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Falta de ar e cansaço – O que pode ser? Quando me preocupar?

18 de janeiro de 2023 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Falta de ar com cansaço pode vir de condicionamento baixo, infecção, anemia, ansiedade, asma, doença pulmonar, coração, tireoide ou efeito de medicamentos. O ponto central é início, intensidade, esforço necessário para aparecer e sinais associados como dor no peito, desmaio, lábios arroxeados ou piora rápida.

Falta de ar é sintoma de troca de oxigênio, circulação ou percepção respiratória

Respirar exige pulmões, coração, sangue, músculos e controle neurológico funcionando juntos. Por isso falta de ar e cansaço podem ter causas respiratórias, cardíacas, hematológicas, metabólicas, emocionais ou de condicionamento.

Como apareceO que muda no raciocínio
Ao subir escadas que antes eram fáceisAvaliar coração, pulmão, anemia e condicionamento.
Em repouso ou falando frases curtasMaior urgência.
Com chiado e tosseAsma, bronquite, infecção ou DPOC.
Com dor no peito ou desmaioPrioridade cardiovascular.
Com medo intenso e formigamentoPânico é possível, mas causas clínicas precisam ser excluídas quando o quadro é novo.

O tempo de evolução é decisivo. Falta de ar súbita, progressiva ou diferente do habitual é mais preocupante que cansaço estável há meses. Saturação baixa, batimento muito acelerado, febre alta, inchaço nas pernas ou piora ao deitar também mudam a prioridade.

O que costuma ser avaliado

A consulta pode investigar pressão, frequência cardíaca, saturação, ausculta pulmonar e cardíaca, anemia, tireoide, infecção, radiografia, eletrocardiograma, função pulmonar ou ecocardiograma. Nem todo caso precisa de todos os exames; a sequência vem do padrão clínico.

Evite atribuir falta de ar nova apenas a ansiedade, peso ou idade. Esses fatores podem participar, mas a segurança vem de reconhecer sinais de coração, pulmão, anemia e tromboembolismo quando o quadro foge do padrão.

Em infecções respiratórias, a combinação de febre, tosse, dor torácica, chiado, saturação baixa ou piora após alguns dias ajuda a diferenciar resfriado simples, bronquite, pneumonia ou crise de asma. O mesmo sintoma muda de significado conforme o conjunto.

No coração, falta de ar ao deitar, acordar sufocado à noite, inchaço nas pernas, palpitações, dor no peito ou cansaço desproporcional aos esforços podem indicar falha na bomba ou ritmo cardíaco. Esses sinais não devem ser tratados apenas com condicionamento.

Anemia também pode causar cansaço e falta de ar porque o sangue transporta menos oxigênio. Palidez, menstruação intensa, sangramento intestinal, dieta restrita ou doença crônica deixam essa hipótese mais relevante.

Se a falta de ar é acompanhada de ansiedade, ainda vale perguntar se o episódio é novo, se há gatilho claro e se há sinais físicos objetivos. Pânico existe, mas diagnóstico por exclusão apressada pode ser perigoso.

Observe a distância ou atividade que provoca sintoma. Ficar ofegante em repouso, ao tomar banho ou ao falar é diferente de cansar em treino pesado. Essa medida simples ajuda a comunicar gravidade.

Outro dado útil é recuperação. Falta de ar que melhora rapidamente ao parar o esforço sugere uma leitura; falta de ar que persiste, piora deitado ou vem com tontura e suor frio exige outra prioridade.

Compare sempre com o próprio basal do paciente, não com a média de outras pessoas.

Essa comparação mostra se houve queda funcional real.

1. Anemia

Anemia é a redução da hemoglobina abaixo do limite esperado para a pessoa; pode decorrer de perda de sangue, menor produção de hemácias ou destruição aumentada. A falta de ar pode ocorrer, sobretudo quando é mais intensa ou se instala rapidamente.

Anemia leve pode não causar sintomas; a intensidade depende do grau, da rapidez de instalação e da condição clínica.

Geralmente, pessoas que apresentam anemia possuem sintomas vagos, como letargia, fraqueza e cansaço. Em casos de anemia grave, manifesta também falta de ar e desmaios.

