Resposta direta: sintomas de TDAH infantil envolvem desatenção, impulsividade e hiperatividade persistentes, em mais de um ambiente, com prejuízo real na escola, em casa ou nas relações. Uma criança agitada em uma fase difícil não deve ser rotulada sem avaliação do desenvolvimento, sono, ansiedade, aprendizagem e contexto familiar.
Atualmente, entre os distúrbios do desenvolvimento, o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) atinge a população infantil significativamente. Sendo Resposta direta motivo na busca por ajuda nos serviços de saúde mental voltado para crianças e adolescentes.
Mapa clínico: deficit de atencao infantil aparece como padrao persistente, nao um dia ruim
Em resumo: sintomas de TDAH em criancas envolvem desatencao, impulsividade e/ou hiperatividade persistentes, em mais de um ambiente e com prejuizo real. Sono ruim, ansiedade, dificuldades de aprendizagem, visao, audicao, conflitos e excesso de telas podem parecer parecidos.
| Sinal | Quando preocupa mais | O que observar |
|---|---|---|
| Desatencao | Quando atrapalha escola, tarefas e combinados simples. | Frequencia, materia, sono e ambiente. |
| Impulsividade | Quando gera risco, conflitos ou interrupcoes constantes. | Situações em que piora. |
| Hiperatividade | Quando a crianca nao consegue ajustar o nivel de atividade ao contexto. | Casa, escola e momentos de espera. |
- Converse com escola e familia para comparar comportamentos em ambientes diferentes.
- Anote sono, telas, alimentacao, ansiedade, bullying, dificuldade de leitura e audicao/visao.
- Procure avaliacao se houver queda escolar importante, sofrimento, agressividade, risco fisico, suspeita de abuso, ideacao suicida ou atraso global do desenvolvimento.
Nota de seguranca: tratamento pode incluir orientacao familiar, adaptacoes escolares, psicoterapia e medicacao quando indicada; a escolha depende da avaliacao.
Para continuar no tema: O que e TDAH | Dislexia em criancas | Pediatria | Psicologia
Quando suspeitar de TDAH infantil
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) tem seu início precoce e para existência do diagnóstico desse transtorno os sintomas devem ocorrer antes dos 12 anos sendo notáveis nos diferentes locais frequentados pela criança, como por exemplo, casa ou escola.
Levantamentos populacionais apontam que cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos sofram dessa questão de saúde mental com impactos na vida social, familiar e educacional.
Quais os sintomas do déficit de atenção infantil?
TDAH não é só agitação
A avaliação costuma comparar frequência, duração, intensidade e impacto. Sintomas precisam ser incompatíveis com a idade e aparecer de forma consistente, não apenas em uma matéria difícil, em um período de estresse ou por falta de sono.
| Desatenção | Perde materiais, esquece tarefas, erra por descuido, evita atividades longas. |
| Hiperatividade/impulsividade | Interrompe, tem dificuldade de esperar, levanta muito ou age sem pensar. |
| Diferenciais | Sono ruim, ansiedade, bullying, problemas auditivos/visuais e dificuldades de aprendizagem. |
A desatenção caracteriza-se por distração de tarefas, ausência de persistência, dificuldade para estabelecer foco e desorganização, sendo tais comportamentos não decorrentes da falta de compreensão ou do calor de um desafio.
Na hiperatividade ocorre execução motora acentuada, podendo ser uma inquietude ou esgotamento.
Já a impulsividade é o ato precipitado de uma satisfação momentânea.
Existem fatores de risco para o desenvolvimento?
Existem fatores de risco supostamente identificados em alguns casos como: comportamento inibitório, afeto negativo, baixo peso no nascimento, abuso infantil, negligência, múltiplas experiências de adoção, exposição a neurotoxinas, infecções, alterações visuais e/ou auditivas, anormalidades metabólicas, deficiências nutricionais, epilepsia e Transtornos do Sono.
