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Pomada para escaras: como funciona e quando é indicada

3 de agosto de 2022 by Dra. Juliana Toma

O tratamento das escaras deve ser orientado por um médico.

Escara não melhora só com pomada

Lesão por pressão depende de pressão contínua, atrito, umidade, circulação, nutrição, mobilidade e controle de infecção. A pomada pode proteger, hidratar, controlar umidade ou ajudar o curativo, mas não substitui alívio de pressão, mudança de posição, avaliação da profundidade da ferida e cuidado com dor, secreção e tecido morto.

Curativo bom é aquele que acompanha o estágio da ferida. Se há excesso de umidade, necrose, secreção, dor ou aumento de tamanho, a estratégia precisa ser revista junto com pressão, nutrição e mobilidade. Medir a ferida ajuda a saber se o cuidado está funcionando.

AchadoComo interpretar
Pele vermelha que não clareia à pressãoPode ser estágio inicial e exige retirar pressão antes de abrir ferida.
Bolha, abertura ou profundidadePrecisa avaliar estágio e tipo de curativo.
Mau cheiro, pus, febre ou dor crescenteSugere infecção ou complicação e exige avaliação.
Calcanhar, sacro ou quadrilLocais de osso saliente precisam de descarregamento específico.

O que vale registrar

  • Local, tamanho, profundidade aparente, secreção, cheiro, dor e mudança de cor.
  • Tempo em cadeira ou cama, capacidade de mudar posição e superfícies de apoio usadas.
  • Diabetes, desnutrição, incontinência, febre, doença vascular ou imunossupressão.
  • Curativos e pomadas já usados e se a pele ao redor ficou macerada ou irritada.

Atenção: ferida com pus, mau cheiro, febre, pele escura/necrosada, dor progressiva ou aumento rápido precisa de avaliação. Só trocar pomada pode atrasar o tratamento correto.

Escaras não são apenas problema de pomada. Mudança de posição, alívio de pressão, pele limpa e seca, nutrição, controle de umidade e avaliação de profundidade são partes centrais do cuidado.

Com o envelhecimento, surge a necessidade de outros tipos de cuidado com o corpo. Esse processo pelo qual nosso organismo passa a todo momento, embora seja natural, traz novas sensibilidades e maior propensão à ocorrência de determinados problemas de saúde.

Isso se agrava também quando em conjunto com as condições desenvolvidas durante a juventude e a idade adulta, assim como fatores genéticos. O desenvolvimento de diabetes e outras doenças crônicas pode agravar a perda de energia da velhice e intensificar a fraqueza do organismo.

Como resultado, é comum que haja maior necessidade de atenção médica e hospitalar, ou que essa atenção tenha de ser constante, visando prolongar a vida do paciente. Consequentemente, muitas pessoas idosas passam muito tempo acamadas, seja em hospitais, na própria casa, ou na casa de parentes.

Porém, o nosso corpo está adaptado a uma vida fisicamente ativa. A atividade física é crucial para manter o funcionamento pleno da circulação sanguínea e, por consequência, a distribuição correta de nutrientes pelo corpo. E essa distribuição de nutrientes é essencial para a saúde dos tecidos do corpo.

A imobilização por longos períodos pode, portanto, comprometer essa circulação, especialmente devido à pressão ao corpo causada pelo seu próprio peso. Disso, é possível que surjam as escaras. Nesse caso, é necessário que ações sejam tomadas rapidamente, visando evitar a ocorrência de complicações.

Uma das formas de fazer isso é através do uso de pomada para escaras.

Pomada para escaras: como funciona

As escaras podem progredir rapidamente. A velocidade da progressão tende a variar com as características do paciente. Em determinadas situações, é possível que a formação da ferida não seja notada, pois tende a ocorrer nas partes do corpo que se mantêm encostadas na cama, e pode haver perda de sensibilidade no local.

As escaras geralmente se iniciam com a formação de uma região de coloração avermelhada, que pode não ser dolorida. É uma consequência da dificuldade de circulação no local. Esse estágio é o mais leve, e nesse estágio as escaras tendem a desaparecer espontaneamente, contanto que a circulação plena seja reestabelecida.

