Mastopexia com prótese combina levantamento da mama com implante, por isso a decisão deve considerar grau de queda, volume desejado, cicatriz, riscos cirúrgicos, riscos do implante e chance de revisão. A cirurgia pode ser adequada para algumas pacientes, mas não deve ser apresentada como garantia de simetria perfeita, cicatriz invisível ou resultado definitivo.
O que a cirurgia tenta corrigir
Mastopexia reposiciona a mama e a aréola quando existe queda. A prótese acrescenta volume e projeção. Algumas pacientes precisam de levantamento sem implante; outras buscam volume, mas têm pouca queda; outras precisam de combinação. A escolha depende de ptose, pele, posição da aréola, volume mamário, assimetria, histórico de amamentação, tabagismo, peso e expectativas.
A consulta pré-operatória deve separar desejo estético de possibilidade anatômica. Pele fina, grande flacidez, mamas muito assimétricas, cicatrização ruim, doenças não controladas e expectativa de “mama perfeita” mudam a conversa.
| Situação | Possível caminho | Ponto crítico |
|---|---|---|
| Queda predominante | Mastopexia pode bastar. | Cicatriz e reposicionamento. |
| Perda de volume | Implante pode ser discutido. | Riscos e vida útil do implante. |
| Grande flacidez | Técnica com mais cicatriz pode ser necessária. | Não prometer marca invisível. |
| Assimetria | Planejamento individual. | Simetria absoluta não é garantida. |
Cicatriz e implante são decisões diferentes
As cicatrizes podem ser ao redor da aréola, verticais e, em determinadas situações, em T invertido. Elas tendem a mudar ao longo de meses, mas são permanentes. O objetivo é uma cicatriz bem posicionada e bem cuidada, não uma cirurgia sem marcas.
O implante traz uma camada própria de decisão: pode haver contratura capsular, ruptura, deslocamento, necessidade de acompanhamento e possibilidade de nova cirurgia no futuro. A FDA reforça que implantes não devem ser tratados como dispositivos para a vida toda. Essa informação não serve para assustar; serve para consentimento real.
Recuperação por fases
Nos primeiros dias, dor, inchaço, roxos e limitação de movimento são esperados dentro de certos limites. Entre duas e seis semanas, a paciente costuma retomar atividades de forma gradual conforme orientação da equipe. Exercícios, carregar peso, dormir de bruços e relação sexual podem exigir restrição temporária.
O resultado não deve ser julgado na primeira semana. A mama muda com edema, cicatrização, acomodação do implante e remodelação tecidual. Fotografias seriadas da equipe ajudam a acompanhar evolução, mas comparação com redes sociais costuma distorcer expectativas.
Riscos que precisam estar claros
Além de riscos gerais de cirurgia e anestesia, podem ocorrer sangramento, hematoma, infecção, abertura de pontos, assimetria, alteração de sensibilidade, necrose parcial de aréola ou mamilo, cicatriz hipertrófica, dor, insatisfação e necessidade de revisão. Com implante, entram contratura capsular, ruptura, mal posicionamento e cirurgias futuras.
Procure a equipe se houver febre, vermelhidão progressiva, secreção, abertura de pontos, dor intensa unilateral, falta de ar, dor na panturrilha, sangramento ou piora rápida. Esses sinais exigem contato direto, não tentativa de resolver com orientação genérica.
Como decidir com mais segurança
Leve lista de medicamentos, tabagismo, doenças, cirurgias prévias, alergias e expectativas. Pergunte qual técnica foi proposta, por que ela faz sentido, onde ficam as cicatrizes, quais riscos são mais relevantes no seu caso, o que pode exigir revisão e como será o acompanhamento.
Em adolescentes ou pacientes com sofrimento intenso com aparência, é prudente avaliar maturidade, motivação, pressão externa e possível dismorfia corporal. Boa cirurgia começa por indicação clara, não por promessa.
O que perguntar sobre implantes
Pergunte tipo de implante, plano de colocação, tamanho, perfil, risco de contratura, como será o acompanhamento, quando investigar ruptura e quais sinais devem ser comunicados. Também vale perguntar o que acontece se houver gravidez, grande variação de peso ou desejo de retirar o implante no futuro.
Essa conversa evita que a mastopexia com prótese seja entendida como evento único. Para muitas pacientes, ela é uma decisão de longo prazo, com necessidade de acompanhar a mama e aceitar possibilidade de novas intervenções.
Quando adiar pode ser melhor
Adiar a cirurgia pode ser prudente quando há tabagismo ativo, diabetes descompensado, infecção, instabilidade de peso, expectativa irrealista ou dúvida importante sobre implante. Perder o timing comercial de uma cirurgia é melhor do que operar sem condições adequadas.
Também é razoável pedir segunda opinião quando a paciente não entende a técnica, não recebeu explicação sobre cicatriz ou sente que riscos foram tratados como detalhe.
