Dieta do ovo costuma emagrecer quando reduz calorias por restrição e monotonia, não por efeito especial do ovo. Ovo pode ser um bom alimento, mas uma dieta centrada nele tende a reduzir variedade, fibras e adesão.
A dieta do ovo é uma estratégia nutricional para emagrecimento, onde o ovo passa a ser a principal fonte alimentar da nossa alimentação.
A dieta do ovo é uma estratégia restritiva, geralmente de baixa caloria e baixo carboidrato, que coloca ovos como fonte central de proteína. Ela pode reduzir peso por diminuir calorias, mas não deve ser vendida como método para melhorar colesterol, pressão ou inflamação.
Nesse sentido, ele deve ser incluído em todas as principais refeições do dia, aumentando a oferta de proteínas e diminuindo a fome entre as refeições.
Ovos podem aumentar saciedade em algumas pessoas, mas comer ovos antes de cada refeição não é obrigatório e não garante emagrecimento.
Por isso, acompanhe este artigo até o fim e sabia tudo sobre a dieta do ovo:
A dieta do ovo funciona mesmo?

Existem relatos na internet de pessoas que perderam mais de 5 kg em 7 dias fazendo a dieta do ovo.
No entanto, para ter sucesso, além de consumir mais ovos, você deverá adotar medidas saudáveis na alimentação.
Algumas versões reduzem carboidratos, mas eliminar grupos inteiros aumenta risco de baixa adesão, compulsão posterior, constipação e monotonia alimentar.
Além disso, a dieta do ovo é uma dieta de baixas calorias e bem restritiva, então antes de começá-la você deve procurar ajuda de um nutricionista para acompanhamento.
Como a dieta do ovo deve ser feita
Não existe um prazo universal seguro para a dieta do ovo. Se for usada, precisa ser temporária, bem indicada e reavaliada conforme sintomas, exames, fome e relação com a comida.
Protocolos que mandam comer ovos em horários fixos não servem para todos. A quantidade deve considerar colesterol, preferência, tolerância digestiva, rotina, proteína total e risco cardiovascular.
Proteína ajuda saciedade, mas compulsão alimentar não é resolvida apenas com mais ovos. Fome intensa, culpa e episódios recorrentes pedem outra abordagem.
Quando há déficit calórico, o corpo pode usar gordura como parte da energia, mas também pode haver perda de água e massa magra se a dieta for mal montada.

Com relação a forma de preparo, a mais utilizada são os ovos cozidos, mas nada impede que omelete, ovo pochê ou ovo mexido sejam consumidos no lugar dos ovos cozidos, desde que sem a adição de gorduras.
Por fim, no café da manhã, a preferência no acompanhamento deve ser por carboidratos de baixo índice glicêmico, como os vegetais verdes-escuros ou tomate, abobrinha e chuchu, por exemplo.
O que podemos comer na dieta do ovo
Em geral, os alimentos permitidos são os ovos, proteínas magras, frutas e vegetais com pouco carboidrato.
Veja a lista do que pode comer na dieta do ovo:
- Ovos de galinha ou codorna;
- Proteínas sem gordura: filé de peito, filé de peixe, patinho, coxão mole ou sobrecoxa sem a pele;
- Vegetais como tomate, espinafre, cebola, brócolis, couve-flor, pimentão, acelga e agrião;
- Frutas low carb como coco, abacate, limão, pêra, maçã, graviola, morango, uva e kiwi;
- Gorduras como azeite extra virgem ou manteiga, mas em pouca quantidade;
- Temperos naturais;
- Iogurte e leite desnatados, queijos brancos e kefir;
- Chás, café, água tônica e suco de frutas sem açúcar.

O que não pode comer na dieta do ovo
Como qualquer dieta saudável, a dieta do ovo exclui alimentos ricos em gordura, sal e açúcar da alimentação como:
- Cereais como pão francês, pão doce, arroz, macarrão, cuscuz e bolos;
- Frutas muito doces como as frutas secas, banana, manga, melancia e melão;
- Qualquer alimento rico em açúcar como refrigerante, sorvete, biscoitos recheados e chocolate;
- Embutidos como bacon, mortadela, presunto, salame, linguiça e salsicha;
- Lanches como hambúrguer, batata frita, pizza, salgadinhos e cookies;
- Cerveja, vinho, espumantes e bebidas alcoólicas;
- Leguminosas como feijão, grão de bico e ervilha.
Observação: Tubérculos como batata, inhame e mandioca devem substituir o arroz ou macarrão, no entanto, devem ser consumidos apenas 1 vez no dia e em pouca quantidade.
Por que não seguir um cardápio fechado da dieta do ovo
Cardápios centrados em ovos podem reduzir variedade, fibras e adesão, além de aumentar monotonia alimentar. Se a meta é perder peso, o ponto mais seguro é montar uma estratégia com proteína suficiente, vegetais, carboidratos em porção adequada e acompanhamento quando houver doença, remédio em uso ou histórico de compulsão.
Exercícios físicos na dieta do ovo
A dieta do ovo é restritiva. Exercício pode ajudar saúde metabólica, massa muscular e manutenção do peso, mas não deve ser usado para compensar uma dieta difícil de sustentar.
Não há como prometer quantos quilos serão perdidos com ou sem exercício. A resposta depende de déficit calórico, retenção de líquidos, massa muscular, sono, ciclo menstrual, treino e adesão.
Logo, não se esqueça de manter-se bem hidratado(a) neste período, assim como não se esqueça do papel dos exercícios na manutenção da saúde de forma geral.
Quem não pode fazer a dieta do ovo
O ovo é uma fonte de proteínas, mas não são todas as pessoas que podem fazer a dieta do ovo, por questões de saúde.
Entre essas pessoas estão aqueles que possuem colesterol elevado ou que possuem alguma condição cardíaca, assim como gestantes e lactantes.
Da mesma forma que crianças e adolescentes de até 16 anos não devem se submeter a esta estratégia nutricional, já que estão em fase de crescimento.

Cuidados após a dieta do ovo
Após o período da dieta do ovo deve-se ter cuidado, para que os resultados obtidos não sejam em vão e você volte a ganhar peso novamente.
Para que isso não aconteça é necessário manter os hábitos saudáveis adotados na dieta do ovo e consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais, mas que também sejam equilibrados em calorias.
Pois o efeito sanfona é um dos efeitos encontrados quando a dieta do ovo é feita apenas por um período, sem acompanhamento de um profissional responsável.
| Pergunta | Resposta prática |
|---|---|
| Ovo é proibido? | Não. Pode fazer parte da dieta quando cabe no plano alimentar. |
| Emagrece sozinho? | Não. O que muda peso é déficit calórico sustentável. |
| Falta variedade? | Poucas fibras, frutas, legumes e grãos prejudicam adesão e intestino. |
| Colesterol ou fígado | Histórico clínico e exames podem mudar a orientação. |
Fonte: Ministério da Saúde: Guia Alimentar para a População Brasileira.