O tratamento depende do tipo, da causa e da gravidade. Perda aguda de sangue exige controle da fonte e, em situações selecionadas, transfusão.

Ferro só trata deficiência de ferro, e vitamina B12 ou folato só são indicados quando há deficiência correspondente.

Eritropoetina é usada em contextos específicos, como algumas anemias associadas à doença renal. Esplenectomia não é tratamento geral de anemia hemolítica e fica restrita a situações selecionadas.

2. Ansiedade

A ansiedade está associada ao medo e preocupação excessiva com o futuro. É caracterizada como um estado de humor orientado para o futuro que consiste em um complexo de sintomas fisiológicos, cognitivos, comportamentais e afetivos.

É um dos transtornos psiquiátricos mais comuns, embora a prevalência ainda não seja realmente conhecida, pois muitas pessoas não procuram ajuda ou os médicos não conseguem fazer o diagnóstico exato, devido a alguns sintomas inespecíficos.

A ansiedade pode ser causada por traumas, experiências de infância, medicamentos, abuso de substâncias e transtornos de pânico, entre outros fatores.

Falta de ar e fraqueza são apenas alguns dos sintomas fisiológicos da ansiedade, que podem ser acompanhados também por aumento da frequência cardíaca, palpitações, sensação de asfixia, calafrios, dores de estômago, desmaios e boca seca.

O tratamento da ansiedade crônica envolve medicações, psicoterapia ou uma combinação de ambos.

3. Complicações da obesidade

Obesidade é uma condição crônica e multifatorial caracterizada por excesso de adiposidade que pode prejudicar a saúde; não se reduz a uma simples conta diária entre ingestão e gasto energético.

Obesidade 1

A obesidade é uma doença crônica complexa, associada a maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e hiperlipidemia; também pode aumentar o risco de doença hepática, renal e alguns cânceres. Esses riscos variam entre pessoas e não significam que a falta de ar tenha necessariamente essa causa. A OMS descreve a obesidade como doença crônica relacionada a interações biológicas, sociais e ambientais complexas.

A obesidade pode ser hereditária, mas está extremamente associada a atividade física reduzida, distúrbios endócrinos, uso de medicamentos, consumo de carboidratos em excesso e alimentos com alto teor de açúcar, além da diminuição do metabolismo energético.

A obesidade pode aumentar o esforço respiratório e reduzir a tolerância ao exercício, mas falta de ar nova, progressiva ou intensa ainda requer investigação de outras causas.

Os médicos costumam adotar uma abordagem multifacetada no tratamento para a obesidade.

O tratamento pode incluir algumas modificações na dieta e no estilo de vida, intervenções comportamentais, medicamentos e intervenção cirúrgica, caso seja necessário.

4. Fadiga crônica

A fadiga crônica é uma doença multissistêmica complexa, caracterizada por fadiga severa, disfunção cognitiva, problemas de sono e mal-estar após realizar esforço, podendo afetar a capacidade dos pacientes de realizar suas atividades diárias.

Em determinadas situações, pacientes com fadiga crônica podem manifestar problemas cardiovasculares, gastrointestinais e respiratórios.

Na encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica (EM/SFC), a redução importante da capacidade funcional persiste por pelo menos seis meses e o mal-estar pós-esforço é central: sintomas podem piorar horas depois de atividade física ou mental e durar dias.

Sono não reparador e dificuldade cognitiva também são comuns. Não há tratamento curativo estabelecido; o manejo é direcionado aos sintomas e ao limite de atividade da pessoa.

Aumentar exercício de forma padronizada pode piorar o mal-estar pós-esforço, por isso plano de atividade precisa ser individualizado.

Analgésicos ou antidepressivos podem ser considerados para sintomas específicos, não como tratamento universal da síndrome.

5. Asma

Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, com sintomas variáveis como chiado, tosse, aperto no peito e falta de ar. Irritantes e alérgenos podem desencadear sintomas em algumas pessoas, mas nem todo episódio começa com exposição identificável.

Os sintomas da asma incluem falta de ar, tosse e geralmente há variação diurna, com sintomas piores à noite.

