fórmulas para a saúde?

Além de garantir mais nutrição para os pacientes comprometidos, já que a maioria dos espessantes alimentares de fórmula contém nutrientes como os carboidratos, eles têm uma importância principal quando são indicados.
Nas situações descritas acima, a capacidade de deglutição dos pacientes está totalmente comprometida, então em muitos casos, a dieta indicada é a dieta líquida ou semilíquida.
Porém, devido ao quadro de disfagia esses pacientes podem engasgar ou broncoaspirar os alimentos para o caminho errado como a laringe.
Então, quando isso ocorre o paciente acaba ingerindo o conteúdo alimentar para o canal respiratório como os brônquios dos pulmões, numa situação conhecida como aspiração laringotraqueal.
Após os resíduos alimentares percorrerem o canal respiratório ao invés do canal digestivo, eles ficam armazenados nos pulmões, onde podem desencadear infecções respiratórias e pneumonia grave.
Portanto, a prevenção de broncoaspiração em pacientes com a deglutição deficiente é a principal indicação do uso de fórmulas prontas dos espessantes alimentares.
O que muda o efeito na dieta
Em Espessantes alimentares – para que servem?, o efeito final aparece no conjunto da alimentação. Porção, preparo, frequência e substituição importam mais do que classificar o item como bom ou ruim de forma isolada. Uma troca simples pode melhorar saciedade; uma adição calórica sem perceber pode dificultar controle de peso ou glicemia.
| Fator | Como avaliar |
|---|---|
| Porção | Compare a quantidade do prato com a porção do rótulo ou da receita. |
| Preparo | Fritura, açúcar, creme, óleo e bebidas calóricas mudam bastante o resultado. |
| Frequência | Consumo eventual e hábito diário têm impactos diferentes. |
| Condição clínica | Diabetes, doença renal, alergias, gestação e transtornos alimentares pedem ajuste próprio. |
Uma boa decisão alimentar precisa caber no orçamento, na fome, no horário e no prazer de comer. Cortes amplos sem necessidade podem reduzir variedade e aumentar culpa sem melhorar exames ou sintomas.





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