Porém, esse estágio nem sempre está presente, e pode não ser visível em pessoas que apresentam pele escura, além de ser sutil e ser semelhante a outras possíveis condições.

O prejuízo à circulação tende, porém, a evoluir para a formação de uma ferida. Geralmente, isso se inicia com a formação de uma bolha, sinal de rompimento da epiderme, que progride para a formação de uma úlcera superficial, de coloração vermelha.

Só haverá dor partindo da região caso a sensibilidade tenha se mantido. Portanto, nem sempre fica claro que a úlcera está se desenvolvendo.

A formação dessa lesão, além de danificar o tecido, também torna o corpo mais propenso a infecções bacterianas. Abre-se uma porta direta para a circulação sanguínea e os tecidos internos do corpo, forma-se um local propício para o desenvolvimento de bactérias (quente, úmido e com substâncias das quais podem se alimentar) e há menor atuação por parte do sistema imunológico, devido aos prejuízos à circulação e à debilidade do paciente.

Portanto, nesse estágio, é essencial que ações sejam tomadas para o tratamento rápido da lesão, visando evitar a ocorrência de infecções e também evitar a progressão das escaras.

No caso de lesões de pequenas dimensões, simplesmente eliminar a fonte da pressão por um tempo pode ser suficiente para sua recuperação. Porém, em lesões mais extensas e em pessoas que apresentam problemas relacionados à circulação sanguínea e ao sistema imunológico, é necessário um tratamento mais ativo.

Uma das formas de fazer isso é através de pomadas específicas para escaras. O objetivo dessas pomadas é acelerar a cicatrização. Com isso, a ferida se mantém aberta por menos tempo, diminui-se as chances dela progredir, e também diminui-se as chances de ocorrer uma infecção.


Pomadas para escaras disponíveis

Algumas sugestões disponíveis incluem:

Produto
Dersani Loção Oleosa
Pielsana Polihexanida Solução Aquosa
Pielsana Sabonete Líquido Antisséptico
Pielsana Óleo Dermoprotetor
Gel Pielsana Dermoprotetor
Óleo Cicatrizante Curativo Dermanutri
Geriaderm AGE Creme Contra Assadura
Óleo de Girassol Mió Almotolia
Moph Derme Loção Oleosa A.G.E Spray
Moph Derme Loção Oleosa A.G.E

Para auxiliar no combate a infecções, a pomada para escaras também pode apresentar substâncias antimicrobianas, e para auxiliar na regeneração e contribuir para a saúde da pele, pode conter também substâncias hidratantes. O tratamento também pode ser acompanhado do uso de antibióticos, de forma preventiva.

Visando evitar a ocorrência de alergias ou outras possíveis complicações decorrentes do uso das pomadas, é importante que a pomada utilizada seja a recomendada pelo médico que realiza o acompanhamento do paciente, e sua utilização corresponda às instruções do médico e da bula.

Entendendo as escaras

As escaras são o resultado da circulação sanguínea estar prejudicada em determinada região do corpo, especialmente devido à pressão constante sobre essa região, por exemplo, devido à pessoa estar constantemente acamada. Como resultado, costuma ocorrer na parte traseira do corpo, como na parte de trás da cabeça, nas costas, nos calcanhares, entre outras regiões.

Ela é normalmente categorizada em quatro estágios. A progressão comumente segue esses estágios, mas é possível em certos casos que os estágios iniciais não estejam presentes ou não sejam notados.

  • Estágio 1: é o estágio mais leve. Trata-se apenas da formação de vermelhidão no local em que a circulação está prejudicada, sendo esse normalmente o único sintoma. Isso pode ser aliviado simplesmente removendo-se a fonte de pressão e estimulando a circulação no local.
  • Estágio 2: consiste na formação inicial de uma ferida. Se inicia com a formação de uma bolha, causando o rompimento da epiderme, que progride para a formação de uma úlcera superficial. Apresenta cor visivelmente vermelha.
  • Estágio 3: a lesão ganha profundidade, atingindo os músculos da região e adquirindo uma coloração arroxeada. Há perda da espessura da pele e o risco de infecção aumenta consideravelmente. Pode haver também ocorrência de necrose, na forma de um nódulo duro no centro da ferida.
  • Estágio 4: estágio mais profundo. Há destruição dos músculos e exposição dos ossos e articulações. Há necrose em grandes extensões.

