Sobre Varíola dos macacos: guia do HC-FMUSP: diferencie virose, infecção bacteriana, irritação e sinais de complicação. Febre persistente, falta de ar, piora rápida, desidratação, confusão, dor intensa ou sintomas em pessoas imunossuprimidas reduzem a segurança de observar apenas em casa.
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) lançou neste semana um Guia sobre a Varíola dos Macacos.
O Guia de Normatização para Vigilância e Assistência de Varíola de Macacos no Complexo HC-FMUSP visa normalizar a vigilância, atendimento e tratamento de casos expostos, suspeitos e confirmados de varíola de macacos no complexo hospitalar do HC-FMUSP.
A varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) é uma doença rara identificada pela primeira vez em macacos no ano de 1958. A varíola é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma doença de sério risco, inclusive com capacidade de levar pacientes a óbito.
A doença pode ser transmitida de animais para seres humanos e de um ser humano para outro.
Os sintomas da varíola dos macacos incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, exaustão, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele.
Até o momento não existe um tratamento específico para a varíola dos macacos. De acordo com a OMS, a vacina para varíola comum possui eficácia de 85% contra a versão atual.
O que é a Varíola dos Macacos?

Também conhecida como Varíola Símia ou Monkeypox.
Monkeypox é uma doença rara causada pela infecção com o vírus monkeypox.
O vírus Monkeypox pertence ao gênero Orthopoxvirus na família Poxviridae. O gênero Orthopoxvirus também inclui o vírus da varíola (que causa a varíola), o vírus vaccinia (usado na vacina contra a varíola) e o vírus da varíola bovina.
É uma zoonose viral, isto é, uma doença infecciosa que passa de animais para humanos, causada pelo vírus de mesmo nome (varíola dos macacos).
Segundo informações da Organização Mundial de Saúde, “desde 13 de maio de 2022, casos de varíola dos macacos foram relatados à OMS em 12 Estados Membros que não são endêmicos para o vírus da varíola dos macacos, em três regiões da OMS. As investigações epidemiológicas estão em andamento, no entanto, os casos relatados até agora não têm ligações de viagem estabelecidas para áreas endêmicas.”
“Esse vírus está circulando há décadas [na África] e pouca atenção foi direcionada a ele, infelizmente. Há centenas, se não milhares, de casos acontecendo lá”, afirmou a epidemiologista da OMS Maria Van Kerkhove, em vídeo institucional de 26 de maio.
Sintomas da Varíola dos Macacos

A varíola dos macacos começa com febre, depois dores gerais no corpo, mal-estar e dores musculares.
Os primeiros sintomas são semelhantes à gripe. Esses geralmente precedem o desenvolvimento de uma erupção cutânea.
As lesões cutâneas iniciam como máculas, que são lesões planas. Em seguida, forma um nódulo firme. A partir daí, torna-se uma bolha, depois uma pústula (uma bolha que contém pus) e depois forma uma crosta.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o período de incubação (o tempo desde a infecção até os sintomas) da varíola dos macacos geralmente é de 7 a 14 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.
Como a varíola dos macacos é transmitida?
Monkeypox é transmitido através do contato próximo de pessoa para pessoa com lesões, fluidos corporais e gotículas respiratórias e através de materiais contaminados, como roupas ou roupas de cama.
A transmissão secundária, de pessoa para pessoa, pode ser resultado do contato próximo com secreções infectadas das vias respiratórias, lesões na pele de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados com fluidos biológicos, ou materiais das lesões de um paciente.
Como a monkeypox é tratada?
Não há tratamento “comprovado e seguro” para o vírus da varíola dos macacos, diz o Centers for Disease Control americano.
Não há tratamentos específicos para a infecção pelo vírus da varíola dos macacos. Os sintomas costumam desaparecer espontaneamente, sem necessidade de tratamento
No entanto, diz a agência, a vacina contra a varíola e antivirais como o cidofovir podem ser usados para prevenir e tratar infecções.
Na presença de sinais e sintomas, é importante ir ao hospital para confirmar o diagnóstico, prevenir a transmissão e iniciar o tratamento, que geralmente inclui o uso de remédios para aliviar os sintomas.
Sobre o Hospital das Clínicas da USP

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é o maior complexo hospitalar da América Latina.
Fundado em abril de 1944, o complexo hospitalar HC é como uma cidade à parte de 600 mil metros quadrados situada na zona oeste de São Paulo. Reúne mais de 20 mil colaboradores, 2.500 leitos, 7,6 milhões de medicamentos distribuídos e 198 milhões de exames diagnósticos realizados.
Em fevereiro, a pesquisa The World’s Best Hospitals 2020 avaliou o HCFMUSP como um dos melhores hospitais do Brasil. Foi a primeira instituição pública de saúde brasileira citada no ranking, que lista os melhores em 21 países.
Acesse o Guia, em .PDF, no link abaixo
Como separar observação de avaliação
Em infecções, o erro comum é tratar todo sintoma como bacteriano ou todo quadro como simples. Para Varíola dos macacos: guia do HC-FMUSP, isso significa olhar para a situação concreta: quem é a pessoa, há quanto tempo a dúvida existe, o que já foi tentado e quais sinais mudariam a conduta hoje.
| Dado | Como usar |
|---|---|
| Tempo de febre | Persistência ou piora muda a urgência. |
| Sinais sistêmicos | Falta de ar, confusão e desidratação preocupam. |
| Antibiótico | Só faz sentido quando há indicação provável ou confirmada. |
| Prevenção | Vacina, higiene e isolamento podem proteger outras pessoas. |
| Evite concluir | Prefira diferenciar |
|---|---|
| “Toda febre precisa antibiótico” | Causa provável e sinais de gravidade. |
| “Melhorou um pouco, acabou” | Evolução, hidratação e retorno dos sintomas. |
| “Posso usar sobra de remédio” | Indicação correta e resistência antimicrobiana. |
A evolução nas primeiras 24 a 72 horas ajuda muito. Piora rápida, febre persistente, falta de ar, desidratação ou confusão não combinam com espera prolongada.
Quando a orientação precisa ser individual
A margem de segurança fica menor em crianças, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes com doença renal, hepática, cardíaca ou quem usa vários medicamentos. Nesses casos, uma resposta geral ajuda a entender o tema, mas não substitui ajuste individual de dose, dieta, exame, treino ou tratamento.
Dados que tornam a decisão mais precisa
Para Varíola dos macacos: guia do HC-FMUSP, a diferença entre uma orientação útil e uma resposta genérica costuma estar nos detalhes. Não basta saber o nome do alimento, sintoma, exame ou produto; é preciso entender quantidade, duração, frequência, contexto e resposta do corpo.
| Dado para registrar | Exemplo útil |
|---|---|
| Início | Quando começou e se foi súbito ou gradual. |
| Frequência | Todo dia, em crises, após refeições, treino, remédio ou exposição. |
| Resposta | O que melhorou, o que piorou e em quanto tempo. |
| Impacto | Sono, trabalho, alimentação, treino, estudo ou autocuidado afetados. |
Se já houve tentativa de cuidado, registre dose, produto, alimento, exercício, horário e duração. Isso ajuda a diferenciar falta de efeito, irritação, reação adversa, coincidência temporal ou progressão natural do quadro.
Fonte: CDC: antibiotic use.










