Também peça para ver exemplos compatíveis com seu biotipo, não apenas resultados ideais. Fotos ajudam a entender cicatriz e formato, mas não garantem que o mesmo resultado ocorrerá em outra pele, outro volume e outra cicatrização.
O que é mastopexia com prótese
Mastopexia com prótese é uma cirurgia que combina elevação da mama com inclusão de implante. O objetivo é reposicionar a mama, ajustar volume e planejar cicatrizes conforme grau de queda, qualidade da pele, tamanho do implante, anatomia e risco cirúrgico.
O que avaliar antes da cirurgia
A decisão deve considerar objetivo de volume, posição da aréola, excesso de pele, qualidade de cicatrização, tabagismo, peso, diabetes, planos de gravidez ou amamentação e tempo disponível para recuperação.
Febre, falta de ar, dor progressiva, secreção, abertura de pontos ou vermelhidão intensa no pós-operatório exigem contato com a equipe assistente.
Mastopexia sem próteses

A mastopexia sem próteses mamárias proporciona o reposicionamento da mama, mas vai devolver então o pólo superior e colo mamário, deixando a paciente frustrada, pois a expectativa era de ter a mama quando jovem, que tinha mais gordura na parte superior e interna da mama.
Como ficam as cicatrizes?

A extensão e posicionamento das cicatrizes em uma mastopexia vai depender de quanto a mama está caída e quanto apresenta de excesso de pele a ser retirado.
Por exemplo: pequenas quedas, a paciente pode ter apenas a retirada da pele ao redor da aréola, ficando assim a cicatriz disfarçada ao redor do aréola.
Casos com um pouco mais de pele nós podemos fazer uma cicatriz ao redor da aréola e apenas descendo pro sulco inframamário, que nós chamamos de formato em pirulito.
“Mamoplastia em formato de L”. Pacientes com um pouco mais de pele, podemos então realizar uma mamoplastia ou mastopexia em formato de “L”, sendo a cicatriz ao redor da aréola. Ela desce em formato vertical e nós colocamos a cicatriz apenas no sulco inframamário na porção lateral da mama, proporcionando assim uma cicatriz mais escondida, onde a paciente pode utilizar um decote maior ou um biquíni mais cavado sem aparentar a cicatriz na parte interna da mama.
“T invertido”. Em casos com grande flacidez ou excesso de pele, realizamos assim a cicatriz ao redor da aréola e em “T” invertido ou em forma de âncora, ela pega a parte interna e lateral também do sulco inframamário.
Quais fatores influenciam na cicatrização?

A qualidade da cicatriz resultante de uma mastopexia, ou seja, o aspecto visual da cicatriz depende de inúmeros fatores.
- Da técnica utilizada durante o procedimento cirúrgico, de tensão ou não durante o procedimento cirúrgico e dos materiais utilizados para os pontos.
- Dos cuidados da paciente no período pós-operatório. Repouso é fundamental para que a cicatriz não se alargue, por exemplo.
- Infecções ou sangramentos no pós-operatório também pode com a qualidade da cicatriz
- Os fatores genéticos de cada paciente (principal).
Existem pacientes que fazem o pós-operatório correto, que são submetidos a uma cirurgia tecnicamente impecável, mas tem uma tendência genética a fazer cicatriz escura ou então cicatrizes elevadas, como por exemplo os queloides, isto não depende do cuidado pós-operatório e nem do cirurgião, pois é a genética de cada um.
Caso isso ocorra é discutido com a paciente a possibilidade de correção dessa cicatriz com tratamentos para diminuir a recorrência desse tipo de alteração da cicatriz.
Tratamentos possíveis incluem:
- Beta terapia
- Laser pós-operatório
- Uso de ácidos
Como fica a consistência das mamas?
Atualmente com a evolução dos implantes mamários, a consistência da mama no pós-operatório é muito mais natural, é uma mama mais firme, mas não endurecida como antigamente.
O toque é bem natural, o que traz uma grande satisfação para as pacientes.
Como fica o tamanho?
Em relação ao tamanho, é decidido junto com o cirurgião o aspecto final de mama que a paciente deseja ter, dentro de um limite de segurança, por exemplo, grandes implantes podem dar um resultado desarmônico, ou seja, não compatível ao corpo do paciente.
Cabe então ao cirurgião alertar a paciente sobre esse risco, além disso, quanto maior o volume do implante maior o seu peso, logo, maior chance dessa mama consequentemente caírem ao longo dos anos.
É importante obedecer aos limites anatômicos da própria paciente, ou seja, o quanto de prótese cabe dentro desta mama, qual o melhor volume para ter um resultado harmônico, esteticamente bonito e ao mesmo tempo natural para aquela paciente.
Evolução da Mastopexia
As primeiras técnicas de mastopexia com prótese eram um pouco frustrantes, tanto para a paciente quanto para o cirurgião, por quê?