Alguns pacientes sentem dor torácica leve associada a exacerbações agudas. Em uma crise grave, o fluxo de ar pode ficar tão reduzido que o tórax parece silencioso à ausculta; isso é sinal de emergência.

Fala entrecortada, exaustão, confusão, cianose ou piora rápida indicam crise grave. Um “tórax silencioso” em alguém com dificuldade respiratória também é sinal de emergência; uma única leitura de oxímetro não deve atrasar atendimento.

Evitar um gatilho conhecido pode ajudar, mas não substitui tratamento controlador; alérgenos não explicam todas as crises.

Corticoides inalatórios são a base do controle anti-inflamatório em muitos planos; broncodilatadores de alívio e combinações são escolhidos conforme idade, padrão de sintomas e diretriz vigente.

Biológicos podem ser considerados em subgrupos com asma grave após avaliação especializada.

6. Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma condição clínica complexa, onde o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo.

Se não for devidamente tratada, essa doença pode diminuir a capacidade funcional de um indivíduo e aumentar o seu risco de mortalidade.

Geralmente, os pacientes apresentam fadiga e falta de ar, além de tolerância reduzida ao exercício e retenção de líquidos.

Educação sobre a doença e acompanhamento individualizado fazem parte do cuidado; o plano depende da causa, fração de ejeção, sintomas e outras condições clínicas.

O tratamento da insuficiência cardíaca depende da fração de ejeção, causa e quadro clínico. Pode incluir combinações de medicamentos que reduzem hospitalizações e mortalidade, além de diuréticos para congestão; digoxina não é tratamento geral para todos. O esquema é definido após avaliação e exames.

É necessário que exista uma abordagem de equipe interprofissional para otimizar o atendimento ao paciente.

7. Câncer de pulmão

Cancer pulmao

O câncer de pulmão, também chamado de carcinoma broncogênico, é uma doença caracterizada por tumores originários do parênquima pulmonar ou dentro dos brônquios.

Fumar é a causa mais comum para desenvolver câncer de pulmão, mas o risco também é agravado através da exposição a outros agentes cancerígenos, como o amianto.

Outros fatores que independem do tabagismo, aumentam o risco de câncer de pulmão, incluindo: radiação para tratamento de câncer não pulmonar, exposição a metais e doenças como fibrose pulmonar idiopática.

Normalmente, o câncer de pulmão não causa sinais e sintomas em seus estágios iniciais. Mas, quando a doença está avançada, pode manifestar tosse persistente e com sangue, falta de ar, rouquidão, perda de peso sem motivo aparente, dor nos ossos e cansaço.

A principal alternativa de tratamento inclui a cirurgia para tratar a doença localizada.

Para a doença localmente avançada, pode ser indicada a radioterapia, quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia, dependendo do caso.

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Referências

CHAND, S. P.; MARWAHA, R. Anxiety. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

HASHMI, M. F.; TARIQ, M.; CATALETTO, M. E. Asthma. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

MALIK, A. et al. Congestive Heart Failure. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

PANUGANTI, K. K.; NGUYEN, M.; KSHIRSAGAR, R. K. Obesity. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

SAPRA, A.; BHANDARI, P. Chronic Fatigue Syndrome. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

SIDDIQUI, F.; VAQAR, S.; SIDDIQUI, A. H. Lung Cancer. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

TURNER, J.; PARSI, M.; BADIREDDY, M. Anemia. National Library of Medicine, StatPearls, 2022.

Fontes clínicas atuais: NHLBI — tratamento da anemia; CDC — manejo da EM/SFC e prevenção de mal-estar pós-esforço; NHLBI — tratamento da asma; NHLBI — tratamento da insuficiência cardíaca; NCI — câncer de pulmão, sintomas e tratamento; OMS — obesidade e sobrepeso.

Arquivado em: Clínica Médica, Sintomas de A-Z

Síndrome do olho seco: sintomas, causas e tratamento

18 de janeiro de 2023 by Dr. Andrew Seung Ho Park

Síndrome do olho seco ocorre quando a lágrima não lubrifica bem a superfície ocular, por produção insuficiente, evaporação excessiva ou inflamação da superfície do olho. O resultado pode ser ardor, sensação de areia, vermelhidão, lacrimejamento reflexo, visão oscilante e desconforto com tela, vento ou ar-condicionado.

