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Tratamentos para estrias: conheça os melhores

12 de julho de 2022 by Dra. Juliana Toma Deixe um comentário

O crescimento da pele é uma parte importante e natural de nossas vidas. Ocorre principalmente durante a infância e a adolescência, motivada pelo crescimento do corpo como um todo. Porém, também pode ocorrer em outras fases da vida, motivada por crescimentos localizados, como os decorrentes da musculação e da gravidez.

Procedimento deve vir depois do diagnóstico da pele

Em dermatologia estética, o nome do aparelho ou da técnica não basta. Fototipo, cicatrização, tendência a queloide, inflamação ativa, uso de anticoagulantes, gravidez, isotretinoína recente, herpes recorrente e expectativa de resultado mudam indicação, intervalo e risco. O objetivo é escolher um plano proporcional ao problema, não empilhar procedimentos. Em cicatrizes e estrias, idade da lesão, cor, relevo e tendência a queloide influenciam muito a resposta.

Antes de aceitar uma sequência de procedimentos, vale definir prioridade: textura, volume, pigmento, relevo, cicatriz ou flacidez. Cada objetivo tem mecanismo, tempo de resposta, risco e limite próprio. Um bom plano também define o que seria melhora suficiente e quando parar.

AchadoComo interpretar
Lesão elevada, dolorida ou em mudançaPrimeiro confirmar diagnóstico; depois discutir retirada, laser, infiltração ou outro método.
Pele escura ou histórico de mancha pós-inflamatóriaAumenta a importância de preparo, energia conservadora e proteção solar.
Queloide ou cicatriz hipertrófica préviaMuda risco de corte, laser, peeling e procedimentos agressivos.
Dor intensa, palidez ou alteração visual após preenchimentoÉ sinal de urgência, não efeito esperado.

O que vale registrar

  • Diagnóstico provável, objetivo do procedimento e resultado realista esperado.
  • Fototipo, tendência a queloide, herpes, alergias, remédios e procedimentos recentes.
  • Tempo de recuperação, número provável de sessões e cuidados antes/depois.
  • Sinais que exigem contato rápido, especialmente dor fora do esperado, secreção, ferida ou alteração de cor.

Atenção: não faça preenchimento, laser, peeling ou cauterização em lesão sem diagnóstico claro. Procedimentos estéticos também têm contraindicações e complicações; a decisão deve considerar pele, saúde geral e expectativa.

A pele é um tecido muito elástico, e geralmente responde bem a essa demanda por crescimento. Não cresce necessariamente tão bem quanto seria necessário, mas a elasticidade ajuda a compensar isso. Dessa forma, mantém sua função de proteger o corpo mesmo nesse estado.

Porém, sua elasticidade nem sempre consegue acompanhar o ritmo de crescimento. A elasticidade depende muito da saúde da pele para ser efetiva, por isso, em algumas circunstâncias, a pele pode se romper ao invés de esticar.

Felizmente, esse rompimento não é completo. A camada mais externa da pele, a epiderme, ainda mantém sua elasticidade, mas a derme, camada situada logo abaixo, é a que tende a romper. E esse rompimento interno é o que gera a estria.

As estrias geralmente não causam muito incômodo, especialmente em suas fases iniciais, mas muitos consideram seu aspecto desagradável e visam retirá-las. Atualmente existem muitos terapias disponíveis para a remoção de estrias, que apresentam grande efetividade.

Leia também: Quais são os direitos da pele, segundo os dermatologistas

Vamos apresentar os melhores tratamentos para estrias neste artigo.

Os melhores tratamentos para estrias

Ao ocorrer o rompimento da derme, ocorre um leve sangramento no local. Visto que a pele é mais fina no local em que a derme não está presente, esse sangramento acaba sendo visível externamente, dotando a região de uma coloração avermelhada ou arroxeada. Formam-se assim as estrias vermelhas.

As estrias vermelhas são a primeira fase das estrias, e a fase mais visível. É possível já tratar as estrias nesse estado, algo que pode ser feito em casa, especialmente através da hidratação e esfoliação regular do local. Dessa forma, estimula-se a regeneração correta da derme.

Caso a derme não se regenere corretamente, a região se cicatriza de forma irregular, formando-se as regiões esbranquiçadas características das estrias. Essa são as estrias brancas, que podem variar em extensão e profundidade, a depender do caso.

A maioria dos tratamentos para estrias visa a remoção das estrias brancas. Quando estão vermelhas, tendem a ser mais sensíveis, o que dificulta o tratamento. Porém, quando brancas, estão mais propícias a serem removidas por esses métodos, além de serem mais difíceis de remover por métodos caseiros.

Os tratamentos consistem geralmente de métodos que visam destruir o tecido fibroso originado da cicatrização incorreta e estimular o corpo a regenerar o local corretamente, através do estímulo à produção de colágeno e elastina.