As escaras, portanto, apresentam grande potencial destrutivo, e, com a progressão, o risco de infecção aumenta, o que é muito perigoso para pessoas que apresentam sistema imunológico debilitado.

A melhor forma de lidar com as escaras é, portanto, através da prevenção. Devem haver medidas para evitar que regiões do corpo se mantenham comprimidas por longos períodos.

Caso seja possível, uma das melhores formas é através da atividade física leve. O paciente deve ser periodicamente levantado da cama e estimulado a caminhar por um curto período, ou fazer algum outro tipo de atividade que estimule a circulação.

Por outro lado, caso seja necessário que o paciente se mantenha acamado, ou esteja inconsciente, deve-se periodicamente modificar as regiões que estão mantidas comprimidas. Isso pode ser feito, por exemplo, virando-o para um lado ou para o outro.

O uso de almofadas, colchões especiais e outros métodos que aliviem essa pressão também tendem a ser eficazes.

Deve-se sempre ficar atento à formação das escaras e tratá-las rapidamente sempre que forem notadas.

Outros tratamentos

O tratamento utilizado para as escaras depende muito do estágio em que estiver presente. No primeiro estágio, por exemplo, simplesmente reestimular a circulação no local afetado já é suficiente para parar sua progressão.

No caso do segundo estágio, a pomada para escaras é a forma mais rápida e conveniente de tratá-la. É fácil armazená-la e mantê-la próxima, assim como é fácil aplicá-la, além de ser muito eficaz para o tratamento e para a recuperação do local.

O uso de pomadas também deve ser acompanhado do devido tratamento da lesão. Isso implica a aplicação de curativos e troca regular dos mesmos, visando impedir que a lesão se intensifique devido ao atrito e diminuir as chances de uma infecção se desenvolver. O ferimento também deve ser limpo com frequência, especificamente durante a troca do curativo.

Além das pomadas, o uso de tratamento a laser também se mostra eficaz, especialmente para estimular o retorno da circulação na região. Porém, não é tão conveniente quanto a pomada, visto que é necessário um aparelho específico e treinamento especializado.

No caso de escaras em estágios mais avançados, é preciso também a realização de outros tratamentos visando diminuir a velocidade de progressão e também diminuir as chances de infecções ocorrerem.

No terceiro estágio, por exemplo, é necessário realizar o desbridamento, isto é, a remoção do tecido necrosado. A presença desse tecido facilita a multiplicação de bactérias e dificulta a limpeza do tecido ainda vivo, portanto, precisa ser retirado.

Isso pode ser feito tanto manualmente, através da hidratação e tratamento adequado da lesão, o que estimula o descolamento espontâneo do tecido necrosado, como através de intervenções cirúrgicas, removendo o tecido com o auxílio de um bisturi. O tratamento a ser usado depende da extensão da necrose e das características do paciente.

No caso do quarto estágio, além do desbridamento, é preciso também realizar medidas mais extremas para possibilitar o fechamento da lesão. Isso pode ser feito, por exemplo, através do uso de enxertos de pele, retirando a pele de regiões mais saudáveis do corpo para isso. Em certos casos, é possível que seja necessário realizar a amputação do membro em que esteja presente, caso isso seja possível.

A melhor forma de controlar as escaras é, portanto, evitar sua formação e tratá-las em seus estágios iniciais caso se formem, sendo o uso de pomada para escaras uma das principais ferramentas para isso, graças à sua facilidade de uso e grande efetividade nesses casos.

Explore também no Blog da Saúde

  • Dermatologia
  • Doenças de A-Z

Fontes úteis

  • MedlinePlus: condições de pele
  • AAD: cuidados com pele acneica
  • MedlinePlus: infecções de pele
  • MedlinePlus: escaras e úlceras por pressão
  • MedlinePlus: prevenção de úlceras por pressão

Arquivado em: Dermatologia, Gerontologia Marcados com as tags: circulação, diabetes, envelhecimento, escaras, pomada para escaras, tratamento a laser, tratamento para escaras

Conflitos familiares: padrões, limites e cuidado

3 de agosto de 2022 by Eduarda Moro

Sofrimento emocional merece atenção quando deixa de ser uma reação passageira e passa a afetar sono, apetite, concentração, vínculos, trabalho, estudo ou autocuidado. A leitura mais útil observa duração, intensidade, prejuízo e presença de risco para a pessoa ou para terceiros.