A primeira decisão é separar ressecamento crônico de sinais que mudam a urgência. Dor intensa, perda visual, trauma, sensibilidade forte à luz, secreção importante ou olho vermelho em usuário de lente de contato pedem avaliação mais rápida.

SinalO que sugereComo usar na prática
Ardor, areia e cansaço visualRessecamento, evaporação da lágrima ou irritação da superfície ocular.Observar telas, ambiente, lentes, colírios e medicamentos.
Coceira predominanteAlergia pode participar do quadro.Evitar automedicação com colírios fortes.
Dor forte, fotofobia ou piora visualPode haver inflamação, córnea acometida ou outra causa ocular.Avaliação sem demora.

O que é síndrome do olho seco

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Doença ocular seca, ou síndrome de lágrima disfuncional, é a doença oftálmica mais prevalente.

É considerada uma doença multifatorial da superfície ocular e do filme lacrimal, caracterizada por uma variedade de sinais e sintomas.

Os sintomas variam desde coceira leve até grave, queimação, irritação, cansaço ocular e inflamação ocular que podem levar a danos potenciais na córnea, conjuntiva e até mesmo perda de visão.

A síndrome do olho seco pode ser causada por fatores ambientais, medicamentos ou ser secundário a outras patologias.

Além dos sintomas listados acima, os pacientes com síndrome do olho seco também podem apresentar sensibilidade à luz, visão turva e sensação de algo no olho. Os sintomas podem variar de leves a graves e podem afetar um ou ambos os olhos. Em determinadas situações, os sintomas podem mudar com o tempo e podem ir e vir.

O tratamento para a síndrome do olho seco depende da causa subjacente e da gravidade dos sintomas. Em determinadas situações, a condição pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e produtos de venda livre, enquanto outros casos podem exigir medicamentos prescritos ou até mesmo cirurgia. Seu oftalmologista pode diagnosticar a condição e sugerir o tratamento mais eficaz.

Como o olho seco costuma se manifestar

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Anormalidades da superfície ocular podem se desenvolver, incluindo erosões puntiformes superficiais, defeitos epiteliais, filamentos da córnea e, em casos graves, úlceras da córnea.

  • Coceira nos olhos: a sensação de coceira nos olhos é um sintoma comum, associado a ardência e ardor.
  • Ardência nos olhos: a sensação de ardor nos olhos é outro sintoma da síndrome do olho seco.
  • Vermelhidão: a vermelhidão dos olhos é um sintoma comum.
  • Lacrimejamento excessivo: Sensação de areia, incômodo nos olhos
  • Sensibilidade à luz: pessoas com síndrome do olho seco podem apresentar sensibilidade à luz.
  • Visão embaçada: visão embaçada, vista dupla, dificuldade de enxergar são queixas frequentes
  • Desconforto: Desconforto nos olhos é um sintoma da síndrome do olho seco.

Como resultado desses sintomas, a síndrome do olho seco pode ter um impacto considerável na função visual, nas atividades diárias, no funcionamento social e físico, na produtividade no local de trabalho e na qualidade de vida.

SintomaDescrição
CoceiraSensação de coceira nos olhos.
VermelhidãoVermelhidão nos olhos.
QueimaçãoSensação de queimação nos olhos.
Sensação de AreiaA sensação de que há algo nos olhos.
Lacrimejamento excessivoLacrimejamento excessivo nos olhos.

Classificação de olho seco

Tipo de olho secoProblemaCamada
Evaporação aumentadaLípidosProblema na camada lipídica
Deficiente AquosoMucina aquosa/secretoraProblema na camada de mucina aquosa/secretora
Diminuição da molhabilidadeMucina Associada à MembranaProblema na camada de mucina associada à membrana

Causas comuns da síndrome do olho seco

Os olhos secos são causados por uma variedade de razões que perturbam o filme lacrimal saudável. Seu filme lacrimal tem três camadas: óleos graxos, fluido aquoso e muco.

Essa combinação geralmente mantém a superfície dos olhos lubrificada, lisa e clara.

Problemas com qualquer uma dessas camadas podem causar olhos secos.