Peeling

O peeling é o tratamento que visa estimular a regeneração da pele através da remoção de suas camadas mais externas. Isso pode ser realizado de duas formas: pelo peeling físico ou pelo peeling químico.

O peeling físico é o mais comum, e consiste em remover essas camadas através de métodos abrasivos. Isso inclui o uso de métodos simples como buchas e cremes abrasivos, comumente usados para a esfoliação, como métodos mais potentes, que utilizam dispositivos especializados, como a microdermoabrasão, o peeling de cristais e o peeling de diamante.

Embora envolva a remoção das camadas externas da pele, quando feito corretamente ele não danifica a pele de forma considerável, nem torna o corpo mais propenso a sofrer com infecções, sendo completamente seguro.

O peeling químico, por outro lado, se vale de produtos químicos, especialmente ácidos, para realizar essa remoção. Ele apresenta a possibilidade de agir mais profundamente, melhorando os resultados. Porém, ações mais profundas também trazem maiores riscos de complicações.

O peeling físico pode ser realizado a qualquer momento. A esfoliação pode, inclusive, ser realizada diariamente, visto que é um processo leve e simples de se realizar. O peeling químico, porém, requer acompanhamento médico, devido ao seu maior risco de causar complicações.

Tratamento a laser

O tratamento a laser consiste no uso da energia provida pelo laser para estimular a regeneração da pele. O laser é um feixe de luz de alta energia que apresenta certa capacidade de penetração, por isso, pode atingir diretamente a derme, sem afetar a epiderme.

De forma semelhante ao peeling, o processo causa leves danos à pele, no caso, através do aumento súbito e localizado da temperatura nos locais em que atinge. Esse aumento causa a morte das células atingidas e leves danos às células ao redor.

Esses danos, por sua vez, estimulam uma regeneração mais intensa do local, o que faz com que o corpo o regenere de forma correta. Ocorre ao mesmo tempo um estímulo à produção de colágeno e elastina, garantindo que haja os recursos necessários para essa regeneração correta.

O processo é totalmente seguro, visto que o laser é cuidadosamente calibrado, não causando danos extensos nem sangramentos.

Existem vários tipos de laser que podem ser utilizados para o tratamento. O mais comum é o laser de CO2, laser mais antigo e também mais usado. Mas existem também outros lasers mais novos que apresentam grande eficácia e efeitos colaterais mais leves, como o Er:YAG e o Nd:YAG.

Intradermoterapia

A intradermoterapia é uma classe de tratamentos para estrias que envolvem a infusão localizada de medicamentos para o tratamento localizado de algum problema ou condição.

Diferentes problemas requerem diferentes medicamentos. No caso das estrias, utilizam-se principalmente medicamentos capazes de dissolver o tecido erroneamente formado, estimular a circulação sanguínea e a drenagem do sistema linfático, e também estimular a regeneração do local.

Destaca-se o uso do ácido hialurônico e outros bioestimuladores de colágeno. No caso, o uso dessas substâncias visa tanto estimular a produção de colágeno e elastina no local, como também prover preenchimento durante essa estimulação. Isso melhora o aspecto da pele durante essa regeneração, impedindo que formem-se sulcos.

A intradermoterapia se destaca também por ser um dos tratamentos que não requerem a danificação do tecido para ser efetiva.

Pelo contrário, o procedimento visa minimizar os danos ao tecido o tanto quanto possível. Ao invés de utilizar agulhas convencionais, são utilizadas microcânulas, agulhas curtas, finas e de ponta arredondada. Dessa forma, não danificam a epiderme, facilitando a recuperação e garantindo uma melhor distribuição das substâncias injetadas.

Microagulhamento

O microagulhamento se baseia no uso de um dispositivo especial para causar leves danos diretamente à derme.

Se assemelha ao peeling pelo fato de utilizar um dispositivo para causar danos físicos. Porém, ao invés de focar nas camadas exteriores da pele, o dispositivo é capaz de penetrar a epiderme e atingir a derme, causando poucos danos à epiderme.

O dispositivo de microagulhamento pode tanto ser um pequeno rolo repleto de microagulhas quanto uma caneta eletrônica com microagulhas móveis, a depender do consultório. A caneta funciona de forma semelhante a um dispositivo de tatuagens.

Essas microagulhas penetram a epiderme e danificam a estrutura fibrosa da derme, composta de colágeno e elastina. São danos leves, portanto, não há sangramento. Esses danos, por sua vez, estimulam a regeneração do local e a produção de colágeno e elastina.

Devido a esse uso de microagulhas, pode ser facilmente confundido com tratamentos como a intradermoterapia e o MMP. Porém, a principal diferença é que não envolve a infusão de medicamentos, se valendo apenas dos pequenos danos causados pelas agulhas para realizar o tratamento.

MMP

MMP é como é popularmente conhecida a Microinfusão de Medicamentos na Pele. Ele é mais comum para o tratamento da calvície, mas também apresenta aplicações em diversas outras áreas da dermatologia.

