Fratura de Jones ocorre na base do quinto metatarso, em uma região
com suprimento sanguíneo limitado. Por isso, demora mais a consolidar e
tem maior risco de não união que a fratura por arrancamento da ponta.
Bota ou gesso sem apoio e cirurgia são opções conforme desvio, atividade
e evolução.
Onde fica a fratura
O quinto metatarso é o osso longo na borda externa do pé. A fratura
de Jones fica na transição entre a base e a diáfise, próxima à
articulação entre o quarto e o quinto metatarsos. Esse local é uma zona
de circulação mais vulnerável.
Uma fratura por avulsão ocorre mais perto da ponta, onde um tendão
puxa pequeno fragmento. Ela costuma consolidar melhor. Fratura por
estresse fica um pouco mais distante e pode mostrar espessamento e linha
crônica. Laudo apenas com “base do quinto metatarso” não distingue
adequadamente.
Como acontece
Torção do pé com carga sobre a borda externa pode produzir lesão
aguda. Atletas também desenvolvem dor progressiva por estresse repetido.
A dor fica no lado lateral, piora ao apoiar e vem com inchaço e
roxo.
Continuar correndo sobre dor de estresse pode completar a fratura. Um
estalo não é obrigatório. Palpação localizada e incapacidade de dar
passos aumentam a necessidade de raio X.
Como é confirmado
Radiografias em diferentes incidências mostram localização, desvio e
sinais de cronicidade. Fratura por estresse inicial pode não aparecer;
ressonância identifica edema ósseo e tomografia avalia consolidação e
esclerose.
O exame também procura lesões de tornozelo e articulações do mediopé.
Dor mais alta ao longo do osso pode corresponder a outra zona, com
prognóstico diferente.
Tratamento sem cirurgia
Fratura aguda, sem desvio, em pessoa menos ativa pode ser
imobilizada. Muitos protocolos retiram apoio por seis a oito semanas,
seguidos de progressão conforme dor e imagem. A duração pode ser maior
porque a linha permanece visível.
Bota removível facilita higiene, mas não autoriza apoio antecipado.
Muletas e orientação de carga fazem parte da prescrição. Tabagismo,
diabetes, deficiência nutricional e retorno precoce aumentam risco de
atraso.
Quando cirurgia é preferida
Atletas e pessoas que precisam retorno mais previsível podem optar
por fixação com parafuso intramedular. Desvio, não união, refratura e
fratura por estresse crônica também favorecem cirurgia. Enxerto ósseo
pode ser necessário em casos antigos.
O parafuso estabiliza, mas não elimina tempo biológico. Infecção,
irritação do material, quebra e refratura são riscos. Tamanho e
posicionamento adequados reduzem falha.
Quanto tempo para consolidar
Seis a oito semanas é uma referência inicial, não garantia.
Consolidação clínica significa pouca dor e tolerância à carga;
consolidação radiográfica mostra ponte óssea. Retorno ao esporte exige
força, equilíbrio e impacto progressivo além da imagem.
Algumas fraturas levam três meses ou mais. Dor que retorna ao
aumentar carga pode indicar progressão rápida demais ou consolidação
incompleta. Repetir raio X ou tomografia depende do caso.
Sinais de atraso de
consolidação
Dor pontual persistente, linha que não muda e esclerose nas bordas
sugerem atraso. Não união é a ausência de progressão ao longo do tempo
esperado. Estimulador ósseo pode ser discutido, mas não corrige
instabilidade mecânica importante.
Vitamina D é avaliada quando há risco, porém suplemento em excesso
não acelera automaticamente. Calorias e proteína suficientes, cessação
do tabagismo e controle do diabetes apoiam cicatrização.
Reabilitação e retorno
Depois da liberação de carga, mobilidade do tornozelo, força da
panturrilha e músculos laterais do pé e equilíbrio são recuperados.
Corrida começa após caminhar e saltar sem dor, seguindo aumento
gradual.
Palmilha ou ajuste de calçado pode ser útil em pé cavo ou carga
lateral excessiva. O objetivo é reduzir forças que contribuíram para
fratura por estresse e refratura.
Quando procurar urgência
Pé frio, pálido, dor desproporcional, dormência progressiva ou pele
muito tensa exigem avaliação imediata. Ferida sobre a fratura também
aumenta risco. Em entorse comum sem esses sinais, incapacidade de apoiar
e dor óssea localizada ainda justificam radiografia precoce.
A fratura pode ser
confundida com entorse
O mecanismo frequentemente torce o tornozelo, e o roxo lateral pode
desviar atenção para ligamentos. Palpar toda a base do quinto metatarso
e o navicular faz parte das regras clínicas para decidir radiografia.
Dor concentrada no osso, em vez de apenas à frente do tornozelo, aumenta
suspeita.
Uma radiografia inicial normal não exclui lesão por estresse. Se a
dor focal persiste em corredor ou militar, ressonância pode detectar
antes que a linha fique visível. Continuar impacto nesse intervalo eleva
risco de completar e deslocar.
Parafuso precisa ser
retirado?
Na maioria, permanece se não incomoda. Retirada é considerada diante
de proeminência, dor atribuída ao material, infecção ou necessidade
específica. Remover cedo cria um trajeto no osso e aumenta
temporariamente vulnerabilidade; retorno ao esporte volta a ser
graduado. Dor após cirurgia também pode vir de não união ou tendões, de
modo que retirar sem confirmar a fonte pode não resolver.
A imobilização dessa região é aprofundada em bota para fratura do quinto
metatarso, e dor junto ao tornozelo deve ser distinguida do cenário
de afastamento por fratura de
tornozelo.
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- Bota para fratura do
quinto metatarso - Afastamento por fratura de
tornozelo - Rejeição de parafuso no
tornozelo
Referências
- American Orthopaedic Foot & Ankle Society. Jones fracture. https://www.footcaremd.org/foot-and-ankle-conditions/midfoot/jones-fracture
- American Orthopaedic Foot & Ankle Society. Fifth metatarsal
fracture surgery. https://www.footcaremd.org/foot-and-ankle-treatments/midfoot/fifth-metatarsal-fracture-surgery


