Herpes zoster: sintomas, tratamento e vacina deve ser acompanhado pelo tempo de evolução, febre, intensidade dos sintomas, hidratação, falta de ar, dor forte, sinais de desidratação e grupos de maior risco. A mudança do quadro ao longo das horas ou dias orienta a urgência.
Herpes zoster, conhecido como cobreiro, é a reativação do vírus da catapora e costuma causar dor, ardor ou formigamento antes de bolhas em faixa na pele. Tratamento precoce, controle da dor e vacinação quando indicada podem reduzir complicações em pessoas de maior risco.
Este vírus fica adormecido no sistema nervoso, de forma reativada quando a imunidade da pessoa afetada sofre uma queda.
Vale informar que a herpes zoster não é causada pelo mesmo vírus da herpes simples, o VVZ é o mesmo que causa a catapora, de forma que a pessoa que contraiu catapora fica com o vírus zoster adormecido.
Etiologia e Patofisiologia
Reativação do vírus Varicela Zoster da raiz dorsal/gânglios dos nervos cranianos.
Após a reativação, o vírus se replica dentro dos corpos celulares neuronais e os vírions são transportados ao longo dos axônios para as zonas da pele do dermátomo, causando inflamação local e formação de vesículas.
Prevenção Geral – Importância da Vacinação
A prevenção mais específica contra herpes zoster é a vacinação quando indicada. Sono, alimentação e controle de doenças ajudam a saúde geral, mas não substituem vacina nem tratamento precoce quando surge o quadro.
A vacinação contra herpes zoster recombinante (Shingrix) é aprovada e recomendada pelo CDC para adultos com 50 anos ou mais.
Shingrixé recomendada para adultos que receberam anteriormente Zostavax(vacina viva atenuada) e é a vacina preferida.
A vacina VZV viva (Zostavax) é contraindicada em pessoas imunossuprimidas, pacientes com HIV e contagens de CD4 <200, pacientes em tratamento de câncer e pacientes com câncer hematológico ou linfático.
Pacientes com zoster ativo podem transmitir o vírus da varicela causador da doença – geralmente por contato direto.
É preciso consultar o médico para dizer sobre a necessidade da vacina e se esta medida é adequada para o tipo de pessoa, pois o sistema imunológico de muitas pessoas não permite a vacina, isto é, muitos pacientes que possuem alguma doença autoimune ou toma medicamento corticóide não devem tomar a vacina.
Sintomas da herpes zoster

As regiões mais afetadas são na barriga, tórax, orelhas e em torno dos olhos.
Veja quais são os principais efeitos da herpes zoster:
- Bolhas preenchidas com líquido;
- Erupções avermelhadas;
- Coceira ou formigamento na região afetada;
- Dor nas bolhas;
- Febre baixa.
Causas da manifestação da herpes zoster
Como já foi dito, a causa da herpes zoster é pela infecção viral do vírus VVZ, que após o contágio de catapora, fica instalado no interior do nervo, assim torna a se manifestar em forma de herpes zoster ao invés de catapora.
A reativação do vírus se dá por queda do sistema imunitário, fazendo com que os sintomas comecem a surgir gradualmente. A queda da imunidade pode se dar por estresse, hábitos alimentares inadequados, bem como em decorrência de doenças como dengue, AIDS, lúpus.
Boa alimentação, sono, atividade física e controle de doenças crônicas ajudam a saúde geral. Para herpes zoster, porém, prevenção específica depende de vacina quando indicada, e tratamento precoce depende de avaliação clínica quando aparecem dor e bolhas.

Fatores de Risco
- Aumento da idade
- Imunossupressão (malignidade ou quimioterapia)
- Trauma físico
- Sexo Feminino
- Infecção pelo HIV
- Cirurgia da coluna vertebral
Como o diagnóstico é avaliado
Fase prodrômica (alterações sensoriais sobre o dermátomo envolvido antes da erupção cutânea)
- Formigamento, parestesias
- Coceira
- Dor chata tipo “faca”
- Alodinia e hiperalgesia
Fase aguda
- Os sintomas constitucionais (por exemplo, fadiga, mal-estar, cefaléia, febre baixa) são variáveis.