Sintomas do TDAH
Podem ser listados alguns sintomas presentes nos quadros de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH):
Quadro 1: Sintomas de Desatenção
- “Dificuldade frequente em prestar atenção a detalhes, cometendo erros por descuido em atividades escolares ou de trabalho
- Dificuldade para manter a atenção em tarefas, aulas, leituras, jogos ou atividades de lazer
- Dificuldade de prestar atenção no que é dito ou impressão de não escutar quando lhe dirigem a palavra
- Dificuldade de seguir instruções e/ou de executar tarefas do início ao fim, frequentemente interrompendo ou deixando incompletas tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais
- Marcada desorganização pessoal, com dificuldade de manter seus objetos e espaços em ordem e de planejar corretamente o tempo necessário para cumprir tarefas e atividades
- Tendência a evitar, relutar ou postergar tarefas que exijam um esforço mental longo e sustentado
- Perda recorrente de objetos (por exemplo: chaves, material escolar, celular, objetos do vestuário) necessários para tarefas ou atividades do dia a dia
- Padrão frequente de distração ou perda de foco nas atividades por estímulos alheios e irrelevantes à tarefa
- Esquecimentos constantes em atividades diárias (compromissos, recados, tarefas, encontros).” *
* Fonte: Rohde, L. A.; Kieling, C.; Kieling, R, R. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – cp. 23, p.399 in: Kieling, C.; Mari, J. J. Psiquiatria na Prática Clínica. Barueri, Editora Manole, 2013.
Quadro 2: Sintomas de Hiperatividade/Impulsividade
- “Agitar mãos, pés ou se remexer na cadeira com frequência
- Levantar diversas vezes em situações nas quais se espera que permaneça sentado (por exemplo: em sala de aula, palestras, cinemas e jantares)
- Correr dentro de ambientes fechados, ficar em pé sobre, saltar ou escalar móveis
- Brincar de forma muito chamativa e barulhenta, tendo dificuldade de se envolver calmamente em atividades de lazer
- Estar frequentemente “a mil” ou, muitas vezes, agir como se estivesse “a todo vapor”
- Falar em demasia
- Dar respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido concluídas
- Ter dificuldade em esperar sua vez em filas, jogos ou quaisquer situações coletivas
- Frequentemente interromper ou se meter em conversas, atividades ou brincadeiras alheia.” **
** Fonte: Rohde, L. A.; Kieling, C.; Kieling, R, R. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – cp. 23, p.399 in: Kieling, C.; Mari, J. J. Psiquiatria na Prática Clínica. Barueri, Editora Manole, 2013.
Consequências do déficit de atenção
Consequências notáveis na área funcional do paciente são evidentes. O desempenho escolar/acadêmico se torna insustentável e restrito. Há traços de rejeição social, e nos adultos ocorrem maiores chances de pior atividade laboral, êxito e persistência.
Entre os transtornos associados ao Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) há: Transtornos de Aprendizagem, Transtornos Ansiosos, Transtornos do Humor, Transtornos por Uso de Substâncias, Síndrome de Tourette, Transtorno Desafiante de Oposição e Transtorno de Conduta.
Possibilidades de tratamento
O tratamento se baseia na tríade informação/conhecimento, medicação e recursos psicoterápicos. É importante salientar que o diagnóstico depende de critérios estabelecidos como: duração dos sintomas, frequência e intensidade desses sintomas, sua persistência ao longo do tempo e nível de prejuízo significativo ao paciente desde que avaliados clinicamente por um médico/equipe interdisciplinar.
Testes psicológicos podem fornecer dados complementares no processo de avaliação.
O suporte familiar também é necessário com o enriquecimento de dados acerca da história de vida e rotina do paciente.
REFERÊNCIAS:
- Andrade, E. R.; Silva, F. M. B.; Moraes, C. Diagnóstico e Tratamento de Transtorno Bipolar e TDAH na Infância: Desafios na Prática Clínica. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 56, 1 (Supl), p.19-24, 2007.
- Cabral, S. B.; C&S, K. B. Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (Associação Brasileira do Déficit de Atenção: ABDA) Cartilha, p.32, s/n.
- Cunha, G. T.; et al. Prospecção de Estratégias Tecnoassistenciais na Atenção Básica – Projeto Medicalização na Infância (Universidade Estadual de Campinas) Programa, s/n.
- Kieling, C.; Mari, J. J. Psiquiatria na Prática Clínica. Barueri: Manole, 2013.
- Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5 (American Psychiatric Association) 5ed. Porto alegre: Artmed, 2014.
- Prando, M.; Gonçalves, H. A.; Pureza, J. R. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: Breve Revisão Teórica no Contexto da Neuropsicologia Infantil. Revista Neuropsicologia Latinoamericana. v.3. n.3. p.20-24, 2011.
- Vaz, C. E.; Graeff, R. L. Avaliação e Diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Psicologia USP, São Paulo: jul/set, v.19, n.3, p.341-361, 2008.
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Fontes usadas nesta revisão
As fontes abaixo ajudam a conferir definições, limites de segurança e pontos de acompanhamento citados no artigo.
Fontes úteis
Fontes de apoio: NIMH: ADHD | CDC: ADHD basics









