  • Falta de produção de lágrimas: As lágrimas são necessárias para manter o olho hidratado e nutrido. A diminuição de lágrimas adequadas causa ressecamento.
  • Idade: À medida que as pessoas envelhecem, a produção de lágrimas tende a diminuir.
  • Gênero: Mulheres tendem a ser mais afetadas pela síndrome do olho seco.
  • Alguns medicamentos: Medicamentos como anti-histamínicos, descongestionantes e antidepressivos podem reduzir a produção de lágrimas.
  • Doenças metabólicas e autoimunes: Doenças como diabetes, artrite reumatóide, lúpus e distúrbios da tireoide podem causar olhos secos.
  • Fatores ambientais: A exposição ao vento, fumaça e ar seco pode levar à síndrome do olho seco.
  • Problemas nas pálpebras: Condições como blefarite, entrópio e ectrópio podem causar olhos secos.
  • Cirurgia ocular a laser: Cirurgias como LASIK podem fazer com que os olhos fiquem secos.

Como o olho seco é avaliado

O diagnóstico pode envolver um exame oftalmológico abrangente para avaliar a saúde dos olhos e a produção de lágrimas. Além disso, um exame oftalmológico avaliará a superfície ocular, a saúde das pálpebras e a acuidade visual. O médico também pode testar a quantidade e a qualidade das lágrimas produzidas.

O médico também pode fazer um teste de Schirmer para medir a produção de lágrimas. O paciente é solicitado a fechar os olhos e colocar uma tira de papel de filtro sob a pálpebra inferior por cerca de 5 minutos. Após a remoção da tira, o médico medirá a quantidade de umidade que ocorreu. Outros testes também podem ser realizados para avaliar a qualidade das lágrimas.

Em determinadas situações, o médico pode realizar um teste especial para diagnosticar a Síndrome do Olho Seco. Este teste envolve o paciente vendo um alvo especial através de um dispositivo chamado lâmpada de fenda. Este teste permite que o médico avalie a superfície da frente do olho em busca de sinais de ressecamento ou dano.

ExameDescrição
Tempo de separação da lágrimaMede o tempo que leva para as lágrimas se romperem após serem aplicadas no olho.
Teste de SchirmerMede a produção de lágrimas colocando uma tira de papel de filtro sob o olho.
Índice de Doenças da Superfície OcularAvalia os sintomas, a visão funcional e a superfície ocular da Síndrome do Olho Seco.
Coloração verde de lissaminaAvalia a coloração da córnea do tecido conjuntival.

Diagnóstico Diferencial da Síndrome do Olho Seco

casos-graves-sindrome-olho-seco
  • Conjuntivite alérgica: inflamação induzida por alergia da conjuntiva causada por alérgenos ou irritantes ambientais, resultando em vermelhidão, lacrimejamento, coceira e queimação.
  • Blefarite: uma condição inflamatória das pálpebras que causa vermelhidão, coceira e queimação.
  • Síndrome Visual Digital: uma condição causada pela exposição prolongada a dispositivos digitais, resultando em ressecamento, vermelhidão e irritação.
  • Rosácea ocular: uma doença inflamatória dos olhos causada por bactérias que resulta em vermelhidão, coceira e queimação.
  • Síndrome de Sjogren: um distúrbio autoimune que causa ressecamento dos olhos e da boca devido à diminuição da produção de lágrimas e saliva.
  • Ceratoconjuntivite vernal: um distúrbio alérgico crônico dos olhos causado por alérgenos ambientais, resultando em coceira, lacrimejamento e vermelhidão.
  • Uso excessivo de lentes de contato: irritação nos olhos causada pelo uso prolongado de lentes de contato, resultando em ressecamento, irritação e vermelhidão.

Possibilidades iniciais de tratamento

Para a maioria das pessoas com sintomas ocasionais ou leves de olho seco, basta usar regularmente colírios sem receita médica, também chamados de lágrimas artificiais.

As lágrimas artificiais ajudam a reduzir a inflamação e a hidratar os olhos. Eles podem ser usados ​quantas vezes forem necessárias ao longo do dia.

Se seus sintomas forem persistentes e mais graves, você tem outras opções.