Esse tratamento pode ser visto como um intermediário entre o microagulhamento e a intradermoterapia. O objetivo dele é injetar medicamentos diretamente na epiderme em baixas quantidades, ultrapassando a barreira pouco permeável que ela proporciona.

É exatamente essa característica que o torna tão útil no tratamento da calvície. Medicamentos tópicos costumam ser mais usados, mas a epiderme dificulta a penetração dos medicamentos devido à sua baixa permeabilidade. O MMP permite que o medicamento seja depositado diretamente na derme, local em que deve agir, o que torna o tratamento mais rápido e seguro.

Como o tratamento das estrias também ocorre na derme, o MMP é uma ótima forma de realizar um tratamento mais direto.

A infusão é feita através de um dispositivo semelhante ao dispositivo eletrônico de microagulhamento, ao invés de utilizar microcânulas. Dessa forma, é mais fácil distribuir o medicamento pela extensão necessária. As microagulhas também causam pequenos danos à derme, estimulando sua regeneração.

Radiofrequência

O tratamento de radiofrequência é de certa forma similar ao tratamento a laser. O objetivo é utilizar ondas que penetram na pele e afetar diretamente a derme. A diferença, no caso, é que a radiofrequência utiliza ondas de rádio ao invés de luz.

As ondas de rádio, em condições normais, não são danosas ao corpo. Porém, quando em alta concentração e com alta energia, apresentam certa capacidade de causar danos, capacidade que é aproveitada pelo tratamento.

De forma semelhante ao tratamento a laser, as ondas de rádio causam rápidos aumentos localizados de temperatura, levando à morte das células no local.

A radiofrequência também é muito usada na remoção da gordura localizada, visto que as altas temperaturas geradas são capazes de promover a degradação das moléculas de gordura.

Luz intensa pulsada

A luz intensa pulsada é um tratamento de certa forma semelhante ao laser. Também utiliza a luz como ferramenta principal para o tratamento, porém, neste caso, ela não se encontra em alta concentração. Pelo contrário, é distribuída de forma homogênea por uma grande área.

O tratamento também se vale de alta energia para atingir seus objetivos. A luz é aplicada de forma intensa para causar o aumento da temperatura no local tratado, causando os pequenos danos necessários para estimular a regeneração do local.

A luz utilizada é também cuidadosamente calibrada para minimizar os danos, atingindo apenas as partes do tecido que devem ser danificadas.

Isso é feito calibrando-se as cores da luz: utiliza-se apenas as cores que as células e substâncias alvo são capazes de absorver, mas que as células e substâncias ao redor não são.

Com isso, a energia é direcionada apenas para o local a ser tratado, mesmo com o dispositivo distribuindo a luz sobre a região tratada de forma mais ampla e homogênea.

Além do tratamento de estrias, também apresenta algumas das mesmas aplicações que o tratamento a laser, sendo utilizada para a remoção de manchas e sardas e para o tratamento da flacidez e de rugas.

Carboxiterapia

De forma semelhante aos outros tratamentos, a carboxiterapia também envolve a formação de leves danos na derme para estimular sua regeneração correta.

No caso, porém, o método utilizado para isso por parte da carboxiterapia consiste na injeção de gás carbônico medicinal utilizando uma agulha especializada. O gás carbônico cria uma bolha no local, o que causa o descolamento dos tecidos ao redor. Ao mesmo tempo, também estimula a dilatação dos vasos, favorecendo a circulação.

Esse descolamento é o tipo de dano causado pelo tratamento, ao invés de causar diretamente a morte de células. É, porém, suficiente para estimular a produção de colágeno e elastina e, portanto, a regeneração da derme.

Assim como os outros tratamentos para estrias, deve ser feito por profissional capacitado, para evitar a ocorrência de complicações. Sendo feito corretamente, os efeitos colaterais são mínimos e a recuperação é rápida, promovendo o rejuvenescimento da pele.

Tratamentos para estrias

Leia também: Quais pintas representam perigo a saúde?

Conclusão

As estrias são o resultado de um estiramento rápido da pele, em conjunto com a dificuldade por parte da derme de se regenerar corretamente, algo que pode ocorrer devido a desequilíbrios hormonais ou ao estresse.

Elas normalmente aparecem com coloração avermelhada ou arroxeada, resultante da ocorrência de leve sangramento no local. Isso posteriormente se cicatriza, dando lugar a uma coloração esbranquiçada, característica das estrias.

O principal incômodo causado pelas estrias é visual, visto que gera um aspecto considerado desagradável. Não causam complicações, embora possam prejudicar de certa forma a circulação no local.

Felizmente, existem múltiplas formas de tratá-las, sendo os métodos minimamente invasivos os mais eficazes. Esses métodos se aplicam principalmente às estrias brancas, visto que estão menos sensíveis e são mais difíceis de tirar. As estrias vermelhas podem ser tratadas em casa, através da hidratação adequada e da esfoliação regular do local.

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Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele

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