- Erupção cutânea
Contágio de herpes zoster
Por ser uma doença viral, é considerada contagiosa, porém quem já possui o vírus VVZ está imune ao contágio, isto é, quem já teve catapora também possui o vírus inativo. Por outro lado, quem nunca teve catapora ou foi vacinado contra é suscetível ao contágio.
Dessa forma, é importante que a pessoa vulnerável evite contato físico com pessoas que apresente herpes zoster, bem como não partilhar de roupas, objetos, toalhas, etc.
Tratamento da herpes zoster
Após o diagnóstico médico, o tratamento recomendado é à base de antivirais, que impedem a multiplicação dos vírus, também pode ser administrados medicamentos analgésicos a fim de aliviar as dores e incômodo das bolhas.
Alimentação, sono e controle de doenças ajudam a recuperação geral, mas não tratam a reativação viral. O tratamento deve ser definido após avaliação, principalmente em idosos, imunossuprimidos, gestantes ou quando há lesão perto dos olhos.
Tratamento Farmacológico – Primeira linha
Como acompanhar a evolução
Em Herpes zoster: sintomas, tratamento e vacina, a evolução costuma ser tão importante quanto o sintoma inicial. Febre persistente, piora rápida, falta de ar, sonolência incomum, desidratação, dor intensa, manchas na pele ou queda do estado geral mudam a margem de espera.
| Marcador | O que observar |
|---|---|
| Tempo de febre | Ajuda a diferenciar quadro autolimitado de infecção que precisa avaliação. |
| Respiração e hidratação | Falta de ar e pouca urina reduzem segurança de observar em casa. |
| Dor localizada | Pode apontar foco específico de infecção ou complicação. |
| Grupo de risco | Crianças pequenas, gestantes, idosos e imunossuprimidos exigem menor espera. |
Não use antibiótico antigo ou de outra pessoa para tentar encurtar sintomas. Antibiótico errado pode atrasar diagnóstico, causar efeitos adversos e dificultar tratamento futuro.
Tratamento agudo
Antivirais costumam ter maior benefício quando iniciados cedo, especialmente nas primeiras 72 horas de erupção, mas ainda podem ser considerados depois em casos de lesões novas, dor intensa, imunossupressão ou acometimento de face e olhos.
Os antivirais não reduzem significativamente a incidência de neuralgia pós-herpética.
Os antivirais usados para herpes zoster são medicamentos de prescrição. A escolha entre aciclovir, valaciclovir ou famciclovir depende de idade, rim, gravidez, imunidade, tempo de início, gravidade e disponibilidade. Não use esquema encontrado na internet sem avaliação.
Em crianças, o aciclovir oral é a droga de escolha.
A dor pode exigir analgésicos, anti-inflamatórios em casos selecionados, anestésicos tópicos ou remédios para dor neuropática. A escolha depende de intensidade, idade, rim, fígado, interações, risco de queda e efeitos como sonolência. Dor que persiste após a pele cicatrizar pode ser neuralgia pós-herpética e precisa de acompanhamento.
Procure atendimento rápido se a lesão aparece no rosto, perto dos olhos, se há alteração visual, febre, confusão, fraqueza, dor intensa, imunossupressão, gravidez ou disseminação das bolhas. Nesses cenários, esperar pode aumentar risco de complicações.
Também é importante evitar contato das bolhas com pessoas que nunca tiveram catapora ou não foram vacinadas, especialmente gestantes, recém-nascidos e imunossuprimidos. A transmissão não causa zoster diretamente nessas pessoas; pode causar varicela.
Depois da fase aguda, a dor pode continuar mesmo com a pele melhor. Queimação, choque, sensibilidade ao toque e dor que atrapalha sono sugerem neuralgia pós-herpética. Quanto antes esse padrão é reconhecido, melhor o ajuste do controle de dor e da proteção da pele.
A avaliação também ajuda a diferenciar zoster de herpes simples, dermatite de contato, impetigo, alergia a medicamento e outras erupções com bolhas. O padrão em faixa, dor localizada e sensibilidade da pele orientam a suspeita, mas lesões atípicas precisam de exame direto.









