Colírios prescritos também podem ser usados ​para tratar a síndrome do olho seco. Essas gotas geralmente contêm uma combinação de ingredientes para reduzir a inflamação e lubrificar os olhos. Alguns colírios prescritos também contêm antibióticos para ajudar a prevenir infecções oculares.

Em determinadas situações, os médicos podem recomendar o uso temporário de um tipo específico de lentes de contato para ajudar a reduzir os sintomas da síndrome do olho seco. As lentes são projetadas para ajudar a reter a umidade nos olhos e podem ser usadas durante o dia ou durante a noite.

Medicamentos para tratamento da Síndrome do Olho Seco

Objetivos da farmacoterapia: reduzir a morbidade e prevenir complicações

  • Para o tratamento da doença ocular seca ou ceratoconjuntivite seca: lágrimas artificiais com ou sem conservantes, dependendo da gravidade
  • Para disfunção das glândulas de Meibomian: doxiciclina 100 mg uma vez ou duas vezes ao dia, diminuição supervisionada da dose para tão baixo quanto 20 mg
  • Emulsão oftálmica de ciclosporina 0,05%: tratamento aprovado para doença ocular seca
  • Solução oftálmica de lifitegrast: primeira prescrição especificamente aprovada para doença ocular seca, um antagonista do antígeno associado à função linfocitária-1 (LFA-1)
  • Gotas de soro autólogo: incontaminadas, não-antigênicas e contêm fatores de crescimento, fibronectina, imunoglobulinas e vitaminas; usado para doenças oculares secas
Nome do medicamentoMecanismo de açãoEfeitos colaterais
TravoprostaAumenta a produção natural de lágrimasDor de cabeça, vermelhidão, sensação de queimação, visão turva
CiclosporinaReduz a inflamação no olhoDor de cabeça, náusea, ganho de peso, diarreia
Ácidos graxos ômega-3Diminui a inflamação e aumenta a produção de lágrimasInchaço, mau hálito, dor de cabeça, náusea
Ciclosporina ADiminui a inflamação e aumenta a produção de lágrimasDor de cabeça, náusea, vômito, diarreia, tontura, visão turva

Prevenção

A síndrome do olho seco pode ser evitada até certo ponto, evitando gatilhos e irritantes comuns. Isso inclui evitar ambientes com fumaça, vento e poeira. É importante lembrar de piscar frequentemente ao olhar para um computador ou dispositivo eletrônico por longos períodos.

Além disso, o uso de lágrimas artificiais ou colírios lubrificantes pode ajudar a reduzir os sintomas. Usar óculos de proteção ou óculos de sol ao ar livre também pode ser benéfico.

A Academia Americana de Oftalmologia (AAO) recomenda uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3, encontrados em certos peixes, nozes e óleos. Os ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a qualidade das lágrimas. Além disso, a AAO recomenda reduzir o uso de lentes de contato e fazer pausas para descansar os olhos.

Exames oftalmológicos regulares também podem ajudar a diagnosticar e prevenir a síndrome do olho seco.

Qual ​é o prognóstico da síndrome do olho seco?

O prognóstico da Síndrome do Olho Seco varia conforme a gravidade da condição e como ela é tratada. A maioria das pessoas com casos leves de Síndrome do Olho Seco pode esperar algum grau de melhora nos sintomas, enquanto casos mais graves podem exigir gerenciamento e tratamento a longo prazo.

Em determinadas situações, a cirurgia pode ser necessária para melhorar o prognóstico geral da condição.

O prognóstico da Síndrome do Olho Seco geralmente melhora com mudanças no estilo de vida e evitação de fatores ambientais que podem piorar a condição. Isso inclui evitar salas cheias de fumaça e outros ambientes com baixa qualidade do ar, usar um umidificador para melhorar a qualidade do ar e usar lágrimas artificiais para lubrificar os olhos.

Exames oftalmológicos regulares e evitar o uso de lentes de contato também podem ajudar a melhorar o prognóstico da Síndrome do Olho Seco.

Fontes e leitura útil

  • National Eye Institute: Dry Eye
  • MedlinePlus: doenças dos olhos

Arquivado em: Clínica Médica, Oftalmologia

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