Os implantes, na grande maioria, eram colocados atrás da glândula da paciente, onde a pele e tecido glandular eram responsáveis por manter, ou seja, sustentar os implantes mamários, mas com a gravidade, esses implantes cediam.
Técnicas atuais
Atualmente temos técnicas de maior estabilização de implantes na mama, como por exemplo, técnicas de “dual plane”, onde parte da mama fica atrás do músculo e parte atrás da glândula.
Existem também técnicas de confecção de alças musculares onde o músculo peitoral é dividido, a fim de deixar mais estável a próxima marca.
Além disso, hoje conhecemos melhor a anatomia da mama, e podemos receitar maior quantidade de tecidos flácidos com menores cicatrizes. Resultando assim numa mama com uma duração muito maior, em termos de estética e em termos de queda.
Por quanto tempo sustenta?
Em relação ao tempo não podemos precisar quanto tempo a mama vai ficar parada, mas nós sabemos que com técnicas modernas com sustentação muscular, o resultado é muito mais longevo em relação às técnicas anteriores.
Quanto tempo dura a mastopexia com próteses?
Quanto a troca de implantes mamários, antigamente orientávamos a cada dez anos.
Hoje, com as próteses de sexta geração, acreditamos que esses implantes duram em torno de quinze a vinte e cinco anos. No entanto, como há uma caixa de contratura capsular, ou seja, uma cicatriz espessa ao redor do implante de 1% e uma taxa de rutura desses implantes estão também de 1%, é recomendado que as pacientes procurem seus cirurgiões plásticos anualmente para serem submetidas a ultrassom de mama, e a casa oito anos uma ressonância magnética.
Assim então de ter o acompanhamento da saúde do implante e da sua mama também.
O efeito dura para sempre?
Em relação a manter pra sempre! Não, nada é definitivo.
Então existe um descenso natural dos implantes ao longo dos anos, mas com as sustentações musculares, este descenso é melhor em relação às técnicas habituais.
Cuidados pós-operatórios
Após uma cirurgia plástica, o que fazer?
- Inicialmente uma boa hidratação e alimentação rica em proteínas e vitaminas, a fim de favorecer a cicatrização.
- Seguir estritamente e corretamente as orientações médicas para uma boa cicatrização e evitar sangramentos, em caso de dúvidas ou intercorrências, comunicar imediatamente a equipe médica.
- Fazer o uso correto das medicações pós-operatórias.
- Não faltar aos retornos médicos.
Cada cirurgia demanda um cuidado pós-operatório específico, como por exemplo, no caso das mastopexias:
- Evitar elevar os braços na primeira semana acima de quarenta e cinco graus
- Dormir de barriga para cima, nas primeiras duas semanas em média
- Não carregar pesos na primeira semana
- Evitar musculação com a elevação dos braços entre três semanas em média
- Evitar a exposição solar a fim de evitar cicatrizes escuras.
- Uso correto do sutiã cirúrgico
- Evitar banhos quentes para diminuir o inchaço mamário no pós-operatório
- Não usar quaisquer medicações ou vitaminas sem procurar antes orientação médica.

Pedro Lozano, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista (UNESP), Residência (Especialização) em Cirurgia Geral: Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, Botucatu, Residência Médica (Especialização) em Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Título de Especialista em Cirurgia Plástica: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, é Professor de Habilidades Cirúrgicas da Universidade Cidade de São Paulo – (UNICID).
Diretor e responsável técnico da Clínica Vix – Medicina & Saúde, o cirurgião preza pelo bem-estar e satisfação de seus pacientes, para isso utiliza as técnicas mais adequadas a cada caso – realizando assim, intervenções estéticas com segurança e precisão.
Alameda Francisco Alves, 169 – Jardim, Santo André – SP, 09090-790
CRM-SP: 111.967 / RQE: 44244
O que muda a indicação do procedimento
Em Mastopexia com prótese – Como é Feita, Cicatriz e Recup…, a indicação deve ligar queixa, exame físico, alternativas e risco aceitável. Procedimento não deve ser escolhido apenas por antes e depois, alegação de resultado ou influência comercial; a decisão melhora quando compara benefício provável, tempo de recuperação e possíveis complicações.
| Ponto | Por que importa |
|---|---|
| Indicação | Confirma se o procedimento responde ao problema real. |
| Contraindicações | Doenças, remédios, tabagismo e cicatrização podem mudar segurança. |
| Recuperação | Dor, repouso, retorno ao trabalho e restrições precisam caber na rotina. |
| Expectativa | Evita confundir melhora possível com alegação de resultado. |
Na avaliação, pergunte quais alternativas existem, quais riscos são mais relevantes no seu caso, como será o acompanhamento e quais sinais no pós-procedimento exigem contato antes do retorno programado.
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Fontes úteis
- MedlinePlus: condições de pele
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- MedlinePlus: infecções de pele
- MedlinePlus: breast lift
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