Texto escrito em colaboração com a psicóloga, em percurso psicanalítico, Caroline Chiodelli CRP 12/15776

Memória (de Carlos Drummond de Andrade. “Claro Enigma”, 1991)

“Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão”.

Família. Uma palavra que carrega diferentes significados para cada sujeito, mesmo que estes sujeitos façam parte de uma mesma família. Para começo de conversa, uma das descrições de “família” no dicionário é: grupo de pessoas que compartilham os mesmos antepassados; estirpe, linhagem, geração.

Sabemos que a origem da família está intrinsecamente ligada ao processo civilizatório, onde surgiu a necessidade do ser humano estabelecer relações afetivas e criar laços. Algumas perguntas podem-se fazer a partir daí é: no seio familiar, o que mais se cria além de laços? E quais efeitos estes laços produzem para cada sujeito que a compõe?

Sabemos que, na contemporaneidade, a dinâmica familiar vem ganhando múltiplos arranjos para além do modelo tradicional: famílias homoafetivas, multiparentais, monoparentais, recompostas e famílias inter-raciais e interculturais.

A verdade, é que cada sujeito têm dado contorno àquilo que entende e deseja por família. E apesar das duras críticas dos séculos XIX e XX direcionadas a família, a escuta, na clínica psicanalítica, nos mostra que ela continua viva e pulsante, produzindo efeitos.

importancia familia


Isso se manifesta de diferentes maneiras…

Há quem deseja estar perto dos familiares, apreciando e admirando, e há também quem se angustie profundamente a ponto de atravessar um continente e fazer uma nova morada, por exemplo.

Porém, sabemos que os enlaces que a família compõe, transcendem o espaço geográfico, tempo e gerações. E é dessa cena que se trata para um sujeito: o enlaçamento entre aquelas subjetividades e a inscrição simbólica que o convoca a se constituir sujeito. Ou seja, o encontro entre aquilo que é de ordem individual e aquilo que é de ordem familiar. A partir desses entrecruzamentos que nos tornamos um eu.

Ao nascermos, somos lançados em um mundo repleto de histórias, acontecimentos, significados. A existência de um mundo antecede a existência de um bebê. Recebemos um nome e um sobrenome e, curiosamente, somos identificados a partir desta origem. Muitos de nós já fomos fisgados pelo entusiasmo de saber de onde viemos, buscando atrelar histórias passadas – de cinco décadas atrás, por exemplo – com a nossa própria.

O tempo cronológico interrompe muitas coisas, o expediente de trabalho, o fim de um filme, a validade de um produto. Contudo, as marcas subjetivas criadas pela passagem do tempo, não operam a partir do relógio. Aquilo que faz marcar a vida, não morre quando a morte acontece, pois continua ecoando na sua atemporalidade.

Ao falarmos de família, também estamos falando de ecos. Alguns gritantes, outros mais silenciosos… e, principalmente, alguns advindos de histórias e pessoas que nem mesmo o tempo cronológico teve a maestria de nos apresentar.


Conflitos familiares: daquilo que fica em nós

disputas conflitos familiares

O entrelaçamento de gerações é comumente composto de afetos, desejos inconscientes, (re)vivências de conflitos infantis, narcisismos dos pais, e, especialmente, transferência de histórias familiares originárias de outras gerações que atravessam o tempo e o encontro de gerações.

Afinal, os nossos pais, são também filhos. Os nossos avós, são também filhos e pais. Ter este olhar sob aqueles que exercem funções e ocupam o lugar de amor e/ou ódio em nossas vidas, aponta para a direção principal deste escrito: uma família, indiferente da década/século, está sempre povoada por histórias que ecoam.

O modo como esses “ecos” ressoam em nós, são diversos. Justamente por isso, não é incomum ouvir sobre como parecemos, em questão de traços psíquicos e posicionamentos, algum familiar. Os anos vividos, lado a lado, com nossos pais e mães, deixam resquícios na constituição de nossa identidade, produzindo uma certa semelhança de identificação.

Na clínica, este espaço destinado à escuta e acolhimento, estes ecos se fazem escutados e é por isto que muitas vezes, se impõe uma busca mais primitiva de um sintoma, pois este pode estar relacionado a conteúdos herdados que não foram simbolizados.

Pensar sobre a herança, para além daquela que é material – casa, dinheiro, terras – se faz extremamente necessário quando estamos falando de constituição do sujeito, na articulação entre as dimensões intrapsíquica e intersubjetivas.

Que heranças herdamos de nossos pais? Avós, bisavós e por aí em diante. Nesse sentido, é importante atentar para quais cenas e situações se repetem, ano após ano, de mãe para filho, por exemplo. Existem “queixas” familiares que são recorrentes e transgeracionais. Observar isso e compreender quais repetições mantém determinadas queixas, é um trabalho árduo, mas necessário.

Seria simplório demais termos uma resposta exata para esta pergunta, mas seria ilusório demais pensarmos que nada se herda. Talvez, então, a questão seja outra, a de reconhecer a existência de uma história que antecede todo sujeito.

Metaforicamente falando, ao nascermos, é como se recebêssemos, junto a experiência traumática de nascer, um tecido para vestir. E de alguma forma, somos convocados a vestir e se apropriar desse tecido.

Porém, um tecido é sempre formado por tramas de fios que já estão dispostos de determinadas maneiras. Talvez reconhecer, escutar os ecos e, principalmente, poder falar deles, seja justamente abrir aos poucos, estas tramas que às vezes criam nós, embaraçam novas linhas. E a partir daí, poder fazer novas costuras e arranjos.

Das possibilidades de se reinventar e se rearranjar, é na clínica psicoterapêutica e na análise, que se faz possível assimilar o que é meu, o que é do outro, e de que forma esses entrecruzamentos produzem sofrimento e estagnamento.

Existe um termo denominado upcycling. Na moda, o upcycling surge como a reutilização de uma roupa, que já não cabe do modo como foi pensada. São feitos novos arranjos e dada uma nova função àquilo que antes compunha uma indumentária. Ao encontro desse termo é que se propõe pensar as possibilidades de aplicação do upcylcing, naquilo que é de ordem subjetiva, que é carregada tal como uma herança, mas que já não cabe em nós.

Quando buscar apoio estruturado

Em Conflitos familiares: padrões, limites e cuidado, a linha de cuidado aparece quando o sofrimento deixa de ser episódio isolado e passa a limitar decisões, sono, estudo, trabalho, relações ou autocuidado. A intensidade importa, mas duração e prejuízo funcional costumam orientar melhor a necessidade de ajuda.

SinalLeitura clínica
Sintoma persistentePede avaliação quando dura semanas ou volta em ciclos.
EvitaçãoMostra que o medo ou desânimo está comandando escolhas.
Uso de álcool ou remédios para suportar o diaAumenta risco e pode mascarar o quadro.
Pensamentos de morteExigem apoio imediato e rede de segurança.

O cuidado pode combinar psicoterapia, ajustes de rotina, tratamento de sono, revisão de substâncias, suporte familiar e avaliação médica quando há depressão, pânico, risco ou sintomas físicos associados.

Quando procurar avaliação

Procure apoio quando o sofrimento interfere em sono, apetite, estudo, trabalho, vínculo, autocuidado ou segurança. Pensamentos de morte, violência, uso de álcool ou remédios para aguentar o dia, crises repetidas ou isolamento importante exigem rede de cuidado mais próxima.

Como acompanhar a evolução

  • Monte uma linha do tempo curta: início, evolução, fatores de piora e melhora.
  • Separe sintoma principal, sinais associados e impacto nas atividades.
  • Defina quando reavaliar se a melhora esperada não acontecer.

Fontes úteis

  • WHO: saúde mental
  • NIMH: saúde mental
  • MedlinePlus: saúde mental

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